ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Como falar sobre o luto na infância

POR Maria Carolina Scaranti

Finados: Psicopedagoga fala sobre o luto na infância e dá dicas para familiares acolherem os pequenos em momentos de perda

“A criança precisa sentir que não está só, que sua dor é compreendida”, explica Ivone Ferreira Santos

Perder quem se ama é sempre doloroso e difícil. Lidar com a ausência, as emoções e com a saudade abala todo e qualquer ser humano, inclusive as crianças. Nos últimos dois anos, muitas famílias tiveram que lidar com a perda precoce de seus entes, muitos filhos tiveram que dizer adeus a seus pais e avós e lidar com o luto. A situação que já não é simples para nós, adultos, precisa de um olhar ainda mais tento quando falamos desses pequenos seres em formação. Entender como e o que falar para eles é essencial. Conversamos com Ivone Ferreira dos Santos, psicopedagoga do Colégio Novo Tempo, localizado em Santos, litoral de São Paulo, para entender melhor o luto infantil.

Pandemia e Pós-Pandemia no retorno às aulas

“De fato, muitas crianças chegaram na escola relatando perdas familiares. Foi um período de muita dor, especialmente porque algumas famílias estavam isoladas e sequer puderam compartilhar a dor e receber o amparo de amigos e familiares, e o conforto necessário para abrandar o sofrimento natural nesse período de luto”, relata Ivone que uma das maiores dúvidas dos pais e familiares que a abordaram na escola foi sobre como e o que falar para a criança na hora de um falecimento.

“A minha opinião é que a verdade deve prevalecer, sempre levando em conta a maturidade da criança, usando uma linguagem apropriada relatando os fatos de forma menos impactante possível, ressaltando a importância das lembranças e das experiências compartilhadas”, diz a profissional que explica que a mentira pode causar perda de confiança, principalmente nos adolescentes. “Já conversei com alguns jovens que demonstraram conflitos existenciais e relataram que sentiram-se enganados por omissão de informações em relação à morte de pessoas importantes. Muitas vezes, no intuito de evitar o sofrimento da perda, camufla-se a verdade o que pode suscitar outros danos futuros irreparáveis como perda de confiança, insegurança, fobias, ansiedade”.

O que fazer se o meu filho me ver chorando? 

“É importante falar de suas emoções de forma verdadeira e clara. Seu filho compreenderá que adultos ficam tristes, choram, sentem saudade e podem expressar esses sentimentos através do choro que têm a função de represar toda a dor e trazer um alívio para o sofrimento emocional”, relata Ivone que expõe a importância da criança entender os sentimentos dos mais velhos e que, assim, ela não se sentirá mal quando também sentir dor. “De alguma forma, seu filho assimilará que também pode chorar e se sentirá muito melhor quando necessitar extravasar sua dor”.

O luto está muito ligado à fé e à religião de cada um. Cada família tem suas crenças e seu entendimento da morte, mas a criança, muitas vezes, ainda não atingiu a maturidade necessária para lidar com o luto. Por isso o acolhimento é essencial, assim como ter pessoas de confiança na hora da notícia. “É importante que a notícia seja dada por alguém que seja próximo da criança, que tenha bom vínculo e afinidade, para que se sinta à vontade para expressar suas emoções e receba o acolhimento necessário para esse momento”, avalia a psicopedagoga que declara que os adultos têm muito mais dificuldade em lidar com o luto da criança do que com o dele, afinal, ele também está em sofrimento. Nessa hora é importante o máximo de contato e acolhimento mútuo.

“O luto é necessário, precisa ser acolhido, um abraço funciona bem. A criança precisa sentir que não está só, que sua dor é compreendida, que receberá o cuidado necessário, que terá o amparo e a presença de outras pessoas, que é amada, que essa dor será transformada em saudade e que com o tempo amenizará”, detalha Ivone que dá algumas dicas para familiares lidarem com o luto dos pequenos: a notícia deve ser dada por alguém próximo e de confiança da criança; acolher o choro, sem tentativa de interromper. É necessário extravasar a tristeza da perda; respeitar a vontade da criança de acompanhar o velório para última despedida. Ela deve decidir se consegue participar ou não; oferecer escuta e mantê-la na companhia de pessoas queridas; alertar a escola sobre o luto e solicitar acolhimento; caso o luto se estenda por muito tempo e seja difícil de superar, buscar apoio psicológico.

Sobre a profissional

Ivone Ferreira Santos: psicóloga, pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com especialização em Psicodrama. Atua na Educação há 22 anos. É psicóloga do Colégio Novo Tempo a partir de 2018 e, atualmente, acompanha os alunos e familiares da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio.

