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Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

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terça-feira, 7 de julho de 2015

Papa Francisco encontra seu amigo Padre Paquito

Papa Francisco encontra seu amigo Padre Paquito


Na segunda-feira, Francisco almoçou com os jesuítas no Colégio Javier e se reuniu com o presidente Correa no Palácio de Carondelet

Por Ivan de Vargas

Roma, 07 de Julho de 2015 (ZENIT.org)

Na segunda de manhã, o Papa Francisco foi para Guayaquil, a maior cidade do Equador, localizada na costa do Pacífico. Depois de celebrar a Missa no Parque Los Samanes, o Papa almoçou no Colégio Javier, dos Jesuítas, onde foi recebido pelo amigo Padre Paquito, um sacerdote espanhol de 91 anos, que o atual pontífice conheceu na década de oitenta no país andino.

O Pontífice chegou ao colégio as 14:27 (hora local) e foi recebido na porta por um grupo de jovens vestidos com uniforme escolar, cinco deles se aproximaram e lhe ofereceram alguns presentes. Em seguida, ele foi para uma residência próxima, onde o aguardava Padre Francisco Cortes, mais conhecido como Padre Paquito, um jesuíta nascido em Málaga dia 10 de julho de 1924, que foi para o Equador em 1963 para trabalhar nesta instituição.

Quando os dois se encontraram eles se abraçaram e conversaram ali por um momento, em seguida, eles entraram numa sala onde o almoço estava servido. A responsável pela cozinha foi Angela Guaman, 47 anos, que trabalha na escola há 13 anos. De acordo com a mídia local, durante a refeição foi servido "ceviche de camarão, frango e carne assada". A comunidade do Colégio Javier é formada por seis religioso da Companhia de Jesus, mas na hora do almoço estavam presentes pelo menos vinte pessoas.

No final do encontro, o Papa percorreu rapidamente uma distância de 13 quilômetros até a base aérea de Simon Bolivar. A bordo do papamóvel branco, sorrindo, muito feliz, Francisco acenou incansavelmente, agradecendo o carinho de cada pessoa que estava nas ruas de Guayaquil lançando pétalas, buquês de flores e balões.

O Papa chegou no aeroporto as 16:38 e imediatamente entrou no Airbus A330 da Alitalia. Os guardas que acompanharam o Pontífice se comprometeram a recolher os buquês e outros presentes jogados durante o percurso de despedida daquela cidade.

De volta a Quito, às 19:00 Francisco realizou uma visita de cortesia ao presidente Rafael Correa no Palácio de Carondelet, sede do Executivo, localizado no centro histórico da cidade, catalogado em 1978 como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

No final do encontrou houve a tradicional troca de presentes e a apresentação de familiares e outras autoridades do presidente. Rafael Correa se despediu do Santo Padre no pátio do Palácio Presidencial. Depois, o Papa percorreu a pé cerca de 50 metros até a Catedral de Quito.

domingo, 28 de junho de 2015

"Cremos que Jesus pode curar?"



Papa no Angelus: "Cremos que Jesus pode curar?"



Texto completo. Neste domingo, Francisco destaca que quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver

Por Redação

Cidade do Vaticano, 28 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Santo Padre Francisco antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro.

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje apresenta a história da ressurreição de uma jovem de doze anos de idade, filha de um dos chefes da sinagoga, que cai aos pés de Jesus e lhe implora: "Minha filhinha está nas últimas; Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva" (Marcos 5,23). Nesta oração nós sentimos a preocupação de todos os pais pela vida e pelo bem de seus filhos. Mas também sentimos a grande fé que este homem tem em Jesus. E quando chega a notícia de que a menina está morta, Jesus diz: "Não temas, crê somente" (v 36). Nos dá coragem estas palavras de Jesus! Ele diz também a nós, tantas vezes: "Não temas, crê somente". Ao entrar em casa, o Senhor manda embora todas as pessoas que choram e gritam, se dirige à jovem morta e diz: "Menina, eu te digo: levanta-te!" (V. 41). No mesmo instante, a menina se levantou e começou a andar. Aqui se vê o poder absoluto de Jesus sobre a morte física, que para Ele é como um sono do qual se pode despertar.

