por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Neste mês, toda a Igreja celebrou a Bíblia. Esta tem lugar muito especial na nossa liturgia, em cada celebração eucarística ou celebração da palavra. A Bíblia está no meio do povo que reza. Oxalá se, em todas as manifestações religiosas, estivesse a Palavra de Deus sendo lida, refletida e meditada na atitude orante. A Bíblia é a Palavra de Deus mais perto de nós. Devemos lê-la, estudá-la, escutá-la e colocá-la em prática, observando do contexto social de cada época, para que este mundo seja mais humano e cristão.
A liturgia nos remete para as coisas do alto e nos faz um convite muito especial para dar o devido valor aos bens naturais deste mundo, que são dádivas de Deus para nós e que devemos cuidar deles de modo gratuito e com gesto de amor solidário. O profeta Amós tem a missão de promover a justiça de Deus. Por isso ele denuncia os ricos avarentos e gananciosos que tinham poder de explorar os pobres, enganando-os e deixando-os miseráveis e excluídos na sociedade [sobretudo na capitalista]. Ele diz, em bom tom, que Deus não compactua com estas injustiças e dá um alerta: o castigo virá na forma de exílio em terra dos outros (Cf. Am 6, 11-16).
Hoje, podemos confrontar esta profecia com a nossa realidade. É o que acontece semelhante no nosso tempo. Alguns “privilegiados” gastam fortunas em guerras, em luxúrias, usam mal o dinheiro público, praticam a corrupção e tiram vantagens ilícitas [ou até lícitas, mas ilegítimas] para si e para os seus. São insensíveis com à causa dos pobres, dos doentes, dos idosos e dos indefesos, que são mortos e assassinatos antes de nascer.
São Paulo nos alerta que o amor exagerado ao dinheiro é a raiz de todos os males deste mundo. Depois de um processo doloroso de conversão, o Apóstolo dos Gentios critica a cobiça, o roubo, as falcatruas, a corrupção e toda forma de injustiça que não deixa o bem comum ser a primazia do bom uso do dinheiro. Precisamos de alimentos que nos sustentem e vestimentas que nos abriguem para não haver morte prematura (Cf. 1 Tm 6, 10-16).
No Evangelho, São Lucas narra o julgamento de Deus sobre a forma do uso do dinheiro e das riquezas. Na Parábola do Rico e do Pobre, percebemos três quadros com sentidos teológicos. Há descrição da vida do homem rico e do homem pobre. Este é Lázaro, que não tinha nem o alimento para sua real necessidade. Vemos a mudança da situação após a morte do rico e do pobre.
Um vai para o céu, lugar dos justos, e outro, vai para a “morte”, lugar de tormento e ausência do bem, do arrogante e insensível. Há o diálogo do rico para que haja aviso aos que estão ainda vivos para eles mudarem de vida e procurarem o bem, enquanto há tempo na terra. Todos são advertidos (Cf. Lc 16, 19-31).
Não há possibilidade de ninguém que já foi para a eternidade venha à terra para avisar ou exortar alguém para se converter. Na terra, há profetas e missionários de Deus [que não pretendem ser heróis, muito menos salvadores de pátrias]. Estes mostram o verdadeiro caminho que nos leva a Deus.
É uma escolha que devemos fazer neste mundo [cada dia mais globalizado e capitalista, e que afeta a vida de todos]. Os bens que temos não podem ser obstáculo para fazer o bem e a justiça. Não podemos ser materialistas e consumistas, mas solidários e fraternos com todos. Assim somos, de fato, cristãos que se nos comprometermos com a construção do Reino de Deus até a eternidade no céu.
Hoje vemos no mundo muitos “Lázaro” que estão à nossa frente e que são os que recebem um salário-mínimo que é insuficiente para uma vida digna. Os que não têm saúde de qualidade, os que não têm escola de bom nível, os que não têm moradia e saneamento básico, os que ficam esperando as migalhas dos poderosos e permanecem à margem dos bens que os ricos esbanjam nos seus altos cargos de poder, como o rico na Parábola que Jesus, que nos alertou no Evangelho de Lucas que ouvimos na liturgia diária.
Que o nosso coração se abra a Cristo e que sejamos solidários na partilha com todos os nossos irmãos na caminhada para o Reino definitivo com Deus e que a justiça, a paz e fraternidade sejam implantadas no nosso meio, isto é, na nossa sociedade, na nossa comunidade e na nossa família.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 23 de setembro de 2010
ALVORADA
O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)
Frase
"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)
Fatos
Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Há dois caminhos...
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Estamos numa sociedade competitiva e globalizada [capitalista]. A economia é o principal foco no mundo. O dinheiro, muitas vezes, tem primazia em tudo, pois muitos acreditam que ter dinheiro é sinônimo de riqueza, poder e status. O cristão é chamado a fazer discernimento em relação ao dinheiro. Há dois caminhos a seguir: ou nos tornemos escravo dele e seremos prepotentes, ou escolhemos a justiça pelo bem comum, que quer dizer fazer o bom uso do dinheiro em prol de si e dos outros em busca da igualdade social.
No Livro do profeta Amós, há uma situação exploradora de comerciantes que queriam tirar proveito, de modo desonesto, no preço das mercadorias e no peso. Isto prejudicava os mais humildes trabalhadores do campo. A ganância não permitia o direito do outro. Mas o profeta diz que Deus está atento e os adverte dizendo. "Não esquecerei nenhum de vossos atos..." (Am 8, 4-7). Infelizmente hoje acontece isso. É o lucro pelo lucro, que explora e afeta até os mais pobres e os deixam excluídos do mundo e da vida. Isto não está no Projeto de Deus para toda a humanidade, pois Ele é o Deus da Vida e da Justiça para Todos.
O Apóstolo Paulo convida a uma oração universal, elevando aos céus "mãos puras" em favor de todos os homens e de todas as mulheres. Nossa oração encontra eco e é verdadeira se for expressão de uma vida de comunhão, com Deus e com os irmãos, fazendo a vontade daquele que é infinitamente bom e justo (Cf. 1 Tm 2, 1-8).
O Evangelista Lucas nos mostra Jesus narrando a Parábola do ADMINISTRADOR INFIEL (Cf. Lc 16, 1-13) que, sabendo que ia ser despedido, toma uma atitude de reduzir a dívida dos devedores, tornando-os assim amigos para um futuro de um pedido de ajuda deles. Dá a impressão então que Jesus, ao elogiar a atitude desse empregado infiel, que Ele é a favor da desonestidade e da corrupção, mas o significado desta Parábola que Jesus contou tem um grande ensinamento. Para entender melhor o que Jesus quis dizer, precisamos ver o contexto da época... ... ...
Naquela época, os administradores deviam entregar ao empresário uma determinada quantia. Os que conseguissem a mais ficava com eles. O que fez o administrador? Renunciou ao que lhe cabia nos negócios, isto é a diferença. Desse modo, ele agindo assim, na hora que ficasse desempregado, o que ele precisava era de amigo e não do dinheiro que acaba. Esta atitude dele que é elogiada por Jesus. Muitas vezes nós, que somos cristãos, não temos a coragem de ser bons e ter a atitude de luz que ilumina os que precisam da nossa ajuda.
Deus nos deu uma missão. Precisamos ter criatividade, zelo e dedicação na missão de evangelizador que leva a mensagem de Cristo a todos que precisam dela. Devemos ter atitudes de desapego, um espírito generoso e solidário. Ter tempo para Deus, para a família, para trabalhos sociais e pastorais e nos colocar em atitude de servidor.
Assim Jesus nos ensina: se ficarmos materialistas, então seremos escravos do dinheiro. Que retornemos nossa ação sempre para a ação solidária e para a coerência da fé de acordo com a vontade de Deus. Dessa forma, seremos justos em nossas atitudes na sociedade, na família e na comunidade Igreja.
Os valores cristãos vão ser a baliza e o norte da nossa vida. Agindo assim, tudo de mau será dissipado em nós: a ganância, a corrupção e o desejo de tirar vantagem em tudo, por dinheiro, sobretudo.
Que o Deus da Vida seja para nós o ideal a ser perseguido e que o mundo seja mais humano e cristianizado. A salvação está ao alcance de todos.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 15 de setembro de 2010
jbscteologo@gmail.com
Estamos numa sociedade competitiva e globalizada [capitalista]. A economia é o principal foco no mundo. O dinheiro, muitas vezes, tem primazia em tudo, pois muitos acreditam que ter dinheiro é sinônimo de riqueza, poder e status. O cristão é chamado a fazer discernimento em relação ao dinheiro. Há dois caminhos a seguir: ou nos tornemos escravo dele e seremos prepotentes, ou escolhemos a justiça pelo bem comum, que quer dizer fazer o bom uso do dinheiro em prol de si e dos outros em busca da igualdade social.
