A riqueza verdadeira é o tesouro que
não acaba

Queridos irmãos e irmãs, estamos
celebrando hoje o 18º Domingo Comum e ainda celebrando o Dia do Padre. Sabemos que
ser padre é uma vocação linda e o bom padre é aquele que se despoja de tudo,
sem acumular nada, para poder servir bem a comunidade. É uma pessoa de oração,
de zelo pelo rebanho e sempre procura aqueles que estão fora o precisando de
ajuda.
A liturgia de hoje nos faz refletir
o despojamento e confiança em deus, para acumular tesouros no céu que é a
partilha, o amor, a solidariedade e a compaixão a todos, principalmente os mais
pobres e desvalido desse mundo.
O mundo de hoje é marcado pelo
materialismo e a acumulo de bens. Vemos hoje a realidade onde as pessoas pensam
em segura nessa vida como boa aposentadoria, bens e ostentação.
Vivemos uma realidade que milhões
estão desempregados, doentes sem nenhum recurso de saúde e fome e miséria por
todo lado, mas há muitos que preocupam para mudar essa realidade de morte para
uma realidade de vida.
A liturgia bíblica desse domingo
vai nos alertar para essa ilusão do acumulo e bem estar da nossa sociedade. O
livro de seciastes nos faz uma exortação se ficarmos presos a matéria,
estaremos vivendo a vaidade das coisas que passam e se corroem no nosso mundo
como: ouro, segurança, casas e riquezas. A nossa existência terá sentido se
buscarmos outros bens que não perecem. A ganancia e ostentação de alguns
provocam no mundo fome, desigualdades e mortes. (cf. Ecle 1,2; 2,21-23)
O rei Salomão, apesar de sábios,
rido e poderoso, reconhecia que tudo isso é vaidade e apenas vaidade que passa,
por isso vivia na confiança de Deus que tudo pode e faz por todos.
Na carta de São Paulo aos
colossenses, ele nos exorta que quando somos batizados, nós nos identificamos e
configuramos a nossa vida em Cristo, por isso o homem velho escravo do pecado
não viverá mais e sim o homem novo que caminha restaurado para o reino
definitivo de Deus no céu.
Assim, o cristão vive no amor, na
esperança e na fé, tendo a sua vida reflexo do amor infinito de Deus Pai. A riqueza
terá outro sentido se a mesa é farta e partilhada com todos. Desse modo "Se
ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto e não às da terra." (cf.
Cl 3, 1-5.9-11)
No Evangelho de São Lucas, Jesus
Cristo denuncia a cobiça e a preocupação exagerada pelos bens terrenos pelas
pessoas e isso não leva a lugar nenhum e muitas vezes queremos coisas na terra
como mais dinheiro, mais propriedades e mais ostentação e segurança, mas não
temos poder para prolongar os nossos dias, então num dia para outro vamos
morrer e nada adiantou de ajuntar coisas nesse mundo. Temos que tomar cuidado sobre
só possui e ter ganancia de coisas nesse mundo sem preocupar com os outros que
estão em situação de miséria e fome.
Os bens não trazem segurança e
nem prolongam a nossa vida, pois quando formos ao encontro de Deus, vamos estar
de mãos vazias. Qual é o pecado do homem diante da matéria nesse mundo, a
resposta é simples é acumular sem pensar no outro e nem na justiça que devemos
fazer. (cf. Lc 12,13-21) A mesa não pode conter só eu, mas sim abrir o banquete
da vida para todos.
Que esta liturgia nos ajude a
entender que ter não é problema se não tivermos um espirito generoso de
partilha, amor, perdão e compaixão para com outros que precisam de nossa ajuda.
Assim podemos caminhar tranquilos par o céu.
Hoje devemos rezar para os nossos
padres que tenham alegria de servir Cristo nos irmãos e irmãs, principalmente os
que mais precisam e estão gritando por nossa ajuda,
Tudo por Jesus nada sem Maria!!!
Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo
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