ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Urbi et Orbi: dizer «não» à guerra, viagem sem destino, loucura indesculpável, pede o Papa

 Urbi et Orbi: dizer «não» à guerra, viagem sem destino, loucura indesculpável, pede o Papa

Neste Natal, o Papa na Mensagem e Bênção Urbi et Orbi da sacada central da Basílica de São Pedro: "Isaías, que profetizara o Príncipe da paz, deixou escrito que virá um dia em que «uma nação não levantará a espada contra outra»; um dia em que os homens «não se adestrarão mais para a guerra», mas «transformarão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices» (2, 4). Com a ajuda de Deus, esforcemo-nos para que se aproxime esse dia!"

"Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

O olhar e o coração dos cristãos de todo o mundo estão voltados para Belém; lá, onde nestes dias reinam a dor e o silêncio, ressoou o anúncio esperado há séculos: «Nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 11). Trata-se das palavras do anjo no céu de Belém, que são dirigidas também a nós. Enche-nos de confiança e esperança saber que o Senhor nasceu para nós; que a Palavra eterna do Pai, o Deus infinito, fixou a sua morada entre nós. Fez-Se carne, veio «habitar connosco» (Jo 1, 14): esta é a notícia que muda o curso da história!

O anúncio de Belém é o anúncio duma «grande alegria» (Lc 2, 10). Qual alegria? Não a felicidade passageira do mundo, nem a alegria da diversão, mas uma alegria «grande» porque nos faz «grandes». De facto hoje nós, seres humanos, com as nossas limitações, abraçamos a certeza duma esperança inaudita: a esperança de termos nascido para o Céu. Sim, Jesus nosso irmão veio fazer do Seu Pai o nosso Pai: Menino frágil, revela-nos a ternura de Deus e muito mais… Ele, o Unigênito do Pai, dá aos homens o «poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1, 12). Eis a alegria que consola o coração, renova a esperança e dá a paz: é a alegria do Espírito Santo, a alegria de ser filhos amados.

Irmãos e irmãs, hoje em Belém, por entre as trevas da terra, acendeu-se esta chama inextinguível; hoje, sobre as trevas do mundo, prevalece a luz de Deus, que «a todo o homem ilumina» (Jo 1, 9): alegremo-nos por esta graça! Alegra-te, tu que te vês falho de confiança e de certezas, porque não estás sozinho, não estás sozinha: Cristo nasceu para ti! Alegra-te, tu que perdeste a esperança, porque Deus te estende a mão: não aponta o dedo contra ti, mas oferece-te a sua mãozinha de Menino para te libertar dos medos, aliviar-te das canseiras e mostrar-te que, aos olhos d’Ele, vales mais do que qualquer outra coisa. Alegra-te, tu que tens a paz no coração, porque se cumpriu para ti a antiga profecia de Isaías: «Um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado (…) e o seu nome é: (…) Príncipe da paz» (9, 5). Com Ele, «a paz não terá fim» (9, 6).

Na Sagrada Escritura, ao Príncipe da paz opõe-se o «príncipe deste mundo» (Jo 12, 31), que, semeando a morte, atua contra o Senhor, «amante da vida» (Sab 11, 26). Vemo-lo atuar em Belém, quando, depois do nascimento do Salvador, se verifica a matança dos inocentes. Quantas matanças de inocentes no mundo! No ventre materno, nas rotas dos desesperados à procura de esperança, nas vidas de muitas crianças cuja infância é devastada pela guerra. São os pequeninos Jesus de hoje.

Deste modo dizer «sim» ao Príncipe da paz significa dizer «não» à guerra, a toda a guerra, à própria lógica da guerra, que é viagem sem destino, derrota sem vencedores, loucura indesculpável. Mas, para dizer «não» à guerra, é preciso dizer «não» às armas. Com efeito, se o homem, cujo coração é instável e está ferido, encontrar instrumentos de morte nas mãos, mais cedo ou mais tarde usá-los-á. E como se pode falar de paz, se cresce a produção, a venda e o comércio das armas? Hoje, como no tempo de Herodes, as conspirações do mal, que se opõem à luz divina, movem-se à sombra da hipocrisia e do escondimento. Quantos massacres armados acontecem num silêncio ensurdecedor, ignorados de tantos! O povo, que não quer armas mas pão, que tem dificuldade em acudir às despesas quotidianas, ignora quanto dinheiro público é destinado a armamentos. E, contudo, devia sabê-lo! Fale-se disto, escreva-se sobre isto, para que se conheçam os interesses e os lucros que movem os cordelinhos das guerras.

Isaías, que profetizara o Príncipe da paz, deixou escrito que virá um dia em que «uma nação não levantará a espada contra outra»; um dia em que os homens «não se adestrarão mais para a guerra», mas «transformarão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices» (2, 4). Com a ajuda de Deus, esforcemo-nos para que se aproxime esse dia!

Aproxime-se em Israel e na Palestina, onde a guerra abala a vida daquelas populações. A todas abraço, em particular às comunidades cristãs de Gaza e de toda a Terra Santa. Trago no coração a dor pelas vítimas do execrável atentado de 7 de outubro passado, e renovo um premente apelo pela libertação de quantos se encontram ainda reféns. Suplico que cessem as operações militares, com o seu espaventoso rasto de vítimas civis inocentes, que se ponha remédio à desesperada situação humanitária, possibilitando a entrada das ajudas. Não se continue a alimentar violência e ódio, mas avance-se no sentido duma solução para a questão palestiniana, através dum diálogo sincero e perseverante entre as Partes, sustentado por uma forte vontade política e pelo apoio da comunidade internacional.