No Livro do profeta Amós, há uma situação exploradora de comerciantes que queriam tirar proveito, de modo desonesto, no preço das mercadorias e no peso. Isto prejudicava os mais humildes trabalhadores do campo. A ganância não permitia o direito do outro. Mas o profeta diz que Deus está atento e os adverte dizendo. "Não esquecerei nenhum de vossos atos..." (Am 8, 4-7). Infelizmente hoje acontece isso. É o lucro pelo lucro, que explora e afeta até os mais pobres e os deixam excluídos do mundo e da vida. Isto não está no Projeto de Deus para toda a humanidade, pois Ele é o Deus da Vida e da Justiça para Todos.
O Apóstolo Paulo convida a uma oração universal, elevando aos céus "mãos puras" em favor de todos os homens e de todas as mulheres. Nossa oração encontra eco e é verdadeira se for expressão de uma vida de comunhão, com Deus e com os irmãos, fazendo a vontade daquele que é infinitamente bom e justo (Cf. 1 Tm 2, 1-8).
O Evangelista Lucas nos mostra Jesus narrando a Parábola do ADMINISTRADOR INFIEL (Cf. Lc 16, 1-13) que, sabendo que ia ser despedido, toma uma atitude de reduzir a dívida dos devedores, tornando-os assim amigos para um futuro de um pedido de ajuda deles. Dá a impressão então que Jesus, ao elogiar a atitude desse empregado infiel, que Ele é a favor da desonestidade e da corrupção, mas o significado desta Parábola que Jesus contou tem um grande ensinamento. Para entender melhor o que Jesus quis dizer, precisamos ver o contexto da época... ... ...
Naquela época, os administradores deviam entregar ao empresário uma determinada quantia. Os que conseguissem a mais ficava com eles. O que fez o administrador? Renunciou ao que lhe cabia nos negócios, isto é a diferença. Desse modo, ele agindo assim, na hora que ficasse desempregado, o que ele precisava era de amigo e não do dinheiro que acaba. Esta atitude dele que é elogiada por Jesus. Muitas vezes nós, que somos cristãos, não temos a coragem de ser bons e ter a atitude de luz que ilumina os que precisam da nossa ajuda.
Deus nos deu uma missão. Precisamos ter criatividade, zelo e dedicação na missão de evangelizador que leva a mensagem de Cristo a todos que precisam dela. Devemos ter atitudes de desapego, um espírito generoso e solidário. Ter tempo para Deus, para a família, para trabalhos sociais e pastorais e nos colocar em atitude de servidor.
Assim Jesus nos ensina: se ficarmos materialistas, então seremos escravos do dinheiro. Que retornemos nossa ação sempre para a ação solidária e para a coerência da fé de acordo com a vontade de Deus. Dessa forma, seremos justos em nossas atitudes na sociedade, na família e na comunidade Igreja.
Os valores cristãos vão ser a baliza e o norte da nossa vida. Agindo assim, tudo de mau será dissipado em nós: a ganância, a corrupção e o desejo de tirar vantagem em tudo, por dinheiro, sobretudo.
Que o Deus da Vida seja para nós o ideal a ser perseguido e que o mundo seja mais humano e cristianizado. A salvação está ao alcance de todos.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
“Mozart ensina uma ‘consoladora’ relação com a morte”
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
A morte é um enigma para toda pessoa humana, é uma experiência individual de cada ser vivo. Nós sentimos o evento “morte” no outro e este nos traz saudades. Aqueles que convivemos e que marcam a nossa vida e nossa história. Jesus, diante da morte do outro, sempre teve compaixão como Ele teve pela morte do filho único da viúva de Naim (Cf. Lc 7, 11-16), de se seu amigo Lazaro (Cf. Jo 11, 1-43). Jesus, também diante da sua morte, Ele expira dizendo: tudo está consumado e em tuas mãos entrego o meu Espírito (Cf. Lc 23, 44-49).
Pela sua obediência ao projeto de Salvação do Pai, Jesus se entrega de modo admirável e, na cruz, mostra todo o seu amor ao ser humano. O sepulcro não reterá o corpo de Jesus. Ele ressuscita e vive para sempre e nos dá a possibilidade da vida eterna se crermos n’Ele, e também a fazermos a vontade de Deus, mesmo que estivermos mortos, ressuscitaremos como Ele um dia (Cf. Jo 11, 25-26).
Em um concerto em que se interpretou o Réquiem no CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 08 de setembro de 2010 (www.zenit.org), Wolfgang Amadeus Mozart ensina, com sua obra musical, que a morte é “como uma chave para atravessar a porta para a felicidade”, explicou Bento XVI na tarde dessa terça-feira, ao participar de um concerto em que se interpretou o Requiem do “sumo músico” de Salzburgo. O pontífice, confessando que, desde a infância sua vida está ligada, de maneira particular, à música de Mozart, explicou como, para o compositor, a morte não é algo que provoca medo, mas uma certeza “consoladora” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
O Papa tomou a palavra ao final do concerto em que a Orquestra de Pádua e de Vêneto e o coro “Academia da voz”, de Turim, interpretaram a Missa de Requiem em ré menor K 626, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, como homenagem da Academia Pontifícia das Ciências ao pontífice. Falando do compositor austríaco, o Papa confessou: “cada vez que escuto sua música, não posso deixar de voltar com a memória à minha igreja paroquial, onde, quando era pequeno, nos dias de festa, ressoava uma de suas ‘missas’: no coração sentia que me alcançava um raio da beleza do Céu, e esta sensação eu continuo a experimentar também hoje, toda vez que escuto esta grande meditação, dramática e serena, sobre a morte”.
“Em Mozart, tudo está em perfeita harmonia, cada nota, cada frase musical; é assim e não poderia ser de outra maneira; inclusive os opostos ficam reconciliados, é a mozart'sche Heiterkeit, a 'serenidade mozartiana' que tudo envolve, a cada momento”. “É um dom da Graça de Deus”, disse o Papa, “mas é também o fruto da fé viva de Mozart que, especialmente na música sacra, consegue refletir a resposta luminosa do Amor divino, que dá esperança, inclusive quando a vida humana é lacerada pelo sofrimento e a morte” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
O Papa citou a última carta que Mozart escreveu a seu pai, Leopold, datada de 4 de abril de 1787, em que dizia: “desde algum tempo, alcancei tanta familiaridade com esta amiga sincera e sumamente querida do homem [a morte], que sua imagem já não só não tem nada de aterrador, mas que me parece inclusive muito tranquilizante e consoladora! E dou graças a Deus por me ter concedido a sorte de ter a oportunidade de reconhecer nela a chave de nossa felicidade” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
“Não me deito nunca sem pensar que no dia seguinte talvez já não estarei”, acrescentava o grande músico. “E, no entanto, ninguém que me conhece poderá dizer que eu seja triste ou de mau humor. E, por esta sorte, dou graças todo dia ao meu Criador e a desejo de todo coração a cada um de meus semelhantes”. Neste escrito, o Papa percebe “uma fé profunda e simples, que aparece também na grande oração do Requiem e nos leva, ao mesmo tempo, a amar intensamente as vicissitudes da vida terrena como dons de Deus e a nos elevarmos acima delas, contemplando serenamente a morte como uma chave para atravessar a porta para a felicidade”.
Por isso, concluiu o pontífice, “o Requiem de Mozart é uma elevada expressão de fé, que reconhece o caráter trágico da existência humana e que não oculta seus aspectos dramáticos, e por este motivo é uma expressão de fé propriamente cristã, consciente de que toda a vida do homem está iluminada pelo amor de Deus” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
Diante da morte, ausência da vida, nós ficamos no silêncio profundo nesse mistério que só vamos entender e compreender se estivermos ligados a Cristo na fé e na coerência de vida, na ação e na vivência cristã, onde os valores do Evangelho sejam encarnados na nossa vida e dizer como São Paulo: não é eu mais que vivo, mas Cristo que vive em mim (Cf. Gl 2, 20). Desse modo, quem ilumina esta vida, e na eternidade, é Cristo. Em Jesus, temos vida em abundância (Cf. Jo 10, 10) e Ele nos dá coragem para sermos defensores da vida sempre. Que a música seja também o alimento do nosso ser para o nosso bem.
