ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reze pelas intenções do Papa neste mês de novembro

Reze pelas intenções do Papa neste mês de novembro


Kelen Galvan
Da Redação, com Apostolado de Oração


Arquivo news.vaEm novembro, Francisco pede orações pelos sacerdotes em dificuldades e pela missão continental
Nas intenções de oração para o mês de novembro, o Papa Francisco reza pelos sacerdotes em dificuldades e pela missão continental na América Latina. 

O Santo Padre roga, em sua intenção geral, "para que os sacerdotes em dificuldades encontrem conforto no seu sofrimento, sustento nas suas dúvidas e confirmação na sua fidelidade". 

E como intenção missionária, Francisco pede orações para "para que a Missão Continental tenha como fruto o envio de missionários da América Latina para outras Igrejas". 

Todos os meses, o Pontífice confia seus pedidos ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

fonte: www.cancaonova.com 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ter esperança significa ter uma âncora na margem do Além

Ter esperança significa ter uma âncora na margem do Além

A Igreja toda deve seguir os passos de seu Mestre que é Cristo. Ele é o único que nos aponta o caminho certo de chegar a Deus Pai. Os ensinamentos de Cristo devem penetrar em nosso intimo, isto é, fazendo parte de nossa essência humana. Jamais devemos deslumbrar a nossa pertença à Igreja a uma falsa esperança criada pelo clericalismo ou uma religião superficial. Nossa vida cristã está baseada em uma autentica adesão a Cristo nas virtudes da caridade, da fé e da esperança. Estas virtudes nos alimentam e nos preenchem na certeza que estamos em comunhão com Deus e com todos os irmãos. Isso nos traz alegria plena sem desfigurar o nosso ser em Deus. Deus sempre nos amará e vai sempre fazer que sejamos aperfeiçoados na sua graça santificante para estar com Ele na jornada na Terra e no céu.(Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

Durante a homilia, em Santa Marta, Papa Francisco adverte contra as falsas certezas do "clericalismo" e das "nossas regras"

Roma, 29 de Outubro de 2013 (Zenit.org) Luca Marcolivio | 32 visitas

Nada de clericalismo, comodismo e nem mesmo um otimismo genérico: a esperança cristã é algo maior. Durante a missa celebrada esta manhã em Santa Marta, Papa Francisco volta a mais um de seus pontos fortes. A esperança, explicou o Pontífice, é antes de tudo uma "ardente expectativa" em direção à revelação do Filho de Deus.


Na trilha de São Paulo aprendemos que a esperança "nunca desilude", mas, ao mesmo tempo, não é "fácil de entender ", acrescentou o Papa. E continuamos a cair no equivoco de que esperança é sinônimo de otimismo.

Falar de esperança não significa simplesmente "olhar para as coisas com bom ânimo, e continuar em frente" ou ter uma "atitude positiva diante das coisas". A esperança é, antes de tudo, “a mais humilde das três virtudes, porque está escondida na vida". Enquanto a fé "vemos" e "sentimos" e a caridade "se faz”, a esperança é "uma virtude arriscada", mas "não é uma ilusão".

A esperança é, sobretudo, estar “na tensão” para a "revelação do Filho de Deus" e para "a alegria que enche a nossa boca com sorrisos". Os primeiros cristãos tomaram a âncora como um símbolo de esperança, "uma âncora na margem” além da vida.

E nós, cristãos, onde estamos ancorados? Podemos estar ancorados "na margem do oceano", ou num "lago artificial que nós construímos, com as nossas regras, os nossos comportamentos, os nossos horários, os nossos clericalismos, as nossas atitudes eclesiásticas e não eclesiais". 

Para São Paulo, no entanto, o ícone de esperança é o nascimento. A vida é uma contínua expectativa e a esperança está na dinâmica de "dar a vida”. E, como a "primazia do Espírito" não se vê, o Espírito "trabalha" como o grão de mostarda do Evangelho, muito pequeno, mas "cheio de vida" e de "força" para crescer até se tornar uma árvore.

