ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

domingo, 10 de julho de 2016

Domingo do Bom Samaritano


Publicado por ZENIT Staff em 10 de julho de 2016


Angelus 30 de agosto de 2015


Angelus 30 de agosto de 2015
Abaixo está uma tradução ZENIT do Angelus o Papa Francis 'hoje ao meio-dia aos fiéis na Praça de São Pedro:


Antes do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, a liturgia nos fala sobre a parábola do "Bom Samaritano", tirada do Evangelho de Lucas (10: 25-37). Ele, por sua história simples e inspiradora, indica um modo de vida, em que o centro de gravidade não é a nós mesmos, mas outros, com suas dificuldades, que nós encontramos no nosso caminho e que nos fazem questionar a nós mesmos. Outros fazem-nos questionar a nós mesmos. E quando os outros não têm esse efeito sobre nós, algo que não é certo; algo em tais corações não é cristã. Jesus usa esta parábola ao falar com o doutor da lei sobre o duplo mandamento que lhe permite entrar na vida eterna: '(. Vv 25-28). Amar a Deus com todo o coração e ao próximo como a si mesmo' "Sim - responde que doutor da lei- mas, diga-me:" Quem é o meu próximo "(V. 29)?. Nós também podemos perguntar-nos esta pergunta: Quem é o meu próximo? Quem eu amo como a mim mesmo? Meus parentes? Meus amigos? Meus compatriotas? Aqueles da mesma religião? ... Quem é o meu próximo?

E Jesus responde com uma parábola. Um homem, na estrada de Jerusalém a Jericó, foi agredido, espancado e abandonado pelos ladrões. Descendo essa mesma rua foram um sacerdote e depois um levita, que, ao ver o homem ferido, não pare e vá em frente passado (vv. 31-32). Em seguida, um samaritano, ou seja, um habitante de Samaria e, como tal, desprezado pelos judeus por não observar a verdadeira religião; e, no entanto, ele mesmo, quando viu que o pobre coitado, "foi movido de compaixão. Ele se aproximou dele e enfaixado suas feridas [...], levou-o para uma estalagem e cuidou dele "(vv 33-34.); e no dia seguinte, coloque-o aos cuidados do gerente, pagou por ele e disse que iria pagar tudo o resto (cf. v. 35).

Neste ponto, Jesus voltou-se para o doutor da lei e perguntou-lhe: "Qual destes três, em sua opinião, foi o próximo a vítima dos ladrões" E é claro - porque ele era inteligente - responde: "O que tratou-o com misericórdia "(vv. 36-37). Com estas palavras, Jesus inverteu a nossa maneira de ver as coisas. Não cabe a nós tentar classificar as pessoas, para ver se eles contam como nossos vizinhos. Em vez disso, a decisão de ser ou não ser um vizinho, depende de nós. Depende de mim. Depende de mim ser ou não ser um vizinho para a pessoa que eu encontro que precisa da minha ajuda, mesmo se ele é um estranho, ou mesmo hostil. E Jesus conclui: "Vá e faça o mesmo" (v 37).. É uma grande lição! E Ele diz a cada um de nós: "Vá e faça o mesmo", especialmente ao irmão ou irmã que você vê em apuros. "Vá e faça o mesmo." "Faça boas obras, não basta dizer palavras que vão para o vento. A música vem à mente: ". Palavras, palavras, palavras" Não. Por favor, faça. Aja. E pelas boas obras que fazemos com amor e alegria para os outros, a nossa fé cresce e dá frutos. Perguntemo-nos - cada um de nós responder em nosso coração - vamos nos perguntar: é a nossa fé fecunda? Será que a nossa fé produz boas obras? Ou é bastante estéril e, portanto, mais morto do que vivo? Sou eu o vizinho "ou posso simplesmente passar adiante? Ou eu estou entre aqueles que selecionar as pessoas de acordo com seu próprio prazer? É bom perguntar-nos estas perguntas e muitas vezes, porque, no final, seremos julgados sobre as obras de misericórdia. O Senhor nos dirá: 'Mas você, você se lembra daquela vez na estrada de Jerusalém a Jericó? Aquele homem era eu quase morto. Você se lembra? Aquela criança com fome era eu. Você se lembra? O migrante que muitos querem expulsar era eu. Essas avós sozinho, abandonado em lares de idosos, que era eu. Essa pessoa doente sozinho no hospital, que ninguém vai ver, era eu.

