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domingo, 12 de abril de 2015

Homilia do Papa: "As chagas de Jesus são chagas de misericórdia"

Homilia do Papa: "As chagas de Jesus são chagas de misericórdia"

Texto completo da homilia do Papa neste II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia, na Missa para os fiéis de rito armênio

Por Redacao

CIDADE DO VATICANO, 12 de Abril de 2015 (Zenit.org) - Apresentamos o texto completo da homilia do Papa Francisco durante a Missa para os fiéis de rito armênio, celebrada neste domingo, 12 de abril, na Basílica Vaticana.

São João, presente no Cenáculo com os outros discípulos ao anoitecer do primeiro dia da semana, refere que Jesus veio, pôs-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco!». E «mostrou-lhes as mãos e o peito» (20, 19-20), mostrou-lhes as suas chagas. Reconheceram, assim, que não se tratava duma visão, mas era mesmo Ele, o Senhor, e encheram-se de alegria.

Oito dias depois, Jesus veio de novo ao Cenáculo e mostrou as chagas a Tomé a fim de que as tocasse como ele pretendia para poder acreditar e tornar-se, também ele, uma testemunha da Ressurreição.

Hoje, neste Domingo que São João Paulo II quis intitular à Misericórdia Divina, o Senhor mostra-nos também a nós, através do Evangelho, as suas chagas. São chagas de misericórdia. É verdade! As chagas de Jesus são chagas de misericórdia. «Fomos curados pelas suas chagas» (Is 53, 5).

Jesus convida-nos a contemplar estas chagas, convida-nos a tocá-las – como fez com Tomé – a fim de curar a nossa incredulidade. Convida-nos sobretudo a entrar no mistério destas chagas, que é o mistério do seu amor misericordioso.

Através delas, como por uma brecha luminosa, podemos ver todo o mistério de Cristo e de Deus: a sua Paixão, a sua vida terrena – cheia de compaixão pelos pequeninos e os doentes – a sua encarnação no ventre de Maria. E podemos remontar a toda a história da salvação: as profecias – especialmente as do Servo de Yahweh –, os Salmos, a Lei e a aliança, até à libertação do Egipto, à primeira Páscoa e ao sangue dos cordeiros imolados; e remontar ainda aos Patriarcas até Abraão e, mais além na noite dos tempos, até a Abel e ao seu sangue que clama da terra. Tudo isto podemos ver através das chagas de Jesus Crucificado e Ressuscitado e, como Maria no Magnificat, podemos reconhecer que «a sua misericórdia se estende de geração em geração» (Lc1, 50).

Às vezes, perante os acontecimentos trágicos da história humana, ficamos como que esmagados e perguntamo-nos: «Porquê?». A maldade humana pode abrir no mundo como que fossos, grandes vazios: vazios de amor, vazios de bondade, vazios de vida. E surge-nos então a pergunta: Como podemos preencher estes fossos? A nós, é impossível; só Deus pode preencher estes vazios que o mal abre nos nossos corações e na nossa história. É Jesus, feito homem e morto na cruz, que preenche o abismo do pecado com o abismo da sua misericórdia.

Num dos seus comentários ao Cântico dos Cânticos (Disc. 61, 3-5: Opera omnia 2, 150-151), São Bernardo detém-se precisamente sobre o mistério das chagas do Senhor, usando expressões fortes, corajosas, que nos faz bem retomar hoje. Diz ele que, «através das feridas do corpo, manifesta-se a recôndita caridade do coração [de Cristo], torna-se evidente o grande mistério do amor, mostram-se as entranhas de misericórdia do nosso Deus».

Temos aqui, irmãos e irmãs, o caminho que Deus nos abriu, para sairmos, finalmente, da escravidão do mal e da morte e entrarmos na terra da vida e da paz. Este Caminho é Ele – Jesus, Crucificado e Ressuscitado – e são-no, de modo particular, as suas chagas cheias de misericórdia.

