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A Igreja nos coloca a liturgia do chamado, pois Deus chama e capacita os escolhidos. Cada um sente esse chamado dentro de si e sente a necessidade de dar uma resposta à missão de evangelizar as pessoas que não conhecem a verdade do Reino de Deus. Como os primeiros discípulos, nós também somos convocados por Cristo e Ele nos dá a graça para segui-Lo na autenticidade dos valores cristãos.
No Livro do Profeta Isaías, nos é falado de uma LUZ que irá brilhar na Galiléia e que irá iluminar toda a Terra. Essa luz eliminará as trevas da opressão e inaugurará o dia novo da alegria e da paz sem fim. Compara à alegria no final das colheitas e caças abundantes (Cf. Is 98, 23b-9, 3). Deus nos dá tudo que necessitamos e nós, com a coragem dos que querem ser fiéis a Ele, damos uma resposta de serviço aos mais necessitados, sem nenhum interesse.
Tudo é pela causa do Reino de Deus para que ele seja já implantado em nosso meio, para que a família, a sociedade e a Igreja sejam mais justas, fraternas e solidárias. Jesus é a verdadeira luz que ilumina o mundo e nos dá esperança de dias melhores, pois Ele dá o sentido pleno à profecia messiânica predita por Isaías.

O Apóstolo Paulo exorta os Coríntios a superar as rivalidades e divisões. O Batismo recebido não significou uma adesão a Paulo, a Apolo ou a Pedro..., mas a Cristo que é a única fonte de Salvação para todos (Cf. 1 Cor 1, 10-13.17). Não podemos, de modo algum, seguir as ideias de alguém se elas não conferirem a de Cristo.
As pessoas que compõem a comunidade, embora sejam conduzidas por alguém, não podem sentir se deslumbradas pela personalidade e mente brilhante de seus condutores, mas nunca esquecerem do verdadeiro condutor que é Jesus, Esse nos leva a lugares seguros e ao Reino definitivo de Deus.
Cabe a cada um de nós levarmos as pessoas a descobrirem Cristo e aderirem a Ele, pois, sem Cristo, não teremos vida plena na liberdade de filhos de Deus. O Evangelho apresenta a realização da profecia de Isaías: "O Povo que vivia nas trevas viu uma grande luz" (Cf. Mt 4, 12-23). Jesus é a luz que começa a brilhar na Galiléia e propõe a todos os homens a Boa Nova da chegada do Reino. Esse reino já tem os seus primeiros destinatários que sãos os discípulos que vão conhecer as propostas de Cristo e vão ter a responsabilidade de levá-las a todas as gentes.
O mundo vai conhecer Jesus pelo testemunho dos apóstolos que não medem esforços para levar a boa notícia de salvação de Cristo dada a toda humanidade. A atividade de Jesus começa numa comunidade de periferia e pobre, longe das comodidades e dos poderes econômicos e políticos. Uma região que era desprezada pelos judeus mais afortunados de bens materiais. A Galiléia dos pagãos é que acolhe a boa notícia de Jesus que é o amor, a partilha, a fraternidade e solidariedade que podem ser vividas por todos que querem ser fiéis ao Deus da vida. Na companhia de Jesus, ninguém passa fome e nem é desprezado, mas, para isso, é preciso converter a Deus para que o Reino d’Ele chegue até nós.
As palavras e gestos de Jesus contagiam a todos. Pois, o Reino vai crescendo em nós como uma semente. Mesmo que seja pequena, quando bem cuidada, cresce e dá muitos frutos. Esse reino é para todos. Alguns ouvem e largam tudo e seguem Jesus. Hoje precisamos desses colaboradores com o mesmo ardor dos primeiros apóstolos, dispostos a levar a todos a mensagem de Jesus, sem visar prestígios, cargos e poderes. O sinal do Reino é estar em comunhão com Deus e com todos entre si, formando uma grande família de Deus. Ser testemunhas coerentes, sinceras e despojadas de Cristo para o anúncio e serviço da missão evangelizadora chegue a toda a humanidade.
Assim, convertidos em Cristo, com olhos fixos n’Ele e caminhando com Ele na força da Sua graça e da Sua santidade, o mundo torna-se mais humano e cheio de amor de Deus. Desse modo, deixando-nos ser guiados por Ele sempre, nós tornamos novas criatura e verdadeiras imagens e semelhanças de Deus.
Deus está aberto a todos, principalmente aos humildes que se abrem sem reserva ao Deus da Vida e é por isso que Ele habita e nos faz novas criaturas de um Reino Novo que nunca acaba porque tem eternidade com Ele para sempre.
Amém!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Texto pensado, produzido e escrito em 19 de janeiro de 2011
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