ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quarta-feira, 3 de março de 2010

A vida deve ser protegida

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A vida humana é um dom que recebemos de Deus. Ela deve ser sempre protegida e respeitada por todas as pessoas. Deve haver uma política de garantia e proteção à vida desde a sua concepção e durante toda a vida que a pessoa viver. Não se justifica interrupção da vida por nenhum motivo. Deve sempre dar qualidade de vida às pessoas que sofrem e às que mais precisam.

Os direitos que garantem a dignidade da pessoa humana devem ser reconhecidos e aplicados durante a vida no seu natural desenvolvimento e nos estágios de maior fraqueza. Foi o que reafirmou o Santo Padre, o Papa Bento XVI, em discurso à Pontifícia Academia para a Vida. A vida humana, sublinhou Bento XVI, não deve ser objeto submetido ao arbítrio do mais forte e, quando se trata de âmbitos relativos ao ser humano, os cientistas não podem jamais pensar de ter entre as mãos somente a matéria inanimada e manipulável.

A lei natural, que a Igreja reafirma, é uma barreira a eventuais legislações estatais que lesam a dignidade da vida. Assim, a Igreja, na voz do Papa, nos orienta que a lei natural permite ir além das diferenças, porque afirma a existência de uma ordem impressa na natureza pelo Criador e reconhecida como instância de verdadeiro juízo ético racional para perseguir o bem e evitar o mal.

Desse modo, os cristãos devem imprimir no seu coração a caridade que tudo faz para que a dignidade da vida seja respeitada na sua integridade e que sejam respeitados todos os seus direitos humanos. Assim, nós temos o dever de ser guardiões da vida em todos os seus estágios e que ela não seja desrespeitada nunca.

A vida humana não é uma coisa que se pode jogar fora ou descartar, mas deve ser valorizada, defendida e ajudada para que seja, de fato, considerada um bem maior da humanidade. Se quisermos uma sociedade justa e desenvolvida, devemos colocar a vida como prioridade de toda ação humana.

Uma sociedade que guarda, preserva e deixa viver a pessoa desde a sua concepção até o envelhecer com qualidade até a morte natural se torna colaboradora da ação de Deus na história da humanidade. Não temos o direito de interromper a vida de ninguém. Jesus nos deixou um legado que nos anima na defesa da vida quando Ele nos diz.

“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10, 10)

"Fur non venit, nisi ut furetur et mactet et perdat; ego veni, ut vitam habeant et abundantius habeant." (Jo 10, 10)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

terça-feira, 2 de março de 2010

A felicidade custa pouco

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O ser humano, por vocação, quer ser feliz e procura a felicidade. Esta felicidade é estar em comunhão com Deus e com os irmãos. É uma busca constante para ser feliz. Está no coração do homem este desejo de ser feliz. Jesus vem mostrar qual é caminho certo para esta verdadeira felicidade.

Nesta procura de felicidade, muitas vezes, a pessoa se equivoca, buscando na riqueza, no prazer, no poder, no sucesso e no egoísmo pessoal a sua vida feliz. Por causa disso, ela perde a ética, mergulha na corrupção, na imoralidade pessoal e política, tudo isso para conquistar uma pseudo-felicidade, e a pessoa pensa que está levando vantagem.

A liturgia nos mostra o caminho correto que se deve percorrer para encontrar a verdadeira felicidade ou uma felicidade falsa. As leituras bíblicas apontam dois caminhos: um leva à plena realização da vida; o outro, geralmente, à decepção e à desgraça.

O profeta Jeremias inicia com uma afirmação. “Infeliz o homem que confia no homem”. Esta afirmação é um alerta, porque o homem é fraco, mas ele ainda afirma que o caminho certo é o Senhor Javé. Então ele nos diz. “Feliz o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor”. “É como a árvore plantada à beira da torrente... nunca deixa de dar frutos” (Cf. Jr 15, 5-8).

