ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Jesus está em nosso meio

Jesus está em nosso meio


Queridos irmãos e irmãs, hoje estamos celebrando nesta noite o Natal do Senhor, uma luz brilhou e Ele está no nosso meio. Deus ama a humanidade e Ele não nos deixa a deriva e nem perdido nesse mundo. Ele não deixa que a morte e o sofrimento nos abatem, mas faz uma proposta de vida e liberdade para todos.

As trevas da Noite são iluminadas e queremos celebrar o nascimento desse menino que veio até nós para ser Luz das nações  e de todos os Povos.

No livro de Isaias nos fala da chegada de “um menino, Ele é da descendência de David. Vai ser um tempo de alegria, de felicidade e de paz sem fim. O período de Isaias (732 a. C), o povo da Galiléia, isto é, a região de Zabulon e de Naftali “andava nas trevas da morte” devido a opressão e a violência do Império assírio. Nesse contexto surge uma “luz”: “ menino” será enviado até nós por Deus para resgatar o trono de David para que haja a paz, a justiça e o direito para todos. Essa profecia alimentou a esperança do povo de Deus que estava sofrendo a opressão e falta de liberdade(cf. Is 9,1-6) .

A humanidade é libertada sempre por Deus da vida. Mesmo hoje com tanta cultura de morte em nossos meio, nós temos a esperança que Deus sempre vai intervir na hora certa. O Natal de Jesus para nós significa que o Reino de Deus já está entre nós e precisamos ter coragem de fazer acontecê-lo de fato entre nós. Devemos quebrar  o muro do egoísmo, do materialismo, da individualidade e da injustiça contra os pobres, os excluídos, os marginalizados de nossa sociedade atual.

Na carta a Tito, nos lembra das razões pelas quais devemos viver uma vida cristã autêntica e comprometida. Isso vai gerar em nosso meio a verdadeira comunidade cristã que reflete a luz de Cristo para todos. Não podemos jamais ficar disfarçando a nossa fé em uma vida não comprometida com os que mais precisam de nós. A comunidade cristã é reflexo da fé que temos em Cristo, pois se estivermos com Ele, então vamos ser autênticos cristãos na nossa realidade de vida. (cf. Tt 2,1-14)


O Evangelho de Lucas narra em bom tom  para todos, a promessa profetizada em Isaias se realiza e sinal é : um menino recém-nascido em Belém, envolto em faixas e deitado numa manjedoura. (cf. Lc 2,1-14) Lucas descreve, dando-nos todos os dados teológicos, geográficos e históricos. Isso se torna uma verdade incontestável para nós. Agora temo um menino Deus entre nós. Belém é o lugar onde nasce o Messias esperado da descendência de Davi. É um Deus conosco. Deus nasce pobre e na simplicidade para nos ensinar que devemos ter um coração de pobre, isto é disponível a todos sem reserva e uma vida de simplicidade, isto é sem ostentação para não ultrajar ninguém. 

A nossa casa deve ser aberta, acolhedora e temente a Deus para que todos vejam a luz de Jesus que brilha em nossas casas. Essa luz faz com que todos possam enxergar a verdadeira realidade que constrói o Reino de Deus sem a cegueira da culta da morte que nos rodeia. O menino abre os abraços e nos chegamos a Ele querendo estar com Ele sempre. Queremos nesta noite vivenciar a presença Dele em nosso meio como os pastores que viram a luz e foram até a gruta de Belém onde estava Jesus. Vamos também perceber que Jesus está em nosso meio com braços abertos, convidando-nos para estar com Ele diante de todos que precisam de vida e libertação. Feliz Natal a Todos. Viva Jesus Cristo, e Viva Maria que permitiu a vida do Cristo e a sua vinda em nosso Meio. Amem!!!


(Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

Papa Francisco: estar atento ao Senhor que passa nesse natal

Papa Francisco: estar atento ao Senhor que passa nesse natal

Palavras pronunciadas pelo Papa Francisco no Angelus desse domingo

Por Redacao

ROMA, 21 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) - Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, quarto e último domingo do Advento, a liturgia quer nos preparar para o Natal que já está às portas nos convidando a meditar o relato do anúncio do Anjo a Maria. O arcanjo Gabriel revela à Virgem a vontade do Senhor de que ela se torne a mãe do seu Filho unigênito: “Conceberás um filho, lhe dará à luz e o chamará Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1, 31, 32). Fixemos o olhar sobre esta simples jovem de Nazaré, no momento em que se torna disponível à mensagem divina com o seu “sim”; colhamos dois aspectos essenciais de sua atitude, que é para nós modelo de como se preparar para o Natal.

Antes de tudo, a sua fé, a sua atitude de fé, que consiste em escutar a Palavra de Deus para se abandonar a esta Palavra com plena disponibilidade de mente e de coração. Respondendo ao Anjo, Maria disse: “Eis a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a sua palavra” (v. 38). No seu “eis aqui” cheio de fé, Maria não sabe por quais estradas deverá se aventurar, quais dores deverá sofrer, quais riscos deverá enfrentar. Mas é consciente de que é o Senhor a pedir e ela confia totalmente Nele e se abandona ao seu amor. Esta é a fé de Maria!

Um outro aspecto é a capacidade da Mãe de Cristo de reconhecer o tempo de Deus. Maria é aquela que tornou possível a encarnação do Filho de Deus, “a revelação do mistério, envolto no silêncio por séculos eternos” (Rm 16, 25). Tornou possível a encarnação do Verbo graças justamente ao seu “sim” humilde e corajoso. Maria nos ensina a colher o momento favorável em que Jesus passa na nossa vida e pede uma resposta pronta e generosa. E Jesus passa. De fato, o mistério do nascimento de Jesus em Belém, que ocorre historicamente há mais de dois mil anos, tem lugar, como evento espiritual, no “hoje” da Liturgia. O Verbo, que encontrou morada no ventre virginal de Maria, na celebração do Natal vem bater novamente à porta do coração de cada cristão: passa e bate. Cada um de nós é chamado a responder, como Maria, com um “sim” pessoal e sincero, colocando-se plenamente à disposição de Deus e da sua misericórdia, do seu amor. Quantas vezes Jesus passa na nossa vida e quantas vezes nos manda um anjo e quantas vezes não percebemos, porque estamos presos, imersos nos nossos pensamentos, nos nossos negócios e, até mesmo, nesses dias, nos nossos preparativos de Natal, de forma a não percebermos Ele que passa e bate à porta do nosso coração, pedindo acolhimento, pedindo um “sim”, como aquele de Maria. Um santo dizia: “Tenho temor que o Senhor passe”. Vocês sabem por que ele tinha temor? Temor de não perceber e O deixar passar. Quando nós sentimos no nosso coração: “Gostaria de ser melhor… Estou arrependido disso que fiz…” É justamente o Senhor que bate. Ele te faz sentir isso: a vontade de ser melhor, a vontade de permanecer mais próximo aos outros, a Deus. Se você sente isso, pare. É o Senhor ali! E vai fazer uma oração, talvez vá à confissão, a limpar um pouco… isso faz bem. Mas se lembrem bem: se sente esta vontade de melhorar, é Ele que bate: não O deixe passar!

No mistério do Natal, próximo a Maria está a silenciosa presença de São José, como é representado em cada presépio – também naquele que vocês podem admirar aqui na Praça São Pedro. O exemplo de Maria e de José é, para todos nós, um convite a acolher com total abertura de alma Jesus, que por amor se fez nosso irmão. Ele vem para trazer ao mundo o dom da paz: “Sobre a terra paz aos homens, que ele ama” (Lc 2, 14), como anunciaram em coro os anjos aos pastores. O presente precioso do Natal é a paz, e Cristo é a nossa verdadeira paz. E Cristo bate aos nossos corações para nos dar a paz, a paz da alma. Abramos as portas a Cristo!

Confiemo-nos à intercessão de nossa Mãe e de São José, para viver um Natal realmente cristão, livres de toda mundanidade, prontos para acolher o Salvador, o Deus-conosco.

