
Catequese do Papa Francisco: Povo
de Deus – 12/06/2013
Amados irmãos e irmãs, a Igreja é
o novo Povo de Deus e é visível no mundo através dos seus membros que estão
nela através do Batismo. Nós recebemos a graça abundante que nos faz ver a
todos como irmãos e filhos de um Deus que zela por nós, dando-nos vida em
Cristo. Cada um é chamado a pertencer ao Povo de Deus com seus dons e talentos.
Toda nossa ação deve ser pautada de amor e justiça que nos leva a verdadeira paz
para com todos. O amor de Deus inunda o nosso ser e cada dia nos habilita para
sermos melhores para construirmos uma sociedade que todos tem vez e voz. Assim,
seremos promotores da verdadeira concórdia que leva ao respeito e dignidade de
cada um que está no mundo. (Jose Benedito Schumann Cunha)
Segue a catequese do nosso
Papa fonte: (portafidei2012-13.blogspot.com):
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de concentrar-me brevemente sobre um dos termos com o qual o
Concílio Vaticano II definiu a Igreja, aquele do “Povo de Deus” (cfr. Const.
Dog. Lumen Gentium, 9; Catecismo da Igreja Católica, 782). E o faço com algumas
perguntas, sobre as quais cada um poderá refletir.
1. O
que significa dizer ser “Povo de Deus”? Antes de tudo quer dizer que Deus não
pertence propriamente a algum povo; porque Ele nos chama, convoca-nos,
convida-nos a fazer parte do seu povo, e este convite é dirigido a todos, sem
distinção, porque a misericórdia de Deus “quer a salvação para todos” (1 Tm 2,
4). Jesus não diz aos Apóstolos e a nós para formarmos um grupo exclusivo, um
grupo de elite. Jesus diz: ide e fazei discípulos todos os povos (cfr Mt 28,
19). São Paulo afirma que no povo de Deus, na Igreja, “não há judeu nem grego…
pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3, 28). Gostaria de dizer também a
quem se sente distante de Deus e da Igreja, a quem está temeroso ou
indiferente, a quem pensa não poder mais mudar: o Senhor chama também você a
fazer parte do seu povo e o faz com grande respeito e amor! Ele nos convida a
fazer parte deste povo, povo de Deus.
2.
Como tornar-se membros deste povo? Não é através do nascimento físico, mas
através de um novo nascimento. No Evangelho, Jesus diz a Nicodemos que é
preciso nascer do alto, da água e do Espírito para entrar no Reino de Deus (cfr
Jo 3, 3-5). É através do Batismo que nós somos introduzidos neste povo, através
da fé em Cristo, dom de Deus que deve ser alimentado e crescer em toda a nossa
vida. Perguntamo-nos: como faço crescer a fé que recebi no Batismo? Como faço
crescer esta fé que eu recebi e que o povo de Deus possui?
3.
Outra pergunta. Qual é a lei do Povo de Deus? É a lei do amor, amor a Deus e
amor ao próximo segundo o mandamento novo que nos deixou o Senhor (cfr Jo 13,
34). Um amor, porém, que não é estéril sentimentalismo ou algo vago, mas que é
o reconhecer Deus como único Senhor da vida e, ao mesmo tempo, acolher o outro
como verdadeiro irmão, superando divisões, rivalidades, incompreensões,
egoísmos; as duas coisas andam juntas. Quanto caminho temos ainda a percorrer
para viver concretamente esta nova lei, aquela do Espírito Santo que age em
nós, aquela da caridade, do amor! Quando nós olhamos para os jornais ou para a
televisão tantas guerras entre cristãos, mas como pode acontecer isso? Dentro
do povo de Deus, quantas guerras! Nos bairros, nos locais de trabalho, quantas
guerras por inveja, ciúmes! Mesmo na própria família, quantas guerras internas!
Nós precisamos pedir ao Senhor que nos faça entender bem esta lei do amor.
Quanto é belo amar-nos uns aos outros como verdadeiros irmãos. Como é belo!