São Paulo nos fala: é feliz quem deposita sua fé e esperança no “Cristo Ressuscitado”. Isto porque é a Ressurreição de Cristo que dá sentido à nossa vida e confirma a nossa fé n’Ele. É Ele a garantia da nossa ressurreição (Cf. 1 Cor 15, 12.16-20). O Evangelista Lucas nos mostra Jesus que aponta o caminho verdadeiro e correto da felicidade. Jesus faz um discurso - o local é a planície. São quatro Bem-Aventuranças e quatro Advertências.

Jesus fala aos discípulos e para nós hoje também. Ele diz que os pobres são felizes porque são abertos ao Reino e podem possuí-lo. Isso quer dizer também que eles confiam em Deus, enquanto os ricos gananciosos já têm uma recompensa. Os pobres são disponíveis, partilham o que têm aos que mais precisam. São solidários aos necessitados. A fome deles é saciada, o choro deles é consolado e, se há perseguição aos ricos de espírito por causa de Cristo, estes serão recompensados.

Agora ricos egoístas, pobres de espírito que só pensam em si, não partilham e nem se solidarizam com os que sofrem, com os necessitados, estes estão comprometidos. As suas atitudes os deixaram sozinhos, isolados e abandonados (Cf. Lc 6, 17.20-26). Então é um alerta para todos: se for pobre, sem apego exagerado às tentações da vida, confia no Senhor e, se for rico, mesquinho, ganancioso, burguês, converta-se para a vida de fraternidade, de justiça e de partilha para que todos nós possamos encontrar sentido neste mundo.

Assim esta terra se torna mais irmã e o Reino de Deus começa a ser vislumbrado entre nós, seres humanos. Deus é fiel e nós queremos participar deste Reino que terá Plenitude na Eternidade. Desse modo, somos felizes porque temos um Deus parceiro que caminha conosco e nos dá coragem de realizar boas obras no mundo inteiro.

Et ipse, elevatis oculis suis in discipulos suos, dicebat: ‘Beati pauperes, quia vestrum est regnum Dei’ (Lc 6, 20)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A política é a arte da sabedoria

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A política está inserida na democracia e é a arte de governar para o bem do povo, para o povo e com o povo. O povo precisa de alguém sábio, ético, honesto e que faça o seu trabalho para o bem comum. Que o projeto político seja a favor da vida, da dignidade humana e dos direitos para todos, principalmente dos mais pobres e desvalidados da vida.

Não pode ser uma política assistencialista e populista, mas uma política que promova o homem e a mulher na sua integridade. Platão, grande filósofo do passado, se propôs a delinear como deve ser a política. Então “ele foi o primeiro e talvez o último a sustentar que o estado deve ser governado não pelos mais ricos, os mais ambiciosos ou os mais astutos, mas pelos mais sábios”. Sábio não quer dizer ter vasto conhecimento humano, mas atitude de sabedoria, de justiça no ato de governar.

Há uma necessidade muita grande no mundo que haja homens que dirijam a vida pública como algo precioso, pois os seus atos têm uma consequência para toda a humanidade. Não se pode ter vaidade política, autoritarismo e nem ideologias ultrapassadas que não asseguram a liberdade humana.

Para Platão, o primeiro e fundamental problema da política é que todos os homens acreditam-se capacitados para exercê-la, o que lhe parece um grave equívoco, pois ela resulta de uma arte muito especial. Distingue então três tipos de artes: 1 - aquela que ele chama de auxiliar (que podemos classificar como a de ordem técnica, como o artesanato, a marinhagem, o pastoreio, etc...); 2 - em seguida vem a arte produtora (o plantio, a tecelagem, o comércio, etc...); 3 – e, por último, a arte de saber conduzir os homens, que seria a política propriamente dita, superior a todas as outras.

O político, de modo algum, pode ser autoritário, pois a política é uma arte que o faz agir como agricultor, que espera a hora de planta e colher; como um tecelão, que pega, fio por fio, com maestria até produzir um bom trabalho; como um comerciante, que sabe colocar o seu produto no preço ideal e que atenda a necessidade do cliente e o seu, ao mesmo tempo; como o artesão, que sabe manusear o seu material sem danificá-lo e nem dar prejuízo; como o pastor, que conduz o rebanho a lugar certo e seguro, dando assistência e ajuda.

