ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Bento XVI: fazer memória do agir de Deus é fundamental para a fé





Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, somos agraciados por Deus sempre. Ele é fiel e está sempre do nosso lado. Nos momentos bons e difíceis, Ele nos sustenta dá sempre a sua mão a nós. A fé é amadurecida no conhecimento da Palavra de Deus e na experiência do Deus presente em nossa historia. Somos agraciados sempre pelo Deus que nos ama muito.  Devemos recordar sempre e celebrar esse Deus da vida. Muitos querem abafar as maravilhas por causa da violência que assistimos no mundo. Deus não é autor do mal e nem quer que pecamos. Ele espera a nossa adesão plena.(1) “A fé é alimentada pela descoberta e pela memória de Deus sempre fiel, que conduz a história e que constitui o fundamento seguro e estável sobre o qual constrói a própria vida.” Bento XVI afirma que a Sagrada Escritura é o lugar privilegiado para descobrir as etapas da Revelação de Deus e convida aos católicos a, neste Ano da Fé, terem em mãos a Bíblia para lê-la e meditá-la e a prestarem mais atenção às Leituras da Missa dominical, isto, segundo o Papa, constitui um alimento precioso para a fé. (2) 
Ao recordar o Tempo Litúrgico do Advento, que prepara a Igreja para o Natal, o Pontífice explicou que na Palavra de Deus é possível compreender o mistério Divino que permeia este tempo. De acordo o Santo Padre, na Palavra está explícita uma realidade maravilhosa e perturbadora: “o próprio Deus cruzou seu Céu e se inclinou sobre o homem; estabeleceu aliança com ele entrando na história de um povo." O Papa concluiu a catequese convidando os católicos a utilizarem-se do Advento como uma oportunidade para recordar os feitos de Deus na história de salvação do homem e não esquecer o agir Divino. “O Advento nos convida a traçar o caminho desta presença e nos recorda sempre novamente que Deus não se retirou do mundo, não está ausente, não nos abandonou a nós mesmos, mas vem ao nosso encontro de diversos modos, que devemos aprender a discernir.” (2)
As palavras do papa Bento XVI nos permite a ter uma visão clara desse Deus que caminha sempre na nossa História humana. Temos um Deus que assiste a nossa vida sempre. Ele sabe o que precisamos, mas precisamos ser fiel a Ele e pedir que a nossa fé seja autentica. A vida é marcada por tantos acontecimentos que nos levam a pensar e refletir que o mal é provocado no mundo pelo pecado e desobediência do homem a vontade de Deus. Deus nos quer unidos, fraternos, solidários, promotores da paz que dignifica a pessoa por inteira e feliz de ser de Cristo sempre. Amém
(1)Bacharel em teologia José Benedito Schumann Cunha
(2)www.cancaonova.com