Papa Francisco destacou os critérios reais para a vida cristã: "Uma coisa é viver na esperança, porque na esperança somos salvos, e outra coisa é viver como bons cristãos, nada mais". Uma coisa é estar “ancorado na margem Além", outra coisa é permanecer "estacionado na lagoa artificial".

É importante, nesse sentido, olhar para o exemplo da Virgem Maria que, desde o momento da sua maternidade, muda de atitude, e canta um hino de louvor a Deus. A esperança, portanto, é também esta mudança de atitude: "somos nós, mas não somos nós; somos nós, olhando lá, ancorados lá".

O Santo Padre concluiu a homilia, dirigindo-se a um grupo de sacerdotes mexicanos, presentes na missa por ocasião do 25 º aniversário de sacerdócio, e exortou-os a pedir a Maria para que seus anos sejam “anos de esperança, de viver como sacerdotes da esperança","dando esperança".

Que as palavras do nosso Papa Francisco nos ajudem a possuir as verdades de Deus como sementes de mostarda, que vai crescer em nossa vida e tornar em nós uma arvore frondosa com muitos ramos, onde todos podem ser acolhidos na Palavra de Deus que tudo transforma. Esta verdade nos faz procurar a perfeição na comunidade cristã e na vivência da fé coerente em Cristo que nos transforma o nosso interior sempre. A vida de cada um de nós é tocada e transformada no amor de Deus que nos preenche e nos faz felizes até a eternidade com Ele para sempre. ( Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

(Trad.:MEM)

domingo, 27 de outubro de 2013

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família

Jesus, Maria e José


a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

fonte: www.zenit.org (Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)

A lei seca é útil e a mudança de comportamento é mais eficaz

A lei seca é útil e a mudança de comportamento é mais eficaz

Durante o atendimento médico, o jovem tentou fugir, mas foi capturado pela polícia. Contudo, depois de pagar uma fiança de mais de R$ 200 mil, acabou em liberdade.


O Brasil está vivendo a vigência da lei seca, desde 2008, para solucionar o grave problema de acidentes nas cidades e nas estradas, com mortes e acidentados, devido ao uso do álcool pelos motoristas.  A estatística tem demonstrado que houve uma diminuição nas mortes e acidentes ocasionados pelo uso do álcool, embora há alguns que ainda continuam bebendo, sem preocupar com as punições e pagamentos de fianças.
Os mais pobres são os que possuem mais dificuldades para tais punições; e o rigor da lei para eles têm o efeito positivo, mas para os de classes mais favorecidas, essas punições e fianças tornam-se, às vezes ineficazes. Assim, o objetivo da lei fica um pouco diminuído pelo transgressor das classes mas favorecidas em relação a outras.
O mais importante de tudo isso deveria as pessoas mudarem de atitudes e comportamentos, visando a sua boa conduta ,na direção do veículo, no valor ético e moral pelo valor da sua vida e do outro. A lei é uma ferramenta útil de impacto quando há vigilância por parte da autoridade nas blitz, mas isto não resolve quando a pessoa bebe e conduz o veiculo onde ele sabe que não há fiscalização das autoridades.
Então, a conscientização da pessoa é importante e que ela não deva dirigir quando se ingere a bebida. Portanto, a lei tem o seu valor e que todos possam dirigir com segurança nas estradas bem pavimentadas a sobriedade seja um agir correto que segue o ser de todos. 
bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Igreja celebra memória litúrgica de João Paulo II, futuro santo

Igreja celebra memória litúrgica de João Paulo II, futuro santo


Da Redação


ArquivoJoão Paulo II faleceu aos 84 anos e foi beatificado seis anos após sua morte
Nesta terça-feira, 22, a Igreja celebra a memória litúrgica do beato João Paulo II. A data coincide com o início de seu ministério petrino, em 22 de outubro de 1978. Neste ano, a celebração ganhou um tom especial, já que fiéis em todo o mundo vivem a expectativa pela c canonização do beato, que será em 27 de abril de 2014

Karol Jozef Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978. Com um dos pontificados mais longo da história – quase 27 anos como Sucessor de Pedro - o Papa polaco cativou fiéis em todo o mundo com sua simpatia. 