Os Santos ensinam-nos que se muda o mundo a partir da conversão do próprio coração, e isto acontece graças à misericórdia de Deus. Por isso, quer perante os meus pecados, quer diante das grandes tragédias do mundo, «a consciência sentir-se-á turvada, mas não será abalada, porque me lembrarei das feridas do Senhor. De facto, “foi trespassado por causa dos nossos crimes” (Is53, 5). Que haverá de tão mortal que não possa ser dissolvido pela morte de Cristo?» (ibid.).

Com o olhar voltado para as chagas de Jesus Ressuscitado, podemos cantar com a Igreja: «O seu amor dura para sempre» (Sal117, 2); a sua misericórdia é eterna. E, com estas palavras gravadas no coração, caminhemos pelas estradas da história, com a mão na mão de nosso Senhor e Salvador, nossa vida e nossa esperança.

Oração de libertação de nossa casa

Oração de libertação de nossa casa 

Esta oração de libertação pode ser feita em casa com a família reunida

Após fazê-la, reze um Pai-Nosso e jogue água abençoada em todos os cômodos.

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo. Amém!


Pai de infinita bondade, estou consagrando ao Senhor minha casa, este lugar em que moro com meus familiares.

Muitas casas se tornam lugar de brigas, de disputas por heranças, de dívidas financeiras, choros e sofrimentos. Algumas são cenário de adultério, outras se transformam em lugar de ódio, vingança, prostituição, pornografia, devassidão, roubos, tráfico de drogas, falta de respeito, doenças graves, doenças psicológicas, agressividade, mortes e abortos.

Às vezes, enquanto a casa é construída, alguém, pelos mais variados motivos, amaldiçoa os donos ou os materiais de construção usados. Isso não é bom para o lugar em que vivemos. Por isso eu Te peço, Senhor, retira tudo isso do nosso lar.

Se o terreno, no qual está a casa, foi motivo de disputas judiciais e heranças mal resolvidas, o que pode ter gerado mortes, acidentes, violência e agressividade, peço, Senhor, que nos abençoes e afastes de nós todo esse mal!

Eu sei que o inimigo se aproveita dessas situações para instalar seu quartel geral, mas também sei que Tu tens o poder de expulsar daqui todo mal. Por isso, peço que o demônio vá direto aos Teus pés e nunca mais volte para esta casa.

Hoje, tomei a decisão de consagrar esta casa a Ti. Peço que, assim como foste na casa dos noivos de Caná da Galileia e ali fizeste o Teu primeiro milagre, venha hoje à minha casa e expulse todo o mal que possa estar nela enraizado e as possíveis maldições nela impregnadas.

Por favor, Cristo Senhor, expulsa agora, com o Teu poder, todo mal, toda falsa enfermidade, o espírito de separação, o adultério, os problemas financeiros, os espíritos malignos de agressividade, de desobediência, de bloqueios afetivos e familiares, toda e qualquer consagração, feitiço, benzimentos ou evocação dos mortos, simpatias ou uso de cristais, energização, todo tipo de vulto e barulho (cite outros incômodos que não estão aqui listados e que o (a) perturbam).

Que esses males sejam expulsos, agora, deste lugar, em nome de Jesus, e nunca mais voltem, pois esta casa agora pertence a Deus e a Ele é consagrada!

Senhor, eu Te peço, expulsa daqui toda a agressividade entre irmãos, toda briga, a falta de respeito e violência entre pais e filhos, entre o casal que aqui habita, entre os moradores desta casa e os vizinhos.

Que os anjos de Deus venham morar conosco. Que cada quarto, sala, banheiro, cozinha, corredor e área externa sejam agora habitados por eles. Que nossa casa seja uma fortaleza habitada e protegida pelos anjos do Senhor, para que toda a nossa família permaneça em oração, na fidelidade do amor a Deus, e que nela habitem a paz e a plena concórdia.

