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Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sábado, 18 de junho de 2016

Papa Francisco: “A porta de entrada da Igreja é o batismo e não a ordenação sacerdotal ou episcopal”


Papa Francisco
Papa Francisco: “A porta de entrada da Igreja é o batismo e não a ordenação sacerdotal ou episcopal”

Papa Francisco
“O Pontifício Conselho para os Leigos nasceu por expressa vontade do Concílio Vaticano II” recordou o Santo Padre Francisco, hoje, em seu discurso aos 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano. Trata-se “de um dos melhores frutos do Concílio Vaticano II”.
“Podemos dizer – disse Francisco – que o mandamento que recebestes do Concílio foi precisamente o de “motivar” os fieis leigos a envolver-se sempre mais e melhor na missão evangelizadora da Igreja, não por “delegação” da hierarquia, mas porque o seu apostolado “é participação à missão salvífica da Igreja, à qual são todos membros do Senhor por meio do batismo e da crisma”.
Nesse contexto, a porta de entrada da Igreja é o batismo. “E esta é a porta de entrada! À Igreja se entra pelo Batismo, não pela ordenação sacerdotal ou episcopal, se entra pelo Batismo! E todos entramos por meio da mesma porta. É o Batismo que faz de cada fiel leigo um discípulo missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo, fermento que transforma a realidade a partir de dentro”, afirmou.
Agradecendo por estes anos, em concreto, o Santo Padre mencionou o surgimento dos movimentos, dos novos ministério laicos, bem como o crescente papel da mulher na Igreja ou as Jornadas Mundiais da Juventude.
Referindo-se à atual junção do Dicastério, o Papa disse que “À luz deste caminho percorrido, é tempo de olhar novamente com esperança para o futuro. Falta muito ainda por percorrer aumentando os horizontes e reunindo os novos desafios que a realidade nos apresenta. Daqui nasce o projeto de reforma da Cúria, especialmente da junção do vosso Dicastério com o Pontifício Conselho para a Família em conexão com a Academia pela Vida”.
Portanto, o pontífice convidou todos a “acolher esta reforma, que vos corresponde, como sinal de valorização e de estima pelo trabalho que vocês realizam e como sinal de renovada confiança na vocação e missão dos leigos na Igreja de hoje”.
Por conseguinte, Francisco explicou que o “novo Dicastério que vai nascer terá como “timão” para continuar na sua navegação, por um lado a Christifideles laici e por outro a Evangelii gaudium e a Amoris laetitia, tendo como campos privilegiados de trabalho a família e a defesa da vida”.
Finalmente, o Santo Padre sublinhou que “necessitamos de leigos bem formados”, “que não tenham medo a errar, que sigam adiante”. Necessitamos leigos – disse – com visão de futuro, não fechados nas misérias da vida.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Papa Francisco ofereceu chaves de leitura para a sua exortação apostólica Amoris Laetitia

O Papa Francisco ofereceu chaves de leitura para a sua exortação apostólica Amoris Laetitia

Posted by Rocío Lancho García on 16 June, 2016

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O Papa Francisco ofereceu uma profunda reflexão e chaves de leitura para a sua exortação apostólica Amoris Laetitia, recentemente publicada. O Santo Padre aproveitou a abertura do Congresso Eclesial da Diocese de Roma, na Basílica de São João de Latrão, que este ano aborda precisamente tal documento pontifício para recuperar algumas “ideias/tensões –chaves, surgidas durante o caminho sinodal” que podem ajudar a compreender melhor o espírito que se reflete na exortação.

E para fazê-lo utilizou três imagens bíblicas das quais tirou três conclusões: a vida de cada pessoa, a vida de cada família deve ser tratada com muito respeito e cuidado, especialmente quando refletimos sobre essas coisas; ter cuidado para não fazer uma pastoral de guetos e para guetos; dar espaço aos anciãos para que voltem a sonhar.

“Tire as sandálias, pois o chão que está pisando é uma terra santa.” Esta foi a primeira imagem usada pelo Papa em seu discurso. A este respeito destacou que o terreno que tinha que atravessar, os temas a serem enfrentados no Sínodo, “precisavam de uma atitude determinada”. Tínhamos na frente uma – esclareceu – os rostos concretos de muitas famílias. “Este dar rosto aos temas exigia e exige um clima de respeito capaz de ajudar-nos e escutar aquilo que Deus nos está dizendo dentro das nossas situações”, explicou o Papa.

Um respeito “carregado de preocupações e perguntas honestas que olhavam para o cuidado das vidas que somos chamados a pastorear”. O dar rosto aos temas, assegurou o Santo Padre, ajuda a “não ter pressa para obter conclusões bem formuladas, mas muitas vezes sem vida” e ajuda “para não falar em abstracto”. Porque muitas vezes nos tornamos ‘pelagianos’, disse.