Fonte: Canal Infantil

Editora InVerso sugere livro “O cara mais legal do mundo”, de Ana Paula Etienne

POR Maria Carolina Scaranti

Quem é a pessoa mais legal do mundo para você? Vivemos em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais egoístas e individualistas. Por vezes, andamos nas ruas e nem ao menos olhamos para o lado. Ficamos sempre tão envolvidos com os nossos problemas que não observamos as necessidades dos outros. Mas é preciso mudar! É preciso estar atento ao mundo ao nosso redor! E devemos ensinar isso aos nossos filhos!

Hoje quero trazer um livro que acabei de ler, da Editora InVerso: “O cara mais legal do mundo”. Escrito por Ana Paula Etienne e ilustrado por Enéas Ribeiro Corrêa, o livro é bilíngue (escrito em português e inglês) e conta a história de um homem que era o mais legal do mundo. Ele estava sempre disposto a ajudar o próximo.

Além de ajudar, ele sempre se preocupava em aprender, em estudar, em meditar… Mas o que ele mais gostava era ensinar! Ele vivia sua vida sendo feliz e não desperdiçava nenhuma oportunidade. E quando não tinha oportunidade alguma, ele mesmo a criava e mostrava que tudo é possível!

Ele viajava, voava, amava, trabalhava, se perdia e se encontrava… Estava sempre pronto para salvar o mundo pouco a pouco. Assim, ele levava esperança e alegria a quem o encontrava!

“O cara mais legal do mundo” é um livro que devemos ler e reler! Ele conta uma história que pode ser vivida por mim e por você! Não precisamos saber tudo ou estar sempre preparados, basta que tenhamos a vontade de fazer diferente por onde passamos!  Você pode ser o cara mais legal do mundo! Lembre-se disso! É só querer!

Fonte: Canal Infantil

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

"Levantai a cabeça porque a libertação está próxima”

 "Levantai a cabeça porque a libertação está próxima”


 


Queridos irmãos e irmãs em Cristo, este domingo vamos celebrar o penúltimo Domingo do Tempo Comum. O ano litúrgico está quase no final e a liturgia bíblica deste domingo vai nos mostrar bem isso. A vida é sempre assim: tem início, meio e fim, portanto tudo deve terminar em Cristo, que é o nosso Salvador que nos leva ao Pai no seu Reino eterno.

 

Tudo deve culminar no Reino de Deus, é a escatologia do mundo e das pessoas. Deus nos conduz sempre para algo bom, então por que não aceitar que Cristo é o Salvador que nos deu a vida com a sua Paixão, morte e ressurreição? O reino de Deus está sempre perto de nós e por isso devemos ter esperança e coragem de estar com Deus e com a comunidade cristã.

 

O profeta Malaquias nos descreve como é o Dia do Senhor. O contexto histórico é o retorno do Povo de Israel do exílio, lugar de falta de liberdade e longe de Deus. Agora o Povo de Deus estava cheio de esperança de dias melhores como promessas de paz, de bem-estar e de justiça. O que eles tiveram não foi bem assim, trouxe desilusão e desesperança.

 

Mas o profeta Malaquias vem em nome de Deus com palavras de conforto e de esperança diante de tanta dificuldade e os exorta que Deus nunca abandona o seu Povo. Assim vai ter o bem, a justiça e a verdade, pois é Deus que conduz a história. O nosso Deus é libertador e sempre esteve ao lado do seu povo, mesmo que este foi infiel. Malaquias não quer incutir medo do fim do mundo, mas colocar a esperança que renasce da vida em Deus que nos liberta das armadilhas do mal.

 

Hoje vivemos uma situação de desesperança e de caos, dá impressão que o mal vencerá, mas quem crê em Deus sabe que Ele nunca nos abandona e vai intervir na hora certa. (cf. Mal 4,1-2)

 

A Segunda Carta de Paulo aos Tessalonissences é direcionada a comunidade Tessalônica que estava abalada e desorientada pelas falas de fanáticos que pregavam o fim do mundo. E por isso estavam desanimados até de trabalhar, pois tudo vai acabar. Isso é um grande engano. Então Paulo os exorta que devemos trabalhar e viver dizendo: "Quem não quer trabalhar, também não deve comer...". Se queremos esperar a vinda do Senhor devemos trabalhar e procurar fazer o bem, partilhando os dons e serviços na comunidade cristã, na família, no trabalho e no mundo. Praticar a corrente do bem e construir a ponte do amor, da esperança e da fé em dias melhores com Deus e com os irmãos. (cf. 2Ts 3,7-12)

 

O evangelista Lucas narra um discurso escatológico, plenitude dos tempos finais. É a história da salvação que acontece em Cristo e na missão da Igreja. Sem essas bases não se pode ver e viver a realidade nova que Deus nos dá nesta terra na jornada que fazemos para o Reino definitivo.  Somos a Igreja peregrina.

