ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sábado, 2 de julho de 2016

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Posted by Redacao on 1 July, 2016

bento XVI
Exibindo
Exibindo Bento XVI
No novo livro entrevista, que será publicado no próximo dia 9 de setembro, segundo Il Corriere della Sera, Joseph Ratzinger “fala de si mesmo, da sua fé, das fraquezas, da vida privada, dos escândalos e os nós do Papado, explicando as razões da sua opção (de renunciar) – no começo comunicada a poucas pessoas de confiança para evitar os vazamentos – e deixando dúvidas sobre possíveis pressões que o teriam feito deixar o cargo”.

O projeto é da Editora Garzanti junto com o jornal Italiano Il Corriere della Sera. O nome do livro é “Ultime conversazioni” (Últimas conversas), cuja versão italiana terá 240 páginas e foi elaborado a partir do diálogo com o jornalista alemão, Peter Seewald.

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Posted by Redacao on 1 July, 2016

bento XVI
Exibindo
Exibindo Bento XVI
No novo livro entrevista, que será publicado no próximo dia 9 de setembro, segundo Il Corriere della Sera, Joseph Ratzinger “fala de si mesmo, da sua fé, das fraquezas, da vida privada, dos escândalos e os nós do Papado, explicando as razões da sua opção (de renunciar) – no começo comunicada a poucas pessoas de confiança para evitar os vazamentos – e deixando dúvidas sobre possíveis pressões que o teriam feito deixar o cargo”.

O projeto é da Editora Garzanti junto com o jornal Italiano Il Corriere della Sera. O nome do livro é “Ultime conversazioni” (Últimas conversas), cuja versão italiana terá 240 páginas e foi elaborado a partir do diálogo com o jornalista alemão, Peter Seewald.

Programa de celebrações para a canonização de Madre Teresa de Calcutá

Programa de celebrações para a canonização de Madre Teresa de Calcutá

As relíquias da futura santa poderão ser veneradas em várias igrejas da cidade de Roma durante a semana do 4 de setembro

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No próximo dia 4 de setembro, Madre Teresa de Calcutá será canonizada na praça de São Pedro. Para preparar-se espiritualmente para este evento, as missionárias da caridade organizaram em Roma uma série de encontros e celebrações.

A partir da quinta-feira, 1 de setembro e até o dia 7, a Universidade da LUMSA, acolherá a “exposição da vida, o espírito e a mensagem de Madre Teresa”.

Na sexta-feira, 2 de setembro, pela manhã, se celebrará a santa missa em vários idiomas na Basílica de Santa Anastásia no Palatino. Em espanhol será as 10h30, presidida pelo bispo Emílio Carlos Berlie. Depois de cada missa haverá oportunidade de venerar as relíquias da Beata Teresa de Calcutá e será possível confessar-se durante a celebração eucarística. Pela tarde, os peregrinos poderão escolher entre passar pela Porta Santa ou ver a exposição.

Pela noite, a partir das 20h30 até as 22h está prevista uma vigília de oração com adoração solene, presidida pelo cardeal Agostino Vallini e animada pelo Coro da diocese de Roma dirigido por Mons. Marco Frisina. Será na Basílica de São João de Latrão. A oração será para pedir “pela santidade das famílias, pela santidade dos homens e mulheres consagradas e especialmente, pela santidade dos Sacerdotes, ministros da misericórdia”.

No sábado 3 de setembro, pela manhã, na praça de São Pedro acontecerá uma catequese do Santo Padre. Enquanto isso, pela tarde, na Basílica de Santo Andre della Valle, às 17h, está organizado uma oração e meditação musical em honra da Beata Teresa de Calcutá – “Mother” – composta por Marcello Bronzetti. Depois será possível venerar as relíquias e se celebrará a eucaristia as 19h.

O domingo, 4 de setembro, é o dia da canonização, às 10h na praça de São Pedro, que será seguido pelo angelus do Santo Padre.

