Se vivermos o que Jesus diz, seremos
seus discípulos
Queridos irmãs
e irmãs, estamos nesse tempo de Pascoa, que é celebrar a eternidade em Cristo.
Jesus está vivo e ressuscitado e no nosso meio. A liturgia bíblica nos lembra
de que devemos ser fieis a Deus e isto consiste a nossa alegria e a nossa
salvação.
No Livro dos
Atos dos Apóstolos nos diz que uma grande multidão se reuniu para ouvir a
Palavra de Deus. Isso provocou a inveja nos judeus. Paulo com coragem diz a
eles: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a
rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos
dirigir aos pagãos. “Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te
coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da
terra”.
Os pagãos
ficaram muito contentes, pois Deus não faz acepção de pessoas e todos são
destinados à salvação. Os judeus instigaram algumas mulheres ricas e religiosas
e autoridades, provocando uma perseguição a Paulo e a Barnabé e os expulsaram
da cidade. Os discípulos sacudiram a poeira dos seus pés para nada levar desta cidade e eles
ficaram cheios do Espirito Santo. Assim, nós vemos hoje também isto acontecer em
alguns lugares que a inveja tenta derrubar a obra de Deus nas comunidades, mas
devemos sempre lembrar que a missão que fazemos é obra de Deus na força do
Espirito Santo. (cf. At 13, 44-52)

Assim, meus irmãos
e irmãs, devemos pedir algo em nome de Jesus que Ele mesmo o realizará, porque
é a sua promessa. Devemos ser fieis a Deus e coerentes na fé em Cristo para dar
testemunho de Cristo Sempre.
Segue o comentário
ao Evangelho do dia feito por Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), Bispo,
Teólogo, Mártir -Contra as heresias 4,20,4-5; SC 100
«Quem Me vê, vê o Pai»: «Felizes
os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Claro que, tendo em
consideração a Sua grandeza e a Sua glória inexprimível, «nenhum homem pode ver
Deus e viver» (Ex 33,20), porque o Pai é inatingível. Mas, tendo em
consideração o Seu amor, a Sua bondade para com os homens e a Sua omnipotência,
Ele vai ao ponto de dar aos que O amam o privilégio de ver a Deus [...], pois
«o que é impossível aos homens é possível a Deus» (Lc 18,27).
Por si
próprio, com efeito, o homem não verá Deus; mas Deus, se assim o quiser, será
visto pelos homens, por aqueles que Ele quiser, quando quiser e como quiser,
pois Deus tudo pode. Foi visto outrora graças ao Espírito, segundo a profecia,
depois foi visto graças ao Filho, segundo a adopção, e será visto no Reino dos
Céus, segundo a paternidade. Pois o Espírito prepara o homem para o Filho de
Deus, o Filho condu-lo ao Pai, e o Pai dá-lhe uma natureza imperecível e a vida
eterna que resultam dessa visão de Deus para todo aquele que O vê.
Pois os que veem
a luz estão na luz e participam no seu esplendor; assim, aqueles que veem a
Deus estão em Deus e participam do Seu esplendor. E o esplendor de Deus dá
vida: portanto, aqueles que veem a Deus participam na Sua vida.
Com a reflexão
da liturgia de hoje e do comentário feito por Santo Ireneu de Lyon, nós podemos
caminhar nesta vida com todos os irmãos e irmãs, construindo as condições para
que possamos visualizar o Reino já no nosso meio e que as comunidades possam
desfrutar da paz, da justiça e da verdadeira fraternidade que leva a partilha e
solidariedade com todos. Amém
Bacharel em
Teologia Jose Benedito Schumann Cunha
Nenhum comentário:
Postar um comentário