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Ao lermos o início do Livro do Gênesis, nós podemos constatar que Deus criou todas as coisas e tudo era bom e tinha o seu sentido para que o homem desfrutasse das coisas criadas de modo harmônico e com sabedoria. Depois que Ele fez tudo, criou o homem e a mulher à sua imagem (Cf. Gn 1-2). Podemos, com certeza, experimentar a presença de Deus na História.
Bento XVI lembrou, na audiência pública de quarta-feira, 30 de dezembro de 2009, que Deus “criou a Eva de uma costela de Adão e não, por exemplo, de sua cabeça, para que fosse não uma dominadora nem uma escrava do homem, mas sua companheira”. Como a costela foi retirada do lado de Adão enquanto ele dormia, “assim os sacramentos da salvação começaram a fluir do lado de Jesus dormindo na Cruz”.

Então Deus, em um processo de revelação progressiva, mostra ao homem que Deus é bom e misericordioso, faz alianças para que a humanidade encontre o caminho que a faz ser livre e possa estar em comunhão com Ele.
O Papa Bento nos exorta que “Deus quis uma mulher que fosse companheira do homem, não sua escrava nem sua” dominadora. O Papa citou o teólogo medieval Pietro Lombardo que, na narração bíblica do nascimento da mulher, via “uma prefiguração do mistério de Cristo e da Igreja”.
O Papa recomendou aos fiéis que aproveitem o catecismo e os seus compêndios para “conhecer e aprofundar na verdade da fé que aparecerá como uma sinfonia”. “Queria encorajar cada um dos fiéis e a comunidade cristã a aprofundar em nossa fé harmoniosa e na vida sacramental, porque os sacramentos constituem uma força que sai do corpo de Cristo”, explicou.
Bento XVI pediu aos sacerdotes para fazer o mesmo e, além disso, “levar uma vida com dignidade e decoro, assinalada por um recolhimento pessoal que favoreça a vida comunitária”. Com essas palavras do Papa e com a narração da criação, percebe-se que Deus nunca erra e o seu plano é sempre voltado para a criação que deve estar em harmonia com o humano.
Por isso, a natureza, a criação e a própria pessoa humana se integram e tornam-se unidade. Esta não pode ser desprezada pelas partes que a compõem. Caso contrário, o seu desprezo provocará uma destruição progressiva. Que cada pessoa reflita o seu papel na criação e a sua responsabilidade nela. Que Deus oriente a todos e que a Igreja sempre seja a porta voz das verdades que nunca mudam. A Igreja é sinal visível da bondade de Deus.
“Et creavit Deus hominem ad imaginem suam; ad imaginem Dei creavit illum; masculum et feminam creavit eos.” (Gn 1, 27)
Feliz Ano Novo!!!
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
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