 

Lucas escreve no contexto de 50 anos ocorridos após a morte e ressurreição de Cristo. O mundo daquela época estava um caos: como guerras, revoluções, destruição do Templo de Jerusalém e a perseguição e martírios dos primeiros cristãos provocado pelos romanos e judeus não convertidos. Eram momentos difíceis e muitos acreditavam que era o fim do mundo chegando.

 

Isso acontece ainda hoje diante de tantas calamidades, guerras, violências e ódios por toda parte do mundo e isso pode nos levar a desesperança e acreditar que o fim do mundo está próximo. Isso é um grande engano que pode nos levar a omissão da prática da nossa missão de proclamar que Jesus é o Senhor e Salvador, e tudo muda quando estamos em comunhão com Deus e com os irmãos na Igreja. O templo e a grandiosidade dele não superam quem é Cristo e a sua Igreja.

 

O que fica permanente é a Igreja, povo de Deus, que é o corpo ligado a cabeça que é Cristo. Infelizmente muitos acham que podem viver sem está na Igreja de Cristo, sem participar da comunidade de fé, da Palavra de Deus e da comunhão. Jesus dá o sinal de que será a escatologia do mundo e das pessoas.

 

Não devemos espantar pelos acontecimentos ruins, ruídos de guerras e de caos, pois muitos se enganam com falsos profetas que são proclamadores de desgraça e desesperança no mundo. Somos cidadãos do céu, mas devemos colocar os pés e a mão na massa do tempo presente, sendo portador do amor, do perdão, da misericórdia, da fraternidade, da solidariedade e da partilha. Onde existe isso não há miséria e nem desesperança e a mesa se torna farta no pão material e na Palavra de Deus para todos. (cf. Lc 21,5-19)

 

Que esta liturgia nos encha de esperança e de coragem de sermos missionários de Cristo, levando a todos a Palavra de Deus que salva e a consciência que devemos estar em comunhão com Cristo na sua Igreja, partilhando com todos o bem e vivendo a eucaristia. Sempre há o renascer de novo dia e de novo tempo, e nada se perde no mundo. Logo vamos iniciar o tempo do Advento de novos tempos, pois a salvação de Cristo está disponível a todos que querem tomar posse e viver construindo o jardim de flores que está na difusão do amor, da justiça e da fraternidade. 


Tudo por Jesus nada sem Maria! Servus Christi Semper! Jose B. Schumann Cunha

domingo, 6 de novembro de 2022

Solenidade de Todos os Santos, celebra a vida de todos em Deus

 Solenidade de  Todos os Santos, celebra a vida de todos em Deus


Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o 32º Domingo do Tempo Comum, estamos quase no final do ano litúrgico. Hoje celebramos a Solenidade de todos os Santos, pois há muitos santos que não estão canonizados, mas que foram pessoas que deram exemplo de santidade seguindo Cristo, a cabeça da Igreja. Isso pode nos dar a certeza que há a liturgia celeste onde todos vão estar com Deus e lá não há imperfeição e nem engano. Todos que querem seguir Jesus passam por tribulação e testemunho com sua vida e até a morte pelos maus que não querem Deus na sua vida e nem na história.

Deus sela os seus santos e ungidos e nós sabemos que pelo Batismo somos convidados a sermos santos e missionários para levar a Boa Nova da Salvação de Cristo. Quem nos dá vida é Cristo, pois ele já ressuscitou e está vivo para sempre. Esta verdade não se desfaz com as ideologias reinantes no mundo porque Deus é e sempre será. A felicidade consiste estar com Deus na sua presença, pois ele nos dá a liberdade verdadeira. A Lumen Gentium 14 nos fala da necessidade de estarmos na Igreja peregrina na terra e sermos batizados, crendo que Cristo é o mediador que nos salva e nos leva ao Pai. É pela graça de Cristo que somos salvos.

A santidade não é esforço humano, pois sem Cristo não podemos ser santos. Hoje vemos que o mundo esqueceu de Deus e da sua Igreja, muitos praticam ódio, violência, morte e toda forma de mal que está aos nossos olhos vistos. Os Sacramentos nos permitem estar unidos a Cristo, que é a Cabeça da Igreja e sem essa consciência, o mundo torna-se uma barbárie e caos.

