jbscteologo@gmail.com
O ser humano é dotado de inteligência, de uma alma, de um corpo e de um espírito. Ele sempre tem no seu íntimo a busca de uma liberdade que o respeita na sua integridade e que o leva ao crescimento moral, espiritual e humano. Não se pode tratar a pessoa como coisa que se pode colocar em qualquer lugar ou manipular como fantoche. A pessoa humana é criada à imagem e semelhança de Deus e deve ser respeitada. Não se justifica nenhuma ação se não for focada para o bem comum, a solidariedade, a fraternidade e a justiça para todos.
Sobre a fé e a razão, o nosso papa Bento XVI nos mostra que não podemos ignorá-las, porque elas estão intimamente ligadas à essência da pessoa humana. Cabe a nós dar maturidade para não cairmos no reducionismo e nem em uma ingenuidade que aliena o ser humano (www.zenit.org). "Neste sentido, o papel da religião no debate político não é tanto proporcionar tais normas, como se os não-crentes não pudessem conhecê-las. Menos ainda propor soluções políticas concretas, algo que está totalmente fora da competência da religião. Seu papel consiste, ao contrário, em ajudar a purificar e iluminar a aplicação da razão à descoberta de princípios morais objetivos” (www.zenit.org).
“Este papel corretivo da religião a respeito da razão nem sempre foi bem-vindo”, em parte devido a “expressões deformadas da religião, tais como o sectarismo e o fundamentalismo, que podem ser percebidos como geradores de sérios problemas sociais. E, por sua vez, tais distorções da religião surgem quando se presta uma atenção insuficiente ao papel purificador e estruturador da razão com relação à religião” (www.zenit.org). "Sem a ajuda corretiva da religião, a razão pode ser também presa de distorções, como quando é manipulada pelas ideologias ou se aplica de forma parcial em detrimento da consideração plena da dignidade da pessoa humana" (www.zenit.org).
Por isso, a religião "não é um problema que os legisladores devam solucionar, mas uma contribuição vital para o debate nacional". Sobre a Liberdade religiosa, o papa nos orienta e nos fala o seguinte. O papa expressou sua preocupação "crescente na marginalização da religião, especialmente do cristianismo. Em alguns lugares, inclusive em nações que outorgam uma grande ênfase à tolerância", essa ordem marginal já ocorre. "Há alguns que desejam que a voz da religião se silencie ou pelo menos que se relegue à esfera meramente privada. Há também os que defendem que a celebração pública de festas como o Natal deveriam ser abolidas, segundo a discutível convicção de que este ofende os membros de outras religiões ou de nenhuma” (www.zenit.org).
"E há outros que sustentam, paradoxalmente com a intenção de suprimir a discriminação, que se deveria pedir às vezes aos cristãos que desempenham um papel público que ajam contra a sua consciência", acrescentou. Tudo isso são "sinais preocupantes de um fracasso na estima não só dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e à liberdade religiosa, mas também do legítimo papel da religião na vida pública" (www.zenit.org). Neste sentido, apreciou "o convite sem precedentes que me foi dado hoje" de falar à classe política, assim como a colaboração que a Grã-Bretanha e a Santa Sé mantêm em muitos âmbitos, como a ajuda ao terceiro mundo e a supressão do comércio de armas.
Por isso, o papa convidou as autoridades britânicas a colaborar mais com as comunidades cristãs locais, convencido de que "também dentro deste paí, há muitas áreas nas quais a Igreja e as autoridades públicas podem trabalhar conjuntamente pelo bem dos cidadãos" (www.zenit.org). No entanto, "para que tal cooperação seja possível, as entidades religiosas, incluídas as instituições vinculadas à Igreja Católica, precisam ter liberdade de ação conforme seus próprios princípios e convicções específicas, baseadas na fé e no magistério oficial da Igreja".
"Assim, serão garantidos direitos fundamentais como a liberdade religiosa, a liberdade de consciência e a liberdade de associação", concluiu, convidando-os a "reconhecer a contribuição vital que a religião ofereceu e pode continuar oferecendo à vida da nação" (www.zenit.org). Com essas palavras seguras do nosso papa Bento XVI, podemos com certeza crescer no entendimento entre os povos de diversas raças, religiões e posicionamentos políticos, mas visando a harmonia entre todos e construindo uma civilização para o amor e a paz na justiça para todos.
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 04 de outubro de 2010
CONTAGEM REGRESSIVA
acesse www.arquimoc.org.br e fique por dentro das atividades do Centenário da Arquidiocese de Montes Claros
ACESSE TAMBÉM
www.zenit.org
> > > De 09 a 19 de dezembro de 2010, Exposição do Centenário da Arquidiocese de Montes Claros na Galeria Godofredo Guedes do Centro Cultural Hermes de Paula, Centro de MOC. Dentre muitas outras atrações, como a imagem de Maria, Mãe da Igreja feita por artista norte-mineiro especialmente para este 1º Centenário, fotos das 59 matrizes desta Igreja particular. Participe!



ACESSE
www.sertaoigreja.blogspot.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário