ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Educação de qualidade em Montes Claros

por Maicon Deivison Pinto Tavares
maicon_ptavares@hotmail.com

O ensino público em Montes Claros e região melhora muito a cada dia que passa. O Governo Aécio/Anastasia fez bem para a educação. Professor competente, corajoso, dinâmico, Antônio Augusto Junho Anastasia ainda fará muito pela educação. Anastasia tem a seu lado grandes nomes que o ajudam a manter os princípios éticos dentro das instituições educacionais, como, por exemplo, Vanessa Guimarães, secretária “pé no chão”.

Na região de Montes Claros, a representante é joia também: Maria Salete de Souza Nether é “show de bola”!!! Com muitos anos de atuação firme e eficiente, e resultados extremamente positivos na área educacional da cidade, MARIA SALETE DE SOUZA NETHER é considerada uma profissional justa, franca e competente à frente da Superintendência de Ensino, no Governo Aécio/Anastasia.

Salete é mulher de coragem e, mesmo sendo amiga e admiradora dos trabalhos realizados por todos os deputados estaduais que compõem a Bancada do Norte na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), abraçou unicamente a campanha do Anastasia para governador, e de Aécio e Itamar para senadores.



Provavelmente, Salete terá propostas para assumir um cargo de autarquia no Governo Anastasia, mas não se sabe se ela deixará a Superintendência. Aqui é onde ela realiza trabalhos inovadores e humanitários, e conta com o apoio e carinho de todos os diretores de Escola que, por sinal, dizem não aceitar outra pessoa ocupando a Diretoria da Superintendência.

Na Secretaria Municipal de Educação, em Montes Claros, contamos com o meigo trabalho realizado por Mariléia de Souza e Bernadete Alves de Aguiar Santos. Montes Claros tem educadores renomados administrando bem os setores da educação.

Parabéns!!!


ESTE BLOG NÃO SE RESPONSABILIZA POR MOVIVAÇÕES POLÍTICAS E ELEITORAIS DOS AUTORES DOS ARTIGOS AQUI PUBLICADOS

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A juventude é a esperança do mundo

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Somos uma nação que tem muitos jovens em riscos e nós não podemos deixar que eles se percam. Deus é fiel e nos criou por amor. Nada fica despercebido por Deus. Deus ama o mundo de tal maneira que enviou seu filho ao mundo. Um menino nos foi dado e nasceu pobre e adormeceu numa manjedoura junto com sua mãe, Maria, e São José, seu pai adotivo.

Jesus nasceu numa família temente a Deus. Jesus nasceu do ventre da virgem Maria por obra do Espírito Santo e José foi o guardião da família, justo e casto. Cada família deve espelhar na Família de Nazaré e ela deve ser modelo para nós. Que Deus ajude as famílias a não se desviarem do caminho da justiça, da caridade, do serviço, da solidariedade e da partilha.

Que haja harmonia e paz nas famílias e que elas não sejam contaminadas com a cultura da morte. Nós somos alegres porque Deus nos ama. Nós fazemos parte da civilização que constrói um mundo onde Deus tem o seu lugar e Cristo é o único que traz a salvação a toda a humanidade. Nós não devemos ter medo de Cristo. Ele é Senhor e Nosso Salvador. Portanto, a juventude é o futuro do mundo. Se quisermos um mundo melhor, eduquemos os jovens e as cadeias ficarão vazias.

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 04 de setembro de 2010

La gioventù è la speranza del mondo

Cari fratelli e sorelle in Cristo,

Siamo una nazione che dispone di molti giovani a rischio e non possiamo lasciarli perdere. Un Dio fedele che ci ha creati per amore. Nulla è trascurato da Dio. Dio ama il mondo, tanto che mandò il suo unico figlio nel mondo . Un ragazzo è stato dato a noi ed è nato in una mangiatoia, povero e dormiva con la madre Maria e San Jose suo padre adottivo.

Gesù nacque in una famiglia di devoti. Gesù è nato dal grembo della vergine Maria per opera dello Spirito Santo e Giuseppe Giuseppe era il tutore della famiglia, equo e casto. Ogni famiglia deve essere specchio della famiglia di Nazareth e dovrebbe essere un modello per noi. Dio aiuti le famiglie a non deviare dal sentiero della giustizia, di carità, di servizio, di solidarietà e di condivisione.

Sia la pace e l'armonia nelle famiglie e che non sono contaminati con la cultura della morte. Siamo contenti perché Dio ci ama. Noi siamo parte della civiltà che costruisce un mondo in cui Dio ha il suo posto e Cristo è colui che porta la salvezza a tutta l'umanità. Non dobbiamo avere paura di Cristo. Egli è il nostro Signore e Salvatore. Così la gioventù è il futuro del mondo. Se vogliamo un mondo migliore educare i giovani e carceri saranno vazias.

Amém!


Corso di Teologia Schumann Benedito José Cunha 2010/09/04

NOTÍCIA
> Mutirão Carcerário alivia situação do sistema prisional em Minas

No último sábado, 30 de outubro de 2010, durante a reunião anual do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (Conarpa), o coordenador arquidiocesano da Pastoral Carcerária, Dílson Antônio Marques, revelou dados surpreendentes sobre a situação carcerária em Montes Claros e no Norte de Minas Gerais.