Depois o meu pensamento volta-se para a população da atribulada Síria, bem como para a do Iêmen, mergulhada no sofrimento. Penso no amado povo libanês e rezo para que possa em breve encontrar estabilidade política e social.

Com os olhos fixos no Menino Jesus, imploro a paz para a Ucrânia. Renovemos a nossa proximidade espiritual e humana ao seu martirizado povo, para que, graças ao apoio de cada um de nós, possa sentir o amor concreto de Deus.

Aproxime-se o dia da paz definitiva entre a Arménia e o Azerbaijão. Seja ela favorecida através da prossecução das iniciativas humanitárias, o regresso dos deslocados às suas casas na legalidade e em segurança, e o respeito mútuo pelas tradições religiosas e locais de culto de cada comunidade.

Não esqueçamos as tensões e os conflitos que transtornam a região do Sahel, o Chifre de África, o Sudão, bem como os Camarões, a República Democrática do Congo e o Sudão do Sul.

Aproxime-se o dia em que serão reforçados os laços fraternos na península coreana, abrindo percursos de diálogo e reconciliação que possam criar as condições para uma paz duradoura.

O Filho de Deus, feito humilde Menino, inspire as autoridades políticas e todas as pessoas de boa vontade do continente americano para se encontrarem soluções idóneas a fim de superar os dissídios sociais e políticos, lutar contra as formas de pobreza que ofendem a dignidade das pessoas, aplanar as desigualdades e enfrentar o doloroso fenómeno das migrações.

Reclinado no presépio, o Menino pede-nos para sermos voz de quem não tem voz: a voz dos inocentes, que morreram por falta de água e pão; voz de quantos não conseguem encontrar emprego ou que o perderam; voz de quem é constrangido a abandonar a sua terra natal à procura dum futuro melhor, arriscando a vida em viagens extenuantes e à mercê de traficantes sem escrúpulos.

Irmãos e irmãs, aproxima-se o tempo de graça e esperança do Jubileu, que vai começar dentro de um ano. Que este período de preparação seja ocasião para converter o coração; dizer «não» à guerra e «sim» à paz; responder com alegria ao convite do Senhor que nos chama, como profetizou Isaías, «para levar a boa-nova aos pobres, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros» (61, 1).

Estas palavras cumpriram-se em Jesus (cf. Lc 4, 18), hoje nascido em Belém. Acolhamo-Lo, abramos o coração a Ele, o Salvador, o Príncipe da paz!"

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-12/papa-francisco-mensagem-natal-bencao-urbi-et-orbi-dezembro-2023.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

domingo, 24 de dezembro de 2023

As Guerras ofuscam a vida que Deus quer para todos

As Guerras ofuscam a vida que Deus quer para todos


 


A humanidade está assistindo guerras, violências de toda ordem e mortes avassaladoras. Um ferida que não cicatriz no tempo presente. É o horror que milhares de pessoas passam. As guerras ofusca a vida que Deus quer para todos. Natal é a manifestação de Deus encarnado, Um Deus que se faz um de nós menos no pecado.

 A lição do Natal deve ecoar a todos os cantos do mundo. Um amor que se encarna entre nós e se coloca na manjedoura, lugar simples e humilde mas cheio de da Luz. Muitos lugares se fazem presépios. Muitos bonitos e significativos. Faz 800 que são Francisco fez o primeiro presépio a onde Deus quis se instalar por primeiro.

Este ano na faixa de Gaza fizeram um presépio, colocando jesus menino nos escombros das construções destruídas pela guerra.

“Para os organizadores do presépio, aquele Jesus representa as milhares de crianças enterradas sob os escombros em Gaza, número que nem sequer se conhece até agora… “- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2023/12/24/belem-tem-presepio-de-escombros-relator-da-onu-denuncia-genocidio-em-gaza.htm?cmpid=copiaecola

 

É muito significativo, pois milhares de crianças foram mortas devido a maldade dos poderosos do nosso tempo. Devemos seguir o exemplo do nosso Deus que sendo poderoso se deixa esvaziar para assumir a nossa humanidade. É um Deus presente, um Deus conosco. A mesa da palavra e da Eucaristia se fazem presente na mesa dos pobres que sabem partilhar os alimentos e a vida.

Como O Papa Francisco nos falou hoje na missa da noite de Natal: "Como os pastores que deixaram os seus rebanhos, deixa o recinto das tuas melancolias e abraça a ternura do Deus Menino. Sem máscaras nem couraças, confia-Lhe os teus cansaços, e Ele cuidará de ti: Ele, que se fez carne, espera, não as tuas performances de sucesso, mas o teu coração aberto e confiado", disse Francisco em sua homilia da missa da noite de Natal”.

Assim é o nosso Deus e nos faz um convite ir nas periferias do mundo, nas beléns de hoje onde Jesus se faz presente nos gestos de amor, de partilha, de solidariedade e de perdão. Uma fala do Papa Francisco nos chama atenção que é: “ o amor que muda a história”. Sejamos missionário do Evangelho de Cristo e do amor de Deus a todos os lugares.

