ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Lei de Deus é atualíssima

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A humanidade está organizada em sociedade e esta, para que viva em harmonia, precisa de regras, normas e leis. Se todos as seguissem, com certeza a nossa convivência seria harmoniosa e justa. Sabemos que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem. Deus deu tudo para que eles vivessem em paz e comunhão com o seu criador. Mas Deus fez apenas uma proibição, pois sabia que, quando eles a transgredissem, eles pecariam e morreriam. De fato, isto ocorreu (Cf. Gn 1-3).

Deus está sempre presente na história para salvar a criação. Em um determinado tempo histórico, tudo se descontrola - o pecado, as desordens morais e sociais se alastram. Então há o dilúvio. Uma família era fiel e foi convocada para salvar os casais de animais que existiam. Juntamente com eles, a Família de Noé também foi para uma arca. Choveu durante 40 dias e 40 noites. Tudo que era conhecido foi destruído e todos que estavam na barca foram salvos. Quando saíram da barca, Deus fez novamente uma aliança com toda a humanidade (Cf. Gn 6-10).

Mas, a soberba e auto-suficiência fizeram com que a humanidade se confundisse e causasse caos e separação (Cf. Gn 11, 1-8). Deus ama a sua criação e se dispôs a estar sempre com ela. Chama Abraão para formar o seu Povo e Ele seria o seu Deus. Deus fez uma aliança de amor e prosperidade com a humanidade (Cf. Gn 12). Com o decorrer do tempo, os homens e as mulheres vão esquecendo dos seus compromissos e quebram a Aliança com Deus. A consequência foi sofrimento e exílio no Egito, onde o Povo de Deus ficou escravo e a desolação foi completa.

Todos clamavam a Deus. Ele escutou o clamor do seu povo e enviou Moisés para ser o seu libertador. Deus fez muitos prodígios e o povo viu o poder de Deus na libertação do Egito. Para o Povo de Deus ficar junto, Deus dá a Lei a Moisés. Obedecendo-a, a humanidade encontra vida e pode viver em Paz. Deus entrega os mandamentos a Moisés no Monte Sinai. São eles: 1º) Amar a Deus sobre todas as coisas; 2°) Não tomar seu santo nome em vão; 3°) Lembre-se do dia de sábado para a santificação e de guardar o domingo para festas honrosas a Deus; 4°) Honrar pai e mãe; 5°) Não matar; 6°) Não pecar contra a castidade; 7°) Não roubar; 8°) Não levantar falso testemunho; 9°) Não desejar a mulher do próximo; e 10°) Não cobiçar as coisas alheias (Cf. Ex 20, 1-17).

São as leis que Deus nos deixou para saber se estamos seguindo a Sua Vontade e, desta forma, O estamos obedecendo. Se olharmos bem, estas leis são exigências do Amor para com Ele e com o próximo. Desta maneira, a humanidade pode encontrar a fraternidade, a justiça e a paz. Jesus observou e explicou a Lei. Jesus não veio tirar ou modificar os mandamentos, mas lhes dar sentido pleno. Prometeu também: “Quem praticar os mandamentos e os ensinar será considerado grande no Reino do Céu” (Mt 5, 17-20).

Estas são as leis de Deus que devem ser seguidas e ensinadas pelos Cristãos Católicos. Portanto, a Lei de Deus é atualíssima. Os três primeiros se referem aos deveres do homem para com Deus e podem ser resumidos em “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22, 37). Os outros sete mandamentos se referem ao amor ao próximo. E foi resumido assim: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12, 31).

Que cada cristão possa estar sempre em comunhão com Deus e com os irmãos, formando uma família e que, no mundo, realize plenamente o Reino de Deus que Jesus inaugurou com a sua vinda e missão salvadora da humanidade. A terra e o céu se aproximam no amor de Deus infinito, radiando a paz duradoura entre nós.

Consummatio timoris Dei sapientia et sensus (Eclo 21, 13)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Somos convocados pela Palavra de Deus

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A cada domingo, a comunidade se reúne pela Palavra e pela Eucaristia. A liturgia nos mostra a importância da Palavra na história do Povo de Deus. Nos momentos mais difíceis, a Palavra de Deus dá animo e esperança para o Povo. O Livro de Neemias narra que o Povo, reunido em assembleia, ouvia e escutava a Palavra de Deus. O contexto era o retorno do exílio da Babilônia. Neemias e Esdras procuram reconstruir o país, resgatar a memória do Povo e manter a sua identidade. Esta passagem bíblica nos mostra como que a Palavra de Deus é importante na vida de comunidade. Sem ela, com certeza, haveria dispersão e descompromisso com o outro.