Estamos caminhando para a morada eterna que é o céu, somos cidadão do céu e devemos tomar posse disso e viver como tal.  Isso nos confirma o que Paulo disse: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem o homem pode imaginar o que Deus preparou para aqueles que o amam" (1 Cor2,9). E mais ainda: "Agora vemos como num espelho, mas depois veremos face a face" (1 Cor 13,12). No céu não vamos ter o eterno descanso, mas uma vida ativa em Deus da vida.

Quando rezamos o Credo da Igreja e professamos que cremos na comunhão dos Santos e isso quer nos dizer que há a intensidade nas relações dos membros da Igreja peregrina, Igreja triunfante e Igreja padecente no purgatório. Comunhão dos Santos significa: - "Essa expressão indica em primeiro lugar a comum participação de todos os membros da Igreja nas COISAS SANTAS: a fé, os Sacramentos, os Carismas e outros dons espirituais". (CCIC 194)

- "Designa também a comunhão entre as PESSOAS SANTAS, ou seja, entre as que pela graça estão unidas a Cristo morto e ressuscitado.   Alguns são peregrinos na terra; outros, tendo deixado essa vida, estão se purificando ajudados também pelas nossas orações; outros enfim já gozam da glória de Deus e intercedem por nós. Todos juntos formamos em Cristo uma só família, a Igreja, para a glória da Trindade." (CCIC 195)

Que esta liturgia nos ajude a entender mais que é importante estar na Igreja, apesar de alguns dão mal testemunho, mas Ele é santa por causa de Cristo que age nos seus membros para serem santos através dos sacramentos, da sua Palavra que salva e da Eucaristia que nos ajuda a ser e buscar a santidade de Deus nas nossas vidas e na comunidade em que vivemos. Amém.

Tudo por Jesus nada sem Maria! Servus Christi semper!

Jose B. Schumann Cunha

sábado, 29 de outubro de 2022

Como Zaqueu, devemos fazer o possível de ver e estar com Jesus

Como Zaqueu, devemos fazer o possível de ver e estar com Jesus


 


Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando o 31° Domingo do Tempo Comum e agora já estamos próximo do final do ano litúrgico. Percorremos as trilhas de Cristo que nos leva à salvação. Durante esse ano passamos por estradas tortuosas, cheio de perigos e armadilhas do mal. Isso pode nos levar a pensar somente nos lados negativos e do mal. Deus é paciencioso e misericordioso porque ele é amor.

 

Estamos vivendo o olhar das pessoas como inimigas. Estamos vivendo rivalidades nas ideologias: políticas, religiosas, sociais e econômicas. Criamos barreiras que trazem ódio, vingança e violência de toda ordem, trazendo divisão na religião, na sociedade e na família. Deus não quer isso. O episódio da saída do Povo de Deus do Egito teve um longo caminho onde Deus interferiu para que libertasse o povo do seu agrado. Mas o coração do Faraó era cheio de arrogância e não sabia quem é Deus, por isso o alertou várias vezes, apesar da sua   negação, trazendo pragas para que ele abrisse os seus olhos para ação de Deus ao seu povo escolhido que estava subjugado ao seu poder tirano.

 

 

Aqui vemos que Deus é benevolente. Deus é assim porque é poderoso e bom. Não se incomoda com o não do povo e nem na sua desobediência, mas acredita que um dia eles vão se arrepender e voltar ao Deus que é único que é bom e nem quer a morte de ninguém, principalmente do pecador. Deus ama tudo pois foi ele que criou todas as coisas. Deus nunca vai destruir pois ele achou que tudo é bom e não erra nunca.

 

Qual é o olhar de Deus sobre isso?

 

No livro da Sabedoria temos e observamos o agir de Deus que é bem que fez o homem, apesar que esse é imagem de Deus que foi criado para viver com harmonia em tudo que ele criou. (Sb 11,22-12,2)

 

 Na 1ª Leitura, vemos o Olhar de Deus: "Os olhos de Deus são diferentes dos nossos". (cf. Sb 11,22-12,2)

 

Muitas vezes erroneamente achamos que Deus não olha para nós devido a escalada da mentira, do ódio, do desgoverno, da violência, da corrupção, das mortes provocadas pela ignorância da medicina e da falta de equipamentos e remédios no sistema de saúde. É o que vivemos e vimos na Pandemia. Então é mais fácil culpar , culpar governo e pessoas.

Na segunda carta de Timóteo nos mostra o apóstolo Paulo que nos diz que Deus é o autor da nossa salvação e se não fosse o amor Dele por nós, nós estaríamos longe do seu Reino.