Por fim, política é conduzir o povo de modo justo, defendo os valores mais nobres da dignidade humana. Por isso, o político deve desenvolver habilidades, tais como saber conduzir o seu projeto de política que leva em conta toda a sociedade que produz e os que mais carecem de ajuda. É encontrar o equilíbrio entre os fortes e os poderosos, e os mais fracos e indefesos.

“Et nos, qui credidimus, novimus caritatem, quam habet Deus in nobis. Deus caritas est; et, qui manet in caritate, in Deo manet, et Deus in eo manet” ( 1 Jo 4, 16)

“Nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor” (1 Jo 4, 16)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ter um especial cuidado com os doentes

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O cristão é chamado a ser um bom samaritano, a ter um olhar caridoso e solidário com as pessoas que mais sofrem, os doentes. Eles ficam dependentes do carinho, do cuidado e do zelo de quem cuida deles. Jesus sempre teve um olhar compassivo, aliviava as dores, curava e acolhia a cada um que o recorria. Jesus é um Deus presente na dor e no sofrimento do povo. O Papa Bento XVI pede um mundo mais capaz de “acolher e cuidar os doentes como pessoas” e acrescentou que “a medida da humanidade se determina essencialmente na relação com o sofrimento”.

Na Basílica de São Pedro, o Papa Ratzinger, isto é, o Papa Bento XVI celebrou Missa pelo 18º Dia Mundial do Doente e também em memória de Nossa Senhora de Lourdes. As relíquias da pastora francesa Bernardette Soubirous, à qual apareceu Nossa Senhora, em Lourdes, na França, foram colocadas entre o altar e a nave central da Basílica, abarrotada de doentes, muitos em cadeiras de rodas, voluntários, trabalhadores de saúde, organizadores de excursões.

Durante a Homilia, Bento XVI assegurou que a Igreja tem duas missões essenciais: “a evangelização e o cuidado dos doentes de corpo e espírito”. Há 25 anos, o Vaticano decidiu instituir o Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde “para oferecer sua própria contribuição e promover um mundo mais capaz de acolher e cuidar dos doentes”. O Papa teólogo falou de Lourdes, lugar eleito por Maria para manifestar seu maternal cuidado aos doentes e referiu-se ao Magnificat (Canção de Maria), que “não é o canto para aqueles a quem sorri a fortuna, porém é mais o agradecimento de quem conhece os dramas da vida e confia na obra redentora de Deus”.

Assim o Papa nos lembrou dizendo que incidiu no vínculo entre os doentes e os sacerdotes “uma espécie de aliança, de cumplicidade evangélica. Ambos têm o dever: o doente deve chamar os presbíteros e estes devem responder para atrair sobre a doença a presença e a ação do Ressuscitado e do Seu Espírito”. Ao concluir, citou seu antecessor, o Papa João Paulo II (1978-2005) que, em sua carta apostólica, “Salvifici doloris”, escreveu. “Cristo, ao mesmo tempo, ensinou ao homem a fazer o bem com sofrimento e a fazer o bem ao que sofre”.

Estas palavras do Papa nos fortalecem o ânimo de ser um bálsamo na dor de muitos doentes, aliviando os seus sofrimentos, dando coragem e força através da Palavra de Deus, da Eucaristia que os sustente e os impulsiona para enfrentar a doença com serenidade. Na doença, os doentes configuram com Cristo sofredor, que levou a sua cruz ao calvário, para dar vida plena à humanidade.

Ser um conforto na ajuda material ou espiritual para que nada falte aqueles que estão desprovidos da saúde. Que o Deus da vida esteja no caminho de todos e que sempre a fé nos mais preparados diante dos desafios que a doença nos provoca.

“Et ait illi: ‘Propter hunc sermonem vade; exiit daemonium de filia tua’.” (Mc 7, 29)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Deus nos chama sempre

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

No dia 07 de fevereiro, foi celebrado o 32° Dia Nacional pela Vida. O Santo Padre, o Papa Bento XVI, rezou o Ângelus com os numerosos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. Referindo-se à liturgia do domingo, o Papa recordou três exemplos do chamado divino: o chamado do Profeta Isaías, o episódio evangélico da pesca milagrosa que vê o protagonista Pedro e um trecho da Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios.

