ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quarta-feira, 8 de maio de 2024

" invoquemos a intercessão de Maria pela paz no mundo"

Francisco: invoquemos a intercessão de Maria pela paz no mundo



No final da Audiência Geral, o Papa recordou a Súplica a Nossa Senhora de Pompeia, que a Igreja eleva hoje (08/05). O Pontífice também reforçou seu apelo de paz pelos países que sofrem com as guerras: "Convido todos a invocar a intercessão de Maria, para que o Senhor conceda paz ao mundo inteiro, especialmente à querida e martirizada Ucrânia, Palestina, Israel e Mianmar". 

O Papa Francisco, em suas saudações aos peregrinos, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (08/05), exortou todos a valorizarem a oração do Santo Rosário neste mês de maio, e recordou aos fiéis, em diversos idiomas, a importância de invocar a intercessão de Nossa Senhora:

"Animo-vos a procurar sempre o olhar de Nossa Senhora que conforta todos aqueles que estão na provação e mantém aberto o horizonte da esperança."

Paz para o mundo inteiro

Ao recordar que a Igreja hoje, 8 de maio, eleva a Nossa Senhora de Pompeia, a chamada "Súplica" à Virgem do Rosário, Francisco convidou "todos a invocar a intercessão de Maria, para que o Senhor conceda paz ao mundo inteiro", e voltou, especialmente, seu pensamento "para a querida e martirizada Ucrânia, para a Palestina, Israel e Mianmar". Em seu apelo, o Santo Padre reforçou o pedido de paz para os territórios dilacerados pela morte, violência e perseguição. 

Na Ucrânia, os ataques russos continuam incessantemente, os últimos atingiram usinas de produção e distribuição de energia em seis regiões. No Oriente Médio, as mortes continuam a aumentar em Gaza e Rafah. Já em Mianmar, o país enfrenta uma prolongada crise política, com confrontos e violência entre as tropas do governo militar e grupos étnicos armados, com milhões de pessoas deslocadas e enormes danos causados por desastres naturais, aos quais se soma a dramática situação dos Rohingya.

Uma oração pela Argentina

Uma imagem de Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, estava presente na Praça São Pedro. O Papa rezou diante da imagem que recorda sua pátria, e sublinhou:

"Hoje, em minha terra natal, a Argentina, celebramos a solenidade de Nossa Senhora de Luján, cuja imagem está aqui. Rezemos pela Argentina para que o Senhor a ajude em seu caminho".

Papa saúda os fiéis poloneses presentes na Praça São Pedro

Paz para a Europa

Ao fiéis poloneses, o Santo Padre recordou de Santo Estanislau, bispo, mártir e patrono da Polônia, cuja solenidade também é celebrada hoje. Em sua saudação, Francisco lembrou que "São João Paulo II escreveu sobre ele que, do alto do céu, participou dos sofrimentos e das esperanças da vossa Nação, sustentando a sobrevivência, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial".

"Que a intercessão de Santo Estanislau obtenha também hoje o dom da paz na Europa e em todo o mundo, especialmente na Ucrânia e no Oriente Médio."

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-05/francisco-apelos-audiencia-geral-08-05-24.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

"o mundo necessita de esperança! A morte jamais será vitoriosa"

 Papa: o mundo necessita de esperança! A morte jamais será vitoriosa



Dando prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre vícios e virtudes, Francisco falou sobre a esperança, virtude que não emana de nós, mas é um dom que vem diretamente de Deus.

A esperança foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (08/05), realizada na Praça São Pedro.

Esta virtude teologal é a resposta às perguntas sobre o sentido último do homem. Se o caminho da vida não tem sentido, se no início e no fim há nada, então nos perguntamos por que deveríamos caminhar: é aqui que surge o desespero do homem, o sentimento da inutilidade de tudo, explicou o Pontífice. Se faltar esperança, todas as outras virtudes correm o risco de desmoronar e acabar em cinzas.

Já o cristão tem esperança não por mérito próprio. Se ele acredita no futuro é porque Cristo morreu e ressuscitou e nos deu o seu Espírito. Neste sentido, se diz que a esperança é uma virtude teologal, pois não emana de nós, mas é um dom que vem diretamente de Deus.

“Se acreditamos na ressurreição de Cristo, então sabemos com certeza que nenhuma derrota e nenhuma morte duram para sempre.”

Todavia, a esperança é uma virtude contra a qual muitas vezes se peca, quando, por exemplo, se desanima diante dos próprios pecados, esquecendo que Deus é misericordioso e maior que o nosso coração. “Deus perdoa tudo e sempre, recordou Francisco”. “Peca-se contra a esperança quando o outono apaga a primavera dentro de nós.”

O mundo necessita de esperança

Para Francisco, o mundo de hoje tem grande necessidade desta virtude cristã: "O mundo necessita de esperança". Tanto quanto precisa de paciência, virtude que caminha em estreito contato com a esperança. “Os homens pacientes são tecelões do bem”, afirmou. Desejam obstinadamente a paz e, mesmo que alguns tenham pressa e queiram tudo imediatamente, a paciência tem a capacidade da espera.