No dia seguinte, 5 de setembro, será a eucaristia de ação de graças presidida pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, na Praça de São Pedro. A missa será animada pelo coro da diocese de Roma dirigido por monsenhor Marco Frisina. Pela tarde, as relíquias poderão ser veneradas na Basílica de São João de Latrão. E nesse mesmo lugar, poderão ser veneradas durante toda terça-feira, 6 de setembro.

Por fim, nos dias 7 e 8 de setembro, as relíquias poderão ser veneradas na Igreja  de São Gregório Magno al Celio. Também será possível visitar o quarto de Madre Teresa no Convento de São Gregório

Ofensa à sadia autonomia das realidades temporais, e à atuação laical, em pronunciamentos políticos de bispos

Ofensa à sadia autonomia das realidades temporais, e à atuação laical, em pronunciamentos políticos de bispos

Queridos irmãos e irmãs, somos chamados, como batizados, de dar testemunho da nossa fé em Cristo e nos valores cristãos. Nós jamais devemos ser juízes dos nossos irmãos e irmãs, mas serem mestres que eduquem as pessoas para quelas vivam os valores éticos e solidários que dignificam a pessoa humana. Cabe a todos, leigos, clérigos, teólogos e todas as pessoas de boa vontade assumir o seu papel na Igreja e no mundo, mas jamais partidarizar, pois podem corre risco de uma visão equivocada. O texto abaixo pode ser uma luz para o nosso discernimento no nosso agir e no nosso falar. Que a Igreja seja a casa de todos sem nenhuma discriminação e preferência por idealismo ou filosofia politica, social ou humana. (Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

Posted by Paulo Vasconcelos Jacobina on 1 July, 2016


Os leigos não atuam na política por delegação clerical, mas em nome próprio. Assim, quando um bispo, mormente em nome da Conferência Episcopal, denuncia um “golpe” ou o rompimento da ordem institucional e jurídica ali onde ela não existiu, invade o que não é de sua atribuição e desconsidera, de modo injusto, a responsabilidade política dos leigos católicos.

Recentemente, o Papa Francisco declarou, de modo muito veemente, que “a porta de entrada Igreja é o batismo, e não a ordenação episcopal ou sacerdotal” (Discurso do Papa Francisco aos 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano, 17 de junho de 2016). Assim, fica afastada qualquer possibilidade de que a Igreja caia num clericalismo, vale dizer, que os sacerdotes, em razão de sua condição de ordenado, imagine-se mais competente ou mais capaz do que os leigos batizados para aquilo que é próprio dos leigos, ou seja, o papel de, “por vocação própria, buscar o reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias ordinárias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. 

Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através do cumprimento do próprio dever, guiados pelo espírito evangélico; e a manifestarem Cristo aos outros antes e mais nada com o testemunho da vida e com o fulgor da sua fé, esperança e caridade.” Aos leigos compete “muito especialmente esclarecer e ordenar todas as coisas temporais, com que estão intimamente comprometidos, de tal maneira que sempre se realizem segundo o espírito de Cristo, se desenvolvam e louvem o Criador e o Redentor.” (Vaticano II, Constituição Lumen Gentium, n.º 31). Os leigos não exercem este papel por delegação do clero, mas  em nome próprio. Por isto, todo cuidado e toda responsabilidade é necessária, por parte do clero, quando vai denunciar, opinar ou mesmo se manifestar em tais assuntos. 

As manifestações do clero sobre estes assuntos fazer presumir a insuficiência dos leigos, ou seu equívoco, e portanto equivale a um corretivo. E por isso deve ser usado com extrema cautela. Sob pena de, ao confundir seu papel clerical com suas próprias preferências partidárias, o clérigo ofender, desnecessariamente, aos leigos e à sua luta legítima.