Nessas três experiências, disse o Papa, vemos como o encontro com Deus leva o homem a reconhecer a própria pobreza, a própria inadequação, o próprio limite. Mas é através dessa fragilidade que o Senhor transforma a vida do homem e o chama a segui-Lo. E acrescentou. “Neste Ano Sacerdotal, rezemos ao Senhor para que envie operários à sua Messe e para que todos aqueles que sentem o convite do Senhor a segui-Lo, após o necessário discernimento, saibam responder-Lhe com generosidade, não confiando nas próprias forças, mas abrindo-se à ação da sua graça”.

“Em particular, convido todos os sacerdotes a reavivarem a sua generosa disponibilidade a responder todos os dias ao chamado do Senhor com a mesma humildade e fé de Isaías, de Pedro e de Paulo”. Estas palavras do Papa nos dão a coragem de seguir mais de perto o Cristo que chama incessantemente operários disponíveis, desapegados e livres para a missão de evangelizar. O mundo carece de pregadores que levam a mensagem genuína de Cristo. Há muitos lugares que precisam que a Palavra de Deus seja difundida, comunicada e testemunhada com a nossa vida.

Somos chamados a ser pescadores de homens, isto é, a levar cada vez mais pessoas para o caminho que Cristo indica que leva à vida plena e abundante. Quem nos qualifica para a missão é o autor do chamado, o próprio Deus que nos interpela e nos preenche da sua graça. Deus sempre nos chama e dá uma missão para que este mundo seja humanizado e divinizado pela presença de Cristo vivo no nosso meio.

Lembramos da célebre frase do nosso saudoso Papa João Paulo II (1978-2005). Não tenhamos medo de abrir as portas do nosso coração a Cristo e de deixá-las escancaradas para que Ele reine na nossa vida. Devemos ter uma experiência pessoal do Mestre e assim nunca mais seremos o mesmo. Ele nos transforma por inteiro, tira tudo em nós que impede de sermos pessoas livres e salvas. Um novo homem e uma nova mulher surgem e transparecem a todos o rosto do Divino Mestre.

O Papa, na sua catequese semanal, nos lembra do fundador da Ordem dos Frades Pregadores. Ele o propôs como modelo de pobreza e consagração à evangelização, afastado dos prestigiosos eclesiásticos. Ele nos fala do grande fundador do século XIII, São Domingos de Gusmão. “Este grande santo nos recorda que, no coração da Igreja, deve arder sempre um fogo missionário que conduz incessantemente a levar o primeiro anúncio do Evangelho e, onde for necessário, a uma nova evangelização”, explicou.

Cristo deve ser o centro de todas as coisas. É Ele quem dá sentido à vida humana e à nossa história. Como o próprio Papa nos lembra. “É Cristo, de fato, o bem mais precioso que os homens e as mulheres de todas as épocas e lugares têm o direito de conhecer e amar!”. Não devemos procurar honrarias e destaques, mas ser servidores da Boa Notícia de Cristo e que ela chegue ao coração do homem e da mulher de todos os tempos, porque vale a pena conhecer, viver e dar testemunho d’Ele.

Para isso, é preciso ter um conhecimento teológico aliado à fé que nunca esmorece, mesmo nas perseguições, sofrimentos e perdas. Jesus caminha sempre conosco, dando coragem e fortaleza em todos os momentos da nossa vida.

Quia omnis, qui se exaltat, humiliabitur; et, qui se humiliat, exaltabitur (Lc 14, 11)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A cruz dá sentido à vida

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A vida humana é marcada, muitas vezes, por sofrimentos, perdas, mortes, vitórias, fracassos, amor, doação, coragem, desamor, perdão e falta de perdão, etc. Isto acontece porque o homem está sujeito ao pecado e também à conversão e à volta para Deus. Quem deu este caminho de reconciliação consigo, com o outro e com Deus foi Jesus Cristo.