Tradução: Jéssica Marçal/Canção Nova Notícias

Papa alerta Cúria sobre “doenças” e pede exame de consciência

Papa alerta Cúria sobre “doenças” e pede exame de consciência SEGUNDA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2014

Queridos irmãos e irmãs, somos uma Igreja que deve ser transparente, autentica e seguidora de Cristo. Jesus é o pastor que nos conduz e devemos ouvir a sua voz sempre para não se perder. Ao celebrar o Natal do Senhor e necessário fazer do nosso coração uma manjedora de disponibilidade e acolhida ao Senhor que vem a até nós. Devemos aproveitar esse tempo para revigorar as virtudes cristãs e o conselhos evangélicos que são pobreza castidade e obediência. O que dá vigor a nossa ação cristã e pastoral é a ligação que devemos ter com Cristo, pois Ele é a cabeça que tudo comanda. Assim, seremos luzeiros que ilumina as trevas do mundo para que tudo seja transformado em bem e vida para todos. (Jose Benedito Schumann Cunha)

Ao listar tentações que podem atingir tanto a Cúria Romana quando cada cristão, Francisco pediu exame de consciência como preparação ao Natal

Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco alerta a Cúria Romana sobre tentações às quais ela está suscetível / Foto: Reprodução CTV
Francisco alerta a Cúria Romana sobre tentações às quais ela está suscetível / Foto: Reprodução CTV
O Papa Francisco reuniu-se na manhã desta segunda-feira, 22, com a Cúria Romana, para os tradicionais votos de fim de ano. Ele falou do perigo de algumas doenças que podem afetar tanto a Cúria quanto cada cristão, propondo, assim, um exame de consciência a fim de preparar o coração para o Natal. Ele também enfatizou que o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.

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A imagem sobre a qual o Pontífice se concentrou em seu discurso foi a do Corpo de Jesus, comparando a Cúria a um pequeno modelo da Igreja, ou seja, um corpo que procura ser mais vivo, mais harmonioso e unido em si mesmo e em Cristo.

O Santo Padre reconheceu a complexidade da Cúria Romana que, justamente por sua dinamicidade,  não pode viver sem o relacionamento vital com Cristo. Um membro da Cúria que não se alimenta disso acaba se tornando um burocrata, um ramo que murcha e morre lentamente, disse.

“A oração cotidiana, a participação assídua nos Sacramentos, de modo particular na Eucaristia e na reconciliação, o contato cotidiano com a palavra de Deus e a espiritualidade traduzida em caridade vivida são alimento vital para cada um de nós”, indicou.

Francisco lembrou que a Cúria é chamada a melhorar constantemente e a crescer em comunhão, santidade e sabedoria para realizar sua missão. Porém, como todo corpo, ela também está exposta a algumas doenças, que enfraquecem o serviço a Deus.

O Santo Padre fez um “catálogo” dessas doenças que podem afetar a Cúria, elencando 15 itens:

1 – sentir-se imortal, imune ou até mesmo indispensável, negligenciando os controles necessários e habituais. “Uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza é um corpo enfermo”. É o “complexo dos eleitos, do narcisismo”

2 – a doença do “martalismo” (que vem de Marta), da ocupação excessiva, os que trabalham sem usufruirem do melhor. A falta de repouso leva ao stress e à agitação

3 – a doença do “empedramento” mental e espiritual, isso é, daqueles que têm coração de pedra. Quando se perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papeis, deixando de ser “homens de Deus”

4 – planejamento excessivo e funcionalismo, tornando o apóstolo um contador ou comercialista. “Quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem torna-se num contabilista”. É a tentação de querer pilotar o Espírito Santo

5 – má coordenação, sem harmonia entre as partes do “corpo”.

