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Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Conheça o jovem surfista carioca que pode ser beatificado

Conheça o jovem surfista carioca que pode ser beatificado SEXTA-FEIRA, 1 DE NOVEMBRO DE 2013, 9H58 


No dia em que a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos, o Canção Nova em Foco conversa com Maria Nazareth, mãe de Guido Schäffer, um jovem médico, surfista e seminarista, cujo processo de beatificação será aberto oficialmente em maio do próximo ano.

“O amor dele por Deus e pelas pessoas é que me leva a pensar que ele foi uma criatura santa”, conta Nazareth. Ela lembra que, na vida de Guido, desde pequeno, sempre houve uma linha condutora: o desejo de salvar. Quando era criança quis ser salva-vidas, depois médico, e mais tarde, sacerdote. “Ele entendeu que era necessária a salvação da alma antes que a do corpo”.
.: Ouça íntegra da entrevista


O jovem, que já tem fama de santidade, levava uma vida normal. Segundo a mãe, foi uma criança que gostava de brincadeiras, esportes, de ir à praia e à escola. Ela recorda que Guido era consciente dos seus deveres. Namorou, viajou, formou-se em medicina e estava com a data do casamento praticamente marcada, quando sentiu que sua vocação era mais do que ser médico e uma pessoa dedicada aos irmãos.
“O Senhor o chamava para águas mais profundas, para uma vida de dedicação maior a Cristo, e ele então terminou tudo, para seguir o sacerdócio”.

Quando morreu, em maio de 2009, com 34 anos, estava no último ano do seminário. Guido foi vítima de uma contusão na nuca que gerou desmaio e afogamento enquanto surfava, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
As pessoas próximas ao jovem testemunham que ele aproveitava as oportunidades para evangelizar, tanto no meio dos jovens como exercendo a medicina. “Aproveitava enquanto estava surfando para falar de Jesus aos colegas. Ele levou muitos para a Igreja”, conta sua mãe.

Como médico atuou em obras de caridade. “Temos relatos de curas inexplicáveis, de conversões, de moradores de rua que decidiram lutar contra os vícios”, relata sua página oficial na internet: guidoschaffer.com.br.

Sua mãe recorda que a Missa de corpo presente foi de grande consolação. Presidida por Dom Orani João Tempesta e pelos bispos auxiliares do Rio de Janeiro, reuniu mais de 1.700 pessoas. “Eu acho que a partir dessa Missa, as pessoas começaram a querer saber coisas dele e a falar, rezar, pedir graças e alcançar graças”.

Para Nazareth, a vida do filho é um exemplo de que a santidade é possível nos dias de hoje. “Ele deixa essa mensagem para os jovens: amem a Deus, busquem a Deus, n’Ele está a resposta de tudo”.
Sobre a dor da perda ela diz que é muito grande, e que dor e saudade a acompanharão sempre; mas, ao mesmo tempo, destaca a consolação de saber que a vida dele ajudou tantas pessoas. “Ele [Guido] está junto de nós na comunhão dos santos. Eu tenho absoluta certeza de que, um dia, estaremos juntos por toda a eternidade louvando o nosso Deus”.
Na entrevista, Nazareth conta ainda testemunhos de pessoas que mudaram de vida com a ajuda de Guido, fala sobre o apostolado dele, as circunstâncias de sua morte e explica de que maneira a educação dada por ela e por seu marido contribuíram para a  trajetória de seu filho.

Vaticano apresenta carta do Papa para Ano da Vida Consagrada

Vaticano apresenta carta do Papa para Ano da Vida Consagrada SEXTA-FEIRA, 28 DE NOVEMBRO DE 2014, 9H54 

Em carta apostólica, Francisco indica objetivos e expectativas para o Ano da Vida Consagrada, que diz respeito a toda a Igreja

Jéssica Marçal
Da Redação

A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou nesta sexta-feira, 28, a carta apostólica do Papa Francisco a todos os consagrados por ocasião do Ano da Vida Consagrada, que começa oficialmente neste domingo, 30.