Que essa noite seja para todos nós momentos de silencio e contemplação a menino Deus que tem os braços abertos para acolher a todos sem nenhuma distinção de raças, religião e opção de vida.

Feliz Natal a todos. Nunca sintam só, temos um Deus conosco que caminha com nossa humanidade, nos dando força e coragem para prosseguir na construção do Reino de Deus em todos os cantos do mundo.

Tudo por Jesus nada sem Maria1 Servus Christi semper!

José B. Schumann

O Papa: Natal, inaudita ternura de Deus que salva o mundo encarnando-se

O Papa: Natal, inaudita ternura de Deus que salva o mundo encarnando-se



"Como os pastores que deixaram os seus rebanhos, deixa o recinto das tuas melancolias e abraça a ternura do Deus Menino. Sem máscaras nem couraças, confia-Lhe os teus cansaços, e Ele cuidará de ti: Ele, que se fez carne, espera, não as tuas performances de sucesso, mas o teu coração aberto e confiado", disse Francisco em sua homilia da missa da noite de Natal.

Francisco iniciou sua homilia, enfatizado as seguintes palavras do Evangelista Lucas: «O recenseamento de toda a terra». "Este é o contexto em que nasce Jesus e no qual se detém o Evangelho. Podia limitar-se a uma rápida alusão, mas ao contrário fala dele com grande esmero. Assim, faz surgir um grande contraste: enquanto o imperador conta os habitantes do mundo, Deus entra nele quase às escondidas; enquanto quem manda procura colocar-se entre os grandes da história, o Rei da história escolhe o caminho da pequenez. Nenhum dos poderosos se dá conta d’Ele; apenas alguns pastores, colocados à margem da vida social", disse o Papa.

"Nesta noite, irmãos e irmãs, podemos perguntar-nos: Em que Deus acreditamos? No Deus da encarnação ou no da performance? Sim, porque há o risco de viver o Natal tendo na cabeça uma ideia pagã de Deus, como se fosse um patrão poderoso que está no céu; um deus que se alia com o poder, o sucesso mundano e a idolatria do consumismo", sublinhou Francisco.

Fixemos o Menino, olhemos para a sua manjedoura

O Pontífice convidou a olhar para o «Deus vivo e verdadeiro». "Ele que está para além de todo o cálculo humano, no entanto, deixa-se recensear pelos nossos registos; Ele que revoluciona a história, habitando nela; Ele que nos respeita até ao ponto de nos permitir rejeitá-Lo; Ele que apaga o pecado assumindo a responsabilidade pelo mesmo, que não tira a dor, mas a transforma, que não nos tira os problemas da vida, mas dá às nossas vidas uma esperança maior do que os problemas. Deseja tanto abraçar as nossas existências que, sendo infinito, por nós se fez finito; grande, se fez pequeno; sendo justo, habita as nossas injustiças", disse ainda o Papa, acrescentando:

Aqui está a maravilha do Natal: não uma mistura de sentimentos adocicados e confortos mundanos, mas a inaudita ternura de Deus que salva o mundo encarnando-se. Fixemos o Menino, olhemos para a sua manjedoura, para o presépio, que os anjos chamam «o sinal»: realmente constitui o sinal revelador do rosto de Deus, que é compaixão e misericórdia, onipotente sempre e só no amor.

Carne, uma palavra que evoca a nossa fragilidade

O Pontífice convidou a nos deixamos "surpreender por Ele ter-se feito carne. Carne! Uma palavra que evoca a nossa fragilidade e que o Evangelho utiliza para nos dizer como Deus entrou profundamente na nossa condição humana".

"Irmão, irmã, para Deus, que mudou a história durante o recenseamento, tu não és um número, mas um rosto; o teu nome está escrito no seu coração", sublinhou o Papa.

Como os pastores que deixaram os seus rebanhos, deixa o recinto das tuas melancolias e abraça a ternura do Deus Menino. Sem máscaras nem couraças, confia-Lhe os teus cansaços, e Ele cuidará de ti: Ele, que se fez carne, espera, não as tuas performances de sucesso, mas o teu coração aberto e confiado. E n’Ele descobrirás quem és: um filho amado de Deus, uma filha amada de Deus. Agora podes acreditar nisto, porque, nesta noite, o Senhor nasceu para iluminar a tua vida, e os olhos d’Ele cintilam de amor por ti.

A adoração é a forma de acolher a encarnação

"Sim, Cristo não olha para os números, mas para os rostos. Contudo quem é que olha para Ele, por entre as inúmeras coisas e as corridas loucas de um mundo sempre agitado e indiferente? Em Belém, enquanto muitas pessoas, preocupadas com o recenseamento, iam e vinham, enchiam as hospedarias e pousadas falando de tudo e de nada, houve alguns que estiveram junto de Jesus: Maria e José, os pastores e depois os magos. Aprendamos com eles. Ei-los com o olhar fixo em Jesus, com o coração voltado para Ele; não falam, mas adoram."