Seu pontificado foi marcado por intensas atividades. Pode-se citar a conclusão da redação do Código de Direito Canônico, reformulado com base no Concílio Vaticano II, e a redação e promulgação do Catecismo da Igreja Católica (CIC). Em termos de número, visitou 129 países, escreveu 14 encíclicas, proclamou 476 santos e 1.318 beatos.

Uma atenção especial foi dedicada por João Paulo II à juventude. Em 1984, no Encontro Internacional da Juventude com o Papa, na Praça São Pedro, ele entregou aos jovens a Cruz, que seria um dos principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), instituída por ele mesmo em 1985. 

O Pontífice também enfrentou momentos difíceis. Em 13 de maio de 1981, foi vítima de um atentado na Praça São Pedro. O tiro que o atingiu submeteu-o a uma delicada cirurgia com extração de parte do intestino. Em julho de 1992, precisou de uma nova internação hospitalar, desta vez para retirar um pequeno tumor também no intestino. Em 1994, em consequência de uma queda, fraturou o fêmur.

Após 84 anos de vida e quase 27 à frente da Igreja católica, João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005. Ele oi foi beatificado em 1º de maio de 2011 em cerimônia presidida pelo então Papa Bento XVI na Praça São Pedro.

domingo, 20 de outubro de 2013

Carta pastoral da Igreja na África do Sul: A corrupção rouba dos pobres

Carta pastoral da Igreja na África do Sul: A corrupção rouba dos pobres

Bispos pedem exame de consciência e resistência à tentação da corrupção

Por Sergio Mora

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - A Conferência Episcopal da África do Sul (SACBC) divulgou em 15 de outubro uma carta pastoral na qual afirma que “a corrupção rouba dos pobres”. A SACBC reúne os bispos da África do Sul, da Suazilândia e de Botsuana. Os bispos pediram “mais atenção aos danos causados na sociedade e na Igreja pela corrupção galopante” e encorajaram todos “a trabalhar pela sua erradicação”. 

A carta pastoral destaca que o papa Francisco recentemente se referiu à corrupção como “pior que outros pecados”, por se transformar num hábito que endurece o coração a ponto que nos deixar insensíveis aos sinais dos tempos e aos convites da graça de Deus. 

Os prelados exortam a “examinar as nossas próprias atitudes como cidadãos, dentro da família, da sociedade e da igreja. A mudança de coração é um chamamento para caminharmos à luz do Senhor”. 

“A corrupção afeta toda a comunidade. Quando os subornos se tornam habituais na vida dos funcionários públicos, dos empresários ou de pessoas da Igreja, essas pessoas corruptas deixam de lado o respeito pelas suas obrigações para tentar ganhar dinheiro para si mesmas”, prossegue o documento, explicando que a corrupção leva ao cinismo generalizado devido à falta de confiança mútua que provoca na sociedade. 

"A corrupção rouba dos pobres", dizem os bispos. “O dinheiro que vai para o bolso dos corruptos deveria ser investido para se dar um teto às pessoas sem casa, para se dar atenção médica aos doentes ou para a satisfação de outras necessidades”. 

Os bispos lembram que, de acordo com as estatísticas, no sul da África “aproximadamente a metade da população admite ter pagado suborno, em grande parte a policiais e funcionários do governo [...] Isto significa que o desafio de erradicar este mal é lançado para todos nós”, diz o documento. 

Finalmente, o texto episcopal sugere três pontos de especial relevância: 

“Em primeiro lugar, reconheça que a corrupção é um problema de todos. Precisamos examinar as nossas consciências, nos deixar interpelar pelo Evangelho à conversão e resistir à tentação de participar em atos de corrupção”. 