Montes Claros está hoje com mil presos. Graças ao Mutirão Carcerário realizado este ano com a pressão da ação evangelizadora da Pastoral Carcerária Arquidiocesana, foram liberados cinco mil presos em Minas Gerais. “Não se assuste não, pessoal. Não fique com medo. Esses presos foram liberados porque tinham o direito e este não estava sendo respeitado. Noventa e cinco por cento da nossa massa carcerária não têm advogados para defendê-la. Não tem como pagar advogados para isso”, esclareceu Dílson Marques no Conarpa.

Em MOC, 68 presos foram liberados com a realização do Mutirão Carcerário. Dois presídios foram considerados impróprios na região, de acordo com critérios que levam em conta os níveis aceitáveis em uma cadeia para o preso se reeducar socialmente: a de São João da Ponte e a de Pirapora. A de Bocaiuva quase que ia ser interditada, informou Dílson.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Ciência e a Fé não se contradizem

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Ao olharmos o Livro da Criação, no Gênesis, percebemos claramente que Deus, ao criar o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, deu-lhes poder de dominar todas as coisas. Este domínio é o conhecimento das coisas para proveito do próprio ser humano. A Ciência entra neste conhecimento que vem trazer beneficio a toda criatura (Cf. Gn 1, 27-28).

''A Igreja está convencida de que a atividade científica beneficia-se do reconhecimento da dimensão espiritual do homem”, disse o Papa na audiência. “O nosso encontro aqui hoje, queridos amigos, é uma prova de estima da Igreja com a investigação científica em curso e de sua gratidão pelo esforço científico, que ela tanto encoraja e incentiva”, disse Bento XVI durante audiência aos participantes da Sessão Plenária da Pontifícia Academia das Ciências (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

O evento promovido pelo organismo vaticano começa hoje e segue até o dia 1º de novembro e reflete sobre o tema "O Legado Científico do Século XX". O encontro com o Papa aconteceu na manhã desta quinta-feira, 28, às 12h (em Roma - 8h no horário de Brasília), na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

"A história da ciência no século XX é marcada por inquestionáveis conquistas e grandes avanços", definiu o Bispo de Roma. Segundo ele, a imagem popular da ciência nesse século é marcada por duas formas opostas de pensamento. A primeira perceberia na atividade científica uma espécie de panaceia, ponto de vista a partir do qual a ciência poderia responder a todas as perguntas acerca da existência do homem. Já a segunda ressalta o temor com relação à ciência e propõe um afastamento, motivada por evoluções negativas "como a construção e terrível uso das armas nucleares", disse o Pontífice (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

A ciência, naturalmente, não é definida por nenhum desses extremos. “Sua tarefa era e continua sendo a de uma paciente e apaixonada busca acerca da verdade sobre o cosmos, sobre a natureza e sobre a constituição do ser humano”, acrescentou. O papa ressaltou que os progressos feitos no conhecimento científico durante o século XX ajudaram a melhorar a consciência acerca do lugar que o homem e o planeta ocupam no universo (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

"De sua parte, a Igreja está convencida de que a atividade científica, em última análise, beneficia-se do reconhecimento da dimensão espiritual do homem e de sua busca por respostas definitivas que permitam o reconhecimento de um mundo que existe independentemente de nós, que nós não entendemos completamente, e que só podemos compreender na medida em que compreendemos a sua lógica inerente", expressou (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

Nesse sentido, o Pontífice definiu a experiência do cientista enquanto ser humano como a de perceber "uma constante, uma lei, um logos que ele não criou, mas que ele tem, ao invés disso, observado. [...] Esse é o ponto de encontro entre as ciências naturais e religião. Como resultado, a ciência torna-se lugar de diálogo, um encontro entre o homem e a natureza e, potencialmente, até mesmo entre o homem e o seu Criador" (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

Ao final da audiência, o santo padre disse que o resultado positivo da ciência do século XXI dependerá da "capacidade do cientista de procurar a verdade e aplicar as descobertas de uma maneira que ande de mãos dadas com a busca por aquilo que é justo e bom". Ele também propôs dois pensamentos para reflexões futuras. O primeiro é que a necessidade de uma abordagem interdisciplinar vinculada com a reflexão filosófica que leve a uma síntese é cada vez mais percebida; o segundo salienta que a realização científica no novo século deve ser sempre informada pelos imperativos da fraternidade e da paz, "ajudando a resolver os grandes problemas da humanidade, e dirigindo os esforços de todos para o verdadeiro bem do homem e do desenvolvimento integral dos povos do mundo" (www.cancaonova.com em 28-10-2010).