E ainda, a esperança é a virtude de quem tem o coração jovem; e a idade não importa aqui. Porque também há idosos com os olhos cheios de luz, que vivem uma tensão permanente em relação ao futuro. O Pontífice então concluiu:

“Irmãos e irmãs, vamos em frente e peçamos a graça de ter esperança, a esperança com a paciência. Sempre olhar para aquele encontro definitivo; sempre olhar para o Senhor, que sempre está próximo de nós. E que jamais, jamais a morte será vitoriosa. Vamos em frente e peçamos ao Senhor que nos dê esta grande virtude da esperança, acompanhada da paciência.”

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-05/papa-francisco-audiencia-geral-virtude-teologal-esperanca.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

domingo, 5 de maio de 2024

Ucrânia, exarca de Kharkiv: terceira Páscoa sob as bombas

 Ucrânia, exarca de Kharkiv: terceira Páscoa sob as bombas



O bispo Greco-católico Vasyl Tuchapets oferece um vislumbre da suportação diária do povo à guerra: mantemos as igrejas sempre abertas para que qualquer pessoa possa vir rezar, fazer perguntas, pedir comida. Agradecemos ao Papa, à Itália e àqueles que continuam fornecendo ajuda: um pequeno gesto é suficiente para elevar o moral.

“Está se tornando cada vez mais difícil para nós, representantes da Igreja, apoiar e incentivar as pessoas, porque já estamos no terceiro ano da guerra em grande escala. E tudo isso nos afeta também: somos pessoas normais e sentimos esse fardo como todo o nosso povo. Mas, ao mesmo tempo, percebo como é importante que a Igreja esteja presente aqui, que continue a ajudar tanto quanto possível", disse o bispo Greco-católico Vasyl Tuchapets, exarca de Kharkiv, em uma entrevista à Rádio Vaticano - Vatican News.

A situação em Kharkiv

Enquanto o bispo, juntamente com seus fiéis, está se preparando para celebrar a Páscoa, a terceira em condições de guerra, os bombardeios na cidade e na região não param; na verdade, nos últimos meses, eles se tornaram mais frequentes. “Os lugares habitados que estão mais próximos da fronteira com a Rússia, mais próximos da linha de frente, estão sofrendo mais”, explica o exarca. Algumas pessoas foram evacuadas desses lugares, muitas estão se mudando para Kharkiv. Por exemplo, na última quinta-feira, dia em que distribuímos ajuda humanitária, conversei com um homem que veio de Vovchansk (5 km da fronteira com a Rússia) e ele nos mostrou fotos do que restou de sua casa bombardeada, nada além de uma pilha de tijolos. O homem veio pedir roupas, lençóis, comida e sapatos porque não tem praticamente nada. Em Kharkiv, ele está hospedado no apartamento de seus amigos que deixaram a cidade. Muitas pessoas que se mudaram para cá são forçadas a alugar um apartamento e gastar o pouco dinheiro que recebem do Estado. Não lhes resta muito para comprar alimentos e remédios. Portanto, é uma situação humanitária muito difícil”.

Fiéis participam da solenidade de Páscoa em Kharkiv

A necessidade contínua de ajuda humanitária

Todas as quintas-feiras, portanto, o pátio da catedral greco-católica de Kharkiv ainda está cheio de pessoas que vêm pedir ajuda. O bispo Tuchapets diz que, infelizmente, o Exarcado está recebendo cada vez menos ajuda e, portanto, não pode oferecer às pessoas tanto quanto antes. “Continuamos a dar a eles tudo o que temos. Praticamente, ressalta, só recebemos ajuda da Itália: da paróquia ucraniana de Santa Sofia em Roma, do Esmoler Apostólico, cardeal Krajewski, da Caritas do Exarcado para os católicos ucranianos de rito bizantino na Itália e também da diocese latina de Como. E somos muito gratos a todos eles por isso”.

O clima tenso

Os ataques russos, explica o prelado, têm como alvo principal a infraestrutura. Ultimamente, tem havido problemas com a eletricidade na cidade, que é fornecida por hora. Mas alvos civis são frequentemente atingidos, causando mortes e ferimentos. Por exemplo, há alguns dias", lembra dom Tuchapets, ”dois foguetes caíram perto de um hospital. Felizmente, o prédio não foi atingido, apenas janelas e portas foram danificadas e uma pessoa foi ferida por uma vidraça. Agora o clima está bastante tenso. Apesar de estarmos nos preparando para a celebração da Páscoa, sentimos a tensão, ouvimos sirenes e bombardeios o tempo todo. Algumas pessoas foram embora, especialmente aquelas com crianças, mas não é um fenômeno de massa. Pelo contrário, muitos voltaram do exterior porque dizem que é melhor estar em casa”.

Pequenos atos de caridade ajudam

As pessoas, como ressalta o exarca de Kharkiv, precisam de ajuda. “Nossos vizinhos dizem que quando há um padre, eles se sentem mais calmos. Embora para nós", continua ele, “esteja se tornando cada vez mais difícil apoiar e incentivar as pessoas. E isso também nos afeta: somos pessoas como todo mundo e sentimos o peso dessa situação como todo o nosso povo. Mas a presença da Igreja, dos padres e dos religiosos ao lado das pessoas nesse momento difícil é muito importante. Tentamos fazer o que podemos. Toda semana, muitas pessoas vêm pedir ajuda humanitária e depois expressam muita gratidão. Recentemente, distribuímos doces de Páscoa que nos foram enviados da Itália para as pessoas, e todas ficaram muito felizes em recebê-los. Basta muito pouco para animá-las. O mais importante é demonstrar compaixão uns com os outros, porque as pessoas aqui estão muito estressadas e muitas vezes nos perguntam quando isso vai acabar. É por isso que sempre mantemos as portas de nossa igreja abertas, para que as pessoas possam vir, fazer perguntas, pedir ajuda. E a Igreja deve estar pronta, ter algo para oferecer a elas”.

