por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Cada domingo celebra a Páscoa do Senhor, juntamente com assembleia reunida pela Palavra de Deus e pela Eucaristia. A mesa da Palavra é partilhada a todas as pessoas que devem acolhê-la no coração, refletir pela razão e depois agir com a vida, transformando a realidade de morte para realidade de vida para todos. A mesa da Eucaristia nos alimenta, nos dá força e nos faz ser irmãos uns dos outros e, desse modo, formar uma grande família.
A Igreja nos mostra que o início da missão de Jesus começa com o seu Batismo. João, ao batizar Jesus, inaugura um novo tempo, pois Jesus não precisa de conversão porque Ele é Deus. Nessa hora, em Jesus se faz a vontade de Deus e se confirma na força do Espírito Santo. O Evangelista Mateus narra para nós. “E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível como pomba. E, do céu, veio uma voz. “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem querer” (Lc 3, 21-22).
Aqui se percebe que Deus encerra o seu silêncio e volta a conversar com os homens com a vinda do Espírito Santo sobre Jesus. É a Trindade se apresentando aos homens e, desse modo, é a comemoração do grande acontecimento: inicia-se a missão de Jesus.
O Profeta Isaías nos lembra. Assim fala o Senhor. “Eis o meu servo - eu o recebo, eis o meu eleito - nele se compraz minh’alma; pus o meu espírito sobre Ele; Ele promoverá o julgamento das nações. A missão do que é enviado por Deus ao mundo dos homens é para instaurar em definitivo a justiça e a paz (Cf. Is 42, 1-4.6-7).
Na casa de Cornélio é anunciada a Boa Nova de Jesus. Revelam-se as verdades de Cristo que é o verdadeiro caminho que se deve seguir. É a catequese em família. Ali, nessa casa, tem-se o primeiro anúncio do Evangelho pelo Apóstolo Pedro. E toda a família é batizada. Isto quer dizer, para nós, que os adultos e as crianças também foram batizados. Pagãos e toda a família são admitidos ao Cristianismo, pois Jesus é para todos (Cf. At 10, 34-38).
O Batismo é o sacramento que insere as pessoas na Comunidade Igreja, tornando-as filhas de Deus e herdeiras do Céu. Dá-nos uma vida nova e lava-nos da mancha do pecado original. A partir daí, o cristão assume um compromisso com a sua Igreja, que é o de seguir os passos de Jesus, ser discípulo e missionário d’Ele. O Batismo é o início da missão para todos. O mundo se transforma quando o cristão toma posse dessas verdades e age no dia-a-dia no mundo da família, da escola, da sociedade e da Comunidade Igreja.
É preciso ser seguidor de Cristo, mas, para ser autêntico, deve-se conhecer, estudar, viver o amor, ouvir o que o Magistério da Igreja quer nos orientar, dar o perdão e realizar a fraternidade entre nós. O mundo não só terá cristãos em grandes quantidades. Terá mais do que isso: pessoas novas que querem que o mundo seja mais humano e que se possa fazer comunhão entre todos os povos e com Deus.
“Et ecce vox de caelis dicens: Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi complacui.” (Mt 3, 17)
“E, do céu, veio uma voz que dizia: Este é meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado.” (Mt 3, 17)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
ALVORADA
O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)
Frase
"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)
Fatos
Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Deus sabe tudo de nós
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Deus nos conhece por inteiro, sabe das nossas limitações, mas mesmo assim Ele está próximo de nós para cuidar, nos orientar e dar a sua mão, como um pai para uma criança indefesa que quer caminhar. Deus é um Pai Zeloso, fica contente quando nós O procuramos na sua Palavra que não falha e na Eucaristia que sempre nos alimenta e dá força.
Assim o Santo Padre, o Papa Bento XVI, expressou-se na Santa Missa da Solenidade da Epifania do Senhor, no dia 06 de janeiro de 2010: que possa o Senhor nos conceder ser crianças no coração, ver a estrela da sua misericórdia, caminhar sobre a Sua Estrada para encontrá-Lo e ser inundado pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe a este mundo.
A todos na Basílica de São Pedro, o Papa recordou a homenagem feita pelos Reis Magos ao Menino de Belém. “Um raio de amor e esperança que se dissipa ao longo da história da humanidade”. “Aqueles personagens provenientes do Oriente não são os últimos, mas os primeiros da grande procissão daqueles que, através de todas as épocas, sabem reconhecer a mensagem da estrela, sabem caminhar nas estradas indicadas pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, assim, Aquele que aparentemente é fraco e frágil, mas que, ao invés, tem o poder de doar a alegria maior e mais profunda ao coração humano”.
Desse modo, o cristão deve procurar a razão da sua fé nas Escrituras Sagradas, no Magistério da Igreja e na tradição da Igreja Católica de mais de 20 séculos. A Igreja não se prende apenas ao passado, mas torna sempre presente o mistério do Deus encarnado que vem nos ensinar através de uma criança que irradia esperança e amor. O Papa Bento XVI ainda afirma: é precisamente nesta criança, de fato, que se manifesta a realidade estupenda de Deus, que nos conhece e nos é próximo; a sua grandeza e o seu poder não se exprimem na lógica deste mundo.
O Sumo Pontífice convidou todos a deixarem de lado a “segurança excessiva em si mesmos, de pretenderem conhecer perfeitamente a realidade”, deixando-se, ao invés, contagiar pela alegria da Verdade, do toque de um Deus que “nos espera entre os pobres, a estrada do amor que somente pode transformar o mundo”.
Com essas palavras do Papa, concluímos que, se queremos conhecer Deus, é preciso que O olhemos no rosto do humilde, do pobre. Eles revelam Deus para nós e nos ensinam onde há o amor. Entre os irmãos estão a partilha e a fraternidade humana. Muitas vezes os que não têm nada repartem e partilham da sua pobreza com os outros. O mundo carece desses gestos e de mãos estendidas de pessoas que diminuem a dor, a miséria, a carência de saúde, de moradia digna e de uma educação de qualidade para todos que precisam de ajuda.
Os presentes que os REIS MAGOS deram a Jesus devem se traduzir na nossa vida de cristãos em presentes de solidariedade, de ajuda mútua, de paciência, de ética, de honestidade. Há ainda no mundo gente que tem consciência, apesar das circunstâncias sociais, como, por exemplo, uma criança que cata latas para reciclagem e vive na maior pobreza, acha uma bolsa com muita coisa de valor, não meche em nada e a devolve. Nesse ato, ele mesmo diz: “aprendi que o que não é meu, não posso pegar”. Esse fato é luz e é o presente que Jesus quer receber de todos nós de abraços abertos na manjedoura do nosso coração: a espontaneidade e a sinceridade.