Assim, com as palavras de nosso papa Bento XVI, podemos dizer que a ciência não se opõe à fé se ela sempre procurar a verdade e o seu fundamento na Lei Natural dada por Deus à humanidade. Na medida em que o ser humano entra em diálogo com Deus e na comunhão com Ele se traduz numa vida que considera os valores mais sublimes do homem e da mulher que é a vida. Ela é a razão da fé e da própria ciência. Tudo deve convergir para o bem, para o direito e para a justiça que vão trazer dignidade da pessoa na sua integridade.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 28 de outubro de 2010

ACESSE
www.cancaonova.com

domingo, 31 de outubro de 2010

Ide a todos os lugares e ensinai tudo o que Jesus nos ensinou

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O cristão, pelo batismo, recebeu a missão de levar a Boa Nova de Jesus a todos. Por isso, a escolha dos padrinhos é muito importante e também os pais devem ser coerentes na fé que receberam da Igreja através do Batismo, das orientações da Igreja e da Palavra que é proclamada na Igreja nas celebrações eucarísticas.

A Igreja tem a missão dada por Jesus: Ide e ensinai tudo o que vos ensinei. O Magistério tem a obrigação de cuidar do Rebanho do Senhor, dando orientação segura e confirmando todos na Fé em Cristo. Em At 20, 28, podemos ver e conferir: “Cuidai de vós e de todo o rebanho que o Espírito Santo vos confiou como pastores da Igreja de Deus, e que adquiriu pagando com seu sangue”.

A Igreja de Cristo - eu sou Igreja - deve estender-se a todas as regiões; entra na história dos homens ao mesmo tempo em que transcende o próprio tempo e os confins dos povos. Jesus aceita a Cruz, morre por amor a nós e nela temos redenção e salvação no sangue derramado. "Per crucem ad lucem" [lema de dom José Mauro Pereira Bastos, primeiro bispo diocesano de Janaúba, e que viveu de 1955 a 2006]... Pela cruz atinjas a luz...

No mundo, a Igreja caminha, passa e sofre as tentações e as grandes provas. Nisso ela é fortalecida pela graça de Deus que não a deixa sozinha, porque Jesus prometeu ficar com ela até a consumação dos séculos. O pecado da fraqueza humana não sobrepõe a graça de Deus dada à Igreja para que ela seja fiel esposa do Senhor que é sempre fiel a ela. Ela é assistida e renovada pela força do Espírito Santo. Seguindo Jesus com a cruz, vamos atingir a Luz que está em Deus para sempre.

Assim, todos os discípulos de Cristo, perseverando na oração e no louvor de Deus, ofereçam-se também a si mesmo como hóstia viva, santa, agradável a Deus (Cf. Rm 12, 1). Podemos notar o que diz. “Agora, irmãos, pela misericórdia de Deus, eu vos exorto a vos oferecerdes como sacrifício vivo, santo e aceitável: seja este o vosso culto espiritual”.

Somos chamados a ser santos como está escrito. “Antes, santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todos aqueles que vo-lo pede” (Cf. l Pd 3, 15). Assim, cada cristão deve reconhecer internamente a santidade de Cristo como Senhor, aderindo plenamente. Se alguém vos pede explicação de vossa fé, estais dispostos a defendê-la.

Os fieis cristãos, pelo Batismo, recebem uma grande missão, em virtude do seu sacerdócio régio. Têm também parte na oblação da Eucaristia e exercem o mesmo sacerdócio na recepção dos sacramentos, na oração e na ação de graças, através do testemunho duma vida santa, da abnegação e da caridade operante.

Na Eucaristia que recebemos em cada missa, somos agraciados pela sua graça que nos santifica. No sacrifício que participamos, tornamo-nos dignos de ser filhos de Deus. Cada um recebe muitos dons que devem ser partilhados como missionários da Palavra e da Eucaristia que traz vida para todos e dignidade humana.

Somos missionários por mandato de Cristo. Como Jesus foi enviado pelo Pai para nós, assim também o Filho enviou os discípulos e nós também (Cf. Jo 20, 21). Então, nesta passagem, há confirmação da missionariedade de cada cristão como o próprio. Jesus repetiu: a paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, eu vos envio. Em Mateus, Jesus diz: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo aquilo que vos mandei. E eis que eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos” (Mt 28, 18-20).

Deus nos capacita para missão. Ele vai nos dar a força que é o Espírito Santo, como nos exorta em At 1, 8. “Mas recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Judeia, na Samaria e até os confins do mundo”. São Paulo, o grande missionário nos diz em bom tom: “Ai de mim se não evangelizar!” (1 Cor 9, 16).

Somos impelidos e enviados pela força do Espírito Santo. “Do Oriente ao Ocidente, o meu nome é grande entre as nações e em todos os lugares é oferecido ao meu nome um sacrifício e uma oblação pura”. Portanto, a Igreja Católica Apostólica Romana continua a sua missão de evangelizar em toda parte, formando um Povo que faz parte do Corpo como membros vivos, cuja cabeça é Cristo, Nosso Senhor.

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa

Texto pensado, produzido e escrito em 29 de outubro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

As mulheres têm papel importante na Igreja de Cristo

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A mulher tem um grande papel na família, porque ela é que gera o filho, cuida dele com carinho no período da gestação e ainda prepara a chegada da criança. Ela se prepara emocionalmente e também, quando tem condição para isso, arruma a casa para que o novo ser seja acolhido com amor. O gesto da mãe se assemelha aos cuidados da Mãe do Céu. Com ternura e bondade, ela manifesta o Grande Amor do Deus da Vida.