Mesmo porque, em muitos casos, e de modo acidental, somente o clero tem a possibilidade de fazer tais denúncias. Cito como exemplo a situação insustentável da Venezuela, comandada por um governo desastroso, em que o papel do clero tem sido essencial para alertar o mundo, já que os leigos, oprimidos por um socialismo destrutivo, não podem exercer a contento o seu papel ali. Quando o clero se esquece de que este papel é estritamente excepcional, e se mete diretamente na política, valendo-se da sua posição eclesial para promover suas próprias preferências partidárias, invade aquilo que é distinto e pode agir de modo, até, ofensivo. Além de perder credibilidade para quando as denúncias forem realmente necessárias.

A normalidade democrática brasileira e a necessidade de que o clero respeite o laicato em sua esfera legítima.

Algo diferente acontece no Brasil. Aqui, temos um Judiciário funcionando livremente, um Ministério Público atuante, um Poder Legislativo democraticamente eleito e um Poder Executivo comandado por um vice-presidente – em interinidade – também democraticamente eleito pela mesma coligação que elegeu a presidente ora afastada. Este afastamento deu-se por procedimento previsto na Constituição, monitorado pela Imprensa, debatido ao vivo, e cuja instrução ainda não acabou. A presidente afastada permanece no Palácio Presidencial, com seu Staff, e circula nacional e internacionalmente com toda a liberdade. Dispõe de estrutura partidária e apoio político de dois ou três partidos, diversos parlamentares discursam diuturnamente em seu favor e toda a estrutura estatal está sendo presidida pelo vice da chapa eleita com a própria presidente afastada, que exerce o seu mandato com pleno respeito à Constituição.

Causa preocupação, portanto, que um Bispo, com alto escalão na CNBB e falando como tal, venha agora publicamente fazer afirmações tais como a de que houve um “golpe” no Brasil, ou de que o atual governo não tem legitimidade ou suporte constitucional. Ao fazê-lo, ele não simplesmente ofende todos os batizados que trabalham no Estado, como toda a classe política que também é composta de eventuais bons católicos e no limite, ofende a todos os brasileiros que se esforçam por cumprir a lei e obedecer ao governo. Porque, no limite, a um governo golpista ou ilegal, que tivesse se instalado mediante desrespeito à Constituição, nós, leigos católicos – em especial os que fazem parte da magistratura, como eu – teríamos o dever de resistir, para fazer prevalecer a ordem lesada. 

Mas apontar golpe onde não houve, mormente valendo-se de condição episcopal ou de membro de conferência sacerdotal, sem apontar muito especificamente em que se fundamenta, é induzir o rebanho a desrespeitar o quarto mandamento, conforme o § 2199 do Catecismo da Igreja Católica: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos nas suas relações com o pai e a mãe, porque esta relação é a mais universal. Mas diz respeito igualmente às relações de parentesco com os membros do grupo familiar. Exige que se preste honra, afeição e reconhecimento aos avós e antepassados. E, enfim, extensivo aos deveres dos alunos para com os professores, dos empregados para com os patrões, dos subordinados para com os chefes e dos cidadãos para com a pátria e para com quem os administra ou governa.”

Prudência e discernimento são essenciais.

Quando há um rompimento institucional, o clero é essencial para denunciá-lo, mormente quando os leigos estão manietados. Mas valer-se da condição clerical para levantar questões políticas desfundamentadas é um desses usos desnecessários do múnus profético da Igreja, que o enfraquece e desmoraliza para quando ele for realmente necessário. E ofende desnecessariamente os leigos católicos, tão filhos da Igreja quanto qualquer clérigo. Se discernimento é a palavra-chave do pontificado do Papa Francisco, temos o direito de pedi-lo também aos nossos bispos, especialmente quando falam pela CNBB.

fonte:
ZENIT
Foto do perfil de ZENIT
info@zenit.org

quarta-feira, 29 de junho de 2016

São Pedro e São Paulo

São Pedro e São Paulo

Posted by Fernanda Mendes de Souza on 29 June, 2016

Santi Pietro e Paolo
Hoje a Igreja de Roma festeja as suas santas raízes, celebrando os Apóstolos Pedro e Paulo.