“Em segundo lugar, se você for vítima da corrupção, denuncie. O suborno e todas as demais formas de corrupção prosperam em condições de segredo e de ocultamento, e persistem porque permitimos”. 

“Em terceiro lugar, comprometa-se com mais transparência e honestidade em casa, na paróquia e no local de trabalho”. 

A SACBC convocou a todos para uma campanha contra a corrupção. O departamento Justiça e Paz do episcopado sul-africano disponibilizará informações sobre como trabalhar para denunciar a corrupção e combatê-la.

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

Misericórdia: O programa do pontificado do Papa Francisco (segunda parte)

O povo o aclama. Não-crentes, agnósticos, ateus, membros de outras religiões estão fascinados . Por que é tão popular?

Por Antonio Gaspari

ROMA, 17 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - O Papa Francisco tem uma identidade forjada no Evangelho.

De acordo com padre Bergoglio “é preciso curar o enfermo mesmo quando desperta repulsa”. "Tenho horror de ir à prisão – disse – porque o que se vê é muito duro, mas ainda assim vou, porque o Senhor deseja que me encontre com o necessitado, o pobre, o sofredor”.

É sabido que Bergoglio costumava ir nas piores áreas de Buenos Aires e que de lá conseguiu fazer brotar várias vocações.

Para os jovens reclusos que visitou na Quinta-feira Santa (28 de março), ressaltou que com o gesto de lavar os pés o Senhor, que é o mais importante, aquele que está mais alto, nos mostra que a maior tarefa é aquela de servir os menores.

"Ajudar-se uns aos outros, - continuou o Papa Francisco - isto é o que Jesus nos ensina e é isso que eu faço. Faço-o com o coração porque é o meu dever. Como sacerdote e como bispo, devo estar ao vosso serviço. Eu vos amo e amo fazê-lo porque o Senhor assim me ensinou, mas também vocês ajudem-se sempre uns aos outros e assim ajudando-se praticaremos o bem mutuamente”.

O pontífice tem uma ideia muito clara do que significa servir. Para os 132 entre chefes de Estado e príncipes reinantes que vieram à Roma para a sua eleição de Papa, disse que “o verdadeiro poder é o serviço”. “Nunca nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço - disse - e que até mesmo o Papa para exercer o poder tem que entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz;

Antes de receber os representantes de trinta igrejas cristãs pediu para retirar o trono papal e o substituiu por uma simples cadeira. Recebeu-os como Bispo de Roma e apresentou-se como “servo dos servos”. Em toda a sua vida padre Bergoglio lutou consigo mesmo para estar perto de Jesus. Buscou-o no rosto dos pobres, dos enfermos, dos pecadores, dos prisioneiros, dos distantes, dos desesperados. No encontro com o sofrimento, com a dor, com o desespero, com a Cruz, padre Bergoglio revive a paixão de Jesus e contemplando e curando as feridas, espera e acredita que o sangue de Cristo continue a lavar os pecados de todos. Uma espécie de Eucaristia vivida diariamente na compassiva cura dos corpos e das almas.

A este respeito, domingo, 7 de abril , Jornada da Misericórdia, explicou: "Na minha vida pessoal vi muitas vezes o rosto misericordioso de Deus, a sua paciência; vi também em muitas pessoas a coragem de entrar nas chagas de Jesus dizendo-lhes: Senhor estou aqui, aceita a minha pobreza, esconde nas tuas chagas o meu pecado, lave-o com o teu sangue. E sempre vi que Deus o fez, acolheu, consolou, lavou, amou”.

Ao colégio dos cardeais, que encontrou no dia 15 de março, o Papa Francisco fez um convite para nunca "ceder ao pessimismo". "Nunca nos deixemos levar pelo pessimismo e pelo desânimo, aquela amargura que o Diabo nos oferece a cada dia”, destacou o Pontífice, porque “Temos a certeza de que o Espírito Santo continua a obrar e procuramos novos métodos para anunciar o Evangelho.

