ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sábado, 6 de julho de 2024

O Papa: democracia é resolver "juntos" os problemas de todos

 O Papa: democracia é resolver "juntos" os problemas de todos



Em vista da visita do Papa a Trieste, no domingo, 7 de julho, para a conclusão da 50ª Semana Social dos Católicos na Itália, o jornal 'Il Piccolo' publicou um texto inédito de Francisco. Trata-se de uma introdução a uma antologia de discursos e mensagens do Papa intitulada "No coração da democracia". O volume, editado pela Livraria Editora Vaticana e pelo "Il Piccolo", é distribuído gratuitamente no domingo como um suplemento do jornal. O livro tem uma introdução do cardeal Matteo Zuppi.

Papa Francisco

É com grande satisfação que uso essas palavras para apresentar este texto que o jornal "Il Piccolo" e a Livraria Editora Vaticana oferecem aos leitores em concomitância com a minha visita a Trieste por ocasião das Semanas Sociais.

A minha presença em Trieste, cidade com forte sabor centro-europeu devido à coexistência de diferentes culturas, religiões e etnias, coincide com o evento que a Conferência Episcopal Italiana organiza nesta cidade, as Semanas Sociais dos Católicos na Itália, dedicado este ano ao tema "No coração da democracia. Participar entre história e futuro".


Democracia, como bem sabemos, é um termo que se originou na Grécia antiga para indicar o poder exercido pelo povo por meio de seus representantes. Uma forma de governo que, embora tenha se espalhado globalmente nas últimas décadas, parece estar sofrendo as consequências de uma doença perigosa, o "ceticismo democrático". A dificuldade das democracias em assumir a complexidade do tempo presente - pensemos nos problemas da falta de emprego ou no paradigma tecnocrático avassalador - às vezes parece ceder ao fascínio do populismo. A democracia tem em si um grande e indubitável valor: o de estar "juntos", o fato de o exercício do governo se realizar no contexto de uma comunidade que se confronta livre e secularmente na arte do bem comum, que nada mais é do que um nome diferente para o que chamamos de política.

“Juntos” é sinônimo de “participação”. Pe. Lorenzo Milani e suas crianças já sublinharam isso na sua Carta magistral a uma professora: "Aprendi que o problema dos outros é igual ao meu. Sair disso juntos é política, sair sozinho é avareza". Sim, os problemas que enfrentamos pertencem a todos e dizem respeito a todos. O caminho democrático é discutirmos juntos e saber que só juntos esses problemas podem encontrar solução. Porque numa comunidade como a humana não se pode salvar-se sozinho. Nem o axioma de mors tua vita mea se aplica. Pelo contrário. Até a microbiologia nos sugere que o humano está estruturalmente aberto à dimensão da alteridade e do encontro com um “você” que está à nossa frente. O próprio Giuseppe Toniolo, inspirador e fundador das Semanas Sociais, foi um estudioso de economia que compreendeu muito bem os limites do homo oeconomicus, ou seja, daquela visão antropológica baseada no "utilitarismo materialista", como ele o definiu, que atomiza a pessoa, amputando a dimensão relacional.

Eu gostaria de dizer isto, pensando hoje no que significa o “coração” da democracia: juntos é melhor porque sozinho é pior. Juntos é bonito porque sozinho é triste. Juntos, significa que um mais um não é igual a dois, mas sim a três, porque a participação e a cooperação criam o que os economistas chamam de valor adjunto, ou seja, aquele sentido positivo e quase concreto de solidariedade que nasce da partilha e da concretização, por exemplo, no ambiente público, de questões sobre as quais encontrar convergência.

Em última análise, é na palavra “participar” que encontramos o significado autêntico do que é a democracia, do que significa ir ao coração de um sistema democrático. Num regime estatista ou dirigista ninguém participa, todos assistem, passivamente. A democracia, por outro lado, exige participação, a exigência de fazer a própria parte, de arriscar o confronto, de levar seus próprios ideais, as suas razões, para a questão. Arriscar-se. O risco é o terreno fértil onde germina a liberdade. Ao passo que ficar na sacada, parado na janela para ver o que está acontecendo ao nosso redor, não apenas não é eticamente aceitável, mas também, egoisticamente, não é sábio nem conveniente.

São muitas as questões sociais sobre as quais, democraticamente, somos chamados a interagir: pensemos num acolhimento inteligente e criativo, que coopera e integra as pessoas migrantes, um fenômeno que Trieste conhece bem por estar perto da chamada rota dos Balcãs; pensemos no inverno demográfico que afeta agora de forma generalizada toda a Itália e, em particular, algumas regiões; pensemos na escolha de políticas autênticas para a paz, que coloquem em primeiro lugar a arte da negociação e não a escolha do rearmamento. Em resumo, aquele cuidado pelos outros que Jesus nos indica continuamente no Evangelho como a atitude autêntica de ser pessoa.