Que Pedro e Paulo são marcas singulares na história da Igreja, disto ninguém dúvida. Que Pedro e Paulo viveram com afinco a ordem de Jesus, “ide pelo mundo e pregai o Evangelho”, disto também não temos dúvida.

Pedro e Paulo assumiram suas missões de proclamar o Evangelho de Cristo até o martírio. Com personalidade totalmente diferentes. Porém, algo me chama atenção: três pontos em comum que vejo em Pedro, Paulo, eu e você.

O Passado. Quem é Pedro? Pedro era um pescador, possuía uma pequena atividade de pesca no lago de Genesaré, e sentia-se atraído por um sincero interesse religioso, por um desejo de Deus… Era um judeu crente e praticante, convencido da presença ativa de Deus na história do seu povo. E tem um detalhe importante: Pedro na verdade é o nome dado pelo próprio Cristo, “Petros”, “pedra”, “rocha”. Onde Jesus escolheu para fundar a sua Igreja.
E Paulo por sua vez, Saulo de Tarso até ter seu nome também mudado por Jesus, e agora Jesus Ressuscitado. Paulo era um judeu e foi jovem para Jerusalém para estudar a fundo a Lei de Moisés aos pés do grande rabino Gamaliel. Havia aprendido também um profissão manual e rude, a fabricação de tendas. Paulo também era um judeu zeloso e colocava no centro a Lei de Deus. Porém, a pessoa de Jesus, crucificado e ressuscitado, num primeiro momento, como judeu zeloso que era, considerou inaceitável e até escandalosa a mensagem de que Jesus era a remissão dos pecadores. Por isso mesmo se sentiu no dever de perseguir os seguidores de Cristo até fora de Jerusalém.

O Encontro. Ambos tiveram com Jesus um encontro que mudaram suas existências. O ponto de partida para a missão de Pedro acontece num dia qualquer, enquanto Pedro estava envolvido em seu trabalho de pescador. Jesus se encontrava no lago de Genesaré, e a multidão apinha-se a seu lado para escutá-Lo, até que Jesus vê duas barcas, e entra na barca que estava Simão Pedro, e Jesus lhe pede que afastasse um pouco a barca da margem. Ou seja: Jesus desejava tirar Pedro da superficialidade do primeiro encontro com Pedro que havia acontecido quando André seu irmão, o leva para conhecer Jesus. Jesus desejava profundidade neste encontro. E ali, sentado nesta cátedra improvisada, Jesus pede pra Simão para que lançasse as redes em águas mais profundas para a pesca. Simão respondeu: “Mas Mestre, tentamos a noite inteira e não pescamos nada. Mas em atenção à tua palavra, eu lançarei as redes.” (Lucas 5: 4-5). E Jesus depois lança uma frase aterradora no coração de Pedro: “Pedro, não temas! Doravante serás pescadores de homens.” (Lucas 5: 10)
E Saulo de Tarso, há o encontro com Saulo se deu justamente a caminho de Damasco onde iria para continuar sua perseguição aos Cristãos. Paulo literalmente cai do seu cavalo. O objetivo de Saulo era ir para Damasco com o fim de levar presos para Jerusalém todos os homens e mulheres que achasse seguidores de Jesus. E quem na verdade ficou “preso” foi o próprio Saulo, quando encontra com Jesus Ressuscitado que o conduz a Damasco para ali tocar e mudar radicalmente toda a sua vida.