Que a Virgem Maria nos ajude a caminhar ao longo dos caminhos do amor generoso para com os outros, o caminho do Bom Samaritano. Que você possa nos ajudar a viver o principal mandamento que Cristo nos deixou. E esta é a maneira de entrar na vida eterna.

[Tradução realizada por Deborah Castellano Lubov]

Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje é o "Domingo do Mar", em apoio ao cuidado pastoral dos marítimos. Encorajo os marítimos e os pescadores no seu trabalho, muitas vezes, difíceis e arriscadas, assim como capelães e voluntários em seu serviço valioso. Maria, Estrela do Mar, cuidar de você!

E saúdo todos vós, fiéis de Roma e de muitas partes da Itália e do mundo.

Dirijo uma saudação especial aos peregrinos de Puerto Rico; esses pólos que tenham completado uma corrida de revezamento de Cracóvia a Roma - bom! -; e estendo esta saudação aos participantes na grande peregrinação da Família da Rádio Maria ao Mosteiro de Jasna Gora, agora em seu 25º ano. Mas eu estava lá eu também ouvi alguns dos meus compatriotas que não estão em silêncio. Argentinos que estão aqui, e fazer barulho - [que hacen Lío] - uma saudação especial!
Saúdo as famílias da diocese de Adria-Rovigo, as Filhas da Caridade do Preciosíssimo Sangue, a Ordem Secular Teresiano, os fiéis de Limbiate e John Comunidade Paulo II Missionário.
Desejo a todos um bom domingo e um domingo quente! Por favor, não se esqueça de orar por mim. Bom almoço e adeus!
[Texto original: italiano] [Tradução realizada por Deborah Castellano Lubov]

O mundo precisa de bons samaritanos

O mundo precisa de bons samaritanos



Queridos irmãos e irmãs, estamos no 15º Domingo Comum e a celebração de hoje tem o tema o Bom Samaritano. Nós queremos chegar com segurança na vida eterna onde teremos as recompensas dos nossos atos de misericórdia para conosco e com os nossos irmãos e irmãs. O caminho para chegar a vida eterna com Deus e com todos, que estão na caminhada, é praticar o bem sem nenhum interesse, pois o amor não tem condição para ser feito.

A Liturgia Bíblica desse domingo nos faz entender que o amor ao próximo  é a medida certa e que ele deve estar espelhado no amor a Deus e aos irmãos e irmãs.

No livro Deuteronômio, Moisés convida o Povo a fazer adesão aos Mandamentos Do Senhor Deus, dizendo: "Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus Mandamentos" E acrescenta: "Esta lei não está acima de tuas forças... pelo contrário, ela está bem perto de ti, está em tua boca e em teu CORAÇÃO”. Sabemos que os mandamentos de Deus são leis que nos ajudam a nossa boa convivência na Igreja e no mundo, pois eles não tiram a nossa liberdade e nem nos prejudicam a nossa realização pessoal. Pelo contrario, correspondem os nossos desejos de harmonia e paz com todos. A felicidade se dá no âmbito de convívio social.