Foi um preço alto que ele pagou as nossas ofensas e culpa. Deus caminha na nossa história, é ele que dá força, ânimo, este estende a mão nos olha com olhar compassivo apesar da lama de pecado que estamos revestidos. A salvação é conquista de cada um de nós com a graça de Deus.

Como vemos isso acontecer entre nós?

Quando vemos no mundo onde existe o perdão, a misericórdia e o amor , compaixão, solidariedade e fraternidade com os mais necessitados, mas quando falta tudo isso no mundo vai gerar falsidade, chantagem e maldade em nome do dinheiro.


Deus não é assim, pois ele é amor nos dá gratuitamente a sua graça para que possamos voltar regenerados como uma nova criatura. (cf. 2Tm 1,11-22)

 

O evangelista nos mostra o episódio de Zaqueu, um homem pecador, desprezado pelo povo por ser ladrão e por isso estava longe de estar no convívio dos ”bons”. Mas ele era bom queria uma chance de ver Jesus e estar como, falar das suas misérias humanas que o atingiram através do pecado do dinheiro do outro. as pessoas não o deixava ver Jesus, mas ele sobe a um árvore, pois ele era de estatura pequena. Jesus tem o olhar que vai além do nosso. Jesus viu que ele queria algo mais para preencher a sua vida. Jesus olha para cima e pede para descer, deu-lhe dignidade e ainda quis fazer a refeição em sua casa, sina que ele já está fazendo parte da comunidade onde Jesus é o centro.

 

Que belo exemplo para nós. Hoje vemos que muitos querem ver Jesus na comunidade igreja, mas nós os impedimos porque achamos que temos sempre o privilégio de estar com Jesus nos movimentos, nas pastorais e na comunidade. Fazemos alfândega na entrada da igreja e da comunidade, esse pode entrar porque está nosso time e o outro não, então os excluímos. A salvação é um convite para todos: pobres, mendigos, ricos e todos que querem estar com Jesus ouvindo a sua Palavra e participando plenamente da Eucaristia. (cf. Lc 19,1-10)


Tudo por Jesus nada sem Maria! Servus Christi semper!!!


Jose B. Schumann Cunha jbscteologo@gmail.com 12 991508895

sábado, 22 de outubro de 2022

Comemorada em 31 de outubro, Festa do Halloween nasce na Irlanda, tem influência católica e significa fim do verão no hemisfério norte

COMO É COMEMORADO O HALLOWEEN NA IRLANDA!

Antes de mais nada, posso dizer que o Halloween aqui na Irlanda é uma data muito importante e bastante celebrada, ainda mais pelo fato da sua origem ser em terras irlandesas, você sabia? Exatamente! Devido a imigração irlandesa que intensamente aconteceu no século 19, a festividade do Halloween chegou aos Estados Unidos. Após isso a celebração se espalhou mundo afora.

Origem

Quase dois mil anos atrás chamado Samhaim, essa festividade era celebrada pelos celtas, povo que habitava a antiga Irlanda. Samhaim significa fim do verão. Em outras palavras, tinha o objetivo de encerrar um ciclo para iniciar outro, além de cultuar os mortos. Bem mais tarde, com a influência da igreja católica, surgiu o nome Halloween, que significa véspera do Dia de Todos os Santos.

Celebrando

Aqui na Irlanda durante todo o mês de outubro é possível perceber as casas se tornando decoradas para o Halloween. Mesmo não sendo permitido, devido a risco de incêndio, é comum rojões, fogos de artifício e acender grandes fogueiras nessa época. Ainda mais que, segundo a tradição, essas práticas tem o “espantam” os espíritos que, acredita-se, voltam nessa época.

Diversão

Muitos "pubs" (bares britânicos) organizam festas onde só entra quem está fantasiado. O centro de Dublin, Irlanda, fica repleto de pessoas em fantasias assustadoras, mas também muito engraçadas. Empresas decoram seus espaços e permitem o uso de fantasias. O mesmo acontece em escolas, por exemplo. Há pausa no período escolar e um longo final de semana com feriado na segunda-feira.

Fantasias

As tradicionais fantasias ou “costumes” em inglês têm o objetivo de disfarçar as pessoas, passando despercebido entre os espíritos que “voltaram”. Para as crianças, qualquer tipo de fantasia é super bem aceita, bem como fantasias de bichinhos, princesas e super-heróis até as mais aterrorizantes. O importante é aproveitar a data. 