Francisco espera dos consagrados o que vem pedindo a toda a Igreja: cultura do encontro / Foto: Arquivo
Francisco espera dos consagrados o que vem pedindo a toda a Igreja: cultura do encontro / Foto: Arquivo
A mensagem do Papa com indicações para esse Ano é inspirada nas palavras de João Paulo II apresentada à Igreja no início do terceiro milênio com a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita consecrata:

“Vocês não têm somente uma gloriosa história para recordar e contar, mas uma grande história para construir! Olhem para o futuro, no qual o Espírito vos projeta para fazer convosco ainda grandes coisas”, escreveu o Pontífice, agora santo, no documento.

Francisco indica três objetivos para o Ano da Vida Consagrada: olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança.

O que o Papa espera

Entre as expectativas, estão a confirmação de que Deus pode encher a vida de alegria. O Papa também espera que os consagrados “despertem o mundo”, já que o que caracteriza a vida consagrada é a profecia, e que prevaleça a “espiritualidade da comunhão”

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O Santo Padre também espera dos consagrados aquilo que vem pedindo a toda a Igreja: sair de si mesmo e ir às periferias existenciais, pois “há uma humanidade inteira que espera”. Ele também pede que os consagrados se perguntem o que Deus e a humanidade de hoje pedem.

“Os mosteiros e os grupos de orientação contemplativa poderiam se encontrar entre si, ou se ligarem de diferentes formas para trocar experiências sobre vida de oração, sobre como crescer na comunhão com toda a Igreja, sobre como apoiar os cristãos perseguidos, sobre como acolher e acompanhar quantos estão em busca de uma vida espiritual mais intensa ou precisam de um apoio moral ou material”, escreve Francisco.

Mensagem a toda a Igreja

A carta do Papa se dirige, além dos consagrados, aos leigos que partilham com eles ideais, espírito e missão. O Pontífice reconhece que, em torno de cada família religiosa, está presente a “família carismática”, que compreende cristãos leigos que, em sua condição laical, se sentem chamados a participar dessa realidade.

Francisco recorda que o Ano da Vida Consagrada não diz respeito somente às pessoas consagradas, mas a toda a Igreja. O povo cristão é convidado a ter consciência do dom que é a presença dos consagrados e partilhar com eles dificuldades e alegrias.

“Grato desde agora a todos vocês pelos dons de graça e de luz com os quais o Senhor nos enriquecerá, acompanho todos vocês com a Benção Apostólica”, conclui o Papa.

O Ano da Vida Consagrada foi anunciado pelo Papa Francisco no dia 29 de novembro. Com início nesse primeiro domingo do Advento, o Ano se estende até a festa da Apresentação de Jesus no templo, que será no dia 2 de fevereiro de 2016.