Nesta narração, o Evangelista insere outro episódio: a cura de uma mulher que há doze anos sofria de perda de sangue. Por causa desta doença que, de acordo com a cultura da época, a tornava "impura", ela deveria evitar todo contato humano: pobrezinha, estava condenada a uma morte civil. Esta mulher anônima, em meio à multidão que segue Jesus, diz: "Se ao menos eu tocar suas roupas, serei salva" (v. 28). E assim acontece: a necessidade de ser libertada a impulsiona a ousar e a fé "rasga”, por assim dizer, de Jesus a cura. Quem crê "toca" em Jesus e obtém dele a graça que salva. A fé é isso: tocar Jesus e tirar-lhe a graça que salva. Nos salva, salva a nossa vida espiritual, nos salva de muitos problemas. Jesus percebe isso e, em meio à multidão, procura o rosto da mulher. Ela aproxima-se trêmula e Ele diz: "Minha filha, a tua fé te salvou" (v. 34). É a voz do Pai Celeste que fala em Jesus: "Filha, você não é amaldiçoada, você não é excluída, você é minha filha". E cada vez que Jesus vem a nós, quando vamos a Ele com fé, nós ouvimos do Pai: "Filho, você é meu filho, você é minha filha! Você está curado, você está curada. Eu perdoo tudo e todos. Eu curo tudo e todos".

Estes dois episódios - a cura e a ressurreição - têm um único centro: a fé. A mensagem é clara, e pode ser resumida em uma pergunta: cremos que Jesus pode curar e pode nos despertar da morte? Todo o Evangelho é escrito à luz desta fé: Jesus ressuscitou, ele venceu a morte, e por causa desta vitória também nós ressuscitaremos. Esta fé, que para os primeiros cristãos era segura, pode obscurecer-se e tornar-se incerta, a ponto de alguns confundirem ressurreição com reencarnação. A Palavra de Deus deste domingo nos convida a viver na certeza da ressurreição: Jesus é o Senhor, Jesus tem poder sobre o mal e sobre a morte, e quer nos levar para a casa do Pai, onde reina a vida. E lá nos encontraremos, todos nós que estamos aqui na Praça hoje, nos encontraremos na casa do Pai, na vida que Jesus nos dará.

A Ressurreição de Cristo age na história como princípio de renovação e de esperança. Quem estiver desesperado e extenuado, se confiar em Jesus e no seu amor pode recomeçar a viver. Começar uma nova vida, mudar de vida é uma forma de ressurgir, de ressuscitar. A fé é uma força de vida, dá plenitude à nossa humanidade; e quem crê em Cristo, deve ser reconhecido por promover a vida em qualquer situação, por possibilitar a todos, especialmente aos mais vulneráveis, o amor de Deus que liberta e salva.

Peçamos ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, o dom de uma fé forte e corajosa, que nos impulsiona a ser difusores de esperança e de vida entre nossos irmãos.

(Depois do Angelus)

Queridos irmãos e irmãs,

Saúdo todos vocês, romanos e peregrinos!

Saúdo em particular os participantes da manifestação "Uma terra, uma família humana". Incentivo a colaboração entre pessoas de diferentes religiões e associações para a promoção de uma ecologia integral. Agradeço FOCSIV, OurVoices e outros organizadores e desejo um bom trabalho aos jovens de diferentes países que nestes dias debatem sobre o cuidado da casa comum.

Vejo tantas bandeiras bolivianas! Saúdo cordialmente aos grupos de bolivianos residentes na Itália, que trouxeram até aqui algumas imagens da Virgem mais representativas do seu país. Nossa Senhora de Urcupiña, Nossa Senhora de Copacabana, e tantas outras. Na próxima semana estarei com vocês na sua pátria. Que a Nossa Mãe do Céu os proteja. Saúdo também o grupo de jovens de Ibiza que se preparam para receber a Confirmação. Peço que rezem por mim.

Saúdo as mulheres escoteiras. Essas mulheres são tão corajosas, tão corajosas, e fazem tanto bem! São as mulheres escoteiras da Conferência Católica Internacional. Renovar-lhes o meu encorajamento. Merci beaucoup à vous!

Saúdo os fiéis de Novoli, o coral polifônico de Augusta, os jovens de algumas paróquias da diocese de Pádua que receberam a Confirmação; os "Avós de Sydney", associação de imigrantes idosos na Austrália que vieram aqui com os seus netos; as crianças de Chernobyl e as famílias de Este e Ospedaletto que os hospedam; os ciclistas e motociclistas de Cardito e amantes de carros antigos.

Desejo a todos um bom domingo e um bom almoço. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Até breve!

sábado, 27 de junho de 2015

“Não se pode fazer comunidade sem proximidade”

Homilia do Papa: “Não se pode fazer comunidade sem proximidade”

Nesta sexta-feira, o Santo Padre convida a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me?”. Tenho “coragem de tocar os marginalizados?”

Por Redação

Cidade do Vaticano, 26 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Os cristãos devem se aproximar e estender a mão àqueles que a sociedade tende a excluir, como fez Jesus com os marginalizados de seu tempo. Isso faz da Igreja uma verdadeira comunidade. Afirmou o Papa Francisco em sua homilia na capela da casa Santa Marta, nesta sexta-feira.

