O Pecado nos afasta de Deus
Queridos irmãos
e irmãs, a liturgia nos ajuda a compreender a necessidade de pedir perdão pelas
vezes que pecamos e que nos fazem distanciar de Deus e da vida com todos. Não
somos perfeitos porque estamos na Igreja de Cristo, pois ainda pecamos por
causa da nossa natureza humana e frágil. Nós necessitamos do perdão de Deus e
de todos os nossos irmãos, pois cada vez que pecamos nós atingimos todo o corpo
da Igreja.
A liturgia
desse 11º Domingo do Tempo Comum nos faz ver e sentir a bondade e a misericórdia de
Deus, pois sem elas nós estaríamos longe da graça de Deus. Deus nos ama, mas
não gosta do pecado e é por isso que Ele vem ajudar o pecador a recuperar a
vida que nos leva a uma alegria e felicidade sem fim.
No Segundo
Livro de Samuel deparamos com a história
de DAVI PECADOR e vemos a reação de Deus diante do pecado dele. O Rei Davi
cometeu o adultério com a mulher de Urias e isso teve uma consequência, pois
ela ficou gravida. É uma vida que vem, mas em contrapartida a atitude do Rei
Davi foi colocar Urias na frente de uma batalha perigosa onde ele morre. Ai vem
a morte que contrapõe a vida. Deus não deixa as coisas assim, pois o que Rei
Davi fez foi consequência do pecado, então Deus envia o profeta Natã que faz
com que Davi perceba o mal que ele fez e anuncia as consequências disso para
ele e para sua família.
Davi reconhece o amargor de ter pecado, humildemente
se arrepende e pede perdão a Deus, dizendo: “Pequei contra o Senhor”, mas o
profeta anunciou-lhe : “tu não morrerás”. Isso nos mostra que Deus perdoou-o
lhe dá uma nova oportunidade de recomeçar a vida da graça com Ele. O perdão de
Deus dos nossos pecados vem até nós se arrependermos dele de coração e procurar
caminhar com Deus novamente juntos com os nossos irmãos e irmãs de caminhada.(cf.
2Sm 12,7-10.12)
O apostolo
Paulo na carta aos gálatas nos fala que a Salvação é um dom gratuito que Deus
oferece a cada um de nós. Isso é graça e bondade de Deus para conosco. Mas esse
dom que é dado a nós necessita que cada de nós abrirmos o nosso coração ao Deus
vida em Cristo. Devemos crer Nele e viver em conformidade aos seus ensinamentos
que nos leva a verdadeira liberdade e vida. As nossas atitudes deve se
identificar com Cristo que nos ama e se entregou por todos nós. Ele nos deu
dignidade e estatura de sermos filhos e filhas amados de Deus. (cf. Gl
2,16.19-21)

Uma pergunta nós
podemos fazer. Por que esta mulher foi lá? Nós podemos dizer que ela deve ter
ouvido sobre Jesus e o modo Dele de acolher a todos sem condenar. Esse gesto
dela já é demonstração que quer mudar daquela vida de pecado, mas precisa de
uma mão que ajuda, acolhe e possa trazer para ela uma nova vida de graça. Jesus
a olha com o amor misericordioso que tudo se transforma e ensina aos outros que
devemos acolher as pessoas não para ter status e nem para ter privilégios, mas ter
um gesto de solidariedade com a pessoa que quer ser libertar do pecado e ser salva.
(cf. Lc 7,36-8,3)
Que cada um de
nós sejamos dóceis e acolhedores a todos que estão às margens da vida no pecado
para que possam encontrar a beleza da vida da graça, que nasce de um coração
cheio de amor para dar. Nós devemos tirar a lição desse episodio, pois alguns
condenam a mulher e quer exclui-la, mas Jesus a acolhe e dá-lhe alegria do amor
que atinge a pessoa por inteiro para que ela seja integrada a vida da graça.
Que esta
liturgia nos ajude a ver no próximo, os dons e qualidades e condenar o pecado
com gestos fraternos para poder levantar o pecador e que ele converta ao Deus
da vida com uma vida nova da graça em Cristo. Assim, o pecador recupera a vida
em Cristo e assume a sua vida na construção do Reino de Deus que é o lugar para
todos.
Bacharel em
Teologia Jose Benedito Schumann Cunha jbscteologo@gmail.com
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