A adoração é a forma de acolher a encarnação, porque é no silêncio que Jesus, Palavra do Pai, Se faz carne nas nossas vidas. Façamos nós também como se fez em Belém, que significa «casa do pão»: permaneçamos diante d’Ele, Pão da vida. Redescubramos a adoração, porque adorar não é perder tempo, mas permitir a Deus que habite o nosso tempo; é fazer florescer em nós a semente da encarnação, é colaborar na obra do Senhor, que, como o fermento, muda o mundo; é interceder, reparar, consentir a Deus que endireite a história.

O Papa concluiu sua homilia, dizendo que "nesta noite, o amor muda a história. Fazei, Senhor, que acreditemos no poder do vosso amor, tão diverso do poder do mundo. Fazei que, à semelhança de Maria, José, os pastores e os magos, nos estreitemos ao vosso redor para Vos adorar. Feitos por Vós mais semelhantes a Vós, poderemos testemunhar ao mundo a beleza do vosso rosto".


FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-12/papa-francisco-missa-noite-natal-ternura-deus-salva-mundo.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sábado, 23 de dezembro de 2023

Uma Luz surge para toda humanidade

 Uma Luz surge para toda humanidade


Queridos irmãos e irmãs, a liturgia da noite de Natal nos dá uma grande alegria, pois nasce um menino de Deus que é a luz da salvação para todos. Deus nunca nos deixa sozinhos e nem abandonados. É a liberdade de nos voltarmos a ser filhos de Deus, pois esta dignidade foi perdida no jardim do Édem pelos nossos antigos pais.

Nas trevas da noite surge a luz que é Jesus nascido de uma mulher no lugar humilde. No livro de Isaías nos fala da chegada de um menino, vindo da descendência de Davi. Aqui se inaugura um tempo novo de alegria, paz e felicidade que não se acabam. É Deus conosco.

Assim está escrito: Isaías 9,1-6 :1. O povo que andava na escuridão viu uma grande luz, para os que habitavam as sombras da morte uma luz resplandeceu.2. Multiplicaste sua alegria, redobraste sua felicidade. Adiante de ti vão felizes, como na alegria da colheita, alegres como se repartissem conquistas de guerra.3. Pois a canga que lhes pesava ao pescoço, a vara que lhes batia nos ombros, o chicote dos capatazes, tudo quebraste como naquele dia de Madiã. 4. Toda bota que marcha com barulho e a farda que se suja de sangue vão para a fogueira, alimento das chamas.5. Pois nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz.6. Ele estenderá seu domínio e para a paz não haverá limites. Sentado no trono, com o poder real de Davi, fortalece e firma esse poder, com a prática do direito e da justiça, a partir de agora e para sempre. O amor apaixonado do SENHOR dos exércitos é que há de fazer tudo isso.

O contexto era que as pessoas estavam em trevas da morte e violência, isso angustiava o povo, mas uma luz, um menino será enviado por Deus e desta maneira se restaura o trono de Davi que foi um Rei justo e o povo tinha saudade dele. Com essa vinda o direito, a paz e a justiça são estabelecidas, pois será governado por um Rei servidor. Jesus é essa luz que foi anunciada pelos profetas e vai derrotar a morte e o pecado de vez. O que é a Galileia oprimida? É a humanidade toda que sofre. Hoje estamos vivendo as novas galileias. O salvador não é de um só povo mas de todo povo que queira aderir a Deus verdadeiro.

Ao celebrar a noite do Natal é celebrar a esperança de um Deus que caminha conosco. É a segurança que não se acaba. É a certeza que Deus está ao lado dos pobres e oprimidos. Não há interesse escusos por parte de Deus salvador. Jesus não usa as estratégias dos poderosos e nem a força das forças das armas, mas um Deus que vem até a nossa humanidade, humilde de braços abertos. Um Deus que serve sem pretender nada, a única coisa que Deus quer que sejamos fiéis a Ele é caminhar com Ele. O projeto de Deus começa no Natal de modo simples e humilde e quem é Dele vai reconhecê-Lo na manjedoura.

Na carta a Tito está assim escrito: Tito, 2,1-5: 1.O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina. 2.Os mais velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência. 3.Assim também as mulheres de mais idade mostrem no seu exterior uma compostura santa, não sejam maldizentes nem intemperantes, mas mestras de bons conselhos. 4.Que saibam ensinar as jovens a amarem seus maridos, a quererem bem seus filhos, 5.a serem prudentes, castas, cuidadosas da casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a Palavra de Deus não seja desacreditada.

O que quer dizer para nós, a resposta é que devemos viver uma vida cristã coerente à fé que professamos. Essa luz de Cristo que temos pelo nosso batismo só é manifestada no agir da nossa vida. Como que seria bom se isso fosse de maneira geral vivido por todos, o mundo iria ser melhor.

O evangelho de Lucas assim está escrito em. (Lc 2,1-14):   1.Naqueles tempos, apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra. 2.Esse recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria. 3.Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade. 4.Também José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, 5.para se alistar com a sua esposa, Maria, que estava grávida. 6.Estando eles ali, completaram-se os dias dela. 7.E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.* 8.Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. 9.Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. 10.O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma Boa-Nova que será alegria para todo o povo: 11.hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. 12.Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura”. 13.E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: 14.“Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).”

Hoje se concretiza o que foi falado pelos profetas, uma esperança nova chega a todos. É a boa notícia da salvação. Em um lugar humilde de periferia nasce Jesus. Não havia lugar para Ele, mas uma manjedoura foi o seu trono. Jesus é o Rei servidor. Ele tem a missão de ser o Salvador, o ungido de Deus Pai. Ele veio nos ensinar a amar, a perdoar, tolerar e acolher a todos. Diante de Deus todos tem valor. Essa noite é de alegria para todos.