O Papa recordou que Jesus foi o primeiro a sujar as mãos tocando os leprosos. Por isso, a Igreja ensina que "não se pode fazer comunidade sem proximidade". Esta manhã, o Papa centralizou sua homilia no protagonista Evangelho de hoje, o leproso que corajosamente se prostra diante de Jesus e diz: "Senhor, se queres, tens poder para purificar-me". Jesus o toca e o cura.

E o milagre acontece sob os olhos dos doutores da lei, para os quais, o leproso era um "impuro". “A lepra – explicou Francisco – era uma condenação perpétua” e “curar um leproso era tão difícil como ressuscitar um morto”. E, por isso, eram marginalizados. Jesus, ao invés, estende a mão ao excluído e demonstra o valor fundamental de uma palavra, “proximidade”.

“Não se pode fazer comunidade sem proximidade. Não se pode fazer a paz sem proximidade. Não se pode fazer o bem sem aproximar-se".  Jesus poderia simplesmente dizer: ‘Cura-te’. Mas não, ele se aproximou e o tocou. Além disso - acrescentou o Papa - "quando Jesus tocou o impuro, se tornou também ele impuro".

Este é o mistério de Cristo: "toma para si as nossas sujeiras, as nossas impuridades". Francisco destacou que Paulo explica isso muito bem: “‘Tendo a condição divina, não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente, mas se esvaziou a si mesmo. Depois, Paulo foi além: ‘Fez-se pecado. Jesus se faz pecado. Excluiu-se, tomou para si a nossa impuridade para aproximar-se de nós’”.

Francisco também falou sobre o convite que Jesus faz ao leproso curado: "Não diga nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés".  E explicou que além da proximidade, para Jesus é fundamental também a inclusão.

"Tantas vezes penso que seja, não digo impossível, mas muito difícil fazer o bem sem sujar as mãos” - disse Francisco - . “E Jesus se sujou. Proximidade. E depois vai além. Ele disse: ‘Mostra-te aos sacerdotes e faz o que se deve fazer quando um leproso é curado. Quem estava excluído da vida social, Jesus inclui: inclui na Igreja, inclui na sociedade … ‘Vai, para que todas as coisas sejam como devem ser’. Jesus jamais marginaliza alguém, jamais. Marginaliza si mesmo, para incluir os marginalizados, para nos incluir, pecadores, marginalizados, com a sua vida”.

Francisco destacou o estupor que Jesus suscita com suas afirmações e seus gestos. "Quantas pessoas seguiram Jesus naquele momento" e "seguem Jesus na história porque ficam impressionadas com seu modo de falar”.

Ele também mencionou as pessoas que olham de longe e não entendem. “Quantas pessoas olham de longe, mas com o coração mau, para testar Jesus, para criticá-lo, para condená-lo... E quantas pessoas olham de longe porque não têm a coragem que ele teve de se aproximar, mas têm tanta vontade de fazê-lo!” – Exclamou Francisco-.

Jesus estendeu a mão a todos, fazendo-se um de nós, como nós, pecadores como nós, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta é a proximidade cristã.

Ao concluir sua homilia, o Papa recordou que a proximidade é uma bela palavra, que convida a um exame de consciência: “Eu sei aproximar-me?”. Tenho “ânimo, força, coragem de tocar os marginalizados?”. Uma pergunta que diz respeito também “à Igreja, às paróquias, às comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos”.

Rádio Vaticano/ Adaptado por Zenit

domingo, 21 de junho de 2015

Homilia do Papa: O amor de Deus nos renova e nos recria

Homilia do Papa: O amor de Deus nos renova e nos recria

Na missa celebrada em Turim, Francisco explica o amor que não desilude, reafirmando a proximidade, a paciência, a esperança de quem nunca desiste, mesmo diante da infidelidade humana

Por Redação

Roma, 21 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

“A salvação pode entrar no coração se nos abrirmos à verdade e reconhecermos os nossos erros, os nossos pecados; desta forma, fazemos uma bela experiência daquele que veio, não para os sãos, mas para os enfermos; não para os justos, mas para os pecadores.”

Foi o que disse o Papa Francisco durante a homilia pronunciada diante de uma multidão de pessoas que se aglomerava na Piazza Vittorio, em Turim, a maior praça da Europa.

Ele citou pelo menos três características do amor de Deus: é um amor fiel, que recria tudo, estável e seguro.

Um amor fiel que não desiste "mesmo diante da nossa infidelidade".

"Jesus - disse o Papa - permanece fiel, mesmo quando erramos e nos espera para nos perdoar: Ele é o rosto do Pai misericordioso”.