A humildade e a misericórdia

Outra palavra usada e testemunhada pelo Papa Francisco é a humildade. No ensaio, publicado pela EMI, e intitulado "Humildade, caminho para Deus”, Jorge Bergoglio escreveu “é Cristo que nos permite ter acesso ao irmão a partir do nosso abaixar-se”. De acordo com o Papa Francisco “o nosso caminhar no caminho do Senhor traz consigo assumir  o abaixamento da Cruz. Acusar-se é assumir o papel de réu, como o assumiu o Senhor carregando as nossas culpas”, portanto, “o acesso ao irmão é realizado pelo Cristo a partir do nosso abaixamento”.

O comentário do arcebispo de Buenos Aires, é inspirado em alguns escritos de Doroteu de Gaza, um abade monge e eremita do século VI. Escreveu Doroteu de Gaza: “Acredite que tudo o que nos acontece, até mesmo os menores detalhes, é pela Providência de Deus, e assim suportarás sem impaciência tudo o que vier. ( ... ) Acredite que o desprezo e os insultos são remédios contra o orgulho da sua alma e ore por aqueles que te tratam mal , considerando-os como médicos".

E, novamente, não tente conhecer o mal do teu próximo, e não alimente suspeitas contra ele. E se a nossa malícia os faz nascer, procure transformá-los em pensamentos bons”.

Conta-se que Abba Zózimo, um dos mestres de Doroteu de Gaza, dizia que é preciso pensar daqueles que fazem o mal “como sendo um médico enviado por Cristo”, como um “benfeitor”, porque “tudo é um apelo para a conversão, para retornar a si mesmo e para descobrir solidariedade com os pecadores”.

A questão da moral

Como muitos notaram, a verdadeira novidade do Papa Francisco, mais do que a nível doutrinal, é a nível de atitude: “A primeira reforma – ele disse – deve ser a da atitude. Os ministros do Evangelho devem ser pessoas capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com eles, de saber dialogar e também de descer na suas noites, nas suas escuridões sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos do Estado”.

"Eu sonho – acrescenta – com uma Igreja Mãe e Pastora. Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, cuidar das pessoas, acompanhado-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isso é Evangelho puro. Deus é maior do que o pecado. As reformas organizativas e estruturais são secundárias, ou seja, vêm depois”.

É verdade que alguns se sentem órfãos de Bento XVI e de João Paulo II dizendo que não se acham nas palavras do Papa Francisco, principalmente em temas morais.

No entanto, o padre Bergoglio na sua prática de Arcebispo sempre foi leal e fiel à doutrina.

Sobre a acolhida dos divorciados, sobre a prática da homossexualidade, sobre as pessoas que escolheram a interrupção voluntária da gravidez, sobre o celibato, etc, papa Francisco não apresenta nenhuma novidade doutrinal, é fidelíssimo a tudo o que está escrito no Catecismo da Igreja Católica.

Na entrevista à Civilta Cattolica disse: "Nós não podemos insistir somente nas questões relacionadas ao aborto, ao matrimônio homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isso não é possível. Eu não tenho falado muito sobre esses temas, e fui repreendido. Mas quando se fala, é preciso que se fale em um contexto. O parecer da Igreja, além disso, é conhecido, e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar sobre isso o tempo todo".

"Eu vejo claramente que a coisa que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e aquecer os corações dos fiéis, a proximidade , o companheirismo. Eu vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos! É preciso curar as suas feridas. Depois poderemos falar de tudo isso. Curar as feridas, cuidar as feridas... E é preciso começar de baixo".