Vaticano apresenta carta do Papa para Ano da Vida

Vaticano apresenta carta do Papa para Ano da Vida Consagrada

Em carta apostólica, Francisco indica objetivos e expectativas para o Ano da Vida Consagrada, que diz respeito a toda a Igreja
Jéssica Marçal
Da Redação
A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou nesta sexta-feira, 28, a carta apostólica do Papa Francisco a todos os consagrados por ocasião do Ano da Vida Consagrada, que começa oficialmente neste domingo, 30.
Francisco espera dos consagrados o que vem pedindo a toda a Igreja: cultura do encontro / Foto: Arquivo
Francisco espera dos consagrados o que vem pedindo a toda a Igreja: cultura do encontro / Foto: Arquivo
A mensagem do Papa com indicações para esse Ano é inspirada nas palavras de João Paulo II apresentada à Igreja no início do terceiro milênio com a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita consecrata:
“Vocês não têm somente uma gloriosa história para recordar e contar, mas uma grande história para construir! Olhem para o futuro, no qual o Espírito vos projeta para fazer convosco ainda grandes coisas”, escreveu o Pontífice, agora santo, no documento.
Francisco indica três objetivos para o Ano da Vida Consagrada: olhar para o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança.
O que o Papa espera
Entre as expectativas, estão a confirmação de que Deus pode encher a vida de alegria. O Papa também espera que os consagrados “despertem o mundo”, já que o que caracteriza a vida consagrada é a profecia, e que prevaleça a “espiritualidade da comunhão”
O Santo Padre também espera dos consagrados aquilo que vem pedindo a toda a Igreja: sair de si mesmo e ir às periferias existenciais, pois “há uma humanidade inteira que espera”. Ele também pede que os consagrados se perguntem o que Deus e a humanidade de hoje pedem.
“Os mosteiros e os grupos de orientação contemplativa poderiam se encontrar entre si, ou se ligarem de diferentes formas para trocar experiências sobre vida de oração, sobre como crescer na comunhão com toda a Igreja, sobre como apoiar os cristãos perseguidos, sobre como acolher e acompanhar quantos estão em busca de uma vida espiritual mais intensa ou precisam de um apoio moral ou material”, escreve Francisco.
Mensagem a toda a Igreja
A carta do Papa se dirige, além dos consagrados, aos leigos que partilham com eles ideais, espírito e missão. O Pontífice reconhece que, em torno de cada família religiosa, está presente a “família carismática”, que compreende cristãos leigos que, em sua condição laical, se sentem chamados a participar dessa realidade.
Francisco recorda que o Ano da Vida Consagrada não diz respeito somente às pessoas consagradas, mas a toda a Igreja. O povo cristão é convidado a ter consciência do dom que é a presença dos consagrados e partilhar com eles dificuldades e alegrias.
“Grato desde agora a todos vocês pelos dons de graça e de luz com os quais o Senhor nos enriquecerá, acompanho todos vocês com a Benção Apostólica”, conclui o Papa.
O Ano da Vida Consagrada foi anunciado pelo Papa Francisco no dia 29 de novembro de 2013. Com início nesse primeiro domingo do Advento, o Ano se estende até a festa da Apresentação de Jesus no templo, que será no dia 2 de fevereiro de 2016.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Abertura oficial do Ano da Vida Consagrada será neste domingo

Abertura oficial do Ano da Vida Consagrada será neste domingo 



Ao convocar Ano da Vida Consagrada, Papa Francisco quis que esse ano significasse uma retomada na Igreja, afirma Cardeal Braz de Aviz

Kelen Galvan e Monique Coutinho
Da redação, com Rádio Vaticano

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Cardeal João Braz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica
O Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Papa Francisco, começa neste domingo, 30, primeiro do Advento, e prossegue até 2 de fevereiro de 2016, data em que a Igreja celebra o Dia do Consagrado.

Devido à  viagem do Santo Padre à Turquia, neste final de semana, a abertura oficial deste período ficará a cargo do Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, que presidirá uma Missa Solene na manhã de domingo.

A celebração será realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, às 10h (hora local – 7h de Brasília). Na noite de sábado, haverá uma Vigília de Oração na Basílica de Santa Maria Maior, presidida pelo secretário da Congregação, Dom José Rodríguez Carballo.

De acordo com Dom João Braz, ao convocar o Ano da Vida Consagrada, o Papa Francisco quis que esse ano significasse uma retomada de toda vida consagrada na Igreja.

Ele recorda que a vida consagrada sempre esteve presente na Igreja, desde os primeiros séculos, sempre trazendo uma contribuição particular de algum carisma ou de um fundador ou fundadora.

vida_consagradaO Cardeal enfatiza que esse é um período para olhar a vida consagrada no passado tendo uma “memória agradecida” por sua presença em toda história da Igreja.

“Não parar nas coisas que são negativas, dificuldades ou até digamos tropeços que nós tivemos, mas ficar com o lado positivo, com aquilo que foi a construção destes homens e mulheres que são, digamos, ‘homens de fronteira’, ‘mulheres de fronteira’ que enfrentaram situações de missionariedade muito bonitas, situações humanas muito bonitas, para estar perto do homem e da mulher no seu tempo, e hoje também”, destacou Dom João.