Esse livro mostra a comunidade, que é convocada para escutar a Palavra. O local adequado foi encontrado para a leitura dela. O Livro tem um valor e o Povo o acolhe com respeito e fica de pé para acolhê-lo. Esta Palavra foi aclamada pela assembleia, proclamada pelos levitas e explicada de tal modo que todos entendessem. A escuta desta Palavra provoca no povo atitude de conversão. No final, todos ficam contentes e alegres (Cf. Ne 8, 2-4.5-6.8-10). Nossas celebrações devem gerar a alegria de estar presente, ser ouvinte da Palavra e praticante dela com entusiasmo.

São Paulo nos exorta que a Igreja é formada de muitos membros, mas todos, em Cristo, formamos uma unidade. Podemos comparar com o corpo que tem muitos membros, mas cada tem o seu lugar de importância e, sem eles, o corpo fica desfigurado. A cabeça da Igreja é Cristo e nós somos os seus membros. Cada um deve descobrir a sua missão e cumpri-la para que toda a Igreja resplandeça de paz e conhecimento. Como diz São Paulo: “Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros deste corpo. Cada um tem uma missão própria” (Cf. 1 Cor 12, 12-30).

O Evangelista Lucas nos mostra Jesus em uma sinagoga, no dia de sábado. Ele levanta, proclama a Palavra do Profeta Isaías e atualiza esta Palavra para o tempo Presente, dizendo que hoje foi cumprida esta escritura. O que nos chama atenção em primeiro lugar é que Lucas faz um estudo cuidadoso de toda a história dos ensinamentos a respeito de Jesus e, então, ele escreve, dá o testemunho da verdade, que é Cristo.

Jesus veio para nos libertar de toda forma de prisão. Isto é, do egoísmo, dos vícios e do desamor. Ele veio dar visão aos cegos que não querem ver a bondade de Deus. Este se solidariza com o homem e com a mulher, cura os doentes e faz os aleijados andar. Isto, muitas vezes, serve para nós, que ficamos paralisados diante dos desafios que este mundo propõe a cada um de nós. Ele nos quer livres de todas as amarras que não permitem que o seu Reino de Deus seja visível entre nós. O Espírito ungiu Cristo para esta missão (Cf. Lc 1, 1-4; 4, 14-21).

O Batismo nos faz novas criaturas. Tornamo-nos filhos de Deus, herdeiros do seu Reino e convocados para a Missão. O que vai dar força e coragem para cada cristão é a Palavra de Deus que ouvimos, estudamos e acolhemos na nossa vida, a Eucaristia que nos revigora para a missão. E que este mundo possa ser cristianizado pela nossa prática de justiça, amor e solidariedade na sociedade, na família e nas comunidades. Enfim, em todos os lugares que vivenciamos a fé em Cristo.

“Spiritus Domini super me; propter quod unxit meevangelizare pauperibus, misit me praedicare captivis remissionem et caecis visum, dimittere confractos in remissione, praedicare annum Domini acceptum. (Lc 4, 18-19)

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor” (Lc 4, 18-19)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Desânimo nunca; coragem sempre

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O Batismo nos faz herdeiros do Reino de Deus, prometido por Cristo para todos que o seguem, vivendo e testemunhando que Deus está presente no mundo. Hoje, percebemos que a realidade da existência humana está marcada pela injustiça e desamor. O egoísmo, o preconceito, a falta de inclusão de muitas pessoas são obstáculos que não permitem a vida digna para todos.

Os direitos mais básicos do homem e da mulher devem ser defendidos e colocados à disposição de todos, que são: a vida, a moradia, a alimentação, a saúde, a educação e a liberdade. Se faltar que seja um direito humano, a vida da pessoa se desfigura e a deixa marginalizada. Não podemos desanimar nunca, mesmo nos momentos mais sofridos que atinjam a pessoa. Nós devemos ter coragem. Esta vai nos impulsionar para a solidariedade, a partilha e a fraternidade.