Que esta liturgia nos ajude a ter essa luz na nossa vida e ainda ser transmissor dela em todos os lugares. É possível viver e irradiar a luz de Cristo que veio até nós no Natal. Feliz Natal a todos.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Jose B. Schumann

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

O Sim de uma mulher nos deu um salvador

 O Sim de uma mulher nos deu um salvador




Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 4º Domingo do Advento e ainda na noite vamos celebrar a vigília de Natal. Aqui vemos Maria, a mulher por excelência. Ela é corajosa no seu sim a Deus e nos permitiu um Salvador viesse habitar entre nós, um Deus encarnado homem na simplicidade e pobreza. Ela é exemplo de fé que acolhe sem temer a Palavra do anjo.

Jesus quer estar conosco como Maria que recebeu ele no seu ventre. Ele com seu sim quer que cada um de nós tenhamos a coragem de dar o nosso sim a Deus sem temor.

As Leituras bíblicas nos falam dessa realidade e nós devemos crer e acatar com a nossa vida de comunidade, de família e no mundo. Devemos ser um Tabernáculo para acolher Deus como morador que nos ajuda a termos a verdadeira liberdade.

No livro de Samuel vemos Davi reconhecendo que mora no palácio luxuoso enquanto Deus fica numa tenda. A arca da aliança era o sinal da presença de Deus entre o Povo. Ele está num lugar simples debaixo de uma lona de pano. Então ele, Rei, deseja construir um templo magnífico para que a arca de Deus fique ali depositada.

O sinal que Deus quer foi o profeta Natã dizer a Davi :"Vai e faz tudo o que tens no coração, porque o Senhor está contigo..." e ainda Deus promete uma dinastia perene da qual nascerá o Messias que é o verdadeiro Templo. Deus é adorado na pessoa de Jesus, O nosso Salvador. (cf. 2Sm 7,1-5.8b-12.14ª.16)

Na carta aos Romanos temos esse hino de louvor a Deus, pois foi Ele que preparou para nós a salvação que foi manifestado em Jesus que hoje celebramos o último Domingo do Advento e a noite já celebramos o Natal do Senhor que se manifesta a toda humanidade como salvador, um Deus conosco. (cf. Rm 16,25-27)

O evangelista Lucas nos mostra que um Mensageiro vai a Nazaré e anuncia o plano de Salvação de Deus, mas espera o sim livre e gratuito para que Jesus possa habitar no seu seio e trazer para nós um grande presente que é o salvador. Seu sim a torna a nova arca da Aliança, a morada de Jesus preparada pelo próprio Deus da vida. Jesus é Rei e não como o povo esperava, ele é poderoso na humildade e serviço. Não terá palácio e nem ostentação. Jesus vem a nós como servo que serve a todos.

O anjo a saúda dizendo: "Alegra-te, ó amada de Deus, o Senhor está contigo.". Ele já estava cheio de Deus na força do Espírito, então ela acolhe com humildade para ser a Mãe do Senhor que salva. O natal é estar com o senhor, assim podemos celebrar o Natal de Jesus. Não na superficialidade mas na profundidade do nosso ser

A garantia é essa que anjo atesta: "O Espírito Santo descerá sobre ti... e conceberás e darás à luz um Filho...", e um sinal é nos dado com esse dizer: . sua prima Isabel conceberá um filho na velhice... "porque nada é impossível para Deus..."

Do nada foi feito tudo por Deus, agora Jesus vem a nós na força do Espírito a uma virgem que concebe Ele sem auxílio de homem. (Lc 1,26-38)

Que esta liturgia nos ajude a dar um sim e que ele seja pleno para que esse mundo tenha mais esperança, mais, vida, mais amor, mais perdão e mais misericórdia. Feliz Natal a Todos.


Tudo por Jesus nada sem Maria. Servus Christi semper.

Jose B. Schuman

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Cupich: documento da Doutrina da Fé sobre as bênçãos é um passo adiante

 Cupich: documento da Doutrina da Fé sobre as bênçãos é um passo adiante



O Arcebispo de Chicago acolhe a "Fiducia supplicans", a declaração publicada ontem, 18 de dezembro, pelo Dicastério que abre a possibilidade de bênçãos para casais "irregulares".

Reiterando que a Igreja exige uma abordagem pastoral para as pessoas em situações "irregulares", incluindo relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, o Cardeal Blase Cupich acolhe com satisfação a declaração Fiducia supplicans publicada ontem, 18 de dezembro, pelo Dicastério para a Doutrina da Fé. A declaração "ajudará muito mais pessoas em nossa comunidade a sentir a proximidade e a compaixão de Deus", escreveu o cardeal em uma nota publicada no site da Arquidiocese de Chicago, da qual é arcebispo. O documento doutrinário, aprovado pelo Papa, permite que ministros ordenados abençoem casais formados por pessoas do mesmo sexo, mas fora de qualquer ritualização e semelhança com o casamento. A doutrina sobre o matrimônio não muda, a bênção não significa aprovação da união, sublinha a declaração.

