ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sexta-feira, 25 de abril de 2025

Quarta Congregação: no domingo, vésperas dos cardeais no túmulo de Francisco

 Quarta Congregação: no domingo, vésperas dos cardeais no túmulo de Francisco


Cento e quare


nta e nove cardeais estiveram presentes na reunião desta sexta-feira, 25 de abril, na qual foram discutidos sobre a Igreja e o mundo, bem como as exéquias do Papa. O mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias explicou que, segundo a vontade do Pontífice, as exéquias serão como as de um pastor, e não como as de um soberano. O corpo não será exposto num catafalco.

Na tarde de domingo, 27 de abril, os cardeais irão a Santa Maria Maior para visitar o túmulo de Francisco e a capela onde está exposto o ícone que lhe é querido, a Salus Populi Romani. Eles também passarão pela Porta Santa e celebrarão as Vésperas juntos. Foi o que decidiu a Quarta Congregação geral dos cardeais realizada, na manhã desta sexta-feira (25/04), das 9h10 às 12h20, informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. Cento e quarenta e nove cardeais estiveram presentes na Sala do Sínodo e houve 33 pronunciamentos sobre vários assuntos, incluindo temas da Igreja e do mundo. Como nas outras sessões, prosseguiu-se com a leitura da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis e os cardeais que chegaram, nesta sexta-feira, tiveram a oportunidade de prestar juramento. A próxima Congregação Geral, a quinta, se realizará na manhã de segunda-feira, 28 de abril, às 9h.

Os métodos e a organização das exéquias

No final da Congregação desta sexta-feira, o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, dom Diego Ravelli, explicou o rito das exéquias. "Serão as exéquias de um pastor, não de um soberano", disse ele. O corpo do Papa não será exibido no catafalco. Matteo Bruni lembrou que essas mudanças foram escolhidas e pensadas pelo próprio Francisco e aprovadas em 2024, quando foi publicada a nova edição do Ordo Exsequiarum Romani Pontificis.

Terceira Congregação dos Cardeais, conversa sobre a Igreja e o mundo

A Sala de Imprensa da Santa Sé também especificou que no sábado, 26 de abril, na missa de corpo presente, as autoridades estarão dispostas conforme o protocolo, ou seja, na primeira fila os presidentes da Argentina, terra natal do Papa, e da Itália. Depois, haverá a realeza e os outros presidentes em ordem alfabética francesa. A lista completa das delegações será divulgada na tarde desta sexta-feira. De acordo com as últimas atualizações da última quinta-feira, pelo menos 130 delegações foram confirmadas, incluindo aproximadamente 50 chefes de Estado e 10 soberanos reinantes.

Após a missa, o cortejo fúnebre não passará pela Praça São Pedro, mas retornará à Basílica. Em seguida, num veículo aberto para permitir ver o caixão, sairá do Estado da Cidade do Vaticano pela Porta del Perugino, em direção à Basílica de Santa Maria Maior. O trajeto deverá durar entre 30 e 40 minutos e o veículo que transportará o corpo do Papa seguirá numa velocidade de aproximadamente 10 km por hora. As imagens da procissão serão transmitidas ao vivo pelos canais do Vaticano Media e a transmissão terminará na chegada à Basílica Liberiana. O rito de sepultura será um ato privado. Por fim, às 21h, o cardeal Rolandas Makrickas rezará o Terço em sufrágio pelo Papa Francisco do lado de fora da Basílica.

150 mil fiéis para se despedirem do Papa e 2700 jornalistas

Esta noite, a Basílica de São Pedro fecha às 19h locais, mas às 18h termina o acesso à fila, para que os fiéis possam dar o último adeus ao Papa, antes do ritual de fechamento do caixão, que será um ato privado. Desde quarta-feira, 23 de abril, até às 12 horas desta sexta-feira, cerca de 150 mil pessoas deslocaram-se à Basílica de São Pedro para prestar homenagem ao Papa. A Sala de Imprensa informa ainda que pelo menos 2700 jornalistas de todo o mundo foram credenciados para os eventos destes dias.

FONTE: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-04/quarta-congregacao-geral-cardeais-exequias-papa-francisco.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

terça-feira, 22 de abril de 2025

Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro

 Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro

O Vaticano anunciou os detalhes das exéquias do Papa Francisco. Em 23 de abril, o corpo será trasladado à Basílica de São Pedro. A Missa das Exéquias será celebrada em 26 de abril, seguida do sepultamento na Basílica de Santa Maria Maior.