De acordo com o Papa reconhecer as próprias limitações, as próprias fraquezas “é a porta que abre ao perdão de Jesus, ao seu amor, que nos renova em profundidade e nos recria".

Mas como reconhecer os sinais de que fomos "renovados"?

O Papa Francisco explicou que os sinais são vistos quando somos capazes de reconhecer que “fomos despojados das vestes deterioradas e velhas dos rancores e das inimizades, para sermos revestidos da túnica limpa da mansidão, da benevolência, do serviço aos outros, da paz no coração, daquela própria dos filhos de Deus". 

A força do amor de Deus se revela quando chegamos ao ponto de dizer: "Eu não posso fazer mais".

O Papa alertou todos e especialmente os cristãos sobre o risco de “deixar-nos paralisar pelo medo do futuro, buscando a certeza em coisas que passam ou em modelos de uma sociedade obtusa, que tende mais a excluir, que incluir”.

“O Senhor vai ao encontro do homem e lhe oferece a rocha do seu amor, à qual cada um pode ancorar, na certeza de não sucumbir”.

Falando sobre a região de Turim e Piemonte, Francisco recordou que ali cresceram muitos santos e beatos, que acolheram o amor de Deus e o difundiram pelo mundo: "santos livres e obstinados!”

O Papa pediu ao Senhor que nos ajude a "sermos sempre conscientes deste amor ‘rochoso’, que nos torna capazes de não nos fechar, diante das dificuldades, mas de enfrentar a vida com coragem e encarar o futuro com esperança".

Por fim, o Santo Padre confiou todos, especialmente os irmãos e irmãs que fogem das guerras e das perseguições em busca de paz e liberdade, à Nossa Senhora Consoladora. “Que ela nos ajude a seguir o Senhor, a sermos fiéis, a deixar-nos renovar, a permanecermos firmes no amor”. 

Papa Francisco venera o Santo Sudário em Turim

Papa Francisco venera o Santo Sudário em Turim

Queridos irmãos e irmãs, estamos diante do Sudário onde ficou marcado a imagem de Jesus Cristo morto. Ali consta toda demostração da Paixão e sofrimento de Cristo. São marcas que nos revelam a verdadeira passagem de Jesus em nosso meio e ainda retrata o que foi o sofrimento de Jesus para redimir a humanidade toda. Isso nos fala muito, pois a nossa fé é em Cristo que sofre, morre e ressuscita por todos. A humanidade precisa entender de modo inequivoco que Deus é sempre a favor do homem e quer salvá-lo. Deus não é vingativo, mas misericordioso, assumiu as nossas dores, fragilidades e pecados para que possamos serlibertos pelo amor misericordioso, que é infinito, por nós. O amor é derramado de modo abundante a todos, pois é uma fonte inesgotavel mesmos quando usufruimos dela. (teologo Jose Benedito Schumann Cunha) 

O Papa visitou a Catedral de São João Batista e rezou por alguns minutos diante da imagem impressa no linho com todas as características da Paixão de Cristo

Por Redação

Roma, 21 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Neste domingo pela manhã, o Papa Francisco rezou junto ao Santo Sudário em Turim, onde à  tarde prestará homenagem a Dom Bosco por ocasião do bicentenário de seu nascimento.

Após o encontro com o mundo do trabalho, o Santo Padre foi até a Catedral de Turim, São João Batista, onde o Santo Sudário está guardado. O Pontífice se dirigiu em profundo recolhimento ao altar principal onde rezou por alguns minutos em silêncio, com as luzes apagadas, diante da imagem impressa no linho com todas as características da Paixão de Cristo. Depois, ele rezou junto ao altar dedicado ao Beato Pier Giorgio Frassati.

O Papa estava acompanhado por algumas religiosas de clausura, padres das casas do clero da diocese de Turim, capítulo dos cônegos, membros da Comissão do Sudário, alguns parentes do jovem beato italiano, Cardeal Poletto, Bispos da Conferência Episcopal do Piemonte-Valle d'Aosta e a comitiva papal.

Em 2013, por ocasião da exposição extraordinária do Santo Sudário, o Santo Padre por meio de vídeo mensagem afirmou que o rosto desfigurado do Sudário se assemelha ao de muitos homens e mulheres "feridos por uma vida não respeitadora da sua dignidade, por guerras e violência que se abatem sobre os mais fracos", mas que convida à esperança.

Na ocasião, Francisco disse que o rosto tem os olhos fechados – de um defunto-, mas “misteriosamente, olha-nos e, no silêncio, fala-nos”.

“Como é possível que os fiéis queiram parar diante deste ícone de um homem flagelado e crucificado?", indagou o Papa. "Porque o homem do Sudário nos convida a contemplar Jesus de Nazaré", explicou.