O papa Bento XVI dedicou a sua catequese do dia 01/09/2010, correspondente ao ciclo de escritores da Idade Média, a Santa Hildegarda de Bingen, escritora e profetisa alemã. O pontífice quis apresentar esta mulher escritora que viveu há quase mil anos e voltará a falar dela na semana que vem, segundo antecipou aos peregrinos presentes na Praça de Castel Gandolfo.

Ao começar a catequese de hoje, o papa quis manifestar o "agradecimento da Igreja" ao "valioso papel que as mulheres desempenharam e desempenham" dentro dela. Citando a “Mulieris dignitatem”, de João Paulo II (1978-2005), sublinhou a importância do "gênio feminino", assim como dos "carismas" e de "todas as vitórias que a Igreja deve à sua fé, esperança e caridade".



Sobre Hildegarda de Bingen (1098-1179), o papa quis destacar sua grande cultura, seu espírito místico e seu dom de governo, que "fala com grande atualidade também a nós". Esta santa fala hoje, "com sua corajosa capacidade de discernir os sinais dos tempos, com o seu amor pela criação, sua medicina, sua poesia, sua música, que hoje está sendo reconstruída, seu amor a Cristo e à sua Igreja, que também sofria naquela época, ferida pelos pecados dos sacerdotes e leigos, e tão amada como o Corpo de Cristo".

Desde criança, Hildegarda foi consagrada pelos seus pais ao serviço a Deus, sob os cuidados da professora Judith Spanheim, retirada no Convento Beneditino de São Disibodo, onde, apesar de albergar uma comunidade masculina, foi se fundando, com o tempo, uma congregação beneditina feminina.

Quando a Madre Judith faleceu, Hildegarda a substituiu à frente da comunidade. "O estilo com o qual ela exercia o ministério da autoridade é exemplar para toda a comunidade religiosa: isso acabou sendo um grande estímulo para a prática do bem, tanto que, segundo os testemunhos da época, a madre e as filhas espirituais competiam em amar-se e servir-se mutuamente", destacou o papa.

Outro dos aspectos da vida da santa que Bento XVI quis salientar foi sua experiência mística. Hildegarda teve revelações místicas desde pequena e, "como sempre acontece na vida dos verdadeiros místicos, Hildegarda também queria submeter à autoridade de pessoas sábias a origem de suas visões, temendo que fossem o resultado de ilusões e que não fossem de Deus".

De fato, "ela então buscou a pessoa que, na sua época, gozava da máxima estima na Igreja: São Bernardo de Claraval", sobre quem o papa falou em sua catequese de 21 de outubro do ano passado. 1 Finalmente, o Papa Eugênio III “autorizou a mística a escrever suas visões e a falar em público. Desde então, o prestígio espiritual de Hildegarda cresceu cada vez mais, de modo que seus contemporâneos atribuíram-lhe o título de ‘profetisa teutônica”.

“E isso, caros amigos, é o selo de uma autêntica experiência do Espírito Santo, fonte de todo o carisma: a pessoa depositária de dons sobrenaturais não se exalta jamais, não os exibe e, sobretudo, mostra total obediência à autoridade eclesial”, concluiu.

A palavra do papa nos alerta que nós não precisamos exibir as nossas qualidades e nem ficarmos orgulhosos pelos serviços executados na Igreja, na sociedade e na família. Nós cristãos devemos nos deixar ser guiados pela ação do Espírito Santo em nós. Devemos ser dóceis a Ele e ser obedientes ao Magistério para não ter perigo de errar e levar os outros ao erro. Hoje, mais do que nunca, precisamos de cristãos autênticos, corajosos e profetas para dizerem e proclamarem que a vida é importante e promovê-la é essencial, orientando as mães novas, as crianças, os adolescentes e os jovens para que não entrem no jogo do prazer fácil, dos vícios e da irresponsabilidade. Todos devem defender a vida em todas as fases da existência humana.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa

Texto pensado, produzido e escrito em 29 de outubro de 2010

FONTE BASE DO TEXTO
notícia lida e utilizada como referência no site www.zenit.org em 03 de setembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Uma oportunidade traz vida

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Conta-se... Uma determinada pessoa já estava cansada de procurar emprego... Ela saiu com o filho, que estava com muita fome. Saindo, avistaram uma padaria aberta e pediram algum alimento em troca de serviços. O dono daquele comércio sentiu compaixão e viu a necessidade daquele homem que estava com fome também, mas pedia alimento não para ele, mas para o filho que ficou sentado na outra calçada.

Então dono da padaria, que se chamava Amaro, fala para Agenor que traga o seu filho Humberto, pois ele daria não pão, mas dois pratos feitos. A fome era tanta que os dois agradeceram a Deus e a bondade do senhor Amaro. Logo senhor Agenor começou a chorar. Era choro de gratidão e de preocupação porque lembrou da mulher que ficara em casa somente com um bocado de fubá. Então o dono da padaria fala pra ele: porque choras, se você e seu filho já estão se alimentando?