A luz que penetra a escuridão

Em Kharkiv, assim como em outras regiões da Ucrânia (com exceção das regiões ocidentais), a transmissão da fé de uma geração para a outra foi interrompida durante o regime soviético. A reaproximação das pessoas à fé, iniciada após a restauração da independência, ocorreu gradualmente e ainda não há muitos fiéis praticantes aqui. No entanto, a Páscoa é um dos poucos feriados em que as pessoas vão à igreja, pelo menos para que a paska (pão que é preparado na Ucrânia para a Páscoa) seja abençoada. Dom Tuchapets diz que, embora não seja sólida, a fé também se manifesta por meio dessa tradição. “O importante”, diz ele, “é que a Igreja continue sua missão, continue a fazer gestos de humanidade, porque isso faz com que as pessoas se aproximem da Igreja”.

“Nessa situação de guerra, sofrimento e dor, temos a festa da Ressurreição de Cristo que nos dá esperança, nos dá a luz que penetra nessa escuridão. Cristo sofreu, mas ressuscitou e nos dá a alegria da ressurreição. Desejo que cada um de nós, mesmo neste difícil período de guerra, experimente essa alegria de encontrar o Cristo vivo e ressuscitado e compartilhe essa alegria, esse amor e essa misericórdia com os outros, com aqueles que precisam de nosso apoio e de nossa ajuda”.

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-05/ucrania-exarca-kharkiv-terceira-pascoa-sob-bombas.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-

sábado, 4 de maio de 2024

O Papa: com os jovens casais gerar pequenas Igrejas domésticas

  O Papa: com os jovens casais gerar pequenas Igrejas domésticas



“Recomeçar a partir das novas gerações: gerar muitas pequenas Igrejas domésticas onde se vive um estilo de vida cristão, onde se sente familiarizado com Jesus”. É o pedido do Papa Francisco aos responsáveis do Movimento Internacional Équipes Notre-Dame que foram recebidos neste sábado (04) no Vaticano

Na manhã deste sábado (04/05) o Papa recebeu os responsáveis pelo Movimento Internacional "Équipes Notre-Dame". Em seu discurso Francisco destacou dois pontos de reflexão com o Movimento que se dedica às famílias para que vivam o matrimônio cristão como um dom. A primeira dedicada aos casais recém-casados e a segunda sobre a importância da corresponsabilidade entre cônjuges e sacerdotes dentro do movimento.

Depois de afirmar que acompanhar os casais de perto nas dificuldades da vida e em seu relacionamento conjugal, disse que o movimento é a expressão da Igreja "em saída". “Acompanhar os casais, hoje”, disse o Papa “é uma verdadeira missão! Proteger o casamento, de fato, significa proteger toda uma família, significa salvar todos os relacionamentos gerados pelo casamento”. Em seguida continuou:

“Vejo hoje uma grande urgência: ajudar os jovens a descobrir que o matrimônio cristão é uma vocação, um chamado específico que Deus dirige a um homem e a uma mulher para que eles possam se realizar plenamente sendo geradores, tornando-se pai e mãe e trazendo ao mundo a Graça de seu Sacramento”

Casamento com a presença de Cristo

Explicando que “hoje em dia, acredita-se que o sucesso de um casamento depende apenas da força de vontade das pessoas. Não é assim” disse. Acrescentando que o casamento é um "passo de três vias", no qual “a presença de Cristo entre os cônjuges torna a jornada possível, e o jugo é transformado em um jogo de olhares: olhar entre os cônjuges, olhar entre os cônjuges e Cristo. É um jogo que dura a vida inteira, no qual todos ganham juntos se cuidarem de seu relacionamento, se o valorizarem como um tesouro precioso”.

Casais recém-casados

Francisco disse que gostaria de deixá-los com duas breves reflexões: a primeira diz respeito aos casais recém-casados.  É importante que os recém-casados possam vivenciar uma mistagogia nupcial, que os ajude a experimentar a beleza de seu Sacramento e a espiritualidade como casal. Acrescentou que “muitos se casam sem entender o que a fé tem a ver com sua vida conjugal, talvez porque ninguém tenha testemunhado a eles antes do casamento”. Incentivou os presentes a ajudá-los “em um caminho 'catecumenal' de redescoberta da fé, tanto pessoalmente quanto como casal, para que, desde o início, eles possam aprender a dar espaço para Jesus e, com Ele, serem capazes de cuidar de seu casamento”.