Universo não é resultado do caos, destaca Bento XVI


Queridos irmãos e irmãs, ao lermos a bíblia, no seu primeiro livro, deparamos com a criação de Deus. Tudo foi ordenado pelo criador com finalidade própria sem erro. Tudo foi achado bom pelo nosso Deus. Nessa criação perfeita e bem ordenada, o ser humano foi criado e destinado a conviver harmoniosamente com a criação. Uma realidade que tinha comunhão com a natureza criada, com o cosmo e com Deus. Esta tranquilidade foi quebrada com a desobediência do ser humano que o tirou da intimidade com Deus, perdendo a graça e a vida. O pecado é negação da nossa comunhão com Deus, ele tira a dignidade da pessoa e a faz escrava e sem futuro. Assim, para que o homem voltasse a comunhão plena com Deus em com todas as coisas, veio Jesus que nos habilitou de novo para a graça, para a vida de comunhão com Deus e com todos.(1)
“O universo não é caos ou o resultado do caos, bem pelo contrário, revela uma complexidade bem ordenada” , observou o Papa Bento XVI, ao receber, nesta quinta-feira, 8, no Vaticano, os sessenta participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Academia das Ciências, que tem como tema: “Complexidade e Analogia nas Ciências: Aspetos teóricos, metodológicos e epistemológicos”. Agradecendo a saudação inicial do diretor desta Pontifícia Academia, o cientista suíço Werner Arber, o Papa observou que a temática abordada toca um importante aspeto, que “abre a uma variedade de perspectivas que apontam para uma nova visão da unidade das ciências” e para “a grande unidade da natureza na complexa estrutura do cosmos e para o mistério do lugar que o homem nele ocupa”.(2)
A paciente integração das variadas teorias, cujos resultados, quando confirmados, constituem os pressupostos para novas investigações, “testemunham – notou o Papa – tanto a unidade do processo científico como também a permanente tendência dos cientistas em direção a uma compreensão mais apropriada da verdade da natureza e a uma visão mais inclusiva da mesma”.“Tal abordagem interdisciplinar da complexidade mostra também que as ciências não são mundos intelectuais desligados uns dos outros, pelo contrário, que estão interligadas entre si e vocacionadas ao estudo da natureza como uma realidade unificada, inteligível e harmoniosa na sua inegável complexidade.”“O universo não é um caos ou o resultado do caos. Pelo contrário, ele aparece cada vez mais claramente como uma complexidade ordenada que nos permite, através da análise comparativa e da analogia, passar da especialização para um ponto de vista mais universal e vice-versa”.(2)
Referindo-se ao tema abordado nesta Assembleia, “Complexidade e analogia”, Bento XVI fez notar como o uso da analogia se tem revelado muito “frutuoso para a Filosofia e para a Teologia, não só como instrumento para uma análise horizontal da realidades da natureza, mas também como estímulo para um pensar criativo sobre um plano transcendental mais elevado”.“O pensamento cristão tem empregado a analogia não só para a investigação das realidades mundanas, mas também como meio de se elevar da ordem da natureza criada à contemplação do Criador.” “Estou convencido da necessidade urgente de um diálogo e cooperação permanentes entre os mundos da ciência e da fé, para construir uma cultura de respeito pelo homem, pela dignidade humana e pela liberdade, a bem do futuro da nossa família humana e para um desenvolvimento sustentável, a longo prazo, do nosso planeta.”(2)
Assim, as palavras do papa Bento XVI, nos ajudam a ter uma claridade diante do universo criado, da terra onde habitamos e do ser humano que se situa como uma obra prima de Deus. A fé não contradiz a ciência e esta não opõe a fé, porque eles permitem a cada um de nós usramos a nossa razão e inteligibilidade das coisas criadas com a vontade de Deus. Somos feitos para continuar a obra que Deus fez e desenvolver técnicas para melhorar o convívio de cada pessoa e dar sentido das coisas criadas. Nada fica sem sentido quando colocamos em evidencia da sua utilidade e do seu papel no mundo. Tudo deve nos voltar para a Deus que tudo é e mercê o nosso louvor e adoração. Amém (1)
(1)    Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha
(2)    www.cancaonova.com