Dentre os principais eventos programados para o Ano da Vida Consagrada, estão:

- 22 a 24/01/2015 – Encontro Ecumênico com os consagrados e consagradas de outras Igrejas (durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos);
– 8 a 11/04/2015 – Encontro com os formadores e formadoras para aprofundar os critérios de uma espiritualidade da comunhão;
– 18 a 21/11/2015 – Encontro para a Vida Monástica – Serão convidados os presidentes das Federações de todas as Ordens. Na mesma data haverá o Encontro para as Sociedades de Vida Apostólica e para a Ordo Virginum;
– 28/01 a 01/02/2016 – Simpósio Teológico sobre a Vida Consagrada;
– 02/02/2016- Encerramento oficial.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Empresários reunidos no Vaticano discutem crise econômica

MuFUNDAÇÃO CENTESIMUS ANNUS Empresários reunidos no Vaticano discutem crise econômica QUINTA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2014, 15H15 MODIFICADO: QUINTA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2014, 15H34


Para o secretário da Fundação Centesimus Annus, é necessário ter uma visão mais ética das atividades e relações humanas, mesmo em tempos difíceis

Da Redação, com Rádio Vaticano
O Secretário-geral da Fundação Centesimus Annus – Pro Pontifice, Massimo Gattamelata, pediu coragem para “mudar pontos de vista” ao abrir a conferência internacional, nesta quinta-feira, 8. O encontro que tem como tema “A boa sociedade e o futuro do trabalho: podem a solidariedade e a fraternidade fazer parte das decisões de negócios?”, reúne empresários e membros da Fundação.

“Neste momento difícil, quando mais e mais pessoas perdem seus empregos, provocando novas desigualdades sociais, precisamos de uma perspectiva que abra um novo horizonte”, comentou Gattamelata. Esse novo horizonte, detalhou o Secretário-geral da fundação, pode ser representado por três elementos: a criatividade, o amor à comunidade e a praticidade.

Gattalemelata recordou declarações do Papa Francisco durante discurso  dirigido à fundação em maio do ano passado.“Devemos retornar para a centralidade do ser humano, para uma visão mais ética das atividades e das relações humanas, sem medo de perder alguma coisa”, disse, na ocasião, o Santo Padre, citado por Gattalemata.

Para o Secretário-geral da Fundação, o trabalho não pode mais ser considerado um fim em si mesmo, mas, sim, um instrumento de participação na obra criadora de Deus.

A Centesimus Annus foi criada em 1993 pelo Papa João Paulo II. O nome da fundação é o mesmo de uma encíclica escrita pelo Pontífice polonês. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, com objetivo de, entre outras coisas, aproximar a sociedade empresarial da doutrina social cristã.

Lei garante detecção precoce do câncer de próstata pelo SUS

Lei garante detecção precoce do câncer de próstata pelo SUS QUARTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2014, 14H34


A lei obriga as unidades de saúde da rede pública a fazer exames de detecção precoce do câncer de próstata

Agência Brasil

Foi publicada nesta quarta-feira, 26, no Diário Oficial da União, a Lei 13.045, que garante a detecção precoce do câncer de próstata pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com a publicação, as unidades de saúde da rede pública são obrigadas a fazer exames de detecção precoce do câncer de próstata sempre que, a critério médico, o procedimento for considerado necessário.

A lei prevê a sensibilização de profissionais de saúde por meio da capacitação e da reciclagem em relação aos novos avanços nos campos da prevenção e da detecção precoce da doença.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, seguido pelo câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total.

Ainda segundo o Inca, a doença é considerada um câncer da terceira idade, já que aproximadamente três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Na fase inicial, a evolução é silenciosa.

Muitos pacientes não apresentam sintomas ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Já na fase avançada, o câncer de próstata pode provocar dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada e insuficiência renal.

