ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sábado, 12 de setembro de 2026

Perdoar sempre

  Perdoar sempre



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 24º Domingo do Tempo Comum. Faltam apenas 10 domingos para o término do ano litúrgico de 2026.

A Igreja nos propõe o tema do Perdoar sempre. Vivemos num mundo cheio de ódio, violência, guerras e todo tipo de Mal. Sabemos que o mal é a ausência do Bem. Parece que nada vai sair dessa corrente do mal, mas a liturgia nos dá a pista para que possa reinar o Bem.

Se queremos viver bem na família, na comunidade e em todos os lugares, então devemos perdoar. E viver o perdão.

O que a Bíblia nos fala do perdão que devemos praticar?

Nós podemos ver no antigo Testamento como era vivido a vingança e a resposta do mal que se pratica contra a pessoa. No princípio era uma compensação válida referente às injustiças recebidas e assim poderia desencorajar a pessoa a praticar novamente aquele mal praticado.

Depois colocaram a lei do Talião. Que era uma forma de limitar a vingança. Só poderia vingar proporcional ao mal recebido. O melhor dente por dente era justificável a vingança.

No Livro do Eclesiástico (Eclo 27,33-29,9) nos exorta para superarmos o modo operante da lei da vingança para substituir com sentimentos de misericórdia e perdão. Se não perdoarmos mutuamente, então não podemos pedir perdão a Deus referente as nossas faltas cometidas. Devemos cultivar o amor misericordioso e o perdão mútuo.

O ódio não combina com amor e a vingança com a misericórdia e o perdão. O Salmo 102 nos exorta para isso como está escrito:  "O Senhor é bondoso e compassivo... ele perdoa toda culpa...". Deus é o primeiro a nos perdoar e tem compaixão de nós, então porque não podemos ser o agente do perdão e da misericórdia?

Na carta aos Romanos (Rm 14,7-9) nos fala deste modo que devemos agir no mundo e em todos os lugares em que estivermos. Na comunidade cristã é o lugar da nossa prática da vivência do amor, da misericórdia e do perdão para com todos. Procurar ser unidos e abandonar as diferenças que nos dividem. O amor é a lei maior que nos faz portadores da paz e do perdão.

No evangelho de Mateus (Mt 18,21-35) nos mostra o caminho da reconciliação e do perdão. Aqui temos o 4º discurso de Jesus que nos exorta a viver em comunidade. A correção fraterna deve ser uma prática do amor fraterno para os que erram.

Agora vamos ver como deve ser o perdão a ser dado a quem erra. A pergunta de Pedro a Jesus quantas vezes devemos perdoar o irmão que nos ofende e erra. Era costume perdoar duas, três ou quatro vezes no máximo. Isso parecia lógico e aceito na convivência humana. Pedro melhora essa ideia até sete vezes, mas

Jesus contraria essa lógica e nos fala 70x7, isso quer dizer infinitamente por Deus tem um coração amoroso e misericordioso. Aqui não é quantitativo de perdoar, mas ser de fato de coração. Ser misericordioso no perdão.

A parábola que Jesus ilustra isso nos fala bem disso. Um homem devia uma quantia incalculável e não tinha como pagar e pede tempo, o senhor perdoa toda a dívida. Esse tinha uma pessoa que devia uma dívida quase insignificante e pede piedade tempo. Mas ele foi cruel com ele. Então o senhor ficou sabendo dessa injustiça desse homem que não foi complacente com o pobre e ele tinha perdoado uma dívida impagável, então mandou surra-lo.

Então Jesus nos dá um alerta dizendo:  "Assim agirá meu Pai com quem não perdoar seu irmão de todo o coração...". O perdão é sem limite, assim poderemos rezar o Pai nós, principalmente quando pedimos perdão a Deus na proporção do nosso perdão aos nossos irmãos.

 Que esta liturgia nos ajude a vivermos o amor e o perdão entre todos.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Servus Christi semper.

Jose B. Schumann

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Cristo e a Igreja, duas situações intrínsecas

 Cristo e a Igreja, duas situações intrínsecas


Queridos irmãos e irmãs em Cristo no Batismo; estamos celebrando neste domingo o 21º Domingo do Tempo Comum. Estão faltando apenas 13 domingos para terminar este ano litúrgico.

O tema da liturgia vai focar na Igreja e Cristo. Estes são dois temas fundamentais da fé Cristã.

No livro de Isaías (Is 22,19-23) temos em destaque uma pessoa que se torna ministro da casa real com o recebimento da chave do Palácio Real. Aqui aparece a figura de Eleaquim que será a de Pedro a que o próprio Jesus confiará a Chave da Igreja, poder supremo do Povo de Deus. A Igreja é o povo de Deus agora. O evangelho de hoje vai nos falar disso.

Na carta aos Romanos (Rm 11,33-36) nos mostra como Deus faz a sua obra no projeto de salvação. Vemos que é maravilhoso contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus que acompanha a história da humanidade.

No evangelho de Mateus (Mt 16,13-20) nos mostra Pedro recebendo a chave da Igreja, sinal da presença de Cristo em nós. Ele recebe isso de Cristo após uma profissão de fé em Cristo. É uma adesão completa em Cristo. A Igreja é uma organização dirigida por Pedro na nova comunidade dos discípulos de Cristo.

Temos que entender que Cristo é o centro da Igreja. E é só nele que há a certeza de que estamos no caminho certo nesta jornada rumo ao céu. A Igreja é o sinal da presença do Cristo salvador onde vamos conhecendo e vivendo em comunidade de irmão na fé em Cristo salvador.

O interessante saber que depois de um questionamento feito por Cristo aos discípulos depois de um certo caminho com Ele na pergunta quem é Ele e eles deram muitas respostas, mas a verdadeira resposta de fé foi a de Pedro reconhecendo que Cristo é o Filho de Deus e único que dá salvação e vida eterna.

Esta confissão de fé nos ajuda a também dar com firmeza a resposta a Cristo como salvador e reconhecer que só Ele nos dá a salvação

Que esta Liturgia nos ajude a sempre está em Cristo na sua Igreja e viver com autenticidade na fé e na vivência nos valores cristãos.

Servus Christi Semper!  Tudo por Jesus, nada sem Maria!!!

Jose B. Schumann



domingo, 2 de agosto de 2026

O Pão Partilhado na mesa nos fala de amor

  O Pão Partilhado na mesa nos fala de amor



 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos celebrando neste Domingo o 18° Domingo do Tempo Comum. Ao redor da mesa é o lugar de encontro de irmãos e fraternidade entre si. Lugar de encontro e amizade sincera. Assim acontece nas festas de família, do Batismo, do casamento etc. são ritos sociais de boa convivência.


A liturgia deste domingo nos convida a sentar à mesa e que prepara a mesa é o próprio Deus. E ele oferece gratuitamente a todos. Deste modo sacia a nossa fome que é de vida.de felicidade plena e eternidade feliz.

No livro do Profeta Isaías (Is 55,1-3) nos fala que é o próprio Deus que prepara a mesa e ela é farta e gratuita. Isso é para um contexto de um povo que está passando fome e sofredor no exílio.

Assim o profeta diz: "Venham matar a sede e comprar sem ter dinheiro para comer sem pagar, beber vinho e leite à vontade". Tudo isso na voz do profeta para que o povo animasse para a volta à terra que Deus tinha preparado.

É um novo começo. Aqui vai ter o banquete da vida, terra repartida, moradia digna e garantida, saúde, paz e bem estar. Deus sempre caminha com o seu povo e a sua promessa de bem é maior.

Em Romanos (Rm 8,35.37-39) nos mostra um hino ao amor de Deus para conosco, por isso Ele enviou o seu Filho único para nos entregar um convite especial que é o Banquete da vida eterna, pois a eucaristia nos permite a ter vida plena.

No Evangelho de Mateus (Mt 14,13-21) nos mostra que a profecia de Isaías está acontecendo que há multiplicação dos pães para alimentar um povo faminto que busca Jesus para as promessas de vida de Deus para todos. Jesus é um novo Moisés. Aqui Jesus estava no deserto e o povo vai até Ele. É um novo êxodo e assim devemos também fazer para ir ao encontro de Deus. Deus manda maná para alimentar o povo e agora Jesus consegue que os pães e os peixes se multipliquem e matem a fome de um povo que estava a tempo de ouvir Jesus.

Era tarde e as pessoas estavam com fome. Os discípulos pediram para que Ele os despedisse, mas Jesus os surpreende e diz dê vocês mesmo. Uma criança tinha dois peixes e cinco pães e os deu a Jesus e esse gesto foi suficiente para que se multiplicasse e o milagre acontecesse. Quando há partilha ninguém passa fome. Pôs as mãos que dá e tudo se transforma.

O deserto é o lugar do encontro com Deus e lá as coisas se realizam no amor a Deus. A partilha se realiza e ninguém fica com fome.

Hoje na comunidade que vive a autenticidade do amor entre todos há partilha e ninguém fica fora do banquete da vida.

A solução não pode ser pelo caminho fácil diante de um problema, não despedindo que se resolve. Mas Jesus nos indica que cada um precisa fazer a sua parte quando o próprio Jesus nos fala: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Isso é dar esperança a quem mais precisa. A resposta da ajuda é a partilha.