Muito obrigado (a), Senhor, por atender as minhas preces! Que cada dia possamos Te servir e que sejamos sempre agraciados com a Tua bênção. Saiba, Senhor, que esta casa Te pertence. Fica conosco, Senhor! Amém!

Autor: Padre Vagner Baia

A misericórdia de Deus nos abraça




A misericórdia de Deus nos abraça


Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando o 2º Domingo da Pascoa e ainda refletir sobre a misericórdia de Deus para conosco. O coração de nosso Deus pulsa forte por toda a humanidade e ainda nos convida a experimentar o amor misericordioso de um Deus que vem até nós, sofre, morre e ressuscita para nos darmos vida nova.

Hoje a liturgia nos fala da comunidade nova que brota da cruz e da Ressurreição, que é a Igreja. Ela surge para que possamos viver em comunidade a nossa fé em Cristo vivo e ressuscitado que está em nosso meio. As comunidades são reflexos da vivencia dos valores evangélicos, que são: o amor, a partilha, a solidariedade, perdão, dialogo etc.

Nos atos dos Apóstolos nos mostra de modo claro que a Pascoa acontecesse no engajamento de nossa vida em uma comunidade viva onde se vive plenamente a mensagem salvadora de Cristo. Sabemos que na comunidade há diversidade de pessoas e dons, mas a fé é única no Cristo que dá a razão a nossa fé e nesse modo de vivencia crista que se traduz  “ num só coração e numa só alma”.

Quando estamos engajados na Igreja de Cristo, os dons se multiplicam e o amor se espalha como um perfume valioso em todos os cantos do mundo. Como posso viver isso? É na comunidade que damos testemunho de Cristo vivo e ressuscitado em nosso meio. (cf. At 4, 32-35)

Na Primeira carta de São João nos dá a certeza da forma que o testemunho em Cristo se torna eficaz no exercício do amor a Deus e na pratica dos mandamentos  Dele. Sabemos que a Lei de Deus é sinal e norte para caminharmos nesta vida para a eternidade. Como que isto acontece em nosso meio? È quando assumimos uma postura coerente onde Deus é a nossa meta e a nossa ação transformadora da realidade de morte para a vida. (1Jo 5, 1-6)

O evangelista São João nos fala e nos mostra como que devemos enfrentar os medos e desafios desse mundo. Se estivermos em comunidade nós tornamos fortes, mesmo nos momentos de desafios e de violência, encontraremos coragem que vem da graça e da força de Deus quando estamos juntos e unidos.

Na comunidade percebemos dois encontros que muitas vezes acontece, isto é, uma diante do encontro com Cristo vivo que vem e aquece o coração de todos com a sua presença que anima para a missão evangelizadora e a outra dos incrédulos que querem ver para acreditar. O que aconteceu no lugar que estava fechado onde os apóstolos, com medo, mas reunidos, Jesus aparece e os alegra e dá coragem, mas um apóstolos estava ausente e não acredita na alegria irradiante dos que experimentaram a presença do ressuscitado, mesmos assim Jesus aparece novamente e instiga Tomé para a realidade Dele, que está vivo. Jesus o exorta e mostra a necessidade de crer sem prova porque Deus é fiel ao plano que foi traçado que culminou com Ele na cruz e na sua ressureição. (cf. Jo 20,19-31)

Como é que vamos irradiar a todos que Cristo está vivo em nosso meio? A resposta é a nossa atuação no mundo da família, da sociedade e do mundo, levando os valores de vida para todos no serviço desinteressado onde a pessoa é o centro de nossa pratica cristã na comunidade.

Somos salvos na misericórdia de Deus e que ela nos alcance em todas nossas dimensões humanas, pois somos novas criaturas, recriadas no sopro do Espirito que vivifica tudo.
Tudo por Jesus e nada sem Maria!!!