“Iesus et clamavit dicens: Si quis sitit, veniat ad me et bibat, qui credit in me. Sicut dixit Scriptura, flumina de ventre eius fluent aquae vivae.” (Cf. Jo 7, 37-38)
“Jesus, de pé, disse em alta voz: Se alguém tem sede, venha a mim e beba, aquele que crê em mim! Conforme a palavra da Escritura: de seu seio jorrarão rios de água viva.” (Cf. Jo 7, 37-38)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
Deus nos conhece por inteiro, sabe das nossas limitações, mas mesmo assim Ele está próximo de nós para cuidar, nos orientar e dar a sua mão, como um pai para uma criança indefesa que quer caminhar. Deus é um Pai Zeloso, fica contente quando nós O procuramos na sua Palavra que não falha e na Eucaristia que sempre nos alimenta e dá força.
Assim o Santo Padre, o Papa Bento XVI, expressou-se na Santa Missa da Solenidade da Epifania do Senhor, no dia 06 de janeiro de 2010: que possa o Senhor nos conceder ser crianças no coração, ver a estrela da sua misericórdia, caminhar sobre a Sua Estrada para encontrá-Lo e ser inundado pela grande luz e pela verdadeira alegria que Ele trouxe a este mundo.
A todos na Basílica de São Pedro, o Papa recordou a homenagem feita pelos Reis Magos ao Menino de Belém. “Um raio de amor e esperança que se dissipa ao longo da história da humanidade”. “Aqueles personagens provenientes do Oriente não são os últimos, mas os primeiros da grande procissão daqueles que, através de todas as épocas, sabem reconhecer a mensagem da estrela, sabem caminhar nas estradas indicadas pela Sagrada Escritura e sabem encontrar, assim, Aquele que aparentemente é fraco e frágil, mas que, ao invés, tem o poder de doar a alegria maior e mais profunda ao coração humano”.
Desse modo, o cristão deve procurar a razão da sua fé nas Escrituras Sagradas, no Magistério da Igreja e na tradição da Igreja Católica de mais de 20 séculos. A Igreja não se prende apenas ao passado, mas torna sempre presente o mistério do Deus encarnado que vem nos ensinar através de uma criança que irradia esperança e amor. O Papa Bento XVI ainda afirma: é precisamente nesta criança, de fato, que se manifesta a realidade estupenda de Deus, que nos conhece e nos é próximo; a sua grandeza e o seu poder não se exprimem na lógica deste mundo.
O Sumo Pontífice convidou todos a deixarem de lado a “segurança excessiva em si mesmos, de pretenderem conhecer perfeitamente a realidade”, deixando-se, ao invés, contagiar pela alegria da Verdade, do toque de um Deus que “nos espera entre os pobres, a estrada do amor que somente pode transformar o mundo”.
Com essas palavras do Papa, concluímos que, se queremos conhecer Deus, é preciso que O olhemos no rosto do humilde, do pobre. Eles revelam Deus para nós e nos ensinam onde há o amor. Entre os irmãos estão a partilha e a fraternidade humana. Muitas vezes os que não têm nada repartem e partilham da sua pobreza com os outros. O mundo carece desses gestos e de mãos estendidas de pessoas que diminuem a dor, a miséria, a carência de saúde, de moradia digna e de uma educação de qualidade para todos que precisam de ajuda.
Os presentes que os REIS MAGOS deram a Jesus devem se traduzir na nossa vida de cristãos em presentes de solidariedade, de ajuda mútua, de paciência, de ética, de honestidade. Há ainda no mundo gente que tem consciência, apesar das circunstâncias sociais, como, por exemplo, uma criança que cata latas para reciclagem e vive na maior pobreza, acha uma bolsa com muita coisa de valor, não meche em nada e a devolve. Nesse ato, ele mesmo diz: “aprendi que o que não é meu, não posso pegar”. Esse fato é luz e é o presente que Jesus quer receber de todos nós de abraços abertos na manjedoura do nosso coração: a espontaneidade e a sinceridade.
“Iesus et clamavit dicens: Si quis sitit, veniat ad me et bibat, qui credit in me. Sicut dixit Scriptura, flumina de ventre eius fluent aquae vivae.” (Cf. Jo 7, 37-38)
“Jesus, de pé, disse em alta voz: Se alguém tem sede, venha a mim e beba, aquele que crê em mim! Conforme a palavra da Escritura: de seu seio jorrarão rios de água viva.” (Cf. Jo 7, 37-38)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A morte não tem a última palavra
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Diante da morte, que atinge toda pessoa, nós ficamos quase paralisados e parece que ficamos sós e no profundo silêncio. Este silêncio vem lá de dentro do nosso ser para podermos entender este mistério que é a morte. Ela não tem a última palavra. Alguém venceu a morte: Jesus Cristo, o Senhor da Vida. Esta vitória foi conseguida com um preço muito alto. Na Cruz, Cristo se entregou totalmente a nós. Sua última palavra... “Tudo está consumado”... e, inclinando a cabeça, entregou o seu espírito”, a sua alma (Cf. Jo 19, 30).
Olhando toda a trajetória de Jesus no mundo até a sua morte, percebemos que foi por amor, por compaixão, por partilha, por vivência comunitária e por oração que Ele se sacrificou. Jesus se deu por completo pela humanidade. Sua força era a sua humildade. A sua simplicidade nos contagia. A sua sabedoria cala até os sábios e os prepotentes, porque Ele ensina com autoridade, como, de fato, Ele a tem.
Sabemos que a nossa vida está escondida na verdadeira vida que Cristo trouxe até nós pela sua cruz. E nós, para chegarmos a esta vida eterna, precisamos passar por esta cruz que é a morte. São João nos lembra no Livro do Apocalipse. “Eu, João, ouvi uma voz vinda do céu que dizia: felizes os mortos, os que desde agora morrem unidos ao Senhor. Sim, diz o Espírito, que eles descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham”. (Ap 20, 11-21).
Estas palavras são, para todos que já se encontram com Deus, luz na eternidade. Cabe a cada um dizer, com a firmeza da fé, que temos Cristo Vivo e Ressuscitado na alma. Um dia, nós vamos nos encontrar com todos que nos precederam aqui na terra lá no céu, onde Jesus e Maria e todos os santos estão para sempre ao nosso lado.
Na Carta aos Romanos, podemos verificar o que fala São Paulo. “Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor”. Paulo ainda nos exorta. “Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: ser o Senhor dos Mortos e dos Vivos” (Cf. Rm 14, 7-9.10c-12).
A morte não tem primazia sobre a vida, embora fiquemos tristes e chocados por tantas mortes, das mais inconcebíveis às mais trágicas causadas por acidentes, assassinatos a sangue frio, catástrofes, guerras e outros fatos que costumamos ler nas páginas policiais dos nossos jornais diários. Algumas mortes são causadas pela maldade humana. Outras nem tanto. Outras são até inexplicáveis. Mas Jesus nos consola. “Quem vê o Filho e n’Ele crê, este tem a vida eterna e eu o farei ressuscitar no último dia” da sua vida (Cf. Jo 6, 40).