A novidade do Cristianismo é a lei do Amor que ultrapassa todas as barreiras do egoísmo, do individualismo e do materialismo. Jesus, com a sua vinda, com o seu exemplo de vida, com as suas mensagens de salvação e de libertação, deu ao homem um novo começo. A cruz se torna bendita porque dá sentido à vida. Ela foi um instrumento de morte, mas nela o Autor da Vida morre e depois ressuscita, dando vida nova para todos que creem n’Ele. A cruz é um símbolo que indica que um Deus se doa plenamente à humanidade por amor.

“O crucifixo é o espelho no qual todos, crentes e não crentes, podem encontrar um significado que enriquece a vida. E, portanto, em nenhum outro lugar o homem pode melhor compreender o quanto ele é importante olhando-se no espelho da cruz”. Foi o que sublinhou recentemente o Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao centralizar a importância da catequese em audiência geral sobre a pessoa de Santo Antônio de Pádua, um homem que colocou “Cristo sempre no centro da sua vida e do seu pensamento, da sua ação e pregação” (10 de fevereiro de 2010).

Assim o Papa nos ensina. “Iniciador da teologia franciscana, o santo, um dos mais populares em toda a Igreja, falava da oração como de uma relação de amor, que leva o homem a conversar docilmente com o Senhor”. “Somente uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual”, afirma Bento XVI. Antônio, além do mais, conhecia “bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado”, e exortava “continuamente a combater a inclinação à avidez, ao orgulho, à impureza”, praticando, ao invés, “as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza”.

“A caridade”, dizia Santo Antônio, “é a alma da fé”. Um ensinamento de grande atualidade se for visto à luz da crise econômica que ainda semeia tanta pobreza. Por isso, o Papa nos exorta que “a economia tem necessidade de ética para o seu correto funcionamento, não de uma ética qualquer, mas sim de uma ética amiga da pessoa”.

No Evangelho de Marcos, é narrado que o que deixa impuro o homem é o que sai de dentro dele, isto é, toda forma de mal que não o deixa ser livre, como, por exemplo, o orgulho, a avareza, a imoralidade, a devassidão, a violência, os assassinatos e muitas outras coisas que diminuem a dignidade humana (Cf. Mc 7, 14-23).

Se o homem estiver em plena comunhão com Deus e com os irmãos, as coisas externas más não vão contaminá-lo porque ele terá na sua vida Cristo que liberta de todas as más inclinações e o deixa livre para ser bom. Assim o mundo é transformado, a sociedade se torna justa e fraterna, e a cooperação e a solidariedade dão as mãos em favor da vida e da dignidade da pessoa humana.

“Et Iesus hoc audito ait illis: ‘Non necesse habent sani medicum, sed qui male habent; non veni vocare iustos sed peccatores’.” (Mc 2, 17)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Deus chama e nós respondemos

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A liturgia dominical nos convoca para a missão. O chamado vem de Deus e nós respondemos com a nossa vida e com os nossos talentos. Estes são desenvolvidos em nós pela Graça de Deus. Ao longo da História da Salvação, Deus chama as pessoas para colaborar com o seu plano. Nós podemos constatar, nestas três leituras, que Deus faz o chamado no momento certo de cada um.

O Livro do Profeta Isaías narra o Seu Chamado - Deus se revela a Isaías. O interessante é que Isaías estava em oração no Templo. A Glória de Deus se manifesta. Ele sempre está presente. Deus chama o Profeta para a missão. Podemos, em um primeiro momento, não nos comprometermos, mas Deus capacita cada pessoa humana. No caso de Isaías, através do anjo que toca nos lábios com uma brasa e, desse modo, purifica-o para a missão.

Isto quer dizer, para nós, que a obra é de Deus e nós somos os seus instrumentos. Deus pergunta. Quem vou enviar? Ele respeita a decisão do homem. Só resta a Isaías dizer. ”Eis-me aqui, envia-me”(Cf. Is 6, 1-8). Na Primeira Carta aos Coríntios, vemos que São Paulo se considera o “último” dos apóstolos... Considera-se como um “abortivo”. È no bom sentido que ele diz isso. Ele nasce para a missão de modo espetacular. Deus vem até ele e questiona-o: porque me persegues, pois Eu sou o Cristo que foi crucificado e agora está vivo e no meio de nós.