“Devemos recomeçar a partir das novas gerações para a Igreja dar novos frutos: gerar muitas pequenas Igrejas domésticas onde se vive um estilo de vida cristão, onde se sente familiarizado com Jesus, onde se aprende a ouvir as pessoas ao nosso redor como Jesus nos ouve”

Cônjuges e sacerdotes

A segunda reflexão do Papa foi sobre a importância da corresponsabilidade entre cônjuges e sacerdotes dentro do Movimento. “Vocês compreenderam e vivem concretamente a complementaridade das duas vocações”, afirmou Francisco, “eu os encorajo a levá-la às paróquias, para que os leigos e os sacerdotes descubram sua riqueza e necessidade. Isso ajudará a superar o clericalismo que torna a Igreja menos frutífera: cuidado com o clericalismo... Também ajudará os cônjuges a descobrir que, por meio do matrimônio, são chamados a uma missão”. 

Por fim o Papa concluiu recordando aos presentes:

“Sem comunidades cristãs, as famílias se sentem sozinhas e a solidão dói muito! Com seu carisma, vocês podem ser ajudantes atentos aos necessitados, aos que estão sozinhos, aos que têm problemas em suas famílias e não sabem com quem falar porque têm vergonha ou perderam a esperança”

“Em suas dioceses”, disse ainda, “vocês podem fazer com que as famílias compreendam a importância de se ajudarem mutuamente e de trabalharem em rede; construam comunidades onde Cristo possa ‘habitar’ nos lares e nos relacionamentos familiares".


https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-05/papa-francisco-movimento-equipe-notre-dame.html

Papa Francisco: quantas lágrimas ainda escorrem pela face de Deus em nosso mundo!

  



O Santo Padre recebeu em audiência os participantes da Convenção “Reparar o Irreparável” O Santo Padre recebeu em audiência os participantes da Convenção “Reparar o Irreparável”   .

Papa Francisco: quantas lágrimas ainda escorrem pela face de Deus em nosso mundo!

O Santo Padre recebeu em audiência na manhã deste sábado (04/05) os participantes da Convenção “Reparar o Irreparável” por ocasião do 350º aniversário das aparições de Jesus a Santa Margarida Maria.

“A reparação é totalmente manifestada no sacrifício da cruz. A novidade aqui é que ele revela a misericórdia do Senhor para com o pecador”: foi o que disse o Papa Francisco recebendo em audiência na manhã deste sábado (04/05) os participantes da Convenção “Reparar o Irreparável” por ocasião do 350º aniversário das aparições de Jesus a Santa Margarida Maria.

A reparação - disse o Papa - é um conceito que encontramos com frequência nas Escrituras Sagradas. No Antigo Testamento, ela assume uma dimensão social de compensação pelo mal cometido. Esse é o caso da lei mosaica, que previa a restituição do que havia sido roubado ou a reparação do dano causado. Tratava-se – continuou Francisco - de um ato de justiça que visava a salvaguardar a vida social.

No Novo Testamento, entretanto, ela assume a forma de um processo espiritual, dentro da estrutura da redenção realizada por Cristo. A reparação é totalmente manifestada no sacrifício da cruz.

“A novidade aqui é que ele revela a misericórdia do Senhor para com o pecador. Assim, a reparação contribui para a reconciliação dos homens entre si, mas também para a reconciliação com Deus, pois o mal cometido contra o próximo é também uma ofensa a Deus. Como diz Ben Sirac, o Sábio, “as lágrimas da viúva não escorrem pela face de Deus?”.

“Caros amigos, quantas lágrimas ainda escorrem pela face de Deus, enquanto nosso mundo experimenta tantos abusos contra a dignidade da pessoa, mesmo dentro do Povo de Deus!”

Francisco recordou em seguida que o título da sua conferência reúne duas expressões opostas: “Reparar o irreparável”. Dessa forma, nos convida a esperar que toda ferida possa ser curada, mesmo que seja profunda.

A reparação completa às vezes parece impossível, quando bens ou entes queridos são perdidos permanentemente ou quando certas situações se tornam irreversíveis. Mas a intenção de reparar e de fazê-lo de forma concreta é essencial para o processo de reconciliação e para o retorno da paz ao coração.

O Papa Francisco em seguida afirmou que a reparação, para ser cristã, para tocar o coração da pessoa ofendida e não ser um mero ato de justiça comutativa, pressupõe duas atitudes desafiadoras: reconhecer a própria culpa e pedir perdão.

Reconhecer a culpa. Qualquer reparação, humana ou espiritual, começa com o reconhecimento do próprio pecado. “Acusar a si mesmo faz parte da sabedoria cristã, isso agrada ao Senhor, porque o Senhor acolhe o coração contrito”.

“É a partir desse reconhecimento honesto do mal causado ao irmão e do sentimento profundo e sincero de que o amor foi ferido que nasce o desejo de reparar".

Depois pedir perdão. É a confissão do mal cometido, seguindo o exemplo do filho pródigo que diz ao Pai: “Pequei contra o céu e contra ti”.

“O pedido de perdão reabre o diálogo e manifesta a vontade de restabelecer o vínculo na caridade fraterna. E a reparação - mesmo que seja um início de reparação ou já simplesmente a vontade de reparar - garante a autenticidade do pedido de perdão, manifesta sua profundidade, sua sinceridade, toca o coração do irmão, consola-o e suscita nele a aceitação do perdão solicitado. Assim, se o irreparável não pode ser completamente reparado, o amor sempre pode renascer, tornando a ferida suportável".