A Igreja não se pronunciou oficialmente sobre a autenticidade do Sudário que, durante anos, foi submetido a testes científicos. Alguns estudos históricos e científicos afirmam que o Sudário é do tempo de Cristo, outros, tais como teste do carbono-14 concluiu que era da época medieval (1260-1390). Ainda hoje a ciência não explica a impressão do rosto e do corpo maltratado de um homem que sofreu os traumas físicos da crucificação. A imagem é mais clara através do negativo, efeito que foi descoberto pelo fotógrafo amador Secondo Pia.

fonte: www.zenit.org 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Os dados científicos da nova encíclica do Papa não são dados de fé, mas sim fruto de um sério estudo

Os dados científicos da nova encíclica do Papa não são dados de fé, mas sim fruto de um sério estudo

Em entrevista coletiva na sede da CNBB, Dom Sergio da Rocha, presidente da conferência dos bispos, responde a ZENIT sobre a nova encíclica do Papa Francisco. Bispos publicam nota sobre ideologia de gênero e Redução da Maioridade penal.
Por Thácio Siqueira
Brasília, 18 de Junho de 2015 (ZENIT.org)
Laudato si’, não é nem latim e nem italiano, mas, língua usada por São Francisco de Assis para compor o famoso Cântico das Criaturas, falou Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, em coletiva de imprensa nessa tarde, logo após a primeira reunião do Consep com a nova presidência da conferência dos bispos.
No começo da coletiva, o vice-presidente, Dom Murilo Krieger, leu duas notas dos bispos que foram publicadas hoje. Uma referente à inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação (leia aqui), na qual os bispos condenam o Estado "querer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação", sem promover discussão na sociedade civil, reafirmando, assim, o "papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos"; e a segunda nota referente ao polêmico tema da Redução da Maioridade Penal (leia aqui), na qual os bispos se posicionam contra a redução da idade penal, e afirmam que o melhor caminho são "ações preventivas como educação de qualidade, em tempo integral; combate sistemático ao tráfico de drogas", entre outros.
No entanto, o grande tema que mais ocupou as perguntas dos jornalistas presentes nessa tarde, foi a recém lançada encíclica do Papa. Dom Sergio da Rocha tomou a palavra e explicou para os jornalistas os pontos principais da encíclica. 
Perguntado por ZENIT sobre se os dados científicos utilizados para elaborar a encíclica papal, com relação ao aquecimento global, de certa forma, não tinham sido dogmatizados pelo documento papal, cortando assim qualquer outra compreensão e interpretação de tais dados científicos, Dom Sergio respondeu que “Os dados científicos servem de apoio” ao documento, e “foram criteriosamente analisados e acolhidos”. Explicou também que “é bom ter presente que para que esta encíclica fosse publicada, elaborada, várias iniciativas foram realizadas, houve até encontros lá em Roma”, disse. “Dom Leonardo chegou até a participar de um desses encontros, onde grupos diversos, a pedido ou não do Santo Padre, procuraram refletir, procuraram conhecer melhor a realidade que está aí”.
Porém, segundo o prelado, “Fica claro que os dados científicos servem de base para uma análise mais aprofundada da realidade”. “Agora – esclareceu – nós sabemos muito bem que por mais que sejam seguros os dados científicos, sempre existem questionamentos, já que a ciência também tem, muitas vezes, não só dinamismo, mas tem também uma certa pluralidade na compreensão dos fenômenos”.
E continuou “Agora, aqui (nessa encíclica, ndr) eu tenho certeza que os dados que se utilizam são dados dos mais seguros possíveis”, garante. Todavia, “claro que não se pode excluir algum tipo de questionamento”. Até mesmo porque “por mais científica que fosse uma apresentação, de alguma maneira sempre há espaço para algum tipo de questionamento. De certa forma compreende-se, pela própria natureza do conhecimento científico, que não é algo dogmatizado”. E reitera que “O que há de dogma mesmo é aquilo que é dogma propriamente dito, aquilo que tem a ver com verdades da fé, com verdades que dizem respeito à Palavra de Deus”.
Por fim, o prelado, respondendo a ZENIT, convidou a acolher a nova encíclica com espírito de fé: “deve-se acolher também aquilo que se apresenta, uma vez que é fruto de um estudo criterioso, um estudo sério a respeito desses problemas ambientais. Ou seja, não é apenas opinião". Afirmou, então, que os dados científicos servem "de apoio para a compreensão da realidade porque, para se fazer uma análise ética ou teológica da realidade sempre é importante conhecê-la bem”, disse. E concluiu dizendo que “Eu diria que é uma contribuição, mas não é isso o principal para nós” e, mais uma vez, pediu que se acolha o documento pontifício “como encíclica, como ensinamento magisterial do Papa”, fazendo “isso sempre nessa perspectiva de fé, de luz da Palavra de Deus que está presente aqui na encíclica”, afirmou.
Outro jornalista presente perguntou ao prelado qual seria a maior novidade teológica da encíclica, ao que também Dom Sergio respondeu dizendo que “é uma revalorização da teologia da criação”, segundo o prelado “muito justa e muito necessária nos dias de hoje”. Recordou o livro do Gênesis, “Dois conceitos chaves – claro que não estão exclusivamente na encíclica, mas que aqui recebe um lugar todo especial", disse. "São aqueles dois verbos que se encontram no Gênesis, lá no relato da criação, que são os verbos ‘cultivar’ e guardar’”. E explicou que se trata da “ideia de que nós não somos senhores, nós somos administradores. Deus confiou aos cuidados do ser humano a administração de algo que não nos pertence. Deus é que é o Senhor, Ele que é o Criador, o Senhor da natureza”. Portanto, a nós ele confiou o cuidado da natureza, o cuidado da criação, o cuidado da casa comum”. “Esse – declarou Dom Sergio – é um dos pontos principais que pode não ser novidade absoluta, no sentido de nunca ter sido dito, mas em uma encíclica adquire um lugar bastante relevante, um espaço, praticamente uma chave de compreensão da espiritualidade ecológica ou da conversão ecológica que o Papa diz”.
fonte: www.zenit.org