A Cura. Sim! Para seguir Jesus não basta o passado e o encontro, mas é necessário a cura de coração. Tanto Pedro quanto Paulo, carregavam feridas em seus corações. Feridas essas que somente Jesus poderia alcançá-las. Pedro carregava em seu coração uma amargura grande por ter negado Jesus por três vezes. Justamente aquele Jesus que conviveu de perto, que testemunhou ao vivo e a cores suas palavras, seus milagres, sua vida. E Jesus sabia que para Pedro cumprir a missão que Ele reservava a Pedro, era preciso curar aquela amargura de Pedro. (Recomendo fortemente que você assista no youtube uma pregação do Padre Léo onde ele narra essa cura de uma maneira comovente e curadora para os nosso corações. A pregação você encontra com o título “A cura do coração de Pedro”).
E a cura do coração de Paulo começa acontecer justamente no caminho que o levava para aquela meta de perseguir os cristãos. Mas vou deixar o próprio Papa Francisco narrar essa história:

“Paulo é envolvido por uma luz potente, sente uma voz que o chama, cai e fica momentaneamente cego. Saulo o forte, o seguro, estava no chão. Naquela condição compreende a sua verdade: não era um homem como Deus queria, porque Deus criou todos nós para estarmos em pé, com a cabeça erguida. Mas a voz do céu não diz apenas “Por que me segues?”, mas o convida a se levantar. E quando começou a se erguer, não conseguia e percebeu que estava cego, naquele momento havia perdido a visão. ‘E se deixou guiar’. O coração começou a se abrir. Assim, levando-o pela mão, os homens que estavam com ele o conduziram a Damasco, onde por três dias não pôde ver, não comeu e nem bebeu. Este homem estava no chão, mas logo entendeu que deveria aceitar esta humilhação. A humilhação é o caminho para abrir o coração. Quando o Senhor nos envia humilhações ou permite que elas venham, é justamente para isso: para que o coração se abra, seja dócil, se converta ao Senhor Jesus”. Explicou Francisco em sua homilia no dia 15 de abri deste ano.

Termino com certeza no coração, de que celebrar a solenidade de São Pedro e São Paulo neste dia de hoje é um convite para uma reflexão profunda da minha história com Jesus. Hoje é um bom dia para nos perguntarmos: Quem somos? Qual a nossa história? Onde está o encontro com Jesus nessa história? Quais as curas Jesus já realizou em nós? E quais as curas nós ainda precisamos permitir que Ele realize?

Que São Paulo e São Pedro, rogue por nós!

Amém!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Papa Francisco: “Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas”

Papa Francisco: “Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas”

Posted by Thácio Siqueira on 27 June, 2016

Papa Francisco
Voltando da Armênia o Papa Francisco, como de costume, deu uma coletiva de imprensa no avião. De forma espontânea o Pontífice abarcou diversos temas que, possivelmente, nessa noite estarão dando a volta ao mundo segundo as interpretações de cada mídia. Em resumo eis algumas passagens do Pontífice:

Ideias principais do papa sobre Brexit, uso da palavra ‘genocídio’, dois papas no vaticano e concílio Pan-ortodoxo

“O passo que a Ue deve dar para reencontrar a força das suas raízes é um passo de criatividade e também de sadia “desunião”, ou seja, dar mais independência e mais liberdade aos Países da União, pensar em outra forma de união. É preciso ser criativos na oferta de trabalho, na economia […] Há algo errado naquela União maciça, mas não joguemos fora a criança junto com a água suja e procuremos recriar. Criatividade e fecundidade são as duas palavras chaves para a União Europeia”.

O governo Turco ofendeu-se mais uma vez com a palavra que o Papa usou. Entre a explicação de Francisco ele disse que “Nunca falei a palavra ‘genocídio’ com tom ofensivo, mas objetivo”.

A respeito dos “dois papas” no Vaticano, disse: “Só há um Papa, o outro é emérito. Talvez no futuro possam ter dois ou três, mas são eméritos”.

Sobre o concílio Pan-Ortodoxo “As coisas que justificaram a falta de participação de algumas Igrejas (ao concílio Pan-Ortodoxo) são sinceras, sãos coisas que podem ser resolvidas […] No próximo terão mais”.