O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano anunciou os detalhes das exéquias do Papa Francisco. A cerimônia segue as indicações estabelecidas no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, documento que rege os ritos funerários do Pontífice Romano.

Traslado para a Basílica de São Pedro

Na quarta-feira, 23 de abril, às 9h (horário local), o corpo do Papa Francisco será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana.

A procissão seguirá pela Praça Santa Marta e pela Praça dos Protormártires Romanos, saindo pelo Arco dos Sinos até a Praça São Pedro, entrando em seguida na Basílica Vaticana pela porta central. Diante do Altar da Confissão, o cardeal camerlengo conduzirá a Liturgia da Palavra, após a qual será aberto o período de visitação à urna mortuária do Papa Francisco.

Exéquias e sepultamento

No sábado, 26 de abril, às 10h (horário local), será celebrada a Missa das Exéquias, que marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido. A celebração ocorrerá no átrio da Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício.

Ao final da celebração eucarística, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio — despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias. Em seguida, o caixão do Papa será levado novamente para o interior da Basílica de São Pedro e, de lá, transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento.Diversos chefes de Estado e de governo já anunciaram oficialmente sua presença para prestar homenagem ao Pontífice falecido.

fonte https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-04/papa-francisco-translado-missa-exequias.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Na Missa de Páscoa, card. Comastri agradece ao Papa: obrigado por despertar a nossa fé!

 Na Missa de Páscoa, card. Comastri agradece ao Papa: obrigado por despertar a nossa fé!



A pedido de Francisco, o cardeal italiano Angelo Comastri presidiu à Santa Missa do Domingo de Páscoa na Praça São Pedro, lotada de fiéis. O Pontífice preparou uma homilia, em que recorda que Cristo Ressuscitado abre nossa vida à esperança.

A Praça São Pedro foi enfeitada com milhares de flores para acolher o mais belo anúncio da história: Cristo verdadeiramente ressuscitou!

Cerca de 35 mil fiéis participaram da Missa de Páscoa, que este ano excepcionalmente foi presidida pelo cardeal Angelo Comastri, por desejo do Papa Francisco, ainda convalescente. A celebração teve início com a abertura do ícone do Santíssimo Salvador, com o canto do Aleluia, ausente da liturgia no período da Quaresma.  A novidade foi a leitura da homilia, pois normalmente não há nesta ocasião. O texto foi preparado pelo Pontífice.

Cristo não é herói nem peça de museu

O Santo Padre destacou dois aspectos que o anúncio da Páscoa nos sugere. Primeiramente que Cristo ressuscitou, está vivo, portanto é necessário procurá-lo em outro lugar pois não se encontra no túmulo. Não se trata de uma bela história para contar nem de um herói do passado ou uma estátua a ser colocada num museu. 

"Se Ele ressuscitou, então está presente em toda a parte, habita no meio de nós, esconde-se e revela-se ainda hoje nas irmãs e nos irmãos que encontramos pelo caminho, nas situações mais anônimas e imprevisíveis da nossa vida. Ele está vivo e permanece sempre conosco, chorando as lágrimas de quem sofre e multiplicando a beleza da vida nos pequenos gestos de amor de cada um de nós."

A fé pascal, portanto, é tudo menos uma acomodação estática ou um pacífico conformar-se numa segurança religiosa qualquer. Pelo contrário, a Páscoa põe-nos em movimento, impele-nos a correr. Eis, então, o segundo aspecto: movimentar-se. "Temos de O procurar, e, por isso, não podemos ficar parados. Temos de nos pôr em movimento, sair para O procurar: procurá-lo na vida, procurá-lo no rosto dos irmãos, procurá-lo no dia a dia, procurá-lo em todo o lado, exceto naquele túmulo", escreve o Papa.

"Irmãos e irmãs, aqui está a maior esperança da nossa vida: podemos viver esta existência pobre, frágil e ferida agarrados a Cristo, porque Ele venceu a morte, vence a nossa escuridão e vencerá as trevas do mundo, para nos fazer viver com Ele na alegria, para sempre."

A Páscoa no ano do Jubileu

Francisco recorda que o Jubileu é um convite a renovar em nós mesmos o dom desta esperança, a mergulhar nela os nossos sofrimentos e as nossas inquietações, a contagiar aqueles que encontramos no caminho, a confiar a esta esperança o futuro da nossa vida e o destino da humanidade. "Por isso, não podemos estacionar o nosso coração nas ilusões deste mundo, nem fechá-lo na tristeza; temos de correr, cheios de alegria." Para isso, citou uma frase do teólogo Henri de Lubac: "Nos bastará compreender isto: o cristianismo é Cristo. Verdadeiramente, não há nada mais do que isso. Em Cristo temos tudo".