A estimativa é que, neste ano, 68.800 novos casos de câncer de próstata sejam registrados no Brasil.

Francisco pede orações por sua viagem à Turquia

Francisco pede orações por sua viagem à Turquia




Papa visita a Turquia de 28 a 30 de novembro; caráter principal da viagem é ecumênico

Rádio Vaticano

francisco_viagem turquia. No final da catequese desta quarta-feira, 26, o Papa Francisco recordou sua viagem à Turquia, de sexta-feira, 28, até domingo, 30, por ocasião da festa de Santo André. Ele pediu que o fiéis rezem pelo êxito da visita.

“Convido todos a rezarem para que esta visita de Pedro ao irmão André produza frutos de paz, sincero diálogo entre as religiões e concórdia na nação turca.”

O Papa Francisco será o quarto Pontífice a visitar a Turquia e a motivação desta sua sexta viagem apostólica é, sobretudo, ecumênica. Tradicionalmente, no dia 29 de junho, por ocasião da Festa dos Apóstolos Pedro e Paulo, o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla envia uma delegação ao Vaticano. A Santa Sé retribui o gesto na festa litúrgica de Santo André (30 de novembro), irmão de São Pedro e Padroeiro do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

Além do encontro com o Patriarca Bartolomeu I, em Istambul, o Papa Francisco se reunirá com as autoridades turcas em Ankara, visitará o mausoléu de Ataturk (fundador e primeiro Presidente da República Turca), a Mesquita Azul e a Catedral latina do Espírito Santo. Também está previsto um encontro com o Grão-Rabino da Turquia. Com o Patriarca Bartolomeu, Francisco assinará um “Declaração Conjunta”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Papa pede Igreja pobre e que não se vanglorie de si mesma

Papa pede Igreja pobre e que não se vanglorie de si mesma SEGUNDA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2014, 8H31 MODIFICADO: SEGUNDA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2014, 

Francisco diz que a Igreja é fiel a Cristo quando é pobre e humilde / Foto; L'Osservatore Romano

Na Missa de hoje, Francisco voltou a pedir que a Igreja seja pobre; ela precisar brilhar não com luz própria, mas com a luz de Cristo

Da Redação, com Rádio Vaticano

Na Missa desta segunda-feira, 24, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco voltou a pedir uma Igreja pobre, que não se vanglorie de si mesma. Ele explicou que, quando a Igreja é humilde e pobre, então é fiel a Cristo; do contrário, é tentada a brilhar com luz própria em vez de doar ao mundo a luz de Deus.

As reflexões do Papa partiram do Evangelho do dia, que retrata as ofertas oferecidas ao Templo por pessoas ricas e por uma viúva. Trata-se de duas atitudes diferentes: doar muito e publicamente, ostentando a riqueza; e doar o pouco que se tem, atraindo a atenção apenas de Deus. Segundo o Papa, são duas tendências sempre presentes na história da Igreja: aquela que é tentada à vaidade e a outra que é pobre.

Francisco associou a figura da Igreja à da viúva, já que a essa espera a volta do seu Esposo. A viúva não era importante, seu nome não aparecia nos jornais, não brilhava com luz própria. “A grande virtude da Igreja deve ser de não brilhar com luz própria, mas sim com a luz que vem do seu Esposo. E nos séculos, quando a Igreja quis ter luz própria, errou”.

O Papa reconheceu que, algumas vezes, Deus pode pedir que a Igreja tenha um pouco de luz própria, mas isso se entende pelo fato de que, se a missão dela é iluminar a humanidade, a luz doada deve ser unicamente aquela recebida de Cristo com humildade.

“Todos os serviços que nós fazemos na Igreja são para nos ajudar nisso, a receber aquela luz. E um serviço sem essa luz não é bom: faz com que a Igreja se torne rica e poderosa ou que procure o poder ou erre o caminho, como aconteceu tantas vezes na história e como acontece nas nossas vidas, quando nós queremos ter outra luz que não é aquela do Senhor: uma luz própria”.