Sobre Lutero e a Reforma Protestantes

“Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas, era um reformador, talvez alguns métodos não foram corretos, mas naquele tempo, se lemos a história do Pastor – um alemão luterano que se converteu e se fez católico – vemos que a Igreja não era precisamente um modelo a imitar: havia corrupção, mundanismo, apego à riqueza e ao poder. E por isso ele protestou, era inteligente e deu um passo adiante justificando porquê o fazia. Hoje protestantes e católicos estamos de acordo na doutrina da justificação: neste ponto tão importante não havia errado. Ele fez um remédio para a Igreja, depois esse remédio se consolidou em um estado de coisas, em uma disciplina, em um modo de fazer, de crer, e depois estava Zwinglio, Calvino e detrás deles haviam os princípios, “cuius regio eius religio”. Temos que colocar-nos na história daquele tempo, não é fácil entender. Depois as coisas seguiram adiante, aquele documento sobre a justificação é um dos mais ricos. Existem divisões, mas dependem também das Igrejas. Em Buenos Aires haviam duas igrejas luteranas e pensavam de forma diferente, também na Igreja luterana não existe unidade. A diversidade é o que talvez nos fez tanto mal a todos e hoje procuramos o caminho para encontrar-nos depois de 500 anos. Eu acho que o primeiro que devemos fazer é rezar juntos. Depois devemos trabalhar pelos pobres, os refugiados, tantas pessoas sofrendo, e, por fim, que os teólogos estudem juntos procurando… Este é um caminho longo. Certa vez disse brincando: eu sei quando será o dia da unidade plena, o dia depois da vinda do Senhor. Não sabemos quando o Espírito Santo fará esta graça. Mas, enquanto isso, devemos trabalhar juntos pela paz”.

Sobre os gays e cultura cristã

“Eu repito o Catecismo: estas pessoas não devem ser discriminadas, devem ser respeitadas e acompanhadas pastoralmente. Pode-se condenar, não por motivos ideológicos, mas por motivos de comportamento político, certas manifestações muito ofensivas para os demais. Mas estas coisas não têm nada a ver, o problema é uma pessoa que tem aquela condição, que tem boa vontade e que procura a Deus. Quem somos nós para julgar? Devemos acompanhar bem, segundo o que diz o Catecismo. Depois existem tradições em alguns Países e culturas que têm uma mentalidade diferente sobre este problema. Eu creio que Igreja, ou melhor, os cristãos, porque a Igreja é santa, não só devem pedir desculpa como disse aquele cardeal “marxista” (refere-se ao Cardeal Marx, nde)… mas devem pedir desculpa também aos pobres, às mulheres e às crianças abusadas, devem pedir desculpa por ter abençoado tantas armas, por não terem acompanhado tantas famílias. Eu me lembro, de criança, daquela cultura católica fechada de Buenos Aires: não se podia entrar em casa de divorciados. Estou falando de oitenta anos atrás. A cultura mudou e graças a Deus, como cristãos, devemos pedir tantas desculpas, não só sobre isso: perdão Senhor, é uma palavra que esquecemos. O sacerdote “patrão” e não o sacerdote pai, o sacerdote que bate e não o sacerdote que abraça e perdoa… mas existem tantos santos sacerdotes capelães nos hospitais e nas prisões, mas estes não são vistos, porque a santidade tem pudor. Pelo contrário a falta de pudor é indiscreta e se mostra. Tantas organizações, com pessoas boas e pessoas não tão boas. Nós cristãos temos também muitas Teresas de Calcutá… Não devemos escandalizar-nos, esta é a vida da Igreja. Todos nós somos santos porque temos o Espírito Santo, mas somos todos pecadores, eu em primeiro lugar”.

Diaconisas e falsas notícias

Sobre a questão das diaconisas o Papa afirmou ter ficado bravo quando abriu os jornais e viu escrito “A Igreja abre às diaconisas”. “Me senti um pouco bravo – afirmou – porque isso não é dizer a verdade das coisas” […] Um ano e meio atrás fiz uma comissão de mulheres teólogas que trabalharam com o cardeal Rylko, e fizeram um bom trabalho […] “Para mim a função da mulher não é tão importante quanto o seu pensamento, que pensa de forma diferente do homem e não é possível tomar uma boa decisão sem consultar mulheres, como eu fazia em Buenos Aires”.