Declaração doutrinária abre para bênçãos para casais "irregulares"

18/12/2023

Declaração doutrinária abre para bênçãos para casais "irregulares"Com a "Fiducia supplicans" do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa, será possível abençoar casais formados por pessoas do mesmo sexo, mas fora de qualquer ...

Um apelo aos pastores 

No centro do texto, o primeiro em 23 anos desde a Dominus Jesus, "está um apelo aos pastores para que adotem uma abordagem pastoral para estarem disponíveis às pessoas" que reconhecem a necessidade da ajuda e da presença de Deus em suas vidas, sem reivindicar a legitimidade de seu status particular, diz Cupich. "Nesse sentido, a declaração é um passo à frente", acrescenta, enfatizando como ela está de acordo com o "desejo do Papa Francisco de acompanhar as pessoas pastoralmente" e também com "o desejo de Jesus de estar presente a todas as pessoas que desejam graça e apoio."

Um coração de pastor que nunca fecha a porta

18/12/2023

Um coração de pastor que nunca fecha a portaA Declaração que abre a possibilidade de simples bênçãos para casais irregulares, a atitude de Jesus e o Magistério de Francisco.

Ensino sobre o matrimônio mantido 

O cardeal enfatizou novamente em sua nota que a Declaração da Doutrina da Fé mantém o ensinamento tradicional da Igreja sobre o casamento, o que corresponde às declarações anteriores do Papa Francisco de que não é apropriado que as autoridades da igreja " estabeleçam constante e oficialmente procedimentos ou rituais" para qualquer situação. O Arcebispo de Chicago também aponta que o Dicastério insiste que as bênçãos para pessoas em situações "irregulares" não devem ser dadas durante ou em situações relacionadas a cerimônias que sancionam uma união civil, nem devem ser dadas usando palavras ou gestos apropriados para um casamento. Isso se aplica tanto a casais "irregulares" quanto a casais do mesmo sexo. Tais bênçãos, afirma o cardeal, devem ocorrer em outros contextos com a consciência de que, ao conceder uma bênção nessas circunstâncias, "não há intenção de legitimar nada, mas sim de abrir a vida a Deus, de pedir Sua ajuda para viver melhor e também de invocar o Espírito Santo para que os valores do Evangelho possam ser vividos com maior fidelidade".

O texto completo da nota do Cardeal Cupich pode ser encontrado no site da Arquidiocese de Chicago.

https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-12/dom-cupich-documento-da-doutrina-da-fe-um-passo-adiante.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

domingo, 17 de dezembro de 2023

Papa no Angelus: mostrar a luz verdadeira, que é Jesus, com o testemunho de vida

 Papa no Angelus: mostrar a luz verdadeira, que é Jesus, com o testemunho de vida



João Batista nos ensina pelo menos duas coisas, disse Francisco: Primeiro, que não podemos salvar-nos sozinhos: somente em Deus encontramos a luz da vida. Segundo, que cada um de nós, com o serviço, a coerência, a humildade, com o testemunho de vida – sempre com a graça de Deus – pode ser uma lâmpada que brilha e ajudar os outros a encontrar o caminho para encontrar Jesus".

Com o testemunho de vida, sabedores de que só em Deus encontramos a luz da vida, podemos ser uma lâmpada para os outros, ajudando-os a encontrar o caminho que leva a Jesus.

Em síntese foi o que disse o Papa na sua alocução antes de rezar o Angelus neste III Domingo do Advento, chamado de Domingo Gaudete, quando a Liturgia nos convida a um testemunho cristão feliz e alegre. E a inspiração de Francisco, foi precisamente a missão e o testemunho de João Batista, conforme narrado no Evangelho de João (Jo 1,6-8.19-28): "Reflitamos sobre isso: testemunhar a luz."

Dirigindo-se aos milhares de fiés e turistas reunidos na Praça São Pedro para o tradicional encontro dominical, o Papa começa explicando que "o Batista é certamente um homem extraordinário. As pessoas acorrem para ouvi-lo, atraídas pelo seu modo de ser, coerente e sincero":

O seu testemunho passa pela franqueza da sua linguagem, a honestidade do comportamento, a austeridade de vida. Tudo isso o diferencia de outros personagens famosos e poderosos da época, que contrariamente, investiam muito na aparência. Pessoas como ele, retas, livres e corajosas, são figuras luminosas e fascinantes: estimulam-nos a elevar-nos da mediocridade e a ser, por sua vez, bons modelos de vida para os outros.

O Senhor - observou o Santo Padre - "envia homens e mulheres deste tipo em todas as épocas". E pergunta: "Sabemos reconhecê-los? Procuramos aprender de seu testemunho, também questionando-nos? Ou nos deixamos encantar por personagens da moda? João é luminoso enquanto testemunha a luz. Mas, qual é a sua luz?":

Ele mesmo nos responde quando diz claramente às multidões que foram ouvi-lo de não ser ele a luz, de não ser ele o Messias. A luz é Jesus, o Cordeiro de Deus, “Deus que salva”. Somente Ele redime, liberta, cura e ilumina. Por isso João é uma “voz” que acompanha os irmãos à Palavra; serve, sem buscar honras e protagonismos: é uma lâmpada, enquanto a luz é Cristo vivo.