Francisco acrescentou que Jesus pediu a Santa Margarida Maria atos de reparação pelas ofensas causadas pelos pecados dos homens. Se esses atos consolaram o seu coração, isso significa que a reparação também pode consolar o coração de cada pessoa ferida.

O Papa disse ainda que reza para que o seu Jubileu do Sagrado Coração desperte em tantos peregrinos um amor maior de gratidão a Jesus, uma afeição maior; e que o santuário de Paray-le-Monial seja sempre um lugar de consolação e misericórdia para cada pessoa em busca de paz interior. 

No final da audiência, Francisco recitou com os presentes, em espanhol, a oração pelo Jubileu das aparições do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque em Paray-le-Monial, que dura um ano e meio, de 27 de dezembro do ano passado, aniversário da primeira aparição principal, a 27 de junho de 2025, solenidade do Sagrado Coração.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-05/papa-francisco-lagrimas-rolam-pela-face-de-deus.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sexta-feira, 3 de maio de 2024

O amor é o maior mandamento

  O amor é o maior mandamento


Queridos irmãos e irmãs, podemos amar porque Deus nos amor primeiro e assim podemos contemplar o amor de Deus por nós.

Deus manifesta o seu amor pelas ação dos apóstolos e por nós que somos batizados. Deus está presente em nossa caminhada rumo aos céus.

Nos atos (At 10,25-26.34-35.44-48) vemos a pessoa de Pedro na casa de Cornélio. Lá ele anuncia Jesus como senhor salvador. Pela palavra e na crença em Cristo, eles pedem o Batismo e toda família batiza. Aqui podemos afirmar o batismo das crianças. Porque toda a família de Cornélio foram batizados. Deus oferece a sua salvação pelo nome de Jesus Cristo. O que precisa ser feito? Apenas acredita no salvador Jesus e está aberto às propostas de Deus.

Na Carta de João (1 Jo 4,7-10) nos chama a atenção da sua afirmação que Deus é amor. Isso é uma verdade indiscutível. Aqui vemos que Deus é amor na doação total em Cristo que se encarnou entre nós. E Jesus se doa completamente na cruz por amor à humanidade. Assim como Jesus nos amou plenamente, devemos amar a todos sem distinção de raça, religião e política. Somos filhos de Deus na medida que vivemos o amor de Deus e nós e nos outros também. Assim seremos testemunhas do amor de Deus em todos os lugares.

O evangelho de João (Jo 15,9-17) nos indica o caminho que devemos seguir, testemunhado o amor de Deus entre nós. Um amor que perdoa, que se reconcilia e que se compartilha com os mais necessitados, solidarizando com os pobres e doentes deste mundo. Devemos seguir os passos dos discípulos de Jesus, assim seremos verdadeiros missionários do amor no mundo. Se amamos a Deus e seguimos Jesus devemos amar sem medida, sendo o bálsamo que regenera e cura os corações sofridos deste mundo.

Assim, queridos irmãos e irmãs, vemos a tríplice medida do amor que está no amor a Deus, no amor a Jesus e no amor entre cada um de nós humanos. Assim devemos prosseguir no que Jesus diz: "Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Amai-vos uns aos outros...". Jesus nos chama de amigos, sendo assim a verdade do encontro com Cristo na sua intimidade. Jesus quer ficar conosco sempre. Somos servidores do Evangelho de Cristo. Que a luz do Espírito Santo que nos une seja a nossa força e a graça de Cristo nos inunda plenamente.

Que esta liturgia nos ajude a sermos portadores do amor de Deus, concretizado na doação de Jesus na cruz e a força do ressuscitado seja a nossa alegria sempre. Que a Páscoa seja um momento de gratidão a Deus que nos deu a vida eterna em Cristo. Amém

Tudo por Jesus, nada sem Maria!!! Deus caritas est.!

Jose B. Schumann

sábado, 27 de abril de 2024

O Papa: o amor nos torna melhores, mais ricos e mais sábios, em todas as idades

 O Papa: o amor nos torna melhores, mais ricos e mais sábios, em todas as idades



Procurem seus avós e não os marginalize, para o próprio bem de vocês: “A marginalização dos idosos corrompe todas as estações da vida, não apenas a da velhice”. Vocês, por outro lado, aprendem a sabedoria do seu forte amor, e também da sua fragilidade, que é um “magistério” capaz de ensinar sem a necessidade de palavras, um verdadeiro antídoto contra o endurecimento do coração: isso os ajudará a saborear a vida como relacionamento. Foi a exortação do Papa no Encontro com avós, idosos e netos

“Quando vocês, avós e netos, idosos e jovens, estão juntos, quando se veem e se ouvem com frequência, quando cuidam uns dos outros, o amor de vocês é um sopro de ar puro que refresca o mundo e a sociedade e nos torna todos mais fortes, para além dos laços de parentesco”, disse Francisco ao receber em audiência na manhã deste sábado, 27 de abril, na Sala Paulo VI, no Vaticano, em clima de festa, avós, idosos e netos, um evento promovido pela Fundação “Età Grande”.

