ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sábado, 24 de janeiro de 2026

O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"

 O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"



“Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. São palavras do Papa Leão XIV na sua mensagem por ocasião do 60º Dia das Comunicações Sociais, com o tema “Preservar vozes e rostos humanos”

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com 'bots' ou 'influencers virtuais'. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente 'afetuosos', além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras 'alucinações'.

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

“Preservar vozes e rostos humanos” é objetivo da comunicação sinodal

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, frisa por fim Leão.

O Papa conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-01/papa-leao-xiv-60-mensagem-dia-mundial-comunicacoes-sociais-2026.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sábado, 17 de janeiro de 2026

Cordeiro de Deus, é esse que devemos seguir

Cordeiro de Deus, é esse que devemos seguir



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 2° Domingo do Tempo Comum, vamos conhecer melhor o plano de Salvação de Deus em Jesus Cristo. Deus escolhe pessoas para serem porta voz Dele para o mostrar o seu plano de Salvação que dá vida plena a todos que o aceitarem como seu Deus e aderir plenamente ao seu plano de salvação.

Jesus foi batizado por João Batista como sinal de início de sua missão salvífica dada por Deus. No Rio Jordão se manifestou seu poder Deus que manda a cada um de nós seguir Jesus, pois Ele é o filho amado do Pai. Tudo isso foi selado pelo Espírito Santo em forma de Pomba. É o cordeiro de Deus que está no meio de nós.

No livro do profeta Isaías (Is 49,3,5-6) nos mostra qual é a vocação de Israel. Aqui aparece a figura do servo de Deus que é escolhido desde o ventre da mãe. Qual é a sua missão? A sua missão é dar testemunho da salvação que Deus tem para todos. E ninguém é excluído, mas é preciso que se faça adesão a um Deus fiel e Ele caminha conosco. Isso é a esperança que o Povo tinha e que ia se realizar.

Sabemos quem o realizou foi Jesus, nosso senhor e salvador. A vocação é um mistério, pois Deus escolhe e envia. Os valores são sempre eternos que devem ser preservados e obedecidos pelo povo de Deus para ter a vida plena em Deus. A nossa fragilidade e a nossa resposta são elementos que vão ser capacitados com a graça de Deus na força do Espírito Santo.

Nós podemos responder como o salmista que diz: "Aqui estou, Senhor, para fazer a vossa vontade.".

Na Primeira carta aos Coríntios (1Cor 1,1-3) nos lembra da vocação da vocação de Paulo e ainda nos exorta para a vocação à santidade, que é para todos. Os valores do Reino devem ser comprometidos por todos, principalmente aos que aderem a Cristo e vivem numa comunidade de viva.

No evangelho de São João (Jo 1,29-34) nos aponta e mostra Jesus e assim nos indica o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Somente Jesus devemos seguir, pois Ele é o salvador que nos leva ao Pai. O cordeiro assado na ocasião da páscoa e o sangue derramado que foi ungido os umbrais das portas como sinal para que nenhum mal acometesse ao povo que ia para o êxodo comandado por Moisés, a busca da Terra Prometida por Deus da Libertação.

Agora é Jesus o verdadeiro cordeiro que derramou o seu sangue na cruz no calvário para selar a nova e eterna aliança da nossa salvação. Devemos pedir a libertação do ódio, das violência sociais e comunitárias, guerras e autoritarismo que não consegue ver o povo como destinatário da salvação.

Jesus nos dá o Batismo no Espírito Santo que nos unge, fortalece e nos envia para dar testemunho de um Deus que caminha conosco, libertado de todo mal para que cada um de nós obtenha a vida eterna para sempre. João reconhece em Jesus o enviado de Deus e nos diz: "Eu vi e dei o testemunho de que este é o Filho de Deus".

Deus necessita de missionários e testemunhas como foi João Batista que indicou Jesus aos seus discípulos para seguir Ele e não mais a sua pessoa. Somos chamados pelo Batismo a sermos testemunhas de Cristo na comunidade e no mundo. Jesus é a luz que não nos ofusca mas aponta o caminho a seguir que é a verdade e vida. Esse é o itinerário ideal para chegar a vida plena em Deus no Cristo vivo.

 Que esta liturgia nos ajude a ver em Jesus o Cordeiro que tira o pecado do mundo e é somente Ele que nos dá a vida plena, não outro a seguir.

Tudo por Jesus, nada sem Maria! Servus Christi semper!!!

 JB Schumann

domingo, 14 de dezembro de 2025

Alegrai-vos no Senhor, pois está próximo a vinda do Redentor

 Alegrai-vos no Senhor, pois está próximo a vinda do Redentor



Queridos irmãos e irmãs em Cristo no Batismo do Senhor. Estamos próximo do Natal do Senhor, momentos de reunião da família diante do menino que nasce para a redenção do mundo.