A eucaristia acontece na mesa do pão partilhado Jesus se multiplica e nos alimente a nossa esperança e fome de vida eterna.

Que esta liturgia dominical nos ajude a ter consciência de ser a mão que Deus quer de nós para resolver muita coisa do mundo. A fraternidade e a partilha da esperança e vida nova para todos. O banquete da vida é preparado por Ele mesmo e nós somos saciados com seu amor.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper! Jose B. Schumann

domingo, 7 de junho de 2026

Quero Misericórdia e não aparência de ser bom

 Quero Misericórdia e não aparência de ser bom




Queridos irmãos e irmãs no Batismo do Senhor. Este domingo nós vamos pensar muito sobre a nossa religiosidade e religião. A religião deve ser inspirada no amor a Deus e aos irmãos com preferência aos mais necessitados.

A prática da nossa religiosidade não pode ficar no ritualismo e no mero cumprimento dos mandamentos, mas ir mais além. Deus nos ama e tem misericórdia de nós e assim devemos proceder com todos, independentemente da religião, costume e prática social, econômica e política das pessoas. Amor e misericórdia ultrapassam todas as barreiras, pois todos são irmãos..

A liturgia bíblica nos ajuda a entender como deve ser a verdadeira prática da religião.

No livro do profeta Oséias (Os 6,3-6) nós podemos ver a exortação do profeta no contexto de uma invasão síria que estava por vir. O povo achava e com ofertas e sacrifícios fara Deus intervir na sua proteção, mas não é isso que Deus quer e sim conversão com mudança de vida.

Assim o profeta diz: Que farei de ti, Judá? O vosso amor é como o orvalho da manhã, que se desfaz aos primeiros raios do sol..." isso que ele falou é um alerta. Pois o que Deus quer de nós é "Eu desejo amor, bondade e MISERICÓRDIA, bem mais que sacrifícios e holocaustos”.

Oxalá, se nós entendêssemos isso hoje, o mundo se transformaria numa comunidade de paz entre todos. Uns ajudando outros. A religião deve existir com cultos mas que se brotam em um coração agradecido a Deus e generoso com todos,

Na carta de Paulo aos romanos Rm 4,18-25) nos fala que Abraão tornou-se para todos nós um exemplo de fé e de adesão a Deus sem dar condições a Ele. Abraão foi obediente e seguiu um projeto de Deus na vida dele e assim tornou-se o pai de um povo grande que perdura até hoje.

No evangelho de Mateus (Mt 9,9-13) nos fala do convite de Jesus a Mateus, embora ele era um cobrador injusto e devido a isso era discriminado pelo povo tanto no social como religioso.

Ele aceitou e por isso convidou para um jantar na casa dele. Ao sentar a mesa, isso quer dizer intimidade e confiança. Os fariseus criticaram aos discípulos de Jesus por isso dizendo: "Por que o vosso Mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?" mas o próprio Jesus que sabe tudo responde:

São as pessoas doentes que precisam de médico…" e ainda acrescenta uma exortação que já foi dito pelo profeta Oséias que é: "Eu quero misericórdia... e não sacrifícios.  E ainda afirma que são os doentes que precisam de médicos e não os sãos.

Jesus é o médico dos médicos. Jesus acredita no verdadeiro arrependimento dos pecadores que vão até Ele não a hipocrisia daqueles que não pratica a verdadeira religião que Deus quer de todos.

 Que esta liturgia nos ajude a refletir a nossa atitude perante os outros e vivendo o amor, a generosidade e misericórdia para com todos.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria!  Servus Christi semper!

Jose B. Schumann

sábado, 23 de maio de 2026

"Vinde Espírito Santo" derrama sobre nós os sete dons

  "Vinde Espírito Santo" derrama sobre nós os sete dons


Hoje a Igreja está em festa. É a festa de Pentecostes, agora conclui o tempo Pascal. Neste dia em Jerusalém houve a vinda de Pentecoste no cenáculo onde estava os apóstolos e Maria, a mãe de Jesus.

A Igreja nasce nessa efusão do Espírito Santo. O Espírito nos anima para a missão. Se confessarmos e rezar o credo, pai nosso e ave maria em intenção da Igreja e do Papa, participando da missa ganha indulgência plenária.

A liturgia bíblica nos fala deste acontecimento. Jerusalém estava em festa judaica do Pentecostes. 50 dias após a Páscoa. E é neste dia que o Espírito Santo age e inaugura a grande missão da Igreja: levar e testemunhar Jesus Cristo. O Espírito Santo vem e age de modo extraordinário, os apóstolos de medo se transformaram em valentes testemunhas de Cristo. Já não tinham medo da perseguição dos romanos.

Neste dia todos se entenderam e ouviram na sua própria língua a pregação dos apóstolos. Aqui vem a unidade, Babel desapareceu. Leia os (At 2,1-11) lá descreve como foi esse acontecimento que marcou o início da missão da Igreja no mundo, Pentecostes era uma festa antiga dos judeus. Comemorado 50 dias após a Páscoa.

 Inicialmente era festa agrícola das primeiras colheitas. Depois passou a ser celebrada para comemorar a chegada do Povo de Israel no Sinai. Neste lugar foi recebida a Tábua da Lei e marcou a aliança de Deus com o seu povo. Agora Lucas mostra a mesma teofania como ventos fortes, trovões e fogo como foi lá no monte do Sinai. Aqui é a Força do Espírito, com  o fogo que abrasa os corações passando de medrosos para corajosos testemunhas de Cristo no mundo.

A Igreja é a comunidade de irmãos que professam a mesma fé em Cristo que se reúne para a partilha da Pala e da Eucaristia, alimento do Povo de Deus em missão.

Na Primeira carta de Paulo aos Coríntios nos fala da ação do Espírito Santo na Comunidade. A Igreja unida em Cristo, formando um só corpo na diversidade de dons e ministérios, que se manifestam para o bem comum de todos. A igreja se fortalece na missão e na partilha de dons. (1 Cor 12,3b-7.12-13)

No evangelho de João nos mostra Jesus dando o Espírito Santo aos apóstolos com Maria no cenáculo é o anoitecer do primeiro dia. Jesus encontra o apóstolo menos Tomé que não estava entre eles. Ele oferece a paz que é tão importante para acalmar as almas preocupadas. Os apóstolos estavam com medo e se trancaram no cômodo, mas Jesus chega e fica no meio e oferece Shallon. Jesus é o centro da comunidade e é Ele que nos fortalece de modo extraordinário para a missão. Na Galileia é o lugar onde tudo começou.

O que aconteceu lá hoje, no batismo, nós recebemos esses dons do Espírito Santo. A Igreja se faz presente hoje no mundo. É Pentecoste, estamos animados em Cristo. Jesus é vivo no nosso meio nos dando força e coragem para resgatar, fortalecer e animar os desanimados, doentes e quem está à margem na sociedade que descarta os pobres e mendigos do mundo. Confere em (Jo 20,19-23).

Que esta liturgia nos faça corajosos para testemunha e anuncia Cristo que salva e cura os doentes e nos faz novos e rejuvenescidos para a missão.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper!  Missionarius Christi.!

J. B Schumann

sábado, 2 de maio de 2026

JESUS é o "CAMINHO, VERDADE E VIDA" e não há outro

 JESUS é o "CAMINHO, VERDADE E VIDA" e não há outro


Queridos irmãos e irmãs em Cristo no Batismo. Estamos celebrando neste domingo o 5° Domingo da Páscoa. Jesus quer que façamos parte da sua comunidade de vida. Ser de Cristo é viver os seus valores numa comunidade cristã.

Oxalá se fizermos esse caminho com Jesus, pois só Ele é o caminho verdadeiro que dá vida em abundância e somente tem a verdade que traz a libertação de todos que Nele crê.

Jesus é o Pastor que nos conduz em lugares seguros que traz a verdadeira vida, mas para isso precisamos de estar numa comunidade autêntica. O Batismo nos insere nesta comunidade> ela tem que ser uma comunidade viva e de saída.

 A liturgia bíblica nos ilumina mais para evidenciar e clarear que em Jesus, é este que devemos seguir e não outros falsos deuses.

No livro dos Atos dos apóstolos (At 6,1-7) pode constar essa grande preocupação de falta de alguém para poder ajudar quem mais precisa. A Igreja é servidora. Essa preocupação já era no início da Igreja. Os apóstolos tinham a missão de levar a mensagem salvadora de Cristo, mas as tarefas eram muitas, mas algumas situações ficavam a desejar e é por isso que criaram o diaconato.

Estes são para servir na administração e ajuda as viúvas e órfãos. e assim fizeram, mas infelizmente muitas vezes os diáconos são enfeites de altar e deixando a desejar nesses serviços de atendimentos aos mais necessitado e os alguns padres ficam presos em administração paroquial, deixando muitas pessoas sem atendimentos que são muitas vezes  os doentes, os pobres que ficam na margem da sociedade e nas periferias de nossas cidades.