Quando a Igreja é fiel à esperança e ao seu Esposo, ela fica alegre de receber essa luz, reiterou o Papa. Fica feliz em ser, nesse sentido, “viúva” à espera, como a lua, do sol que virá.

“Quando a Igreja é humilde, quando é pobre, mesmo confessa as suas misérias – pois todos nós as temos – ela é fiel. A Igreja diz: ‘Eu sou escura, mas a luz vem dali!’, e isso nos faz tão bem. (…) Tudo para o Senhor e para o próximo. Humildes. Sem nos vangloriarmos de ter luz própria, procurando sempre a luz que vem do Senhor”.

fonte: www.cancaonova.com

domingo, 23 de novembro de 2014

Francisco. "A Igreja reconhece Jesus no rosto do próximo"

Francisco. "A Igreja reconhece Jesus no rosto do próximo"

O Papa aos participantes do VII Congresso Mundial para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes

Por Sergio Mora

ROMA, 21 de Novembro de 2014 (Zenit.org) - O Santo Padre Francisco se dirigiu nesta sexta-feira aos participantes do VII Congresso Mundial da pastoral da migração, evento organizado pelo Pontifício Conselhor para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

A conferência na Pontifícia Universidade Urbaniana, em Roma, que começou na segunda-feira 17 e termina hoje, teve como tema "Cooperação e desenvolvimento na pastoral das migrações”, e buscou dar “respostas adequadas ao fenômeno da migração econômica e promover o potencial social que os povos em movimento trazem para a Igreja e toda a comunidade”.

"A Igreja, além de ser uma comunidade de fieis que reconhece Jesus Cristo no rosto do próximo, é mãe sem fronteiras e sem limites”. Este foi o pensamento exposto pelo Santo Padre. E acrescentou que a Igreja: “É mãe de todos e se esforça por alimentar a cultura da acolhida e da solidariedade, onde ninguém é inútil, está fora de lugar, ou é descartável”.

Em seu discurso o Papa recorda que, apesar dos fatos registrados, “às vezes dolorosos até dramáticos” a emigração “ainda é uma aspiração à esperança. Especialmente nas áreas deprimidas do planeta, onde a falta de trabalho impede a realização de uma existência digna para os indivíduos e para as suas famílias”.

"Este congresso -- considerou o Santo Padre – colocou em foco as dinâmicas da cooperação e do desenvolvimento na pastoral dos migrantes”. E foi analisado “os fatores que causam a migrações, especialmente as desigualdades, a pobreza, o crescimento demográfico, a crescente necessidade de ocupação em alguns setores do mercado de trabalho, as calamidades causadas pelas mudanças climáticas, as guerras e as perseguições, e o desejo das novas gerações de mover-se para encontrar novas oportunidades.

Recordou que as migrações de um lado dão vantagens aos países que acolhem, com mão de obra e “não raramente limitando também os vazios criados pela crise demográfica”. Enquanto isso, os países dos quais partem os migrantes, “têm benefício por causa do dinheiro enviado que cobre as necessidades das famílias que ficaram na pátria”.

"Os migrantes, enfim – destaca o Santo Padre – podem realizar o desejo de um futuro melhor para si e para as próprias famílias”.

O Papa reconhece, entretanto, que esses benefícios são acompanhados "também por alguns problemas", como a fuga de ‘cérebros’ dos países de emigração e a fragilidade das crianças e jovens que crescem sem um pai e uma mãe, ou sem ambos, e o “perigo de ruptura dos matrimônios devido à ausência prolongada”. E nas nações que os recebem estão as “dificuldades de inserção no tecido urbano, já problemáticos”.

Dirigindo-se ao presentes, o Santo Padre elogiou que a reflexão deste Congresso tenha “ido além”, para entender “o cuidado da Igreja na relação entre cooperação, desenvolvimento e migrações”.