Francisco então, enfatiza que "o exemplo de João Batista nos ensina pelo menos duas coisas":

Primeiro, que não podemos salvar-nos sozinhos: somente em Deus encontramos a luz da vida. Segundo, que cada um de nós, com o serviço, a coerência, a humildade, com o testemunho de vida – sempre com a graça de Deus – pode ser uma lâmpada que brilha e ajudar os outros a encontrar o caminho para encontrar Jesus.

Então, propõe que nos perguntemos:

Como posso, nos ambientes em que vivo, não num dia distante, mas já agora, neste Natal, ser testemunha de luz, testemunha de Cristo?

Que Maria, espelho de santidade - disse ao concluir - nos ajude a ser homens e mulheres que refletem Jesus, luz que vem ao mundo.

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-12/papa-francisco-angelus-iii-domingo-advento-2023.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Temos motivos para nos alegrarmos

 Temos motivos para nos alegrarmos

 


Queridos irmãos e irmãs em Cristo, o Natal do Senhor se aproxima e isso nos causa alegria porque um Deus quis vir até nós na condição humana, assumindo tudo na humanidade menos no pecado. Esse Terceiro Domingo é o Domingo da alegria (Gaudete).

No livro de Isaías nos relata e nos declara a alegria do anúncio da salvação de Deus para nós. Isso é uma excelente notícia. Aqui o contexto é que o Povo de Deus está vindo do Exílio e agora sonha e esperança nova na sua própria pátria. Eles acharam que ia encontrar uma boa acolhida mas receberam frieza e hostilidade por partes daqueles que habitavam na terra. Sabemos que o profeta é a voz e mensageiro de Deus.

Que dá esperança para os que sofrem e a verdadeira libertação aos oprimidos. O povo recebe isso com alegria e renovação de Espírito. Podemos dizer que é novo Magnificat por causa da libertação de Deus. Como que hoje precisamos disso. Estamos aprisionados por ideologias e vícios que nos enganam de continuar no caminho do Senhor para as alegria que permanecem longe da opressão e da escravidão. (cf. Is 61,1-2ª.10-11)

 São Paulo na sua carta aos tessalonicenses nos faz uma exortação à Alegria. Devemos estar sempre alegres. Devemos orar sem cessar, dando graças a Deus sempre mesmo nas dificuldades e dos tropeços de nossa vida. Devemos estar abertos a graça de Deus para não escurecer o Espírito Santo que Deus nos deu no Batismo. Devemos ter uma vida moral e irrepreensível. Que Deus nos ajude a levantar e sair do mal. (cf. 1Ts 5,16-24)

 Alegria não é ir a algum lugar de festa passageira, mas a alegria é algo que Deus dá permanente a nós se estivermos com Ele sempre. O que faz termos essa alegria é ir ao encontro do Senhor que vem. É a confiança permanente em Deus apesar das nossas fraquezas. É ele que nos levanta e tira da tristeza. Se tivermos a alegria é sinal que Deus está conosco e em nosso coração.

 O evangelista João nos dá um motivo de termos a grande alegria. Ele nos diz que

"Já está no meio de vós Aquele que ainda não conheceis...". Jesus é a luz que nos ilumina para termos a vida plena. João dá testemunho da luz que é Cristo. Cada um de nós devemos querer e buscar essa luz. Só Jesus é a luz e João aponta para Ele. (cf. Jo 1,6-8.19-28)

 Infelizmente hoje o mundo nos quer enganar e não nos levava a verdadeira luz. Estamos marcados por um individualismo, interesses e desigualdades que nos deixam reprimidos e oprimidos sem a luz verdadeira que é Cristo. Há muitas ideologias religiosas, políticas e econômicas que nos deixam um vazio existencial. João reconhece que não é o Messias, nem um Profeta e nem Elias, mas um que aponta e mostra o caminho a Cristo. 

Ele prepara o caminho para Ele chegar a nós. Cada pessoa e cada coordenador, pastor e bispos devem mostrar Jesus ao Povo e não se mostrar como algo grande e ostentar poder.

 Jesus é o Senhor que vem na humildade e vem nos servir para que possamos sair da escuridão que não nos deixa caminhar. Aqui devemos nos perguntar: qual trevas que devemos abandonar? Qual prisão que devemos libertar e ainda qual vícios que nos deixam diminuídos e longe de Deus e dos irmãos.

 Que esta liturgia nos ajude a ter consciência da nossa missão de cristãos e seguir o exemplo de Cristo como orientador do caminho que leva a Cristo. Seremos pessoas novas e que o Natal renasça em nós uma vida nova com revestimento da graça. Que nenhuma tristeza e nem o mal que nos cerca seja motivos de nos desanimar nesse mundo Feliz Natal.

 Tudo por Jesus nada sem Marias. Servus Christi Semper.

 Jose B. Schumann

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Papa: rumo ao Natal, valorizar o silêncio e a sobriedade, inclusive nas redes sociais

  Papa: rumo ao Natal, valorizar o silêncio e a sobriedade, inclusive nas redes sociais



Já com a Praça São Pedro enfeitada para o Natal, o Pontífice rezou com milhares de fiéis a oração do Angelus e comentou o trecho do evangelista Marcos, que fala de João Batista, o precursor de Jesus.

Libertar-se do supérfluo para compreender aquilo que é realmente importante diante de Deus: para o Papa Francisco, esta é a mensagem principal que o Evangelho nos apresenta neste II Domingo do Advento.