Também afirmou que as famílias “não são um problema, mas uma oportunidade que Deus nos coloca à frente”. Oportunidade que “nos desafia a suscitar uma criatividade missionária capaz de abraçar todas as situações concretas” e não só nas nossas paróquias, mas saindo a busca-las. Outro desafio ao que fez referência é o do “não dar nada nem ninguém por perdido, mas buscar, renovar a esperança de saber que Deus continua atuando dentro das nossas famílias”, “não abandonar ninguém porque não está à altura do que lhe foi pedido”. Refletir sobre a vida das nossas famílias – insistiu Francisco – assim como são e assim como estão, nos pede para tirar as sandálias para descobrir a presença de Deus.

A segunda imagem é a do fariseu quando ora dizendo: “Meu Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, ladrões, injustos e adúlteros; nem sequer como esse publicano”. A este respeito, o Pontífice advertiu que uma das tentações às quais estamos expostos continuamente é ter uma “lógica separatista”, especialmente os que vivem em uma situação diferente. O Papa garantiu que não podemos analisar, refletir e rezar sobre a realidade “como se estivéssemos em lados ou caminhos diferentes, como se estivéssemos fora da história”. Todos – sublinhou – necessitamos de conversão.

Também indicou que o acento colocado na misericórdia “nos coloca diante da realidade de forma realista, mas não com um realismo qualquer, mas com o realismo de Deus”. As análises são importantes e necessárias, mas “nada se pode comparar com o realismo evangélico, que não para diante das descrições das situações, das problemáticas – menos ainda diante do pecado – mas vai sempre além e consegue ver detrás de cada rosto, de cada história, de cada situação, uma oportunidade, uma possibilidade”. O Papa garantiu que isso não significa não ser claros na doutrina, mas “evitar cair em julgamentos e atitudes que não assumem a complexidade da vida”.

O realismo evangélico – disse – suja as mãos porque sabe que “grão e ervas daninhas” crescem juntos, e o melhor grão, nesta vida, estará sempre misturado com um pouco de ervas daninhas.

Recordou um capitel medieval em uma Igreja na França no começo do caminho a Santiago, no qual está Judas que se enforca e do outro lado Jesus que o carrega. E voltando à imagem bíblica do fariseu destacou o perigo do Graças te dou porque sou da Ação Católica, da Cáritas, etc. e não como os destes bairros que são delinquentes… “isso não ajuda à pastoral”, disse o Papa.

Finalmente, a terceira imagem evocada pelo Papa é “seus anciãos terão sonhos proféticos” do livro de Joel. Com esta imagem o Santo Padre quis sublinhar a importância que os Padre sinodais deram ao valor do testemunho como lugar em que se pode encontrar o sonho de Deus e a vida dos homens.

Os sonhos dos anciãos vão junto com “as visões dos jovens”. Por isso, o Pontífice disse que é bonito encontrar matrimônios, casais, que sendo maiores continuam se procurando, se olhando, se querendo e se escolhendo. “É muito bonito encontrar ‘avós’ que mostram nos seus rostos enrugados pelo tempo a alegria que nasce do ter feito uma escolha de amor e pelo amor”, sublinhou. E a contradição daquele que casa e pensa: ‘não me preocupo, em dois ou três anos volto à casa da minha mãe”.

Nesta linha advertiu que como sociedade “privamos da sua voz os anciãos, e isso é um pecado social de agora. Privamos eles do seu espaço”. E descartando-os, “descartamos a possibilidade de tomar contato com o segredo que lhes permitiu seguir em frente”. Esta falta de modelos – observou Francisco – não permite às jovens gerações ter visões.

“Nós precisamos dos sonhos dos avós”, disse. E acrescentou que não por acaso quando Jesus é levado ao templo foi recebido por dois avós que contaram o seu sonho. “Este é o momento dos avós… que sonhem e os jovens aprendam a profetizar estes sonhos”.

Em conclusão, o Santo Padre convidou a desenvolver uma pastoral familiar capaz de receber, acompanhar, discernir e integrar. Uma pastoral – disse – quer permita e faça possível o andaime adequado para que a vida confiada a nós encontre o apoio de quem tem necessidade para desenvolver-se segundo o sonho de Deus

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Papa Francisco: “A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”

Papa Francisco: “A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”

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Posted by Redacao on 15 June, 2016

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Refletindo sobre o cego de Jericó, o Papa Francisco, em sua catequese semanal, recordou esse “episódio que nos toca diretamente”

“A figura deste cego representa tantas pessoas que, também hoje, se encontram marginalizadas por causa de um problema físico e ou de outro gênero”, acrescentou Francisco. Na beira da estrada, o cego é apartado e reprovado pela multidão, porque clama por Jesus. “Não sentem compaixão por ele; pelo contrário, se sentem incomodados com seus gritos.