Recordou que a comunidade cristã encontra-se comprometida em “acolher os imigrantes e compartilhar com eles o dom de Deus” e que “acompanham os migrantes ao longo de toda a viagem”, com especial atenção “às suas exigências espirituais através da catequese, a liturgia e a celebração dos sacramentos”.

"Infelizmente os imigrantes muitas vezes vivem situações de decepção, de necessidade e de solidão" e disse que eles se encontram, muitas vezes, entre a “erradicação" e a "integração". E aqui a Igreja – disse – tem que ser lugar de esperança, com programas vários, voz em defesa dos direitos dos migrantes, e assistência também material, sem exclusões, de modo que cada um seja tratado como Filho de Deus. 

Papa destaca que a missão é tarefa de todo cristão

Papa destaca que a missão é tarefa de todo cristão SÁBADO, 22 DE NOVEMBRO DE 2014, 8H09 MODIFICADO: SÁBADO, 22 DE NOVEMBRO DE 2014, 

Ao receber grupo de missionários italianos, Francisco pediu que o espírito missionário seja mantido sempre vivo
Papa destaca que Igreja missionária está sempre em saída rumo aos mais necessitados / Foto: Arquivo


Jéssica Marçal
Da Redação

Papa destaca que Igreja missionária está sempre em saída rumo aos mais necessitados / Foto: Arquivo
Papa destaca que Igreja missionária está sempre em saída rumo aos mais necessitados / Foto: Arquivo
Um encorajamento à missão pautando-se pelas reflexões da Exortação Apostólica Evangelii gaudium. Assim o Papa Francisco recebeu em audiência na manhã deste sábado, 22, os participantes do Congresso Missionário Nacional da Igreja na Itália. Francisco enfatizou que a missão é tarefa de todos os cristãos e nunca deve perder o sonho da paz.

Esse primeiro documento do pontificado de Francisco – a Evangelii gaudium – fala de uma “Igreja em saída”. O Papa mencionou a Exortação para ressaltar que uma Igreja missionária só pode estar “em saída”, sem medo de encontrar, descobrir as novidades e falar da alegria do Evangelho a todos. Ele enfatizou que os missionários nunca renunciam ao sonho de paz, mesmo quando vivem dificuldades e perseguições.

A Igreja na Itália tem feito muito nesse caminho missionário, enviando padres, religiosas e até leigos para missões na Amazônia, na África e em outras partes do mundo. O Papa voltou a citar em seu discurso o que o cardeal brasileiro Cláudio Hummes lhe disse uma vez: “Quando vou à Amazônia, vou ao cemitério e vejo os túmulos dos missionários. Há tantos. E eu penso: ‘Mas esses podem ser canonizados agora’”.

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Francisco pediu empenho apaixonado para manter sempre vivo este espírito missionário que, segundo ele, não é só para alguns. “Vejo com alegria junto aos bispos e padres tantos leigos. A missão é tarefa de todos os cristãos, não somente de alguns (…) A nossa vocação cristã nos pede para sermos portadores deste espírito missionário para que aconteça uma verdadeira ‘conversão missionária’ de toda a Igreja, como desejei na Evangelii gaudium”.

O Santo Padre defendeu ainda que as crianças devem receber uma catequese missionária. É preciso seguir com esperança, disse, gastando a vida por Deus e pelo próximo, a partir dos pobres, que são os companheiros de viagem de uma Igreja em saída e indicam as periferias onde o Evangelho precisa ser proclamado e vivido.

“Sair é não permanecer indiferente à miséria, à guerra, à violência das nossas cidades, ao abandono dos idosos, ao anonimato de tanta gente necessitada. Sair e não tolerar que nas nossas cidades cristãs existam crianças que não sabem fazer o sinal da cruz”.

No final do discurso, o Papa deixou um encorajamento à missão. “Que o Senhor faça crescer em vocês a paixão pela missão e possa tornar-vos testemunhas do seu amor e da sua misericórdia”