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A liturgia é o momento de celebrar todos os fatos da nossa vida e da nossa história. A Palavra de Deus proclamada e a Eucaristia partilhada iluminam a nossa vida nos diversos acontecimentos do dia-a-dia. O sofrimento também faz parte da nossa existência.
Ao olhar a nossa realidade humana, vemos tantos problemas, sofrimentos, violências, desamor, desunião, ódio, pobreza, calamidades climáticas, etc. Então perguntamos por que tantos sofrimentos neste mundo? Por que acontecem tantas coisas ruins? Quem é culpado de tudo isso? Como explicar os inocentes sofrendo e Jesus na cruz? Por que Deus não intervém nisso logo? São perguntas que fazemos e queremos respostas. Na Palavra de Deus, temos a resposta para estas indagações e inquietações que fazemos.
No Livro de Jó, tomamos o conhecimento da experiência do sofrimento de Jó. Jó era justo e fiel a Deus, tinha muitos bens e uma boa família. Numa certa hora, perdeu tudo, não tinha mais família e ainda foi atingido por uma grave doença. Estas coisas fizeram com que Jó entristecesse e ficasse cheio de amargura. Começou a ter certa revolta contra Deus devido a estas coisas horríveis que estavam acontecendo na sua vida. Todos que lhe conheciam insinuavam que era Deus e ainda diziam que o Deus que ele confiava era insensível (cf. Jó 7, 1-4.6-7).
Mas isso é temporário. Jó lamenta esta condição em que se encontrava e confia em Deus, pois só Nele pode encontrar sentido da sua vida e da sua esperança. Esta experiência de sofrimento de Jó é um exemplo para todos nós. Embora ele amaldiçoou a sua existência, mas ele não amaldiçoa seu Deus. Ele, na sua pequenez, dá louvor a Deus em tudo e na sua criação. Mesmo diante de tanto sofrimento, ele vê a grandeza de Deus. Será que tiramos uma lição do nosso sofrimento ou colocamos a culpa dele em Deus? Será que colocamos a confiança em Deus nestes momentos difíceis de nossa vida? Se entendermos a pedagogia do sofrimento, então acreditamos que Deus nos visita nestes momentos de dor para dar-nos força e coragem para enfrentamos qualquer sofrimento que nos abala.
Na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, Nencontramos a expressão "Ai de mim se não evangelizar". Isso traduz a missão de Paulo. É o lema de sua vida de convertido a Deus. O mundo precisa conhecer Deus que sempre está ao nosso lado, dando-nos força e coragem para superar todos os acontecimentos de nossa vida. Só podemos ser fortes naquele que nos fortalece, como está escrito. Tudo posso naquele que me conforta (cf. 1 Cor 9, 16-19.22-23).
No Evangelho de Marcos, vemos Jesus diante do sofrimento das pessoas. Jesus, na sua missão messiânica, proclama o Reino de Deus. A sua palavra e o seu gesto trazem a libertação e a salvação. Ele nos livra do mal e do pecado que estraga a vida e destrói o ser humano. Vemos Jesus agindo diante de tantas pessoas sofrendo. Jesus é solidário aos sofrimentos das pessoas e cura-as. Só ele que traz a liberdade e a vida plena às pessoas que Nele acreditam (cf. Mc 1, 29-39). Jesus cura a sogra de Pedro, livra as pessoas do espírito maligno e traz alívio e paz para todos. Será que somos testemunhas de Jesus para as pessoas que sofrem? Como cristãos, nós aliviamos as dores de nossos irmãos com ajuda material, humana e espiritual a eles?
O sofrimento sempre estará presente em nossa vida, devido às nossas escolhas e adversidades da nossa existência, mas, se confiarmos em Deus, teremos fé de que tudo suporta e nos faz ser consolados por Deus na nossa vida de família na comunidade e no mundo. Nós cremos no Deus da Vida. Que esta liturgia que estamos celebrando seja momento de reavivar a nossa fé em Deus e ainda nos comprometer com os nossos irmãos que sofrem na doença ou qualquer infortúnio que lhes aconteçam para erradicar o mal ou amenizá-lo com a nossa presença de bom samaritano.
Amém!
Texto pensado, produzido e escrito para ser publicado em 04-02-2012
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!!!
Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
Foto de José quando ministro do Batismo
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