Laudato si’: a primeira encíclica com dados científicos


Laudato si’: a primeira encíclica com dados científicos

O documento coloca a ciência e o progresso ao lado da fé e da ética. Os dados estão inteiramente de acordo com a melhor pesquisa atual

Por Sergio Mora

Roma, 18 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

O professor Hans Joachim Shcellnhuber, do Instituto Potsdam para o Impacto climático e investigação, tomou a palavra durante a apresentação da encíclica, “a primeira encíclica que tem um power point na na apresentação", disse.

Acrescentou que o documento papal é inteiramente único porque colocas duas vozes poderosas no mundo, de um lado a fé e de outro lado a ciência.

Às vezes se diz, indicou o cientista, que “o clima mudou sempre nas épocas, mas a mudança recente é muito diferente da dos milênios anteriores”; e mostrando alguns gráficos mostrou, por exemplo, a estabilidade dos últimos 11 mil anos, o que permitiu a agricultura, entre outras coisas.

Disse que as mudanças climáticas dependem dos três fatores, da órbita da Terra, às vezes diferente, em torno do Sol, as pequenas mudanças de grau no seu eixo, o que causa alterações. E depois, o efeito estufa.

Também mostrou um gráfico com o resumo de milhares de dados sobre os mares. Começou da revolução industrial na Inglaterra e na Europa, à qual se acrescenta Estados Unidos, a assim o resto dos países, chegando à China que em 20 anos coincide com o resto pelas emissões de carbono

Em seguida, mostrou a diferença de receitas e a relação de produção de carbono relacionado com a riqueza. Os pobres contaminam pouco, indicaram os gráficos, enquanto que o consumo dos países ricos muitíssimo mais. Concluiu que para o final deste século se espera um aquecimento de até 5-7 graus.

Tudo o que está na encíclica está de acordo com as provas científicas, disse o estudioso.

Foram apresentados também gráficos sobre a temperatura, que para o final do século se calcula um aquecimento que somente se registrou em milênios. E disse que o aquecimento global não será gradual, mas que será rápido e irreversível.

Tem-se o consenso de que a temperatura pode subir dois graus, recordou. E acrescentou: “Pensem na temperatura do corpo, e dois graus já é febre, cinco a mais e a pessoa está morta. Indicou que “afetará as selvas e perderemos as calotas polares". Considerou que estamos muito além do ponto de retorno.

O aumento de um metro no nível do mar, se continuar assim, produziria, por exemplo, os furacões. E enquanto 20 mil anos atrás tínhamos 4 graus a menos, no final deste século poderão ser 5 ou 7 a mais.

A encíclica traz duas grandes mensagens, concluiu o professor do Santa Fe Institute for Complex Systems Research dos EUA: um é o da razão e do progresso e outro o da ética, da fé e dos valores cristãos. Por isso ao Cântico das Criaturas é adicionado a parte científica.

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fonte: www.zenit.org

Uma encíclica contra o egoísmo


Uma encíclica contra o egoísmo

Breve coletânea de frases significativas da recém lançada encíclica do Papa Francisco: Louvado Seja. Um convite à leitura.