A existência de cada pessoa é a certeza de que ela vai ter a eternidade. A vida vence a morte. Deus ilumine a vida sempre ou até na eternidade.
“Sic enim dilexit Deus mundum, ut Filium suum unigenitum daret, ut omnis, qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam.” (Jo 3, 16)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
Diante da morte, que atinge toda pessoa, nós ficamos quase paralisados e parece que ficamos sós e no profundo silêncio. Este silêncio vem lá de dentro do nosso ser para podermos entender este mistério que é a morte. Ela não tem a última palavra. Alguém venceu a morte: Jesus Cristo, o Senhor da Vida. Esta vitória foi conseguida com um preço muito alto. Na Cruz, Cristo se entregou totalmente a nós. Sua última palavra... “Tudo está consumado”... e, inclinando a cabeça, entregou o seu espírito”, a sua alma (Cf. Jo 19, 30).
Olhando toda a trajetória de Jesus no mundo até a sua morte, percebemos que foi por amor, por compaixão, por partilha, por vivência comunitária e por oração que Ele se sacrificou. Jesus se deu por completo pela humanidade. Sua força era a sua humildade. A sua simplicidade nos contagia. A sua sabedoria cala até os sábios e os prepotentes, porque Ele ensina com autoridade, como, de fato, Ele a tem.
Sabemos que a nossa vida está escondida na verdadeira vida que Cristo trouxe até nós pela sua cruz. E nós, para chegarmos a esta vida eterna, precisamos passar por esta cruz que é a morte. São João nos lembra no Livro do Apocalipse. “Eu, João, ouvi uma voz vinda do céu que dizia: felizes os mortos, os que desde agora morrem unidos ao Senhor. Sim, diz o Espírito, que eles descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham”. (Ap 20, 11-21).
Estas palavras são, para todos que já se encontram com Deus, luz na eternidade. Cabe a cada um dizer, com a firmeza da fé, que temos Cristo Vivo e Ressuscitado na alma. Um dia, nós vamos nos encontrar com todos que nos precederam aqui na terra lá no céu, onde Jesus e Maria e todos os santos estão para sempre ao nosso lado.
Na Carta aos Romanos, podemos verificar o que fala São Paulo. “Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor”. Paulo ainda nos exorta. “Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto: ser o Senhor dos Mortos e dos Vivos” (Cf. Rm 14, 7-9.10c-12).
A morte não tem primazia sobre a vida, embora fiquemos tristes e chocados por tantas mortes, das mais inconcebíveis às mais trágicas causadas por acidentes, assassinatos a sangue frio, catástrofes, guerras e outros fatos que costumamos ler nas páginas policiais dos nossos jornais diários. Algumas mortes são causadas pela maldade humana. Outras nem tanto. Outras são até inexplicáveis. Mas Jesus nos consola. “Quem vê o Filho e n’Ele crê, este tem a vida eterna e eu o farei ressuscitar no último dia” da sua vida (Cf. Jo 6, 40).
A existência de cada pessoa é a certeza de que ela vai ter a eternidade. A vida vence a morte. Deus ilumine a vida sempre ou até na eternidade.
“Sic enim dilexit Deus mundum, ut Filium suum unigenitum daret, ut omnis, qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam.” (Jo 3, 16)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Evangelizar sempre; e a paz será possível
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
O mundo carece de adoradores que têm Jesus como Senhor da Vida e da História. Inicia-se um novo ano. Será 365 dias que permitem a cada pessoa fazer a experiência do Deus da Vida. A história de cada um vai ser traçada. As escolhas das pessoas podem ter êxitos ou fracassos. Muitas vezes não sabemos fazer as escolhas certas devido à nossa própria natureza humana que carece de conhecimento e maturidade.
A caminhada do homem e da mulher deve estar na sintonia da mensagem salvadora e libertadora que Cristo tem para cada pessoa. A verdade de Deus nos liberta porque nos deixa livres para dar uma resposta firme em vista da nossa maturidade diante dos desafios que são a nós propostos.
Hoje o mundo está carente de paz e de valores que permitam que a humanidade viva em plena harmonia. Cada vez mais é necessário evangelizar, mostrar ao homem deste mundo contemporâneo que, quando estamos com o Deus da Vida, o mundo vai ter rosto mais humano e divino irradiando a verdadeira paz que é possível entre nós.
Assim o Santo Padre, o Papa Bento XVI, nos bem lembrou no dia 1º de janeiro. “A paz começa por um olhar respeitoso e as pessoas serão capazes de respeitar os outros e o meio ambiente se levarem em seu espírito um sentido pleno da vida”. O Pontífice meditou sobre o mistério do rosto de Deus e do homem, enfocando “uma vida privilegiada que conduz à paz”.
A paz é fruto da presença de Deus na história humana. Deus nos contempla em cada rosto humano, independente de raça, religião ou ideologia. Desse modo, se formamos uma família, podemos construir um mundo habitável. O respeito à natureza se entrelaça com vida. Podemos então dizer com o Papa: a paz, “de fato, começa por um olhar respeitoso que reconhece no rosto do outro uma pessoa” humana.
Cada pessoa deve conhecer Deus e fazer uma experiência d’Ele na vida, como o próprio Papa nos aconselha. “Na realidade, só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.
Como o próprio Papa Bento XVI observou no primeiro dia deste ano, este mundo em que vivemos só terá transformações profundas se “nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares” tornar-se dependente “essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus”. Se estivermos em comunhão com Deus, vamos nos respeitar e também valorizar o meio ambiente no qual nos situamos. Em contrapartida, afirmou o Pontífice, “quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis à sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas e, especialmente, nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como Epifania de Deus”.
Deus quer que o adoremos em verdade e espírito. Isso vai acontecer quando todos nos sentirmos responsáveis um pelo outro, preservando a natureza, deixando-nos de nos encher do Deus da Vida que se manifesta na Vida de Comunidade, de Igreja, de Sociedade e da nossa Vida em Comunhão Planetária.
Segundo o Papa, “para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros”.
“Sed venit hora, et nunc est, quando veri adoratores adorabunt Patrem in Spiritu et veritate; nam et Pater tales quaerit, qui adorent eum.” (Cf. Jo 4, 23)
"Mas vai chegar a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e verdade. Porque são estes os adoradores que o Pai procura.” (Jo 4, 23)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
O mundo carece de adoradores que têm Jesus como Senhor da Vida e da História. Inicia-se um novo ano. Será 365 dias que permitem a cada pessoa fazer a experiência do Deus da Vida. A história de cada um vai ser traçada. As escolhas das pessoas podem ter êxitos ou fracassos. Muitas vezes não sabemos fazer as escolhas certas devido à nossa própria natureza humana que carece de conhecimento e maturidade.