Se nós percebermos esse encontro com Cristo que São Paulo teve a caminho de Damasco. Ele se põe a responder ao Cristo desta maneira. "Senhor, que queres que eu faça?". Assim, deveríamos agir em relação ao Nosso Senhor. O que podemos fazer a Deus, dando uma resposta segura na comunidade, nas pastorais, na sociedade. Desta maneira, o nosso serviço terá êxito porque vamos nos solidarizar com as pessoas, vamos nos comprometer com elas e fazer acontecer o Reino de Deus entre nós. Essa é a pergunta que devemos fazer a Deus toda vez que somos chamados a servir o Senhor, seja na Igreja, seja na comunidade ou em qualquer lugar (Cf. 1 Cor 15, 1-11).

O Evangelista Lucas narra que os pecadores foram pescar e nada conseguiram à noite, e voltaram desanimados. Jesus aparece e faz uma proposta para que eles voltem com Ele na barca. E a barca vai a alto mar. Jesus está na barca de Pedro. Orienta-os pela Palavra. Pedro obedece. Mesmo no seu íntimo, nada acontece, pois eles não conseguiram pescar na hora que era boa a pescaria. Por causa da Palavra do Mestre, eles seguem e há uma pesca maravilhosa. Para pescadores, isso é a melhor coisa que pode acontecer no trabalho deles.

Mas Deus, o autor de todas as coisas, está presente em todas as situações difíceis e faz um convite extraordinário a eles. Vou fazer de vocês pescadores de homens. É uma proposta incrível que eles aceitam porque Jesus estará presente, orientando-os e fortalecendo-os na fé (Cf. Lc 5, 1-11). Hoje a barca é a Igreja. Nós somos os seus seguidores. Jesus comanda esta barca e deixa dirigentes que nos encorajam e nos dão forças. A Igreja faz a vontade de Deus. Ela é guiada pela força do Espírito Santo e faz resplandecer a Verdade dos ensinamentos de Cristo.

Cabe a nós escutarmos, respondermos, vivermos com autenticidade e com generosidade. Desse modo, estaremos animados na missão libertadora do homem na sua integridade. Não tenhamos medo de responder como tantos já responderam, dizendo: eis-me aqui, Senhor, envia-me! Temos muitos trabalhos para fazer. Devemos sim, na medida do possível, ajudar as pastorais, movimentos, viver engajado na luta da vida das crianças, adolescentes e idosos desamparados que estão em risco nos seus princípios fundamentais, que são moradia, educação de qualidade, saúde de nível qualificado e respeito à dignidade da pessoa humana.

“Similiter autem et Iacobum et Ioannem, filios Zebedaei, qui erant socii Simonis. Et ait ad Simonem Iesus: ‘Noli timere; ex hoc iam homines eris capiens." (Lc 5, 10)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Matrimônio nunca perde o valor

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Deus abençoa a união do homem e da mulher. São duas pessoas distintas e com histórias de vida diferentes que se encontram, se conhecem e se inicia o namoro. O conhecimento e a experiência de cada um se entrelaçam para o amadurecimento do amor.

O amor humano mergulha no Amor de Deus que é infinito. A Igreja é sinal também do Amor fiel de Cristo com o seu rebanho. Deus é sempre fiel e está presente na história humana. O Sacramento do Matrimônio é indissolúvel porque tem o selo de Cristo que marca o casal.

O Livro do Gênesis nos mostra que Deus é o criador de todas as coisas, cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Ele lhes dá uma dignidade e os faz livres para decidirem e formarem uma família. Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe, e se une a sua mulher, e eles dois se tornam uma só carne. Esta passagem bíblica já nos mostra a importância do matrimônio cristão (Cf. Gn 1, 2).