6 – “Alzheimer espiritual”, ou seja, o esquecimento da história da Salvação, da história com o Senhor, do “primeiro amor”

7- rivalidade e orgulho, quando a aparência, as cores das vestes e insígnias de honra tornam-se o objetivo primário da vida. “Leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo”

8– esquizofrenia existencial, que é a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher

9 – fofocas, murmurações e mexericos. “É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos”

10 – a doença de divinizar os chefes, que é a daqueles que cortejam os superiores esperando obter sua benevolência. “Vivem o serviço pensando unicamente àquilo que devem obter e não ao que devem dar”. Pode acontecer também aos superiores

11- indiferença para com os outros. “Quando se esconde o que se sabe. Quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”

12 – doença da “cara fúnebre”, de pessoas carrancudas que pensam que para serem sérias é preciso pintar a face de melancolia, de severidade e tratar os outros com rigidez, dureza e arrogância. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria…”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”

13 – a doença do acumular, quando o apóstolo procura preencher um vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro

14 – doença dos círculos fechados, onde a pertença ao grupinho se torna mais forte que aquela ao Corpo e, em algumas situações, ao próprio Cristo

15 – a doença do lucro mundano, do exibicionismo. “Quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder”.

“Irmãos, tais doenças e tentações são naturalmente um perigo para cada cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial…e podem atingir seja em nível individual seja comunitário”, disse o Papa, lembrando que apenas o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.

domingo, 7 de dezembro de 2014

"As mulheres teólogas? São como as cerejas no bolo...

"As mulheres teólogas? São como as cerejas no bolo...

O Papa se encontra com a Comissão Teológica Internacional e convida os membros à escuta, ao pluralismo e a deixar espaço às mulheres, porque, em virtude do gênio feminino, podem trazer novas contribuições à teologia

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, 05 de Dezembro de 2014 (Zenit.org) - Escuta, internacionalidade, pluralismo e uma maior presença das mulheres. O Papa Francisco reuniu-se esta manhã com os membros da Comissão Teológica Internacional, durante a sessão plenária, e ofereceu-lhes sugestões para continuar a melhorar o trabalho.

Um trabalho realizado há 50 anos, quando, pouco depois do Concílio Vaticano II – recordou o Papa - o Sínodo dos Bispos propôs a criação de um organismo que pudesse enriquecer a Santa Sé com as reflexões de teólogos provenientes de várias partes do mundo.

Se os 27 documentos publicados são testemunho deste compromisso e ponto de referência para o debate teológico, a Comissão é chamada agora a dar um salto adiante, diz o Papa. Permanece a missão principal, ou seja, “servir a Igreja”; isso, porém “pressupõe não só habilidades intelectuais", mas também "disposições espirituais".

Em particular, entre estes, Bergoglio salienta a importância da escuta. Porque - explica - "o teólogo é acima de tudo um crente que ouve a Palavra do Deus vivo e a acolhe no coração e na mente”. E, ao mesmo tempo, ele “deve colocar-se humildemente à escuta do que o Espírito diz às Igrejas, por meio das diferente manifestações da fé vivida pelo povo de Deus”.

De fato – e o recorda também o recente documento da Comissão sobre o sensus fidei na vida da Igreja – o teólogo, junto com todo o povo cristão, “abre os olhos e os ouvidos para os sinais dos tempos”.

Nessa luz, o Papa Francisco destaca “a maior presença de mulheres” no campo da teologia. Elas são um pouco “como as cerejas do bolo”, diz espontaneamente. E citando a Evangelii Gaudium, recorda que "a Igreja reconhece a contribuição fundamental da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades únicas que são geralmente mais próprias das mulheres que dos homens". Em virtude de seu "gênio feminino", então, as mulheres teólogas "oferecem novas contribuições para a reflexão teológica", porque podem detectar "certos aspectos inexplorados do insondável mistério de Cristo”.

O Papa recorda também outra característica da Comissão: o seu carácter internacional, "que reflete a catolicidade da Igreja”. Atenção, porém – adverte – porque “a diversidade dos pontos de vista deve enriquecer a catolicidade”, mas “mas sem prejudicar a unidade”. Essa – continua –decorre da referência comum dos teólogos "a única fé em Cristo" e se alimenta "da diversidade dos dons do Espírito Santo".

A partir desse fundamento, e "em um saudável pluralismo", portanto, as abordagens teológicas desenvolvidas em diferentes contextos culturais e com métodos diferentes, não podem "ignorar-se reciprocamente”. A esperança do Santo Padre é, portanto, que o trabalho da Comissão seja testemunho de tal crescimento e também testemunho do Espirito Santo porque “é Ele que faz a unidade”.