Papa reflete sobre a racionalidade da fé em Deus



Queridos irmãos e irmãs em Cristo. Somos cristãos e devemos dar a razão da nossa fé em Deus. Não podemos ser ingênuos e nem fanáticos, pois corre o perigo de ficarmos na periferia dos conceitos e doutrinas que podem nos enganar os sentidos. A fé deve ser firme e solidificada na confiança e na obediência a Deus. Deus é o nosso fim último e é para Ele que tudo vai. O mundo se torna mais humano e cristão na medida em que cada um coopera com a obra divina que foi criada e testa por Deus como algo bom. (1)
A fé, vivida realmente, não entra em conflito com a ciência, mas coopera com essa', enfatizou Bento XVIO Papa Bento XVI dedicou a catequese desta quarta-feira, 21, para falar sobre a racionalidade da fé. Ele lembrou que Deus, com sua graça, ilumina a razão e lhe abre horizontes infinitos, de modo que a fé constitui um incentivo para buscar sempre, sem parar e sem aquietar-se “na descoberta inesgotável da verdade e da realidade”.(2)
Para exemplificar essa busca incessante que a fé incentiva, o Papa citou Santo Agostinho. Este buscou com inquietação a verdade, perpassando todas as filosofias disponíveis. “A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo. Quando diz: “compreendas para crer e creias para compreender” (Discurso 43, 9:PL 38, 258), é como se contasse a própria experiência de vida”.(2)
O Papa lembrou que a fé católica é racional; o conhecimento da fé não vai contra a razão. Ele afirmou que, diante do desejo pela verdade, somente uma relação harmônica entre fé e razão é o caminho certo que conduz a Deus e à plena realização de si. Nesse sentido, fé e razão se complementam. “A fé, vivida realmente, não entra em conflito com a ciência, mas coopera com essa, oferecendo critérios basilares para que promova o bem de todos, pedindo-lhe para renunciar somente àquelas tentativas que – opondo-se ao projeto originário de Deus – possam produzir efeitos que se voltam contra o próprio homem”. (2)
Bento XVI também lembrou que, desde o início, a tradição católica rejeitou o chamado fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão. Ele destacou que Deus não é um absurdo, mas sim um mistério, que não é irracional, mas tem uma superabundância de sentido, de significado e de verdade. “Se, olhando para o mistério, a razão vê escuridão, não é porque no mistério não tenha a luz, mas porque existe muita (luz). Assim como quando os olhos do homem se dirigem diretamente ao sol para olhá-lo, veem somente trevas; mas quem diria que o sol não é luminoso, antes a fonte da luz?”, exemplificou.(2)
As palavras do papa Bento XVI sempre oportuna e sabias nos permitem a ter uma concepção de Deus e da sua vontade para podermos cumprir em vista do nosso bem e de todos os que caminham conosco rumo a eternidade. Ser Deus é o principio de todo entendimento humano. Todos os nossos sentidos se congruem para um proposito que é estar em comunhão com Deus e com todos. O mistério de Deus é para sem contemplado, admirado e vivido, isto nos dá uma alegria que justifica a nossa existência. Somos criados para amar a Deus e fazer a sua vontade. A fé será enriquecida pela nossa disposição de estar na intimidade de Deus que se deixa ser tocados por nós. O coração humano se rejuvenesce na presença de Deus sempre. Amém (1)
(1)    Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha
(2)    www.cancaonova.com


Papa abre caminho para beatificação de Paulo VI

Papa Paulo VI
O Papa Bento XVI assinou o decreto que reconhece "as virtudes heróicas" de Paulo VI, primeiro passo para sua beatificação, anunciou nesta quinta-feira o Vaticano. Paulo VI, que comandou a igreja de 1963 a 1978, foi o idealizador com seu antecessor, João XXIII, do Concílio Vaticano II, que modernizou a igreja católica, e também foi o primeiro pontífice da história a visitar a América Latina, quando viajou até a Colômbia em 1968 para o Congresso Eucarístico Mundial.
Com o decreto, o Papa autoriza que Paulo VI seja considerado "venerável" pelos católicos e inicia o processo para demonstrar que intercedeu em ao menos um milagre, necessário para sua beatificação. Para a canonização são necessários dois. O pontífice italiano, cujo nome era Giovanni Battista Montini, pode ser beatificado no fim do próximo ano, por ocasião das celebrações pelo 50º aniversário do Concílio Vaticano II e durante o proclamado "Ano da Fé".Segundo o postulador da causa de beatificação, padre Antonio Mazzarro, vários casos de curas milagrosas por intercessão de Paulo VI foram apresentados.
Durante o pontificado do Papa Montini, como costumava ser chamado, formado como diplomata e um influente colaborador do papa Pio XII, foram realizadas muitas mudanças no mundo, das revoltas estudantis à Guerra do Vietnã, passando pela liberação sexual.Paulo VI tentou entender tais mudanças e "dialogar com o mundo", realizando as primeiras viagens internacionais e históricas de um pontífice.
Ao mesmo tempo defendeu com rigor a tradicional doutrina da Igreja através de importantes encíclicas, entre elas a "Humanae Vitae" (1968), sobre o controle da natalidade que condenava o contraceptivo, e "Populorum Progressio" (1967), sobre os países em desenvolvimento.
Colaboração: Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha 20-12-2012