O casamento é sem dúvida um compromisso que temos com aquela pessoa que amamos para toda a vida. Assim é o que dizem os casais apaixonados diante do padre e diante de Deus em uma cerimônia religiosa. O amor vai ser a medida do relacionamento. Ele vai crescer a cada dia, porque o casal quer sempre estar em sintonia com Deus na sua Palavra e na Eucaristia.

O Matrimônio cristão é válido nos dias de hoje, porque é um vínculo de amor, de união, de compreensão e perdão que tem a Bênção Sacramental. O Papa Bento XVI nos recorda que a união matrimonial, de fato, é um vínculo sacramental indissolúvel e essa essência não deve ser obscurecida.

Dessa maneira, o casal pede que o Matrimônio se realize em um clima de alegria, de preparação e de oração. O novo casal começa a existir depois dos seus consentimentos perante a Igreja. Eles fazem o juramento de amor, fidelidade em todas as circunstâncias da vida. A vida, muitas vezes, apresenta desafios que devem ser vencidos sempre com a graça de Deus.

Esse projeto de vida a dois deve estar alicerçado sempre na presença de Deus. Ele nunca vai permitir que haja ruptura, se sempre estiverem em comunhão com Ele. Como próprio Jesus nos fala, se ouvimos a sua Palavra e a pomos em prática, é como uma casa que é construída em uma base bem estruturada: nada a destruirá; e podem vir as tempestades e ventos, que ela ficará firme. Esta comparação serve para quem quer casar através do Sacramento do Matrimônio, pois Jesus vai estar presente, dando força e esperança para que continuem firmes nos seus propósitos de estar sempre juntos (Cf. Mt 7, 24-25).

São Paulo nos lembra que o amor é o dom “maior”, que dá valor a todos os demais e, mesmo assim, “não se vangloria, não se enche de orgulho”, ao contrário, “se regozija com a verdade” e com o bem dos outros. Quem ama verdadeiramente “não busca o próprio interesse”, “não leva em consideração o mal recebido”, “tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (Cf. 1 Cor 13, 4-7).

Assim podemos com certeza afirmar que o Matrimônio é uma grande graça e que não pode ser desprezado. Por causa disso, o casal, as pessoas que fazem parte de uma história de amor, e a própria comunidade cristã devem se ajudar para resplandecer, como uma luz brilhante, o amor do homem e da mulher. O casal coopera com o Criador, formando família, onde eles e os filhos sejam sinais desta união sacramental que nunca acaba.

“Et nos, qui credidimus, novimus caritatem, quam habet Deus in nobis. Deus caritas est; et, qui manet in caritate, in Deo manet, et Deus in eo manet.” (1 Jo 4, 16)

“Nós reconhecemos o amor que Deus tem por nós e acreditamos nesse amor.” (1 Jo 4, 16)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Espírito Santo nos dá a Força

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A humanidade está muitas vezes marcada de violência, ingratidão, egoísmo, injustiça de toda ordem e falta Deus. Muitas pessoas são violentadas nos seus direitos fundamentais que são a vida, a habitação, a educação e o respeito. A infância é maltratada, explorada e atacada por pessoas inescrupulosas que atacam a sua vida. Estas coisas que acontecem nos chocam e nos deixam atônitos. Nesta hora, não podemos desanimar. Jesus nos anima com estas palavras. “Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo, haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33).

Nosso Senhor Jesus Cristo é o Bom Pastor, Aquele que dá a vida por suas ovelhas e, mesmo assim, sendo Ele o Deus e Senhor, padeceu em terríveis aflições, mas permaneceu fiel à vontade do Pai, que era a de Salvar e Libertar a humanidade escrava do pecado. As nossas falhas, os nossos pecados nos deixam infelizes e longe de Deus. Devemos nos voltar para Deus e pedir a sua força que vem do Espírito Santo.

Somos muitas vezes acometidos por aflições e sofrimentos, mas não esquecemos que a graça que vem de Deus nos ajuda a superá-los e as fadigas são amenizadas por Cristo. Como ele mesmo nos diz: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei" (Mt 11, 28).