A Igreja é hierárquica e quanto tem problema se resolve no concílio ou no sínodo. Somos a Igreja sinodal

Na Primeira carta de Pedro (1Pd 2,4-9)   nos fala que a Igreja é um edifício formado de pedras e tijolos, portanto todos são responsáveis por mantê-la em pé Todo tem a sua importância e função. Somos uma Igreja comunidade que todos respeitam e ninguém é mais importante que os outros. Somos a Igreja missionária.

Cristo é a pedra angular e nela sustenta toda a Igreja. Somos a Igreja de pedras vivas e a sua função é torná-la visível a todos para ver nela a presença do ressuscitado. Infelizmente temos muitas igrejas de pedras frias e sem vidas e por causa disso muitos saem dela.

No Evangelho de João (Jo 14,1-12)   nos mostra que a Igreja é um povo peregrino e está sempre a caminho, testemunhando o Cristo vivo quer fazer o me e o milagre nas pessoas hoje também. Jesus é o caminho, verdade e vida, sem Ele nada podemos fazer.

Logo vamos celebrar a Ascensão do Senhor. Jesus vai, mas para preparar um lugar para tudo que creem Nele e quer viver coerente na sua mensagem de vida testemunhada pelos apóstolos que sabem que Jesus está vivo verdadeiramente. Reconhecemos Jesus na sua Palavra e no Pão da Eucaristia partilhados com todos.

Como é bom participar da mesa da Palavra e da Eucaristia. Não se pode chegar por atalhos, mas por Cristo. Ele mesmo disse: "Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim". Há muitas moradas na casa do Pai, mas é preciso que anunciemos isso a todos. Essa é a nossa missão de Batizados.

Cristo está na Igreja suscitando diversos dons e funções para a comunidade seja vida e de uma Igreja viva. Que esta liturgia nos ajude a sermos luz para os outros que abram caminhos para que todos se acheguem na comunidade.

Não podemos jamais ser porteiros que impedem que pessoas possam entrar e fazer parte dela. Na igreja tem tarefas para cada um do jeito que Deus quer e Ele capacita a cada um. Não podemos impedir que outros possam trabalhar na messe e nem ser um aduaneiro que deixa ou não deixa outro entrar na Barca de Cristo. A Igreja é de todos.

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper. Missionarius Christi semper1

 Jose B. Schumann

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

JESUS é a Porta das ovelhas

  JESUS é a Porta das ovelhas



Queridos irmãos e irmãs estamos celebrando o 4° Domingo da Páscoa, este é o Domingo do Bom Pastor. O pastor é aquele que está a disposição da condução das ovelhas para o redil com alimento e água fresca. Infelizmente vemos muitos padres, bispos, pastores e coordenadores de pastoral e de comunidades que aproveitam do cargo para si próprio e esquecem das ovelhas pobres, doentes e que passam necessidade.

Se quisermos saber como deve ser o bom pastor leias as escrituras deste domingo e ainda espelha no Cristo que é o Bom Pastor por excelência. Jesus é o Pastor Verdadeiro. Oxalá se todos seguissem o exemplo de Cristo que não pertencia nenhuma agremiação religiosa e política.

 No livro dos Atos dos Apóstolos (at 2,1,14ª.36-41) e da Primeira Carta de Pedro (1Pd 2,20-25) nos dá uma ideia bem clara como devemos entrar pela Porta o ficar atento com a voz do verdadeiro Pastor. O Batismo nos faz ser discípulo de Cristo e isso vem da nossa conversão ao Cristo que nos salvou com seu precioso sangue. Devemos seguir os passos dele sem medo e se for possível morrer, testemunhando Jesus que sofreu, padeceu, morreu de modo horrível e se está vivo ressuscitado

O Salmo 22 nos mostra o Pastor que cuida, zela e protege e quem está na sua proteção nada teme, mas deve aderir a Ele sem fingimento e nem se aproveitar da situação desta proteção. Devemos querer e desejar habitar sempre com Ele. Pois Deus é fiel. Como diz o salmo: “O senhor é meu Pastor, nada me faltará”.

No Evangelho de São João (Jo 10,1-10) nos apresenta Jesus como o Bom Pastor. Isso é uma grande catequese e ensinamento sobre a Missão de Jesus no mundo onde Ele mesmo conduz os homens a lugares bons e verdejantes com águas cristalinas para nunca faltar alimentos, sede  e repouso. Jesus nos traz a vida em plenitude. Como é bom saber que Jesus nos cuida com zelo de pastor que não descuida das suas ovelhas. Ele nos conhece e nos chama pelo nome, nós não somos números no reino dele.

Cada um é valorizado por ser único que adere a ele pelo Batismo. Temos a graça de sermos de Jesus através do Batismo. Não há erro no caminho e a segurança vem dele para conosco. Quem vai conosco é Jesus e nos cuida de todos os perigos. Por que seguir outros que não nos levam a lugar nenhum?

Só Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Devemos ficar atentos, há muitos pastores que não se assemelham a Jesus, pois são aproveitadores e se ostentam na riqueza sem pensar nos outros que mais precisam. Deixam a desejar, pois são gananciosos e egoístas. Servem o dinheiro e as coisas materiais, e há muitas pessoas que precisam de ajuda e cuidados. Esses são os queridos de Deus.

Nós somos as ovelhas que devem ouvir a voz do verdadeiro Pastor que é Jesus. Hoje os pastores verdadeiros devem ser a voz de Cristo e nesta porta que devemos entrar. Por que os falsos pastores não cuidam do rebanho a eles confiados. Fogem e não dão a vida por elas, deixam órfãos e sem rumo.

Que esta liturgia nos ajude a vivenciar o verdadeiro pastor que se assemelha a Jesus e seguir os ensinamentos que Jesus quer trazer para nós na sua voz. Deus abençoe e que venha muitos bons pastores de acordo com o coração de Deus. Paz e bem.

 Servus Christi semper! Missionarius Christi.

 Jose B. Schumann

sábado, 4 de abril de 2026

Semana Santa, um tempo propicio para assumirmos melhor a nossa fé no Testemunho de vida

Semana Santa, um tempo propicio para assumirmos melhor a nossa fé no Testemunho de vida


Queridos irmãos e irmãs, dia 29 começou a Semana Santa. Foi no Domingo de Ramos e da Paixão de Jesus Cristo. As bênçãos de Ramos foram feitas depois das leituras e em seguida saímos para  rua em procissão festiva gritando hosana ao filho de Davi. Fizemos a memória daquele dia que Jesus entrou em Jerusalém com vivas do Povo, Ele estava montado em burro. Um Rei de fato, mas diferente dos reis daquela  época que montam cavalos enormes revestidos de poder. O poder de Jesus está escrito no Livro do Profeta Isaías, Ele é o Servo Javé.

Depois entramos dentro da igreja e foi narrada a Paixão de Jesus. Foi um momento de compaixão com Jesus. Jesus Deus passou por isso para nossa salvação. Oxalá se os cristãos fossem mais seguidores de Jesus e não dos poderosos deste mundo.

Essa foi uma semana atípica apesar de nossos afazeres do cotidiano. Participar da Semana Santa deve ser vivida com uma experiência de fé e de comprometimento com Cristo neste mundo para que seja melhor de viver na solidariedade e fraternidade com todos. Há muitos vivendo em condições desumanas e muitos sem moradias dignas.

Nesta semana houve a procissão do depósito da imagem de Maria, Mãe das dores e Jesus dos Passos em um dia e no outro a procissão do Encontro da mãe com seu Filho Jesus, homem sofrido, machucado e dilacerado pelos carrascos do poder religioso e político que sempre não fazem a justiça. Jesus foi condenado por ser bom e pois poderia atrapalhar o poder autoritário da época que vivia da ostentação e exploração dos pobres.

Na quinta-feira santa fizemos a memória da última ceia de Jesus e dos Lava-pés com seus apóstolos. Neste dia véspera da paixão e sua morte, Ele instituiu a eucaristia e o sacerdócio para perpetuar esse mistério do seu corpo e sangue em todas nossas missas. Nesta ocasião Jesus lavou os pés dos apóstolos e os enxugou, mostrando humildade e serviço. Oxalá que todos saiam do seu conforto e se coloquem a serviço de todos, principalmente os que estão marginalizados neste mundo. Muitos estão passando fome e sem moradia.

Ontem, Sexta-feira Santa, fizemos a memória da Paixão às 15 horas. Uma solenidade sem missa. Houve a primeira leitura, salmo que nos faz refletir melhor o momento. A adoração do Cristo morto na cruz. Muito bom saber que a árvore da vida se tornou cruz e trono de Jesus. A veneração que fazemos na imagem do crucificado beijando significa que devemos nos comprometer com Ele para que esse mundo seja justo e bom como o próprio Deus fez e achou bom. À noite saíram  com esquife do Cristo morto.

Momento que serve para nós se encontrar com os momentos da morte que muitas vezes vivenciamos e a nossa atitude deve ser de solidariedade e com compaixão com as morte tanto naturais como violentas. Sabemos que a morte não segurou Jesus. O sábado é de silêncio. Jesus foi na mão dos mortos e resgatou a todos, desde de Adão até os últimos dos profetas e homens e mulheres.