“Quantas vezes vemos nas ruas pessoas doentes, sem comida… e nos sentimos incomodados. Vemos refugiados e isso nos incomoda. É uma tentação que tomos temos, até eu. E por vezes, a indiferença e a hostilidade se transformam em agressão e insulto… ‘Mandem embora essa gente’…” A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”, completou o Papa.

Mas sem se deixar intimidar, o cego clama várias vezes, reconhecendo Jesus como Filho de Davi, o Messias aguardado. Diferentemente da multidão, este cego vê com os olhos da fé. Graças a ela, a sua súplica tem uma eficácia poderosa. Jesus então tira o cego da margem da estrada e o coloca no centro da atenção dos seus discípulos e da multidão. “Pensemos em nossas situações ruins, de pecado: Jesus segura a nossa mão e nos conduz ao caminho da salvação”.

Deste modo, obriga todos a se conscientizarem de que a boa nova implica colocar no centro do próprio caminho quem está excluído. “A passagem do Senhor é um encontro de misericórdia que reúne todos em volta Dele para permitir reconhecer quem necessita de ajuda e de consolação”, disse ainda o Papa.

“É a ‘passagem’ da páscoa, o início da libertação: quando Jesus passa sempre há libertação, sempre há salvação! Também em nossa vida Jesus passa e quando percebemos, é um convite a sermos melhores, a segui-Lo”, improvisou ainda.

Como um servo humilde, Jesus pergunta o que o cego deseja. Este por sua vez responde chamando-o não mais de “Filho de Davi”, mas “Senhor” e pedindo para recuperar a visão. O seu desejo é atendido com essas palavras: “Vê; a tua fé te salvou”.

Graças à fé, o cego recupera a visão e, sobretudo, se sente amado por Jesus. Por isso, decide segui-Lo, se faz discípulo. “De mendigo a discípulo. Todos nós somos mendicantes, passamos de mendigos a discípulos”. Quem queriam calar, agora testemunha em alta voz o seu encontro com Jesus de Nazaré. Verifica-se então um segundo milagre: a cura do cego permite que também a multidão veja além das aparências. “Assim Jesus derrama a sua misericórdia sobre todos os que encontra: os chama, os reúne, os cura e os ilumina, criando um novo povo que celebra as maravilhas do seu amor misericordioso. Mas deixemos que Jesus nos cure, nos perdoe e sigamo-Lo”, concluiu o Papa. (Com informações Rádio Vaticano)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Bento XVI vai celebrar com Francisco o 65º aniversário da sua ordenação sacerdotal

Bento XVI vai celebrar com Francisco o 65º aniversário da sua ordenação sacerdotal

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Posted by Redacao on 14 June, 2016

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O Papa Emérito cumprirá no próximo dia 29 de junho 65 anos de sacerdote. E esta importante ocasião será celebrada no dia 28 de junho no Vaticano, com uma celebração solene na Sala Clementina do Palácio Apostólico, presidida pelo Papa Francisco e Bento XVI. Nesse dia o Papa emérito receberá um livro sobre o sacerdócio realizado para tal ocasião. A notícia foi anunciada pela fundação Ratzinger.

Joseph Ratzinger foi ordenado na Catedral de Frisinga pela mão do cardeal Michael von Faulhaber, arcebispo de Munique junto com o seu irmão mais velho, Georg.

Desde que Bento XVI renunciou ao pontificado, foram muito poucas as ocasiões nas quais foi visto em público. A última vez foi no último 8 de dezembro, na abertura do Jubileu da Misericórdia.

Papa Francisco: “Que o Senhor nos dê a graça, apenas esta: rezar por nossos inimigos; rezar por aqueles que nos desejam o mal”



Papa Francisco: “Que o Senhor nos dê a graça, apenas esta: rezar por nossos inimigos; rezar por aqueles que nos desejam o mal”

Posted by Redacao on 14 June, 2016

Papa Francisco

Papa Francisco

Na homilia de hoje, na capela da casa Santa Marta, Francisco descreveu o trecho do Evangelho em que Jesus exorta os discípulos a buscarem a perfeição de Deus, que leva o seu sol aos bons e aos maus.

“Vocês entenderam o que foi dito, mas eu lhes digo”. A Palavra de Deus e dois modos inconciliáveis de interpretá-la: uma lista árida de deveres e proibições ou o convite a amar o Pai e os irmãos com todo o coração, chegando ao ponto de rezar pelo próprio adversário.