É Cristo ressuscitado que abre a nossa vida à esperança, concluiu o Pontífice. Ele está vivo e ainda hoje quer renovar a nossa vida:

“Irmãs, irmãos, na maravilha da fé pascal, trazendo no coração todas as expetativas de paz e libertação, podemos dizer: Convosco, Senhor, tudo é novo. Convosco, tudo recomeça.”

O cardeal Comastri acrescentou no final um agradecimento ao Santo Padre, "por este forte convite a despertar a nossa fé em Jesus ressuscitado e vivo, e sempre presente ao nosso lado. Obrigado, Papa Francisco e Feliz Páscoa!". 

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-04/papa-francisco-homilia-missa-pascoa-2025.html

Hoje o nosso Papa Francisco fez a Ultima Pascoa, a pascoa definitiva. Ele foi ao encontro do bom Pastor.

domingo, 13 de abril de 2025

A morte não tem vez, agora o amor vencerá

  A morte não tem vez, agora o amor vencerá


Queridos irmãos e irmãs, estamos na sexta-feira da Paixão de Cristo. É uma celebração que não há consagração da eucaristia, mas tem a comunhão aos fiéis devido  houve uma missa anterior que teve a consagração da eucaristia: corpo e sangue de Cristo. Nesta celebração temos a veneração da cruz, uma celebração contemplativa do maior sacrifício que fez pela humanidade.

Nesta sexta-feira temos 4 momentos distintos: A liturgia da Palavra  vai nos mostrar que Isaías nos revela o servo sofredor que para nós é Jesus, o servo fiel que assume as nossas fraquezas e pecado, Jesus é o sacerdote que nos leva ao Pai, pela sua mediação universal e o Evangelho que nos faz refletir que Jesus é o Rei servidor que dá a vida para salvação da humanidade, oração comunitário universal, veneração da cruz e o rito da comunhão aos fiéis presente

Temos a oração comunitária universal que nos faz orar por todos os segmentos da nossa humanidade como os cristão e não cristãos, pelos governantes e pela paz. Veneração da cruz, pois foi nela que Jesus foi pregado e morreu. A cruz é símbolo de doação e amor e misericórdia e perdão. E a comunhão, pois foi celebrado a eucaristia na véspera. Não há bênção e todos se retiram silenciosamente.

O evangelista João nos coloca na cena da Paixão e tudo que ocorreu até a morte de Jesus. Esse momento da liturgia nos ajuda a entender que o amor é a máxima da nossa existência humana. Foi por amor que Jesus se deixou entregar para que a humanidade seja salva.

Vemos que os homens de autoridade foram injustos com Cristo que só fez o bem. Um julgamento sem defesa e testemunha, u m Pilatos que não quer perder os privilégios do poder se omite por medo dos judeus.

Hoje ainda acontecem muitos julgamentos injustos que são manipulados por ideologias para que o poder injusto seja imposto por medo e um autoritarismo que cega a verdade e a justiça.

Neste contexto, temos Judas, que dá um beijo em Jesus, sinal da entrega de Jesus aos malfeitores. Maria Madalena que está sempre presente para atenuar a dor de Cristo. Uma presença que é um bálsamo e quantas vezes precisamos de alguém assim na nossa vida.

Mas a cruz não será suficiente para prender Jesus, pois o sepulcro escuro vai abrir de modo extraordinário no domingo e ali sairá Jesus, a luz do mundo, ressurgirá vitorioso. A vida vence a morte. Jesus ressuscita e ainda nos dá um presente da vida eterna.

Sexta feira sem missa, pois não há renovação do sacrifício. Isso porque celebramos a memória da morte que foi a pior injustiça do mundo.

Que esse dia seja de reflexão e expectativa da Páscoa de Cristo. A vida é vitoriosa em Cristo. Feliz páscoa para todos.

 Servus Christi semper!

Missionarius Christi.

Jose B. Schumann

 

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Vamos dar um grande Hosana Hey a Jesus

 Vamos dar um grande Hosana Hey a Jesus





Queridos irmãos e irmãs, neste domingo estamos celebrando o Domingo de Ramos e Da Paixão de Jesus.

Assim com muito fervor vamos começar a nossa semana santa quando celebramos a memória dos últimos dias de nosso salvador na terra. Jerusalém recebe jesus triunfante, mas não como os reis da época, Ele vem montado num jumento. A nova Jerusalém se inicia com a chegada de Jesus.