Façamos uma coisa hoje. Talvez todos tenhamos simpatias e antipatias; talvez
tantos de nós estamos um pouco irritados com alguém; então digamos ao Senhor:
Senhor, eu estou irritado com esta pessoa ou com esta; eu rezo ao Senhor por
ele e por ela. Rezar por aqueles com os quais estamos irritados é um belo passo
nesta lei do amor. Vamos fazer isso? Façamos isso hoje!
4.
Que missão tem este povo? Aquela de levar ao mundo a esperança e a salvação de
Deus: ser sinal do amor de Deus que chama todos à amizade com Ele; ser fermento
que faz fermentar a massa, sal que dá o sabor e que preserva da corrupção, ser
uma luz que ilumina. Ao nosso redor, basta abrir um jornal – como disse – e
vemos que a presença do mal existe, o Diabo age. Mas gostaria de dizer em voz
alta: Deus é mais forte! Vocês acreditam nisso: que Deus é mais forte? Mas o
digamos juntos, digamos juntos todos: Deus é mais forte! E sabem por que é mais
forte? Porque Ele é o Senhor, o único Senhor. E gostaria de acrescentar que a
realidade às vezes escura, marcada pelo mal, pode mudar, se nós primeiro
levamos a luz do Evangelho sobretudo com a nossa vida. Se em um estádio,
pensemos aqui em Roma no Olímpico, ou naquele de São Lourenço em Buenos Aires,
em uma noite escura, uma pessoa acende uma luz, será apenas uma entrevista, mas
se os outros setenta mil expectadores acendem cada um a própria luz, o estádio
se ilumina. Façamos que a nossa vida seja uma luz de Cristo; juntos levaremos a
luz do Evangelho a toda a realidade.
5. Qual é a finalidade deste
povo? A finalidade é o Reino de Deus, iniciado na terra pelo próprio Deus e que
deve ser ampliado até a conclusão, até a segunda vinda de Cristo, vida nossa
(cfr Lumen gentium, 9). A finalidade então é a comunhão plena com o Senhor, a
familiaridade com o Senhor, entrar na sua própria vida divina, onde viveremos a
alegria do seu amor sem medidas, uma alegria plena.
Queridos
irmãos e irmãs, ser Igreja, ser Povo de Deus, segundo o grande desígnio do amor
do Pai, quer dizer ser o fermento de Deus nesta nossa humanidade, quer dizer
anunciar e levar a salvação de Deus neste nosso mundo, que muitas vezes está
perdido, necessitado de ter respostas que encorajem, que dêem esperança, que
dêem novo vigor no caminho. A Igreja seja lugar da misericórdia e da esperança
de Deus, onde cada um possa sentir-se acolhido, amado, perdoado, encorajado a
viver segundo a vida boa do Evangelho. E para fazer o outro sentir-se acolhido,
amado, perdoado, encorajado, a Igreja deve estar com as portas abertas, para
que todos possam entrar. E nós devemos sair destas portas e anunciar o
Evangelho.
Assim, as
palavras do nosso Papa Francisco que nos faz pensar diante de suas perguntas e indagações
que nos ajudam a refletir a nossa responsabilidade de pertença ao Povo de Deus.
Nós não somos considerados os melhores, mas servidores que querem que Cristo
seja conhecido e vivido por todos. Não somos grupos que querem privilégios, mas
agentes de transformação de uma sociedade que caminha na contramão da historia
humana. Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus e por causa disso devemos
viver como tal. Quais devem ser os elementos que devem estar em pauta em nossa
vida? A resposta é que devemos viver o amor, o perdão, a misericórdia, a
solidariedade e paz com todos. Devemos ser portadores da esperança que trazem
vida nova aos desanimados e tristes nesse mundo. Assim, podemos crer que O
reino de Deus já está no nosso meio porque todos são comprometidos com o bem de
todos e promovendo a fraternidade entre si.. (Amém) (Jose Benedito Schumann Cunha jbscteologo@gmail.com)
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