O mundo vive carente de alegria. Procuram em lugares que não dão plena alegria. O saudoso Papa Francisco escreveu uma exortação apostólica denominada “A alegria do Evangelho" e em Latim escreve assim Evangelii Gaudium.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus.  Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento.  Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria". (Francisco) Como é bom estar com Jesus, pois só Ele nos preenche completamente.

Hoje é o domingo da alegria, pois o Natal está próximo. Hoje a liturgia bíblica nos chama para viver a alegria. Nós devemos estar atentos e sempre se preparar para o Reino de Deus definitivo.

O profeta Isaías (Is 35,1-6a.10) teve o objetivo de alimentar a esperança dos que estavam exilados. O contexto do povo de deus se encontrava no pior momento da sua história na Cidade de Jerusalém e o templo estava destruído. O mal reinava.

Assim o povo foi levado para a babilônia. Embora nesta situação horrível fez a profecia que haverá dias melhores e que a alegria voltará. Vai florir, os cegos, os coxos, os mudos e as doenças serão curados. Esses são sinais que o bem vencerá diante de todas as atrocidades dos poderosos. Deus é fiel e libertador.

Na carta de Tiago (Tg 5,7-10) nos fala que devemos ter paciência na espera. A esperança que alimenta a fé em dias melhores. Devemos confiar em Deus, pois Ele não deixa que o mal e a violência contra as pessoas durem para sempre.

No evangelho de Mateus (Mt 11,2-11) nos mostra Jesus que diz que o mundo predito por Isaias se cumpre Nele. Aqui vamos ter três momentos que são:

1.    João Batista na prisão manda os seus discípulos perguntarem a Cristo se Ele é o Messias esperado, pois as suas obras eram bem diferentes daquilo que ele pregava. Então ele queria saber se já é Jesus ou tinha que esperar outro. Aqui podemos Jesus é o Senhor que dá vida procura os que mais precisam e se eles crescem em Jesus então a vida se transforma e a cura vem. Jesus age hoje se nós tivermos disposto estar com Jesus e crer Nele;

2.    Jesus responde dizendo: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:     cegos... paralíticos... leprosos... surdos... mortos... pobres evangelizados..."    E acrescenta:  "Feliz quem não se escandaliza de mim..." aqui Jesus mostra que a salvação vem no acolhimento e não como castigo e violência. Jesus é o bom Pastor que vai atrás das ovelhas que está fora do redil e

3.    Jesus diz que João Batista é o maior profeta nascido de mulher. Ele não vai com as ondas do mundo, não é corrupto e não vive em luxo e ostentação, mas fiel a Deus.

Podemos dizer que o menor aqui na terra é o maior no Reino de Deus. A igreja nos mostra esses tesouros para que possamos aderir a Jesus de modo pleno sem nenhuma reserva.

A antífona de entrada da missa já nos prepara para viver esse momento que estamos celebrando: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo: alegrai-vos: o Senhor está perto".

Que esta liturgia nos ajude a estar preparados e alegres na expectativa da chegada do Natal do Senhor com luzes, mesa enfeitada e alimentos para ceia com todos os familiares que nos rodeiam, e ainda que cada lar experimente essa alegria que não passa.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!!! Missionarius Christi semper!!! Evangelii Gaudium!

Jose B. Schumann

domingo, 7 de dezembro de 2025

"Convertei-vos", pois é preciso isso para mudança

 "Convertei-vos", pois é preciso isso para mudança



Queridos irmãos e irmãs, estamos no 2º Domingo do Advento. Estamos a caminho do Natal do Senhor para que o celebremos bem é preciso tirar de nossa vida os valores efêmeros, individualista que nos atraem muito, mas que atrapalham de termos a vida plena em Cristo. Devemos buscar os valores do Reino de Deus. Quais são eles? A resposta é o amor, perdão, solidariedade, partilha, justiça e busca do bem comum para todos.

A liturgia bíblica deste domingo nos ilumina para que a nossa realidade de vida seja mudada com a luz da Palavra de Deus. O profeta nos anima com a profecia dizendo que o Messias vai trazer a verdadeira justiça e paz. João Batista nos fala que devemos converter para que o Reino de Deus esteja próximo. Tudo muda para o melhor quando nos despimos da maldade e revestirmos do bem que nos aproxima de Deus e de todos os que querem estar com Deus também.

No livro do Profeta Isaías (Is 11,1-10) nos mostra um enviado de Javé que virá, um descendente de Davi que terá uma missão grande de dar o alicerce seguro do Reino de Justiça e Paz que só pode vir de Deus. Se conseguirmos espelhar essa realidade que Jesus fez o mundo será melhor para todos nós.

Assim está escrito: "Naqueles dias, do tronco de Jessé sairá um ramo e um broto de sua raiz".  Jesse é o Pai de Davi. Aqui podemos dizer que temos a maior profecia do Antigo Testamento em relação ao Messias que virá. Assim a esperança renascerá no coração do Povo. O que mais dava medo era o imperialismo brutal dos assírios.