O sábado é de espera e assim vivenciamos a Vigília da Páscoa. Vamos percorrer a história da salvação até o grito do aleluia pois Jesus está vivo e ressuscita. É Páscoa e um dia nós teremos a nossa Páscoa se formos fiéis a Deus, vivendo numa Igreja viva e de saída com nosso testemunho de vida cristã no mundo. Amém

Feliz Páscoa a todos. Ontem o blog modestaspropostas.blogspot.com fez mais uma ano de existência e que ele seja sempre um veículo de transformação, formação e informação. Passei meu aniversário ontem vivenciando a sexta feira da Paixão.

Tudo por Jesus, nada sem Maria.! Servus Christi semper!

Jose B. Schumann

sábado, 21 de março de 2026

Jesus traz a Vida Nova

 Jesus traz a Vida Nova



Queridos irmãos e irmãs em Cristo, estamos no último Domingo da Quaresma, a liturgia nos fala da vida e quem traz isso é Jesus. Lázaro morreu, amigo de Jesus. Já fazia três dias que tinha morrido, mas as irmãs de Lázaro creram na ressurreição que Jesus dá a todos que morrem na fé Nele.

Hoje vamos falar do Cristo que traz a ressurreição a Lázaro. Não é uma ressurreição permanente mas é para ante a visão da Ressurreição de Cristo na Páscoa. Jesus diz: eu sou a Ressurreição e a vida que quem crê em mim mesmo morto ressuscitará no último dia.

O cristão é chamado a vida nova pelo Batismo. Isso vem com a graça de Cristo e a força do Espírito Santo em nós também. A trindade mora em todos os batizados. Queremos estar ligados a Jesus para ter a vida verdadeira.

No livro de Ezequiel (Ez 37,12-14) nos fala da vida e assim a esperança renasce nos corações do povo que confia no Senhor. O contexto histórico era que o Povo de Deus estava exilado na Babilônia, passando por sofrimento de estar longe da sua terra. Eles estavam desesperados e sem nenhum futuro. Isso podemos dizer que estavam em situação de morte e sem esperança de um amanhã. Aqui fala na linguagem de pessoas com ossos ressequidos, isto é, mortos no lugar estrangeiro.

Aqui vem a esperança trazida pelo profeta que Deus nunca esquece o seu povo e quer trazer ânimo. O Espírito do Senhor dá a vida a aqueles ossos ressequidos. Essa fala do profeta está no anúncio da  libertação aos que estavam exilados. O exilio nunca dura muito tempo para um povo fiel, mesmo que pior seja a situação. A esperança retorna aos corações do povo.

Quantas vezes achamos isso em nossa vida sentimos exilado e sem força para liberta de toda forma de escravidão. Essa situação é a crise na família, guerra, corrupção, cansaço dos nossos pecados. Tudo parece morte sem fim.

Na carta aos romanos Rm 8,8-11), Paulo nos faz lembrar que é o Espírito de Deus que ressuscitou Jesus Cristo e ainda o introduziu na glória Deus Pai. Agora podemos crer que com a Ressurreição de Cristo é a nossa garantia e promessa da nossa própria ressurreição. O que acontece no nosso Batismo? Nele recebemos o mesmo Espírito Santo que nos dá a vida e essa vida deve estar com a nossa vida até o fim da nossa jornada rumo ao céu.

No evangelho de João (Jo 11,1-45) nos mostra Jesus como Senhor da Vida. Foram falar para Jesus que Lázaro estava muito doente, mas aparentemente Jesus não se preocupa. Os apóstolos ficam admirados com a atitude de Jesus.  Jesus diz a eles que não se preocupem que a doença de Lázaro é para a glória de Deus. Deus age nas nossas doenças, dores e adversidades de nossa vida, ele está dormindo e ainda fica por lá por mais dois dias.

Chegando Jesus comove com a dor de Marta e até chora. Não é um choro de desespero mas de compaixão. Essa atitude de Jesus, o povo comenta entre si, olha como que ele gostava de Lázaro, o amigo. Em bom tom Jesus fala: eu sou a ressurreição e a vida e aquele que estiver morto viverá. Essa verdade devemos crer. Marta diz que crê no Cristo vivo e que no último dia isso acontecerá.

Com a chegada de Jesus na morte de Lázaro nos faz preencher no nosso coração o conforto e esperança.

Chegando ao túmulo pede para tirar a pedra. E assim ora: "Pai, eu te dou graças, porque me ouvistes..." e depois diz: Lázaro, vem para fora... Desatai-o.... e deixai-o andar". Então Lázaro recupera a vida.

A fé na ressurreição. Jesus está vivo e vamos celebrar daqui uns dias esse grande acontecimento da nossa fé que revive nos nossos corações, isto é a Páscoa.

Esse acontecimento em Betânia é prefiguração da Ressurreição de Jesus. Jesus morre na cruz mas no terceiro dia ressuscita, sigamos o exemplo da samaritana, do cego e de Lázaro.

Que esta liturgia nos ajude a termos fé na ressurreição e que o estado de morte que podemos está vivendo, Jesus vem para nos libertar e nos dá esperança. A vida nova acontece quem crê no Cristo e fica ligado a Ele numa vida coerente e deste modo a graça de Cristo nos preenche. Amém.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria Servus Christi semper!

Jose B. Schumann

sábado, 14 de março de 2026

Somos Filhos da Luz

 Somos Filhos da Luz



Estamos celebrando o quarto domingo da quaresma, o domingo Laetare. Estamos próximo da Páscoa do Senhor. A alegria da chegada da Páscoa do Senhor nos faz bem, por isso é bom se preparar para esse grande acontecimento para nós cristão.

A catequese batismal continua. Domingo passado foi a água e hoje é a luz. E veremos também a vida que acontece na ressurreição de Lázaro, já é a antecipação o que vai acontecer com Cristo que ressuscitará e não morrerá mais e ainda nos dá um presente que é a certeza da nossa ressurreição um dia.

As leituras bíblicas nos ajudam a entender toda essa fé. Vamos lembrar do nosso Batismo. A vela acesa nas nossas mãos nos faz compreender que devemos viver na luz de Cristo

No primeiro livro de Samuel (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) vemos Davi sendo ungido pessoalmente por Deus para ser Rei e isso já prefigura o nosso Batismo. Somos ungidos por Deus para ser Rei, Profeta e sacerdote.

Na carta de Paulo aos Efésios (Ef 5,8-14) nos exorta para vivermos na luz, pois somos filhos da luz em Cristo. Quando fomos batizados recebemos a luz de Cristo e assim somos convidados a sermos luz no mundo com Cristo. Devemos caminhar na luz.

No evangelho de São João (Jo 9,1-41) nos mostra a cura de cego por Jesus e assim ele tem a luz da visão. Jesus usa os meios naturais para dar a graça. O barro e a água dão aos olhos do cego a cura da visão. E o mais importante é a luz da fé. Quando não acreditamos ficamos cegos diante de tantas maravilhas que Deus nos presenteia todo dia. O batismo nos abre para a luz da fé.

Não seremos mais cegos pois a graça de cristo habitará em nossa vida. Devemos ser portadores da luz da fé e da vida para todos, o bálsamo que regenera todos que aderem a Cristo.

Muitas vezes achamos que a cegueira ou uma doença vem de Deus, mas não é verdade isso. Jesus responde a pergunta dos apóstolos: Por que esse homem nasceu cego?" Seria castigo de Deus? Quem pecou? Mas Jesus responde: "Nem ele, nem seus Pais pecaram..." depois disso Ele passa das palavras para o ato da cura.

Deus age sempre no mundo cabe a nós sermos portadores da graça e crer que Ele tudo realiza. Para acontecer a cura precisamos acreditar e corresponder a Deus numa vida de santidade e graça. Jesus nos liberta de todo mal. O povo viu que Jesus é o senhor da cura e da vida. Mas alguns não querem ver isso e ficam nas trevas.

Hoje muitos vivem na escuridão reinando no mundo o ódio, a violência e morte por causa da cegueira que tem diante do bem e da luz de Cristo que dão vida em abundância a todos.

Que esta liturgia nos ajude a crer e viver na luz. Que a alegria da Páscoa seja um fato em nossa vida, vamos ter vida nova em Cristo.

Tudo por Jesus, nada sem Maria! Servus Christi semper!!! Lux in lumine Christi esse debemus!!!

Jose B. Schumann

sábado, 7 de março de 2026

Dá-me dessa Água que eu nunca vou ter sede

  Dá-me dessa Água que eu nunca vou ter sede



Queridos irmãos e irmãs, estamos no terceiro domingo da quaresma, é tempo de fazermos penitência e de conversão. Na igreja primitiva era tempo de preparação para os batizados e o Batismo acontecia no Sábado Santo. Nessa liturgia do terceiro domingo da quaresma o foco da questão do Batismo.

Faltam três semanas para a semana santa. Aqui o tema água Jesus com a samaritana no poço, a luz que surge ao cego, jesus o cura e vida no episódio da ressurreição de Lázaro por Jesus. Jesus é o único que traz a água viva, a luz que ilumina e a vida nova para todos. Nós batizados esses símbolos falam muito quando tivemos o batismo e em toda celebração do Batismo.

No livro do Êxodo (Ex 17,3-7) tem o episódio do povo no deserto com sede e o povo fica revoltado com Moisés eles pedem água para beber e assim manter-se vivo na jornada. Deus vem em socorro e na rocha do Monte Horeb brota água e sacia o povo de Deus. Assim Deus é fiel. Isso nos remete a Cristo que dá água da vida que se realiza no Espírito Santo.

Na carta aos Romanos (Rm 5,1-2.5-8), Paulo faz um síntese no que se refere a fé da Igreja no dom da água viva que jorra para a vida eterna; Cada um de nós, como discípulos de Cristo portamos água viva no nosso corpo mortal até um dia que formos fazer a volt para a casa do Pai. De lá saímos e para lá voltaremos um dia.

No Evangelho de João (Jo 4,5-42) temos episódio no poço Jesus com a samaritana. Ele vem com balde vazio que significa esta precisa da água do poço, mas Jesus pede a água. Ela assusta por jesus ser judeu, aqui vemos Jesus quebra os preconceito de raça e religião.

No diálogo dela com Jesus revela profundeza de qual água que devemos buscar e essa realidade é a água viva que só Jesus pode dar. Ela estava precisando de amor verdadeiro, pois já havia se casado 5 vezes.  Ela vê em Jesus o mestre e sai correndo para anunciar que é Jesus e que todos deveriam conhecer. Jesus é senhor e tem uma pedagogia no ensinamento, respeita a caminhada de fé dela e de cada um de nós.

Precisamos buscar novamente a água viva em Jesus, isso é uma caminha de coragem de substituir tudo que vivemos que não nos satisfaz e buscar o que nos preenche de verdade. Muitas vezes pensamos na matéria como foi a busca da água pela samaritana, mas quando encontramos verdadeiramente Jesus que é a água nos sacia plenamente dando a nossa vida um sentido novo.

Agora Jesus é o Messias que todos esperam e cada um de nós devemos fazer a nossa para, indo a todos anunciar quem tem a água pura e cristalina que dá sentido à vida de todos. Agradecemos a Jesus que nos chamou para o Batismo e que possamos restaurar de novo o nosso batismo, celebrando e agradecendo por essa grande graça.

Que esta liturgia nos ajude a buscar essa água no poço que se realiza na liturgia dominical. Somos libertos por JESUS.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!!! Servus Christi sempre!!!

Jose B. Schumann

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Devemos ser como "Sal e Luz"

Devemos ser como "Sal e Luz"


Querido irmão e irmã em Cristo, estamos celebrando o quinto domingo do tempo comum. É tempo de refletirmos como deve ser a nossa atuação no mundo. O reino de Deus é para todos e nós somos convidados por Jesus para fazer parte dele. Mas temos que ter compromisso com o Reino.

O sermão da montanha deu o norte para isso. Então Jesus nos fala que devemos ser sal e luz no mundo.

O sal na medida certa dá o sabor e a luz não sendo ela não ofusca o caminho mas o ilumina para não sairmos da rota.

Quais as condições para sermos luz no mundo? A primeira leitura nos dá a dica. Na Igreja não basta sermos cumpridores dos ritos e mandamentos que são estéreis e sem frutos muitas vezes e nos entrega no vazio existencial.

Então, o homem que quer ser leal a Deus deve ter atitudes concretas que dá testemunho de aliança com Deus no amor que se faz ato no meio do povo de Deus. É o amor de Deus que é o sinal mais visível nas

nossas ações na comunidade, na família e no mundo. Assim está no livro do Profetas Isaías (Is 58,7-10).

Na primeira carta aos coríntios (1Cor 2,1-5) nos faça que a luz que queremos ser deve ser envolvida na esperança da salvação e esta não está nos esquemas que a humanidade determina para todos mas a luz deve estar na sabedoria que buscamos e que se identifica com Cristo. Isso é coerência de vida que nos faz sermos irmãos de todos na luz de Cristo que nos aquece para a vida em ação no mundo.

O evangelista Mateus no seu evangelho (Mt 5,13-16) nos mostra que é o próprio Jesus que nos orienta e nos pede a sermos sal e luz no mundo. O sal é importante na culinária, pois ela dá sabor à comida. E ainda o faz conservar em bom estado. O cristão que segue Jesus deve fazer o mesmo na comunidade. Sua vida deve dar o sabor certo ao mundo.

Assim, a religião tem que ser algo apetitoso e que faz todos se  sentirem participantes nela. Hoje as pessoas não querem mais frequentar igreja porque não há algo que os motive. Fala de tudo mas não a fala de Cristo presente.

Os assuntos se misturam nas ideologias filosóficas ou políticas que distanciam as pessoas do verdadeiro Deus que é presente no mundo. Essa verdade que Jesus nos fala se reforça nas suas palavras que diz:

“vos sois a luz do muno”. Luz é iluminação, vida, sinal e modo de não sairmos da rota que Deus nos propôs para a nossa vida e para os outros. Se como luz iluminamos a todos para irmos no caminho correto de vida. A luz não sendo muito faz com que nos enxergamos bem e assim não tropeçamos no mal e nem no pecado.

A luz na criação, a coluna de fogo que iluminou o caminho do Povo no êxodo, Isaías fala da luz das nações que vai iluminar todos os povo e este é servo de Deus. Por fim Jesus nos fala que Ele é: "Eu sou a Luz do Mundo; aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida". Por que não seguir Jesus hoje?

Que esta liturgia nos ajude a sermos luz e sal no mundo. E que as comunidade busque essa verdade e não seja parte do mundo, trazendo injustiça, ostentação e  sem compromisso de liberdade e vida para todos, que Jesus seja nossa identidade de vida na comunidade, na família e no mundo

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

Servus Christi semper!

Jose B. schumann


sábado, 24 de janeiro de 2026

O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"

 O Papa: “Preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem"



“Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”. São palavras do Papa Leão XIV na sua mensagem por ocasião do 60º Dia das Comunicações Sociais, com o tema “Preservar vozes e rostos humanos”

Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro”. “O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu”. O Pontífice continua sua introdução recordando que “preservar rostos e vozes humanas significa preservar o “reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros”.

Ecossistemas informativos e as relações pessoais

Papa Leão adverte que se “falharmos nessa preservação”, a tecnologia digital “corre o risco de modificar radicalmente alguns dos pilares fundamentais da civilização humana, que por vezes damos como certos”. Ao simular vozes e rostos humanos, sabedoria e conhecimento, consciência e responsabilidade, empatia e amizade, os sistemas conhecidos como inteligência artificial não apenas interferem nos ecossistemas informativos, mas invadem também o nível mais profundo da comunicação: o da relação entre pessoas humanas”.

Desafio antropológico

“O desafio, portanto, não é tecnológico, mas antropológico” continua o Papa. “Preservar rostos e vozes significa, em última instância, preservar nós mesmos. Acolher com coragem, determinação e discernimento as oportunidades oferecidas pela tecnologia digital e pela inteligência artificial, não significa esconder de nós mesmos os pontos críticos, as opacidades e os riscos”.

Não renunciar ao próprio pensamento

Mas hoje acontece que “algoritmos concebidos para maximizar o envolvimento nas redes sociais – lucrativo para as plataformas – recompensam as emoções rápidas”, penalizam as expressões humanas, que necessitam de mais tempo, como o esforço de compreensão e a reflexão”. Ao fechar “grupos de pessoas em bolhas de consenso fácil e de indignação fácil”, “enfraquecem a capacidade de escuta e de pensamento crítico, aumentando a polarização social”. Além disso, em alguns contextos, há “uma confiança ingenuamente acrítica” em relação à IA percebida como “uma espécie de ‘amiga’ onisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, ‘oráculo’ de todos os conselhos”. Tudo isso pode “enfraquecer” a capacidade do homem “de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, adverte o Pontífice. “Contentando-nos com uma compilação estatística artificial”, corremos o risco de, “a longo prazo, consumir nossas capacidades cognitivas, emotivas e comunicativas”.

Não ceder às máquinas

Todavia, a questão fundamental não é sobre “o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que podemos e poderemos fazer nós, crescendo em humanidade e conhecimento, com um uso inteligente de ferramentas tão poderosas a nosso serviço”. “Renunciar ao processo criativo e ceder às máquinas as próprias funções mentais e a própria imaginação significa, no entanto, enterrar os talentos que recebemos com o fim de crescer como pessoas em relação a Deus e aos outros. Significa esconder o nosso rosto e silenciar a nossa voz.

Simulação das relações e da realidade

Temos dificuldade cada vez maior de identificar se estamos interagindo com outros seres humanos ou com 'bots' ou 'influencers virtuais'. Os chatbots, adverte o Papa, com sua estrutura dialógica e adaptativa, mimética, “é capaz de imitar os sentimentos humanos e, assim, simular uma relação. Essa antropomorfização, que pode soar até mesmo divertida, é ao mesmo tempo enganosa, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”. Com visíveis consequências, pois “tornados excessivamente 'afetuosos', além de sempre presentes e disponíveis, podem se tornar arquitetos ocultos dos nossos estados emocionais e, desse modo, invadir e ocupar a esfera da intimidade das pessoas”.