O ícone de tudo isso - disse o Pontífice - é a Virgem Imaculada, "mestra da autêntica teologia”, que dá “testemunho privilegiada dos grandes eventos da história da salvação, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração". "Sob a orientação do Espírito Santo e com todos os recursos de seu gênio feminino, ela não deixou de entrar sempre mais em toda a verdade”. E, dia após dia, progrediu “na inteligência da fé, graças também ao trabalho paciente dos teólogos e das teólogas”.

Portanto, a Ela e à sua materna oração, Francisco confia todos os teólogos da Comissão, de modo que "a nossa caridade cresça sempre mais em conhecimento e em pleno discernimento”. Assim, conclui a audiência, pedindo aos presentes rezarem juntos uma Ave-Maria.

No Angelus, Papa pede testemunhos da misericórdia de Deus

No Angelus, Papa pede testemunhos da misericórdia de Deus DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014, 9H35 



No segundo domingo do Advento, Francisco falou de esperança, destacando que Deus consola o seu povo com ternura

Jéssica Marçal
Da Redação

angelus papa_misericordia de Deus

Francisco lembra aos fiéis que Deus consola o seu povo com solicitude e ternura /

No Angelus deste domingo, 7, Papa Francisco concentrou sua reflexão no consolo de Deus para com o seu povo. O Pontífice enfatizou que o Advento é um tempo de alegria pela espera do nascimento de Jesus, de forma que tristeza e medo dão lugar à alegria.

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A mensagem de esperança aparece na liturgia do dia, retirada do livro do profeta Isaías. O profeta se dirige às pessoas que passaram por situações difíceis para dizer que, com a vinda do Senhor, chega o tempo da consolação.

Francisco explicou que Deus consola o seu povo com a solicitude e ternura de um pastor que cuida do seu rebanho. Por isso Isaías convida a difundir essa mensagem de esperança entre o povo. Porém, o Pontífice recordou que não é possível ser mensageiro da consolação de Deus sem que a própria pessoa experimente a alegria de ser consolado e amado por Ele.

O Santo Padre pediu que os fiéis deixem ressoar no coração o convite de Isaías nesse tempo do Advento. “Hoje é preciso pessoas que sejam testemunhas da misericórdia e da ternura do Senhor, que sacudam os resignados, reanimem os desanimados, acendam o fogo da esperança”.

Muitas pessoas precisam desse testemunho de consolação, disse o Papa, citando como exemplo os que são escravos do dinheiro, do poder, do sucesso e da mundanidade. A consolação deles é uma maquiagem, e não o verdadeiro consolo que vem de Deus.

“A mensagem de Isaías, que ressoa nesse segundo domingo do Advento, é um bálsamo sobre as nossas feridas e um estímulo a preparar com empenho o caminho do Senhor. O profeta fala hoje ao nosso coração para nos dizer que Deus esquece os nossos pecados e nos consola”, finalizou.

Papa Francisco concede entrevista a jornal argentino

Papa Francisco concede entrevista a jornal argentino DOMINGO, 7 DE DEZEMBRO DE 2014, 12H08


Santo Padre conversou com jornalista e abordou temas como o Sínodo da Família, Reforma da Cúria e o seu “ser Papa”

Da Redação, com Rádio Vaticano

papa franciscoO Papa Francisco concedeu entrevista ao jornal argentino “La Nacion”, publicada neste domingo, 7. Falando à jornalista Elisabetta Piqué, o Pontífice abordou temas que vão desde o Sínodo da Família até a Reforma da Cúria; do Instituto para as Obras de Religião (IOR) até sua vida na Casa Santa Marta.

O Sínodo não é um parlamento, mas um espaço aberto protegido pelo Espírito Santo, disse o Papa ao responder perguntas sobre o Sínodo da Família. Ele considerou que é “simplificatório” dizer que os padres sinodais estão divididos em dois setores, um contra o outro, e reiterou a importância de falar claramente e escutar com humildade.