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 11 de setembro de 2010
ACESSE
www.zenit.org
jbscteologo@gmail.com
A morte é um enigma para toda pessoa humana, é uma experiência individual de cada ser vivo. Nós sentimos o evento “morte” no outro e este nos traz saudades. Aqueles que convivemos e que marcam a nossa vida e nossa história. Jesus, diante da morte do outro, sempre teve compaixão como Ele teve pela morte do filho único da viúva de Naim (Cf. Lc 7, 11-16), de se seu amigo Lazaro (Cf. Jo 11, 1-43). Jesus, também diante da sua morte, Ele expira dizendo: tudo está consumado e em tuas mãos entrego o meu Espírito (Cf. Lc 23, 44-49).
Pela sua obediência ao projeto de Salvação do Pai, Jesus se entrega de modo admirável e, na cruz, mostra todo o seu amor ao ser humano. O sepulcro não reterá o corpo de Jesus. Ele ressuscita e vive para sempre e nos dá a possibilidade da vida eterna se crermos n’Ele, e também a fazermos a vontade de Deus, mesmo que estivermos mortos, ressuscitaremos como Ele um dia (Cf. Jo 11, 25-26).
Em um concerto em que se interpretou o Réquiem no CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 08 de setembro de 2010 (www.zenit.org), Wolfgang Amadeus Mozart ensina, com sua obra musical, que a morte é “como uma chave para atravessar a porta para a felicidade”, explicou Bento XVI na tarde dessa terça-feira, ao participar de um concerto em que se interpretou o Requiem do “sumo músico” de Salzburgo. O pontífice, confessando que, desde a infância sua vida está ligada, de maneira particular, à música de Mozart, explicou como, para o compositor, a morte não é algo que provoca medo, mas uma certeza “consoladora” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
O Papa tomou a palavra ao final do concerto em que a Orquestra de Pádua e de Vêneto e o coro “Academia da voz”, de Turim, interpretaram a Missa de Requiem em ré menor K 626, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, como homenagem da Academia Pontifícia das Ciências ao pontífice. Falando do compositor austríaco, o Papa confessou: “cada vez que escuto sua música, não posso deixar de voltar com a memória à minha igreja paroquial, onde, quando era pequeno, nos dias de festa, ressoava uma de suas ‘missas’: no coração sentia que me alcançava um raio da beleza do Céu, e esta sensação eu continuo a experimentar também hoje, toda vez que escuto esta grande meditação, dramática e serena, sobre a morte”.
“Em Mozart, tudo está em perfeita harmonia, cada nota, cada frase musical; é assim e não poderia ser de outra maneira; inclusive os opostos ficam reconciliados, é a mozart'sche Heiterkeit, a 'serenidade mozartiana' que tudo envolve, a cada momento”. “É um dom da Graça de Deus”, disse o Papa, “mas é também o fruto da fé viva de Mozart que, especialmente na música sacra, consegue refletir a resposta luminosa do Amor divino, que dá esperança, inclusive quando a vida humana é lacerada pelo sofrimento e a morte” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
O Papa citou a última carta que Mozart escreveu a seu pai, Leopold, datada de 4 de abril de 1787, em que dizia: “desde algum tempo, alcancei tanta familiaridade com esta amiga sincera e sumamente querida do homem [a morte], que sua imagem já não só não tem nada de aterrador, mas que me parece inclusive muito tranquilizante e consoladora! E dou graças a Deus por me ter concedido a sorte de ter a oportunidade de reconhecer nela a chave de nossa felicidade” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
“Não me deito nunca sem pensar que no dia seguinte talvez já não estarei”, acrescentava o grande músico. “E, no entanto, ninguém que me conhece poderá dizer que eu seja triste ou de mau humor. E, por esta sorte, dou graças todo dia ao meu Criador e a desejo de todo coração a cada um de meus semelhantes”. Neste escrito, o Papa percebe “uma fé profunda e simples, que aparece também na grande oração do Requiem e nos leva, ao mesmo tempo, a amar intensamente as vicissitudes da vida terrena como dons de Deus e a nos elevarmos acima delas, contemplando serenamente a morte como uma chave para atravessar a porta para a felicidade”.
Por isso, concluiu o pontífice, “o Requiem de Mozart é uma elevada expressão de fé, que reconhece o caráter trágico da existência humana e que não oculta seus aspectos dramáticos, e por este motivo é uma expressão de fé propriamente cristã, consciente de que toda a vida do homem está iluminada pelo amor de Deus” (notícia tirada do site www.zenit.org em 11-09-2010).
Diante da morte, ausência da vida, nós ficamos no silêncio profundo nesse mistério que só vamos entender e compreender se estivermos ligados a Cristo na fé e na coerência de vida, na ação e na vivência cristã, onde os valores do Evangelho sejam encarnados na nossa vida e dizer como São Paulo: não é eu mais que vivo, mas Cristo que vive em mim (Cf. Gl 2, 20). Desse modo, quem ilumina esta vida, e na eternidade, é Cristo. Em Jesus, temos vida em abundância (Cf. Jo 10, 10) e Ele nos dá coragem para sermos defensores da vida sempre. Que a música seja também o alimento do nosso ser para o nosso bem.
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 11 de setembro de 2010
ACESSE
www.zenit.org
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O cristão deve viver e agir no amor solidário
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
A liturgia nos habilita e nos capacita para vivermos o novo mandamento que Jesus resumiu no amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos (Cf. Mt 22, 37-40). A vivência na comunidade, na sociedade e na família nos transforma em pessoas renovadas e salvas pelo poder de Deus que dá a sua graça, em seu Filho Jesus Cristo, em nossa vida.
O Livro dos Provérbios nos ensina que a Palavra de Deus é o instrumento eficaz para a nossa edificação. É um escudo seguro que podemos abrigar porque lá encontramos toda a verdade para a nossa salvação. Não é preciso acrescentar nada. Não pode mudar a vontade de Deus, se não passamos por mentirosos.
A existência humana é breve e não podemos recusar as verdades de Deus. Devemos ser coerentes e fiéis, afastando tudo que é mal, como a mentira e a falsidade. Não podemos ter muito porque podemos negar e questionar: Quem é o Senhor? E também não podemos ter pouco, ou ficar na situação de empobrecimento material e intelectual, isto é, na penúria, para não correr o risco de roubar ou profanar o nome do Senhor, pois Deus é Bom (Cf. Pr 30, 5-9).
A Palavra de Deus é luz que nos guia em caminhos seguros. Devemos viver o amor solidário, isto é, ir ao encontro dos que estão desprovidos, escravizados pelo mal e os que são excluídos da nossa sociedade em geral.
Jesus dá autoridade aos seus apóstolos, os doze que vão ter a missão de levar a Boa Nova, ter domínio contra o mal, curar os doentes, endireitar os caminhos do Senhor, dar orientação segura da mensagem de Cristo que nos liberta e salva. Jesus dá a ordem aos seus apóstolos para que não levem muitas coisas e, onde forem bem recebidos, a graça descerá em abundância sobre esse lugar e, onde forem recusados a recebê-los, tudo retornará para eles. Assim nada ficará despercebido por Deus (Cf. Lc 9, 1-6).
O missionário da Palavra de Deus não precisa de muita coisa, pois a maior riqueza que é levada é Cristo vivo e ressuscitado. Somos cristãos para levar a comunhão entre os irmãos e ser porta-vozes de Cristo no mundo. Devemos nos revestir da armadura de Cristo, pois a obra é de Deus e nós somos seus servos.
A cada dia, Deus nos abastece com o necessário para que a vida seja respeitada em sua integridade. O cristão não pode omitir na sua missão no mundo. Não podemos nos acomodar com o nosso bem-estar, enquanto muitos ficam à margem da vida. Devemos defender a vida em todos os sentidos, desde a concepção até a morte natural. Devemos ser profetas deste século XXI, época de confusas concepções de vida e que quer tirar Deus das atividades humanas, políticas, sociais, econômicas, etc.
A religião tem um papel importante na sociedade, sela ela qual for. Esta nos ajuda a encontrar o norte e fazer as correções nas nossas atitudes que sejam contrárias às leis de Deus. "Sem a ajuda corretiva da religião, a razão pode ser também presa de distorções, como quando é manipulada pelas ideologias ou se aplica, de forma parcial, em detrimento da consideração plena da dignidade da pessoa humana", afirmou o Papa na sua visita a Grã-Bretanha (FONTE: www.zenit.org, com acesso em 18/09/2010).
Portanto, não tenhamos medo de sermos apóstolos do Senhor neste tempo conturbado e que o bem vença o mal, que a ganância dê lugar à partilha, o ódio para o amor e o egoísmo para a fraternidade nesta grande família humana e divina de Deus que formamos.
Amém!