No angelus do 7 de Abril, o Papa recordou as palavras de Jesus: "Pedro, não tenha medo da sua fraqueza, confie em mim", e Pedro compreende, sente o olhar de amor de Jesus e chora. Que bom é este olhar de Jesus – quanta ternura! Irmãos e irmãs, nunca percamos a confiança na misericórdia paciente de Deus!"

Para um maior aprofundamento veja: “Un ciclone di nome Francesco”  http://www.amazon.it/gp/product/0615824226/ref=as_li_qf_sp_asin_il_tl?

Papa Francisco exorta a visitar os padres e freiras idosos

Papa Francisco exorta a visitar os padres e freiras idosos

As casas de repouso, disse o Papa em Santa Marta, são "santuários de santidade e apostolicidade"

Por Luca Marcolivio

CIDADE DO VATICANO, 18 de Outubro de 2013 (Zenit.org) - As casas de repouso que abrigam padres e freiras idosos são verdadeiros "santuários de santidade e apostolicidade". Afirmou o Papa Francisco esta manhã, na homilia da missa em Santa Marta.

Na primeira leitura (cf. Tm 4,10 -17b), São Paulo escreve, já no crepúsculo de sua vida: quase um contraponto com os discípulos "jovens" e "fortes", e os demônios fugindo de suas pregações.

“O Apóstolo tem um começo alegre, entusiasmado, animado com Deus, não é? Mas também não lhe é poupado o crepúsculo”. Neste sentido, o Santo Padre mencionou Moisés que, depois de uma corajosa batalha com Deus e contra os inimigos para salvar o povo, morre sozinho no Monte Nebo, “olhando para a terra prometida, mas sem poder entrar nela”.

Semelhante, em alguns aspectos, à história de João Batista que enfrentou uma "angústia duvidosa que o atormentava”, e “acaba sob o poder de um governante fraco, bêbado e corrupto, sob o poder da inveja de uma adúltera e do capricho de uma dançarina”.

São Paulo, por sua vez, quando termina no tribunal, percebe que foi abandonado por todos. No entanto, admite: “o Senhor esteve ao meu lado. Ele me deu força para que eu pudesse realizar o anúncio do Evangelho”.

Cada apóstolo, portanto, deve dizer com João Batista: "Ele deve crescer e eu diminuir". É nesta "diminuição" que se destaca o crepúsculo do apóstolo: quanto mais este se apaga, mais Deus triunfa.

Papa Francisco então, exortou a não esquecer “daqueles santuários de apostolicidade e santidade que são as casas de repouso dos sacerdotes e religiosas: bravos sacerdotes e bravas religiosas, envelhecidos, com o peso da solidão, esperando que o Senhor venha bater à porta de seu coração”.

E destacou que assim como se realizam peregrinações a famosos santuários marianos ou dedicados a santos como São Francisco ou São Bento, o Papa sugeriu peregrinações “a esses santuários de santidade e de apostolicidade, que são as casas de repouso dos padres e freiras".

Os padres e freiras idosos que vivem uma vida de contemplação, "esperam o Senhor como Paulo: um pouco triste, realmente, mas também com certa paz, com o rosto alegre", disse Francisco.

Visitar essas pessoas, disse, “fará bem a todos”, pois nos recorda essa fase da vida que é o crepúsculo do Apóstolo” e nos impulsiona a rezar ao Senhor: “Preserve aqueles que estão naquele derradeiro momento, para dizer mais uma vez: 'Sim, Senhor, eu quero segui-lo!”. 