Já com a Praça São Pedro enfeitada para o Natal, o Pontífice rezou com milhares de fiéis a oração do Angelus e comentou o trecho do evangelista Marcos, que fala de João Batista, o precursor de Jesus. O Papa se deteve no versículo em que o Batista é descrito como "voz daquele que grita no deserto", para refletir sobre as palavras "voz" e "deserto". 

O deserto é o local do silêncio e da essencialidade, onde não é permitido divagar sobre coisas inúteis, mas é preciso se concentrar no que é indispensável para viver.

“Eis um chamado sempre atual: para proceder no caminho da vida, é necessário despir-se do 'a mais', porque viver bem não quer dizer encher-se de coisas inúteis, mas se libertar do supérfluo, para cavar em profundidade dentro de si, para compreender aquilo que é realmente importante diante de Deus.”

Para Francisco, somente se fizermos espaço a Jesus através do silêncio e da oração, saberemos nos libertar da poluição das palavras vãs e dos falatórios. Nesse sentido, o silêncio e a sobriedade – nas palavras, no uso das coisas, na mídia e nas redes sociais – não são só “promessas” ou virtude, mas elementos essenciais da vida cristã.

Já a voz é o instrumento com o qual manifestamos o que pensamos e levamos no coração, e está intimamente relacionada ao silêncio, porque expressa aquilo que amadurece dentro, da escuta daquilo que o Espírito sugere.

"Se não se é capaz de calar, é difícil que se tenha algo de bom a dizer; enquanto mais atento é o silêncio, mais forte é a palavra", disse o Papa. 

A minha vida é sóbria ou repleta de coisas supérfluas?

Francisco então convida os fiéis a se questionarem: que lugar ocupa o silêncio nos meus dias? É um silêncio vazio, talvez opressor, ou um espaço de escuta, de oração, onde custodiar o coração? A minha vida é sóbria ou repleta de coisas supérfluas?

Mesmo que signifique ir contracorrente, exortou, valorizemos o silêncio, a sobriedade e a escuta.

"Que Maria, Virgem do silêncio, nos ajude a amar o deserto, para nos tornar vozes críveis que anunciam o seu Filho que vem."

fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-12/papa-francisco-angelus-segundo-domingo-advento.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sábado, 9 de dezembro de 2023

Uma Voz Clama para nossa conversão

  Uma Voz Clama para nossa conversão



Queridos irmãos e irmãs em cristo no batismo estamos celebrando o segundo Domingo do Advento. Hoje a voz de Isaías e de João Batista cai no nosso ouvido no apelo de conversão para a vinda do Senhor.

Toda liturgia de hoje clama para nós abrirmos o caminho para o Senhor que vem.

O livro de Isaías nos relata o anúncio da libertação. Ele consolo o povo no Exílio na Babilônia e nos conforta com o anúncio do perdão e nos mostra um caminho novo de vida e salvação para o povo que regressa a terra onde é a pátria do povo de Deus.

É um novo êxodo, que é uma jornada espiritual para novamente te fazer uma experiência na caminhada no amor e na bondade de Deus. É aliança restaurada pelo mensageiro que vem a frente anunciando esta boa notícia para todo o povo de Deus Tanto na Judéia como em Jerusalém. (cf. Is 40,1-5.9-11)

Na segunda carta de Pedro que anuncia um novo céu e uma nova terra. As pessoas da comunidade daquela como a nossa deseja e quer a parusia, que é a volta do Senhor. Ele nos exorta como devemos esperar esse grande momento, para isto devemos ser vigilantes. Essa vigilância é viver no dia os ensinamentos que Jesus nos deixou.

O modo de fazer isso é empenhar-se na construção do Reino de Deus já entre nós na justiça, no amor e na misericórdia. De fato o novo céu e uma nova terra surge entre os que vivem na vida o cristianismo autêntico. (cf. 2Pd 3,8-14)

O evangelista Marcos nos mostra João Batista que vem como precursor daquele que é Senhor. Essa missão de João Batista é de clamar a nossa conversão e mudança de vida. Deus veio até nós e através da boca dos profetas anuncia a libertação.

João no deserto, aqui o deserto é a onde Deus nos fala. A voz que clama no deserto nos leva a Deus que quer a nossa conversão para valer e mudar a nossa realidade de morte para a vida. João é o mensageiro que Isaías profetizou. Ele vem nos mostrar Jesus e para isso precisamos nos mudar de vida na conversão para Deus.

O caminho proposto por João é o da purificação e da nossa conversão de vida, isto quer dizer sair do estado de pecado para o estado da graça de Deus na nossa vida de família, de comunidade e no mundo. Que as nossas atitudes nos levam para a justiça, o amor, solidariedade, partilha e perdão. Um sacramento que devemos receber é o da Penitência que nos ajuda a reconciliar com Deus e com todos os irmãos de caminhada na fé.

Devemos ser sóbrios na vestimenta e na simplicidade de vida. João Batista é este grande exemplo para nós na preparação do Natal do Senhor. (Mc 1,1-8)

Que esta liturgia nos ajude a sermos convertidos e que nos preparemos bem para o Natal do Senhor como uma nova vestimenta que transpareça a nossa conversão de vida.

Tudo por Jesus Nada sem Maria. Jose B. Schumann