Esses preceitos estão no nosso coração e se não realizarmos estamos livremente transgredindo-os pela nossa ação irresponsável. (cf. Dt 30,10-14)
Na carta de São Paulo aos colossenses temos esse hino cristológico que nos fala de Cristo como “imagem do Deus invisível” e ainda que Ele é o “Primogênito de toda a criatura”. Jesus Cristo foi e é o primeiro e autêntico “ samaritano” da humanidade, pois Ele nos socorre em todas as nossas situações e precariedades humanas. (cf. Cl 1,15-20)

No Evangelho de Lucas nos mostra Jesus Cristo e é Ele que  nos aponta o caminho certo para a vida eterna, quando responde as duas perguntas de um Mestre da Lei: Que devo fazer para alcançar a vida eterna? Mas Jesus o questiona com outra pergunta: “O que diz a Lei”? O mestre Lei resume os 613 preceitos em dois: O amor a Deus e ao próximo... Então, Jesus fala: você respondeu bem e acrescentou Faze isto e viverá!

Agora o mestre diz: qual é o meu próximo? Naquela época o próximo era os irmãos do templo que praticavam a religião e os demais eram considerados pecadores e pagãos, principalmente os que estavam fora da religião da época. Mas Jesus deu uma lição que irmãos e irmãs são todos, isto é, os da religião e os de fora independente de ração, de religião, de politica e de opção de vida. Jesus ilustra para ele e para nós hoje com a Parábola do Bom Samaritano.

Esta parábola nos ensina muito porque nos diz que um homem foi assaltado, machucado e jogado na estrada. Ali passa um sacerdote, um levita e um samaritano e nenhum dos dois anteriores o ajudaram e também o ignoram, passando sem socorrê-lo, mas o samaritano ,que era um povo recusado pelos judeus puros, parou e deu socorro imediato. Não ficou só nisso, deixou-o em uma hospedaria para continuar o tratamento de ajuda ao homem. Ainda fez mais deixou um pagamento pelo serviço e na volta pagaria as despesas extras. que por ventura. viesse acontecer. Esse gesto é a caridade e a misericórdia verdadeira para aquele que precisa de nossa ajuda. Portanto o caminho da vida eterna é a prática do amor incondicional a todos que precisam de nossa ajuda e socorro. (cf Lc 10,25-37)

Queridos irmãos e irmãs, a lição dada pela Parábola do Bom Samaritano é para todos nós. A prática dela é realizar o amor misericordioso em três passos importantes que é Ver, Ter compaixão e Agir... Esses três atos humanos fazem muita diferença nas nossas ações na Igreja e no mundo carente, com tantos males e problemas que precisam de nossa intervenção para solucioná-los e ou amenizá-los para que a vida seja mais bela e bonita. 

Que esta liturgia nos ajude a encontrar caminhos novos para que a vida  abundância para todos e que a caminhada rumo a vida eterna seja construída no amor e na misericórdia para com todos. Tudo por Jesus, nada  sem Maria!

Bacharel em Teologia Jose Benedito Schumann Cunha 10-07-2016

sábado, 9 de julho de 2016

Wesley...

Blog do Roberto Maciel publicou post dando conta dos preços altos de um show que um artista chamado “Wesley Safadão” (deve ser apelido) e uma banda intitulada “Forró 100%”. E os comparei com o preço de ingressos para o show do ex-beatle Paul McCartney.

CLIQUE AQUI E LEIA O TEXTO COMPLETO





domingo, 3 de julho de 2016

solenidade dos 65º aniversario de ordenação do sacerdócio do Papa Emérito Bento XVI

@Servizio Fotografico - L'Osservatore Romano

"A Igreja é linda, ela é querida por Deus, pois foi eleita pelo próprio Cristo quando confirma a profissão de fé de Pedro, dizendo sobre esta pedra edificarei e a o mal não prevalecerá. Assim a Igreja caminha firmemente, mesmo diante de obstáculos do mundo contemporâneo cheios de ideologias e doutrinas que se contrapõem com a mensagem genuína de Cristo nos Evangelhos.