O desastre que ocorreu no Haiti, um dos países mais pobres do mundo, e outros desastres catastróficos que atingem a humanidade apontam para a ajuda humanitária. A mobilização solidária traz alívio e socorro às vítimas de desastres naturais. A dor e o sofrimento do outro nos fazem ter compaixão e solidariedade. Nesses momentos, as barreiras de egoísmo, de nações, de raças e de religiões se diluem e se tornam uma grande família de voluntários para prestar socorro àqueles que mais precisam.

A história humana tem muitos exemplos de pessoas que dão a própria vida para que outros tenham vida. Muitos são anônimos, mas outros são luzeiros que indicam caminhos para as pessoas se mobilizarem, e que as ações sejam para promoção da vida e dos direitos para todos. Há muitos exemplos de pessoas que agiram e agem assim, como Madre Tereza de Calcutá, Pastor Martin Luther King, Dra. Zilda Arns Neumann, Nelson Mandela, Papa João Paulo II e muitos outros que nos animam a entrar nesta luta.

A Escola da Solidariedade e da Fraternidade permite a pessoa sair do seu eu e ir ao encontro do outro. Este precisa sentir o companheirismo humano para promovê-lo na sua integridade. A Igreja é a voz profética que anuncia que Deus é fiel e está presente sempre na vida do homem e da mulher. Onde existe amor vai existir justiça. Que cada pessoa possa transparecer o Rosto de Deus e que valha a pena ser defensor dos valores perenes da vida digna para todos.

In corde Jesu et Mariae, persemper!


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eleição na Unimontes

por Ricardo Soares de Oliveira
rickenfermeiromoc@yahoo.com.br

Este é um ano importante no calendário da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Por voto direto e secreto, professores, funcionários e estudantes escolherão, em data ainda a ser divulgada, o novo reitor e vice-reitor, ambos com mandato de quatro anos e com eleições distintas, com cargo desvinculado um do outro durante o processo eleitoral. Compondo uma lista tríplice, dos três mais votados, a escolha ficará a cargo do governador do Estado em nomear quem comandará, por quatro anos, os destinos desta instituição que se tornou referência internacional e um patrimônio imprescindível para Minas Gerais, especialmente para a região norte-mineira.

Dada a importância e a complexidade que alcançou, quem se propor a estar à frente da Unimontes terá que se eleger com bases sólidas, projeto relevante e exercer o cargo com muita responsabilidade. É um processo importantíssimo. Está em jogo o destino de uma das instituições com maior crédito no Estado. Alguns nomes já são especulados, tanto para o cargo de reitor, quanto para o de vice-reitor. Aquele que conseguir agregar maior número de correntes, leiam-se cursos, departamentos, etc, poderá ocupar o topo desta lista, sobretudo se estas correntes forem formadas, em sua maioria, por professores, os detentores de voto com maior peso.

Previamente a tudo isso, a Enfermagem viveu dois grandes momentos no ano passado. O primeiro foi a eleição da sua nova chefe de Departamento: a professora Simone Guimarães Teixeira, que tem trânsito livre tanto dentro do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), quanto na Unimontes propriamente dita. Ela ocupará o cargo por dois anos, em substituição à professora Elaine Cristina, que permaneceu no cargo por dois mandatos (quatro anos). A propósito, a professora Elaine deixa o cargo com gabarito e experiência suficientes que a habilita como forte candidata ao cargo de diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS).

O segundo momento da Enfermagem da Universidade Pública foi a eleição da professora Daniela Souto, representando o nosso Departamento para uma cadeira nos Conselhos Superiores da Unimontes (Consu), fato muito relevante dentro do meio universitário. Nunca se viu na história deste Departamento tamanha mobilização e poder de organização dos professores e funcionários para a eleição de seus representantes. Com forte poder de mobilização, o Departamento de Enfermagem, juntamente com os integrantes do Corpo de Enfermagem do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF) e setores da Unimontes (Ambulatórios, Famed, etc), ocupará uma posição extremamente estratégica neste processo de escolha.