O Espírito Santo vem em nosso socorro, dando força e coragem até no martírio ou perseguição. O próprio Jesus nos encoraja dizendo. “Quando introduzirem vocês diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiquem preocupados como ou com o que vocês se defenderão, ou que dirão. Pois, nesta hora, o Espírito Santo ensinará o que vocês devem dizer” (Lc 12, 11-12)

Temos coragem, pois Jesus está conosco e caminha com a nossa vida. Que a nossa fé seja sempre fortalecida na sua Palavra e na Eucaristia. Fiquemos firmes nas provações, pois somos testados como ouro no fogo. O importante é que somos amados por Deus. Não tenhamos medo das dificuldades e que a esperança nos encoraje para realizar as boas obras e que neste mundo resplandeçam a justiça e a paz, tão necessárias para que tenhamos vida em abundância.

Desse modo, “o Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo”. (Sl 9, 10). Assim, somos reconfortados e encorajados a prosseguir, porque é Ele que nos dá o verdadeiro alimento, como podemos confirmar nesta passagem do Evangelista João. “Jesus replicou: Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6, 35).

Que cada cristão sinta a força do Espírito Santo e que transpareça a presença de Cristo na sua própria vida, onde estiver, para que todos creiam que Deus está na nossa história.

At ille dixit: “Quinimmo beati, qui audiunt verbum Dei et custodiunt!” (Lc 11, 28)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Apresentação do Senhor e São Brás

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Levou o menino a Jerusalém a fim de O apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor (Lc 2, 22). Era costume da mãe levar o seu filho primogênito para apresentar no templo e também acontecer a purificação da mãe (Cf. Ex 22, 28s; Lv 12,3). Estava no templo Simeão, um homem de vasta idade, e ele profetiza sobre que Ele será sinal de contradição. Isto vai ser percebido na missão de Jesus. Uma espada transpassará no seu coração: de Maria e de Jesus na cruz (Cf. Lc 2, 22-39).

Podemos dizer que na apresentação do Senhor começa o sofrimento de Maria que vai culminar na cruz, onde seu filho, que só fez o bem, foi crucificado e morto. Então a Igreja revive esse acontecimento que é mistério. Esse mistério começa a ser revelado, mostrando a todos nós porque Jesus, o Verbo Encarnado, o Redentor da humanidade, vai mudar a história. Agora é Deus que ilumina o mundo. Podemos com certeza comemorar porque é Deus que está no centro da nossa caminhada.

Em muitos lugares se homenageia Nossa Senhora como Senhora da Luz que apresenta Cristo-Luz. Ela também participara da sua vida e pessoalmente na Paixão de seu Filho Divino (Cf. Lc 2, 35). Nesta apresentação, consagramos todos a Deus os nossos serviços pastorais que levam muitas pessoas ao seguimento de Jesus e até a ingratidão de muitos.

A Igreja revive o mistério da Apresentação de Jesus no templo. Revive com a admiração da Sagrada Família de Nazaré, iluminada pela revelação daquele “Menino Deus” entre nós. Esse Menino, que Maria e José levam com emoção ao Templo, é o Verbo encarnado, o Redentor do Homem e da Mulher e também da História.

Esse acontecimento é comemorado no dia 02 de fevereiro e, nesse dia, lembramos que o lugar foi Jerusalém. Hoje somos também convidados a entrar no Templo e meditar sobre esse Mistério de Cristo, filho unigênito do Pai que, com sua encarnação e sua Páscoa, tornou-se o primogênito da humanidade remida. È costume trazer velas para benzer e acendê-las. Com esses gestos simbólicos, querem nos mostrar que devemos ser vigilantes e servidores de Cristo construindo um mundo de irmãos.

No dia 03 de fevereiro, a Igreja costuma benzer a garganta, que nós acostumamos dizer Bênção de São Brás, para evitar os males da garganta. Esse gesto de pedir a bênção deve ser compreendido como proteção de Deus a nós pela intercessão de São Brás. Só terá sentido isso para nós se cada Cristão assumir na vida da Igreja o seu papel de testemunhar e anunciar Jesus por palavra e pela sua vida.

“Lumen ad revelationem gentium et gloriam plebis tuae Israel.”

“Luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.” (Lc 2, 32)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.