Papa Francisco é o timoneiro que leva a barca, que é a Igreja  o porto seguro que é o céu. Somos gratos a Deus sempre por ter dado a Igreja o Papa Bento XVI que faz 65º anos de sacerdócio e o nosso querido Papa Francisco que é o sucessor de Pedro hoje, que nos dá segurança para prossegui a nossa jornada no mundo". (Jose Benedito Schumann Cunha)


Bento XVI: “Sinto-me protegido pela bondade do Papa Francisco”

Nas suas palavras improvisadas o Papa emérito recorda que Jesus “transformou em agradecimento e bênção a cruz, o sofrimento e todo o mal do mundo”

28 JUNHO 2016 REDACAO PAPA FRANCISCO


O papa emérito, Bento XVI, pela primeira vez depois da renúncia pronunciou hoje um discurso em um ato público. A ocasião foi a celebração dos seus 65 anos de ordenação sacerdotal, na presença do Papa Francisco.

“Obrigado especialmente a você, Santo Padre, – disse Bento XVI a Francisco – pela sua bondade que desde o primeiro momento da eleição e em cada momento da minha vida aqui, me leva realmente, interiormente. Mais do que nos Jardins Vaticanos, com a sua beleza, a sua bondade é lugar onde moro: sinto-me protegido”.
segue o link , uma linda celebração com os dois Papas presentes, o aniversariante e o nosso Papa Francisco. Essa é a nossa Igreja. Viva a Cristo e viva a Igreja nas mãos do Papa, sucessor de Pedro. Deus as abençoe.

Bem-aventuradas as pessoas que creem sem ver

03 de julho - São Tomé

História: São Tomé é muito conhecido pela sua incredulidade após a morte do Senhor que apareceu aos discípulos no dia da ressurreição para convencê-los de que havia ressuscitado realmente.

Tomé, porém, estava ausente e ao ouvir os apóstolos lhe contar que viram o Senhor, exclamou: “Se não ver em Suas mãos a marca dos pregos e colocar o dedo nos buracos dos pregos e a mão em sua costela, não crerei”. Oito dias mais tarde, Jesus apareceu novamente aos discípulos.

Dirigindo-se a Tomé disse-lhe: “Põe aqui teu dedo e olha minhas mãos, dá-me tua mão e coloca-a nos lugares de meus cravos. E não sejas incrédulo, e sim cristão". Tomé caiu de joelhos e exclamou: “Senhor meu e Deus meu!”. Jesus replicou: “Crestes, Tomé, porque me viste".

Bem aventurados os que creem sem terem visto.

O Martirológico Romano, que combina várias lendas, afirma que São Tomé pregou o Evangelho às partos, medos, persas e hircanios e que, depois passou à Índia, sendo martirizado em “Calamina”. Comemoramos em 03 de julho a trasladação das relíquias de São Tomé à Edesa. Em Malabar e em todas as igrejas sírias, esta data é a da festa principal, pois o martírio teve lugar em 03 de julho do ano 72.

Oração de São Tomé

Ó São Tomé, vos trazemos um canto alegre de louvor. Da simples arte de pescar, Jesus aos cimos vos levou. Ao seu chamado obedecendo, com vosso irmão tudo deixastes, e do seu Nome e do seu Verbo ardente arauto vos tornastes. Ó testemunha fulgurante da mão direita do Senhor, vedes no monte a glória eterna, no horto vedes a sua dor. E quando a taça do martírio chamou por vós, pronto atendestes, como primeiro entre os apóstolos pelo Senhor dela bebestes. Fiel discípulo de Cristo, da luz do céu semeador, iluminai os corações pela esperança, fé e amor. Dai-nos seguir com prontidão a Jesus Cristo e seus preceitos, para podermos, junto a vós, cantar-lhe o hino dos eleitos.

Amém.