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha 12-04-2015




sábado, 4 de abril de 2015

O sábado santo, uma espera que nos traz alegria

O sábado santo, uma espera que nos traz alegria


 
Queridos irmãos e irmãs em Cristo, hoje estamos celebrando a expectativa da vigília pascal, pois o sepulcro não pode reter Jesus. Ele fica vazio e a força da vida brota de modo eloquente, pois Jesus surge vitorioso dando vitória da vida sobre a morte. Sabemos que a cruz desnudou toda maldade que o homem faz no mundo, pois ela denuncia a agonia de muitos nossos irmãos e irmãs que sofrem injustiça, perseguição por ideias politicas e religiosas e morte por ser a favor da vida.

Este dia é de esperança para todos que querem o bem, pois a morte se cala diante da força da vida. Jesus é a certeza de nossa vida eterna. Ele á porta que se abre a todos que querem estar com Ele em uma vida comprometida com o projeto de salvação e libertação dos entraves que esmagam a vida. A vida é vitoriosa na medida em que tornamos cristãos coerentes e testemunhas autenticas de Jesus que nos salva de todas as armadilhas do mal.

Assim, o grito da aleluia desta noite ressoa em todos os cantos da terra, pois Jesus está vivo e no meio de nós para anunciar a todos que a vida não pode ser desprezada em nenhuma situação de nossa sociedade. Não se pode ter uma sociedade justa se a vida é aniquilada nos pobres que gritam para ter o mínimo de saúde, de educação, de moradia, de trabalho, de saneamento básico e de  tudo que o faz pessoa humana valorizada na sua dignidade.

Ser cristão é estar pronto para ser voz de todos, mas principalmente dos que são excluídos de nossa sociedade capitalista e gananciosa. Que as alegrias da Pascoa de Jesus seja uma mola propulsora de vida em abundancia e que sejam destruídos todos os muros de separação da pessoa humana.

O sábado da vigília pascal é para nós, portanto um dia maravilhoso de feliz expectativa do grito da vida do sepulcro vazio onde Jesus ficou por três dias. Agora é Pascoa, o dia que Deus fez para nós. A vida venceu a morte e que ela seja a bandeira para todos em defesa de toda vida em nosso planeta. Amém


Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha

Frei Raniero diz que o bem venceu o mal em uma cruz

Frei Raniero diz que o bem venceu o mal em uma cruz 


Em Celebração da Paixão do Senhor, Frei Raneiro Cantalamessa destaca a grande misericórdia de Deus para com Seus filhos

Letícia Babrosa
Da Redação


O Papa Francisco presidiu a Celebração da Paixão do Senhor nesta Sexta-feira Santa, 3, dia em que a Igreja convida os fiéis a fazerem memória da Paixão e Morte de Cristo. O rito composto pela liturgia da Palavra, a adoração da cruz e a comunhão eucarística aconteceu na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Logo no início, o Sumo Pontífice realizou uma breve oração. Em seguida, houve a proclamação da Primeira e Segunda Leitura, intermediadas pelo Salmo e finalizada pela narração da Paixão segundo João.

A reflexão foi feita pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa, que chamou à atenção para o encontro de Pilatos e Jesus, momento em que dá ordens aos soldados para que flagelassem Cristo. Com isso, os soldados colocam no Filho de Deus uma coroa de espinhos e um manto. O frei destacou que, nesse episódio, Jesus é “reduzido”, tornando-se protótipo daqueles que eram flagelados.

“Jesus tem na cabeça uma coroa de espinhos. De Sua cabeça descem gotas de sangue. Sua boca está semiaberta como quem luta para respirar e sobre os ombros um manto pesado. Ele tem os pulsos amarrados por uma corda grosseira”, descreveu o pregador.

A partir de uma frase do filósofo Blaise Pascal, o frei capuchino destacou que “Jesus encontra-se em agonia em cada homem e mulher submetido aos mesmos tormentos”. O pregador interpretou a frase fazendo alusão àqueles que estão “nus” e “famintos”.