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Na última catequese do ano, Papa reflete sobre a fé de Maria

Queridos irmãos e irmãs, a fé é fruto de uma intimidade com Deus. Ninguém pode aderir plenamente a Deus se não tiver comunhão com Ele e com todos os irmãos de caminhada. A fé é uma adesão e confiança num Deus que vem até nós. A humanidade se elevou com o sim de Maria que soube entender o proposito de Deus Salvador. Deus não se revela num poder opressor e nem de opulência, mas se revela na singela e simplicidade, visitando Maria através do anjo Gabriel. Deus esperou o sim grandioso de Maria, pois nele o salvador encarnou no seu seio virginal. Uma fé lucida tem ressonância na obediência e no amor a Deus.(1)
"A glória de Deus não se manifesta no triunfo e no poder de um rei, mas revela-se na pobreza de um menino", disse o Santo Padre. Na última catequese de 2012, nesta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI centrou suas reflexões sobre a fé de Maria a partir do mistério da Anunciação. Ele destacou a humildade e a obediência de fé da Virgem Maria. O Pontífice lembrou que o evangelista Lucas conta a história de Maria fazendo um paralelo com a história de Abraão. Da mesma forma que este respondeu ao chamado de Deus para sair da terra onde morava rumo a uma terra desconhecida, também Maria foi confiante no plano do Senhor. (2)
“... assim Maria confia com plena confiança na palavra que lhe anuncia o mensageiro de Deus e torna-se modelo e mãe de todos os crentes”. Bento XVI destacou que a saudação do anjo a Maria é também um convite à alegria; anuncia o fim da tristeza presente no mundo, o fim do sofrimento, da maldade, da escuridão do mal “que parece obscurecer a luz da bondade divina”. O Santo Padre mencionou ainda que a abertura da alma a Deus e à sua ação implica também o elemento que é a treva. Ele lembrou que o caminho de Abraão é marcado pela alegria, quando recebe o filho Isaac, mas também por um momento de treva, quando precisa se dirigir ao monte Moria para cumprir um gesto paradoxal: Deus lhe pede para sacrificar o filho que havia acabado de lhe dar.(2)
Da mesma forma, Maria viveu a alegria na Anunciação e a treva na crucificação do Filho, para poder chegar à luz da Ressurreição. Então Bento XVI destacou que não é diferente quando se trata do caminho de fé de cada um dos fiéis, já que há momentos de luz e outros em que Deus parece ausente. “Mas quanto mais nos abrimos a Deus, acolhemos o dom da fé, colocamos totalmente Nele a nossa confiança – como Abraão e como Maria – tanto mais Ele nos torna capazes, com a sua presença, de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. Isso, porém, significa sair de si mesmo e dos próprios projetos, para que a Palavra de Deus seja a luz que guia os nossos pensamentos e as nossas ações”. Concluindo suas reflexões, Bento XVI enfatizou que os fiéis são convidados, na celebração do Natal do Senhor, a viver esta  mesma humildade e obediência de fé. A próxima audiência do Papa com os fiéis será em 2 de janeiro de 2013. (2)
As palavras do nosso papa nos permitem fundamentar a fé como uma luz que ilumina o nosso ser sem nos cegar. O papa Bento XVI nos faz ver que esta fé percorreu toda a historia da salvação da humanidade. Pela fé nós podemos superar todas as nossas angustias, fraquezas e as quedas no pecado que nos desfiguram como filhos de Deus. Sabemos que a fé exige de nós uma confiança total em Deus. Nada pode abalar a fé que temos em Deus, mesmo diante de tantas desigualdades, misérias, maldades, violências, guerras, epidemias e doenças sérias não ofuscam a nossa certeza no Deus da vida. Nos piores momentos de nossa existência que parece que estamos sem o chão, é aí que encontramos a mão salvadora de Deus nos erguendo para o retorno da graça e da vida com Ele para sempre. Amém (1)
(1)    Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha
(2)    www.cancaonova.com