“Ait autem illi: ‘Diliges Dominum Deum tuum in toto corde tuo et in tota anima tua et in tota mente tua: hoc est magnum et primum mandatum. Secundum autem simile est huic: Diliges proximum tuum sicut teipsum. In his duobus mandatis universa Lex pendet et Prophetae’.” (Mt 22, 37-40)
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
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jbscteologo@gmail.com
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
A liturgia nos habilita e nos capacita para vivermos o novo mandamento que Jesus resumiu no amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos (Cf. Mt 22, 37-40). A vivência na comunidade, na sociedade e na família nos transforma em pessoas renovadas e salvas pelo poder de Deus que dá a sua graça, em seu Filho Jesus Cristo, em nossa vida.
O Livro dos Provérbios nos ensina que a Palavra de Deus é o instrumento eficaz para a nossa edificação. É um escudo seguro que podemos abrigar porque lá encontramos toda a verdade para a nossa salvação. Não é preciso acrescentar nada. Não pode mudar a vontade de Deus, se não passamos por mentirosos.
A existência humana é breve e não podemos recusar as verdades de Deus. Devemos ser coerentes e fiéis, afastando tudo que é mal, como a mentira e a falsidade. Não podemos ter muito porque podemos negar e questionar: Quem é o Senhor? E também não podemos ter pouco, ou ficar na situação de empobrecimento material e intelectual, isto é, na penúria, para não correr o risco de roubar ou profanar o nome do Senhor, pois Deus é Bom (Cf. Pr 30, 5-9).
A Palavra de Deus é luz que nos guia em caminhos seguros. Devemos viver o amor solidário, isto é, ir ao encontro dos que estão desprovidos, escravizados pelo mal e os que são excluídos da nossa sociedade em geral.
Jesus dá autoridade aos seus apóstolos, os doze que vão ter a missão de levar a Boa Nova, ter domínio contra o mal, curar os doentes, endireitar os caminhos do Senhor, dar orientação segura da mensagem de Cristo que nos liberta e salva. Jesus dá a ordem aos seus apóstolos para que não levem muitas coisas e, onde forem bem recebidos, a graça descerá em abundância sobre esse lugar e, onde forem recusados a recebê-los, tudo retornará para eles. Assim nada ficará despercebido por Deus (Cf. Lc 9, 1-6).
O missionário da Palavra de Deus não precisa de muita coisa, pois a maior riqueza que é levada é Cristo vivo e ressuscitado. Somos cristãos para levar a comunhão entre os irmãos e ser porta-vozes de Cristo no mundo. Devemos nos revestir da armadura de Cristo, pois a obra é de Deus e nós somos seus servos.
A cada dia, Deus nos abastece com o necessário para que a vida seja respeitada em sua integridade. O cristão não pode omitir na sua missão no mundo. Não podemos nos acomodar com o nosso bem-estar, enquanto muitos ficam à margem da vida. Devemos defender a vida em todos os sentidos, desde a concepção até a morte natural. Devemos ser profetas deste século XXI, época de confusas concepções de vida e que quer tirar Deus das atividades humanas, políticas, sociais, econômicas, etc.
A religião tem um papel importante na sociedade, sela ela qual for. Esta nos ajuda a encontrar o norte e fazer as correções nas nossas atitudes que sejam contrárias às leis de Deus. "Sem a ajuda corretiva da religião, a razão pode ser também presa de distorções, como quando é manipulada pelas ideologias ou se aplica, de forma parcial, em detrimento da consideração plena da dignidade da pessoa humana", afirmou o Papa na sua visita a Grã-Bretanha (FONTE: www.zenit.org, com acesso em 18/09/2010).
Portanto, não tenhamos medo de sermos apóstolos do Senhor neste tempo conturbado e que o bem vença o mal, que a ganância dê lugar à partilha, o ódio para o amor e o egoísmo para a fraternidade nesta grande família humana e divina de Deus que formamos.
Amém!
“Ait autem illi: ‘Diliges Dominum Deum tuum in toto corde tuo et in tota anima tua et in tota mente tua: hoc est magnum et primum mandatum. Secundum autem simile est huic: Diliges proximum tuum sicut teipsum. In his duobus mandatis universa Lex pendet et Prophetae’.” (Mt 22, 37-40)
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 21 de setembro de 2010
ACESSE
www.zenit.org
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O desenvolvimento puramente econômico confrontado com a Ética e a sociabilidade humana
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Deus criou todas as coisas em uma ordem impecável, em uma disciplina que se completa em cada dia da criação. Esta ordem natural faz com que pensemos que Deus rege e faz o bem a todas as coisas. Ele dá uma missão muito importante ao homem e à mulher: a de “dominar” e “submeter” todas as coisas criadas, sem agredir a si mesmo e nem a natureza. Este domínio não é poder absoluto e de escravidão das coisas, mas o de conhecer a natureza das coisas e os seus segredos para que estejam a serviço da pessoa humana, em um equilíbrio de tudo que existe para o bem da humanidade (Cf. Gn 1, 2).
Não se pode agredir a natureza em uma exploração, sem medir as suas consequências que podem levar à destruição, catástrofes que levam à devastação, morte, desertificação e conflitos que destroem as harmonias da natureza com o ser humano.
“O papa Bento XVI nos lembra que o bem comum, a dignidade humana e o desenvolvimento sustentável são os princípios nos quais deveria se basear uma visão econômica inspirada pela ética”. Foi o que disse Bento XVI no discurso à Pontifícia Academia das Ciências Sociais (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
“O Papa iniciou seu discurso observando que a crise econômica atual desmente o princípio segundo o qual o mercado tem em si mesmo os mecanismos para se corrigir e se regular. A economia, ao invés, deve demonstrar que pode ser um exercício de responsabilidade orientado para a promoção do bem comum e do desenvolvimento das sociedades e das pessoas” (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
“Além disso, para a Igreja, é a lei natural que deve inspirar ações políticas e sociais eticamente orientadas, inscritas na ordem da natureza desejada por Deus, segundo o princípio da subsidiariedade e da responsabilidade pelas futuras gerações” (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
Seguindo esse raciocínio do nosso papa Bento XVI, podemos afirmar que a pessoa humana tem a responsabilidade de proteger este mundo e que o desenvolvimento deve estar a serviço do próprio homem, da própria mulher e do meio ambiente, preservando-os de modo sustentável. Esta prática da sociedade organizada, onde as autoridades públicas e todas as pessoas se sintam co-responsáveis pelo real progresso de todos, não prejudica a vida humana e nem a planetária.
“Et benedixit Deus diei septimo et sanctificavit illum, quia in ipso requieverat ab omni opere suo, quod creavit Deus, ut faceret.” (Gn 2, 3)
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 16 de setembro de 2010
ACESSE
www.h2onews.org
jbscteologo@gmail.com
Deus criou todas as coisas em uma ordem impecável, em uma disciplina que se completa em cada dia da criação. Esta ordem natural faz com que pensemos que Deus rege e faz o bem a todas as coisas. Ele dá uma missão muito importante ao homem e à mulher: a de “dominar” e “submeter” todas as coisas criadas, sem agredir a si mesmo e nem a natureza. Este domínio não é poder absoluto e de escravidão das coisas, mas o de conhecer a natureza das coisas e os seus segredos para que estejam a serviço da pessoa humana, em um equilíbrio de tudo que existe para o bem da humanidade (Cf. Gn 1, 2).
Não se pode agredir a natureza em uma exploração, sem medir as suas consequências que podem levar à destruição, catástrofes que levam à devastação, morte, desertificação e conflitos que destroem as harmonias da natureza com o ser humano.
“O papa Bento XVI nos lembra que o bem comum, a dignidade humana e o desenvolvimento sustentável são os princípios nos quais deveria se basear uma visão econômica inspirada pela ética”. Foi o que disse Bento XVI no discurso à Pontifícia Academia das Ciências Sociais (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
“O Papa iniciou seu discurso observando que a crise econômica atual desmente o princípio segundo o qual o mercado tem em si mesmo os mecanismos para se corrigir e se regular. A economia, ao invés, deve demonstrar que pode ser um exercício de responsabilidade orientado para a promoção do bem comum e do desenvolvimento das sociedades e das pessoas” (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
“Além disso, para a Igreja, é a lei natural que deve inspirar ações políticas e sociais eticamente orientadas, inscritas na ordem da natureza desejada por Deus, segundo o princípio da subsidiariedade e da responsabilidade pelas futuras gerações” (notícia tirada de H2Onews - Newsletter em 30/04/2010).