A abóbora iluminada

Diz a lenda que o costume se deve à uma lanterna feita de nabo pela alma de um irlandês bêbado que morreu. Após sua morte, devido sua má reputação, sua alma não foi aceita no céu, nem no inferno. Contudo, a alma do bêbado ficou vagando pela Terra com uma brasa dada pelo Diabo para iluminar seu caminho. Anos mais tarde, o nabo foi substituído pela abóbora.

A noite de Halloween na Irlanda

Atualmente, ao anoitecer do dia 31 de outubro, as crianças saem às ruas batendo de porta em porta para o tradicional "Trick or Treat" (Doces ou Travessuras). Claro, que os moradores já estão com os doces preparados, fazendo a alegria da criançada. Porém, tem o mais importante: somente as casas decoradas e com luzes acessas são visitadas. Esse é o sinal de que o morador está disposto à brincadeira.

Halloween e a pandemia

Infelizmente, em 2020, devido à pandemia de coronavírus, a celebração do Halloween de porta em porta, está descartada. Dessa forma, já foi comunicado pelo governo da Irlanda que não é recomendada a saída das famílias para o tradicional "Trick or Treat". Ainda mais que tivemos um aumento de casos e assim o governo impôs para todos o país maior restrição de movimento até 1º de dezembro de 2020.

Novo normal

As crianças aqui em casa ainda estão super ansiosas pelo Halloween. Minha filha já tem escolhida a fantasia dela e do irmão, mas eles também estavam na expectativa de sair na noite. Devido a situação atual, ficaremos em casa. A casa está decorada e comemoraremos a data que definitivamente será memorável.

Fonte: Diário de uma expatriada

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

ESSE OUTUBRO NÃO É NOSSO! VOTE NULO!

Trabalhadoras e trabalhadores!

Vivemos um momento difícil na vida de cada um de nós: tem muito desemprego, pobreza, miséria, violência e fome. A solução que o capitalismo nos apresenta é votar, trabalhar ainda mais e torcer para que os próximos governantes melhorem um pouco a nossa situação. Mas por que eles fariam isso se mesmo com as nossas condições de vida piorando mês a mês, nós continuamos calados, obedientes e produtivos. Nada de bom vem sem luta em nossas vidas! As grandes melhorias que conquistamos dentro desse sistema sempre foram fruto de muita união e resistência, e não simplesmente apertando botões em uma urna como temos feito nas últimas décadas.

Agora, boa parte da esquerda tenta nos convencer de que precisamos salvar a democracia burguesa (que só favorece os capitalistas, em especial os grandes monopólios), votando em Lula para derrotar Bolsonaro. Ocorre que os dois são parte da mesma engrenagem. Sempre que nós trabalhadores resolvemos nos unir para enfrentar o capitalismo e criamos nossas próprias organizações, essa esquerda do capital aparece para nos impedir de seguir em frente, e nos direciona para seus sindicatos e partidos políticos, nos mantendo dentro da ordem. Passado um tempo, ficamos frustrados porque nada mudou e nos isolamos pensando que não vale a pena lutar coletivamente. Então, o terreno fica pronto para a extrema-direita surgir como algo novo, semeando ideias que fazem os trabalhadores sentirem ódio um dos outros. Se seguirmos acreditando no voto e nas instituições democráticas, vamos continuar presos a esse ciclo, enquanto os capitalistas avançam sobre nós.

Também não podemos cair em discursos que pedem nossa ajuda para recuperar a economia ou transformar o Brasil em um país desenvolvido. Isso porque mesmo nos países de capitalismo avançado, aonde se diz que a vida é bem melhor, também há uma maioria que precisa vender sua força de trabalho e a minoria que vive na fartura parasitando o trabalho dos outros. E com isso jamais concordaremos.

Reduzir a luta e a política a essas eleições é enxergar o Estado como solução, quando na verdade ele faz parte do problema. O Estado e o Capital castram nossa vida social e aos poucos nosso cotidiano é desorganizado para que a gente dependa cada vez mais de suas instituições para sobreviver. Para nos organizar de forma autônoma não podemos depender de negociações com a burguesia e seus aliados. Assim, independente de quem seja eleito, precisamos ser protagonistas da luta política, nos reunir e debater sobre nossas dificuldades nos nossos locais de trabalho, estudo e moradia, e voltar a enfrentar nossos inimigos de maneira integrada e sem medo, cientes de que são eles que dependem de nós em todos os aspectos de vida: comida, vestuário, transporte, limpeza, moradia, etc. É daí que vai vir a nossa força!