Com relação às posições do Sínodo sobre uniões homossexuais, o Papa esclareceu que ninguém falou de união homossexual, mas sim de famílias que têm um filho ou uma filha homossexual e de como é possível ajudar tais famílias.

Em seu discurso final no Sínodo, o Papa disse que não tocou nenhum ponto da doutrina da Igreja sobre matrimônio. No caso dos divorciados que se casam novamente, ele reconheceu que há muitas questões pastorais. Ele citou as diversas limitações vividas por essas pessoas na Igreja, como não poder ser padrinho de Batismo, de forma que até parece que elas foram excomungadas, mas não foram.

Francisco disse que é preciso mudar um pouco as coisas. E a quem falou de confusão, respondeu: “continuamente pronuncio discursos, homilias e este é o Magistério”. Isto, comentou, “é aquilo que eu penso, não aquilo que os jornais dizem que eu pense”, “Evangelii gaudium é muito clara”.

Cúria Romana

Francisco não deixou de responder perguntas sobre a reforma da Cúria, afirmando que esse é um processo lento e ele pensa que não estará concluído em 2015. Ele explicou que uma das propostas em discussão é o agrupamento dos dicastérios dos Leigos e da Família e Justiça e Paz.

De resto, o Papa reiterou que a reforma que mais tem no coração é aquela espiritual, a reforma do coração. Ele contou que, para o Natal, está preparando um discurso aos membros da Cúria e um para os trabalhadores do Vaticano com as famílias, que encontrará na Sala Paulo VI.

O Pontífice disse não ser preocupado pelas divergências que emergem na reforma da Cúria Romana e recordou que esse processo foi decidido pelos cardeais nas Congregações Gerais que precederam o Conclave. Tanto o IOR quanto a reforma econômica estão indo bem, disse.

Ser Papa

Francisco falou do seu “ser Papa”, contando que, quando foi eleito no Conclave, disse a si mesmo: “Jorge, não mude, continua a ser você mesmo porque mudar na tua idade é ridículo”.

Sobre saúde, ele afirmou que tem alguns mal-estar próprios da idade, mas está nas mãos de Deus e até agora pode ter um ritmo de trabalho mais ou menos bom. Brincando, ele disse que Deus lhe deu um “sano dote de inconsciência”.

Sobre as próximas viagens apostólicas, disse que talvez irá para a Argentina em 2016, enquanto em 2015 está no programa uma visita a três países da América Latina e África.

Tendo em vista as próximas eleições na Argentina, o Pontífice disse que não receberá políticos argentinos, para não interferir. Porém, afirmou que, neste momento, a quebra do sistema democrático, da Constituição, seria um erro para o país.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nós devemos preparar o caminho para o Senhor da vida

Nós devemos preparar o caminho para o Senhor da vida


Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando o 2º Domingo do Advento e devemos preparar-se para receber o Senhor da Vida que traz salvação a todos. É um tempo de graça e de benção que vem de Deus a todos que o procuram com o coração convertido a Ele. Devemos abrir os nosso ouvidos para as vozes proféticas de Isaias e de João Batista que pedem a nossa conversão para a vinda do Senhor.

As Leituras bíblicas da Liturgia desse domingo nos convidam a preparar o Caminho e ele deve estar em conformidade com a vontade de Deus.

No livro do profeta Isaias que vem consolar os exilados na Babilônia devido a varias transgressões do Povo de Deus a Aliança que Ele fez de modo admirável. Deus é fiel. Então o profeta anuncia o perdão de Deus a eles e mostra um novo caminho de vida e salvação que Ele propõe ao Povo com o regresso do povo à pátria. . (cf. Is 40,1-5.9-11) Isso quer dizer que vai ter um novo Êxodo em uma nova caminhada espiritual. Assim, terão novamente uma nova experiência do amor e da bondade de Deus a esse povo que Ele tanto ama. Isso traz comunhão e uma aliança nova. Qual é o sinal de isso para o Povo? Vai surgir um mensageiro à frente para levar a boa nova noticia a todos de Jerusalém e de Judá.