Por Thácio Siqueira

Brasília, 18 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Uma encíclica contra o aborto:

"Em vez de resolver os problemas dos pobres e pensar num mundo diferente, alguns limitam-se a propor uma redução da natalidade". LS 50

"Uma vez que tudo está relacionado, também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto". LS, 120

"Além disso, é preocupante constatar que alguns movimentos ecologistas defendem a integridade do meio ambiente e, com razão, reclamam a imposição de determinados limites à pesquisa científica, mas não aplicam estes mesmos princípios à vida humana. Muitas vezes justifica- -se que se ultrapassem todos os limites, quando se faz experiências com embriões humanos vivos. Esquece-se que o valor inalienável do ser humano é independente do seu grau de desenvolvimento. Aliás, quando a técnica ignora os grandes princípios éticos, acaba por considerar legítima qualquer prática". LS, 136

Uma ecologia a favor da vida:

"Quando, na própria realidade, não se reconhece a importância dum pobre, dum embrião humano, duma pessoa com deficiência – só para dar alguns exemplos –, dificilmente se saberá escutar os gritos da própria natureza. Tudo está interligado". LS, 117

Uma encíclica contra a Ideologia de gênero:

Aprender a aceitar o próprio corpo, a cuidar dele e a respeitar os seus significados é essencial para uma verdadeira ecologia humana. Também é necessário ter apreço pelo próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade, para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que é diferente. Assim, é possível aceitar com alegria o dom específico do outro ou da outra, obra de Deus criador, e enriquecer-se mutuamente. Portanto, não é salutar um comportamento que pretenda « cancelar a diferença sexual, porque já não sabe confrontar-se com ela» LS 155

O ser humano não é dominador absoluto da terra:

"A melhor maneira de colocar o ser humano no seu lugar e acabar com a sua pretensão de ser dominador absoluto da terra, é voltar a propor a figura de um Pai criador e único dono do mundo; caso contrário, o ser humano tenderá sempre a querer impor à realidade as suas próprias leis e interesses". LS 75

Ecologia Humana:

"É louvável a ecologia humana que os pobres conseguem desenvolver, no meio de tantas limitações. A sensação de sufocamento, produzida pelos aglomerados residenciais e pelos espaços com alta densidade populacional, é contrastada se se desenvolvem calorosas relações humanas de vizinhança, se se criam comunidades, se as limitações ambientais são compensadas na interioridade de cada pessoa que se sente inserida numa rede de comunhão e pertença". LS 148

Coerência ao defender os animais

"É evidente a incoerência de quem luta contra o tráfico de animais em risco de extinção, mas fica completamente indiferente perante o tráfico de pessoas, desinteressa-se dos pobres ou procura destruir outro ser humano de que não gosta". LS, 91

A dignidade do ser humano na criação de Deus:

"Não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo não houver no coração ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos" LS 91

Maltratar os animais vai contra a dignidade humana:

"O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas". LS, 92

«o homem moderno não foi educado para o recto uso do poder»

"Tende-se a crer que «toda a aquisição de poder seja simplesmente progresso, aumento de segurança, de utilidade, de bem-estar, de força vital, de plenitude de valores»,83 como se a realidade, o bem e a verdade desabrochassem espontaneamente do próprio poder da tecnologia e da economia. A verdade é que «o homem moderno não foi educado para o recto uso do poder»". LS, 105

fonte: www.zenit.org

Da encíclica, uma exortação para sermos guardiões responsáveis da Terra

Da encíclica, uma exortação para sermos guardiões responsáveis da Terra

Documento pontifício publicado hoje consegue grande acolhimento na Itália



Por Redação

Vaticano, 18 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Poucas horas depois do lançamento, já desfrutava de grande sucesso a encíclica do papa Francisco dedicada à criação e intitulada “Laudato Sì”. Entre as reações positivas, a do bispo de Assis, dom Domenico Sorrentino, que enfatiza o grande envolvimento da cidade-berço de São Francisco, o inspirador do título e dos conteúdos do documento papal.

“Temos a responsabilidade de testemunhar esta grande mensagem seguindo os passos de São Francisco. O papa deu indicações globais que nos permitem identificar o sentido da vida, o sentido da familiaridade, das relações e do bem comum. Se não tivermos este sentido global do mundo e da família, não progrediremos", declarou o bispo.

Dom Sorrentino publicará em breve o livro "Uma ecologia integral, o Cântico do Irmão Sol e a encíclica do papa Francisco sobre a proteção da criação". No texto, o bispo destaca que "a ecologia integral não pode ficar na ecologia das coisas: oikos é a casa, oikos é a vida, a de todos os seres vivos, a da pessoa humana em todas as fases, da concepção até a morte (...) A oikologia que emerge do Cântico e que o papa Francisco recomenda é uma ecologia de 360​​°, uma ecologia ambiental e humana, espiritual e cultural, econômica e social".