Porém, muito além de causas imediatas como aumento salarial e redução de jornada de trabalho, precisamos também resgatar os ideais que a nossa classe tem cultivado historicamente no sentido de construir uma nova sociedade: sem classes, sem Estado, sem exploração do homem pelo homem, com tempo livre e acesso a recursos materiais para toda a humanidade. Uma sociedade em que os próprios trabalhadores organizem a produção e a distribuição da riqueza e que decidam o que deve ser produzido e como deve ser produzido.

Vamos retomar e articular nossas lutas de forma independente para defender nossos interesses imediatos e históricos. Que o voto nulo seja um passo nessa direção!

ASSINAM ESTE MANIFESTO: Rádio Pião; Coletivo Veredas; Organização Política Proletária; Revista e TV A Comuna; Comboio Suburbano; A Toupeira; Fronteira Vermelha; Coletivo Marxismo e Revolução; Comitê Intercidades; Coletivo Editorial Boletim Batalhar; Pensamento Radical Libertário; Coletivo Anarquista Vale dos Sinos; Coletivo Ação Direta; Agrupamento 18 de Março; Movimento Marxista 5 de Maio - MM5; Movimento Passe Livre; Resistência Popular Estudantil de Marília; Mario Maestri; Sérgio Lessa; Ivo Tonet; Cristina Paniago; Centro Cultural Professor Tonhão; Emiliano Aquino; José Cláudio Lemos; Jean Paulo Pereira; Prof. Wagner Sant’ana; Comunistas e Anarquistas Independentes

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Encontro Literário do Cerrado acontece até o dia 22/10 em MOC-MG

POR Núbia Istela

Começou esta semana e segue até o próximo sábado (22/10), o Encontro Literário do Cerrado (Elicer), em Montes Claros, Norte de Minas Gerais. O evento literário reúne escritores, contadores de história, além de tratar temas como gastronomia, teatro e dança. A entrada é gratuita. De acordo com o organizador do evento, Humberto Paes Leme, o Elicer servirá para formar acervos pessoais e também de instituições de ensino. Cerca de R$ 2 milhões e 400 mil foram distribuídos em vale-livros para estudantes das escolas estaduais e professores.

“A gente tem um conceito do Elicer, que é proporcionar a crianças do ensino fundamental e médio acesso à literatura, à arte. Nosso objetivo é que elas possam montar a própria biblioteca, vindo aqui escolhendo seus próprios livros, pagando por eles. Dessa forma, elas adquirem autonomia e educação financeira”, disse o organizador.

Segundo a organização, 55 mil pessoas devem passar pela feira nos cinco dias de evento. Dezesseis estandes com livros, para todas as idades e diversos segmentos, foram montados em torno do palco cultural, que recebe intervenções artísticas todos os dias das 8h às 21h. “Eu acho muito positiva essa iniciativa aqui em Montes Claros. O fomento ao lúdico, à arte é muito importante para a formação do ser humano. Espero que venha mais vezes, que ações como essa aconteçam mais vezes aqui em nossa cidade, pois a leitura é essencial, faz parte da nossa vida e precisa ser estimulada”, ressaltou o expositor montes-clarense, Paulo Alkmim.

A edição tem como tema "Quintais da Imaginação: uma viagem literária por Minas Gerais" e é realizada em uma área do Montes Claros Shopping Center, localizado no Bairro Cidade Nova.

Confira a programação

18 de outubro

8h30 - Contação de Histórias do livro "As Descobertas de Pedrinho", com Éllen Santa Rosa, Elizângela Batista e Sayonara Nascimento

9h - Contação de Histórias do livro "O Sumiço da Meia Furada", com participação especial do Palhaço Atchim

10h - Contação de Histórias com Helen Durães, a "Marieta Espoleta" 

13h30 - Contação de Histórias do livro "O Fio do Tempo", com Éllen Santa Rosa, Patrícia Pereira e Cleide Coutinho

15h - "Cosplay", com Bárbara Tamires

16h - Apresentação musical "DÓ, RÉ MÍ, CantaroLÁ", com o Grupo CantAqui ConTAculá

18h - Performance poética com Renílson Durães

18h30 - Performance poética com João Aroldo Pereira

19h - Show com André Águia

19 de outubro

8h às 11h - Contação de Histórias com Yaya Góis

13h30 às 16h30 - Contação de Histórias, com Yaya Góis

18h - Seresta com Serviço Social do Comércio (Sesc)

18h30 - Carimbó com Serviço Social do Comércio (Sesc)

19h - Performance com Giselda Gil

20 de outubro

8h e 30 - Contação de Histórias do livro "As Descobertas de Pedrinho", com Éllen Santa Rosa, Elizângela Batista e Sayonara Nascimento. Participação especial de Carlos Maia