“Pensemos agora no sofrimento dos indivíduos, nas torturas decididas por sangue frio. Seres humanos contra outros seres humanos. Quantos prisioneiros na mesma condição de Jesus! Os cristãos não são somente as únicas vítimas da violência, mas, em muitas países, eles são vítimas marcadas”, afirmou o frei.

Ao refletir a violência vivida e também gerada pelo ser humano, Cantalamessa lembrou que Cristo disse a Seus discípulos que chegaria um dia em que matariam em nome de Deus. E para ele “talvez essas palavras nunca acharam um momento tão oportuno quanto os dias de hoje”.

O pregador criticou a indiferença “perturbadora” das instituições mundiais e das opiniões públicas, exortando que todos correm o risco de ser como Pilatos e “lavar as mãos”.

No decorrer de sua reflexão, ele explicou que a exclamação feita por Jesus na cruz – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” – é uma exigência como Filho. Portanto, aqueles que O crucificaram foram perdoados, não sem antes se arrepender de alguma forma, e com isso estão ao lado de Jesus no paraíso.

“A grandeza divina de Seu perdão é que Ele foi oferecido aos Seus inimigos. Esse perdão não deve procurar compensação, mas deve ser inspirado por uma caridade que desculpa o próximo, mas sem fechar os olhos para a verdade”, explicou Cantalamessa.

Segundo ele, “a maior vitória definitiva do bem sobre o mal já aconteceu, de fato, na cruz” e, desde esse dia, o mal é perdedor.

Ao término de seu discurso, o frei capuchinho reiterou que a violência tem assolado os cristãos. Lembrou das mortes ocorridas no Oriente Médio, cuja autoria é do grupo terrorista intitulado Estado Islâmico.

“Os verdadeiros mártires de Cristo não morrem com os punhos fechados, mas com as mãos juntas. Tivemos tantos exemplos recentes. Oremos por nossos irmãos de fé que são perseguidos. Oramos pelos cristãos e não cristãos. [Senhor] Inspire em homens e mulheres de nossa época pensamentos de paz, de misericórdia e perdão”, encerrou o pregador.

A Liturgia da Paixão continuou com a oração universal, seguida da adoração da Santa Cruz e a Sagrada Comunhão.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Hoje é dia de aniversario do Blog



Hoje, este blog faz aniversário e quem ganha o presente é todos nós, pois ele tem como objetivo de levar informação da Igreja, formação e opinião que ajudam a pessoa a ter um discernimento claro da Igreja e da sua ação no mundo.

A comunicação é muito importante, principalmente pela difusão da Palavra de Deus, pois ela é eficaz e libertadora do homem.

Sabemos que quando conhecemos a verdade o homem se liberta e pode caminhar com dignidade de filho de Deus no mundo. Somos artesãos de nós mesmos quando deixamos que a Palavra de Deus aja em nossos corações , transformado-o no abrigo seguro que leva a paz e a graça em uma vida de comunhão com Ele.

Que este aniversario seja uma alegria para todos e principalmente neste dia em que celebramos a Paixão e morte de Cristo para crescermos como Igreja viva no mundo. O dia de hoje nos traz muita reflexão e meditação, pois Deus se faz vitima redentora e traz a vida a todos. Feliz Pascoa a todos.

Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha

A cruz de Cristo é libertadora

A cruz de Cristo é libertadora


Queridos irmãos e irmãs, hoje celebramos a Paixão e morte de Cristo na cruz. Essa pena de morte foi cruel e injusta, pois houve um julgamento sem provas pelos que queriam manter o poder através de privilégios que viviam.

Jesus passou nesse mundo, mostrando a todos o projeto do Pai que é de salvar a humanidade através do amor que constrói pontes de vida. A sua passagem na terra foi vivenciada por Ele através de palavras e gestos que trazem vida em abundância.

Sabemos que o pecado trouxe aniquilação à dignidade do homem e o transformou em escravo trazendo a diminuição do ser humano como imagem de Deus. Nós fomos criados para a liberdade e comunhão com Deus, mas a desobediência ao plano divino trouxe o afastamento e distanciamento que traz solidão e isolamento do homem com Deus e com os outros.