Aquele poder tirano não vai mais existir, pois Jesus é Rei humilde e servidor que foi dito por Isaias na sua profecia. A igreja primitiva havia duas tradições que eram celebradas, uma em Jerusalém que falava da entrada triunfante de Jesus em Jerusalém e a outra em Roma que citava a paixão de Cristo.

Agora as duas tradições se fizeram presente até hoje. Portanto a celebração começa com a procissão de ramos e dentro da Igreja a celebração da proclamação da Paixão de Cristo.

A primeira parte festiva e todos gritam hosana ao Rei, Filho de Davi e depois é concretização da missão de Jesus que é a sua paixão e morte na cruz. O servo que sofre em obediência a Deus Pai. Jesus foi obediente sempre. Mesmo com Todo sofrimento, o servo confia nos planos de Deus (Is 50,4-7).

Esse servo predito por Isaias é Jesus.

O salmo que é cantado na missa é dito por Jesus na cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"

Na carta aos filipenses (Fl 2,6-11) nos mostra um hino cristológico. Aqui se fala do real despojamento de Cristo, ele sendo Deus se fez homem e igualou a todos nós como ser humano, mas sem cometer o pecado. Jesus se deixou humilhar e foi até a morte de cruz. Tudo isso para nos salvar. Por isso Deus Pai o glorificou na Ressurreição.

O evangelho de Lucas (Lc 22, 1-49)   nos faz refletir e contemplar a Paixão de Cristo. Sabemos que Jesus fez o grande ministério sem ostentação e nem servir da sua condição para explorar o povo. Esteve do lado dos marginalizados e pobres deste mundo. Hoje ainda temos muitos explorados pelos gananciosos do poder religioso, político e econômico. Ele fez o bem e isso deixou os poderosos obcecados em punir e matar. Sua vida e atitude levaram a morte. O anuncio do reino de justiça, misericórdia e amor.

O amor é a parte principal da nossa existência no mundo. Ele não exclui ninguém. O sofrimento e paixão de Jesus não ficaram em vão pois muitos seguiram Jesus dando a vida pelos que mais sofrem no mundo. Que liturgia deste domingo e da semana santa seja momentos de muita reflexão para que possamos converte ao bem e não ficar no mundo como que nada está acontecendo.

 Servus Christi semper

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Jose B. Schumann Teólogo

domingo, 6 de abril de 2025

O Papa: na doença, Deus não nos deixa sozinhos. Francisco chega de surpresa à Praça

 O Papa: na doença, Deus não nos deixa sozinhos. Francisco chega de surpresa à Praça



Na doença, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura: disse o Papa na Missa deste domingo, presidida por dom Fisichella, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde

“Com o seu amor cheio de confiança, Deus envolve-nos para que, por sua vez, nos tornemos nós mesmos, uns para os outros, “anjos’, mensageiros da sua presença, a tal ponto que tanto para quem sofre como para quem presta assistência, a cama de um doente se pode transformar, muitas vezes, num ‘lugar santo’ de salvação e redenção”, disse Francisco na homilia por ele preparada para a Missa deste domingo - presidida na Praça São Pedro pelo arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização -, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde, com a participação de cerca de 20 mil peregrinos: pacientes, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, profissionais da saúde, voluntários, provenientes de mais de 90 países.

De seu quarto, Francisco está particularmente perto de nós

Antes de pronunciar a homilia, o arcebispo Fisichella quis dirigir-se aos participantes da Eucaristia com as seguintes palavras:

Irmãos e irmãs, a poucos metros de nós, o Papa Francisco, de seu quarto na Casa Santa Marta, está particularmente perto de nós e está participando, como tantos doentes, tantas pessoas frágeis, desta Santa Eucaristia pela televisão. Sinto-me feliz e honrado por oferecer minha voz para ler a homilia que ele preparou para esta ocasião.

Partindo da promessa de Deus trazida pelo profeta Isaías que se dirige ao povo de Israel exilado na Babilônia assegurando-lhe realizar algo de novo, que já está a aparecer, e do trecho do Evangelho em que Jesus entra na vida da pecadora que está para ser apedrejada, defendendo-a e resgatando-a da violência de seus carrascos, Francisco ressalta que em ambos os casos em que tudo parece perdido, Deus dá a possibilidade de começar uma nova existência.

