Domingo de Ramos e da Paixão de
Jesus: é a caminhada da nossa Redenção

Queridos irmãos e irmãs, estamos
celebrando o Domingo de Ramos e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos
fazer uma nova caminhada nessa semana que se inicia, fazendo a memória da última
semana de Jesus na terra e se comprometer mais com a causa do Reino de Deus que
Ele nos ensinou e que a Igreja nos alerta sempre para isso. A via crucis de
Jesus nos faz pensar e refletir como que o poder, a ideologia política, econômica
e religiosa tentam minar a verdadeira causa de Deus. Jesus veio para ensinar
aos homens que todos são importantes e devem ser respeitados em seus direitos
fundamentais da vida.
Hoje estamos vivendo uma pandemia
que atingiu a todos e percebemos como que somos frágeis. Essa situação é para
que possamos rever os conceitos e valores que devem ser valorizados em nossa
vida e na nossa sociedade.
Na celebração desse domingo está
dividido em duas partes importantes. A primeira é a entrada de Jesus em Jerusalém
como Rei, mas um Rei diferente que vem montado em um burrinho e aclamado pelo
povo, é um Rei que vem para servir e não desfrutar do poder como um usurpador. A
segunda parte é a narrativa da Paixão de Jesus. Jesus sabia o que ia acontecer
com Ele, mas permitiu isso por amor a humanidade e ainda nos libertar do mal
que escraviza o homem no seu mundo particular e coletivo. O maior do mal do
homem é o pecado e ele traz a morte que aniquila a realidade de vida.
Ainda presenciamos a ideologia do
salve quem puder, esquece muitas vezes das pessoas que vivem como invisíveis da
nossa sociedade tanto capitalista como a socialista. São pessoas vulneráveis
que são esquecidas na margem da sociedade em que vivemos. Jesus se mostra
corajoso, cheio de fé e de um compromisso que selam para sempre a sua missão na
terra dado por Deus Pai: de salvar a humanidade e dar o direito à vida eterna
novamente aqueles que creem em Jesus, Senhor da vida
A liturgia bíblica nos ajuda a
compreender melhor esse mistério de um Deus que se dá vida por toda a
humanidade.
No livro do profeta Isaias nos
mostra o servo Javé. É o testemunho de quem crê no projeto de salvação e ainda
se mostra a fidelidade ao projeto de libertação. As Leituras nos ajudam a viver
o clima dos mistérios que celebramos: a figura do servo sofredor nos remete a
Cristo. Aqui sabemos que Jesus é a Palavra de Deus encarnada para trazer a
todos nós o projeto salvífíco do homem e que tem o objetivo de transformar o
homem caído pelo pecado para o novo homem livre e com condição de estar em
comunhão plena com Deus. (Is 50,4-7)
Na carta de São Paulo aos
Filipenses temos esse hino criptológico. Esse hino tem para nós a verdadeira
constatação que Jesus é o Filho de Deus que vem ao mundo em obediência a Deus Pai,
e é por isso que Ele se esvaziou por completo da sua condição divina para ser o
verdadeiro homem que vem mostrar que o caminho para chegar ao Reino de Deus
definitivo passa pela cruz, pelo amor doação e pela solidariedade e
fraternidade. A sua morte é a exaltação da vida, pois nela se torna o grito que
vai permiti a Pascoa definitiva. Sabemos que a morte é vencida e que Jesus vai ressurgir
glorioso e vitorioso devido a sua obediência como um servo sofredor que vem por
um proposito maior que é o serviço da liberdade e da vida.
Se souber tirar a lição da cruz e
da vida de Jesus vamos caminhar tranquilamente para a Pascoa Definitiva que
começa aqui no mundo agora. (Fl 2,6-11)
O evangelista São Mateus nos introduz
a clima espiritual que deve ser vivido na Semana Santa. Jesus passou fazendo o
bem e sem pretensão de usurpação de poder. Foi ao encontro dos marginalizados
do seu tempo que era explorado pelos grandes da época. Jesus veio implantar a
justiça, o amor e o perdão entre todos. Os que estavam a margem do sistema
foram acolhidos e a eles trouxe a oportunidade de ter voz e vez.
Hoje vemos que a nossa sociedade
se distanciou desse ideal de Jesus que é vida em abundância par todos.
Denunciou os ricos que exploram e os poderoso pela ganância do autoritarismo do
eu posso e do eu mando. Essa forma nova de Jesus inaugurada no mundo, mostrou para
nós que é possível todos viverem em comunidade, partilhado os bem de acordo com
a necessidade de cada um e ainda nos envolver que para todos são dados talentos
de acordo com a capacidade de dar fruto. É só comprometer com a vida. Infelizmente
há ideologias que manipulam para a manutenção de poder que escraviza e deixa
muitos a margem da vida, trazendo, dor, sofrimento e morte.
Nós somos envolvidos ao clima de
alegria da entrada de Jesus a Jerusalém, mas que muitas vezes achamos que
aderir a Jesus é só uma alegria do mundo que traz prazer, mas ela deve ser
acompanhada de sacrifício e de doação pelo outro.
Enquanto que a narrativa da
paixão nos mergulha num ambiente de dor ao estremo, da angustia, da ausência de
pessoas que acompanharam Jesus e também da presença da mãe que não abandona e
dos amigos fieis que ficam em todo momento que Jesus passa. (cf. Mt
26,14-27,66)
Que a lição Paixão de Jesus nos
faça comprometer com a crucificação de muitos de nosso irmãos que morrem nos
hospitais, na vida e do descaso dos nosso governantes que pensam em manter as regalias
do poder pra que todos sejam favorecidos com o direito da vida.
Que esta liturgia nos faça pessoas novas que querem comprometer e seguir Jesus na dor,
no sofrimento de nosso muitos irmãos e irmãs e que com eles possamos tirá-los da
cruz da injustiça e do esquecimento para a vitória da vida que a Pascoa nos
traz,
Boa semana santa para todos
Bacharel em Teologia Jose
Benedito Schumann Cunha
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