Seguindo esse raciocínio do nosso papa Bento XVI, podemos afirmar que a pessoa humana tem a responsabilidade de proteger este mundo e que o desenvolvimento deve estar a serviço do próprio homem, da própria mulher e do meio ambiente, preservando-os de modo sustentável. Esta prática da sociedade organizada, onde as autoridades públicas e todas as pessoas se sintam co-responsáveis pelo real progresso de todos, não prejudica a vida humana e nem a planetária.
“Et benedixit Deus diei septimo et sanctificavit illum, quia in ipso requieverat ab omni opere suo, quod creavit Deus, ut faceret.” (Gn 2, 3)
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 16 de setembro de 2010
ACESSE
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Cuidado com os primeiros lugares
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
O nosso mundo contemporâneo está acostumado a procurar situações mais cômodas como um bom salário, um bom emprego, sempre vivendo em competição, etc. Isto acontece em todas as áreas de nossa sociedade moderna e capitalista. Vemos isto no campo social, profissional, às vezes no campo religioso e político. Há nessa luta um clima de concorrência, de competição, de ódio e conflitos que levam um ser contra o outro.
O cristão é chamado a viver o outro lado da moeda que está o caminho da humildade e da gratuidade entre as pessoas. No Livro do Eclesiástico, nos é falado a respeito da virtude da humildade, que é algo agradável a Deus e aos homens. Ser humilde é assumir o nosso papel de serviço desinteressado a favor daquele que precisa. É colocar os nossos dons e talentos a favor do bem comum de todos e exercitar o amor-doação. Quer ser feliz? Procure entrar na escola da humildade e da simplicidade (Cf. Eclo 3, 19-21.30-31).
Na Carta de São Paulo aos Hebreus, nos é mostrado, de modo categórico, que a vida cristã exige de nós uma coerência no agir e que deve ser explicitada nos valores e nas atitudes onde a humildade, o amor e a simplicidade devem estar incorporados na nossa vida de comunidade (Cf. Hb 12, 18-19.22-24a).
O Evangelista Lucas nos mostra que Jesus cria uma nova humanidade que está fundamentada na humildade. Jesus está presente em um banquete que fora convidado e percebeu que as pessoas procuravam os melhores e primeiros lugares. Ali não importava se alguém está junto ou fora daquele banquete, mas o importante para eles era estar em boa situação, de privilegiados.
Mas a lógica de Cristo é outra. Ele nos ensina a não procurar o primeiro lugar e sim estar na disposição de servir, pois Deus olha o coração e a intenção do ser humano. Ainda Jesus fala que, quando damos ou vamos a festas e celebrações da vida, devemos procurar todos aqueles que estão fora do banquete, pois isto agrada a Deus. Este recompensa o nosso gesto da caridade.
Em nossa sociedade, em nossa família e em nossa comunidade cristã, não devemos almejar bons lugares e nem excluir os outros a entrarem no banquete da vida. O nosso Deus é para todos e que sejamos fomentadores da união, da partilha, do amor e da justiça, da solidariedade e da fraternidade entre todos. Devemos ser servidores sem buscar honrarias e agradecimentos, mas que a vida seja propagada e a vivência cristã seja testemunhada com nossa atitude de fé em Cristo, nosso Salvador.
Amém!
Gostaria de falar alguma coisa para você, catequista, coordenador ou responsável de anunciar a mensagem de Cristo. Pela graça de Deus e através dos sacramentos, somos introduzidos a fazer parte do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo. Todos são chamados a serem discípulos e alguns sentem no coração e na vontade de servir como catequista, sendo discípulo da escuta e da propagação da Palavra de Deus que salva a pessoa por inteiro.
A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere à pessoa esta missão de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida todos e, de modo particular, para estar na sua escola do seu discipulado. O chamado é pessoal e Jesus é quem vai nos dar força e impulsionar a ação do catequista na Igreja para que ele possa levar a Boa Nova d’Ele a todos, com coragem profética.
“É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo”, de “evangelizar” e de levar outros ao “sim” da fé em Jesus Cristo, que é a adesão consciente a um Deus que liberta o homem de toda escravidão (Cf. DGC 231 e SER CATEQUISTA, publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Desse modo, seremos convertidos e coerentes no agir e no testemunho para que todos possam experimentar e vivenciar a presença de Cristo na nossa vida e no nosso meio. Portanto, você, catequista, tem um papel fundamental de levar a todos, desde a criança e até os adultos, a optar de modo definitivo a Jesus, fazendo que este mundo seja transformado pela força de Deus em uma comunidade onde exista amor, fraternidade, justiça, partilha e solidariedade. E ninguém passará necessidade porque todos vão sentir pertença na comunidade cristã.
Deus os abençoe a todos!!!
“Cor ad Cor loquitur”; expressão que significa “o coração fala ao coração”
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 25 de agosto de 2010
jbscteologo@gmail.com
O nosso mundo contemporâneo está acostumado a procurar situações mais cômodas como um bom salário, um bom emprego, sempre vivendo em competição, etc. Isto acontece em todas as áreas de nossa sociedade moderna e capitalista. Vemos isto no campo social, profissional, às vezes no campo religioso e político. Há nessa luta um clima de concorrência, de competição, de ódio e conflitos que levam um ser contra o outro.
O cristão é chamado a viver o outro lado da moeda que está o caminho da humildade e da gratuidade entre as pessoas. No Livro do Eclesiástico, nos é falado a respeito da virtude da humildade, que é algo agradável a Deus e aos homens. Ser humilde é assumir o nosso papel de serviço desinteressado a favor daquele que precisa. É colocar os nossos dons e talentos a favor do bem comum de todos e exercitar o amor-doação. Quer ser feliz? Procure entrar na escola da humildade e da simplicidade (Cf. Eclo 3, 19-21.30-31).
Na Carta de São Paulo aos Hebreus, nos é mostrado, de modo categórico, que a vida cristã exige de nós uma coerência no agir e que deve ser explicitada nos valores e nas atitudes onde a humildade, o amor e a simplicidade devem estar incorporados na nossa vida de comunidade (Cf. Hb 12, 18-19.22-24a).
O Evangelista Lucas nos mostra que Jesus cria uma nova humanidade que está fundamentada na humildade. Jesus está presente em um banquete que fora convidado e percebeu que as pessoas procuravam os melhores e primeiros lugares. Ali não importava se alguém está junto ou fora daquele banquete, mas o importante para eles era estar em boa situação, de privilegiados.
Mas a lógica de Cristo é outra. Ele nos ensina a não procurar o primeiro lugar e sim estar na disposição de servir, pois Deus olha o coração e a intenção do ser humano. Ainda Jesus fala que, quando damos ou vamos a festas e celebrações da vida, devemos procurar todos aqueles que estão fora do banquete, pois isto agrada a Deus. Este recompensa o nosso gesto da caridade.
Em nossa sociedade, em nossa família e em nossa comunidade cristã, não devemos almejar bons lugares e nem excluir os outros a entrarem no banquete da vida. O nosso Deus é para todos e que sejamos fomentadores da união, da partilha, do amor e da justiça, da solidariedade e da fraternidade entre todos. Devemos ser servidores sem buscar honrarias e agradecimentos, mas que a vida seja propagada e a vivência cristã seja testemunhada com nossa atitude de fé em Cristo, nosso Salvador.
Amém!
Gostaria de falar alguma coisa para você, catequista, coordenador ou responsável de anunciar a mensagem de Cristo. Pela graça de Deus e através dos sacramentos, somos introduzidos a fazer parte do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo. Todos são chamados a serem discípulos e alguns sentem no coração e na vontade de servir como catequista, sendo discípulo da escuta e da propagação da Palavra de Deus que salva a pessoa por inteiro.
A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere à pessoa esta missão de catequizar. Dessa forma, o Senhor Jesus convida todos e, de modo particular, para estar na sua escola do seu discipulado. O chamado é pessoal e Jesus é quem vai nos dar força e impulsionar a ação do catequista na Igreja para que ele possa levar a Boa Nova d’Ele a todos, com coragem profética.
“É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo”, de “evangelizar” e de levar outros ao “sim” da fé em Jesus Cristo, que é a adesão consciente a um Deus que liberta o homem de toda escravidão (Cf. DGC 231 e SER CATEQUISTA, publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Desse modo, seremos convertidos e coerentes no agir e no testemunho para que todos possam experimentar e vivenciar a presença de Cristo na nossa vida e no nosso meio. Portanto, você, catequista, tem um papel fundamental de levar a todos, desde a criança e até os adultos, a optar de modo definitivo a Jesus, fazendo que este mundo seja transformado pela força de Deus em uma comunidade onde exista amor, fraternidade, justiça, partilha e solidariedade. E ninguém passará necessidade porque todos vão sentir pertença na comunidade cristã.