O encontro "A carícia e o sorriso", que teve a participação de numerosos personagens do mundo do espetáculo, reuniu representantes das duas gerações para promover a pessoa idosa e o seu papel no mundo de hoje.

É bom recebê-los aqui, avós e netos, jovens e idosos. Hoje vemos, como diz o Salmo, como é bom estarmos juntos (Sl 133). Basta olhar para vocês para perceber isso, pois há amor entre vocês, frisou o Papa, convidando os presentes a refletir sobre isso, sobre o fato de que o amor nos torna melhores, mais ricos e mais sábios, em todas as idades.

O amor nos torna melhores

Primeiro: o amor nos torna melhores. Vocês também demonstram isso, que se tornam melhores reiprocamente ao se amarem. E digo isso a vocês como “avô”, com o desejo de compartilhar a fé sempre jovem que une todas as gerações. Eu também a recebi de minha avó, com quem aprendi pela primeira vez sobre Jesus, que nos ama, que nunca nos deixa sozinhos e que nos incentiva a estarmos próximos uns dos outros e a nunca excluirmos ninguém. Foi com ela que ouvi a história daquela família em que havia um avô que, por não comer mais bem à mesa e se sujar, foi mandado embora, colocado para comer sozinho. Não era uma coisa boa, na verdade, era muito ruim! Então, o neto ficou alguns dias mexendo em martelos e pregos e, quando seu pai perguntou o que ele estava fazendo, ele respondeu: “Estou construindo uma mesa para o senhor, para que possa comer sozinho quando ficar velho! Isso minha avó me ensinou, e nunca mais esqueci.

Não se esqueça disso também, observou o Pontífice, porque é somente estando juntos com amor, sem excluir ninguém, que se torna melhor, mais humano!

O amor nos torna mais ricos

Não só isso, mas você também se torna mais rico. Nossa sociedade está repleta de pessoas especializadas em muitas coisas, ricas em conhecimento e meios úteis para todos. Se, no entanto, não houver compartilhamento e cada um pensar apenas em si mesmo, toda a riqueza se perderá, tornando-se, de fato, um empobrecimento da humanidade. E esse é um grande risco para o nosso tempo: a pobreza da fragmentação e do egoísmo. Pensemos, por exemplo, em algumas das expressões que usamos: quando falamos de “mundo dos jovens”, de “mundo dos velhos”, de “mundo disso e daquilo”... Mas o mundo é apenas um! E é composto de muitas realidades que são diferentes justamente para que possam se ajudar e se complementar: gerações, povos e todas as diferenças, se harmonizadas, podem revelar, como as faces de um grande diamante, o maravilhoso esplendor do homem e da criação. Isso também é o que o fato de vocês estarem juntos nos ensina: não deixar que a diversidade crie fendas entre nós! Não pulverizar o diamante do amor, o mais belo tesouro que Deus nos deu.

Às vezes ouvimos frases como “pense em você!”, “não precise de ninguém!”. Essas são frases falsas, que enganam as pessoas, fazendo-as acreditar que é bom não depender dos outros, fazer por si mesmas, viver como ilhas, enquanto essas são atitudes que apenas criam muita solidão, continuou o Santo Padre.

O amor nos torna mais sábios

E isso nos leva ao último aspecto: ao amor que nos torna mais sábios. Queridos netos, seus avós são a memória de um mundo sem memória, e “quando uma sociedade perde a memória, está acabada”. Ouça-os, especialmente quando eles lhe ensinarem, por meio de seu amor e testemunho, a cultivar os afetos mais importantes, que não são obtidos pela força, não aparecem pelo sucesso, mas preenchem a vida.

Por fim, antes de despedir-se, o Santo Padre deixou-lhes uma forte exortação. Procurem seus avós e não os marginalize, para o próprio bem de vocês: “A marginalização dos idosos (...) corrompe todas as estações da vida, não apenas a da velhice”. Vocês, por outro lado, aprendem a sabedoria do seu forte amor, e também da sua fragilidade, que é um “magistério” capaz de ensinar sem a necessidade de palavras, um verdadeiro antídoto contra o endurecimento do coração: isso os ajudará a saborear a vida como um relacionamento.


https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-04/papa-audiencia-encontro-avos-idosos-netos-caricia-sorriso.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Cardeal Poola: não sejam ignoradas as partes sobre os pobres na Dignitas infinita

  Cardeal Poola: não sejam ignoradas as partes sobre os pobres na Dignitas infinita




O arcebispo de Hyderabad fala sobre a repercussão na mídia da declaração do Dicastério para a Doutrina da Fé sobre o tema da dignidade da pessoa. "Só se fala em teoria de gênero, mudança de sexo e maternidade sub-rogada. Mas a dignidade negada a milhões de pessoas na Índia que lutam contra a pobreza, a exploração e a falta de acesso a cuidados de saúde não pode nos deixar indiferentes"

Deter-se apenas nas questões bioéticas é oferecer uma leitura parcial (e muito conveniente) da declaração doutrinária sobre direitos humanos Dignitas infinita, divulgada na segunda-feira, 8 de abril, pelo Dicastério para a Doutrina da Fé. É o que afirma o cardeal Anthony Poola, arcebispo de Hyderabad, neste comentário compartilhado com a agência AsiaNews sobre as reações despertadas na Índia (e não somente) pelo documento vaticano. "Devemos confrontar os padrões de pensamento socioculturais e religiosos que estão na base do motivo pelo qual muitos na Índia ainda vivem em condições subumanas" e que a Dignitas infinita questiona. É importante lembrar que o cardeal Poola é o primeiro indiano de uma família dalit (ou seja, dos chamados "sem casta") a receber a púrpura, no Consistório convocado em 2022 pelo Papa Francisco. Também por causa desse conhecimento direto de uma forma de negação da dignidade das pessoas, seu testemunho assume um significado particular.