Tem ainda apoio de outros setores e departamentos, e crédito interno suficiente para disputar, com candidatura própria, o cargo de vice-reitor, além de poder ocupar posição de forte influência na escolha do novo reitor, pois possui, em seu Departamento, expressivo número de professores, funcionários, além dos alunos, com peso a ser levado em consideração. Sem falar no espírito de união nunca antes visto dentro desta categoria, aliado ainda ao fato de que a Enfermagem busca maior espaço, não apenas dentro da Unimontes, mas também em um contexto geral.


Ricardo Soares de Oliveira tem 34 anos, é casado com Edna e pai de um filho, Rafael. É enfermeiro com especialidade em Cardiologia. Formado em Filosofia, ele leciona na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Faz trabalhos voluntários na Pastoral do Menor da Paróquia Santa Rita de Cássia de Montes Claros e na Pastoral Catequética. É catequista da Perseverança, vice-coordenador da Pastoral do Menor Arquidiocesana e missionário da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Maria está presente nas adversidades da humanidade

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Na história da humanidade, a presença de Maria, Mãe de Deus, sempre esteve nos momentos dificieis da humanidade. A sua intercessão é sempre para o homem e a mulher para que não desanimem na fé em Cristo e que sua mensagem de Salvação não é em vão. Maria se apresenta como ajuda a todos os que sofrem. È sempre nos momentos mais desesperadores que a sua proteção é bem-vinda.

Ao olharmos os momentos angustiantes em que a humanidade presenciou, a sua presença trouxe esperança, revigoramento na fé. Os pobres sempre são os destinatários das aparições de Maria. A fé é um abandono total nas mãos de Deus, sabendo que Ele é que tem o mundo em suas mãos. Maria, em Lourdes [França], fala para a menina simples Bernadete que ela é a Imaculada Conceição e, no lugar de sua aparição, há uma fonte de água que muitas vezes cura e alivia as dores do nosso povo.

Em Fátima [Portugal], ela surge no momento angustiante da história - o perigo do comunismo que muitas vezes foi obstáculo para os que quiseram viver a fé. Ela diz às três crianças que o seu coração triunfaria e que cada pessoa se converta e reze o rosário para que haja a conversão dos pecadores. Muitos vão até lá para pedir a sua intercessão e que haja paz no mundo, e que as religiões se respeitem mutuamente, e que as nações promovam a justiça e a paz.

Em Aparecida [São Paulo], a sua imagem encontrada foi sinal no Rio Paraíba que ela intercedeu para aqueles pobres pescadores, que se lançaram ao rio para pescarem, pois se não retornassem com uma boa pescaria, muitos iam sofrer represálias das autoridades da época. Ela os socorre na sua intercessão e permite uma grande pescaria, e o povo que rezava constatou que a intercessão de Maria junto a Jesus foi extraordinária. E hoje muitos recorrem ao Santuário de Aparecida, agradecendo e pedindo em romaria para que as lidas deste mundo sejam mais leves e que sua proteção nos oriente e guie sempre a Jesus, o Nosso Salvador e Libertador.

Em Banneux, um pequeno vilarejo na região de Ardenne, na Bélgica, Maria se apresentou como “Eu sou a Virgem dos pobres” para uma menina de 11 anos. Maria, a Mariette Beco, era a maior de sete filhos. Provinha de uma família católica muito modesta e não-praticante. Era, portanto, uma alma a ser convertida, uma alma pobre de fé que Maria buscou para mostrar sua proximidade a toda a humanidade. As aparições foram no período de 15 de janeiro a dois de março de 1933, em um momento tumultuado entre duas guerras mundiais.

Nesse lugar existe uma fonte para dar alívio aos doentes, como a própria Santa Virgem explicou a sua intenção, dizendo. “Esta fonte é reservada a todas as nações... para dar alívio aos doentes”. O Papa João Paulo II, durante sua peregrinação a este santuário, em 21 de maio de 1985, disse. “Não somente os doentes, mas o imenso povo dos pobres de hoje - há muitos modos de ser pobre! -, se sentem em casa em Banneux. Vêm aqui buscar conforto, coragem, esperança, união com Deus na provação. Encorajo os peregrinos que vêm aqui a rezar para aquela que, sempre e em todos os lugares na Igreja, reflete a face da misericórdia de Deus”.

Então, podemos, com a firmeza da fé, que em todos os títulos que se invocam Maria e também nesse último, “Maria, Virgem dos Pobres”, levam-nos a Jesus, fonte da graça, e vêm consolar o nosso sofrimento. Nós te imploramos com confiança: ajuda-nos a seguir o teu Filho, com generosidade, e a pertencer-Lhe sem reservas”.