É a dialética do confronto entre os doutores da lei e Jesus; entre a Lei proposta de modo esquemático ao povo hebraico e a seus líderes e a plenitude daquela mesma Lei que Cristo afirma trazer.

O Papa reafirma uma convicção já expressa outras vezes. Quando Jesus inicia a sua pregação, hostilizado por seus adversários, ‘a explicação da lei naquele tempo estava em crise’:

“Era uma explicação teórica demais, casuística. Digamos que era uma lei na qual não existia o coração próprio dela, que é o amor de Deus, que Deus nos deu. Por isso, o Senhor repete o que estava no Antigo Testamento: qual é o maior Mandamento? Amar a Deus, com todo o coração, com todas as forças, com toda a alma; e ao próximo como a ti mesmo. E na explicação dos Doutores da Lei isto não constava muito. No centro estavam os casos: isto se pode fazer? Até que ponto se pode fazer aquilo? E se não se pode?… A casuística própria da Lei. E Jesus toma isto e retoma o verdadeiro sentido da Lei para leva-lo à sua plenitude”.

O Papa coloca em evidência como Jesus oferece “muitos exemplos” para mostrar os Mandamentos sob uma nova luz. “Não matarás”, afirma, também pode significar não insultar um irmão e assim por diante, até a enfatizar como o amor é “mais generoso das palavras da lei”, do manto acrescentado como um presente para aquele que pediu o vestido e os dois quilômetros feitos com aquele que pediu para ser acompanhado somente por um:

“É um trabalho que não é apenas um trabalho para o cumprimento da Lei, mas é um trabalho de cura do coração. Nesta explicação que Jesus faz sobre os Mandamentos – no Evangelho de Mateus, em particular – há um caminho de cura: um coração ferido pelo pecado original – todos nós temos o coração ferido pelo pecado, todos – deve seguir este caminho de cura e curar para assemelhar-se ao Pai, que é perfeito: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Um caminho de cura para ser filhos como o Pai”.

E a perfeição que Jesus indica é aquela contida na passagem de hoje do Evangelho de Mateus. “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem”. “É o último passo” desta estrada, afirma o Papa, o mais difícil. Francisco lembra que, quando era jovem, pensando em um dos grandes ditadores da época, era costume rezar para que Deus lhe reservasse em breve o inferno. Em vez disso, conclui, Deus pede um exame de consciência:

“Que o Senhor nos dê a graça, apenas esta: rezar por nossos inimigos; rezar por aqueles que nos desejam o mal, que não nos querem bem; rezar por aqueles que nos ferem, que nos perseguem. E cada um de nós sabe o nome e o sobrenome: rezar por isso, por isso… Garanto a vocês que esta oração vai fazer duas coisas: ele vai melhorar, porque a oração é poderosa, e nós seremos mais filhos do Pai”. (Com informações Rádio Vaticano)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

presidente dos Bispos dos EUA em Orlando Ataque: Um lembrete da Vida que valor é

Presidente dos Bispos dos EUA em Orlando Ataque: Um lembrete da Vida que valor é

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Arcebispo Kurtz assegura orações para as vítimas, as famílias; declaração bispo lançamentos locais

13 DE JUNHO DE 2016 ZENIT FUNCIONÁRIOS CONFLITOS, GUERRA, TERRORISMO
 vela

No domingo, o líder da conferência dos bispos dos EUA divulgou um breve comunicado sobre o ataque de manhã cedo em Orlando. Um homem armado tirou a vida de cerca de 50 pessoas quando ele abriu fogo em um bar na cidade.

Aqui está a mensagem do arcebispo Joseph Kurtz de Louisville:

WASHINGTON-Acordar com a violência indizível em Orlando nos lembra de como preciosa vida humana é. Nossas orações estão com as vítimas, suas famílias e todos aqueles afetados por esta terrível ato. O amor misericordioso de Cristo nos chama para a solidariedade com o sofrimento e a uma maior determinação em proteger a vida ea dignidade de cada pessoa.

-Bishop John Noonan de Orlando  também emitiu uma declaração de domingo em que ele disse:

Uma espada perfurou o coração de nossa cidade. Desde a aprendizagem da tragédia, esta manhã, eu exortou todos a rezar pelas vítimas, as famílias e os socorristas. Rezo para que a misericórdia do Senhor estará sobre nós durante este tempo de tristeza, choque e confusão. Exorto as pessoas de fé para transformar seus corações e almas para o grande médico, nosso Senhor Jesus Cristo, que consola e nos leva através do sofrimento com a misericórdia e ternura. O poder de cura de Jesus vai além de nossas feridas físicas, mas toca todos os níveis da nossa humanidade: físico, emocional, social, espiritual. Jesus chama-nos a permanecer fervoroso de nossa proteção da vida e da dignidade humana e para rezar incessantemente pela paz em nosso mundo.