O amor de Deus a humanidade é grande e ainda traz benefícios ao homem, dando graças e bênçãos para aumentar e crescer na pessoa a dignidade de filho que foi perdida pelo pecado. Sexta feira santa é o dia em que paramos, refletimos e pensamos no amor de Deus por nós. A cruz é sinal importante que não pode ser diminuída em nossa sociedade atual, pois ela a voz eloquente do amor de um Deus que veio até nós, assumindo a condição humana para dar a nova vida a todos.

A Igreja é a voz de hoje para todos e a coloca em plenitude o volume dela para dizer, sem medo, que Deus é por nós e Ele se entrega a morte como cordeiro que vai ao matadouro, no silencio que grita para o mundo que o mal não é a ultima voz e que a morte vai ser dissolvida pela efusão da vida que brota com toda força na Páscoa do Senhor.

Feliz Páscoa e que esta alegria seja a nossa força! Amém!!! 

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha

quinta-feira, 2 de abril de 2015

10 anos sem JPII: Igreja recorda o Papa que se tornou santo 


“O que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus”, diz Dom Fernando Guimarães sobre o primeiro Papa polonês da história

Monique Coutinho
Da redação

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João Paulo II governou a Igreja por quase 27 anos; Pontífice foi canonizado em 27 de abril de 2014 / 

Nesta quinta-feira, 2, a Igreja faz memória dos dez anos de falecimento do Papa João Paulo II. O Sucessor de Pedro, que teve o terceiro pontificado mais longo da história e foi recordista em viagens – mais de 200, o que lhe rendeu o título de “Papa Peregrino” –  agora é santo da Igreja.

Nascido no dia 18 de maio de 1920, na cidade de Wadovice, Polônia, Karol Wojtyla (nome de batismo) teve uma trajetória papal marcada pela determinação e pela fé, características indispensáveis para a sua canonização.

Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, o arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, que foi professor de língua portuguesa do Papa João Paulo II, afirma que para a Igreja, a canonização representa o modelo de vida cristã e, portanto, a santidade dele é a resposta da convicção que o povo de Deus nutria a respeito dele.

“Creio que esta canonização seja isso, o reconhecimento da Igreja, da intensa vida espiritual vivida por João Paulo II e, ao mesmo tempo, a proposta de um modelo de santidade, muito próximo de nós, é nosso contemporâneo, conviveu conosco e podemos acompanhar a sua caminhada, o seu testemunho.”

Dom Fernando disse que o grande fio condutor não só do pontificado, mas de toda a vida do Santo Padre, foi o amor total e radical por Jesus Cristo e pela Igreja.

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Dom Fernando Guimarães, professor de português do Papa João Paulo II / Foto: Arquivo
“O que percebia nele em qualquer momento, em qualquer circunstância, seja em situações boas, de problemas ou de crises, o que aparecia em João Paulo II era a sua profunda união com Deus, a sua busca constante de identificação com Jesus Cristo e seu total e radical amor pela Igreja”.

Leia mais
.: Cobertura completa da Canonização de JPII

O arcebispo acrescenta que tudo aquilo que João Paulo II conseguiu fazer foi consequência da sua profunda união com Deus, de forma que se deixou conduzir realmente pela graça divina.

Famílias

Considerado o Papa das famílias, JPII adorava estar cercado por elas. Falou incessantemente sobre este tema, participou de encontros mundiais relacionados às famílias e foi o responsável pelo primeiro sínodo dedicado a essa temática.

Dom Fernando ressalta que a visão de São João Paulo II sobre a realidade da família é algo que, apesar da passagem do tempo, mantém-se atual. “Ele parte de uma visão profunda da própria natureza do ser humano, a sua análise do amor humano, a análise do mecanismo do amor humano, na realidade do ser humano como racionalidade, como vontade, como opção e liberdade.”