O frei Domenico Paoletti (OFM), da Pontifícia Faculdade de Teologia "São Boaventura" - Seraphicum, também manifesta a sua grande admiração pela “amplitude e profundidade da encíclica do papa argentino, que requer uma leitura cuidadosa para evitar a banalização e a sujeição a alguma moda ideológica”.

“O fato de ser um documento muito esperado”, observa Paoletti, “já é um sinal de uma humanidade em busca de luz e de significado em meio a uma crise da qual a destruição do meio ambiente é um sinal e um efeito”. Em particular, ele se concentra no conceito de "ecologia integral", que "significa ecologia total, completa (em oposição a parcial, da qual está cheia certa cultura ambientalista ideológica). Não se pode separar o ambiente do homem e o homem de Deus se, de fato, se quer compreender e viver uma verdadeira ecologia integral: a ecologia humana e a ecologia ambiental caminham juntas, com Deus, para a plenitude e para um abraço total-integral em Deus".

Dom Bruno Forte: "A encíclica 'Laudato Sì' é um presente e uma provocação para toda a humanidade"

Dom Bruno Forte: "A encíclica 'Laudato Sì' é um presente e uma provocação para toda a humanidade"

Um guia para interpretar o documento histórico do papa Francisco e compreender a sua riqueza



Por Redação

Vaticano, 18 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

Na introdução da nova encíclica do papa Francisco, “Laudato Sì”, publicada pela editora italiana La Scuola, o bispo teólogo dom Bruno Forte analisa o texto em detalhes a fim de destacar não só a parte que chama a atenção para a situação do planeta e para a defesa dos pobres do mundo, mas, acima de tudo, a fim de identificar a real "espiritualidade ecológica" de que Francisco de Assis é testemunha eloquente.

"A relevância e a precisão da análise inicial do texto, a força da denúncia inclusive política que ele propõe, o rigor das razões para as propostas apresentadas, tanto teológicas e espirituais quanto racionais, bem como as implicações existenciais sugeridas, fazem desta encíclica um presente e uma provocação para toda a humanidade, da qual me parece que ninguém poderá escapar moralmente", diz a introdução de dom Forte.

Depois do texto integral da encíclica, seguem-se linhas-guias para leitura com autores de diferentes especialidades, como as de Piero Stefani, biblista que escreve sobre "um desafio, problemático em relação à criação e ao Criador, que, a partir desta encíclica, a Igreja pode e deve encarar", e as do historiador Roberto Rusconi, que interpreta a retomada da mensagem de São Francisco pelo papa a fim de propor um relacionamento saudável com a criação, sem esquecer as reflexões de Teilhard de Chardin, também presentes em documentos recentes dos jesuítas.

Seguem-se dois filósofos. O primeiro é o incrédulo Salvatore Natoli, que lê na encíclica um convite à "conversão da mente e do coração" na atualização do louvor que São Francisco faz das criaturas. Para ele, a "laudatio" do Pobrezinho de Assis é a declinação coerente das bem-aventuranças evangélicas, junto com um olhar para o nexo entre riqueza-poder e fome-sede de justiça.

Depois, vem o filósofo católico Dario Antiseri, que, partindo da reflexão econômica franciscana, chega aos privilégios e às distorções denunciadas na encíclica como portadoras de desigualdade. As outras análises da encíclica presentes nessa edição são do educador Fulvio De Giorgi, do jornalista Giovanni Santambrogio e do italianista Piero Gibellini, que estabelece ligações entre a Laudato Sì e o cântico de São Francisco na "leitura" do papa Francisco.

Para o historiador e educador Fulvio De Giorgi, a perspectiva bergogliana é uma "interseção de duas abordagens: uma franciscana, certamente mais pronunciada e óbvia, mas também uma jesuíta-teilhardiana"; a síntese espiritual entre as duas abordagens "está em Cristo Eucaristia". Após a visão geral de Giovanni Santambrogio sobre o meio ambiente e a natureza nos textos dos papas recentes, muito valorizados por Bergoglio, juntamente com os documentos de muitas conferências episcopais, vem um surpreendente ensaio do italianista Piero Gibellini, que analisa o Cântico como "um aviso para se guardar o dom da criação" e, ao mesmo tempo, um baluarte contra as heresias do seu tempo, que condenavam a natureza; um Cântico nascido historicamente também para expressar a "necessidade de perdão e da cobiçada paz, necessária para salvar o mundo e a alma". Quase uma "ponte" entre a encíclica e o iminente Jubileu da Misericórdia.