Testemunho do cardeal indiano

Fernández: a dignidade humana é inalienável. Não criminalizar a homossexualidade

O documento vaticano sobre a dignidade humana reflete de forma abrangente o entendimento enriquecido da Igreja católica sobre a dignidade da pessoa, à luz dos ensinamentos bíblicos e da tradição, e as implicações de respeitá-la em diferentes esferas da vida.

A mídia global e os jornais indianos têm se concentrado principalmente na teoria de gênero, na mudança de sexo e na maternidade sub-rogada, mas o ensinamento doutrinário abrange um terreno mais amplo que precisa ser explorado. Questões como pobreza, migração, violência, tráfico de pessoas e abusos são questões candentes que precisam de atenção urgente no contexto indiano.

Não há dúvida de que a dignidade humana hoje é negada a milhões de pessoas em todo o país que lutam contra a pobreza, a exploração, a discriminação, a falta de acesso à saúde e à educação primária, a negação de direitos...

A Dignitas infinita nos desafia, sobretudo como Igreja, a nos engajarmos em uma discussão sobre o crescente fosso social entre os ricos e aqueles que são privados até mesmo do essencial, sobre aqueles que migram para fugir e sobreviver, sobre a normalização da violência, sobre aqueles que vivem nas periferias e cujas vidas não contam.

À luz dos valores do Evangelho, devemos confrontar os padrões de pensamento socioculturais e religiosos que estão na base do motivo pelo qual muitas pessoas na Índia ainda vivem em condições subumanas e encontrar maneiras de garantir que sua saúde e dignidade sejam reconhecidas e mantidas.

Falar sobre questões importantes, mas distantes, pode ser fácil, mas discutir os problemas dos quais todos nós fazemos parte não é. Refletir sobre a dignidade da vida (ou sua negação) de um migrante que vive ao nosso lado ou dos pobres da vizinhança não é fácil, mas a declaração vaticana nos lembra que isso também deve ser colocado no centro de nossas conversas.

A declaração também pede que a Igreja indiana discuta as causas estruturais da pobreza, da injustiça e da violência e busque maneiras de defender a dignidade de milhões de pessoas em nossos contextos.


(com AsiaNews)


ttps://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2024-04/cardeal-poola-nao-ignore-partes-pobres-dignitas-infinita-india.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

terça-feira, 23 de abril de 2024

Jesus é a verdadeira videira

  Jesus é a verdadeira videira



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o 5° Domingo da Páscoa. A temática desta liturgia dominical é a Videira Verdadeira que é Cristo e nós devemos pertencer a Ele na comunidade. Devemos estar em comunhão com Ele sempre numa comunidade cristã autêntica.

Nos atos dos Apóstolos (At 9,26-31) nos mostra Paulo experimentou três anos de experiência para poder ser aceito na comunidade. Aqui vemos algo interessante: Paulo foi até Pedro, que é sinal de representação da comunidade que nasce da ressurreição de Cristo. Pedro e outros tinham receio dele, pois foi o perseguidor da Igreja nascente e agora vai ser integrante como apóstolo dos gentios. Mesmo com o clima de desconfiança e medo, ele esperou o tempo. Não desistiu e nem se afastou da comunidade. Nesta passagem não basta ter uma experiência pessoal com Cristo, mas precisa estar em comunidade de fé e amor na comunidade de irmãos.

Atualmente podemos sentir-se rejeitado e dificuldade de estar na comunidade mesmo contrariado e decepcionado, devemos continuar firme na Igreja, comunidade onde experimentamos a nossa fé no Cristo Ressuscitado que está vivo e caminha conosco. Devemos acolher a todos com alegria e boa vontade, fazendo a vontade de Deus. Não podemos ser separatista e nem excluir os nossos irmãos e irmãs que querem integrar na comunidade cristã.

Na Primeira Carta de João (1Jo, 3,18-24) nos indica que devemos estar ligados a Cristo na obra de amor e misericórdia. Quando estamos com Cristo então a vida de Cristo circula em nós como a seiva que nos dá vida e ânimo de sermos servos de Cristo sempre.

No Evangelho de João (Jo 15,1-8) nos dá uma certeza de pertença, pois se Jesus é a videira nós somos os seus ramos que dá fruto bom. Sabemos que Israel é a vinha plantada pelo próprio Deus, mas não produziu frutos bons ao longo do tempo esperado. Hoje a vinha é Cristo na sua ressurreição, pois Ele é uma verdadeira videira que vai dar bons frutos se estivermos ligados a Ele. Se formos desobedientes, Deus nos abandona como aconteceu com a vinha que não produz fruto bom.