Devoção

A Evangelização

Padroeiro

Dos arquitetos, pedreiros e cegos

Outros santos do dia

Anatólio, Beltrão (bispos); Cresto, Dartina, Nato, Heliodoro, Eilógio, Eusébio, Germano (bispos); Jacinto, Leão II (papas); Marcos e Muciano, Mustída e Irineu (mártires.), São Raimundo Gayrard (padroeiro também dos arquitetos)

Fonte: São Tomé

sábado, 2 de julho de 2016

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Posted by Redacao on 1 July, 2016

bento XVI
Exibindo
Exibindo Bento XVI
No novo livro entrevista, que será publicado no próximo dia 9 de setembro, segundo Il Corriere della Sera, Joseph Ratzinger “fala de si mesmo, da sua fé, das fraquezas, da vida privada, dos escândalos e os nós do Papado, explicando as razões da sua opção (de renunciar) – no começo comunicada a poucas pessoas de confiança para evitar os vazamentos – e deixando dúvidas sobre possíveis pressões que o teriam feito deixar o cargo”.

O projeto é da Editora Garzanti junto com o jornal Italiano Il Corriere della Sera. O nome do livro é “Ultime conversazioni” (Últimas conversas), cuja versão italiana terá 240 páginas e foi elaborado a partir do diálogo com o jornalista alemão, Peter Seewald.

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Novo livro-entrevista com o Papa emérito Bento XVI

Posted by Redacao on 1 July, 2016

bento XVI
Exibindo
Exibindo Bento XVI
No novo livro entrevista, que será publicado no próximo dia 9 de setembro, segundo Il Corriere della Sera, Joseph Ratzinger “fala de si mesmo, da sua fé, das fraquezas, da vida privada, dos escândalos e os nós do Papado, explicando as razões da sua opção (de renunciar) – no começo comunicada a poucas pessoas de confiança para evitar os vazamentos – e deixando dúvidas sobre possíveis pressões que o teriam feito deixar o cargo”.

O projeto é da Editora Garzanti junto com o jornal Italiano Il Corriere della Sera. O nome do livro é “Ultime conversazioni” (Últimas conversas), cuja versão italiana terá 240 páginas e foi elaborado a partir do diálogo com o jornalista alemão, Peter Seewald.

Programa de celebrações para a canonização de Madre Teresa de Calcutá

Programa de celebrações para a canonização de Madre Teresa de Calcutá

As relíquias da futura santa poderão ser veneradas em várias igrejas da cidade de Roma durante a semana do 4 de setembro

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No próximo dia 4 de setembro, Madre Teresa de Calcutá será canonizada na praça de São Pedro. Para preparar-se espiritualmente para este evento, as missionárias da caridade organizaram em Roma uma série de encontros e celebrações.

A partir da quinta-feira, 1 de setembro e até o dia 7, a Universidade da LUMSA, acolherá a “exposição da vida, o espírito e a mensagem de Madre Teresa”.

Na sexta-feira, 2 de setembro, pela manhã, se celebrará a santa missa em vários idiomas na Basílica de Santa Anastásia no Palatino. Em espanhol será as 10h30, presidida pelo bispo Emílio Carlos Berlie. Depois de cada missa haverá oportunidade de venerar as relíquias da Beata Teresa de Calcutá e será possível confessar-se durante a celebração eucarística. Pela tarde, os peregrinos poderão escolher entre passar pela Porta Santa ou ver a exposição.

Pela noite, a partir das 20h30 até as 22h está prevista uma vigília de oração com adoração solene, presidida pelo cardeal Agostino Vallini e animada pelo Coro da diocese de Roma dirigido por Mons. Marco Frisina. Será na Basílica de São João de Latrão. A oração será para pedir “pela santidade das famílias, pela santidade dos homens e mulheres consagradas e especialmente, pela santidade dos Sacerdotes, ministros da misericórdia”.

No sábado 3 de setembro, pela manhã, na praça de São Pedro acontecerá uma catequese do Santo Padre. Enquanto isso, pela tarde, na Basílica de Santo Andre della Valle, às 17h, está organizado uma oração e meditação musical em honra da Beata Teresa de Calcutá – “Mother” – composta por Marcello Bronzetti. Depois será possível venerar as relíquias e se celebrará a eucaristia as 19h.

O domingo, 4 de setembro, é o dia da canonização, às 10h na praça de São Pedro, que será seguido pelo angelus do Santo Padre.

