Papa foi chamado de marxista após
lançar documento em que afirmou que o capitalismo seria "uma nova
tirania"
Que a logica do cristianismo deve ser o Pão Nosso de cada dia para todos, o Pai Nosso seja de todos e que o Reino de Deus
que começa aqui seja de todos para ser culminado na eternidade.” ( Jose
Benedito Schumann Cunha)
ReutersPor Philip Pullella
O papa Francisco, em resposta às
críticas de conservadores de que suas ideias econômicas e sociais respingam no
comunismo, disse para um jornal italiano neste domingo (15) que não é marxista,
mas mesmo marxistas podem ser boas pessoas.
Francisco também negou que
pretende nomear uma cardeal feminina, disse que está fazendo um bom progresso
para sanear as finanças do Vaticano e confirmou que vai visitar Israel e a
Palestina no ano que vem, segundo o La Stampa.
Mês passado, um programa de rádio
ancorado por Rush Limbaugh, que tem muitos fãs nos Estados Unidos, criticou o
papa por comentários sobre a economia mundial.
Limbaugh, que não é católico,
disse que partes do documento eram "marxismo puro saindo da boca de um
papa" e sugeriu que alguém escreveu o documento papal por ele. Também
acusou o papa de passar dos limites do catolicismo e ser "puramente
político".
Em resposta às acusações, que
iniciaram um debate na mídia e nos blogs mês passado, Francisco, membro da
ordem dos jesuítas, associada a políticas sociais progressistas, disse que
"a ideologia marxista é errada, mas, na minha vida, conheci muitos
marxistas que são boas pessoas, então não me sinto ofendido".
Ele também foi criticado por
outros conservadores. No documento do mês passado, considerado uma plataforma
do seu papado, Francisco atacou o capitalismo como "uma nova tirania"
e disse que "a economia de exclusão e desigualdade" matou pessoas ao
redor do mundo.
Na sua resposta aos críticos,
Francisco disse que não estava falando como um "técnico, mas de acordo com
a doutrina social da Igreja Católica Romana, e isso não o transforma em um
marxista". Ele disse que estava apenas tentando mostrar "um recorte
do que estava acontecendo" no mundo.
Em outro documento semana
passada, Francisco disse que salários enormes e bônus eram sinstomas de uma
economia baseada na ganância e pediu que as nações diminuíssem a desigualdade
econômica.
Preocupações conservadoras
Conservadores estão preocupados e
decepcionados com pronunciamentos do papa, como quando ele disse que não estava
em posição de julgar homossexuais, que são pessoas de bem, sinceramente
procurando Deus.
Sobre as especulações de que
estaria pensando em nomear uma cardeal feminina ano que vem, disse: "Eu
não sei da onde essa ideia saiu. As mulheres na Igreja deveriam ser
valorizadas, mas não virarem clérigos".
Ele disse que as reformas
financeiras estão "no caminho certo", mas ainda não decidiu o que
fazer com o Banco do Vaticano, envolto em escândalos nas últimas décadas. No
passado, não descartou fechá-lo.
Francisco disse que está
"ficando pronto" para visitar a Terra Sagrada ano que vem, no 50°
aniversário de quando o papa Paulo VI se tornou o primeiro papa nos tempos
modernos a visitar o local.
Ele foi convidado por Israel e
pela Autoridade Palestina para fazer uma visita, que deve ser realizada em maio
ou junho.
Fonte:www.uol.com.br
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