“A tecnologia que explora a nossa necessidade de relacionamento pode não apenas ter consequências dolorosas no destino dos indivíduos, mas pode também ferir o tecido social, cultural e político das sociedades”

Imersos na multidimensionalidade

Leão XIV também faz um alerta sobre “distorções” presentes nos sistemas emergentes, chamadas BIAS, que podem reforçar tendenciosidades existentes e ampliar a discriminação, o preconceito e a estereotipagem. “Estamos imersos em uma multidimensionalidade, onde está se tornando cada vez mais difícil distinguir a realidade da ficção”. “A isso, continua, “se soma o problema da falta de precisão. Sistemas que vendem uma probabilidade estatística como conhecimento estão, na verdade, oferecendo-nos, no máximo, aproximações da verdade que, às vezes, são verdadeiras 'alucinações'.

Desafios

O desafio” sugere ainda o Papa, “que nos espera não está em frear a inovação digital, mas em orientá-la, em sermos conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas humanas, para que estas ferramentas possam ser verdadeiramente integradas por nós como aliadas”. Esta aliança é possível, mas precisa fundamentar-se em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Em primeiro lugar, a responsabilidade. “Esta pode ser articulada, dependendo dos papéis, como honestidade, transparência, coragem, capacidade de visão, dever de compartilhar o conhecimento e direito a ser informado. Para os que estão no comando das plataformas on-line; criadores e desenvolvedores de modelos de IA; aos legisladores nacionais e reguladores supranacionais. Ainda no âmbito da responsabilidade o Papa recorda: “Deve-se tutelar a paternidade e a propriedade soberana do trabalho dos jornalistas e dos outros criadores de conteúdo. A informação é um bem público. Um serviço público construtivo e significativo não se baseia na opacidade, mas na transparência das fontes, na inclusão dos sujeitos envolvidos e em um padrão elevado de qualidade”.

Com relação à cooperação, Leão afirma: “Todos somos chamados a cooperar. Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de guiar a inovação digital e a governança da IA”. Continuando afirma a necessidade de “criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – da indústria tecnológica aos legisladores, das empresas criativas ao mundo acadêmico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável”.

Por fim, com relação à educação, Leão afirma: “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, a avaliar a confiabilidade das fontes e os possíveis interesses que estão por trás da seleção das informações que chegam até nós” e “elaborar critérios práticos para uma cultura da comunicação mais saudável e responsável”.

“Preservar vozes e rostos humanos” é objetivo da comunicação sinodal

Na conclusão da mensagem o Papa reitera a necessidade “cada vez mais urgente” de introduzir nos sistemas educativos de todos os níveis, ao lado do letramento midiático, também a alfabetização no campo da IA. “O acrônimo MAIL (ou seja, Media and Artificial Intelligence Literacy) descreve bem essa necessidade, e algumas instituições civis já estão promovendo essa conscientização. “O MAIL”, explica o Pontífice, “ajudará a todos a não se adequarem à deriva antropomorfizante dos sistemas de IA, mas a tratá-los como ferramentas; a utilizar sempre uma validação externa das fontes – que poderiam ser imprecisas ou erradas – fornecidas pelos sistemas de IA; a proteger a própria privacidade e os próprios dados, conhecendo os parâmetros de segurança e as opções de contestação”, frisa por fim Leão.

O Papa conclui sua mensagem reiterando “Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-01/papa-leao-xiv-60-mensagem-dia-mundial-comunicacoes-sociais-2026.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

sábado, 17 de janeiro de 2026

Cordeiro de Deus, é esse que devemos seguir

Cordeiro de Deus, é esse que devemos seguir



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 2° Domingo do Tempo Comum, vamos conhecer melhor o plano de Salvação de Deus em Jesus Cristo. Deus escolhe pessoas para serem porta voz Dele para o mostrar o seu plano de Salvação que dá vida plena a todos que o aceitarem como seu Deus e aderir plenamente ao seu plano de salvação.

Jesus foi batizado por João Batista como sinal de início de sua missão salvífica dada por Deus. No Rio Jordão se manifestou seu poder Deus que manda a cada um de nós seguir Jesus, pois Ele é o filho amado do Pai. Tudo isso foi selado pelo Espírito Santo em forma de Pomba. É o cordeiro de Deus que está no meio de nós.

No livro do profeta Isaías (Is 49,3,5-6) nos mostra qual é a vocação de Israel. Aqui aparece a figura do servo de Deus que é escolhido desde o ventre da mãe. Qual é a sua missão? A sua missão é dar testemunho da salvação que Deus tem para todos. E ninguém é excluído, mas é preciso que se faça adesão a um Deus fiel e Ele caminha conosco. Isso é a esperança que o Povo tinha e que ia se realizar.

Sabemos quem o realizou foi Jesus, nosso senhor e salvador. A vocação é um mistério, pois Deus escolhe e envia. Os valores são sempre eternos que devem ser preservados e obedecidos pelo povo de Deus para ter a vida plena em Deus. A nossa fragilidade e a nossa resposta são elementos que vão ser capacitados com a graça de Deus na força do Espírito Santo.

Nós podemos responder como o salmista que diz: "Aqui estou, Senhor, para fazer a vossa vontade.".

Na Primeira carta aos Coríntios (1Cor 1,1-3) nos lembra da vocação da vocação de Paulo e ainda nos exorta para a vocação à santidade, que é para todos. Os valores do Reino devem ser comprometidos por todos, principalmente aos que aderem a Cristo e vivem numa comunidade de viva.

No evangelho de São João (Jo 1,29-34) nos aponta e mostra Jesus e assim nos indica o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Somente Jesus devemos seguir, pois Ele é o salvador que nos leva ao Pai. O cordeiro assado na ocasião da páscoa e o sangue derramado que foi ungido os umbrais das portas como sinal para que nenhum mal acometesse ao povo que ia para o êxodo comandado por Moisés, a busca da Terra Prometida por Deus da Libertação.

Agora é Jesus o verdadeiro cordeiro que derramou o seu sangue na cruz no calvário para selar a nova e eterna aliança da nossa salvação. Devemos pedir a libertação do ódio, das violência sociais e comunitárias, guerras e autoritarismo que não consegue ver o povo como destinatário da salvação.

Jesus nos dá o Batismo no Espírito Santo que nos unge, fortalece e nos envia para dar testemunho de um Deus que caminha conosco, libertado de todo mal para que cada um de nós obtenha a vida eterna para sempre. João reconhece em Jesus o enviado de Deus e nos diz: "Eu vi e dei o testemunho de que este é o Filho de Deus".

Deus necessita de missionários e testemunhas como foi João Batista que indicou Jesus aos seus discípulos para seguir Ele e não mais a sua pessoa. Somos chamados pelo Batismo a sermos testemunhas de Cristo na comunidade e no mundo. Jesus é a luz que não nos ofusca mas aponta o caminho a seguir que é a verdade e vida. Esse é o itinerário ideal para chegar a vida plena em Deus no Cristo vivo.

 Que esta liturgia nos ajude a ver em Jesus o Cordeiro que tira o pecado do mundo e é somente Ele que nos dá a vida plena, não outro a seguir.

Tudo por Jesus, nada sem Maria! Servus Christi semper!!!

 JB Schumann

domingo, 14 de dezembro de 2025

Alegrai-vos no Senhor, pois está próximo a vinda do Redentor

 Alegrai-vos no Senhor, pois está próximo a vinda do Redentor



Queridos irmãos e irmãs em Cristo no Batismo do Senhor. Estamos próximo do Natal do Senhor, momentos de reunião da família diante do menino que nasce para a redenção do mundo.

O mundo vive carente de alegria. Procuram em lugares que não dão plena alegria. O saudoso Papa Francisco escreveu uma exortação apostólica denominada “A alegria do Evangelho" e em Latim escreve assim Evangelii Gaudium.

“A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus.  Os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento.  Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria". (Francisco) Como é bom estar com Jesus, pois só Ele nos preenche completamente.

Hoje é o domingo da alegria, pois o Natal está próximo. Hoje a liturgia bíblica nos chama para viver a alegria. Nós devemos estar atentos e sempre se preparar para o Reino de Deus definitivo.

O profeta Isaías (Is 35,1-6a.10) teve o objetivo de alimentar a esperança dos que estavam exilados. O contexto do povo de deus se encontrava no pior momento da sua história na Cidade de Jerusalém e o templo estava destruído. O mal reinava.

Assim o povo foi levado para a babilônia. Embora nesta situação horrível fez a profecia que haverá dias melhores e que a alegria voltará. Vai florir, os cegos, os coxos, os mudos e as doenças serão curados. Esses são sinais que o bem vencerá diante de todas as atrocidades dos poderosos. Deus é fiel e libertador.

Na carta de Tiago (Tg 5,7-10) nos fala que devemos ter paciência na espera. A esperança que alimenta a fé em dias melhores. Devemos confiar em Deus, pois Ele não deixa que o mal e a violência contra as pessoas durem para sempre.