Deus os abençoe a todos!!!
“Cor ad Cor loquitur”; expressão que significa “o coração fala ao coração”
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 25 de agosto de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Catequistas, educadores da fé
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
A Igreja de Cristo tem um mandato d’Ele que diz: “Ide, pois, e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo aquilo que vos mandei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28, 18-20).
A Igreja de Cristo só “existe para evangelizar”. Isto é, para “levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude e, pelo seu influxo, transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade”. É o que diz o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (EN 14 e Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Encontramos no Diretório Geral para a Catequese (DGC). Lá nos é dito que a evangelização tem como finalidade convidar pessoas à conversão e à fé (Cf. DGC 53). Jesus nos pede sempre: “arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15 e Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
A nossa conversão é diária para que possamos nos revestir da nova criatura para o Bem. Hoje, mais do que nunca, há o apelo da Igreja para evangelização e também uma evangelização dos países que já tiveram os ensinamentos de Cristo e estão necessitando de um novo ardor pela causa do Reino de Deus já na terra em perspectiva do Céu.
A Igreja evangeliza de diversos modos como, por exemplo, através dos meios de comunicação social, tanto a escrita, como falada e televisionada. Usam-se também muitos outros meios para que a mensagem de Cristo chegue até nós e assim podermos responder livremente, aderindo a Cristo pela fé.
A Igreja tem na sua pastoral catequética pessoas disponíveis para ser instrumento de Cristo no anúncio das verdades que Ele veio trazer às pessoas para ser plenamente livres do pecado e poder ser felizes. A catequese é a voz levada pela boca do catequista, de modo estruturado, para a conversão a Jesus Cristo.
Ela nos dá as diretrizes para aquela primeira adesão ao Cristo Salvador (Cf. DGC 63 e SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008). È na catequese que se amadurece esta conversão inicial, educando na fé a pessoa e incorporando-a na comunidade cristã.
O Diretório Geral para a Catequese diz que “a vocação do leigo à catequese tem origem no sacramento do Batismo, que é a nossa inserção na Família de Deus e se fortalece pelo Sacramento da Confirmação (Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Pela graça de Deus e através dos sacramentos, somos introduzidos a fazer parte do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo. Todos são chamados a ser discipulos e alguns sentem no coração e na vontade de servir como catequista, sendo discípulo da escuta e da propagação da Palavra de Deus que salva a pessoa por inteiro. A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere à pessoa esta missão de catequizar.
Dessa forma, o Senhor Jesus convida todos e, de modo particular, para estar na sua escola do seu discipulado. O chamado é pessoal e Jesus é que vai nos dar força e impulsionar a ação do catequista na Igreja para que ele possa levar a boa nova d’Ele a todos com coragem profética.
“É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de ‘evangelizar’, e de levar outros ao ‘sim’ da fé em Jesus Cristo, que é a adesão consciente a um Deus que liberta o homem de toda escravidão (Cf. DGC 231 e SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Desse modo, seremos convertidos e coerentes no agir e no testemunho para que todos possam experimentar e vivenciar a presença de Cristo na nossa vida e no nosso meio.
Portanto, o catequista tem um papel fundamental de levar a todos, desde a criança e os adultos, a optar de modo definitivo a Jesus, fazendo que este mundo seja transformado pela força de Deus em uma comunidade onde exista o amor, a fraternidade, a justiça, a partilha e a solidariedade. E ninguém passará necessidade porque todos vão sentir pertença na comunidade cristã.
“Cor ad Cor loquitur”; que significa: “o coração fala ao coração”
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 24 de agosto de 2010
jbscteologo@gmail.com
A Igreja de Cristo tem um mandato d’Ele que diz: “Ide, pois, e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo aquilo que vos mandei. E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28, 18-20).
A Igreja de Cristo só “existe para evangelizar”. Isto é, para “levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, em qualquer meio e latitude e, pelo seu influxo, transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade”. É o que diz o Papa Paulo VI na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (EN 14 e Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Encontramos no Diretório Geral para a Catequese (DGC). Lá nos é dito que a evangelização tem como finalidade convidar pessoas à conversão e à fé (Cf. DGC 53). Jesus nos pede sempre: “arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1, 15 e Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
A nossa conversão é diária para que possamos nos revestir da nova criatura para o Bem. Hoje, mais do que nunca, há o apelo da Igreja para evangelização e também uma evangelização dos países que já tiveram os ensinamentos de Cristo e estão necessitando de um novo ardor pela causa do Reino de Deus já na terra em perspectiva do Céu.
A Igreja evangeliza de diversos modos como, por exemplo, através dos meios de comunicação social, tanto a escrita, como falada e televisionada. Usam-se também muitos outros meios para que a mensagem de Cristo chegue até nós e assim podermos responder livremente, aderindo a Cristo pela fé.
A Igreja tem na sua pastoral catequética pessoas disponíveis para ser instrumento de Cristo no anúncio das verdades que Ele veio trazer às pessoas para ser plenamente livres do pecado e poder ser felizes. A catequese é a voz levada pela boca do catequista, de modo estruturado, para a conversão a Jesus Cristo.
Ela nos dá as diretrizes para aquela primeira adesão ao Cristo Salvador (Cf. DGC 63 e SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008). È na catequese que se amadurece esta conversão inicial, educando na fé a pessoa e incorporando-a na comunidade cristã.
O Diretório Geral para a Catequese diz que “a vocação do leigo à catequese tem origem no sacramento do Batismo, que é a nossa inserção na Família de Deus e se fortalece pelo Sacramento da Confirmação (Cf. SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Pela graça de Deus e através dos sacramentos, somos introduzidos a fazer parte do ministério sacerdotal, profético e real de Cristo. Todos são chamados a ser discipulos e alguns sentem no coração e na vontade de servir como catequista, sendo discípulo da escuta e da propagação da Palavra de Deus que salva a pessoa por inteiro. A Igreja suscita e distingue esta vocação divina, e confere à pessoa esta missão de catequizar.
Dessa forma, o Senhor Jesus convida todos e, de modo particular, para estar na sua escola do seu discipulado. O chamado é pessoal e Jesus é que vai nos dar força e impulsionar a ação do catequista na Igreja para que ele possa levar a boa nova d’Ele a todos com coragem profética.
“É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-Lo, de ‘evangelizar’, e de levar outros ao ‘sim’ da fé em Jesus Cristo, que é a adesão consciente a um Deus que liberta o homem de toda escravidão (Cf. DGC 231 e SER CATEQUISTA. publicado por Marisa Meneghelli em 23 setembro 2008).
Desse modo, seremos convertidos e coerentes no agir e no testemunho para que todos possam experimentar e vivenciar a presença de Cristo na nossa vida e no nosso meio.
Portanto, o catequista tem um papel fundamental de levar a todos, desde a criança e os adultos, a optar de modo definitivo a Jesus, fazendo que este mundo seja transformado pela força de Deus em uma comunidade onde exista o amor, a fraternidade, a justiça, a partilha e a solidariedade. E ninguém passará necessidade porque todos vão sentir pertença na comunidade cristã.
“Cor ad Cor loquitur”; que significa: “o coração fala ao coração”
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
“A pequena menina de Nazaré tornou-se rainha do mundo”
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
O cristão católico é muito feliz porque tem uma predileção especial por Maria por causa da sua docilidade, do seu jeito simples de serva do Senhor, da sua dedicação a Jesus, de sua abertura vontade de Deus. Ela é Bem-aventurada porque soube ouvir, escutar e fazer à vontade de Deus na sua vida e ainda se dispôs plenamente a ser a Mãe do Nosso Redentor. Maria, a mãe de Deus e nossa mãe, está sempre onde está Cristo e nos diz sempre: “fazei tudo que Ele vos disser” ( Jo 2, 1-11).