Sancta Maria, Mater Dei ,Ora pro nobis, pecatoribus!


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O homem sem Deus não é nada

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Olhando a história da humanidade, percebemos que há muito sofrimento, maldade, injustiça, intolerância política e religiosa. Existe muito desamor, ódio e falta de perdão. O Papa Bento XVI, no dia 11 de janeiro de 2010, fez um discurso aos membros do corpo diplomático acreditado à Santa Sé e lembrou a todos que há tanto sofrimento na humanidade, e o egoísmo humano danifica a criação de muitas maneiras. É por isso que a expectativa da salvação, que diz respeito a toda a criação, aparece ainda mais intensa e está presente no coração de todos, crentes e descrentes.

Neste contexto de tanta deformação no mundo físico, social, moral, ético e religioso, o Papa mais uma vez nos mostra qual o caminho seguro a seguir. Então ele diz: a Igreja indica que a resposta a esta aspiração é Cristo, “primogênito de toda a criatura, porque n’Ele foram criadas todas as coisas, no céu e na terra” (Col 1, 15-16).

O Papa Bento XVI fala aos representantes de cada país e vê no Cristo a razão da existência da criação e do mundo. “Fixando n’Ele o meu olhar, exorto todas as pessoas de boa vontade a trabalhar, com confiança e generosidade, pela dignidade e liberdade do homem. Que a luz e a força de Jesus nos ajudem a respeitar a ecologia humana, cientes de que esta beneficiará a ecologia ambiental, porque o livro da natureza é único e indivisível”.

Estas palavras do Papa nos dão segurança de fazer alguma coisa, mesmo que seja pouca, para que este mundo seja agradável e que ele nos mostre a bondade de Deus para com todas as coisas. Assim, esta harmonia do homem com a natureza consolida a paz para nós e vai continuar por gerações.

O Papa ainda disse aos membros do corpo diplomático acreditado à Santa Sé que “na encíclica Caritas in veritate, convidei a procurar as raízes profundas desta situação: em última análise, encontram-se numa mentalidade egoísta e materialista corrente, esquecida dos limites inerentes a toda a criatura”.

O Papa Bento XVI lembrou a todos os presentes que, há 20 anos, quando caiu o muro de Berlim, e quando desabaram os regimes materialistas e ateus que, durante vários decênios tinham dominado uma parte deste continente, não se pôde porventura medir as feridas profundas que um sistema econômico sem referências assentes na verdade do homem infligira não só à dignidade e liberdade das pessoas e dos povos, mas também à natureza, como a poluição do solo, das águas e do ar.

Ao olharmos a trajetória da história humana e as suas repercussões na ausência do divino, podemos dizer, com certeza, que o homem sem Deus não é nada. Desse modo, o Sumo Pontíficie nos exorta para a problemática que “a negação de Deus desfigura a liberdade da pessoa humana, mas devasta também a criação. Daqui resulta que a salvaguarda da criação não visa tanto responder a uma exigência estética, como, sobretudo a uma exigência moral, porque a natureza exprime um desígnio de amor e de verdade que nos precede e que vem de Deus”.

Portanto, não podemos perder de vista que somos responsáveis pelos nossos atos e que cada agir do homem deve ser para mudar, proteger e salvar o mundo em que vive. Que cada lar seja um lugar onde haja a luz que vem do Cristo e que seja o reflexo do Amor de Deus.

“Amen dico vobis: Quisquis non receperit regnum Dei velut parvulus, non intrabit in illud.” (Mc 10, 15)

“Eu garanto a vocês: quem não receber como criança o Reino de Deus, nunca entrará nele” (Mc 10, 15)


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A obra que fica

por Wagner Rodrygo Lima Pereira
wagnerrodrygo@hotmail.com

O século XX foi marcado por duas grandes guerras mundiais, por uma guerra fria, por diversos conflitos étnicos e religiosos, dentre vários outros fatos publicados nas páginas dos nossos jornais, além dos não publicados. Mas foi também no século XX que aconteceu a ideia de se criar a Pastoral da Criança. Em 1983, o então diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Grunt, sugeriu a Dom Paulo Evaristo Arns que a Igreja Católica no Brasil organizasse uma ação para combater a mortalidade materna e infantil.