Um documento importante do Papa polonês nesse âmbito foi a Exortação Apostólica Familiaris Consortio. Segundo Dom Fernando, nela se encontram os elementos fundamentais, as pistas pastorais para uma Igreja que se faz anunciadora da verdade revelada.

“Estes dados do magistério do João Paulo II permanecem, ao meu parecer, perfeitamente atuais e em sintonia com o magistério da Igreja, o magistério antes dele e o magistério posterior.”

Legado

João Paulo II deixou para a Igreja e o mundo um legado de obras, sendo 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 24 Constituições Apostólicas, 83 Cartas Apostólicas, cinco livros de sua autoria, o Catecismo da Igreja Católica, promulgado em seu pontificado, além de ricas reflexões em discursos e homilias.

A data recordada hoje foi lembrada também pelo Papa Francisco nesta quarta-feira, 1º. Após a tradicional catequese com os fiéis na Praça São Pedro, Francisco definiu João Paulo II como uma grande Testemunha de Cristo.

“Nós o recordamos como grande Testemunha de Cristo sofredor, morto e ressuscitado, e lhe pedimos que interceda por nós, pelas famílias, pela Igreja, para que a luz da ressurreição resplandeça sobre todas as sombras da nossa vida e nos encha de alegria e paz. O seu exemplo e seu testemunho estão sempre vivos entre nós”.

Papa aos sacerdotes: cheiro de ovelha sim, e sorriso de pai

Papa aos sacerdotes: cheiro de ovelha sim, e sorriso de pai

http://br.radiovaticana.va/…/papa_aos_sacerdotes_ch…/1133969

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa celebrou, na manhã desta Quinta-feira Santa (02/04), a Missa do Crisma, na Basílica Vaticana. Francisco abençoou os santos óleos que serão utilizados ao longo do ano nos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos.
O tema central da homilia do Papa foi o cansaço dos sacerdotes. “Sabem quantas vezes penso nisto, no cansaço de todos vocês?”, perguntou Francisco. E disse: “Penso muito e rezo com frequência, especialmente quando sou eu que estou cansado. Rezo por vocês que trabalham no meio do povo fiel de Deus, que foi confiado a vocês; e muitos fazem isso em lugares tão isolados e perigosos. E o nosso cansaço, queridos sacerdotes, é como o incenso que sobe silenciosamente ao Céu. O nosso cansaço eleva-se diretamente ao coração do Pai”, disse o Papa.
Nossa Senhora
Francisco encorajou os sacerdotes a perceberam também que Nossa Senhora está ciente deste cansaço e que imediatamente faz nota-lo ao Senhor. “Como Mãe, sabe compreender quando os seus filhos estão cansados, e só disso se preocupa. ‘Bem-vindo! Descansa, meu filho. Depois falamos... Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?’”, refletiu Francisco.
Repouso merecido
Ao citar uma chave da fecundidade sacerdotal que, de acordo com o Papa, está na forma como os sacerdotes repousam e como o Senhor cuida do cansaço deles, Francisco afirmou: “Como é difícil aprender a repousar”, e prosseguiu: “Nisto transparece a nossa confiança e a consciência de que também nós somos ovelhas”.
Contudo, Francisco convidou os sacerdotes ao discernimento: “Sei repousar recebendo o amor, a gratidão e todo o carinho que me dá o povo fiel de Deus? Ou, depois do trabalho pastoral, procuro repousos mais refinados: não os repousos dos pobres, mas os que oferece a sociedade de consumo?”, ponderou Francisco.
Compromissos dos sacerdotes
O Papa prosseguiu sua reflexão falando sobre os deveres dos sacerdotes, os quais repassou brevemente: “levar a Boa-Nova aos pobres, anunciar a libertação aos cativos e a cura aos cegos, dar a liberdade aos oprimidos e proclamar o ano de graça do Senhor. Isaías diz também cuidar daqueles que têm o coração despedaçado e consolar os aflitos”, recordou Francisco. De maneira espontânea, o Papa quis compartilhar suas reflexões acerca de três tipos de cansaço sobre os quais o pontífice meditou:
O cansaço do povo, das multidões
Este é um “cansaço bom e saudável”, disse o Papa, e acrescentou “É o cansaço do sacerdote com o cheiro das ovelhas, mas com o sorriso de um pai que contempla os seus filhos ou os seus netinhos. Isto não tem nada a ver com aqueles que conhecem perfumes caros e te olham de cima para baixo”.
O cansaço dos inimigos
Francisco alertou que o diabo e os seus sectários não dormem e, uma vez que os seus ouvidos não suportam a Palavra de Deus, trabalham incansavelmente para silenciar ou distorcer. Aqui o cansaço de enfrentá-los é mais árduo. Não se trata apenas de fazer o bem, com toda a fadiga que isso implica, mas é preciso também defender o rebanho e defender-se a si mesmo do mal (cf. Evangelii Gaudium, 83).
“O maligno é mais astuto do que nós e é capaz de destruir num instante aquilo que construímos pacientemente durante muito tempo. Aqui é preciso pedir a graça de aprender a neutralizar: neutralizar o mal, não arrancar a cizânia, não pretender defender como super-homens aquilo que só o Senhor deve defender”, advertiu o Papa.
O cansaço de nós próprios
Ao concluir, Francisco citou este cansaço que, para ele, é o mais perigoso uma vez que os anteriores derivam do fato dos sacerdotes estarem expostos, de terem saído deles mesmos para ungir e servir. “Este cansaço é mais auto-referencial...Trata-se do cansaço que resulta de ‘querer e não querer’”, finalizou o Papa, ao exortar a todos os sacerdotes para que possam aprender a estar cansados, “mas com um cansaço bom”.