Sacerdotes, diáconos e conselheiros da Diocese de Orlando e Catholic Charities de Central Florida estão servindo no Centro de auxílios instituído pela cidade de Orlando. Eles estão presentes no local ajudando as vítimas e famílias na linha de frente desta tragédia. Durante todo o dia, eles estão oferecendo amor e da misericórdia de Deus para aqueles que estão enfrentando dor inimaginável. Eles vão manter-se vigilante e sensível às necessidades dos nossos irmãos e irmãs que sofrem.

Pedi a todas as nossas paróquias para incluir intenções de oração durante a celebração do  domingo missa hoje, onde cerca de 400.000 católicos registrados participar em nove municípios de Central Florida. Nas nossas 91 paróquias e missões, orações de hoje têm sido oferecidos para as vítimas de violência e atos de terror ... para as suas famílias e amigos ... e todos aqueles afetados por tais atos contra o amor de Deus. Oramos para o povo da cidade de Orlando que a misericórdia e o amor de Deus será em cima de nós como nós buscar a cura e consolação.

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Papa: Fome Mundial não deve ser aceite como "natural"

Papa: Fome Mundial não deve ser aceite como "natural"

Postado por Kathleen Naab em 13 de junho de 2016

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Queridos irmãos e irmãs em Cristo, não podemos ficar parados diante dos apelos dos nossos inúmeros irmãos e irmãs que passam fome. Há muitas que querem as migalhas que caem dos banquetes de algumas pessoas. Nós devemos procurar alternativas que amenizam esse grave problema social. Nesta hora, a solidariedade e a partilha fazem muita diferença, pois aonde se reparte o pão ninguém passa fome. Todos saboreiam a mesa que reparte. 

A Igreja nos ensina a partilha da Palavra, da Eucaristia e da boa vontade de ajuda a quem mais precisa. Em um mundo globalizado e marcado pelas redes sociais, que são veículos fecundos, que podem ajudar a muitas pessoas que gritam pela ajuda de alimento, de acolhimento e de amor.

O cristianismo nos dá uma lei que é amar a todos como nós nos amamos. Esperamos que a caridade ultrapasse todas as barreiras do indiferentismo e que haja pão em todos os lares do mundo.(Jose Benedito Schumann Cunha)

Papa Francis fez hoje a sua primeira visita à Organização das Nações Unidas com sede em Roma que combate a fome, o Programa Mundial de Alimentos, fazer uma chamada em seu discurso a reconhecer aqueles que sofrem de pobreza e da fome como mais do que uma estatística.

"Vivemos em um mundo interconectado marcada por comunicações instantâneas", o Papa refletiu, observando que as tecnologias de comunicação ", por trazer-nos face a face com tantas situações trágicas, pode ajudar, e ter ajudado, para mobilizar as respostas de compaixão e solidariedade. "

"Paradoxalmente, porém," ele disse, "essa proximidade aparente criado pela estrada da informação parece diária a ser quebrar. [...] Somos bombardeados por tantas imagens que vemos a dor, mas não tocá-lo; ouvimos chorar, mas não confortam-lo; vemos sede, mas não satisfazê-la. Todas essas vidas humanas se transformar em uma história mais notícias. Enquanto as manchetes podem mudar, a dor, a fome e a sede permanecem; eles não vão embora. "

O Santo Padre elogiou o papel que as organizações tais como PAM jogar nessa realidade, dizendo que "não pode ser satisfeito apenas com estar ciente dos problemas enfrentados por muitos dos nossos irmãos e irmãs. Não é o suficiente para oferecer amplas reflexões ou se envolver em discussões intermináveis, repetindo constantemente coisas todos sabem. Precisamos 'de-naturalizar' extrema pobreza, para parar de vê-lo como uma estatística do que uma realidade. Por quê? Porque a pobreza tem um rosto! Ele tem o rosto de uma criança; ele tem o rosto de uma família; ele tem a cara das pessoas, jovens e velhos ".

A pobreza não é algo natural, o resultado de "destino cego", sem remédio, afirmou.

E se "fome" "alimentos" e "violência" são apenas conceitos, o Pontífice advertiu, se não vemos aqueles que sofrem como pessoas reais, em seguida, "corremos o risco de burocratizar o sofrimento dos outros. Burocracias mexa em papéis; compaixão lida com as pessoas. "

O Papa afirmou que, a este respeito, "temos muito a fazer."

"Além de tudo o que já está sendo feito", disse ele, "precisamos de trabalhar em" desnaturalização "e" debureaucratizing 'a pobreza e a fome dos nossos irmãos e irmãs. "

Não é o suficiente

A este respeito, o Papa falou contra uma aceitação desinformados de escassez de alimentos, bem como a facilidade com que armas são transportados, enquanto a comida não chegar àqueles que dela necessitam.

"O fato de que hoje, em pleno século 21, muitas pessoas sofrem desse flagelo [da escassez de alimentos] é devido a uma distribuição egoísta e errada de recursos, para o 'merchandising' de alimentos", disse ele. "A terra, abusadas e exploradas, continua em muitas partes do mundo para produzir seus frutos, oferecendo-nos o melhor de si mesmo. As faces da fome nos lembrar que frustraram seus propósitos. Nós transformamos um presente com um destino universal em um privilégio desfrutado por um seleto poucos. Fizemos os frutos da terra - um presente para a humanidade -. Mercadorias para alguns, a exclusão gerando assim "

O Papa particularmente lamentou a fome das pessoas em zonas de guerra e conflitos, denunciando o que chamou de um "estranho paradoxo":

"Considerando formas de projectos de ajuda e desenvolvimento são obstruídas por decisões políticas envolvidas e incompreensíveis, visões ideológicas distorcidas e barreiras alfandegárias impenetráveis, armamento não é. Não faz diferença onde as armas vêm de; eles circulam com a liberdade de bronze e praticamente absoluta em muitas partes do mundo. Como resultado, guerras são alimentados, não pessoas. Em alguns casos, a própria fome é usado como uma arma de guerra. A contagem de mortos multiplica porque o número de pessoas que morrem de fome e sede é adicionado ao de vítimas do campo de batalha e as vítimas civis de conflitos e ataques ".

O Papa observou que as consciências são anestesiados e disse que é "urgente de desburocratizar tudo o que mantém projetos de assistência humanitária de ser realizado."

O Santo Padre também assegurou o apoio da Igreja na luta contra a fome, dizendo que a humanidade deve responder a esta necessidade.

"Eu estava com fome e me destes de comer; Tive sede e não me destes de beber alguma coisa '. Estas palavras encarnar um dos axiomas do cristianismo. Independente de credos e convicções, eles podem servir como uma regra de ouro para nossos povos ", disse ele. "A gente joga fora o seu futuro pela sua capacidade de responder à fome e sede de seus irmãos e irmãs. Nesse capacidade de vir em auxílio da fome e sede, podemos medir o pulso de nossa humanidade ".

domingo, 12 de junho de 2016

Chile: uma igreja da capital é atacada por um grupo de homens mascarados

Chile: uma igreja da capital é atacada por um grupo de homens mascarados

Os assaltantes destruíram vários objetos, além de roubar artigos religiosos, incluindo um grande crucifixo

10 JUNHO 2016REDACAONOTÍCIAS DO MUNDO

Ataque à Igreja Gratitud Nacional, Chile

Ataque Iglesia Gratitud Nacional - Conferencia Episcopal De Chile

Um grupo de homens mascarados atacou uma Igreja de Santiago, no meio de uma manifestação estudantil. Este é um dos episódios mais violentos do protesto nesta quinta-feira, que reuniu cerca de 150.000 pessoas, segundo os organizadores.

O templo saqueado foi a Igreja da Gratidão Nacional, localizada na Alameda, a principal avenida da capital chilena. Os assaltantes invadiram a igreja e destruíram vários objetos, além de roubar artigos religiosos, incluindo um grande crucifixo, destruído depois na rua.

O Vigário da área central da arquidiocese de Santiago, Marek Burzawa, anunciou que solicitou uma reunião de emergência com o prefeito Claudio Orrego: “Não é a primeira vez que atacam uma igreja no centro de Santiago. A violência não leva a nada, dói muito que ataquem os símbolos da nossa fé, os símbolos da nossa crença”. Também garantiu que “como Igreja estamos de acordo com as manifestações pacíficas, mas a violência não é o caminho adequado”, indica uma nota publicada pela Conferência Episcopal.

O padre Galvarino Jofré, diretor de Salesianos Alameda, destacou a pouca proteção da igreja contra esses eventos: “Nós esperamos que haja uma melhor proteção e tomara que estas manifestações não tenham o mesmo ponto de chegada. Estamos estudando ações legais”.

Horas depois do ataque, o ministro do Interior, Mario Fernandez, chegou à igreja para supervisionar a destruição e expressar sua solidariedade. Disse que “aqui tomaram as medidas, a Administração vai apresentar uma queixa, porque estes são sinais muito preocupantes e que o governo não vai fugir”.

