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O século XX foi marcado por duas grandes guerras mundiais, por uma guerra fria, por diversos conflitos étnicos e religiosos, dentre vários outros fatos publicados nas páginas dos nossos jornais, além dos não publicados. Mas foi também no século XX que aconteceu a ideia de se criar a Pastoral da Criança. Em 1983, o então diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Grunt, sugeriu a Dom Paulo Evaristo Arns que a Igreja Católica no Brasil organizasse uma ação para combater a mortalidade materna e infantil.
E o hoje Arcebispo Emérito de São Paulo, de batalhas incansáveis e memoráveis durante a Ditadura Militar Brasileira (1964-1985), transferiu a responsabilidade desta missão para Zilda Arns Neumann, médica-pediatra e sanitarista. E ela cumpriu esse trabalho missionário da melhor forma possível. Agora Drª. Zilda passa a ser um ícone para a humanidade. Como Dom Helder Pessoa Câmara (1909-1999), ela não ganhou o Prêmio Nobel da Paz pela Pastoral da Criança, talvez porque acreditasse que o maior prêmio já era as milhares de crianças recuperadas da desnutrição com o mínimo de apoio possível e a máxima doação de voluntários.
O século XXI começa. Termina a sua primeira década com o falecimento repentino, em um terremoto no Haiti, da fundadora da Pastoral da Criança. Fica então para nós, seres humanos sujeitos a fragilidades diversas, o exemplo concreto de serenidade, credibilidade, força, coragem e ousadia de uma médica de 50 anos de carreira, que não são cinco dias.
Já dizia alguém por este mundo afora: palavras são palavras. Palavras bonitas são mais palavras ainda. Mas, com obras, são eternas na mente e no coração das pessoas. A obra de Drª. Zilda fica aqui conosco. Resta a nós preservá-la e mantê-la sempre viva e ativa. Que a nossa fundadora e trabalhadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, nossa querida mãe, seja acolhida por Deus e por Nossa Senhora na Glória Celestial Eterna. Amém!

2 comentários:
Wagner bom texto. Tá sumido
Onde vc está morando
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