terça-feira, 17 de março de 2015

O Papa Francisco anunciou a celebração de um Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo da Misericórdia

O que é um Jubileu e um Ano Santo?
Por María Ximena Rondón



Praça São Pedro no Vaticano. Foto: Lauren Carter / Grupo ACI. LIMA, 16 Mar. 15 / 09:58 am (ACI/EWTN Noticias).- 

O Papa Francisco anunciou a celebração de um Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo da Misericórdia, que começará em 8 de dezembro de 2015 e terminará em 20 de novembro de 2016, que começará com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro durante a solenidade da Imaculada Conceição.

O último Jubileu da Igreja foi proclamado pelo Papa São João Paulo II para comemorar os 2000 anos do nascimento de Cristo.

Depois da proclamação deste evento muitos se perguntam: O que é um jubileu? Um ano santo?

A celebração do jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado particular. Esta festa se realizava a cada 50 anos.

Durante o ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava.

Na Bíblia encontramos algumas passagens nas quais se menciona a celebração judaica. Talvez a mais importante se encontre no Levítico (Lv 25,8).

A palavra jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que faz alusão ao chifre do cordeiro que servia como instrumento. Jubileu também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria.

Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante 1 ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições eclesiais estabelecidas pelo Vaticano. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo de anos já estabelecido. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado.

A Igreja Católica tomou como influência o jubileu hebraico e lhe deu um sentido mais espiritual. Nesse ano se dá um perdão geral, indulgências e se faz um chamado a aprofundar a relação com Deus e com o próximo. Por isso, cada Ano Santo é uma oportunidade para alimentar a fé e renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo. Também é um convite à conversão.

O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário.

O primeiro ano jubilar foi convocado em 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. Estabeleceu-se que os seguintes jubileus se comemorassem a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos um em sua vida.

O rito inicial do Jubileu começa com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. Esta porta só se abre durante um Ano Santo. A abertura da porta significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. O Papa deve tocar a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Aperite mihi leva justitiae, ingressus in eas confitebor Domino”- “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”.

Quando se abrem, entoa-se o Te Deum e o Santo Padre atravessará esta porta junto com os seus acompanhantes.