Papa Francisco: “Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas”

Papa Francisco: “Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas”

Posted by Thácio Siqueira on 27 June, 2016

Papa Francisco
Voltando da Armênia o Papa Francisco, como de costume, deu uma coletiva de imprensa no avião. De forma espontânea o Pontífice abarcou diversos temas que, possivelmente, nessa noite estarão dando a volta ao mundo segundo as interpretações de cada mídia. Em resumo eis algumas passagens do Pontífice:

Ideias principais do papa sobre Brexit, uso da palavra ‘genocídio’, dois papas no vaticano e concílio Pan-ortodoxo

“O passo que a Ue deve dar para reencontrar a força das suas raízes é um passo de criatividade e também de sadia “desunião”, ou seja, dar mais independência e mais liberdade aos Países da União, pensar em outra forma de união. É preciso ser criativos na oferta de trabalho, na economia […] Há algo errado naquela União maciça, mas não joguemos fora a criança junto com a água suja e procuremos recriar. Criatividade e fecundidade são as duas palavras chaves para a União Europeia”.

O governo Turco ofendeu-se mais uma vez com a palavra que o Papa usou. Entre a explicação de Francisco ele disse que “Nunca falei a palavra ‘genocídio’ com tom ofensivo, mas objetivo”.

A respeito dos “dois papas” no Vaticano, disse: “Só há um Papa, o outro é emérito. Talvez no futuro possam ter dois ou três, mas são eméritos”.

Sobre o concílio Pan-Ortodoxo “As coisas que justificaram a falta de participação de algumas Igrejas (ao concílio Pan-Ortodoxo) são sinceras, sãos coisas que podem ser resolvidas […] No próximo terão mais”.

Sobre Lutero e a Reforma Protestantes

“Acredito que as intenções de Lutero não tenham sido erradas, era um reformador, talvez alguns métodos não foram corretos, mas naquele tempo, se lemos a história do Pastor – um alemão luterano que se converteu e se fez católico – vemos que a Igreja não era precisamente um modelo a imitar: havia corrupção, mundanismo, apego à riqueza e ao poder. E por isso ele protestou, era inteligente e deu um passo adiante justificando porquê o fazia. Hoje protestantes e católicos estamos de acordo na doutrina da justificação: neste ponto tão importante não havia errado. Ele fez um remédio para a Igreja, depois esse remédio se consolidou em um estado de coisas, em uma disciplina, em um modo de fazer, de crer, e depois estava Zwinglio, Calvino e detrás deles haviam os princípios, “cuius regio eius religio”. Temos que colocar-nos na história daquele tempo, não é fácil entender. Depois as coisas seguiram adiante, aquele documento sobre a justificação é um dos mais ricos. Existem divisões, mas dependem também das Igrejas. Em Buenos Aires haviam duas igrejas luteranas e pensavam de forma diferente, também na Igreja luterana não existe unidade. A diversidade é o que talvez nos fez tanto mal a todos e hoje procuramos o caminho para encontrar-nos depois de 500 anos. Eu acho que o primeiro que devemos fazer é rezar juntos. Depois devemos trabalhar pelos pobres, os refugiados, tantas pessoas sofrendo, e, por fim, que os teólogos estudem juntos procurando… Este é um caminho longo. Certa vez disse brincando: eu sei quando será o dia da unidade plena, o dia depois da vinda do Senhor. Não sabemos quando o Espírito Santo fará esta graça. Mas, enquanto isso, devemos trabalhar juntos pela paz”.