No evangelho de Mateus (Mt 11,2-11) nos mostra Jesus que diz que o mundo predito por Isaias se cumpre Nele. Aqui vamos ter três momentos que são:

1.    João Batista na prisão manda os seus discípulos perguntarem a Cristo se Ele é o Messias esperado, pois as suas obras eram bem diferentes daquilo que ele pregava. Então ele queria saber se já é Jesus ou tinha que esperar outro. Aqui podemos Jesus é o Senhor que dá vida procura os que mais precisam e se eles crescem em Jesus então a vida se transforma e a cura vem. Jesus age hoje se nós tivermos disposto estar com Jesus e crer Nele;

2.    Jesus responde dizendo: "Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:     cegos... paralíticos... leprosos... surdos... mortos... pobres evangelizados..."    E acrescenta:  "Feliz quem não se escandaliza de mim..." aqui Jesus mostra que a salvação vem no acolhimento e não como castigo e violência. Jesus é o bom Pastor que vai atrás das ovelhas que está fora do redil e

3.    Jesus diz que João Batista é o maior profeta nascido de mulher. Ele não vai com as ondas do mundo, não é corrupto e não vive em luxo e ostentação, mas fiel a Deus.

Podemos dizer que o menor aqui na terra é o maior no Reino de Deus. A igreja nos mostra esses tesouros para que possamos aderir a Jesus de modo pleno sem nenhuma reserva.

A antífona de entrada da missa já nos prepara para viver esse momento que estamos celebrando: "Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo: alegrai-vos: o Senhor está perto".

Que esta liturgia nos ajude a estar preparados e alegres na expectativa da chegada do Natal do Senhor com luzes, mesa enfeitada e alimentos para ceia com todos os familiares que nos rodeiam, e ainda que cada lar experimente essa alegria que não passa.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!!! Missionarius Christi semper!!! Evangelii Gaudium!

Jose B. Schumann

domingo, 7 de dezembro de 2025

"Convertei-vos", pois é preciso isso para mudança

 "Convertei-vos", pois é preciso isso para mudança



Queridos irmãos e irmãs, estamos no 2º Domingo do Advento. Estamos a caminho do Natal do Senhor para que o celebremos bem é preciso tirar de nossa vida os valores efêmeros, individualista que nos atraem muito, mas que atrapalham de termos a vida plena em Cristo. Devemos buscar os valores do Reino de Deus. Quais são eles? A resposta é o amor, perdão, solidariedade, partilha, justiça e busca do bem comum para todos.

A liturgia bíblica deste domingo nos ilumina para que a nossa realidade de vida seja mudada com a luz da Palavra de Deus. O profeta nos anima com a profecia dizendo que o Messias vai trazer a verdadeira justiça e paz. João Batista nos fala que devemos converter para que o Reino de Deus esteja próximo. Tudo muda para o melhor quando nos despimos da maldade e revestirmos do bem que nos aproxima de Deus e de todos os que querem estar com Deus também.

No livro do Profeta Isaías (Is 11,1-10) nos mostra um enviado de Javé que virá, um descendente de Davi que terá uma missão grande de dar o alicerce seguro do Reino de Justiça e Paz que só pode vir de Deus. Se conseguirmos espelhar essa realidade que Jesus fez o mundo será melhor para todos nós.

Assim está escrito: "Naqueles dias, do tronco de Jessé sairá um ramo e um broto de sua raiz".  Jesse é o Pai de Davi. Aqui podemos dizer que temos a maior profecia do Antigo Testamento em relação ao Messias que virá. Assim a esperança renascerá no coração do Povo. O que mais dava medo era o imperialismo brutal dos assírios.

Com Jesus será uma nova criação libertada das amarras do mal. Quais serão as características dele: Espírito de sabedoria e inteligência, de conselho e de fortaleza, de conhecimento e de temor de Deus, (que é o respeito devido a Deus, que é o dom de piedade). São hoje para nós os sete dons que o Espírito Santo nos dá e no Crisma o recebemos.

Isso nos fará um filho de Deus que se ilumina na presença de Cristo em nós. É preciso nos converter em família, na comunidade e no pessoa de nossa vida.

Na carta aos romanos (Rm 15,4-9), Paulo nos fala com altivez para que todos nós vivamos o amor que é sinal de uma vida renovada. A união, o amor, a partilha e harmonia são sinais essenciais dos que louvam a Deus, com um só coração e uma só alma. Isso é uma comunidade autêntica de uma Igreja viva e de saída. Não somos Igreja estática mas ela tem que ser dinâmica ao encontro de todos, principalmente os que mais precisam de esperança. Deserto lugar de Deus, ser despojado e humilde, vivendo o necessário. Muitas vezes o luxo, a ostentação e o esbanjamento nos afasta de deus e dos irmãos.

No evangelho de Mateus (Mt 3,1-12) nos mostra João Batista que está no deserto que grita aos quatro cantos do lugar que devemos converter para Deus e mudar de vida do pecado para a luz da vida do bem. Assim está escrito: "Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo..." "Preparai o caminho do Senhor: endireitai as veredas para ele." O apelo à conversão e ao batismo e os curiosos João o desmascara, pois não adianta enganar Deus. O mergulhar nas águas do Batismo nos purifica. O batismo de João é de conversão, mas o de Cristo é de fogo, isto é a da força do Espírito Santo.

O batismo que Jesus nos dá vai além do João, pois Nele são feitas novas criaturas e filhos de Deus. Agora somos herdeiros do Reino de Deus em Cristo, por isso devemos viver como filhos da luz. Somos incorporados à Igreja e devemos ser missionários para o mundo e fazê-lo mudar de direção. Isso será uma nova direção que leva a verdadeira transformação da sociedade, ela deve sair da injustiça e da exploração para a justiça social e humanização das atitudes nossa para com todos.

Que esta liturgia nos ajude a sermos pessoas renovadas e cheias do Espírito Santo para que as nossas atitudes de crentes a Deus mudem as pessoas também.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria! Missionarius Christi semper!

 Jose B. Schumann

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

"Concerto com os Pobres" e com Michael Bublé vai contar com a presença de Leão XIV



 O cantor canadense encontrou o Pontífice em audiência nesta sexta-feira (05/12), no VaticanoO cantor canadense encontrou o Pontífice em audiência nesta sexta-feira (05/12), no Vaticano  (@VATICAN MEDIA)

"Concerto com os Pobres" e com Michael Bublé vai contar com a presença de Leão XIV

A jornada musical deste sábado, 6 de dezembro, vai unir no Vaticano a força espiritual da arte ao compromisso concreto com os mais vulneráveis, transformando a música em idioma universal de fraternidade e esperança. O evento será transmitido ao vivo para todo o mundo pelos canais do Vatican News a partir das 17h30 na Itália, 13h30 no horário de Brasília, além das emissoras católicas internacionais, permitindo que milhões de pessoas no mundo compartilhem este momento de fraternidade e beleza.

Neste sábado, 6 de dezembro, na Sala Paulo VI, no Vaticano, e na presença do Papa Leão XIV, será realizada a sexta edição do Concerto com os Pobres, um evento gratuito que une beleza artística e solidariedade, no espírito do encontro e da partilha. Pela primeira vez desde o início do seu pontificado, o Pontífice irá participar de um concerto público na Sala Paulo VI e, também pela primeira vez, um Papa estará presente em uma edição do evento, conferindo à iniciativa um valor simbólico e pastoral de extraordinária relevância. O protagonista desta edição será Michael Bublé, que se apresentará com parte da sua banda, juntamente com o maestro Marco Frisina, a Nova Opera Orchestra e o Coro da Diocese de Roma. A condução da noite estará a cargo de Serena Autieri, atriz italiana, apresentadora e cantora, uma das vozes mais queridas do cenário artístico italiano.

O programa da noite

O programa musical será um verdadeiro relato de Natal que entrelaça a tradição litúrgica com o grande repertório contemporâneo. Na chegada do Papa, o Coro da Diocese de Roma e a Nova Opera Orchestra irão interpretar “Tu sei Pietro”, introduzindo um clima de solenidade que abrirá a primeira parte da noite. Monsenhor Frisina irá conduzir então uma sequência de peças que convidam à contemplação do Mistério da Encarnação: “Puer natus est nobis”, uma das antífonas natalinas mais antigas; “Quando nascette Ninno”, a célebre pastoral de Santo Afonso Maria de Ligório interpretada por Serena Autieri; e uma intensa execução de “Joy to the World”. O programa continuará com “Gloria in cielo”, composição retirada do Laudario di Cortona inspirada no anúncio dos anjos, e com “The First Nowell”, numa versão expressiva e luminosa que conduz à segunda parte da noite.

A participação de Michael Bublé

A entrada de Michael Bublé marcará uma mudança de atmosfera, ainda que em perfeita sintonia com o caráter espiritual e natalino do evento. Acompanhado pela Nova Opera Orchestra, sob a direção do maestro Nicholas Jacobson-Larson, o artista apresentará um percurso musical criado especialmente para o Concerto com os Pobres, alternando temas icônicos do seu repertório com grandes melodias de Natal. A abertura com “Feeling Good” proporcionará um momento de grande força interpretativa, graças a um arranjo sinfônico que realça o diálogo entre a voz do artista e a orquestra. Em seguida, virão a leveza atemporal de “L.O.V.E.”, verdadeira homenagem às big bands americanas, e o clima festivo de “It’s Beginning to Look a Lot Like Christmas”, já universalmente reconhecido como um dos símbolos do Natal contemporâneo. Em “Silent Night”, Bublé explorará uma dimensão mais íntima e introspectiva, enquanto “Don’t Get Around Much Anymore” homenageará Duke Ellington numa leitura elegante e cheia de swing. Um momento de particular intensidade será a interpretação da “Ave Maria”, cantada em latim com um arranjo coral e orquestral pensado especialmente para a Sala Paulo VI. O concerto prosseguirá com uma leitura calorosa e envolvente de “Bring It On Home to Me”, que une as raízes soul do tema a uma sensibilidade mais contemporânea, e terminará com “Always On My Mind”, apresentada numa orquestração delicada que valoriza a dimensão emotiva da melodia através de um tecido de cordas refinado e envolvente. 