Em Cristo todos compreenderão e verão a Bondade de Deus

Queridos irmãos e irmãs, estamos na primeira sexta feira da primeira semana do advento. Nós estamos preparando para celebração do natal do Senhor que é reconhecer que Jesus veio visitar a terra para fazer sua morada e mostrar que Deus é amor e misericórdia para sempre. 
Onde há Deus, tudo é transformado. Deus pode mudar uma região seca e estéril em fartura para todos. Deus abre os corações fechados para ver a bondade de Deus e ainda cria a solidariedade e partilha com os mais pobres e necessitados. Deus faz-nos abrir os nossos ouvidos para sua palavra que salva, tirando as duvidas. A luz de Deus faz nos ter visão clara do amor de Deus que derrama por todos.
Os pobres e oprimidos tem alegria em Deus. Jesus é o Santo de Israel que denuncia toda a injustiça e a tirania dos povos que exploram e manipulam para ter poder. Todos devem reconhecer que com Jesus somos de fato livres para fazer o bem. Como está escrito: “Foi eliminado o tirano e desapareceu o cínico, e todos os que buscam a iniquidade serão exterminados: os que acusam de crime os inocentes, os que procuram enganar o juiz, os que por uma coisa de nada condenam os outros.” A cruz de Jesus denuncia toda a injustiça praticada no mundo. (cf. Is 29,17-24)
Devemos tomar consciência que Deus é a verdadeira luz e salvação . Nada nos faz ter medo, pois o seu poder é suave e regenerador. Deus tira das trevas do pecado para a luz da vida. (cf. Sl 27,1. 4.13-14)
O evangelista Mateus nos mostra dois cegos que gritam por misericórdia a Jesus. Eles reconhecem que Jesus é Deus. Eles ouviram as pessoas dizerem as maravilhas realizadas por Jesus e tiveram fé, indo até Jesus. Jesus é o Messias prometido que toma as nossas desgraças e nossos infortúnios para tornarem bênçãos em nossas vidas. Jesus pode agir se nós acreditarmos Nele e foi isso que aconteceu com os dois cegos que acreditaram que Jesus ia tirá-lo da escuridão física e espiritual. Eles Enxergaram com os olhos do corpo e com os olhos da fé. (cf. Mt.  9,27-31).  
Advento é propicio para procurar Jesus e ver que Ele é o caminho que nos leva ao Pai. Este tempo nos faz converter a Deus na comunidade Igreja e se integrando a ela com ardor missionário. Vamos nesta liturgia pedir mais fé em Jesus e ser verdadeiros missionários que transformam o mundo de tristeza para alegria, da escuridão para luz, do egoísmo para o amor e ser uma pessoa renovada em Deus para sempre., «Vem, Senhor Jesus» (cf. Ap 22,17-20) nesse natal para que o verdadeiro espirito natalino de amor e partilha reinam entre nós. Amem.
Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Temos uma grande alegria, Jesus nasce nos corações.

Queridos irmãos e irmãs, estamos no terceiro domingo do advento. A liturgia desse dia é o domingo da alegria. O natal já está próximo e isso nos enche de alegria.