No domingo, 22 de agosto, antes da Oração do Ângelus, no pátio da Residência Castel Gandolfo, o papa comentou o Evangelho dominical e recordou-nos que todos são chamados à Salvação. Ele bem nos lembrou que, após oito dias da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, a liturgia convida a todos a venerar a Bem-Aventurada Virgem Maria com o Título de Rainha (Cf. notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
Antes de rezar a oração mariana do Ângelus, Bento XVI destacou como a pequena e simples menina de Nazaré tornou-se a Rainha do mundo. “A Mãe de Cristo é contemplada e coroada por seu Filho. Isto é, associada à sua Realeza universal, como a representam muitos mosaicos e pinturas”, disse Bento XVI (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
O papa mencionou Nossa Senhora como exemplo de verdade evangélica. O pontífice chamou a atenção para o fato de que Maria compartilhou com o Filho não só os aspectos humanos, mas, por obra do Espírito Santo, também a intenção profunda, a vontade divina, de modo que toda a sua vida, pobre e humilde, foi elevada, transformada, glorificada passando através da porta estreita que conduz à salvação, que é o próprio Jesus (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
“Sim, Maria é a primeira a passar através do caminho aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, àqueles que confiam na palavra de Deus e se comprometem a colocá-la em prática”, disse (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
A nossa alegria é muito grande. Nós temos Deus que caminha na nossa História Humana e temos a Igreja que é sinal visível da mensagem salvadora de Cristo. Ela nos orienta a caminhar na escola de Cristo e seguir os passos de Maria que vai ao encontro do Senhor. O filho de Deus encarnou em Maria e ela não temeu de dar o sim a Ele. Ela foi corajosa, defendeu a vida e nos deu um grande presente encomendado por Deus Pai: a humanidade.
Não se pode seguir adiante e amar a Jesus, e desprezar a Mãe Maria, a nossa rainha, por ser a Mãe do Rei dos Reis, o Nosso Salvador.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 23 de agosto de 2010
ACESSE
www.a12.com
jbscteologo@gmail.com
O cristão católico é muito feliz porque tem uma predileção especial por Maria por causa da sua docilidade, do seu jeito simples de serva do Senhor, da sua dedicação a Jesus, de sua abertura vontade de Deus. Ela é Bem-aventurada porque soube ouvir, escutar e fazer à vontade de Deus na sua vida e ainda se dispôs plenamente a ser a Mãe do Nosso Redentor. Maria, a mãe de Deus e nossa mãe, está sempre onde está Cristo e nos diz sempre: “fazei tudo que Ele vos disser” ( Jo 2, 1-11).
No domingo, 22 de agosto, antes da Oração do Ângelus, no pátio da Residência Castel Gandolfo, o papa comentou o Evangelho dominical e recordou-nos que todos são chamados à Salvação. Ele bem nos lembrou que, após oito dias da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, a liturgia convida a todos a venerar a Bem-Aventurada Virgem Maria com o Título de Rainha (Cf. notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
Antes de rezar a oração mariana do Ângelus, Bento XVI destacou como a pequena e simples menina de Nazaré tornou-se a Rainha do mundo. “A Mãe de Cristo é contemplada e coroada por seu Filho. Isto é, associada à sua Realeza universal, como a representam muitos mosaicos e pinturas”, disse Bento XVI (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
O papa mencionou Nossa Senhora como exemplo de verdade evangélica. O pontífice chamou a atenção para o fato de que Maria compartilhou com o Filho não só os aspectos humanos, mas, por obra do Espírito Santo, também a intenção profunda, a vontade divina, de modo que toda a sua vida, pobre e humilde, foi elevada, transformada, glorificada passando através da porta estreita que conduz à salvação, que é o próprio Jesus (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
“Sim, Maria é a primeira a passar através do caminho aberto por Cristo para entrar no Reino de Deus, um caminho acessível aos humildes, àqueles que confiam na palavra de Deus e se comprometem a colocá-la em prática”, disse (notícia tirada do portal a12.com em 23-08-2010).
A nossa alegria é muito grande. Nós temos Deus que caminha na nossa História Humana e temos a Igreja que é sinal visível da mensagem salvadora de Cristo. Ela nos orienta a caminhar na escola de Cristo e seguir os passos de Maria que vai ao encontro do Senhor. O filho de Deus encarnou em Maria e ela não temeu de dar o sim a Ele. Ela foi corajosa, defendeu a vida e nos deu um grande presente encomendado por Deus Pai: a humanidade.
Não se pode seguir adiante e amar a Jesus, e desprezar a Mãe Maria, a nossa rainha, por ser a Mãe do Rei dos Reis, o Nosso Salvador.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 23 de agosto de 2010
ACESSE
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sábado, 11 de setembro de 2010
A liberdade é uma conquista de todos
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Somos livres desde a criação do mundo. Deus nos cria por amor e nos dá um mundo todo para que cuidássemos dele e da nossa sobrevivência. A liberdade dada por Deus à humanidade foi uma grande aposta na criação e criatura divinas, firme de que essas estariam em comunhão plena com Ele. Estar em comunhão significa o exercício pleno da liberdade.
O livre arbítrio nos faz imagem e semelhança de Deus. O pecado do homem foi querer viver sem Ele, tornando-se orgulhoso e auto-suficiente. Assim ele desobedece e afasta-se de Deus, o seu criador. A humanidade se contamina com o mal. Daí vem a inveja, a morte, o ódio, a vingança, a mentira, as dissimulações, o egoísmo, a ganância e muitas outras coisas que desfiguram a imagem e semelhança de Deus que nós temos.
Deus não esquece da sua criação e nem da ingratidão que ela fez para com Ele. Este planeja e executa um plano de salvação do homem e da mulher. Tem uma pedagogia própria durante a história salvífica da humanidade. Ele faz alianças e é fiel sempre, mesmo quando a humanidade as transgride. Na plenitude do tempo, envia Cristo, nascido de uma mulher. Ela foi concebida sem pecado. A sua natividade foi extraordinária. Nela restaura a criatura já projetada no início da criação.
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16º Grito dos Excluídos em MOC (07/09/2010)
Maria tinha que nascer e crescer sem pecado porque nela habitaria o verbo de Deus que é Perfeitíssimo por obra do Espírito Santo. Deus abre a porta do céu em Jesus e a liberdade perdida no Paraíso agora é uma conquista de todos em Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
Hoje se percebe no mundo que, para ser feliz, não é preciso de Deus e que, com as nossas forças, chegamos à perfeição. Isto é um grande engano. Sem Jesus Cristo, nada podemos fazer. Jesus é o tronco seguro, lugar onde os galhos devem estar ligados para ganhar a verdadeira vida. Ele é o guia seguro que traz a rota certa para chegar ao céu. Ele é o Bom Pastor que cuida, zela e protege o Rebanho. Jesus é atento às ovelhas, mesmo as doentes e fracas. Ele restaura as suas forças e traz vida e liberdade para elas.
Não se pode apagar uma cultura marcada pela Cruz de Cristo. Nela a Redenção aconteceu e a liberdade de sermos de filhos de Deus foi restaurada. A morte que atormentava a humanidade foi vencida na Vitória de Cristo, o servo sofredor e obediente, na Ressurreição. A morte não tem mais primazia. Mesmo se estivermos mortos, mas se crermos no Cristo Vivo, ressuscitaremos para viver na Glória de Deus por toda a eternidade.
O caminho da liberdade, que Jesus nos ensinou com um novo mandamento, é amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e seguir o exemplo de Jesus que nos amou até o fim, em um despojamento total de si na cruz para salvar a nossa pessoa na sua globalidade, e fazer de cada um de nós novas criaturas e libertadas da escravidão do pecado que mata.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 11 de setembro de 2010
jbscteologo@gmail.com
Somos livres desde a criação do mundo. Deus nos cria por amor e nos dá um mundo todo para que cuidássemos dele e da nossa sobrevivência. A liberdade dada por Deus à humanidade foi uma grande aposta na criação e criatura divinas, firme de que essas estariam em comunhão plena com Ele. Estar em comunhão significa o exercício pleno da liberdade.
O livre arbítrio nos faz imagem e semelhança de Deus. O pecado do homem foi querer viver sem Ele, tornando-se orgulhoso e auto-suficiente. Assim ele desobedece e afasta-se de Deus, o seu criador. A humanidade se contamina com o mal. Daí vem a inveja, a morte, o ódio, a vingança, a mentira, as dissimulações, o egoísmo, a ganância e muitas outras coisas que desfiguram a imagem e semelhança de Deus que nós temos.
Deus não esquece da sua criação e nem da ingratidão que ela fez para com Ele. Este planeja e executa um plano de salvação do homem e da mulher. Tem uma pedagogia própria durante a história salvífica da humanidade. Ele faz alianças e é fiel sempre, mesmo quando a humanidade as transgride. Na plenitude do tempo, envia Cristo, nascido de uma mulher. Ela foi concebida sem pecado. A sua natividade foi extraordinária. Nela restaura a criatura já projetada no início da criação.