Na segunda carta de Pedro nos exorta para a parusia, que é a segunda vinda do Senhor. Para isso devemos estar vigilantes no bem e sempre fazendo a vontade Deus aqui na terra. Como que podemos fazer isso? Simplesmente fazendo e vivenciando os ensinamentos de Jesus para que aconteça já entre nós as transformações no mundo na construção do Reino de Deus, que é de justiça, de amor, de paz, de perdão, de misericórdia e partilha de bens na solidariedade com os nossos irmãos e irmãs sofredores desse mundo. (cf. 2Pd 3,8-14)

O nosso futuro se faz na nossa ação do presente e selado de modo maravilhoso por Cristo na segunda vida Dele.

O evangelista Marcos nos mostra João Batista que aponta o caminho para acolher aquele que vem, isto é o Messias libertador. Como que visualizaremos esse caminho que João Batista aponta? Notaremos se convertemos de coração a Deus e procuremos fazer as obras boas. João foi o mensageiro previsto em Isaias e agora ele nos dá a direção para reconhecer o Messias. Assim ele diz: “No meio de vós está… Eis o Cordeiro de Deus...". Jesus mais tarde dá testemunho dele dizendo: "É mais que um profeta… o maior dos nascidos de mulher..." O deserto em que João pregava significa o lugar que podemos encontrar-se e fazer as mudanças de vida.  (cf. Mc 1,1-8)

Que esta liturgia nos ajude a preparar a nossa vida e a dos outros para que haja o encontro com o Senhor que traz vida e libertação para todos. Que os nossos corações sejam embelezados de pureza como as nossas casas na espera de Jesus que nasce de braços abertos, dando-nos graça e bênçãos para as nossas vidas. Amém!!!

Tudo por Jesus nada sem Maria! Feliz Nata a todos!


(Jose Benedito Schumann Cunha – bacharel em teologia e graduado em Filosofia)

Papa envia mensagem contra o tráfico de pessoas

Papa envia mensagem contra o tráfico de pessoas 


“Jamais devemos esquecer e tão pouco ignorar o sofrimento de tantos homens, mulheres e crianças”, disse o Papa Francisco

Da redação, Rádio Vaticano

O Papa Francisco enviou uma Mensagem aos participantes da II Conferência Internacional do Grupo Santa Marta pela luta contra o tráfico de seres humanos, que se iniciou nesta sexta-feira, 5, em Londres, Inglaterra, e será encerrada neste sábado, 6,

Na sua breve mensagem, lida aos participantes, na tarde de ontem, por dom Marcelo Sanchez Sorondo, Chanceler das Academias Pontifícias das Ciências e das Ciências Sociais, o Santo Padre expressa profunda gratidão a todos os presentes pela “determinação na luta contra este mal e pelo esforço de levar em frente o trabalho iniciado na Conferência, realizada no Vaticano, no mês de abril deste ano”.

O Papa Francisco ressalta os “esforços para promover o diálogo sobre os meios legais adotados para combater o tráfico de seres humanos e sobre a assistência daqueles que padecem pela escravidão”. “Jamais devemos esquecer e tão pouco ignorar o sofrimento de tantos homens, mulheres e crianças, cuja dignidade humana é violada através desta exploração”, observa o Papa.

No final da sua Mensagem, o Papa Francisco agradece ao Ministro do Interior britânico, ao Comissário da Polícia metropolitana de Londres e à Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales pela promoção desta Conferência internacional. Por fim, o Papa reafirma que “a Igreja permanece firme no seu esforço de combater o tráfico de seres humanos e de sustentar as vítimas desta chaga social”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Símbolos natalinos começam a ser colocados na Praça São Pedro nesta quinta-feira

