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Somos livres desde a criação do mundo. Deus nos cria por amor e nos dá um mundo todo para que cuidássemos dele e da nossa sobrevivência. A liberdade dada por Deus à humanidade foi uma grande aposta na criação e criatura divinas, firme de que essas estariam em comunhão plena com Ele. Estar em comunhão significa o exercício pleno da liberdade.
O livre arbítrio nos faz imagem e semelhança de Deus. O pecado do homem foi querer viver sem Ele, tornando-se orgulhoso e auto-suficiente. Assim ele desobedece e afasta-se de Deus, o seu criador. A humanidade se contamina com o mal. Daí vem a inveja, a morte, o ódio, a vingança, a mentira, as dissimulações, o egoísmo, a ganância e muitas outras coisas que desfiguram a imagem e semelhança de Deus que nós temos.
Deus não esquece da sua criação e nem da ingratidão que ela fez para com Ele. Este planeja e executa um plano de salvação do homem e da mulher. Tem uma pedagogia própria durante a história salvífica da humanidade. Ele faz alianças e é fiel sempre, mesmo quando a humanidade as transgride. Na plenitude do tempo, envia Cristo, nascido de uma mulher. Ela foi concebida sem pecado. A sua natividade foi extraordinária. Nela restaura a criatura já projetada no início da criação.
16º Grito dos Excluídos em MOC (07/09/2010)
Maria tinha que nascer e crescer sem pecado porque nela habitaria o verbo de Deus que é Perfeitíssimo por obra do Espírito Santo. Deus abre a porta do céu em Jesus e a liberdade perdida no Paraíso agora é uma conquista de todos em Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
Hoje se percebe no mundo que, para ser feliz, não é preciso de Deus e que, com as nossas forças, chegamos à perfeição. Isto é um grande engano. Sem Jesus Cristo, nada podemos fazer. Jesus é o tronco seguro, lugar onde os galhos devem estar ligados para ganhar a verdadeira vida. Ele é o guia seguro que traz a rota certa para chegar ao céu. Ele é o Bom Pastor que cuida, zela e protege o Rebanho. Jesus é atento às ovelhas, mesmo as doentes e fracas. Ele restaura as suas forças e traz vida e liberdade para elas.
Não se pode apagar uma cultura marcada pela Cruz de Cristo. Nela a Redenção aconteceu e a liberdade de sermos de filhos de Deus foi restaurada. A morte que atormentava a humanidade foi vencida na Vitória de Cristo, o servo sofredor e obediente, na Ressurreição. A morte não tem mais primazia. Mesmo se estivermos mortos, mas se crermos no Cristo Vivo, ressuscitaremos para viver na Glória de Deus por toda a eternidade.
O caminho da liberdade, que Jesus nos ensinou com um novo mandamento, é amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e seguir o exemplo de Jesus que nos amou até o fim, em um despojamento total de si na cruz para salvar a nossa pessoa na sua globalidade, e fazer de cada um de nós novas criaturas e libertadas da escravidão do pecado que mata.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 11 de setembro de 2010
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