16º Grito dos Excluídos em MOC (07/09/2010)
Maria tinha que nascer e crescer sem pecado porque nela habitaria o verbo de Deus que é Perfeitíssimo por obra do Espírito Santo. Deus abre a porta do céu em Jesus e a liberdade perdida no Paraíso agora é uma conquista de todos em Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
Hoje se percebe no mundo que, para ser feliz, não é preciso de Deus e que, com as nossas forças, chegamos à perfeição. Isto é um grande engano. Sem Jesus Cristo, nada podemos fazer. Jesus é o tronco seguro, lugar onde os galhos devem estar ligados para ganhar a verdadeira vida. Ele é o guia seguro que traz a rota certa para chegar ao céu. Ele é o Bom Pastor que cuida, zela e protege o Rebanho. Jesus é atento às ovelhas, mesmo as doentes e fracas. Ele restaura as suas forças e traz vida e liberdade para elas.
Não se pode apagar uma cultura marcada pela Cruz de Cristo. Nela a Redenção aconteceu e a liberdade de sermos de filhos de Deus foi restaurada. A morte que atormentava a humanidade foi vencida na Vitória de Cristo, o servo sofredor e obediente, na Ressurreição. A morte não tem mais primazia. Mesmo se estivermos mortos, mas se crermos no Cristo Vivo, ressuscitaremos para viver na Glória de Deus por toda a eternidade.
O caminho da liberdade, que Jesus nos ensinou com um novo mandamento, é amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e seguir o exemplo de Jesus que nos amou até o fim, em um despojamento total de si na cruz para salvar a nossa pessoa na sua globalidade, e fazer de cada um de nós novas criaturas e libertadas da escravidão do pecado que mata.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A Igreja não pode ficar calada diante dos que mais sofrem
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Se olharmos a História da Salvação, Deus sempre suscitou pessoas para denunciar as injustiças, ajudar os pobres, os excluídos, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Ele coloca, no coração da pessoa, a sabedoria que promove a justiça e a paz. Assim, ao olharmos a Palavra Sagrada, vemos Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Nóe, os juízes, os reis, os profetas e, por fim, Envia seu Filho único para Redimir a humanidade e dar missão aos apóstolos e à nossa Igreja também. Jesus mostra o que é necessário para que este mundo seja melhor, que é fazer a vontade de Deus aqui na terra também.
Jesus mostrou o caminho que a humanidade deve seguir para que o bem comum aconteça e seja banida a cultura da morte no mundo que são o hedonismo, o consumismo, o indiferentismo, o egoísmo, o materialismo e a violência de toda ordem, desde a morte de crianças inocentes, como a violência urbana, devido à maldade reinante na nossa sociedade. Ninguém fica imune disso, mesmo os que são favorecidos da sociedade - os indivíduos que moram em condomínios seguros também são atingidos pela violência de nossa sociedade capitalista, que não tem espírito humano e divino, e sempre está sem o Deus da Vida.
O cardeal Rivera nos adverte que uma Igreja muda não serve a Deus nem aos homens. Ainda o arcebispo do México, Cardeal Norberto Rivera, esclareceu que, ante os grandes males do mundo, a Igreja não pode encolher os ombros, nem ser indiferente. Por isso urgiu os fiéis a “levantarem a voz” em favor dos que mais sofrem (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
“A Igreja, embora muitos a peçam, não pode se calar ante os pecados do mundo nem ante as faltas de seus filhos. Uma Igreja muda não serve nem a Deus nem aos homens”, explicou o cardeal Rivera em sua homilia dominical (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
“Devemos mostrar nossa solidariedade e nossa co-responsabilidade, levantando nossa voz, oferecendo nossas propostas e entregando nosso compromisso para que os males se convertam em bens a favor dos mais indefesos”, indicou o purpurado após recordar o exemplo da Madre Teresa de Calcutá (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
Do mesmo modo, recordou a matança de mais de 70 migrantes em Tamaulipas e fez um chamado pela paz nas fronteiras do México. O cardeal rezou pelas vítimas e sobreviventes deste “crime abominável”. “Junto com eles, expressamos nossa oração por nossos irmãos que infelizmente foram sacrificados em nosso território, tanto como eles, nós também lamentamos este abominável crime”, afirmou (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
Não podemos, de modo algum, conformar com o mundo e com as situações de injustiça que elas nos impõem. Por isso o cristão deve ser profeta e anunciar o Reino de Deus. Este pode ser construído já aqui e denunciar, com coragem, as violações dos direitos fundamentais da pessoa humana. Sejamos, portanto, embaixadores da vida, da justiça e do bem comum para todos.
Amém!
Israel
Deus abençoe todo o povo de Israel e os que estão espalhados por todo o mundo. São 5.771 anos que marcam a presença do Deus vivo no meio do Seu Povo e no mundo. Homens e mulheres se congratulam na paz que vem de Deus.
Shalom!
Tradução do português para hebraico: אלוהים יברך את כל עם ישראל מי הם מפוזרים בכל רחבי העולם. הם 5771 שנה המציינים את נוכחותו של האל החי בתוך עמו ואת העולם. גברים ונשים מוזמנים השלום כי בא מאלוהים. שלום! בוגר תיאולוגיה שומאן בנדיטו חוזה קונה.
ACESSE
www.arquidiamantina.org.br
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 08 de setembro de 2010
jbscteologo@gmail.com
Se olharmos a História da Salvação, Deus sempre suscitou pessoas para denunciar as injustiças, ajudar os pobres, os excluídos, os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Ele coloca, no coração da pessoa, a sabedoria que promove a justiça e a paz. Assim, ao olharmos a Palavra Sagrada, vemos Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Nóe, os juízes, os reis, os profetas e, por fim, Envia seu Filho único para Redimir a humanidade e dar missão aos apóstolos e à nossa Igreja também. Jesus mostra o que é necessário para que este mundo seja melhor, que é fazer a vontade de Deus aqui na terra também.
Jesus mostrou o caminho que a humanidade deve seguir para que o bem comum aconteça e seja banida a cultura da morte no mundo que são o hedonismo, o consumismo, o indiferentismo, o egoísmo, o materialismo e a violência de toda ordem, desde a morte de crianças inocentes, como a violência urbana, devido à maldade reinante na nossa sociedade. Ninguém fica imune disso, mesmo os que são favorecidos da sociedade - os indivíduos que moram em condomínios seguros também são atingidos pela violência de nossa sociedade capitalista, que não tem espírito humano e divino, e sempre está sem o Deus da Vida.
O cardeal Rivera nos adverte que uma Igreja muda não serve a Deus nem aos homens. Ainda o arcebispo do México, Cardeal Norberto Rivera, esclareceu que, ante os grandes males do mundo, a Igreja não pode encolher os ombros, nem ser indiferente. Por isso urgiu os fiéis a “levantarem a voz” em favor dos que mais sofrem (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
“A Igreja, embora muitos a peçam, não pode se calar ante os pecados do mundo nem ante as faltas de seus filhos. Uma Igreja muda não serve nem a Deus nem aos homens”, explicou o cardeal Rivera em sua homilia dominical (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
“Devemos mostrar nossa solidariedade e nossa co-responsabilidade, levantando nossa voz, oferecendo nossas propostas e entregando nosso compromisso para que os males se convertam em bens a favor dos mais indefesos”, indicou o purpurado após recordar o exemplo da Madre Teresa de Calcutá (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
Do mesmo modo, recordou a matança de mais de 70 migrantes em Tamaulipas e fez um chamado pela paz nas fronteiras do México. O cardeal rezou pelas vítimas e sobreviventes deste “crime abominável”. “Junto com eles, expressamos nossa oração por nossos irmãos que infelizmente foram sacrificados em nosso território, tanto como eles, nós também lamentamos este abominável crime”, afirmou (Cf. www.arquidiamantina.org.br).
Não podemos, de modo algum, conformar com o mundo e com as situações de injustiça que elas nos impõem. Por isso o cristão deve ser profeta e anunciar o Reino de Deus. Este pode ser construído já aqui e denunciar, com coragem, as violações dos direitos fundamentais da pessoa humana. Sejamos, portanto, embaixadores da vida, da justiça e do bem comum para todos.
Amém!
Israel
Deus abençoe todo o povo de Israel e os que estão espalhados por todo o mundo. São 5.771 anos que marcam a presença do Deus vivo no meio do Seu Povo e no mundo. Homens e mulheres se congratulam na paz que vem de Deus.
Shalom!
Tradução do português para hebraico: אלוהים יברך את כל עם ישראל מי הם מפוזרים בכל רחבי העולם. הם 5771 שנה המציינים את נוכחותו של האל החי בתוך עמו ואת העולם. גברים ונשים מוזמנים השלום כי בא מאלוהים. שלום! בוגר תיאולוגיה שומאן בנדיטו חוזה קונה.
ACESSE
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Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 08 de setembro de 2010
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