Bublé expressou profunda gratidão à Fundação Nova Opera pelo convite, declarando-se honrado por apresentar-se diante do Papa na Sala Paulo VI, juntamente com a orquestra e o coro da Diocese de Roma, e ansioso por partilhar este momento especial com um público igualmente especial. Uma ocasião que une a força espiritual da música ao compromisso concreto com os últimos, transformando a beleza num idioma de fraternidade e esperança partilhada. Bublé afirmou ainda sentir-se «honrado e emocionado por poder partilhar um momento tão especial no coração da cristandade, cantando para e com os pobres».

Também nesta edição, o concerto vai acolher gratuitamente mais de 8 mil pessoas, das quais cerca de 3 mil delas em situação de vulnerabilidade, de todas as línguas e religiões, convidados como hóspedes de honra através do Dicastério para o Serviço da Caridade – Esmolaria Apostólica, com o apoio de diversas entidades caritativas e associações de voluntariado. Entre elas: Caritas de Roma, Comunidade de Santo Egídio, Soberana Ordem Militar de Malta, Círculo São Pedro, Centro Astalli para Refugiados, ACLI de Roma e Comunidade João XXIII. Ao final do concerto será oferecida uma refeição quente para levar a mais de 3 mil pessoas, gesto que exprime o significado mais autêntico da iniciativa: compartilhar a beleza como forma de proximidade.

Evento de caráter sustentável

Em um tempo marcado por crises ambientais, sociais e culturais, o Concerto com os Pobres renova o seu compromisso com uma visão que une responsabilidade, cuidado e esperança. Em sintonia com o Jubileu “Peregrinos da Esperança”, a atenção às fragilidades e à proteção da criação torna-se parte integrante do percurso da Nova Opera, que reforça a colaboração com a AzzeroCO₂ para tornar o evento cada vez mais sustentável. O projeto incluiu a medição da pegada de carbono, a análise das principais fontes emissoras e a compensação das emissões por meio de créditos certificados provenientes de um projeto hidrelétrico no norte da Índia. Paralelamente, iniciou-se o processo rumo à certificação ISO 20121, definindo objetivos e ações orientados para a melhoria contínua da gestão ambiental.

Soma-se a isso o apoio à associação “I Patriarchi della Natura”, dedicada à proteção do patrimônio arbóreo nacional: uma doação contribuirá para a coleta, estudo e propagação de sementes e estacas de árvores monumentais ou em risco de extinção. Como gesto simbólico, o Vaticano acolherá um cipreste de São Francisco, descendente direto de um exemplar secular de Verucchio, destinado a tornar-se um sinal vivo de cuidado, continuidade e esperança partilhada. O Concerto com os Pobres também contribuirá para o plantio de mil novas árvores nos projetos de sustentabilidade ambiental e social da Treedom: 950 árvores serão plantadas na Guatemala, em colaboração com comunidades locais (incluindo 150 cacaueiros e 250 cafeeiros), além de 100 manguezais na Barra de Motagua, uma área de altíssima biodiversidade; Além disso, 50 oliveiras serão plantadas na Campânia, em terrenos confiscados à máfia, apoiando processos de regeneração social e ambiental.

O encorajamento a partir do Papa Francisco

Criado em 2015 com a bênção do Papa Francisco, sob a direção artística do mons. Marco Frisina, com o Coro da Diocese de Roma e a organização da Nova Opera, o Concerto com os Pobres cresceu ao longo dos anos como um evento único no seu gênero: uma jornada musical que une a força espiritual da arte ao compromisso concreto com os mais vulneráveis, transformando a música em idioma universal de fraternidade e esperança. Em suas cinco edições, o concerto acolheu artistas de renome mundial, como Hans Zimmer, Ennio Morricone, Nicola Piovani, Daniel Oren e Speranza Scappucci, e colaborou com formações prestigiosas como a Orquestra e o Coro do Teatro da Ópera de Roma, a Accademia Nazionale di Santa Cecilia, a Orchestra Italiana del Cinema, a Roma Sinfonietta e a Orquestra do Teatro Verdi de Salerno.

A edição de 2025, inserida no contexto do Ano Jubilar da Esperança, renova o profundo significado desta iniciativa: transformar a música em lugar de encontro, onde cada nota se torna oração partilhada e cada voz um sinal de humanidade, proximidade e esperança para os últimos. O evento será transmitido ao vivo para todo o mundo pelos canais do Vatican News a partir das 17h30 na Itália, 13h30 no horário de Brasília, além das emissoras católicas internacionais, permitindo que milhões de pessoas em todo o mundo compartilhem este momento de fraternidade e beleza.

Colaboração: Coro da Diocese de Roma

sábado, 29 de novembro de 2025

Vigiai!", A vinda do Senhor está próxima

 Vigiai!", A vinda do Senhor está próxima



Queridos irmãos e irmãs no Batismo em Cristo, estamos celebrando neste dia o primeiro Domingo do Tempo do Advento. Mais uma ano litúrgico começa. Esse ano vamos percorrer o ano litúrgico A; a nossa história da salvação será revisto e celebrado com leituras próprias do antigo testamento e do novo. Tudo isso para crescermos na fé e na adesão em Cristo, nosso salvador.

Dois acontecimentos importantes vamos fazer a memória que nos ajuda a sermos mais coerentes na vivência cristã: Primeiro o ciclo do natal que termina com a epifania do domingo dos reis magos e a segunda é o ciclo da páscoa que termina com a Festa do Pentecostes.

Temos a preparação do antes, durante e depois, tudo nos ajuda a ter mais consciência e ainda podemos fazer parte desta história que é renovada em nossos corações.

O evangelho deste ano será o de Mate que terá uma relevância maior. A bíblia deve ser o nosso livro diário, pois Deus quer falar conosco sempre e ainda fazer parte do nosso cotidiano.

Advento significa vinda ou chegada. Os dois primeiros domingos do Advento são para a expectativa da segunda vinda do Senhor que culminará em tudo no projeto de Deus para a humanidade. E os outros dois domingos já é a alegria de celebrar o Natal do senhor em família. Momentos de graça e alegria no amor de Cristo entre nós.

O tema da vigilância e observação está no Livro do Profeta Isaías Is,2,1-5, neste livro vamos ter a oportunidade de ficarmos atentos aos sinais que Deus nos dá. Um oráculo esplêndido que nos enche de esperança. Fala-se de uma era messiânica e isso é um grito de louvor a Deus apesar do contexto de guerra e violência. Todos irão a Jerusalém, centro de todo acontecimento e de adoração ao Deus vivo.

O que podemos fazer para que isso aconteça entre nós hoje? Deus espera que sejamos bons, participantes da corrente do bem e ser instrumento de paz, justiça, solidariedade e partilha na comunidade Igreja.

Na Carta de Paulo aos Romanos (Rm 13,11-14) nos fala e nos alerta para acordarmos para ver e sentir o novo dia que irradia para nós. Vamos ao encontro da salvação que está próximo de nós. Deus quer que estejamos em comunhão com Ele para que esse mundo seja repleto da sua graça e glória.

O Evangelho de Mateus (Mt 24,37-44) nos mostra Jesus nos falando sinais da sua chegada que são em três momentos:

1) Noé fazendo a arca e enquanto o povo nem estava com os acontecimentos que viria. O dilúvio está próximo, mas só a família dele e dos animais foram salvos por Deus. Os outros não quiseram ouvir e ver os sinais do tempo presente;

 2) O nosso trabalho cotidiano e as nossas tarefas não nos deixam ver os sinais de Deus entre nós. Ficamos absorvidos com o trabalho e o cansaço diário impede que nós estejamos com Jesus e com os irmãos na fé numa Igreja aberta a Deus e aos irmãos de fé;

3) por último a situação do dono da casa que adormece e não percebe o ladrão que vem roubar. Essas coisas devem ser observadas hoje para que possamos ver os sinais da vinda do Senhor. Que nada atrapalhe de estarmos com Deus no amor, na esperança e na fé. Sempre atento na escuta da Palavra de Deus e assiduidade na Eucaristia que nos fortalece rumo ao céu.

Que esse tempo de preparação para o Natal do Senhor em família nos ajude a sermos melhores e que a espera do Natal seja repleta de alegria, espera e de amor em Cristo juntamente com todos os nossos irmãos e irmãs.

Que esta liturgia deste domingo nos de a esperança e expectativa de estar com Cristo que sempre vem até nós e cabe a nós estarmos com Ele sempre numa comunidade viva.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria. Boa preparação de Natal para todos.

 Servus Christi semper!!! Teólogo Schumann