Agora o Senhor é Jesus que é a verdadeira videira. Como devemos estar com Cristo? Aqui é a Igreja que tem Cristo como cabeça que comanda os seus membros que estão ligados a Ele. Os membros são como ramos ligados à verdadeira videira que é Cristo.

O fruto se produz porque está ligado a uma boa árvore no terreno adequado na justiça, no amor, na misericórdia, na comunhão, na partilha e na acolhida. E deixar ser podado para dar mais frutos. São as provas e obstáculos, mas com Cristo vamos permanecer na comunidade. Firmes na fé em Cristo vivos, e vivendo autenticidade na fé Nele numa comunidade verdadeira que vive o Evangelho de Cristo.

Que esta liturgia que vamos celebrar neste próximo domingo  nos ajude a esta unidos a Ele na comunhão e na sua Palavra, apesar dos tantos maus testemunhos que querem nos atrapalhar a caminhada, mas jamais vamos separa de CRISTO, pois Nele vamos poder dar bons fruto com a seiva Dele que dá vida. Não queremos ser galhos secos que vão cair e será queimado.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Servus Christi semper!

 Jose B. Schumann

segunda-feira, 22 de abril de 2024

O Bom Pastor não é mercenário e fica do lado das que precisam

  O Bom Pastor não é mercenário e fica do lado das que precisam

 


Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o Domingo do Bom Pastor e assim podemos entender que Jesus não é o Pastor mercenário e nem deixa as ovelhas de fora aquelas  que mais precisam de ajuda e de socorro.

A Páscoa é a verdadeira medida do amor de Deus por nós. Jesus zela e cuida e deixa-se estar com as ovelhas e tendo o cheiro delas. Na bíblia temos grandes exemplos de pastores como Abel, Moisés, Davi etc. sabemos que o pastor cuidava e levava as ovelhas as pastagens verdejante e água fresca. Hoje precisamos de pastores que ajudem as pessoas como ovelhas que precisam de nossa atenção..

O mundo é marcado de injustiça, exploração, o rico aproveitando do pobre e o poder se beneficiando das regalias e ostentação do poder, enquanto milhões passam fome e necessidades urgentes. Muitos saem da sua terra pelo mar adentro, procurando uma vida digna, mas morrem pelo caminho como aconteceu recentemente um barco que chegou ao Brasil e todos estavam mortos. Isso é uma tristeza para quem quer estar com Deus. O que fazer para que essas tragédias diminuam ou desapareçam no meio de nós.

O Salmo 80 nos fala que o próprio Deus se faz pastor que guia e está com ela em todo, defendendo, dando alimento e cuidando das enfraquecidas. Oxalá se todos fossem bons pastores como Jesus. Infelizmente quase todos os reis de Israel eram maus pastores, aproveitavam do cargo para roubar, explorar e ter uma vida boa enquanto o povo sofria.

Deus é um Rei zeloso e na profecia de Ezequiel no capítulo 34,15 nos fala que é o próprio Deus será o pastor do povo e o conduzirá com justiça.

Nos (At 4,8-12) vemos o primeiro pastor da jovem comunidade que nasce da páscoa do Senhor. Não tem templo e nem ostenta poder religioso, mas fez uma cura através dele pelo poder de Jesus vivo. Devido a isso teve que ir à presença do sinédrio porque houve a cura do aleijado feito por intermédio dele na força do poder e no nome de Cristo ressuscitado. Com coragem ele responde aos acusadores assim: "em nome de Jesus Cristo, crucificado por vós, mas ressuscitado por Deus". Só Jesus nos leva à vida verdadeira, pois ele é o Pastor justo e verdadeiro.

No salmo 118 nos mostra que Jesus é a pedra forte que foi rejeitada pelos algozes da época e ela se torna a pedra principal que sustenta a Igreja verdadeira.

Em Cristo nos tornamos filhos de de Deus. Essa graça de sermos filhos de Deus não é uma obra nossa, mas é por causa da graça de Deus que habita em cada batizado que aceita Jesus como Senhor e Salvador.  (1Jo 3,1-2)

No evangelho de (Jo 10,11-18) nos mostra que Jesus é bom Pastor e é Ele que nos dá a vida pelas suas ovelhas. Não foge nunca e nem está a serviço de ideologias mesquinhas do poder religioso, político e econômico daquela época e nem do nosso tempo.

Quem é de Jesus sabe e ouve a voz Dele. Infelizmente muitos usam o nome de Jesus para interesses próprios e esquecem o povo sofrido.

Muitas pessoas estão passando fome, injustiça e perseguição porque seguem o que Jesus diz e o que Jesus é. Ele é o salvador que quer que todos mudem de vida, e que todos ajudem uns aos os outros e lutem para que o mundo seja melhor sem ganância. O amor é a medida e Ele conhece todas as ovelhas.

Para sermos mais próximos de Jesus devemos ter um convívio e viver uma intimidade com Deus conforme a sua vontade e assim edifiquemos a Igreja que somos nós e também nos outros.

Que esta liturgia nos ajude a estar com Jesus sempre, pois Ele é o bom Pastor que cuida de cada um de nós, Vamos seguir a voz Dele e não das ideologias que estão espalhadas no mundo.


Tudo por Jesus nada sem Maria.

Servus Christi semper!

Jose B. Schumann