A caminhada do homem e da mulher deve estar na sintonia da mensagem salvadora e libertadora que Cristo tem para cada pessoa. A verdade de Deus nos liberta porque nos deixa livres para dar uma resposta firme em vista da nossa maturidade diante dos desafios que são a nós propostos.
Hoje o mundo está carente de paz e de valores que permitam que a humanidade viva em plena harmonia. Cada vez mais é necessário evangelizar, mostrar ao homem deste mundo contemporâneo que, quando estamos com o Deus da Vida, o mundo vai ter rosto mais humano e divino irradiando a verdadeira paz que é possível entre nós.
Assim o Santo Padre, o Papa Bento XVI, nos bem lembrou no dia 1º de janeiro. “A paz começa por um olhar respeitoso e as pessoas serão capazes de respeitar os outros e o meio ambiente se levarem em seu espírito um sentido pleno da vida”. O Pontífice meditou sobre o mistério do rosto de Deus e do homem, enfocando “uma vida privilegiada que conduz à paz”.
A paz é fruto da presença de Deus na história humana. Deus nos contempla em cada rosto humano, independente de raça, religião ou ideologia. Desse modo, se formamos uma família, podemos construir um mundo habitável. O respeito à natureza se entrelaça com vida. Podemos então dizer com o Papa: a paz, “de fato, começa por um olhar respeitoso que reconhece no rosto do outro uma pessoa” humana.
Cada pessoa deve conhecer Deus e fazer uma experiência d’Ele na vida, como o próprio Papa nos aconselha. “Na realidade, só se temos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou um inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.
Como o próprio Papa Bento XVI observou no primeiro dia deste ano, este mundo em que vivemos só terá transformações profundas se “nossa percepção do mundo e, em particular, de nossos similares” tornar-se dependente “essencialmente da presença em nós do Espírito de Deus”. Se estivermos em comunhão com Deus, vamos nos respeitar e também valorizar o meio ambiente no qual nos situamos. Em contrapartida, afirmou o Pontífice, “quanto mais estivermos habitados por Deus, seremos também mais sensíveis à sua presença no que nos cerca: em todas as criaturas e, especialmente, nas outras pessoas, ainda que às vezes o rosto humano, marcado pela dureza da vida e do mal, possa resultar difícil de apreciar e de acolher como Epifania de Deus”.
Deus quer que o adoremos em verdade e espírito. Isso vai acontecer quando todos nos sentirmos responsáveis um pelo outro, preservando a natureza, deixando-nos de nos encher do Deus da Vida que se manifesta na Vida de Comunidade, de Igreja, de Sociedade e da nossa Vida em Comunhão Planetária.
Segundo o Papa, “para nos reconhecermos e respeitarmos como realmente somos, quer dizer, irmãos, precisamos nos referir a um Pai comum, que nos ama a todos, apesar de nossos limites e nossos erros”.
“Sed venit hora, et nunc est, quando veri adoratores adorabunt Patrem in Spiritu et veritate; nam et Pater tales quaerit, qui adorent eum.” (Cf. Jo 4, 23)
"Mas vai chegar a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e verdade. Porque são estes os adoradores que o Pai procura.” (Jo 4, 23)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Deus se manifesta sempre
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
A Liturgia do Ciclo do Natal se encerra nesta Festa da Epifania do Senhor. A vinda dos Reis Magos a Belém, levando presentes preciosos a Jesus, demonstra e representa todas as pessoas que procuram Jesus, levando a Ele também os seus talentos. Estes são muito necessários em um mundo globalizado e reduzido a interesses particulares. Deus quer ser encontrado e deixa-se manifestar em todos. Ele é a luz que acende na noite do mundo.
No Livro do Profeta Isaías é anunciada esta Luz que sempre ilumina e anima toda a Humanidade. “Levante-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor” (Cf. Is 60, 1). Hoje a “Jerusalém” é a Igreja, pois ela tem a Luz de Cristo para os cristãos que aderiram à sua mensagem libertadora e salvadora. A Igreja é sinal de Jesus, missionária no mundo. Este continua, na maioria das vezes, tão indiferente e egoísta.
São Paulo, na sua Carta aos Efésios, lembra-nos que Jesus revela para todos o mistério de Deus que quis estar conosco. Como ele nos diz. “Este Mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de revelá-Lo agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas. Aos pagãos, é admitida a mesma herança. Eles integram o mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Cf. Ef 3, 2-3a.5-6). Assim, Deus não exclui ninguém e Jesus chama a todos.
São Mateus mostra que a promessa feita pelo Profeta Isaías se concretizou. Jesus, de fato, é a Luz perfeita que sempre ilumina os povos. Nesse Evangelho, vemos a diferença entre os que entendiam bem as Escrituras e o Rei Herodes, que as rejeita, temendo a diminuição do seu poder. Mas os Reis Magos estavam determinados em encontrar o novo rei, um Deus Menino de braços abertos com sua mãe e seu pai adotivo, na humildade e na simplicidade de uma manjedoura de Belém (Cf. Mt 2, 1-12).
Quer seguir Jesus? Procure-O nos mais pobres (entenda que o conceito de pobreza é bastante complexo na contemporaneidade), no serviço desinteressado aos outros e que caminhe com Ele na vida de comunidade. A fé será a condição de segui-Lo. Se prestarmos atenção, Deus sempre se manifesta. Os presentes serão a honestidade, o perdão e a solidariedade. É possível então ter esperança na vivência do amor e da fraternidade entre os povos.
“Dicentes: Ubi est, qui natus est, rex Iudaeorum? Vidimus enim stellam eius in oriente et venimus adorare eum” (Cf. Mt 2, 2)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
A Liturgia do Ciclo do Natal se encerra nesta Festa da Epifania do Senhor. A vinda dos Reis Magos a Belém, levando presentes preciosos a Jesus, demonstra e representa todas as pessoas que procuram Jesus, levando a Ele também os seus talentos. Estes são muito necessários em um mundo globalizado e reduzido a interesses particulares. Deus quer ser encontrado e deixa-se manifestar em todos. Ele é a luz que acende na noite do mundo.
No Livro do Profeta Isaías é anunciada esta Luz que sempre ilumina e anima toda a Humanidade. “Levante-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor” (Cf. Is 60, 1). Hoje a “Jerusalém” é a Igreja, pois ela tem a Luz de Cristo para os cristãos que aderiram à sua mensagem libertadora e salvadora. A Igreja é sinal de Jesus, missionária no mundo. Este continua, na maioria das vezes, tão indiferente e egoísta.
São Paulo, na sua Carta aos Efésios, lembra-nos que Jesus revela para todos o mistério de Deus que quis estar conosco. Como ele nos diz. “Este Mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de revelá-Lo agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas. Aos pagãos, é admitida a mesma herança. Eles integram o mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho” (Cf. Ef 3, 2-3a.5-6). Assim, Deus não exclui ninguém e Jesus chama a todos.
São Mateus mostra que a promessa feita pelo Profeta Isaías se concretizou. Jesus, de fato, é a Luz perfeita que sempre ilumina os povos. Nesse Evangelho, vemos a diferença entre os que entendiam bem as Escrituras e o Rei Herodes, que as rejeita, temendo a diminuição do seu poder. Mas os Reis Magos estavam determinados em encontrar o novo rei, um Deus Menino de braços abertos com sua mãe e seu pai adotivo, na humildade e na simplicidade de uma manjedoura de Belém (Cf. Mt 2, 1-12).
Quer seguir Jesus? Procure-O nos mais pobres (entenda que o conceito de pobreza é bastante complexo na contemporaneidade), no serviço desinteressado aos outros e que caminhe com Ele na vida de comunidade. A fé será a condição de segui-Lo. Se prestarmos atenção, Deus sempre se manifesta. Os presentes serão a honestidade, o perdão e a solidariedade. É possível então ter esperança na vivência do amor e da fraternidade entre os povos.
“Dicentes: Ubi est, qui natus est, rex Iudaeorum? Vidimus enim stellam eius in oriente et venimus adorare eum” (Cf. Mt 2, 2)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Por que a Igreja venera os santos?
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
A Igreja foi fundada por Cristo e podemos constatar isso quando Pedro faz a sua profissão de fé. Então Deus confirma o fato dizendo: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Podemos verificar o que narra o Evangelista Mateus no Capítulo 16, Versículos do 15 ao 18. “Jesus lhes disse: E vós, quem dizeis que eu sou? Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Retomando a palavra, Jesus então lhe declarou: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, pois não foram a carne e o sangue que te revelaram isto, mas o meu Pai que estás nos céus. E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” (Cf. Mt 16, 15-17).
Então a Igreja de Cristo se prolonga através dos séculos através dos seus sucessores. Hoje, para nós, Pedro é o Papa Bento XVI. Ele guia a Igreja com a segurança que vem do Espírito Santo. No decorrer dos séculos, até hoje, muitos doaram suas vidas testemunhando Cristo que é o caminho, a verdade e a vida. Assim, a Igreja os venera como santos. “Quando a Igreja venera um Santo, anuncia a eficácia do Evangelho e descobre com alegria que a esperança de Cristo no mundo é capaz de transfigurar a vida do homem e produzir frutos de salvação para toda a humanidade”.
Foi o que sublinhou Bento XVI no discurso dirigido à Congregação para as Causas dos Santos. Ali ele recordava os 40 anos da instituição desejada pelo Papa Paulo VI, em 1969. Ainda nos lembrou o Papa nessa comemoração que aconteceu no dia 21 de dezembro de 2009. “Cada beatificação e canonização é, para os cristãos, um forte encorajamento a viver com intensidade e entusiasmo a sequela de Cristo, caminhando rumo à plenitude da existência cristã e à perfeição da caridade. Eis a particular importância do dicastério que recorda a todo fiel o quanto ele deve se comprometer para corresponder com a máxima generosidade possível ao desígnio do amor que o Pai tem sobre ele e sobre toda a humanidade”.
Essas palavras do Papa nos permitem crer que Deus conduz a Igreja, e os santos são “as testemunhas vivas” que nos animam na fé que vem de acreditar no Cristo que é Senhor da Humanidade e da História. Jesus nos convida a segui-Lo e também a dar testemunho d’Ele na sociedade e em todo lugar que ainda não conhece o Cristo Salvador e Libertador da Humanidade. Então, vamos dizer com o Papa: através dos santos se evangeliza.
”Et Ego dico tibi: Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam Meam; et portae inferi non praevalebunt adversum eam.” (Cf. Mt 16, 18)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
A Igreja foi fundada por Cristo e podemos constatar isso quando Pedro faz a sua profissão de fé. Então Deus confirma o fato dizendo: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Podemos verificar o que narra o Evangelista Mateus no Capítulo 16, Versículos do 15 ao 18. “Jesus lhes disse: E vós, quem dizeis que eu sou? Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Retomando a palavra, Jesus então lhe declarou: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, pois não foram a carne e o sangue que te revelaram isto, mas o meu Pai que estás nos céus. E eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” (Cf. Mt 16, 15-17).
Então a Igreja de Cristo se prolonga através dos séculos através dos seus sucessores. Hoje, para nós, Pedro é o Papa Bento XVI. Ele guia a Igreja com a segurança que vem do Espírito Santo. No decorrer dos séculos, até hoje, muitos doaram suas vidas testemunhando Cristo que é o caminho, a verdade e a vida. Assim, a Igreja os venera como santos. “Quando a Igreja venera um Santo, anuncia a eficácia do Evangelho e descobre com alegria que a esperança de Cristo no mundo é capaz de transfigurar a vida do homem e produzir frutos de salvação para toda a humanidade”.
Foi o que sublinhou Bento XVI no discurso dirigido à Congregação para as Causas dos Santos. Ali ele recordava os 40 anos da instituição desejada pelo Papa Paulo VI, em 1969. Ainda nos lembrou o Papa nessa comemoração que aconteceu no dia 21 de dezembro de 2009. “Cada beatificação e canonização é, para os cristãos, um forte encorajamento a viver com intensidade e entusiasmo a sequela de Cristo, caminhando rumo à plenitude da existência cristã e à perfeição da caridade. Eis a particular importância do dicastério que recorda a todo fiel o quanto ele deve se comprometer para corresponder com a máxima generosidade possível ao desígnio do amor que o Pai tem sobre ele e sobre toda a humanidade”.
Essas palavras do Papa nos permitem crer que Deus conduz a Igreja, e os santos são “as testemunhas vivas” que nos animam na fé que vem de acreditar no Cristo que é Senhor da Humanidade e da História. Jesus nos convida a segui-Lo e também a dar testemunho d’Ele na sociedade e em todo lugar que ainda não conhece o Cristo Salvador e Libertador da Humanidade. Então, vamos dizer com o Papa: através dos santos se evangeliza.
”Et Ego dico tibi: Tu es Petrus, et super hanc petram aedificabo Ecclesiam Meam; et portae inferi non praevalebunt adversum eam.” (Cf. Mt 16, 18)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A criação do homem e da mulher nos mostra Deus
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Ao lermos o início do Livro do Gênesis, nós podemos constatar que Deus criou todas as coisas e tudo era bom e tinha o seu sentido para que o homem desfrutasse das coisas criadas de modo harmônico e com sabedoria. Depois que Ele fez tudo, criou o homem e a mulher à sua imagem (Cf. Gn 1-2). Podemos, com certeza, experimentar a presença de Deus na História.
Bento XVI lembrou, na audiência pública de quarta-feira, 30 de dezembro de 2009, que Deus “criou a Eva de uma costela de Adão e não, por exemplo, de sua cabeça, para que fosse não uma dominadora nem uma escrava do homem, mas sua companheira”. Como a costela foi retirada do lado de Adão enquanto ele dormia, “assim os sacramentos da salvação começaram a fluir do lado de Jesus dormindo na Cruz”.
Mas por causa da auto-suficiência do ser humano, do seu egoísmo e do seu desejo de querer ser igual a Deus, veio o pecado. Este teve consequência muito grande à humanidade: a morte. O ser humano degradado, a humanidade decaída não conseguiria se libertar. Tudo isso culmina então com Cristo, Nosso Senhor e Salvador.
Então Deus, em um processo de revelação progressiva, mostra ao homem que Deus é bom e misericordioso, faz alianças para que a humanidade encontre o caminho que a faz ser livre e possa estar em comunhão com Ele.
O Papa Bento nos exorta que “Deus quis uma mulher que fosse companheira do homem, não sua escrava nem sua” dominadora. O Papa citou o teólogo medieval Pietro Lombardo que, na narração bíblica do nascimento da mulher, via “uma prefiguração do mistério de Cristo e da Igreja”.
O Papa recomendou aos fiéis que aproveitem o catecismo e os seus compêndios para “conhecer e aprofundar na verdade da fé que aparecerá como uma sinfonia”. “Queria encorajar cada um dos fiéis e a comunidade cristã a aprofundar em nossa fé harmoniosa e na vida sacramental, porque os sacramentos constituem uma força que sai do corpo de Cristo”, explicou.
Bento XVI pediu aos sacerdotes para fazer o mesmo e, além disso, “levar uma vida com dignidade e decoro, assinalada por um recolhimento pessoal que favoreça a vida comunitária”. Com essas palavras do Papa e com a narração da criação, percebe-se que Deus nunca erra e o seu plano é sempre voltado para a criação que deve estar em harmonia com o humano.
Por isso, a natureza, a criação e a própria pessoa humana se integram e tornam-se unidade. Esta não pode ser desprezada pelas partes que a compõem. Caso contrário, o seu desprezo provocará uma destruição progressiva. Que cada pessoa reflita o seu papel na criação e a sua responsabilidade nela. Que Deus oriente a todos e que a Igreja sempre seja a porta voz das verdades que nunca mudam. A Igreja é sinal visível da bondade de Deus.
“Et creavit Deus hominem ad imaginem suam; ad imaginem Dei creavit illum; masculum et feminam creavit eos.” (Gn 1, 27)
Feliz Ano Novo!!!
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
Ao lermos o início do Livro do Gênesis, nós podemos constatar que Deus criou todas as coisas e tudo era bom e tinha o seu sentido para que o homem desfrutasse das coisas criadas de modo harmônico e com sabedoria. Depois que Ele fez tudo, criou o homem e a mulher à sua imagem (Cf. Gn 1-2). Podemos, com certeza, experimentar a presença de Deus na História.
Bento XVI lembrou, na audiência pública de quarta-feira, 30 de dezembro de 2009, que Deus “criou a Eva de uma costela de Adão e não, por exemplo, de sua cabeça, para que fosse não uma dominadora nem uma escrava do homem, mas sua companheira”. Como a costela foi retirada do lado de Adão enquanto ele dormia, “assim os sacramentos da salvação começaram a fluir do lado de Jesus dormindo na Cruz”.
Mas por causa da auto-suficiência do ser humano, do seu egoísmo e do seu desejo de querer ser igual a Deus, veio o pecado. Este teve consequência muito grande à humanidade: a morte. O ser humano degradado, a humanidade decaída não conseguiria se libertar. Tudo isso culmina então com Cristo, Nosso Senhor e Salvador.Então Deus, em um processo de revelação progressiva, mostra ao homem que Deus é bom e misericordioso, faz alianças para que a humanidade encontre o caminho que a faz ser livre e possa estar em comunhão com Ele.
O Papa Bento nos exorta que “Deus quis uma mulher que fosse companheira do homem, não sua escrava nem sua” dominadora. O Papa citou o teólogo medieval Pietro Lombardo que, na narração bíblica do nascimento da mulher, via “uma prefiguração do mistério de Cristo e da Igreja”.
O Papa recomendou aos fiéis que aproveitem o catecismo e os seus compêndios para “conhecer e aprofundar na verdade da fé que aparecerá como uma sinfonia”. “Queria encorajar cada um dos fiéis e a comunidade cristã a aprofundar em nossa fé harmoniosa e na vida sacramental, porque os sacramentos constituem uma força que sai do corpo de Cristo”, explicou.
Bento XVI pediu aos sacerdotes para fazer o mesmo e, além disso, “levar uma vida com dignidade e decoro, assinalada por um recolhimento pessoal que favoreça a vida comunitária”. Com essas palavras do Papa e com a narração da criação, percebe-se que Deus nunca erra e o seu plano é sempre voltado para a criação que deve estar em harmonia com o humano.
Por isso, a natureza, a criação e a própria pessoa humana se integram e tornam-se unidade. Esta não pode ser desprezada pelas partes que a compõem. Caso contrário, o seu desprezo provocará uma destruição progressiva. Que cada pessoa reflita o seu papel na criação e a sua responsabilidade nela. Que Deus oriente a todos e que a Igreja sempre seja a porta voz das verdades que nunca mudam. A Igreja é sinal visível da bondade de Deus.
“Et creavit Deus hominem ad imaginem suam; ad imaginem Dei creavit illum; masculum et feminam creavit eos.” (Gn 1, 27)
Feliz Ano Novo!!!
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
A liturgia do primeiro dia do ano novo nos coloca diante de duas celebrações importantes: a primeira é a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e a segunda o Dia Mundial da Paz. È muito bom para nós, cristãos, contemplarmos a figura de Maria. Ela que soube responder sim ao projeto de Deus e, desse sim, pôde nos dar o Cristo, que vem ser o Nosso Salvador e Libertador. Ela é a Mãe de Deus, porque se tornou Mãe do Verbo Encarnado.
O mundo contemplou Deus... A terra e o céu se encontraram pela singeleza de uma mulher que foi escolhida e estava cheia de graça. Podemos dizer que Deus é fiel e cumpriu a promessa feita a Abraão. Deus enviou o seu Filho amado (Mc 1, 11). Assim, cremos e professamos que Jesus nasceu da Virgem Maria em um determinado tempo histórico. Pelo Espírito Santo, podemos professar que Jesus é o Senhor, Filho de Deus e podemos chamar Deus de Pai (Cf. Gl 4, 4-7). E nós somos chamados a anunciar Cristo que deixou a Igreja pela fé de Pedro.
Os pobres, na figura dos pastores, foram os primeiros destinatários: visitaram e conheceram o Messias, o Príncipe da Paz. (Cf. Lc 2, 16-21). Iniciamos mais um ano e, neste início, dedicamos ao Dia Mundial da Paz sob o olhar de Maria e a presença de Cristo que nasce sempre no coração dos que desejam e promovem a verdadeira paz, e não aquela paz hipócrita, “que eu não quero seguir admitindo”. Esta paz é fruto da justiça social e do amor sincero e despojado.
O Santo Padre, o Papa Bento XVI, exorta-nos para a harmonia da vida, em uma linda reflexão sobre o tema deste 43º Dia Mundial da Paz - “Se Queres Cultivar A Paz, Protege A Criação”. A paz passa também pela preservação do meio ambiente. Todos nós dependemos da natureza para sobreviver. O Papa nos lembra para o enfrentamento do problema ecológico na perspectiva assustadora que é a degradação do mundo, como a construção de casas em lugares de preservação ambiental. Isso esboça que essa batalha pela preservação da natureza deve se traduzir, principalmente, em uma forte motivação para cultivar a paz.
Todos devemos nos sentir responsáveis pela Terra e viver na busca do entendimento harmônico e da paz que vem do coração transformado pelo espírito cristão e divinamente humano.
Feliz Ano Novo!!!
Maria, auxilium christianorum, ora pro nobis!
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
A liturgia do primeiro dia do ano novo nos coloca diante de duas celebrações importantes: a primeira é a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e a segunda o Dia Mundial da Paz. È muito bom para nós, cristãos, contemplarmos a figura de Maria. Ela que soube responder sim ao projeto de Deus e, desse sim, pôde nos dar o Cristo, que vem ser o Nosso Salvador e Libertador. Ela é a Mãe de Deus, porque se tornou Mãe do Verbo Encarnado.
O mundo contemplou Deus... A terra e o céu se encontraram pela singeleza de uma mulher que foi escolhida e estava cheia de graça. Podemos dizer que Deus é fiel e cumpriu a promessa feita a Abraão. Deus enviou o seu Filho amado (Mc 1, 11). Assim, cremos e professamos que Jesus nasceu da Virgem Maria em um determinado tempo histórico. Pelo Espírito Santo, podemos professar que Jesus é o Senhor, Filho de Deus e podemos chamar Deus de Pai (Cf. Gl 4, 4-7). E nós somos chamados a anunciar Cristo que deixou a Igreja pela fé de Pedro. Os pobres, na figura dos pastores, foram os primeiros destinatários: visitaram e conheceram o Messias, o Príncipe da Paz. (Cf. Lc 2, 16-21). Iniciamos mais um ano e, neste início, dedicamos ao Dia Mundial da Paz sob o olhar de Maria e a presença de Cristo que nasce sempre no coração dos que desejam e promovem a verdadeira paz, e não aquela paz hipócrita, “que eu não quero seguir admitindo”. Esta paz é fruto da justiça social e do amor sincero e despojado.
O Santo Padre, o Papa Bento XVI, exorta-nos para a harmonia da vida, em uma linda reflexão sobre o tema deste 43º Dia Mundial da Paz - “Se Queres Cultivar A Paz, Protege A Criação”. A paz passa também pela preservação do meio ambiente. Todos nós dependemos da natureza para sobreviver. O Papa nos lembra para o enfrentamento do problema ecológico na perspectiva assustadora que é a degradação do mundo, como a construção de casas em lugares de preservação ambiental. Isso esboça que essa batalha pela preservação da natureza deve se traduzir, principalmente, em uma forte motivação para cultivar a paz.
Todos devemos nos sentir responsáveis pela Terra e viver na busca do entendimento harmônico e da paz que vem do coração transformado pelo espírito cristão e divinamente humano.
Feliz Ano Novo!!!
Maria, auxilium christianorum, ora pro nobis!
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Os Santos Inocentes
por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com
Herodes soube do nascimento de Jesus Cristo pelos Reis Magos. Estes vieram do Oriente para visitar um outro Rei. Eles eram guiados por uma estrela. O coração de Herodes estava cheio de orgulho, de inveja e de medo de perder o poder. Ele tenta enganar os Magos, dizendo a eles que quando encontrá-Lo, avisem-no que ele também queria visitá-Lo. O Rei Herodes queria enganar os três Magos do Oriente. Ele queria destruir esse rei que acabara de nascer para que Ele não tomasse o seu lugar. Só que esse novo rei era diferente. Ele vem como servo sofredor, o Messias. Ele assumirá o nosso viver cheio de pecados para nos libertar e trazer-nos a salvação.
A Providência Divina age... Então os Reis Magos, após encontrarem Jesus em Belém, onde estava com sua mãe e José, deram presentes preciosos: ouro, incenso e mirra. Avisados pelo Anjo do Senhor, os Reis Magos foram embora por outro caminho. Quando Herodes percebeu que os Reis Magos não viriam, ele, com toda a maldade, mandou exterminar todas as crianças masculinas até dois anos, pensando que eliminaria este bebê rei.
Mas Deus enviou um anjo para avisar em sonho a José. Este deveria sair bem depressa com o menino, juntamente com sua mãe, para o Egito. Isto confirma o que foi predito em (Os 11, 1). Desse modo, Jesus foi salvo e aquelas crianças morreram e são consideradas os Santos Inocentes que deram as suas vidas para o Salvador (Cf. Mt 2, 13-18). Não puderam confessar que Jesus é o Senhor, mas estão ligadas a Cristo com “Batismo de Sangue”.
A Festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo Papa Pio V. Isso marca e confirma as antigas profecias, reveladas pelo Profeta Jeremias: a de que “Raquel choraria a morte de seus filhos” quando o Messias chegasse (Cf. Jr 31, 15).
Esses Santos Inocentes estão inscritos nas páginas dos mártires que dão a vida por Cristo. Desse modo, a Igreja triunfante os tem como estrelas brilhantes para a nossa caminhada como Igreja militante neste mundo de cristãos e humanos. Portanto, devemos dar razão à nossa fé. Cremos no Senhor e podemos dizer com certeza: eu e minha casa serviremos ao Senhor (Cf. Js 24, 15).
“Ego autem et domus mea serviemus Domino.” (Cf. Js 24, 15)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
jbscteologo@gmail.com
Herodes soube do nascimento de Jesus Cristo pelos Reis Magos. Estes vieram do Oriente para visitar um outro Rei. Eles eram guiados por uma estrela. O coração de Herodes estava cheio de orgulho, de inveja e de medo de perder o poder. Ele tenta enganar os Magos, dizendo a eles que quando encontrá-Lo, avisem-no que ele também queria visitá-Lo. O Rei Herodes queria enganar os três Magos do Oriente. Ele queria destruir esse rei que acabara de nascer para que Ele não tomasse o seu lugar. Só que esse novo rei era diferente. Ele vem como servo sofredor, o Messias. Ele assumirá o nosso viver cheio de pecados para nos libertar e trazer-nos a salvação.
A Providência Divina age... Então os Reis Magos, após encontrarem Jesus em Belém, onde estava com sua mãe e José, deram presentes preciosos: ouro, incenso e mirra. Avisados pelo Anjo do Senhor, os Reis Magos foram embora por outro caminho. Quando Herodes percebeu que os Reis Magos não viriam, ele, com toda a maldade, mandou exterminar todas as crianças masculinas até dois anos, pensando que eliminaria este bebê rei.
Mas Deus enviou um anjo para avisar em sonho a José. Este deveria sair bem depressa com o menino, juntamente com sua mãe, para o Egito. Isto confirma o que foi predito em (Os 11, 1). Desse modo, Jesus foi salvo e aquelas crianças morreram e são consideradas os Santos Inocentes que deram as suas vidas para o Salvador (Cf. Mt 2, 13-18). Não puderam confessar que Jesus é o Senhor, mas estão ligadas a Cristo com “Batismo de Sangue”.A Festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo Papa Pio V. Isso marca e confirma as antigas profecias, reveladas pelo Profeta Jeremias: a de que “Raquel choraria a morte de seus filhos” quando o Messias chegasse (Cf. Jr 31, 15).
Esses Santos Inocentes estão inscritos nas páginas dos mártires que dão a vida por Cristo. Desse modo, a Igreja triunfante os tem como estrelas brilhantes para a nossa caminhada como Igreja militante neste mundo de cristãos e humanos. Portanto, devemos dar razão à nossa fé. Cremos no Senhor e podemos dizer com certeza: eu e minha casa serviremos ao Senhor (Cf. Js 24, 15).
“Ego autem et domus mea serviemus Domino.” (Cf. Js 24, 15)
Teólogo José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História, Pedagogia e Filosofia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Muita humildade em 2010
por Maicon Deivison Pinto Tavares
maiconmissionariodapascom@yahoo.com.br
Eu sei que Jesus me ama e por isso quero dizer a todos e a todas que o amor de Deus entra no coração de quem abre verdadeiramente o seu coração para o Cristo. Somos agraciados em todo momento e muitas vezes nem notamos que o Deus de amor se faz presente em nosso coração. Ser humilde é um fruto do Espírito Santo e este só nasce em quem tem abertura sincera a Cristo. Somos povo escolhido por Deus para sermos sal e luz em meio a este mundo.
Temos de refletir sobre as atitudes que tivemos no decorrer de 2009 para que possamos nos conscientizar sobre a realidade social divina e humana. Assim tentaremos fazer um algo a mais ao próximo mais necessitado. Alguns dias atrás, eu conversava com uma amiga minha sobre a psique humana e chegamos à conclusão de que, independente de qualquer coisa, temos mesmo é que amar o nosso semelhante, mesmo ele sendo uma pessoa sorridente por fora e ardente de maldade por dentro. Dando amor, vencemos o mal do “Eu” nosso e também do “Eu” alheio.
Juntos, nós podemos levar a Palavra de Deus para o mundo. Isso se agirmos com humildade e amor. Outro dia, todos ficaram indignados quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mencionou que, para fazer algo pela nação, é preciso fazer “parcerias” com todo o mundo, até com o próprio “Judas”, o Traidor, se aqui estivesse.
Eu faço agora a pergunta para vocês: quem somos nós para julgarmos esta fala do nosso presidente? Por que, ao invés de fazer críticas presas a essa fala, não estamos lutando por um mundo melhor? Temos que criticar sim o nosso presidente, mas quando ele faz algo que nos prejudica e nos coloca em condições de morte, como, por exemplo, a péssima situação em que se encontram os catadores e as catadoras de materiais recicláveis do Brasil, a atual precarização da atividade dos profissionais da comunicação social, a contribuição para o assistencialismo barato e desvios de verbas públicas que iriam para a saúde e a educação, o incentivo à terceirização que está acabando com os trabalhadores brasileiros, e coisa assim mais.
Criticando e lutando pelos nossos direitos e deveres, não prejudicamos ninguém e sim ajudamos fazendo este bem que é abrir os olhos das pessoas humanas para a realidade nua e crua.
A todos e a todas, um 2010 lindo...
Abraços...
Maicon Deivison Pinto Tavares é missionário da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros desde maio de 2009
maiconmissionariodapascom@yahoo.com.br
Eu sei que Jesus me ama e por isso quero dizer a todos e a todas que o amor de Deus entra no coração de quem abre verdadeiramente o seu coração para o Cristo. Somos agraciados em todo momento e muitas vezes nem notamos que o Deus de amor se faz presente em nosso coração. Ser humilde é um fruto do Espírito Santo e este só nasce em quem tem abertura sincera a Cristo. Somos povo escolhido por Deus para sermos sal e luz em meio a este mundo.
Temos de refletir sobre as atitudes que tivemos no decorrer de 2009 para que possamos nos conscientizar sobre a realidade social divina e humana. Assim tentaremos fazer um algo a mais ao próximo mais necessitado. Alguns dias atrás, eu conversava com uma amiga minha sobre a psique humana e chegamos à conclusão de que, independente de qualquer coisa, temos mesmo é que amar o nosso semelhante, mesmo ele sendo uma pessoa sorridente por fora e ardente de maldade por dentro. Dando amor, vencemos o mal do “Eu” nosso e também do “Eu” alheio.
Juntos, nós podemos levar a Palavra de Deus para o mundo. Isso se agirmos com humildade e amor. Outro dia, todos ficaram indignados quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mencionou que, para fazer algo pela nação, é preciso fazer “parcerias” com todo o mundo, até com o próprio “Judas”, o Traidor, se aqui estivesse.
Eu faço agora a pergunta para vocês: quem somos nós para julgarmos esta fala do nosso presidente? Por que, ao invés de fazer críticas presas a essa fala, não estamos lutando por um mundo melhor? Temos que criticar sim o nosso presidente, mas quando ele faz algo que nos prejudica e nos coloca em condições de morte, como, por exemplo, a péssima situação em que se encontram os catadores e as catadoras de materiais recicláveis do Brasil, a atual precarização da atividade dos profissionais da comunicação social, a contribuição para o assistencialismo barato e desvios de verbas públicas que iriam para a saúde e a educação, o incentivo à terceirização que está acabando com os trabalhadores brasileiros, e coisa assim mais.
Criticando e lutando pelos nossos direitos e deveres, não prejudicamos ninguém e sim ajudamos fazendo este bem que é abrir os olhos das pessoas humanas para a realidade nua e crua.
A todos e a todas, um 2010 lindo...
Abraços...
Maicon Deivison Pinto Tavares é missionário da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros desde maio de 2009
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