Agenor fala de sua vida e de seus sofrimentos. Estava desempregado a mais de dois anos. Fazia bico e nem isso já estava conseguindo. Tinha deixado a mulher com uma bocado de fubá. O dono da padaria fala com firmeza a ele dizendo: você quer trabalhar comigo; estou precisando mesmo de alguém como o senhor que tem história de vida.

Ele volta para casa radiante e conta para a esposa. Para surpresa, tinha chegado uma boa cesta básica. No dia seguinte, cedinho, ele já estava no trabalho. O patrão o incentivou a estudar à noite. Alguns anos mais tarde, tornou-se um grande profissional e o seu filho crescia estudando. Muitos anos depois, ele sai daquela empresa e monta um escritório. Seu filho cresce, estuda e torna-se um bom nutricionista. Foi trabalhar em um restaurante que o pai construiu pra ele.

Passaram-se anos. Os dois, antes patrão e empregado, encontraram-se. Amaro e Agenor conversaram bastante. Agenor sempre grato ao que Amaro fez. Então o primeiro comentou. “Olha, eu tenho muito serviço, mas nunca esqueço dos que mais precisam. Sempre ajudo e promovo as pessoas. Uma oportunidade traz vida”, afirmou Agenor ao senhor Amaro. “Se não houvesse aquela ajuda do senhor, eu não teria estudado e nem meu filho seria nutricionista do meu restaurante que fundei”, confessou.

Os dois se abraçaram e se rejubilaram pelas maravilhas que uma ação boa pode trazer a uma pessoa necessitada. Deus é assim: ele sempre vem em nosso socorro nas horas que precisamos d’Ele. Não podemos perder a fé. Deus é fiel sempre. Os dois ficaram tão amigos que morreram no mesmo dia, na mesma hora, e com a mesma idade - 82 anos.

O filho de Agenor colocou o nome da casa que seu pai fundou como a “Casa do Caminho” e mandou escrever bem na frente dela: “Um dia, eu tive fome e você me alimentou. Um dia, eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia, acordei sozinho e você me deu Deus e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!” (texto feito a partir de um conto recebido de e-mail de autor desconhecido com título “Pai, tô com fome...").


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 28 de outubro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Olhar de Jesus que salva...

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A liturgia nos aproxima de Deus e dos irmãos e irmãs de comunidade no olhar de Jesus que salva a pessoa por inteiro. Na sociedade atual, as pessoas muitas vezes têm o olhar negativo das pessoas e se traduzem na exclusão que aponta os defeitos da pessoa humana. A liturgia nos mostra que o olhar de Deus é diferente.

No livro da Sabedoria, nós vemos o olhar de Deus, isto é, "os olhos de Deus são diferentes dos nossos" (Cf. Sb 11, 22; 12, 2). Nesse livro, é narrado o espanto causado devido à ação de Deus no castigo sobre os egípcios. Dá a impressão de que foi um castigo moderado e benevolente da parte de Deus. Mas Deus tem as suas razoes para agir assim: Deus tem paciência porque Ele tem poder. O agir do homem encontra em Deus misericórdia. Deus é bom e tolerante, porque Ele ama o que criou. Deus olha o homem por inteiro. Deus não quer a morte do pecador, mas a sua conversão para a vida de graça.

Por isso: podemos ver que "Deus fecha os olhos" diante do pecado do homem, a fim de convidá-lo ao arrependimento e assim traz uma vida nova e digna a ele. Deus tem predileção especial pelo homem e por tudo que Ele criou. Não há interesse em castigar o homem porque Deus é amor. Os males que acontecem em nossa vida não são "castigos de Deus". Tudo que acontece tem um sentido para que a pessoa se converta e ponha o pé na realidade humana e pecadora que necessita de cura e mudança.

Desse modo, o ser humano volta à via correta pelos caminhos da vida em Deus. Essa imagem do verdadeiro amor e da misericórdia de Deus deve nos selar e transparecer em gestos para com os nossos irmãos e todos que estão marginalizados e escravizados pelo pecado.

Na Carta ao Timóteo, vemos o Olhar de São Paulo (Cf. 2 Tm 1, 11-22). O Apóstolo Paulo nos lembra que Deus é o autor e o protagonista na salvação do homem. Deus está sempre em toda a nossa história humana. Deus age na nossa história e nos leva à plenitude da graça que vem do seu amor infinito por nós.

É Ele quem nos anima e nos dá forças ao longo da caminhada. É Ele quem nos espera no final do caminho para nos dar a vida plena. A salvação não é um privilégio e vitória nossa, mas um Dom de Deus que está à disposição para a conversão de cada cristão e cristã no mundo.

No Evangelho de Lucas, vemos o Olhar de Jesus no encontro com Zaqueu (Cf. Lc 19, 1-10). Zaqueu era um homem publicano, cobrador de impostos, era um ladrão que roubava o povo e o explorava na cobrança de impostos indevidos. Ele era um homem baixo, não tinha valor nenhum e era desprezado na comunidade dos que se achavam certos [certinhos...]. Ele procurava "Ver Jesus".

