O mal que está no mundo é o
pecado que fazemos
.jpg)
Queridos irmãos e irmãs, estamos
celebrando o 10º Domingo do Tempo Comum e somos convidados para saber a origem
do mal que assola a nossa realidade humana nesse mundo. Cada domingo
mergulhamos no Mistério Pascal de Cristo e assim somos iluminados na nossa
vivencia e realidade que participamos na vida, na família e na comunidade
cristã. A liturgia nos ajuda a tomar consciência do no nosso agir e as
consequência dos atos que fazemos nesse mundo.
A nossa realidade é marcada pelos
males de toda ordem e por causa disso perguntamos por que tanto mal no mundo e
qual é a sua origem. Primeiramente o mal é ausência do bem e é por isso que ele
se alastra como praga daninha. Não adianta culpar os outros, pois muitos males somos
nós que causamos. Se pensarmos bem a origem e causa do mal no mundo é o pecado.
Achando que ficando longe Deus ia ter a liberdade, mas o que veio a ele é o
orgulho, a paixão desenfreada e a maldade que nos separa entre si e Deus.
O ser humano rompeu a comunhão
com Deus, afastando da intimidade com Ele e assim pecou, trazendo a
consequência o pecado que aniquila e diminui o ser humano como pessoa.
No livro do Genesis narra para
nós o primeiro pecado de Adão e Eva, pois é uma narrativa do inicio da criação.
O contexto vivido é o caos da realidade vivida das pessoas no tempo que foi
escrito pelo autor sagrado. Isso nos faz refletir esses acontecimentos como
hoje nós podemos pensar e questionar o mal que está no nosso meio. A partir
disso podemos dizer que o pecado nos faz frios nos sentimentos humanos,
tornamos egoísta e individualista e desse modo praticamos mal que atine a
todos, deixando sequelas irreparáveis na nossa sociedade.
Deus não quis o pecado de Adão e
de Eva, mas também não quer a realidade do pecado que praticamos. Vimos que a
serpente seduziu a mulher e ela fez o homem pecar, apropriando do fruto da
arvore proibida e desse desarmonizou a natureza entre si e a comunhão com Deus.
Devido a isso se esconde de Deus e ainda se acha nu diante de nova realidade. É
uma batalha sem fim e que se prolonga ate aos dias de hoje.
Deus não nos deixa sós e declara
uma esperança para a humanidade quando diz: “Então Yahweh Deus determinou à
serpente: “Porque fizeste isso, és maldita entre todos os animais domésticos e
o és entre todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o teu próprio ventre, e
comerás do pó da terra todos os dias da tua vida. “Estabelecerei inimizade
entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o descendente dela; porquanto,
este te ferirá a cabeça, e tu lhe picarás o calcanhar” (Gn 3,14-15). Agora o Paraiso terrestre é a esperança do
céu. (cf. Gn3,9-15)
Na segunda carta de São Paulo aos coríntios
nos fala do interesse dele pela comunidade de Corinto e ainda nos exorta para
os motivos que ele sofre com paciência porque está fundamentado na esperança da
ressurreição gloriosa, isso é a certeza desse premio vem pela fé que temos em
Cristo, a primícia da ressurreição(2 Cor 4,13-5,1) esta certeza é que devemos
viver , caminhando com todos para o Reino definitivo que é o céu a onde
estaremos com todo e com Deus para sempre.
O evangelista Marcos nos mostra o
caminho para lutar contra o mal que é fazer o bem, obedecendo a vontade de Deus
e amar a todos. A família de Jesus é todos aqueles que fazem a vontade de Deus
que é implantar o reino de justiça, de perdão, de solidariedade e de amor no
mundo. Quem é de Deus não provoca a divisão, mas procura a unidade e a paz. O demônio
é o autor da discórdia e da desunião. Jesus laje no poder que Deus Pai lhe
concedeu, pois Jesus faz a vontade Deus, levando a todos a salvação desejada
por Deus, criando um novo mundo sem a escravidão do pecado que aniquila o ser
humano na sua dignidade de filho de Deus que foi perdida no Paraiso. Somo chamados
a ser a família de Jesus. (Mc 3, 20-35)
Que a liturgia nos ajude a
libertar do pecado e ser promotores de um mundo melhor para todos.
Tudo por Jesus nada sem Maria
Jose Benedito Schumann Cunha
Nenhum comentário:
Postar um comentário