Praça São Pedro recebe presépio e árvore de Natal de 25m 




Símbolos natalinos começam a ser colocados na Praça São Pedro nesta quinta-feira

Da Redação, com Agência Ecclesia

Queridos irmãos e irmãs, celebrar este tempo de natal é vivenciar a alegria de saber que Deus veio morar entre nós. Esse amor divino pela humanidade, culminou-se em Jesus, nosso salvador e redentor. Somos salvos pela misericórdia de Deus e absorvemos em nós a graça de ser salva. Deus nos chama para a vida plena que se faz na obediência da sua vontade e de uma vida voltada ao serviço dos mais necessitados. Se cada vez formos coerentes em nossa ação cristã. o mundo se torna melhor cheio de justiça de Deus. Que esse período seja momento de revisão de vida, de preparação e de conversão ao projeto de Deus que quer que todos estejam em comunhão com Ele. (Jose Benedito Schumann Cunha

A Praça São Pedro, no Vaticano, começa a ser enfeitada nesta quinta-feira, 4, com uma árvore de Natal com 25 metros de altura proveniente da região italiana de Calábria, a cerca de 500 quilômetros de Roma.

De acordo com informações da Santa Sé, a árvore é um pinheiro branco que vai ser iluminado no dia 19 de dezembro, às 16h30.

Nessa ocasião, o Papa Francisco irá receber em audiência as delegações doadoras da árvore de natal e do presépio. Este último é providenciado pela região de Veneto, do norte de Itália.

A recriação do nascimento de Jesus, que será montada pela fundação Arena de Verona, vai ser constituída por cerca de vinte personagens esculpidos em terracota (tipo de argila utilizado em cerâmica e construção) e em tamanho natural.

Todos os anos, a árvore que enfeita a Praça São Pedro para as celebrações de Natal tem sido oferecida por várias regiões da Itália ou por localidades de vários países, como aconteceu em 2011, ano em que o pinheiro natalício foi da Ucrânia. Trata-se de um costume introduzido pelo Papa João Paulo II (1920-2005) em 1982.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Igreja não seja museu ou ONG, diz Papa aos bispos da Suíça

Igreja não seja museu ou ONG, diz Papa aos bispos da Suíça

Francisco recebeu bispos da Suíça em visita ad limina; ele voltou a defender que a Igreja não pode ser somente uma ONG

Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa reunido com os bispos da Suíça nesta segunda-feira, 1º / Foto: L'Osservatore Romano
Papa reunido com os bispos da Suíça nesta segunda-feira, 1º / Foto: L’Osservatore Romano
Que a Igreja na Suíça seja sinal visível do Corpo de Cristo e de seu povo e não somente uma bela organização, uma ONG. Essas foram palavras do Papa Francisco no discurso entregue aos bispos do país recebidos em visita ad Limina nesta segunda-feira, 1º.

Francisco recordou a coexistência cultural e religiosa que marca a Suíça, sede de instituições internacionais importantes para a paz, o trabalho, a ciência e o ecumenismo. Embora muitos habitantes mantenham-se afastados da fé, a maioria reconhece o papel positivo dos católicos e protestantes no âmbito social.

O país também tem belas igrejas e mosteiros, como a Abadia de São Maurício, mas sem uma fé viva em Cristo ressuscitado, pouco a pouco elas se tornarão um museu, disse o Papa. “Todas as louváveis obras e instituições perderão o seu espírito, deixando somente ambientes vazios e pessoas abandonadas”.

Francisco destacou que os bispos têm como missão apascentar o rebanho, caminhando segundo as circunstâncias adiante, no centro e atrás, porque o povo de Deus não pode subsistir sem os seus pastores, bispos e padres. Ele encorajou os bispos suíços a dar uma resposta clara e comum aos problemas da sociedade em um momento em que muitos, mesmo na Igreja, são tentados a se afastar da real dimensão do Evangelho.

“Cabe a nós, portanto, apresentar esta mensagem completa e torná-la acessível a todos, sem obscurecer a beleza do Evangelho, também àqueles que encontram dificuldades na vida cotidiana ou buscam um sentido à própria existência ou se afastaram da Igreja”.

O Santo Padre enfatizou ainda que o testemunho dos cristãos e das paróquias pode iluminar o caminho dessas pessoas que se deixam seduzir por formas de pensar que negam a dimensão transcendente do homem. “Deste modo, a Igreja Suíça pode ser ela própria e não somente uma bela organização, uma outra ONG”