Com Jesus será uma nova criação libertada das amarras do mal. Quais serão as características dele: Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Deus, (que é o respeito devido a Deus, que é o dom de piedade). São hoje para nós os sete dons que o Espírito Santo nos dá e no Crisma o recebemos.

Isso nos fará um filho de Deus que se ilumina na presença de Cristo em nós. É preciso nos converter em família, na comunidade e no pessoa de nossa vida.

Na carta aos romanos (Rm 15,4-9), Paulo nos fala com altivez para que todos nós vivamos o amor que é sinal de uma vida renovada. A união, o amor, a partilha e harmonia são sinais essenciais dos que louvam a Deus, com um só coração e uma só alma. Isso é uma comunidade autêntica de uma Igreja viva e de saída. Não somos Igreja estática mas ela tem que ser dinâmica ao encontro de todos, principalmente os que mais precisam de esperança. Deserto lugar de Deus, ser despojado e humilde, vivendo o necessário. Muitas vezes o luxo, a ostentação e o esbanjamento nos afasta de deus e dos irmãos.

No evangelho de Mateus (Mt 3,1-12) nos mostra João Batista que está no deserto que grita aos quatro cantos do lugar que devemos converter para Deus e mudar de vida do pecado para a luz da vida do bem. Assim está escrito: "Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo..." "Preparai o caminho do Senhor: endireitai as veredas para ele." O apelo à conversão e ao batismo e os curiosos João o desmascara, pois não adianta enganar Deus. O mergulhar nas águas do Batismo nos purifica. O batismo de João é de conversão, mas o de Cristo é de fogo, isto é a da força do Espírito Santo.

O batismo que Jesus nos dá vai além do João, pois Nele são feitas novas criaturas e filhos de Deus. Agora somos herdeiros do Reino de Deus em Cristo, por isso devemos viver como filhos da luz. Somos incorporados à Igreja e devemos ser missionários para o mundo e fazê-lo mudar de direção. Isso será uma nova direção que leva a verdadeira transformação da sociedade, ela deve sair da injustiça e da exploração para a justiça social e humanização das atitudes nossa para com todos.

Que esta liturgia nos ajude a sermos pessoas renovadas e cheias do Espírito Santo para que as nossas atitudes de crentes a Deus mudem as pessoas também.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria! Missionarius Christi semper!

 Jose B. Schumann

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

"Concerto com os Pobres" e com Michael Bublé vai contar com a presença de Leão XIV



 O cantor canadense encontrou o Pontífice em audiência nesta sexta-feira (05/12), no VaticanoO cantor canadense encontrou o Pontífice em audiência nesta sexta-feira (05/12), no Vaticano  (@VATICAN MEDIA)

"Concerto com os Pobres" e com Michael Bublé vai contar com a presença de Leão XIV

A jornada musical deste sábado, 6 de dezembro, vai unir no Vaticano a força espiritual da arte ao compromisso concreto com os mais vulneráveis, transformando a música em idioma universal de fraternidade e esperança. O evento será transmitido ao vivo para todo o mundo pelos canais do Vatican News a partir das 17h30 na Itália, 13h30 no horário de Brasília, além das emissoras católicas internacionais, permitindo que milhões de pessoas no mundo compartilhem este momento de fraternidade e beleza.

Neste sábado, 6 de dezembro, na Sala Paulo VI, no Vaticano, e na presença do Papa Leão XIV, será realizada a sexta edição do Concerto com os Pobres, um evento gratuito que une beleza artística e solidariedade, no espírito do encontro e da partilha. Pela primeira vez desde o início do seu pontificado, o Pontífice irá participar de um concerto público na Sala Paulo VI e, também pela primeira vez, um Papa estará presente em uma edição do evento, conferindo à iniciativa um valor simbólico e pastoral de extraordinária relevância. O protagonista desta edição será Michael Bublé, que se apresentará com parte da sua banda, juntamente com o maestro Marco Frisina, a Nova Opera Orchestra e o Coro da Diocese de Roma. A condução da noite estará a cargo de Serena Autieri, atriz italiana, apresentadora e cantora, uma das vozes mais queridas do cenário artístico italiano.

O programa da noite

O programa musical será um verdadeiro relato de Natal que entrelaça a tradição litúrgica com o grande repertório contemporâneo. Na chegada do Papa, o Coro da Diocese de Roma e a Nova Opera Orchestra irão interpretar “Tu sei Pietro”, introduzindo um clima de solenidade que abrirá a primeira parte da noite. Monsenhor Frisina irá conduzir então uma sequência de peças que convidam à contemplação do Mistério da Encarnação: “Puer natus est nobis”, uma das antífonas natalinas mais antigas; “Quando nascette Ninno”, a célebre pastoral de Santo Afonso Maria de Ligório interpretada por Serena Autieri; e uma intensa execução de “Joy to the World”. O programa continuará com “Gloria in cielo”, composição retirada do Laudario di Cortona inspirada no anúncio dos anjos, e com “The First Nowell”, numa versão expressiva e luminosa que conduz à segunda parte da noite.