Sobre os gays e cultura cristã

“Eu repito o Catecismo: estas pessoas não devem ser discriminadas, devem ser respeitadas e acompanhadas pastoralmente. Pode-se condenar, não por motivos ideológicos, mas por motivos de comportamento político, certas manifestações muito ofensivas para os demais. Mas estas coisas não têm nada a ver, o problema é uma pessoa que tem aquela condição, que tem boa vontade e que procura a Deus. Quem somos nós para julgar? Devemos acompanhar bem, segundo o que diz o Catecismo. Depois existem tradições em alguns Países e culturas que têm uma mentalidade diferente sobre este problema. Eu creio que Igreja, ou melhor, os cristãos, porque a Igreja é santa, não só devem pedir desculpa como disse aquele cardeal “marxista” (refere-se ao Cardeal Marx, nde)… mas devem pedir desculpa também aos pobres, às mulheres e às crianças abusadas, devem pedir desculpa por ter abençoado tantas armas, por não terem acompanhado tantas famílias. Eu me lembro, de criança, daquela cultura católica fechada de Buenos Aires: não se podia entrar em casa de divorciados. Estou falando de oitenta anos atrás. A cultura mudou e graças a Deus, como cristãos, devemos pedir tantas desculpas, não só sobre isso: perdão Senhor, é uma palavra que esquecemos. O sacerdote “patrão” e não o sacerdote pai, o sacerdote que bate e não o sacerdote que abraça e perdoa… mas existem tantos santos sacerdotes capelães nos hospitais e nas prisões, mas estes não são vistos, porque a santidade tem pudor. Pelo contrário a falta de pudor é indiscreta e se mostra. Tantas organizações, com pessoas boas e pessoas não tão boas. Nós cristãos temos também muitas Teresas de Calcutá… Não devemos escandalizar-nos, esta é a vida da Igreja. Todos nós somos santos porque temos o Espírito Santo, mas somos todos pecadores, eu em primeiro lugar”.

Diaconisas e falsas notícias

Sobre a questão das diaconisas o Papa afirmou ter ficado bravo quando abriu os jornais e viu escrito “A Igreja abre às diaconisas”. “Me senti um pouco bravo – afirmou – porque isso não é dizer a verdade das coisas” […] Um ano e meio atrás fiz uma comissão de mulheres teólogas que trabalharam com o cardeal Rylko, e fizeram um bom trabalho […] “Para mim a função da mulher não é tão importante quanto o seu pensamento, que pensa de forma diferente do homem e não é possível tomar uma boa decisão sem consultar mulheres, como eu fazia em Buenos Aires”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

2 Irmãos MOC-MG

Imagem do Morro Dois Irmãos 
Montes Claros, Norte Sertanejo de Minas Gerais
11 de janeiro de 2009, às 16h27min 

domingo, 19 de junho de 2016

Minha vida é andar por este país


Ficção ou Realidade

Era final de tarde de domingo em Montes Claros, Norte de Minas Gerais. Dois adolescentes moradores de rua desciam a Rua Dom Pedro II, no centro comercial da cidade. As ruas centrais do município norte-mineiro costumam ficar praticamente desertas nos finais de semana. Os dois adolescentes param ao lado de uma agência de viagens e conversam com um vigia.

- Moço, me dá dinheiro?, pede um dos adolescentes.

- Mas, menino, pra que você quer dinheiro?

De imediato, o garoto responde.

- Sou menino não, seu moço! Sou menina...  quer dizer, sou menino e menina, mas prefiro ser menina...

- Mas é?!, surpreende-se o vigia.

- Preciso de dinheiro pra voltar pra Lontra, minha terra... Cheguei a Montes Claros nesta última semana e não conheço ninguém nesta cidade... Conheci esse outro menino que me arranjou banho, roupa, comida em uma casa de passagem daqui... 

Logo o vigia tira dois reais do bolso e dá pra menina. Satisfeita, ela diz que vai tentar carona com um caminhoneiro...


- Daqui a pouco, pra compensar o caminhoneiro pela carona, dou pra ele... Mas, cê sabe, né?! Ele também vai ter que deixar eu comer ele...