(Trad.:MEM)

Não devemos perder a fé em Deus

Não devemos perder a fé em Deus


Estamos celebrando nesse dia 20/10, o 29º Domingo do Tempo Comum. A Igreja nos pede, nesta liturgia, que devemos manter com Deus uma oração perseverante e confiante no seu poder que sempre está disposto a nos ajudar e socorrer em nossas dificuldades. O projeto de Deus se faz no tempo certo e desse modo compreendemos o silêncio de Deus e respeitamos os seus ritmos porque acreditamos no seu amor por nós. Deus sempre é fiel ao seu povo.
As leituras bíblicas desse domingo nos exortam pra persistimos na oração confiante a Deus sem desanimar.
No livro do Êxodo nós encontramos Moises em atitude de oração para que seu povo não perca a guerra com os amalecitas. O contexto era que o povo estava a caminho a terra prometida e havia os inimigos que eles deveriam enfrentar, então Josué organiza seus homens para lutar contra os inimigos, enquanto isso Moisés, no alto da Colina, de mãos erguidas em oração para que Deus esteja com seu povo. É uma atitude de oração, mas duas pessoas mantiveram os braços de Moises erguidos e assim a vitória veio para o seu Povo.
A vitória é mais de Deus que estava com eles do que nas forças dos combatentes. A nossa vida deve ser de confiança a Deus que tudo pode pra que possamos vencer as batalhas do dia a dia. Devemos estar em oração confiante sem nunca desanimar. (cf. Ex 17,9-13a)
São Paulo na sua segunda carta a Timóteo nos fala do poder da palavra de Deus, pois ela é arma mais útil para que fiquemos no caminho da salvação. Esta palavra deve ser o centro de nossa comunidade. Assim está escrito: "Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar,    para corrigir, para educar na justiça... Por ela, o homem de Deus    se torna perfeito, preparado para toda a boa obra".  
A Bíblia é o manual de nossa vida em Deus. Se quisermos ser Dele precisamos aprender a ouvir, a escutar e por em pratica o que Deus quer de nossa vida. Todos devem ouvi-La, mas é preciso que sejamos missionários da Palavra.(cf. 2Tm 3,14-4,2). A busca da leitura orante da Palavra de Deus nos ajuda a entrar em contato com Cristo e nos faz ter comunhão com Ele.
O evangelista Lucas nos mostra a parábola da viúva que não desiste de implorar ao juiz para que fizesse justiça a ela. De tanto implorar ao juiz, que um dia ele para ficar livre dela, então ele faz a tão desejada justiça ela. Jesus quis mostrar a seus discípulos que Deus nunca vai deixar de nos atender, mas é preciso que estejamos em atitude de oração confiante a Deus e não desanimar da demora de Deus, pois Ele sempre nos atende. Deus é justo e santo e sabe o melhor para dar para nós. A nossa atitude deve ser sempre em vigilância e em oração a Deus que tudo pode. (cf. Lc 18,1-8)


Que esta liturgia nos ajude a sermos pessoas de fé e que nunca afastemos do Deus da vida para ter uma vida de facilidade e longe Dele. Amém

bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Vaticano realiza prova de atletismo na Praça São Pedro, em Roma

Vaticano realiza prova de atletismo na Praça São Pedro, em Roma


Rádio Vaticano


Neste domingo, 20, acontece a prova de atletismo “100 metros de corrida e de fé”, na Via da Conciliação até a Praça São Pedro, no Vaticano. A iniciativa é do Pontifício Conselho para a Cultura, em parceria com o Centro Desportivo Italiano, e vai mobilizar a participação de famílias, seminários, escolas e os peregrinos para simularem uma corrida de estafetas e passarem de mão em mão um “testemunho”.

Entre as 8h30 e as 12h00, horário italiana, os participantes correrão 100 metros para chegar à Praça São Pedro onde serão recebidos e saudados pelo Papa Francisco, durante a oração do Angelus. A corrida, inserida no programa do Ano da Fé, pretende sublinhar a importância e o papel formativo do esporte na catequese cristã numa perspectiva cultural, educacional e espiritual.

Também participarão dos “100 metros de corrida e de fé” atletas consagrados como a tenista Mary Santangelo; o ex-atleta olímpico britânico Jason Gardener, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004; o maratonista Ulderico Lambertucci, com 60 anos; e Andrea Bartali, filho de Gino Bartali, ciclista vencedor de três “Giro da Itália”, e dois ‘Tour de France’.