A participação de Michael Bublé

A entrada de Michael Bublé marcará uma mudança de atmosfera, ainda que em perfeita sintonia com o caráter espiritual e natalino do evento. Acompanhado pela Nova Opera Orchestra, sob a direção do maestro Nicholas Jacobson-Larson, o artista apresentará um percurso musical criado especialmente para o Concerto com os Pobres, alternando temas icônicos do seu repertório com grandes melodias de Natal. A abertura com “Feeling Good” proporcionará um momento de grande força interpretativa, graças a um arranjo sinfônico que realça o diálogo entre a voz do artista e a orquestra. Em seguida, virão a leveza atemporal de “L.O.V.E.”, verdadeira homenagem às big bands americanas, e o clima festivo de “It’s Beginning to Look a Lot Like Christmas”, já universalmente reconhecido como um dos símbolos do Natal contemporâneo. Em “Silent Night”, Bublé explorará uma dimensão mais íntima e introspectiva, enquanto “Don’t Get Around Much Anymore” homenageará Duke Ellington numa leitura elegante e cheia de swing. Um momento de particular intensidade será a interpretação da “Ave Maria”, cantada em latim com um arranjo coral e orquestral pensado especialmente para a Sala Paulo VI. O concerto prosseguirá com uma leitura calorosa e envolvente de “Bring It On Home to Me”, que une as raízes soul do tema a uma sensibilidade mais contemporânea, e terminará com “Always On My Mind”, apresentada numa orquestração delicada que valoriza a dimensão emotiva da melodia através de um tecido de cordas refinado e envolvente. 

Bublé expressou profunda gratidão à Fundação Nova Opera pelo convite, declarando-se honrado por apresentar-se diante do Papa na Sala Paulo VI, juntamente com a orquestra e o coro da Diocese de Roma, e ansioso por partilhar este momento especial com um público igualmente especial. Uma ocasião que une a força espiritual da música ao compromisso concreto com os últimos, transformando a beleza num idioma de fraternidade e esperança partilhada. Bublé afirmou ainda sentir-se «honrado e emocionado por poder partilhar um momento tão especial no coração da cristandade, cantando para e com os pobres».

Também nesta edição, o concerto vai acolher gratuitamente mais de 8 mil pessoas, das quais cerca de 3 mil delas em situação de vulnerabilidade, de todas as línguas e religiões, convidados como hóspedes de honra através do Dicastério para o Serviço da Caridade – Esmolaria Apostólica, com o apoio de diversas entidades caritativas e associações de voluntariado. Entre elas: Caritas de Roma, Comunidade de Santo Egídio, Soberana Ordem Militar de Malta, Círculo São Pedro, Centro Astalli para Refugiados, ACLI de Roma e Comunidade João XXIII. Ao final do concerto será oferecida uma refeição quente para levar a mais de 3 mil pessoas, gesto que exprime o significado mais autêntico da iniciativa: compartilhar a beleza como forma de proximidade.

Evento de caráter sustentável

Em um tempo marcado por crises ambientais, sociais e culturais, o Concerto com os Pobres renova o seu compromisso com uma visão que une responsabilidade, cuidado e esperança. Em sintonia com o Jubileu “Peregrinos da Esperança”, a atenção às fragilidades e à proteção da criação torna-se parte integrante do percurso da Nova Opera, que reforça a colaboração com a AzzeroCO₂ para tornar o evento cada vez mais sustentável. O projeto incluiu a medição da pegada de carbono, a análise das principais fontes emissoras e a compensação das emissões por meio de créditos certificados provenientes de um projeto hidrelétrico no norte da Índia. Paralelamente, iniciou-se o processo rumo à certificação ISO 20121, definindo objetivos e ações orientados para a melhoria contínua da gestão ambiental.

Soma-se a isso o apoio à associação “I Patriarchi della Natura”, dedicada à proteção do patrimônio arbóreo nacional: uma doação contribuirá para a coleta, estudo e propagação de sementes e estacas de árvores monumentais ou em risco de extinção. Como gesto simbólico, o Vaticano acolherá um cipreste de São Francisco, descendente direto de um exemplar secular de Verucchio, destinado a tornar-se um sinal vivo de cuidado, continuidade e esperança partilhada. O Concerto com os Pobres também contribuirá para o plantio de mil novas árvores nos projetos de sustentabilidade ambiental e social da Treedom: 950 árvores serão plantadas na Guatemala, em colaboração com comunidades locais (incluindo 150 cacaueiros e 250 cafeeiros), além de 100 manguezais na Barra de Motagua, uma área de altíssima biodiversidade; Além disso, 50 oliveiras serão plantadas na Campânia, em terrenos confiscados à máfia, apoiando processos de regeneração social e ambiental.