Deus está sempre ao nosso lado para nos salvar

Com estas narrativas dramáticas e comoventes, a liturgia de hoje convida-nos a renovar, no caminho quaresmal, a confiança em Deus, que está sempre ao nosso lado para nos salvar. Não há exílio, nem violência, nem pecado, nem qualquer outra realidade da vida que o impeça de estar à nossa porta e bater, pronto a entrar logo que lho permitamos. Aliás, observou o Santo Padre, é sobretudo quando as provações se tornam mais duras que a sua graça e o seu amor nos apertam com uma força ainda maior, para nos reerguer.

Irmãs e irmãos, lemos estes textos no momento em que celebramos o Jubileu dos enfermos e do mundo da saúde, e não há dúvida que a doença é uma das provas mais difíceis e duras da vida, durante a qual tocamos com a mão o quanto somos frágeis. Tal como aconteceu com o povo exilado ou a mulher do Evangelho, ela pode levar a fazer-nos sentir privados de esperança no futuro. Mas não acontece assim.

Nesses momentos, continuou o Pontífice, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura.

Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde

Partilho convosco a experiência da enfermidade

Queridos médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, enquanto cuidais dos vossos pacientes, em especial dos mais frágeis, o Senhor oferece-vos a oportunidade de renovar continuamente a vossa vida, alimentando-a com gratidão, misericórdia e esperança. Ele chama-vos a iluminá-la com a consciência humilde de que nada está garantido e tudo é dom de Deus; e a alimentá-la com aquela humanidade que se experimenta quando, deixadas por terra as aparências, permanece o que conta: os pequenos e grandes gestos de amor. Permiti que a presença dos doentes entre na vossa existência como um dom, para curar o vosso coração, purificando-o de tudo o que não é caridade e aquecendo-o com o fogo ardente e doce da compaixão.

E convosco, queridos irmãos e irmãs doentes, neste momento da minha vida, estou a partilhar muito: a experiência da enfermidade, de me sentir frágil, de depender dos outros em tantas coisas, de precisar de apoio. Nem sempre é fácil, mas é uma escola na qual aprendemos todos os dias a amar e a deixarmo-nos amar, sem exigir nem recusar, sem lamentar nem desesperar, agradecidos a Deus e aos irmãos pelo bem que recebemos, abertos e confiantes no que ainda está para vir. O quarto do hospital e a cama da enfermidade podem ser lugares para ouvir a voz do Senhor que também nos diz a nós: “Vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais?” (Is 43, 19). E, deste modo, renovar e fortalecer a fé.

Saudação e agradecimento do Santo Padre aos presentes

Ao término da celebração, Francisco presenteou os participantes fazendo uma surpresa a todos, deixando-os comovidos: apresentou-se brevemente diante do altar, em sua cadeira de rodas. Detendo-se em poucos minutos, o Papa acenou aos presentes, abençoou-os e fez uma saudação:

“Bom domingo a todos! Muito obrigado!”

Antes de saudar os peregrinos e os fiéis na praça, o Santo Padre recebeu o sacramento da reconciliação na Basílica de São Pedro, deteve-se em oração e atravessou a Porta Santa.

Por fim, ao término da Missa foi lida uma mensagem de Francisco de agradecimento:

Sua Santidade o Papa Francisco sauda com afeto todos os que participaram desta celebração e agradece do fundo do coração as orações dirigidas a Deus pela sua saúde, desejando que a peregrinação jubilar seja rica de frutos. Ele lhes concede a bênção apostólica, estendendo-a aos entes queridos, aos doentes e aos sofredores, bem como a todos os fiéis hoje reunidos.

FONTE :https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-04/papa-francisco-homilia-missa-jubileu-dos-enfermos-mundo-da-saude.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT


sábado, 5 de abril de 2025

Quem vai atirar a Primeira Pedra Queridos irmãos e irmãs, vamos celebrar no dia 6/4 o último domingo da Quaresma. Foram momentos fortes de oração, penitência e jejum para que possamos ter um coração misericordioso e não juiz de alguém. Somos convidados a ter fraternidade, não julgar alguém e nem atirar pedras em pessoas que caíram no pecado. O mal deve ser combatido com o bem, com a tolerância e amor. A quaresma é propício para isso para que na Páscoa sejamos livres e melhores como pessoa, como cristão e como um bom exemplo que está em comunhão com Cristo, com os irmãos e na comunidade. Isaías nos mostra um anúncio da libertação do Povo do exilio. Lá foram momentos difíceis, mas Deus ouviu a prece do povo. Agora estão no êxodo para a terra Prometida que Deus tinha falado e feito a aliança com povo no Deserto. Deus é fiel. Esse caminhar do povo nos remete para quaresma que é um caminho para a vida nova sem pecado e viver a graça pascal que nos faz pessoas novas em comunhão com Deus. Devemos o que nos faz ser presos no mundo onde o mal não nos deixa livres. Não podemos deixar ser escravizados neste mundo complicado pela violência, pelo ódio, terror e mal. (Cf. Is 43,16-21) Na carta de Paulo nos exorta com a sua opção por Cristo, pois é isso que lhe interessa e o resto ele considera lixo. Assim é a melhor maneira de sermos melhores e santos. Fazer de nossa vida uma oblação agradável a Deus. Não permitir que o mal nos engane e nem nos deixar se escravizar pelas coisas do mundo que são passageiros. De sim para a vida e não para o pecado que mata. (cf. Fl 3,8-14) O evangelista João (cf. Jo 8,1-11) nos fala da cena de Jesus com as pessoas que queriam apedrejar a pecadora. Jesus é misericordioso com ela e diz quem te condenou, ela responde: ninguém senhor, então Jesus fala: eu também não, vai e não peques mais. Nada passa percebido por Jesus, mas os escribas e os homens da Lei queriam pegar Jesus de qualquer jeito. Mas não era hora ainda, Jesus é o senhor do tempo. Muitas vezes nós queremos julgar e atacar outros sem nos julgar primeiro as nossas atitudes que muitas vezes não batem no que Jesus quer. Devemos buscar a conversão sempre. Que esta liturgia nos ajude a refletir para que não possamos ser algoz dos nossos irmãos que falham e que a misericórdia de Deus nos abrace. Amém. Salve Maria e Viva Cristo sempre. Christi semper sumus!!! Jose B. Schumann

  Quem vai atirar a Primeira Pedra



Queridos irmãos e irmãs, vamos celebrar no dia 6/4 o último domingo da Quaresma. Foram momentos fortes de oração, penitência e jejum para que possamos ter um coração misericordioso e não juiz de alguém.

Somos convidados a ter fraternidade, não julgar alguém e nem atirar pedras em pessoas que caíram no pecado. O mal deve ser combatido com o bem, com a tolerância e amor.

A quaresma é propício para isso para que na Páscoa sejamos livres e melhores como pessoa, como cristão e como um bom exemplo que está em comunhão com Cristo, com os irmãos e na comunidade.

Isaías nos mostra um anúncio da libertação do Povo do exilio. Lá foram momentos difíceis, mas Deus ouviu a prece do povo. Agora estão no êxodo para a terra Prometida que Deus tinha falado e feito a aliança com povo no Deserto. Deus é fiel.

Esse caminhar do povo nos remete para quaresma que é um caminho para a vida nova sem pecado e viver a graça pascal que nos faz pessoas novas em comunhão com Deus. Devemos o que nos faz ser presos no mundo onde o mal não nos deixa livres.

Não podemos deixar ser escravizados neste mundo complicado pela violência, pelo ódio, terror e mal. (Cf. Is 43,16-21)

Na carta de Paulo nos exorta com a sua opção por Cristo, pois é isso que lhe interessa e o resto ele considera lixo. Assim é a melhor maneira de sermos melhores e santos. Fazer de nossa vida uma oblação agradável a Deus.

Não permitir que o mal nos engane e nem nos deixar se escravizar pelas coisas do mundo que são passageiros. De sim para a vida e não para o pecado que mata. (cf. Fl 3,8-14)

O evangelista João (cf. Jo 8,1-11) nos fala da cena de Jesus com as pessoas que queriam apedrejar a pecadora. Jesus é misericordioso com ela e diz quem te condenou, ela responde: ninguém senhor, então Jesus fala: eu também não, vai e não peques mais.

Nada passa percebido por Jesus, mas os escribas e os homens da Lei queriam pegar Jesus de qualquer jeito. Mas não era hora ainda, Jesus é o senhor do tempo.

Muitas vezes nós queremos julgar e atacar outros sem nos julgar primeiro as nossas atitudes que muitas vezes não batem no que Jesus quer. Devemos buscar a conversão sempre.

Que esta liturgia nos ajude a refletir para que não possamos ser algoz dos nossos irmãos que falham e que a misericórdia de Deus nos abrace. Amém.

Salve Maria e Viva Cristo sempre.

Christi semper sumus!!!

Jose B. Schumann

sábado, 29 de março de 2025

Devemos ser misericordiosos no mundo cheios de ódio e violência

 Devemos ser misericordiosos no mundo cheios de ódio e violência



Queridos irmãos e irmãs, neste domingo somos convidados a se reconciliar com Deus e com os irmãos. Estamos celebrando neste domingo o 4º Domingo da Quaresma.