No dia seguinte, 5 de setembro, será a eucaristia de ação de graças presidida pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, na Praça de São Pedro. A missa será animada pelo coro da diocese de Roma dirigido por monsenhor Marco Frisina. Pela tarde, as relíquias poderão ser veneradas na Basílica de São João de Latrão. E nesse mesmo lugar, poderão ser veneradas durante toda terça-feira, 6 de setembro.

Por fim, nos dias 7 e 8 de setembro, as relíquias poderão ser veneradas na Igreja  de São Gregório Magno al Celio. Também será possível visitar o quarto de Madre Teresa no Convento de São Gregório

Ofensa à sadia autonomia das realidades temporais, e à atuação laical, em pronunciamentos políticos de bispos

Ofensa à sadia autonomia das realidades temporais, e à atuação laical, em pronunciamentos políticos de bispos

Queridos irmãos e irmãs, somos chamados, como batizados, de dar testemunho da nossa fé em Cristo e nos valores cristãos. Nós jamais devemos ser juízes dos nossos irmãos e irmãs, mas serem mestres que eduquem as pessoas para quelas vivam os valores éticos e solidários que dignificam a pessoa humana. Cabe a todos, leigos, clérigos, teólogos e todas as pessoas de boa vontade assumir o seu papel na Igreja e no mundo, mas jamais partidarizar, pois podem corre risco de uma visão equivocada. O texto abaixo pode ser uma luz para o nosso discernimento no nosso agir e no nosso falar. Que a Igreja seja a casa de todos sem nenhuma discriminação e preferência por idealismo ou filosofia politica, social ou humana. (Bacharel em teologia Jose Benedito Schumann Cunha)

Posted by Paulo Vasconcelos Jacobina on 1 July, 2016


Os leigos não atuam na política por delegação clerical, mas em nome próprio. Assim, quando um bispo, mormente em nome da Conferência Episcopal, denuncia um “golpe” ou o rompimento da ordem institucional e jurídica ali onde ela não existiu, invade o que não é de sua atribuição e desconsidera, de modo injusto, a responsabilidade política dos leigos católicos.

Recentemente, o Papa Francisco declarou, de modo muito veemente, que “a porta de entrada Igreja é o batismo, e não a ordenação episcopal ou sacerdotal” (Discurso do Papa Francisco aos 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, no Vaticano, 17 de junho de 2016). Assim, fica afastada qualquer possibilidade de que a Igreja caia num clericalismo, vale dizer, que os sacerdotes, em razão de sua condição de ordenado, imagine-se mais competente ou mais capaz do que os leigos batizados para aquilo que é próprio dos leigos, ou seja, o papel de, “por vocação própria, buscar o reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, no meio de todas e cada uma das atividades e profissões, e nas circunstâncias ordinárias da vida familiar e social, as quais como que tecem a sua existência. 

Aí os chama Deus a contribuírem, do interior, à maneira de fermento, para a santificação do mundo, através do cumprimento do próprio dever, guiados pelo espírito evangélico; e a manifestarem Cristo aos outros antes e mais nada com o testemunho da vida e com o fulgor da sua fé, esperança e caridade.” Aos leigos compete “muito especialmente esclarecer e ordenar todas as coisas temporais, com que estão intimamente comprometidos, de tal maneira que sempre se realizem segundo o espírito de Cristo, se desenvolvam e louvem o Criador e o Redentor.” (Vaticano II, Constituição Lumen Gentium, n.º 31). Os leigos não exercem este papel por delegação do clero, mas  em nome próprio. Por isto, todo cuidado e toda responsabilidade é necessária, por parte do clero, quando vai denunciar, opinar ou mesmo se manifestar em tais assuntos. 

As manifestações do clero sobre estes assuntos fazer presumir a insuficiência dos leigos, ou seu equívoco, e portanto equivale a um corretivo. E por isso deve ser usado com extrema cautela. Sob pena de, ao confundir seu papel clerical com suas próprias preferências partidárias, o clérigo ofender, desnecessariamente, aos leigos e à sua luta legítima.