O encorajamento a partir do Papa Francisco

Criado em 2015 com a bênção do Papa Francisco, sob a direção artística do mons. Marco Frisina, com o Coro da Diocese de Roma e a organização da Nova Opera, o Concerto com os Pobres cresceu ao longo dos anos como um evento único no seu gênero: uma jornada musical que une a força espiritual da arte ao compromisso concreto com os mais vulneráveis, transformando a música em idioma universal de fraternidade e esperança. Em suas cinco edições, o concerto acolheu artistas de renome mundial, como Hans Zimmer, Ennio Morricone, Nicola Piovani, Daniel Oren e Speranza Scappucci, e colaborou com formações prestigiosas como a Orquestra e o Coro do Teatro da Ópera de Roma, a Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Orchestra Italiana del Cinema, a Roma Sinfonietta e a Orquestra do Teatro Verdi de Salerno.

A edição de 2025, inserida no contexto do Ano Jubilar da Esperança, renova o profundo significado desta iniciativa: transformar a música em lugar de encontro, onde cada nota se torna oração partilhada e cada voz um sinal de humanidade, proximidade e esperança para os últimos. O evento será transmitido ao vivo para todo o mundo pelos canais do Vatican News a partir das 17h30 na Itália, 13h30 no horário de Brasília, além das emissoras católicas internacionais, permitindo que milhões de pessoas em todo o mundo compartilhem este momento de fraternidade e beleza.

Colaboração: Coro da Diocese de Roma

sábado, 29 de novembro de 2025

Vigiai!", A vinda do Senhor está próxima

 Vigiai!", A vinda do Senhor está próxima



Queridos irmãos e irmãs no Batismo em Cristo, estamos celebrando neste dia o primeiro Domingo do Tempo do Advento. Mais uma ano litúrgico começa. Esse ano vamos percorrer o ano litúrgico A; a nossa história da salvação será revisto e celebrado com leituras próprias do antigo testamento e do novo. Tudo isso para crescermos na fé e na adesão em Cristo, nosso salvador.

Dois acontecimentos importantes vamos fazer a memória que nos ajuda a sermos mais coerentes na vivência cristã: Primeiro o ciclo do natal que termina com a epifania do domingo dos reis magos e a segunda é o ciclo da páscoa que termina com a Festa do Pentecostes.

Temos a preparação do antes, durante e depois, tudo nos ajuda a ter mais consciência e ainda podemos fazer parte desta história que é renovada em nossos corações.

O evangelho deste ano será o de Mate que terá uma relevância maior. A bíblia deve ser o nosso livro diário, pois Deus quer falar conosco sempre e ainda fazer parte do nosso cotidiano.

Advento significa vinda ou chegada. Os dois primeiros domingos do Advento são para a expectativa da segunda vinda do Senhor que culminará em tudo no projeto de Deus para a humanidade. E os outros dois domingos já é a alegria de celebrar o Natal do senhor em família. Momentos de graça e alegria no amor de Cristo entre nós.

O tema da vigilância e observação está no Livro do Profeta Isaías Is,2,1-5, neste livro vamos ter a oportunidade de ficarmos atentos aos sinais que Deus nos dá. Um oráculo esplêndido que nos enche de esperança. Fala-se de uma era messiânica e isso é um grito de louvor a Deus apesar do contexto de guerra e violência. Todos irão a Jerusalém, centro de todo acontecimento e de adoração ao Deus vivo.

O que podemos fazer para que isso aconteça entre nós hoje? Deus espera que sejamos bons, participantes da corrente do bem e ser instrumento de paz, justiça, solidariedade e partilha na comunidade Igreja.

Na Carta de Paulo aos Romanos (Rm 13,11-14) nos fala e nos alerta para acordarmos para ver e sentir o novo dia que irradia para nós. Vamos ao encontro da salvação que está próximo de nós. Deus quer que estejamos em comunhão com Ele para que esse mundo seja repleto da sua graça e glória.

O Evangelho de Mateus (Mt 24,37-44) nos mostra Jesus nos falando sinais da sua chegada que são em três momentos:

1) Noé fazendo a arca e enquanto o povo nem estava com os acontecimentos que viria. O dilúvio está próximo, mas só a família dele e dos animais foram salvos por Deus. Os outros não quiseram ouvir e ver os sinais do tempo presente;

 2) O nosso trabalho cotidiano e as nossas tarefas não nos deixam ver os sinais de Deus entre nós. Ficamos absorvidos com o trabalho e o cansaço diário impede que nós estejamos com Jesus e com os irmãos na fé numa Igreja aberta a Deus e aos irmãos de fé;

3) por último a situação do dono da casa que adormece e não percebe o ladrão que vem roubar. Essas coisas devem ser observadas hoje para que possamos ver os sinais da vinda do Senhor. Que nada atrapalhe de estarmos com Deus no amor, na esperança e na fé. Sempre atento na escuta da Palavra de Deus e assiduidade na Eucaristia que nos fortalece rumo ao céu.

Que esse tempo de preparação para o Natal do Senhor em família nos ajude a sermos melhores e que a espera do Natal seja repleta de alegria, espera e de amor em Cristo juntamente com todos os nossos irmãos e irmãs.