A páscoa é um momento de alegria. É celebrar a nova vida em Deus na aliança que Deus faz com o seu povo. O pecado nos afasta de Deus e dos irmãos.

Qual é o sinal de pertença a Deus? É a circuncisão que o deveriam fazer. O povo chegou na terra prometida, pois Deus é fiel. Estamos na quaresma e neste tempos somos convidados a reconciliar com Deus e com todos. Um caminho difícil, passamos no deserto da vida e de provações, se ficarmos firmes podemos celebrar a Páscoa. (Cf. Jos 5,9a.10-12)

Na segunda carta de Paulo aos Coríntios temos um hino da misericórdia. É Cristo nos dá a vida e nós devemos nos deixar reconciliar com Deus, pois Deus é misericordioso e nos espera de braços abertos. A reconciliação é feita com Deus em Cristo, mas é preciso que estejamos bem com os irmãos. Não há amor de um só lado. (Cf. 2Cor 5,17-21)

No evangelho de Lucas (cf. Lc 15,1-3.11-32) Temos três parábolas para que possamos pensar na busca da reconciliação e perdão. Jesus estava sempre próximo aos marginalizados e aos pecadores para resgatá-los. Os fariseus o criticam por causa disso, então Jesus conta a parábola da ovelha perdida entre as 99 que estavam no redil. O que faz o pastor? Deixa as 99 bem guardadas e vai atrás da ovelha perdida e fica contente de encontrar e a coloca nos ombros e traz para seu lugar seguro junto ao pastor.

A moeda de valor perdida, então a pessoa que a perdeu procura e fica feliz quando encontra e conta para todos eu achei a moeda. Assim Deus age para conosco quando um pecador perdido retorna para a vida da graça com Ele.

O filho mais novo pede a herança e sai para o mundo gasta tudo numa vida de pecado e desregrado. Quando tudo acaba, as pessoas sumiram do seu convívio. Então procura emprego e este foi tratar os porcos, mas nem a comida tinha e se quisesse comer tinha que lutar pelas bolotas jogadas para criação.

Com esse sofrimento, ele reflete que os empregados de seu pai eram bem tratados e resolve voltar, mas não para ser tratado como filho. De longe o pai o avistou e foi atrás dele antes de o filho pedir de joelhos, o pai o abraça e o leva para a casa e lá ele volta ter dignidade com novas roupas e um anel.

O filho mais velho voltou do trabalho, viu a festa, chamou o criado e perguntou porque esta festa? O empregado fala que seu irmão voltou e por causa disso está fazendo a festa. Ele ficou irritado e não quis entrar. 

O pai vai ao encontro dele e diz: filho que tenho é teu, mas seu irmão estava morto e agora vive e arrependido do que que fez. Deus também é assim, pois ele está sempre de braços abertos para nos acolher e dar o seu perdão para que possamos ter uma vida nova.

Queridos irmãos e irmãs, que esta liturgia nos ajude a sermos mais misericordiosos conosco e com os nossos irmãos de caminhada, seguindo Jesus na comunidade, buscando a reconciliação com todos.

Tudo por Jesus, nada sem Maria !

 Servus Christi semper!

 Jose B. Schumann

domingo, 23 de março de 2025

O lugar é santo, então "Tira as sandálias..."

 O lugar é santo, então "Tira as sandálias..."



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 3º Domingo da Quaresma. O apelo que mudemos de vida e convertemos para Deus com uma vida diferente. O que faz a gente ser pessoa nova é o amor, a justiça, a misericórdia e ser um agente de paz.

Para que isso seja realidade é um processo longo, pois temos que desfazer muitas coisa que atrapalha de sermos livres e e sacrifício para acontecer isso. Mas Deus dá a graça. Deus nos manda tirar as sandálias para que só a nossa pessoa entre no caminho santo de Deus.

No livro do Êxodo (3,1-8.13-15) Deus se manifesta através de uma sarça ardente sem se consumir, é uma teofania de Deus para Moisés. Deus fala que o lugar é santo para se aproximar deveria tirar as sandálias, ficam descalços, pisando sobre a terra para significar que somos pó da terra. Assim começa a história do êxodo do povo de Deus. Deserto é o lugar onde podemos conversar com Deus e Ele se deixa encontrar.

O povo precisa tirar todas as coisas que se apegaram no Egito, terra de pagãos e assim purificar as más influências de lá que não deixa a pessoa ser livre e pura. Assim vão começar uma nova vida, mas não é fácil, pois tem que confiar no Deus libertador que foi conduzido por Moisés. Hoje devemos ter a coragem de tirar tudo que não nos deixa livre.