O "Ver" tem um significado teológico que não é curiosidade de encontrar Jesus, mas uma busca de algo novo que é capaz de preencher o interior da pessoa que procura. É uma vontade intensa de descobrir o valor do "Reino", um desejo imenso de inserir na Comunidade de Salvação que Jesus anunciava para todos. Jesus estava rodeado pelos seus discípulos e seguidores. Pela sua insignificância, Zaqueu dava a impressão de que era difícil chegar até Jesus.

O "subir num sicômoro" simbolizou a vontade grande de Ver Jesus e de poder ser notado pelo Cristo. Esta atitude podia correr risco de não ser aceita pelas pessoas que seguiam o mestre. Jesus age de modo inusitado: sai da multidão e vai ao encontro de Zaqueu que estava em cima da árvore. Jesus valorizou a atitude daquele homem que quer a salvação e uma conversão de vida. Ele está sedento de uma vida melhor com os outros.

Jesus larga um pouco aquela multidão que o seguia e solidariza-se com o "pecador". Ergue os olhos e vê o "pequeno" no alto daquela árvore, mas o chama pelo nome: Zaqueu ("puro"). Jesus se autoconvida e diz aquele homem: "Desce depressa, porque hoje preciso ficar em tua casa". Jesus não quer ficar para ser servido, mas quer servir e levar a semente da vida ao coração da pessoa que germina para uma vida de graça e justiça. Tudo vai levar para a vida plena.

A atitude de Jesus provoca uma reboliço nas pessoas que murmuram escandalizadas, dizendo: "Foi hospedar na casa de um pecador". Zaqueu acolhe Jesus com muita alegria. Prepara um grande jantar, isto é, um "banquete” para um hóspede ilustre. Na sua casa, emocionado com aquela visita, ele faz um discurso que marca a sua transformação. Está disposto a repartir os seus bens com os pobres e restituir quatro vezes mais o que tinha roubado. Zaqueu encontrou sentido para a sua vida porque conseguiu Ver Cristo como Ele é. Ele acolheu Jesus em sua casa e em seu coração. Jesus diz: "Hoje entrou a salvação nesta casa...”.

Por causa da acolhida de Jesus e do coração de Zaqueu que acolhe o Autor da Vida, sua vida se transforma. Agora ele não precisa mais de dinheiro injusto porque a maior riqueza ele a encontrou que é Jesus Cristo, o Senhor da Vida. Somos chamados a Ver Jesus sempre, pois Ele quer transformar a nossa vida de pecado para a vida da graça que faz acontecer o Reino de Deus entre nós como a justiça para todos, a vida preservada e os direitos humanos garantidos para todos.

Amém!

Sed misereris omnium, quia omnia potes; et dissimulas peccata hominum propter paenitentiam (Sb 11, 23)


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 27 de outubro de 2010

PALESTRA DO PROFESSOR LUIZ MARINS É HOJE EM MONTES CLAROS

Palestra do professor Luiz Marins é nesta quinta-feira, 28 de outubro de 2010, às 19h, no Automóvel Clube. Leve um quilo de alimento não-perecível no Sindcomércio (Rua Presidente Vargas, 28, sala 202, Centro de Montes Claros) e troque por um ingresso [informação do jornalista Attilio Faggi Junior]

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Papa explica missão do comunicador católico

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Pelo Batismo, somos convidados a sermos apóstolos de Cristo, isto é, ser mensageiros da sua Palavra para que todos possam encontrar a verdade e fazer um juízo de valor de todos os fatos e acontecimentos na nossa vida, na nossa sociedade, na nossa família e na nossa Igreja.

Portanto, é mister dizer que, à Fé, se chega apenas pela força da notícia dada, pela forma utilizada pelo transmissor e pela credibilidade que ele inspira, como já dizia o papa Paulo VI, no Evangelli Nuntiandi, 41: Necessitamos de testemunhos, pois quando se ouvem os mestres é porque eles testemunham em ações as suas convicções. São Paulo diz na Carta aos Romanos: como vão crer se lá ninguém fora enviado para proclamar a Palavra de Deus? E é por isso que ele diz também.. ai de mim se eu não anunciar o Evangelho! (1 Cor 9, 16) - A Igreja e Comunicação Social: uma Leitura Pastoral Evangelizadora, monografia de conclusão de curso de bacharelado de Teologia de José Benedito Schumann Cunha).

O papa Bento XVI encontra-se com os participantes do Congresso sobre a Imprensa Católica, que reuniu comunicadores de 85 países. Bento XVI recebeu em audiência os participantes do Congresso sobre a Imprensa Católica na Sala Clementina, no Palácio Apostólico Vaticano. No total, mais de 200 comunicadores católicos de 85 países se encontraram com o Pontífice (notícia tirada do site www.cancaonova.com em 07/10/2010).

“A vossa missão, queridos comunicadores da imprensa católica, é a de ajudar o homem contemporâneo a orientar-se para Cristo, único Salvador, e a manter acesa no mundo a chama da esperança, para viver dignamente o hoje e construir adequadamente o futuro”, explicou o papa. O encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (07/10). O evento foi promovido pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e começou na segunda-feira (04/10).