Que esta liturgia deste domingo nos de a esperança e expectativa de estar com Cristo que sempre vem até nós e cabe a nós estarmos com Ele sempre numa comunidade viva.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria. Boa preparação de Natal para todos.

 Servus Christi semper!!! Teólogo Schumann

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Jesus Cristo, Nosso Rei a quem devemos adorar e seguir

 Jesus Cristo, Nosso Rei a quem devemos adorar e seguir



Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Estamos celebrando neste domingo o último deste ano litúrgico do ano C é a solenidade do Cristo Rei do universo.

Ao olhar o mundo de hoje os reis e governantes estão longe do ideal e muitos estão desacreditados. Eles governam por ostentação e esbanjamento juntamente com mal uso do dinheiro público, deixando muitos sem o mais básico possível, saneamento péssimo e moradia digna com escassez para maior parte do povo.

Vamos honrar Cristo rei do mundo e do universo, tudo está nas mãos Dele

No 2º livro de Samuel (2Sm 5,1-3) vemos que Davi, escolhido por Deus foi ungido por Samuel reis de todas as tribos de Israel. Neste reino reinou por ele paz e justiça. É o símbolo do outro reino que vai se instalar permanente que é Cristo.

Os profetas prometeram que ia chegar um descendente de Davi e esse sonho deseja alimentar a esperança do Povo seria realizado plenamente em Cristo. Foi uma espera de séculos, mas Deus é fiel e mandou o seu filho e tornou-se rei pelo sangue na cruz pela obediência a Deus Pai.

O evangelista Lucas (Cl 1,12-20) nos apresenta a realização desta promessa e ela foi na cruz e ali o trono é a cruz. Essa cruz é sinal de salvação, a coroa é de espinho. No episódio da cruz, o bom ladrão reconhece a realeza de Cristo. A cruz para os homens é fracasso, mas para Deus é a vitória de um Deus que despoja tudo para salvar a humanidade. Há uma inscrição que perpetua por séculos: INRI.

No calvário Jesus é insultado pelos judeus e militares da época. Os súditos de Jesus são Maria e seus discípulos e também todos nós que somos batizados e cremos Nele como salvador que nos leva ao céu, o Reino definitivo.

As autoridades e o reino do mundo nunca vão se identificar com o Reino de Cristo Rei do universo que hoje celebramos com festa e júbilo. Como é o Reino de Jesus, a resposta é de amor, justiça, partilha e fraternidade. Onde está Cristo está a comunidade fiel que quer dar testemunho que Ele é único senhor de todos. Ele nos ensina a sermos servidor como Ele o fez.

A Cruz é sinal máximo de amor que se doa plenamente. Ela é o trono e a sua coroa é de espinho manchado com seu sangue salvador.

Na carta de Paulo aos colossenses (Cl 1,12-20) nos mostra o hino cristológico para ser gravado em nossos corações. A soberania de Cristo é atestada neste hino e afirma desde a criação e a redenção na cruz. Aqui é debato Cristo centro da nossa história e da nossa vida para sempre.

O Salmo 122 expressa a alegria dos peregrinos que sobem a Jerusalém

e encontram o Senhor. Essa é a realidade eterna e nós vamos ao encontro deste reino peregrinando aqui na terra rumo aos céus. Lá vamos eternizar a nossa vida Nele para sempre.

Assim diz o prefácio da missa da solenidade do Cristo nos afirma: "Seu Reino, Eterno e Universal, é o Reino da Verdade e da Vida, Reino da Santidade e da Graça, Reino da Justiça, do Amor e da Paz". (Prefácio)

Que esta liturgia nos ajude a aderir a Jesus sempre nesta vida, nas lutas diárias e no testemunho Dele na missão de uma Igreja de saída, tornando-se a esperança que salva.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria! Servus Christi Semper!!!

 J. B. Schumann

domingo, 16 de novembro de 2025

"Levantai a cabeça", o dia da vitória chegou para os escolhidos

  "Levantai a cabeça", o dia da vitória chegou para os escolhidos


Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos no penúltimo domingo do tempo comum. O ano litúrgico da Igreja está quase no seu fim. Aqui vamos deparar com as realidades últimas do mundo. Escatologia da pessoa e do mundo. O fim dos tempos, o julgamento de Deus e a fidelidade que devemos ter também na provação.

Sabemos que o fim último de nossa existência é em Deus. A nossa finitude mergulha no infinito que é Deus. A eternidade com Deus é a nossa meta.

O profeta Malaquias (Mal 4,1-2) em seu livro nos fala do Dia do Senhor. O contexto da História do Povo de Deus era que eles estavam vindo do exilio com muita esperança, paz, justiça e bem estar, mas a realidade não foi assim.

Por causa disso começaram a desanimar. Então o profeta Malaquias a anuncia palavras de esperança e conforto aos desanimados e desesperançosos. Aqui se fala de Deus que não abandona o seu povo. Ele vai mudar a história do mal para o bem. A figura do sol da justiça é para nós o Cristo. Ele é que vai dissipar todo mal do pecado e um caminho iluminado aos justos.