E o hoje Arcebispo Emérito de São Paulo, de batalhas incansáveis e memoráveis durante a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985), transferiu a responsabilidade desta missão para Zilda Arns Neumann, médica-pediatra e sanitarista. E ela cumpriu esse trabalho missionário da melhor forma possível. Agora Drª. Zilda passa a ser um ícone para a humanidade. Como Dom Helder Pessoa Câmara (1909-1999), ela não ganhou o Prêmio Nobel da Paz pela Pastoral da Criança, talvez porque acreditasse que o maior prêmio já era as milhares de crianças recuperadas da desnutrição com o mínimo de apoio possível e a máxima doação de voluntários.

O século XXI começa. Termina a sua primeira década com o falecimento repentino, em um terremoto no Haiti, da fundadora da Pastoral da Criança. Fica então para nós, seres humanos sujeitos a fragilidades diversas, o exemplo concreto de serenidade, credibilidade, força, coragem e ousadia de uma médica de 50 anos de carreira, que não são cinco dias.

Já dizia alguém por este mundo afora: palavras são palavras. Palavras bonitas são mais palavras ainda. Mas, com obras, são eternas na mente e no coração das pessoas. A obra de Drª. Zilda fica aqui conosco. Resta a nós preservá-la e mantê-la sempre viva e ativa. Que a nossa fundadora e trabalhadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, nossa querida mãe, seja acolhida por Deus e por Nossa Senhora na Glória Celestial Eterna. Amém!


Wagner Rodrygo Lima Pereira é um dos participantes da Escola de Formação de Fé e Política da Arquidiocese de Montes Claros, indicado pelo Pároco da Paróquia São Francisco de Assis de Montes Claros, Padre Antônio Alvimar Sousa. Tem 31 anos de idade. Durante cinco anos, foi Seminarista na Arquidiocese de Belo Horizonte. Wagner Pereira é engajado na Pastoral da Juventude Paroquial. É professor de Filosofia, mas, no momento, atua como assistente de campo do ‘Poupança Jovem’, programa do Governo do Estado de Minas Gerais em parceria com a Prefeitura Municipal de MOC. É também voluntário da Pastoral da Criança da Arquidiocese de Montes Claros e da Pastoral da Comunicação Arquidiocesana. Trabalhará também voluntariamente no 6º Encontro Mineiro das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) que acontecerá em MOC de 22 a 25 de julho de 2010.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Caminhando e cantando e seguindo a canção...

por Maicon Deivison Pinto Tavares
maiconmissionariodapascom@yahoo.com.br

Juntos somos mais. Muitos acreditam que a fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, morreu para sempre, o que não é verdade. Ela já deve estar gozando da vida eterna. Dra. Zilda foi e sempre será exemplo de lealdade e caridade. Os trabalhos da Pastoral da Criança, de agora pra frente, serão cada dia mais difíceis, mas não impossíveis.

Temos que unir forças e, com o exemplo de Zilda Arns, que morreu dando exemplo de missionariedade, construir uma sociedade justa e solidária. Nós, como pessoas de “carne e osso”, podemos nos envolver cada dia mais nas causas sociais. Eu me sinto muito feliz por fazer parte da Família da Pastoral da Criança, da Família da Pastoral da Comunicação, da Família da Arquidiocese de Montes Claros, porque, junto comigo, tenho pessoas extraordinárias realizando trabalhos lindos de alguma maneira e em algum lugar necessitado.

Outro dia refletia sobre as amizades que fiz dentro desta Igreja Particular e, pensando bem, só tenho amigo gente fina, como, por exemplo... Outro dia um amigo passava pelo centro da cidade altas horas da noite, quando se deparou com um casal de moradores de rua e, na sua mais profunda lealdade ao mundo, parou e fez uma entrevista, um bate-papo, com esse casal, tratando-o como amigo. Com certeza, ele colaborou para que aquele casal tivesse mais esperança. Na Igreja, faço muitos amigos bons, atentados sim, mas bons e companheiros.

Temos que viver na esperança de ser feliz. Vamos viver com emoção cada segundo de nossa vida. Abraços no coração de todos e todas...