Por sua parte, o arcebispo Fernando Ramos, bispo auxiliar de Santiago, agradeceu o gesto da visita da autoridade e salientou que a “convivência democrática se baseia no respeito mútuo. Nossas igrejas estão abertas, são locais de culto para vir a louvar a Deus e não queremos fechar-nos, para que aqueles que querem com a violência atemorizar os chilenos, tenham um êxito que não merecem”.

Os salesianos realizarão, como ato de desagravo à profanação do templo da Gratidão Nacional, uma eucaristia presidida pelo presidente da Conferência Episcopal, arcebispo de Santiago, o cardeal Ricardo Ezzati, no sábado, 11 de Junho, às 18hs, no mesmo templo.

Médicos da Venezuela pedem que a Igreja intervenha na crise de medicamentos

Médicos da Venezuela pedem que a Igreja intervenha na crise de medicamentos

Posted by Redacao on 10 June, 2016


Bandera_de_Venezuela_en_el_Waraira_Repano

Bandera_de_Venezuela_en_el_Waraira_Repano

A crise que afeta na Venezuela o Hospital Central de Maracay pela falta de suprimentos médicos e material cirúrgico, obrigou os especialistas desse centro médico, o principal do Estado de Aragua, a solicitar expressamente a intervenção da Igreja Católica. Por esta razão, os médicos prepararam uma petição ao papa Francisco e para o Bispo da Diocese de Maracay, monsenhor Rafael Ramón Conde Alfonzo, solicitando sua intervenção. A carta foi entregue ao bispo durante uma reunião na sede da diocese, realizada nesta quarta-feira.

De acordo com informações publicadas pela Agência Fides, o Dr. Martin Graterol, traumatologista, fez-se porta-voz explicando que através de suas cartas querem “expressar os seus sentimentos e desejos de ver que o Santo Padre e mons. Conde intercedam em favor dos pacientes”, para “permitir o mais rapidamente possível e com a ajuda de Deus, que se solucione o grave problema da falta de suprimentos médicos nos hospitais”.

Por sua parte, mons Conde, ao receber as cartas, ressaltou que há uma “iniciativa dos venezuelanos no mundo dispostos a iniciar uma campanha de coleta de medicamentos para levá-los à terra natal”. No entanto, alertou que o problema logo seria resolvido se o governo nacional permitisse que esses remédios entrassem no país, “já que, até agora, o obstáculo foi a proibição do governo em aceitar a ajuda externa”.

Também definiu a situação como “muito desagradável”, e recordou que a organização internacional de Cáritas “quer atuar como um instrumento de mediação, para que os recursos necessários cheguem ao país e sejam distribuídos de maneira uniforme de acordo com as necessidades e com um controle efetivo”.

Estamos confiantes de que os corações dos governantes – concluiu o Bispo de Maracay – não seja tão duro quanto a manter a proibição da entrada das ajudas que nos oferecem

Papa Francisco: “Como é grande a ilusão em que vive o homem de hoje, quando fecha os olhos à enfermidade e à deficiência!”

Papa Francisco: “Como é grande a ilusão em que vive o homem de hoje, quando fecha os olhos à enfermidade e à deficiência!”

Posted by Redacao on 12 June, 2016


«Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 19). O apóstolo Paulo usa palavras muito fortes para expressar o mistério da vida cristã: tudo se resume ao dinamismo pascal de morte e ressurreição recebido no Batismo. De facto cada um, pela imersão na água, é como se tivesse morrido e fosse sepultado com Cristo (cf. Rm 6, 3-4), e quando reemerge dela, manifesta a vida nova no Espírito Santo. Esta condição de renascidos envolve a vida inteira, em todos os seus aspetos; também a doença, o sofrimento e a morte ficam inseridos em Cristo, encontrando n’Ele o seu sentido último. No dia de hoje, jornada jubilar dedicada a todos aqueles que carregam os sinais da doença e da deficiência, esta Palavra de vida tem uma ressonância especial na nossa assembleia.

Na realidade todos nós, mais cedo ou mais tarde, somos chamados a encarar e, às vezes, a lutar contra as fragilidades e as doenças, nossas e alheias. E como são diferentes os rostos com que se apresentam estas experiências, tão típica e dramaticamente humanas! Mas sempre nos colocam, de forma mais aguda e premente, a questão do sentido da vida. Perante isso, no nosso íntimo, pode algumas vezes sobrevir uma atitude cínica, como se fosse possível resolver tudo suportando ou contando apenas com as próprias forças; outras vezes, pelo contrário, coloca-se toda a confiança nas descobertas da ciência, pensando que certamente deverá haver, nalgum lugar da terra, um remédio capaz de curar a doença. Infelizmente não é assim; e ainda que existisse tal remédio, seria acessível a muito poucas pessoas.