O que podemos dizer que não é o fim mas um tempo de renovação de Deus em nós, vencendo o mal e assim triunfará o bem.

Na segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses 2Ts 3,7-12) nos fala como devemos encarar o fim do mundo. Não é ficar esperando sem fazer nada, mas trabalhar para o bem e criar uma nova sociedade na justiça no amor, na fraternidade, na partilha e solidariedade principalmente com os mais desvalidos deste mundo. Devemos continuar trabalhando em prol da vida e quem não fizer isso não merece comer.

O evangelista Lucas (Lc 21,5-19) nos fala do momento escatologia que vivemos. Aqui é para nos salientar quem é dono do tempo da história que é Deus. Narra-se a destruição do templo, nos orienta para a missão da Igreja e a esperança da vinda do Cristo, o filho do homem. As guerras, terremotos, o caos, as perseguições dos cristão pelos judeus e romanos, mas tudo isso não é o final do mundo.

A vinda do senhor é para todos que construam uma comunidade viva com todos os irmãos e irmãs, construindo pontes do bem comum entre todos. Jesus nos orienta para não ficarmos enganados e assim nos orienta para quais atitudes que  nós  devemos tomar: viva com todos os irmãos e irmãs, construindo pontes do bem comum entre todos. Jesus nos orienta para não ficarmos enganados e assim nos orienta para quais atitudes devemos tomar: Não se deixar enganar por falsos profetas e não perder a esperança, Deus está conosco.

O templo é passageiro, pois Jesus é o templo vivo e nós fazemos parte dele. E muitos vêem falsas doutrinas e enganam muito, pois não há religião de facilidade e sem sofrimento.

Jesus nos orienta para cada um de nós carregar a nossa cruz como Ele próprio fez. Se estivermos com Cristo não vamos ter medo, pois Ele venceu todas as tribulações por amor à humanidade.

Devemos cultivar o amor mútuo, amor a Deus e viver em plenitude do Espírito Santo, sendo um distribuidor de dons que deu a cada um de nós. A Igreja ´sinal vivo que Deus está no nosso meio tanto na Palavra viva e na eucaristia que nos fortalece para a missão

Que esta liturgia nos faz pensar sobre a presença de Deus que ajuda a renovar esperança em cada um de nós

Hoje é dia mundial dos pobres e que este dia seja um alerta para que possamos ser um bálsamo regenerador de todos aqueles que estão sofrendo com a escassez de bens no corpo e na alma.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Servus Christi semper!!!

Jose B. Schumann


sábado, 8 de novembro de 2025

O Novo Templo é Jesus e cada um de nós

 O Novo Templo é Jesus e cada um de nós

 


Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 32º Domingo do Tempo comum. Estamos quase no final do ano litúrgico. É tempos de se renovar e rever conceito de Igreja e templo. Hoje se faz muitos templos, gastam muito dinheiro enquanto o templo da pessoa humana é desprezado e ficam à margem da sociedade. Jesus era contra a ostentação e dos pedidos grandes, pois muitos ficam fora dele.

 Parece que somente alguns têm acesso a isso. Mas devemos saber e ter consciência que só Jesus, em seu corpo glorioso e ressuscitado, que é redentor e salvador da humanidade.

Também celebramos neste domingo a Dedicação da Basílica São João Latrão é a catedral do Papa, o bispo de Roma, a Igreja mãe. Ele é a primeira Igreja e mãe de todas as Igrejas. Nesse lugar celebrava os Batismos na Vigília Pascal. Houve cinco concílios ecumênicos. Nota-se que a unidade da Igreja é uma figura visível de comunhão.

No livro do Profeta Ezequiel (Ez 47,1-2.8-9.12) foi visto pelo profeta água saia do Templo e isso gerava vida para onde passava. O milagre da vida acontecendo em Deus. O contexto do povo era que estavam no exilio. Eles estavam longe do templo que foi destruído.

A esperança de um novo templo foi anunciada, onde podemos celebrar a presença de Deus na assembleia dos irmãos. Hoje temos templos católicos onde há o batismo, a eucaristia, a celebração da Palavra. Deus quer que estejamos unidos e reunido numa comunidade viva,

Na primeira carta aos Coríntios, Paulo nos fala que cada um de nós somos Templo de Deus, mora do Espírito Santa. Oxalá se todos tivessem essa consciência. Ninguém agredia a si através do Pecado e vícios. Devido sermos templo de Deus devemos ser sinal vivo de Deus e dar testemunho Dele diante de todos neste tempo em que vivemos.

A comunidade cristã deve ser como um templo que jorra água que dá vida a onde passa. Somos missionários da vida diante de tanta cultura da morte.