Maicon Deivison Pinto Tavares é voluntário na Arquidiocese de Montes Claros com trabalhos missionários na Coordenação da Pastoral da Criança da Paróquia Santa Rita de Cássia de MOC e na Pastoral da Comunicação Arquidiocesana.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Mais estrela na constelação do Reino de Deus"

Falecida durante terremoto que abalou as estruturas do Haiti, país mais pobre da América, a médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns Neumann, fundadora e coordenadora das pastorais da Criança e da Pessoa Idosa é agora "mais estrela na constelação do Reino de Deus. O seu exemplo nos anima a ser apóstolos missionários do Cristo aos que mais sofrem e precisam" de ajuda.

A Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros faz das palavras do teólogo José Benedito Schumann Cunha também palavras suas e lamenta a morte da coordenadora da Pastoral da Criança.

Que Deus e Nossa Senhora possam confortar familiares e amigos da missionária falecida nesta tragédia e a todas as outras milhares de pessoas que também sofrem com o ocorrido na terça-feira, 12 de janeiro de 2010. A esperança ainda vive.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Recomeçar com fé é sempre preciso

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Ano Novo não é só mudança de data no calendário e nem ficarmos nas mesmas coisas do Ano Passado. Devemos reavaliar o que valeu a pena, e as outras coisas que fizemos, ou fazem parte da nossa vida ou não; se não têm mais sentido ou não valem a pena ter elas presentes em nós ou em nossa vida, é preciso somente nos livrarmos delas logo. Devemos entender que esses acontecimentos que já não fazem parte da nossa existência, e se continuarem a fazer só atrapalham o nosso crescimento como pessoa, devem ser esquecidos.

Devemos fazer novas coisas que nos dão sentido na nossa vida e que sejam para o nosso progresso pessoal e comunitário. Os novos projetos de vida, os nossos sonhos e os planejamentos que fazemos para o Ano Novo que nasce nos dão a esperança de dias melhores, de um mundo mais humano, de vida para todos que professam que Cristo é o Senhor. Esta esperança rejuvenesce o nosso espírito, nos dá ânimo e nos fortalece nos ideais mais nobres que é o de levar a dignidade de filhos de Deus a todos e que eles possam saber que Deus os ama muito.

A novidade que devemos ter no Ano Novo é que somos responsáveis pelo planeta, pelo meio ambiente, que não podemos degradá-lo com nossas atitudes, poluindo-o, com lixos jogados na rua, materiais que levam anos para ser desintegrados pelo tempo. Cada um deve ver o que pode ser feito para que o meio ambiente e a vida sejam preservados. Uma maneira é usar sacolas recicláveis, de panos ou de outros materiais, que não agridam o meio ambiente.

Cada pessoa deve procurar fazer reciclagem dos materiais que poluem o meio ambiente. Estes, caso não cuidados, trazem prejuízos irreparáveis à Terra, à Humanidade e a todos os seres que povoam este planeta. O cristão é convidado a caminhar o Ano na Igreja que celebra o Mistério Pascal de Cristo e também o culto aos Santos, que são os que viveram a fé, acreditaram nela e deram o testemunho do Cristo Vivo. Muitas vezes, ofereceram a vida e morreram na defesa da fé.

A Igreja tem Maria, a Mãe de Cristo e Nossa, que bondosamente nos leva sempre a Jesus. Ela nos vai ajudar para que, cada propósito que fizemos na passagem do ano, nos impulsione para a verdade, a luz e a paz que Jesus nós dá sempre. Cada agir nosso no tempo presente em que vivemos esteja em sintonia com Deus e com Cristo. Ele é a luz do mundo. Este mundo se abre às novas conquistas que devem ser para o bem da humanidade.

Tudo que há segue para a eternidade e, lá, tudo se culmina porque, lá, está o fim de todas as coisas. Somos amados por Deus e Ele nos acompanha na trajetória que faremos neste ano de 2010, que há pouco tempo foi aberto inaugurou pela humanidade. Não podemos esquecer que Deus é a razão do nosso existir e é Ele quem dá o sentido da nossa vida. Vale a pena ter sonhos, fazer projetos e ter esperança, pois, com Maria, chegamos até Jesus, que é o nosso Libertador e Salvador. Ele é o caminho, a verdade e a vida, e ainda nos pede para entrar na Escola do Discipulado d’Ele que é viver o amor fraternalmente.


Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.