10h - Contação de Histórias com Helen Durães, a "Marieta Espoleta" 

13h30  - Contação de Histórias do livro "Chico e a Piaba do Rio São Francisco", com Éllen Santa Rosa, Maria Deusdima Silva e Patrícia Pereira

14h30 - Contação de Histórias com Mônica Marley e Flávio

18h - Performance poética com Renílson Durães

18h30 - Performance poética com João Aroldo Pereira

21 de outubro

8h30 - Contação de Histórias do livro "Bob, Uma História de Adoção", com Éllen Santa Rosa, Elizângela Batista e Sayonara Nascimento

9h30 - Contação de História do livro "Chapéu Amarelo", de Chico Buarque, com Giselda Gil

13h30 - Contação de Histórias do livro 'Carol, Cabelos de Caracol", com Éllen Santa Rosa, Patrícia Pereira e Cleide Coutinho

14h30 - Contação de Histórias com Mônica Marley e Flávio

15h - Recital de poemas do Livro “E Aí, Bicho”, com estudantes do professor Fábio Gonçalves

15h20 - Contação de Histórias do livro “Lá Lá A Lagartinha Mágica” com o professor Fábio Gonçalves

18h - Declamação de Poemas com Márcio Adriano Moraes

18h30 - Performance poética com João Aroldo Pereira

19h - Show com Macimbele

22 de outubro

8h30 - Contação de Histórias do livro "Fio do Tempo", com Éllen Santa Rosa, Patrícia Pereira e Cleide Coutinho

9h30 - Poesia de Cordel com Guilherme Rodrigues

10h - Apresentação musical "DÓ, RÉ MÍ, CantaroLÁ" com o Grupo CantAqui ConTAculá

13h30 - Contação de Histórias do livro "Minha Cidade, Meu Futuro", com Éllen Santa Rosa, Cleide Coutinho e Patrícia Pereira

14h30 - Contação de Histórias com Mônica Marley e Flávio

18h - Performance poética com Alexandre Zuba 

18h30 - Performance poética com João Aroldo Pereira

19h - Show com Macimbele

Fonte: InterTV Grande Minas

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Papa Francisco se reúne com grupo de católicos transexuais no Vaticano

O papa Francisco recebeu ao fim da audiência geral desta quarta-feira (19/10) um grupo de pessoas transexuais e marginalizadas atendidas pela Igreja católica na Itália, informou o jornal "L'Osservatore Romano". Os católicos estavam acompanhados pela Irmã Geneviève Jeanningros e pelo padre Andrea Conocchia, pároco em Torvaianica, na cidade de Pomezia, que lideram um projeto beneficente local.

"É uma experiência que, a cada vez, nos faz viver o dom e a graça do encontro, do acolhimento e do ouvir que tocam a vida e o coração das pessoas. Sentir-se acolhidas pelo papa com paternidade é uma experiência extraordinária para essas pessoas", afirmou Jeanningros ao site católico. Essa é a quinta vez que as pessoas atendidas pelo projeto da Igreja se reúnem com o papa Francisco ao fim da audiência geral. 

Fonte: MSN

Fórum Lixo e Cidadania leva capacitação aos catadores de MOC-MG

A Prefeitura de Montes Claros, através das secretarias de Serviços Urbanos (SSU), Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semma), Educação (SME), Saúde (SMS) e Desenvolvimento Social (Smds), juntamente com o Conselho da Comunidade, Associação de Catadores de Montes Claros, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), com a presença do professor de Sociologia, Felipe Teixeira, da Legião de Assistência Recuparadora (O Nosso Lar), localizada à Rua Glaucilândia, 175, Bairro São Judas, com a presença da presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), a assistente social, Sônia Gomes de Oliveira, e o Ministério Público (MP), dentre outros parceiros, participou da reunião do Fórum Lixo e Cidadania, realizada na última segunda-feira (17/10). O objetivo do Fórum é promover a valorização, capacitação, estruturação e inclusão social dos catadores da cidade.

Durante a reunião, os catadores apresentaram seus trabalhos, experiências e ações, revelando o dia a dia de sua profissão. A Smds apresentou esclarecimentos sobre a área de atuação dos galpões dentro dos residenciais, como forma de maximizar e otimizar os trabalhos dos catadores. A Saúde e a Educação também apresentaram modelos de atuação para serem efetivados entre os catadores associados, com o objetivo de elevar o acesso à saúde e à educação de qualidade. Ainda durante a reunião, foram divulgadas informações sobre os recursos destinados pelo Ministério Público para a estruturação dos galpões, assim como sobre a utilização de tais recursos como capital de giro.