A natureza humana, ferida pelo pecado, traz inscrita em si mesma a realidade da limitação. Conhecemos a objeção que se levanta, sobretudo nestes tempos, à vista duma vida marcada por graves limitações físicas; considera-se que é impossível ser feliz uma pessoa enferma ou deficiente, porque incapaz de realizar o estilo de vida imposto pela cultura do prazer e da diversão. Num tempo como o nosso, em que o cuidado do corpo se tornou um mito de massa e consequentemente um negócio, aquilo que é imperfeito deve ser ocultado, porque atenta contra a felicidade e a serenidade dos privilegiados e põe em crise o modelo dominante. É melhor manter tais pessoas segregadas em qualquer «recinto» – eventualmente dourado – ou em «reservas» criadas por um compassivo assistencialismo, para não estorvar o ritmo dum bem-estar falso. Por vezes chega-se a sustentar que é melhor desembaraçar-se o mais rapidamente possível de tais pessoas, porque se tornam um encargo financeiro insuportável em tempos de crise. Na realidade, porém, como é grande a ilusão em que vive o homem de hoje, quando fecha os olhos à enfermidade e à deficiência! Não compreende o verdadeiro sentido da vida, que inclui também a aceitação do sofrimento e da limitação. O mundo não se torna melhor quando se compõe apenas de pessoas aparentemente «perfeitas» (para não dizer «maquilhadas»), mas quando crescem a solidariedade, a mútua aceitação e o respeito entre os seres humanos. Como são verdadeiras as palavras do Apóstolo: «O que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte» (1 Cor 1, 27)!

O Evangelho deste domingo (Lc 7, 36 – 8, 3) apresenta também uma situação particular de fraqueza. A mulher pecadora é julgada e marginalizada pelos circunstantes, mas Jesus acolhe-a e defende-a «porque muito amou» (v. 47). Tal é a conclusão de Jesus, atento como está ao sofrimento e às lágrimas daquela pessoa. A sua ternura é sinal do amor que Deus reserva àqueles que sofrem e são excluídos. Não existe apenas o sofrimento físico; entre as patologias mais frequentes nos dias de hoje conta-se uma que tem a ver precisamente com o espírito: é um sofrimento que envolve a alma tornando-a triste, porque carente de amor. A patologia da tristeza. Quando se experimenta a decepção ou a traição nas relações importantes, então descobrimo-nos vulneráveis, fracos e sem defesas. Consequentemente torna-se muito forte a tentação de se fechar em si mesmo e corre-se o risco de perder a ocasião da vida: amar apesar de tudo. Amar apesar de tudo.

Aliás, a felicidade que deseja cada um pode exprimir-se de muitos modos, mas só é possível alcançá-la se se for capaz de amar. Esta é a estrada. É sempre uma questão de amor, não há outra estrada. O verdadeiro desafio é o de quem ama mais. Quantas pessoas com deficiência e enfermas se reabrem à vida, logo que descobrem que são amadas! E quão grande amor pode brotar dum coração, mesmo só através dum sorriso! A terapia do sorriso. Então a própria fragilidade pode tornar-se conforto e apoio para a nossa solidão. Jesus, na sua paixão, amou-nos até ao fim (cf. Jo 13, 1); na cruz, revelou o Amor que se dá sem limites. Que poderíamos nós censurar a Deus, nas nossas enfermidades e tribulações, que não esteja já impresso no rosto do seu Filho crucificado? Ao seu sofrimento físico, juntam-se a zombaria, a marginalização e a lástima, enquanto Ele responde com a misericórdia que a todos acolhe e perdoa: «fomos curados pelas suas chagas» (Is 53, 5; 1 Ped 2, 24). Jesus é o médico que cura com o remédio do amor, porque toma sobre Si o nosso sofrimento e redime-o. Sabemos que Deus pode compreender as nossas enfermidades, porque Ele mesmo foi pessoalmente provado por elas (cf. Heb 4, 15).

O modo como vivemos a doença e a deficiência é indicação do amor que estamos dispostos a oferecer. A forma como enfrentamos o sofrimento e a limitação é critério da nossa liberdade em dar sentido às experiências da vida, mesmo quando nos parecem absurdas e não merecidas. Por isso, não nos deixemos turbar por estas tribulações (cf. 1 Ts 3, 3). Sabemos que, na fraqueza, podemos tornar-nos fortes (cf. 2 Cor 12, 10) e receber a graça de completar em nós o que falta dos sofrimentos de Cristo em favor do seu corpo, que é a Igreja (cf. Col 1, 24); um corpo que, à imagem do corpo do Senhor ressuscitado, conserva as chagas, sinal da dura luta que trava, mas chagas transfiguradas para sempre pelo amor.
fonte:www.zenit.org