O santo padre convidou os comunicadores a renovar a escolha pessoal por Cristo, “buscando aqueles recursos espirituais que a mentalidade mundana subvaloriza, embora sejam preciosos, na verdade, indispensáveis” (notícia tirada do site www.cancaonova.com em 07/10/2010).

O bispo de Roma falou sobre as profundas transformações interiores pelas quais os meios de comunicação têm passado, especialmente a questão do desenvolvimento de sempre novas tecnologias e o risco de noticiar fatos apenas para provocar o espetáculo, e não profundas reflexões. “A busca da verdade deve ser perseguida pelos jornalistas católicos com mente e coração apaixonados, mas também com o profissionalismo de comunicadores competentes e dotados de meios adequados e eficazes. Isso se torna ainda mais importante no atual momento histórico, que exige da própria figura do jornalista, enquanto mediador dos fluxos de informação, mudanças profundas”, afirmou (notícia tirada do site www.cancaonova.com em 07/10/2010).

Nesse contexto, a imprensa católica seria chamada a expressar suas potencialidades e dar as razões de sua missão de seguir a estrada mestra da verdade. “A Igreja dispõe de um elemento facilitador, considerando que a fé cristã tem em comum com a comunicação uma estrutura fundamental: o fato que o meio e a mensagem coincidem; de fato, o Filho de Deus, o verbo encarnado é, ao mesmo tempo, mensagem de salvação e meio através do qual a salvação se realiza” (notícia tirada do site www.cancaonova.com em 07/10/2010).

Por fim, Bento XVI alertou que o desafio comunicativo exige um grande compromisso por parte da Igreja. “Os cristãos não podem ignorar a crise de fé que afeta a sociedade, ou simplesmente confiar que o patrimônio de valores transmitidos ao longo dos séculos passados possa continuar a inspirar e plasmar o futuro da família humana. A ideia de viver ‘como se Deus não existisse’ mostrou-se deletéria: o mundo tem necessidade, mais do que tudo, de viver ‘como se Deus existisse’, ainda que não tenha a força de acreditar, sob a pena de que isso produza somente um ‘humanismo desumano’” (notícia tirada do site www.cancaonova.com em 07/10/2010).

Com estas palavras seguras do nosso papa, podemos refletir a respeito do papel do comunicador católico. Este tem a responsabilidade de dar a verdadeira informação, procurando a verdadeira fonte, para que não haja manipulação e desvio da verdade. Não se pode ter preconceito diante da informação, pois pode ocorrer o risco de levar uma informação deturpada por interesses de pessoas inescrupulosas que querem destruir a imagem ou pensamento de uma pessoa.

Jesus já deu o norte dizendo que a verdade vos libertará (Cf. Jo 8, 31-32) e buscai o Reino de Deus e a sua justiça e tudo será dado em acréscimo (Cf. Mt 6, 33). Portanto, somos chamados a unir as pessoas e não dividi-las.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 07 de outubro de 2010

ACESSE
www.cancaonova.com

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Com nossos acertos e erros, nós aprendemos...

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A vida humana é um processo contínuo de crescimento e que cada pessoa tem um ritmo. Esse ritmo depende da história de vida de cada um. Assim é também nas nossas atividades de trabalho, política, familiar, social e religiosa. Não podemos dizer que a nossa atuação é excelente e que não tem nada a ver com o passado. Todos somos responsáveis nos seus devidos tempos. Na democracia, aprendemos com os acertos e os erros. Não podemos desfazer de ninguém, pois cada um colabora de acordo com a realidade de cada tempo.

O Brasil, desde o seu descobrimento até agora, passou e passa por um processo de crescimento e amadurecimento. Somos uma República nova ainda e, nesse período de desenvolvimento do pensamento, os políticos e a sociedade contemporânea vão se misturando com a realidade da vida do povo.

A democracia é um exercício livre, mas tem a influência do poder econômico. O Brasil passou por vários momentos difíceis: crises econômicas com altas taxas de inflação que atingiam a todos e especialmente os mais pobres. E também tivemos as crises institucionais que tolheram a liberdade de cada cidadão [ditadura militar].

Com a democratização, temos a Constituição, a Lei máxima do País que nos faz ser soberano e livre. Cabe a cada um, principalmente aos políticos, defender a Constituição e procurar o bem comum a todos. Fazer acontecer a justiça para todos é essencial.

Uma nação é livre na medida em se que respeita os direitos humanos e se busque políticas públicas a favor da pessoa humana, como educação de qualidade, saúde digna para todos, trabalhos com salários bem remunerados e combate à violência e a toda forma de injustiça.

Na eleição, somos todos iguais. No pleito eleitoral, podemos livremente, conscientes e bem informados, dar o nosso voto. O voto é importante. Por isso precisamos entender que “a democracia é uma conquista de todos. Nela podemos, pela consciência, escolher livremente e dá o nosso voto. Este não é apenas um gesto voluntário da pessoa cidadã, mas tem uma importância muito grande, porque nós delegamos a alguns o direito e o dever de fazer leis justas e defender o bem comum de todos. Cada poder tem o seu papel importante” (ver artigo “O Voto é importante” postado no blog www.modestaspropostas.blogspot.com em 30-08-2010).

