Nesse terceiro
domingo da Páscoa, a liturgia nos convida para entender, compreender e viver a
Igreja. Na Igreja, formamos a comunidade viva que tem a missão de testemunhar
Jesus e fazer acontecer o projeto de Cristo, que é de libertação de tudo que
nos destroi como pessoa humana. A Igreja tem a presença de Cristo e é
assistida e conduzida pelo Espirito
Santo que a conduz no mar do mundo. A Igreja proclama a Palavra de Deus e anuncia com coragem a boa
Noticia
de Jesus e também recebemos os sacramentos que nos ajudam aperfeiçoar
como
cristãos e ainda nos ajudam a santificar para podermos ser autênticos anunciadores
da
verdade, da justiça, da bondade, da misericórdia e amor-perdão a todos.
Jesus é a luz que nos ajuda a encontrar o caminho que nos leva a Deus Pai.
No livro dos Atos
dos apóstolos nos mostra Pedro, que com coragem, dá um testemunho de Cristo
ressuscitado, diante dos poderosos da época, O sinédrio. Eles queriam proibir
que os apóstolos dessem testemunho de Cristo nas suas pregações, mas Pedro
responde com Kerigma cristão primitivo e com firmeza de que tem fé em Jesus e disse:
“É preciso obedecer antes a Deus, do que aos homens."
Eles saíram,
após serem flagelados pelo tribunal, mas alegres porque foram dignos de sofrer
em nome de Cristo. Na Historia da Igreja, temos muitos santos, santas, mártires
que não vacilaram na fé em Cristo, razão da vida de cada um deles, que com
coragem, até com perseguições e mortes, testemunharam o nosso Salvador. Nós
devemos servir a Igreja com esse mesmo ardor, mesmo nas horas mais difíceis de
nossa vida. (cf. At 5,27b-32.40b-41)
No Livro do
Apocalipse temos a valorização e a soberania de Cristo vivo e ressuscitado,
pois Ele venceu a morte para sempre e trouxe para cada um de nós a salvação e
libertação definitiva. Já temos todas as condições de ser livres e ainda
enfrentar o pecado com coragem para dizer não a ele. Todo universo e a criação
louvam o Senhor, o cordeiro imolado, que não está mais morto porque para sempre
agora vive. Esta é a fé que devemos ter, mesmo nas dificuldades e na dor, nós
não estamos sós, pois Jesus está sempre conosco. (cf. Ap 5,11-14)

O mar é o ambiente hostil e
considerado mal. A noite é sempre ideal para pescar. Já era de manha, o sol já se
apontava quando eles voltam, Jesus os vê e fala-lhes voltem para pescar de
novo, embora eles não tivessem pescado nada, Pedro diz em resposta a esta ordem,
mas em intenção a sua palavra nós vamos de novo pescar. E desse modo foram e
fizeram uma grande pescaria. Pegaram 153 peixes grandes que tem um sentido
simbólico que é : “Por que o evangelista
faz questão de dar o número? Ele deseja dizer que a missão dos doze, da Igreja.
é pescar, é evangelizar toda a humanidade. 50 é o número que simboliza todo o
povo. 3 significa a perfeição. 50 multiplicado por 3 dá 150 e adiciona-se a
esse resultado o número 3. É o povo multiplicado pela perfeição e unido a ela.
Ora, a Igreja conduzirá, toda a humanidade à libertação das forças da morte, do
vínculo com o mal, de um modo pleno!” (mon. André Sampaio). (cf. Jo 21,1-19)
Esta pesca grandiosa deles,
eles conseguem reconhecer Jesus vivo e ressuscitado. Jesus os faz de pescadores
para pescadores de homens e ainda dá o governo da Igreja a Pedro na exortação
do amor que serve a todos e que sempre busca as ovelhas e cuida delas com
carinho de pastor.
Assim, meus irmãos, os
nossos projetos para ter êxitos devem estar ligado a Deus, pois Ele é a fonte
do Bem. Com Deus, a sua mensagem chega longe e a nossa missão se revigora em
justiça e gloria diante Dele e dos homens.
Que esta liturgia nos ajude
a entender, que os nossos trabalhos pastorais e movimentos devem ser para
propagar o bem que Jesus faz aos que O aderem. “Acolhendo com humildade a voz do Senhor, animados pelo amor,
alimentados com o alimento que Cristo nos oferece, continuemos a
"pescar" com renovado ardor missionário... Com Jesus, teremos a
certeza de que a pesca será abundante...” (B.N. Aguas)
A Igreja se torna luz com a presença de Cristo vivo
e ressuscitado no meio de nós e a sua presença nos faz produzir muitos frutos
na missão evangelizadora que ela tem no mundo.
Bacharel em teologia Jose
Benedito Schumann Cunha
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