Cristo, o Sol reinante do
Universo

Queridos irmãos e irmãs, estamos
celebrando hoje a grande Festa do Cristo, Rei do Universo e durante todo esse
ano litúrgico, a Igreja nos envolveu todo mistério do projeto de Deus em Jesus
Cristo. Sabemos que Jesus é Rei por excelência e na carta de São Paulo aos
Filipenses já nos diz em alto: “Por isso
Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os
nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos
infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é
Senhor”. (Fl2, 9-11).
Esta verdade nos impulsiona
sempre para o Reino definitivo que Deus dará a todos. Termina-se um ano e
começará outro novo, que será próximo domingo. Será para nós o Tempo do Advento
na expectativa da nova vinda do Senhor e ainda fazer a Memória do Natal de
Jesus. Nós vamos mergulhar no Tempo da graça e atualizando-se a vida de Jesus
na nossa história nos seus gestos e atos para realizar o Projeto de Salvação de
nosso Deus. Jesus virá na sua plena gloria como Rei de todo Universo para
julgar os vivos e os mortos.
As leituras bíblicas desse domingo
nos falam do Rei e do seu Reino. Esse Reino, Jesus colocou no coração dos seus discípulos e do povo que iam ao seu encontro.
Ele falou de um tempo definitivo onde a justiça de Deus imperará para sempre.
Ele deixou a Igreja para perpetuar em nós a vontade de construir e participar
desse Reino de Deus que Jesus inaugurou para toda a humanidade. A realeza de
Cristo se torna visível para nós em três aspectos como Pastor, Soberano e Juiz.
No livro do Profeta Ezequiel nos
fala que Deus que se revelou como um Pastor zeloso que cuida bem de suas
ovelhas, não é explorador e nem abusa do Povo. É sempre solicito, e não é
usurpador e nem procura tirar vantagem. Os maus pastores do povo fizeram com
que o rebanho caminhasse para a morte e muita desgraça que se culminaram com a catástrofe
de Jerusalém e o Exílio do Povo. Agora, O profeta fala de esperança ao Povo,
pois o Pastor que virá e Ele será o Bom Pastor que conduzirá de novo o Povo que
está disperso para a terra onde Deus sempre sonhou. Esta terra é lugar de
justiça, de partilha, de amor e de comprometimento da vontade de Deus. (cf. Ez
34, 11-12.15-17)
Na primeira carta de São Paulo
aos coríntios nos mostra a realeza de Jesus como Soberano, pois Ele é vencedor
da morte e do pecado e nos dá de presente a vida plena. A sua cruz é o trono da
graça e a sua coroa de espinho e sua morte são para nós gestos supremos de amor
e doação Dele a nós. Jesus dá um basta à morte e tudo de ruim para a
humanidade, agora, a morte não tem mais a ultima palavra. A certeza de nossa
ressurreição está em Cristo vivo e ressuscitado para sempre. A profecia de
Ezequiel se cumpre de modo definitivo em Cristo. (cf. 1Cor 15,20-26.28)
No Evangelho de São Mateus nos mostra
Jesus como Juiz. Aqui se fala que Jesus virá em gloria e sentará no trono para
julgar os vivos e os mortos sob a ótica da justiça. Ele separará os bons e os
maus como um pastor que separa as ovelhas do cabrito. A justiça de Deus está na
coerência de vida e no testemunho diário de nossa vida no bem. Cada ato desinteressado
que fazemos nesse mundo é para outro ter vida plena em abundância. Os famintos,
os pobres, os doentes, os presos e os injustiçados, todos devem ser centro de
nossa atenção em Cristo, o verdadeiro Rei
Servidor. (cf. Mt 25,31-46)
Que esta liturgia nos faz pensar,
refletir e agir a favor de todos, pois ninguém pode ficar longe da mesa da
Palavra que nos salva e da Eucaristia que nos fortalece para construir já entre
nós o Reino definitivo que se culminará no Céu. Que a nossa vida comunitária seja
reflexo da nossa fé em Cristo e que seja traduzida em uma vida que gera vida, bem,
paz, justiça, amor, perdão, partilha e solidariedade para nós e para todos. Amém,
Tudo por Jesus nada sem Maria. Viva
a nossa comunidade, viva a nossa Igreja e viva Cristo, Rei universo!
(Jose Benedito Schumann Cunha
Bacharel em teologia e graduado em Filosofia)
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