No livro de Sofonias encontramos esse lindo hino de alegria. A condenação que pesava sobre Judá foi revogada. Agora é o próprio Deus que toma conta de tudo. Ele é o salvador. Assim está escrito: "ALEGRA-TE de todo o coração, cidade de Jerusalém... não tenhas medo, Sião...O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, como poderoso Salvador..." (cf. Sf 3,14-18). Essa profecia nos fala ao intimo de nosso ser. Temos um Deus presente e que não nos abandona nunca. Deus é fiel e nos ama. Esta certeza não pode ser esquecida por ninguém.
O salmista nos confirma essa realidade de alegria e esperança.  "Alegrai-vos, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel..." (cf. Is 12,6). A nossa alma não pode ficar triste, pois Deus nos dá certeza de sua presença que salva.
O apostolo Paulo na carta aos filipense fala que devemos ter alegria mesmo nos momentos difíceis e na perseguição, pois Deus é a nossa certeza. Assim, ele nos fala, mesmo sofrendo a prisão por causa de Jesus Cristo:. "Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos... (cf. Fl 4,4-7) Na historia da Igreja, muitos santos e santas sentiram esta alegria no Senhor que dava razão  a fé que tinham em Cristo. Muitos mártires morreram por ser cristão. É na comunidade que damos prova que Jesus está no nosso meio.
O evangelista Marcos nos mostra pela boca de João Batista: a alegria pelo Salvador que vem até nós. O que nos afasta de Deus e nos deixa longe Dele é o pecado que aniquila a pessoa por inteiro. Então, João pede para nós que se converta e afaste do pecado. O povo entende e pergunta a ele: "E nós, o que devemos fazer?" A resposta está na solidariedade e partilha de bens com os mais necessitados. Ser justo e honesto sempre, isto é, não ser corrupto e nem favorecer o desonesto. E quem tiver autoridade não exercer de modo violento e nem se corromper com o poder, mas praticar a verdadeira justiça que gera a paz.
Seguir Jesus é ser humano, pacificador e justo. Natal é renascer em Cristo que vem até nós na simplicidade e mansidão. A luz que bilha não pode ofuscar o menino Deus que estende a sua mão a nós para nos ensinar que precisamos ser mais fraternos e promotores de paz, de  justiça, de amor-perdão, de partilha, de solidariedade com todos. Que Jesus nasça em nossos corações (cf. Lc 3,10-18)
Que esta liturgia nos faz serem pessoas novas que geram amor, compreensão e que provoque mudanças da realidade de morte para a vida. Que as mesas estejam fartas e que a partilha aconteça sempre  entre nós. Que natal seja momento de graça para todos. Amém
Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha



Todos são convidados para ter encontro com Deus


Queridos irmãos e irmãs, estamos no segundo domingo do Tempo do Advento. Preparar para o natal é viver a plenitude de Cristo que vem até nós. Estar com Cristo é viver os seus valores na vida de comunidade, na família e na sociedade. Somos convidados a converter a Deus e ter a coragem de jogar todas as amarras que não deixam nós vivermos em Cristo numa fraternidade com todos.
No Livro de Baruc temos a oportunidade de entender o novo caminho de um novo êxodo que leva a Deus da vida. O povo estava no exilio e o profeta leva uma mensagem a todos de esperança e de alegria no Deus que prepara o povo a volta para terra onde possam novamente ser livre e adorar o Deus vivo. Esta promessa está: "Abaixará os montes, encherá os vales, aplainará o chão, a fim de que Israel caminhe com segurança." (cf. Br 5,1-9)
Jesus é a promessa cumprida definitivamente, pois Nele somos totalmente livres. Devemos procurar ter um novo êxodo a Jesus sem nenhum medo o receio Dele, pois Cristo nos liberta por inteiro. Quer ser livre? Então viva a paz, a solidariedade e justiça para com todos.
Na carta aos filipenses há o apelo para que todos progridam na vida cristã através do amor-doação que vai ao encontro do irmão e irmãs necessitados. Esse amor de ser comprometido com a causa do Reino de Deus, vivendo o caminho que leva a perfeição. Assim, tornamos aptos para participar do reino de Cristo. Precisamos ser vigilantes nas atitudes e no agir para que o bem reine em nós e em todos. (cf. Fl 1,4-6.8-11)
O evangelista Lucas nos mostra a missão de João Batista, o profeta que clama no deserto para o Messias que vem. Ele vai "preparar o Caminho do Senhor". (cf. Lc 3.1-6) A voz no deserto é João Batista que abre os corações para acolher o Messias, através da conversão de vida. Sabemos que Deus veio a nós num tempo histórico. É fato que mudou a historia do mundo. Ninguém fica sem a impressão de Cristo. Agora Deus volta a falar com a humanidade de modo definitivo por João e em Cristo, o filho de Deus.
O deserto é o lugar teológico. Lá foi o inicio de um Povo que se inicia através de Moisés com os mandamentos de Deus. Deserto lugar de reconhecer Deus, de purificar os corações e as mentes, de fazer aliança e de ter o encontro com Deus. Agora temos novamente a oportunidade de percorrer o caminho de João ao encontro de Cristo que liberta e salva a humanidade. O batismo nos fez introduzir no caminho que chega a Deus. Se quisermos ir até Deus precisamos converter e se preparar para o Natal do Senhor, por isso João Batista nos fala: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas... todo vale será aterrado, toda montanha e colina serão rebaixados..."
Vamos aproveitar esse tempo de advento tirar todas as amarras que não nos deixam viver Jesus em nós e com os outros. Somos chamados a ver e participar da salvação prometida por Deus. Todos são chamados para isso. Esse convite não exclui ninguém. Que as festas que fazemos não pode sufocar a voz de Deus que salva através do sinal de Belém. Jesus nasce pobre para enriquecer o homem na liberdade de filhos de Deus. Que a noite de Natal que celebraremos seja momento propicio de ouvir as vozes dos anjos dizendo ao nosso coração: nasceu o menino Deus e Ele está no meio de nós.
Que este advento procuremos ver Deus no silencio da nossa consciência e ainda sendo promotores de um mundo onde possa nasce-Lo na simplicidade e doação. Que ninguém esteja longe da mesa da Palavra de Deus e da eucaristia que alimentam e libertam toda pessoa. Amém
Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha



Publicados escritos de Bento XVI sobre o Concílio Vaticano II

O Papa Bento XVI acaba de publicar os seus “escritos conciliares”, recordando os 50 anos do Concílio Vaticano II (1962-1965). O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 28, pelo coordenador da obra. “Como sétimo volume da ‘opera omnia’ (obras completas), foi publicada agora a coleta, numa síntese de tipo cronológico e organizado, dos escritos de Joseph Ratzinger sobre os ensinamentos do Concílio, que coincide com o cinquentenário do Vaticano II”, escreve o Arcebispo alemão Gerhard Ludwig Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé), na edição italiana do jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’.
O então jovem padre Ratzinger, professor de Teologia Fundamental, chegou ao Concílio como consultor do arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Josef Frings, antes de ser nomeado perito teológico. A introdução à compilação de textos, assinada pelo Papa, foi publicada numa edição comemorativa do jornal da Santa Sé, ‘L’Osservatore Romano’, no dia 11 de outubro. Os padres conciliares, precisou Bento XVI, “não podiam e não queriam criar uma fé diferente ou uma nova Igreja, mas compreendê-las de um modo mais profundo e, portanto, renová-las verdadeiramente”. A coleção dos escritos conciliares de Joseph Ratzinger é apresentada pela editorial Herder, da Alemanha, responsável pela publicação das obras completas do Papa.
O Arcebispo Gerhard Ludwig Muller, que coordena a coleção, diz que Bento XVI “contribuiu para dar forma e acompanhou o Concílio Vaticano II em todas as suas fases”. “Quem quiser entender o Vaticano II deve considerar com atenção todas as constituições, os decretos e as declarações porque só eles, na sua unidade, representam a herança válida do concílio. E no presente volume está documentado adequadamente, em toda a sua clareza e exatidão, também este passo decisivo no acolhimento do concílio”, acrescenta Dom Muller. O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé precisa que o sétimo volume dos escritos completos de Joseph Ratzinger reúne textos “dispersos”, oferecendo assim ao leitor “um instrumento para compreender e interpretar o Concílio Vaticano II”.
O Concílio Vaticano II foi inaugurado pelo Beato João XXIII em 11 de outubro de 1962 e reuniu mais de dois mil participantes de todo o mundo.
colaboração Teólogo Jose Benedito Schumann Cunha

sábado, 1 de dezembro de 2012

Papa envia mensagem ao “Pátio dos Gentios” em Portugal

“Pátio dos Gentios” é um encontro que reúne crentes e não-crentes ao redor da aspiração comum de afirmar o valor da vida humana. E o santo padre, o papa Bento XVI, enviou uma mensagem aos participantes da sessão portuguesa do “Pátio dos Gentios”, que teve início na sexta-feira, 16, e se encerra neste sábado, 17, nas cidades de Guimarães e Braga, com o tema “O Valor da Vida”. Este foi inaugurado com uma conferência do professor universitário Marcelo Rebelo de Sousa sobre o tema “Identidade e sentido da vida de um povo”.

Em sua mensagem, o papa saúda os participantes do encontro que reúne crentes e não-crentes ao redor da aspiração comum de afirmar o valor da vida humana sobre a maré crescente da cultura da morte.

Na realidade, escreve o papa, a consciência da sacralidade da vida que nos foi confiada, não como algo de que se possa dispor livremente, mas como dom a guardar fielmente, pertence à herança moral da humanidade. “Mesmo entre dificuldades e incertezas, cada homem sinceramente aberto à verdade e ao bem, com a luz da razão e não sem o secreto influxo da graça, pode chegar a reconhecer na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15) o valor sagrado da vida humana desde o primeiro momento do seu início até ao seu termo” (Enc. Evangelium vitæ, 2). Não somos produto casual da evolução, mas cada um de nós é fruto de um pensamento de Deus: somos amados por Ele.

Mas, pergunta-se o papa, se a razão pode alcançar tal valor da vida, por que chamar em causa Deus? Bento XVI responde citando uma experiência humana. “A morte da pessoa amada é, para quem a ama, o acontecimento mais absurdo que se possa imaginar: aquela é incondicionalmente digna de viver, é bom e belo que exista (o ser, o bem e o belo, como diria um metafísico, equivalem-se transcendentalmente). Entretanto, a mesma morte da mesma pessoa aparece, aos olhos de quem não ama, como um acontecimento natural, lógico (não absurdo). Quem tem razão? Aquele que ama (“a morte desta pessoa é absurda”) ou o que não ama (“a morte desta pessoa é lógica”)?

A primeira posição só é defensível se cada pessoa for amada por um Poder infinito. E aqui está o motivo por que foi preciso apelar a Deus. De fato, quem ama não quer que a pessoa amada morra; e, se pudesse, impedi-lo-ia sempre. Se pudesse… O amor finito é impotente; o Amor infinito é onipotente. Ora, esta é a certeza que a Igreja anuncia: “Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigênito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). Sim! Deus ama cada pessoa e, por isso, é incondicionalmente digna de viver.

Na modernidade, porém, o homem quis subtrair-se ao olhar criador e redentor do Pai (cf. Gn 4, 14), fundando-se sobre si mesmo e não sobre o Poder divino. Quase como sucede nos edifícios de cimento armado sem janelas, onde é o homem que provê ao clima e à luz; e, no entanto, mesmo em tal mundo autoconstruído, vai-se beber aos “recursos” de Deus, que são transformados em produtos nossos. Que dizer então? É preciso tornar a abrir as janelas, olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo. De fato, o valor da vida só se torna evidente, se Deus existe. Por isso, seria bom se os não-crentes quisessem viver “como se Deus existisse”. Ainda que não tenham a força para acreditar, deviam viver na base desta hipótese; caso contrário, o mundo não funciona. Há tantos problemas que devem ser resolvidos, mas nunca o serão de todo, se Deus não for colocado no centro, se Deus não se tornar de novo visível no mundo e determinante na nossa vida. Aquele que se abre a Deus não se alheia do mundo e dos homens, mas encontra irmãos: em Deus caem os nossos muros de separação, somos todos irmãos, fazemos parte uns dos outros.

O papa conclui as palavras do Concílio Vaticano II aos homens de pensamento e de ciência: “Felizes os que, possuindo a verdade, a procuram ainda a fim de a renovar, de a aprofundar, de a dar aos outros

FONTE

COLABORAÇÃO
José Benedito Schumann Cunha
Bacharel em Teologia
Mora em Itajubá (MG)
Natural de Cristina (MG)

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