Mesmo porque, em muitos casos, e de modo acidental, somente o clero tem a possibilidade de fazer tais denúncias. Cito como exemplo a situação insustentável da Venezuela, comandada por um governo desastroso, em que o papel do clero tem sido essencial para alertar o mundo, já que os leigos, oprimidos por um socialismo destrutivo, não podem exercer a contento o seu papel ali. Quando o clero se esquece de que este papel é estritamente excepcional, e se mete diretamente na política, valendo-se da sua posição eclesial para promover suas próprias preferências partidárias, invade aquilo que é distinto e pode agir de modo, até, ofensivo. Além de perder credibilidade para quando as denúncias forem realmente necessárias.

A normalidade democrática brasileira e a necessidade de que o clero respeite o laicato em sua esfera legítima.

Algo diferente acontece no Brasil. Aqui, temos um Judiciário funcionando livremente, um Ministério Público atuante, um Poder Legislativo democraticamente eleito e um Poder Executivo comandado por um vice-presidente – em interinidade – também democraticamente eleito pela mesma coligação que elegeu a presidente ora afastada. Este afastamento deu-se por procedimento previsto na Constituição, monitorado pela Imprensa, debatido ao vivo, e cuja instrução ainda não acabou. A presidente afastada permanece no Palácio Presidencial, com seu Staff, e circula nacional e internacionalmente com toda a liberdade. Dispõe de estrutura partidária e apoio político de dois ou três partidos, diversos parlamentares discursam diuturnamente em seu favor e toda a estrutura estatal está sendo presidida pelo vice da chapa eleita com a própria presidente afastada, que exerce o seu mandato com pleno respeito à Constituição.

Causa preocupação, portanto, que um Bispo, com alto escalão na CNBB e falando como tal, venha agora publicamente fazer afirmações tais como a de que houve um “golpe” no Brasil, ou de que o atual governo não tem legitimidade ou suporte constitucional. Ao fazê-lo, ele não simplesmente ofende todos os batizados que trabalham no Estado, como toda a classe política que também é composta de eventuais bons católicos e no limite, ofende a todos os brasileiros que se esforçam por cumprir a lei e obedecer ao governo. Porque, no limite, a um governo golpista ou ilegal, que tivesse se instalado mediante desrespeito à Constituição, nós, leigos católicos – em especial os que fazem parte da magistratura, como eu – teríamos o dever de resistir, para fazer prevalecer a ordem lesada. 

Mas apontar golpe onde não houve, mormente valendo-se de condição episcopal ou de membro de conferência sacerdotal, sem apontar muito especificamente em que se fundamenta, é induzir o rebanho a desrespeitar o quarto mandamento, conforme o § 2199 do Catecismo da Igreja Católica: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos nas suas relações com o pai e a mãe, porque esta relação é a mais universal. Mas diz respeito igualmente às relações de parentesco com os membros do grupo familiar. Exige que se preste honra, afeição e reconhecimento aos avós e antepassados. E, enfim, extensivo aos deveres dos alunos para com os professores, dos empregados para com os patrões, dos subordinados para com os chefes e dos cidadãos para com a pátria e para com quem os administra ou governa.”

Prudência e discernimento são essenciais.

Quando há um rompimento institucional, o clero é essencial para denunciá-lo, mormente quando os leigos estão manietados. Mas valer-se da condição clerical para levantar questões políticas desfundamentadas é um desses usos desnecessários do múnus profético da Igreja, que o enfraquece e desmoraliza para quando ele for realmente necessário. E ofende desnecessariamente os leigos católicos, tão filhos da Igreja quanto qualquer clérigo. Se discernimento é a palavra-chave do pontificado do Papa Francisco, temos o direito de pedi-lo também aos nossos bispos, especialmente quando falam pela CNBB.

fonte:
ZENIT
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