Na Carta aos Coríntios (1Cor 10, 1-6.1-12) nos mostra Paulo que nos faz lembrar dos grandes feitos de Deus ao Povo no deserto. Ele nos alerta dizendo: " Todos comeram o mesmo pão espiritual (o maná) ...Beberam todos a mesma bebida espiritual (água do rochedo) ...

Mesmo de tantas provas que Deus um Deus que cuida e zela o povo dele, mas não assumirá de fato a Aliança e por causa disso morreram e ficaram no deserto não entraram na Terra prometida.

Aqui tem uma observação dele é uma exortação pois não podemos cair na mesma tentação do Povo no deserto. O que importa para nós é a comunhão com Deus, sendo fiel a Lei, viver o amor verdadeiro e partilhar e não apenas cumpridor de ritos e sacramentos sem se comprometer com todos em Deus.

O Evangelista Lucas (Lc 13,1-9) nos fala de dois acontecimentos horríveis como a matança de Pilatos e a queda da torre de Siloé com 18 mortos.  Esses acontecimentos não são castigo de Deus, mas um apelo para que possamos converter e ficar preparados para as fatalidades do mundo sem perder a fé. Devemos querer a salvação que Jesus traz para nós, mas se rejeitarmos, isso será uma tragédia para cada um que recusa a graça da salvação de Cristo.

A parábola da figueira estéril que não dava fruto e Jesus queria que arrancasse e botasse fogo, mas os homens pedem:  "Senhor, deixe ainda esse ano.  Vou cavar em volta dela e colocar adubo...Talvez depois disso, venha a dar frutos...". Jesus aceita, isso demonstra que Deus tem paciência pela nossa conversão e mudança de rumo de vida, isto é do pecado para a graça de uma vida mais santa.

Fazer penitência e reconhecer que é pecador, mas caminharmos no bem para a direção das coisas boas com Jesus na graça do amor de Deus. Não podemos ser figueiras estéreis que não produz frutos mesmo com tanta adesão à comunidade, mas esfriando na fé. Devemos ser cristãos coerentes e como nosso agir testemunhamos Jesus com a nossa vida.

Que esta liturgia nos ajude a entender que é preciso que convertemos  o nosso coração com propósito de vivermos mais unidos a Cristo produzindo bons frutos. Vamos tirar de nós os apegos, tirando as sandálias porque o mundo é lugar santo onde Deus nos chama à conversão e libertação.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Missionarius Christi semper!

Jose B. Schumann

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

A Boca revela o coração se é bom ou não

 A Boca revela o coração se é bom ou não



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando no próximo domingo o 8º Domingo do Tempo comum, antes da quaresma. Infelizmente somos levados a julgar os outros pelas aparências. Deus não é assim. Sejamos justos em nosso proceder.

Deus nos mostra como dever o nosso agir. Pelas nossas palavras e obra que fazemos, mostramos quem somos de fato.

No livro Eclesiástico (Eclo 27,5-8) Deus nos fala que os defeitos saem da nossa boca, pois ao falar o homem se revela quem é. É um conselho que devemos seguir, ser por dentro para transparecer o que é por for.

Na Primeira Carta de Paulo aos coríntios nos mostra esse lindo hino da Vitória de Cristo, isto é, da vida sobre a morte. Com Cristo a morte não tem a última voz. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”(cf. 1 Cor 15, 54-58)

No Evangelho de Lucas (Lc 6,39-45) nos conta parábola que diz: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? E ainda dá recomendações sobre como deve ser o discípulo dele dizendo: se o discípulo for bem formado é igual ao mestre e ainda que o discípulo não pode ser mais que mestre.

Não podemos pensar tirar um cisco nos olhos dos irmãos se nós tivermos trava neles que nos impede de ver as coisas como são. Devemos pensar que uma árvore má não pode dar bons frutos se não maus. Nada de bom sai em lugar que é mau. O nosso coração é um depósito de boas e más intenções, pois o que nos leva ao pecado sai da nossa própria boca e da bondade também. Cuidemos de ter bom sentimento que vem do nosso coração para edificarmos a Igreja.

Devemos fazer o bem sempre e praticar a justiça, o amor e a misericórdia.

Que esta liturgia deste domingo que antecede a quaresma sejamos atento ao bem e que preparemos bem para depois celebrar a Páscoa.

Oremos pelo nosso Papa Francisco para que pela vontade Deus se recupere.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Missionarius Christi semper.

Jose B. Schumann Bacharel em Teologia