No evangelho de João nos fala a presença de Jesus no Templo de Jerusalém que se transformou em um comércio de exploração do povo. Ele se indignou-se desta situação fez um chicote e expulsou-os com chicotada derrubando as bancas de negócios deles, mas os de rolinhas Jesus pede para retirar-se dali. Jesus quis mostrar que o Templo é a casa de Deus e não de negócios.

Ainda Jesus nos diz que Ele é o novo Templo e aquele ia ser destruído e em 3 dias faria outro. Aqui Ele se refere ao seu corpo que morrerá na cruz mas ressurge glorioso no terceiro dia. O edifício espiritual é Jesus e é formado por pedras vivas que são cada discípulo e batizados que creem em Cristo.

O sacrifício que se celebra não é oferta de animais ou dinheiro, mas é a vida de santidade de cada um na comunidade cristã. A igreja deve reconhecer que Jesus é o Senhor e Redentor, Ele é o o único que salva. Quem o segue está no caminho da santidade rumo ao céu.

Que esta liturgia de hoje nos conscientize para estar unido a Cristo numa comunidade de fé, esperança e amor, testemunhando com a vida convertida e que a conversão de nossa vida seja diária, pois só em comunhão com Cristo estaremos no caminho certo até a eternidade. Amém

Tudo Por Jesus, nada sem Maria. Missionarius Christi Semper.

 Jose B. Schumann

sábado, 1 de novembro de 2025

Lembrar dos que já foram é se grato a vida que Deus nos deu

  Lembrar dos que já foram é se grato a vida que Deus nos deu



Queridos irmãos e irmãs no batismo em Cristo. Pela fé nos lembramos dos que foram antes de nós e somos gratos por ter vivido com eles. A saudade nos faz sentir um pouco perto das lembranças vividas com as pessoas que amamos nesta vida. Neste dia oramos e agradecemos a Deus pela vida deles entre nós.

Muitas lembranças chegam em nossa memória e como é bom isso. A esperança e a fé nos animam nesta jornada. Deus nos dá força e ânimo de continuarmos caminhando neste mundo. Nada pode nos separar do amor de Deus entre nós. Celebrar este dia é crer e ter a fé que nos leva a eternidade, agora eles estão no céu juntamente como os santos e anjos em Deus.

O que vai iluminar a nossa fé é a liturgia deste dia. Não é para ficarmos tristes, mas devemos encher o nosso coração de esperança, fé e amor em Cristo vivo e ressuscitado.

No livro de Jó (Jó 19, 1.23-27) , nós vemos o clamor dele a Deus. Ele passou por muitos sofrimentos e perdas. Bens materiais e humanos foram tirados dele, mas ele não perdeu a fé no Deus vivo. Assim ele diz: "Eu sei que o meu Redentor está vivo, e por último se levantará sobre a terra".

Devemos seguir o exemplo de Jó, pois a fé nos ajuda a não apagar a nossa crença em Deus da vida . Portanto a morte não é fim, mas uma passagem breve para a vida em abundância no céu com Deus para sempre. Sabemos que Jesus venceu a morte e a nossa dor da partida de nossos entes queridos nos faz ter um bálsamo regenerador no Cristo ressuscitado   em nosso coração;

A primeira carta de Paulo aos coríntios (1Cor 15,20-24ª-28) nos fala em bom tom que Cristo ressuscitou verdadeiramente e Ele é a garantia da nossa fé na vida eterna que Ele nos deu com a sua morte e ressurreição. Jesus foi o primeiro e nós vamos ressuscitar um dia com Ele. Todos que estão com Cristo vão ter a garantia da ressurreição para uma vida eterna com Deus para sempre. Vai ser um dia de Páscoa.

No Evangelho de Lucas  (Lc 12,35-40) nos fala da vigilância para ter o encontro com o Senhor. Aqui a figura é de um servo que espera o Senhor com vela acesa e não a deixa apagar porque não sabe a hora que Ele virá. “Ficai preparado, porque o Filho do Homem vai chegar   na hora em que menos o esperardes”. Esperar é ter a esperança e amor com o coração ardoroso voltado para Deus.

Um Deus que nos quer bem sempre. Assim devemos estar prontos para o Senhor quando vier até nós. Assim nós concluímos que as três leituras deste domingo nos dão alegria e esperança na vida e não na morte, a fé de Jó, a vitória de Cristo e a vigilância, todos eles não dão o norte a seguir e deste modo não vamos ficar perdidos e sem rumo. Não se deve ter tristeza mas esperança no Deus da vida.

Que esta liturgia nos ajude a viver a conversão a Deus e ter um coração agradecido pelos presentes que as pessoas deixaram em nossa vida e que a gratidão nos encha o nosso coração. Está na esperança e no amor de Deus sempre.

Para viver essa esperança e certeza. Acredita na vida eterna é a mola que nos leva a Deus e que possamos voltar novamente a casa do Pai agradecido e que a nossa fé seja revigorada na Palavra de Deus e na Eucaristia. O salvador está vivo para sempre.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Shallon Adonai. Servus Christi semper.

Jose B. Schumann