“Cada eleitor deve ter a consciência em votar naqueles que podem fazer a diferença no mundo, construindo a justiça social, defender a vida desde a concepção até a morte, procurar o bem comum de todos e promover a paz. A política é uma oportunidade de prevalecer o bem e oportunidade para todos, tirando os privilégios e permitindo que todos tenham vez e voz na sociedade e em todo lugar. Assim estamos exercendo a cidadania nos direitos e deveres” (ver artigo “O voto é importante” postado no blog www.modestaspropostas.blogspot.com em 30-08-2010).


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 06 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Réquiem de Verdi

“Um grito a Deus diante da morte” (Bento XVI)

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

No dia 19/10 último, no Vaticano, teve um concerto para o papa. A música nos inspira e nos eleva o nosso espírito para Deus. A vida humana é marcada da esperança na ressurreição que trouxe Jesus Cristo. A nossa vida é escondida na verdadeira vida que vem de Deus. O ser humano não pode duvidar desta certeza da vitória da vida sobre a morte. A morte é passageira e esta verdade deve nortear a nossa vida na beleza da música que suaviza a brevidade desta vida na terra.

“Um momento de verdadeira beleza, capaz de elevar o espírito”. Foi dessa forma que Bento XVI avaliou a “excelente” interpretação do Réquiem de Verdi, no último sábado à tarde no Vaticano, pelo maestro Enoch Zu Guttenberg na direção do Coral de Neubeuern e da orquestra Klang-Verwaltung. O papa se dirigiu à assembleia depois do concerto, em alemão e italiano, para agradecer ao diretor da orquestra e aos músicos, e para se referir aos sentimentos expressados nesta extraordinária obra de Giuseppe Verdi, que chegou a se definir como “um pouco ateu” (www.zenit.org em 23-10-2010).

O Pontífice, no entanto, vê nesta obra “um grande apelo ao Pai eterno, na tentativa de superar o grito de desespero diante da morte”. Verdi expressa “todo um leque de sentimentos humanos diante da morte”, observou. O papa recordou que Verdi (1813-1901) compôs esta Missa de Réquiem em 1873, por ocasião da morte do escritor Alessandro Manzoni, a quem Verdi admirava e por quem tinha uma espécie de veneração. “No espírito de grande compositor”, explicou o papa, esta obra deveria ser o cume, o momento final da sua produção musical” (www.zenit.org em 23-10-2010).

“Não era somente uma homenagem a um grande escritor, mas também a resposta a uma exigência artística interior e espiritual que a confrontação com a estatura humana e cristã de Manzoni havia suscitado nele”. Para o pontífice, a Missa de Verdi reflete uma visão trágica dos destinos humanos, sobretudo quando se trata da realidade ineludível da morte e da questão fundamental da transcendência, em um gênero musical em que o artista já não deve se preocupar em por em cena.

“Livre dos elementos da cena, Verdi exprime, somente com as palavras da liturgia católica e com a música, o leque de sentimentos humanos diante do final da vida, a angústia do homem frente à sua fragilidade natural, o sentimento de rebelião diante da morte, o desconcerto no limiar da eternidade” (www.zenit.org em 23-10-2010).

Em seu discurso, o papa citou uma carta de Verdi ao editor musical Ricordi, na qual o músico se definiu como “um pouco ateu”. Mas quando escreve esta Missa, destacou Bento XVI, é como “um grande apelo ao Pai, em uma tentativa de superar o grito de desespero diante da morte, para reencontrar a aspiração à vida que se torna oração silenciosa e do coração: Libera me Domine”. Verdi descreve também, segundo o Papa, “o drama espiritual” do homem frente a Deus, a quem aspira no mais profundo de si mesmo e unicamente em quem pode encontrar a paz e o repouso.

Neste sentido, Bento XVI citou a famosa frase das “Confissões” de Santo Agostinho. “Nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti” (www.zenit.org em 23-10-2010). A qualidade das vozes e da técnica vocal, do coral e dos solistas, foi um dos pontos fortes desta interpretação musical, sob a batuta de um diretor de orquestra de renome insuperável, cujo talento está acompanhado de sensibilidade e temperamento (www.zenit.org em 23-10-2010).

Estas palavras sábias do nosso papa Bento XVI nos fazem transcender o nosso espírito, em gratidão a Deus. Ele é fundamento de nosso existir. A nossa existência nos aproxima do Deus da Vida que nos dá sempre o bem e nos dá a certeza que devemos estar em comunhão com Deus e com todos. A humanidade se transforma na medida em que valoriza o dom da vida e consola na morte por causa da vitória de Cristo sobre esta última estância da nossa existência no mundo. Viva a vida, de modo que a fé na Ressurreição de Cristo nos alimente a esperança que salva e, no amor, que provem de Deus.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 23 de outubro de 2010

ACESSE
www.zenit.org