De Trieste, cidade com vista para o Mar Mediterrâneo, um caldeirão de culturas, religiões e povos diferentes, metáfora da fraternidade humana a que aspiramos nestes tempos ofuscados pela guerra, possa brotar um compromisso mais convicto por uma vida democrática plenamente participativa e voltada para o verdadeiro bem comum.

Muitas vezes o missionário é rejeitado pelos seus

 Muitas vezes o missionário é rejeitado pelos seus



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando no dia 7/7, o 14º Domingo do Tempo comum. Deus sempre chama colaboradores para seu Plano de Salvação da humanidade. Muitas vezes somos instrumentos fracos e falhos, mas quem vai dar a força e a coragem é Deus. Ele capacita os seus escolhidos para serem sinais de amor, piedade, misericórdia e perdão. O mundo necessita de bons evangelizadores.

Hoje a liturgia dominical nos chama para três pessoas escolhidas. São pessoas que estão na missão e são rejeitados na terra. O mais importante é ver na fraqueza humana oportunidade para pedir a graça e a fortaleza de Deus como aconteceu com Paulo, o apóstolo.

Na liturgia deste domingo vamos encontrar três figuras importantes que foram rejeitadas e sofreram na missão. São eles: um profeta rejeitado pelo Povo, um “carpinteiro, filho de Maria, rejeitado pelos seus na sua terra e outro reconhece a sua fraqueza na missão. A missão é ser o porta voz de Deus. Ninguém fica só na missão quem dará a força e a graça é Deus.

No livro de Ezequiel (Ez 2, 2-5) nos revela a dificuldade na missão de profeta. O profeta relata o desprezo do povo sobre a sua missão. Mas quem acompanha na Missão é Deus e nada pode temer o seu ministério. Assim devemos ser e seguir. Hoje necessitamos de profetas corajosos e que procuram anunciar o Reino de Deus sem temor e denunciar tudo que tira a dignidade da pessoa humana.

Na Segunda Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor 12, 7-10) nos mostra Paulo  e ele reconhece que é Deus que atua na sua missão. E é Deus que dá força e manifesta o seu poder. E usa os instrumentos fracos e limitados, mas quem capacita e forma é o poder e a graça de Deus. Deus garante a Paulo, apesar do espinho que relata na sua carne, mas Jesus diz: "Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente".

O evangelista Marcos (Mc 6, 1-6) narra para nós a experiência de Cristo na sua terra. Jesus está em Nazaré, na sua terra natal. Lá esteve na sinagoga, ensinando o povo. A sua sabedoria é admirada pelo povo inclusive pelos milagres que Jesus fez, mas isso os deixa assustados pois reconheciam Nele o filho de Maria e do carpinteiro, portanto eles achavam que  Ele não podia ser o Messias esperado. O povo achava que ia vir um guerreiro como foi o Rei Davi ou um sábio como foi Salomão, mas não um pobre filho de carpinteiro.

O que é Deus se não simples e servidor como dizia o profeta Isaías. Eles não perceberam os sinais que a escritura já tinha falado.

Infelizmente o profeta é rejeitado na sua terra. Hoje as pessoas procuram Deus em Palácios e em pastores com holofotes da mídia, mas Deus vem no simples.

Neste século 21 já experimentamos a graça e a bondade de Deus a um servo que soube ouvir a voz de Jesus, sendo o missionário da internet e que fez dele um santo de jeans e de tênis, Beato Carlos Acutis que será proclamado Santo no dia 20/10.  

Se soubermos ouvir, receber a eucaristia e ter a Maria como oxigênio para a vida já estamos caminhando na estrada para o céu com Jesus nos dando força, graça, sabedoria, vivenciando o seu Evangelho com a nossa simples vida.  Jesus conta conosco e a felicidade é estar em comunhão com Ele. No céu estaremos com todos que souberam caminhar com Jesus na terra, sendo fiel na vida, testemunhando que Jesus é Salvador e Senhor da nossa vida.

 Jesus nos transforma para vivermos em santidade. que esta liturgia nos ajude a sermos missionários do Senhor em todas as situações e que não desanimemos diante do desprezo e nem das perseguições. que a graça de Cristo esteja conosco sempre. que a eucaristia seja o nosso alimento, a Palavra de Deus o nosso guia e Maria com a sua proteção de Mãe.

 Tudo por Jesus, nada sem Maria! Servus Christi semper!!!

 Jose B. Schumann Cunha 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

As colunas da Igreja estão firmes

 As colunas da Igreja estão firmes




Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo a Solenidade de São Pedro e São Paulo. A igreja tem duas colunas fundamentais: a de Pedro que tem a chave da Igreja e Paulo que é o apóstolo dos gentios.

A Igreja é visível nestes dois apóstolos de Cristo. A Igreja é de Cristo e estes dois foram mártires, derramaram os seus sangues por crer e seguir a Cristo. Um foi crucificado de cabeça para baixo e o outro foi decapitado. A liturgia deste domingo nos fala da prisão de Pedro e este foi libertado pelo anjo do Senhor. Embora acorrentado e bem viajado foi livrado da prisão de modo maravilhoso. Deus o liberta e o deixa livre para pregar. Deus cuida e arruma o  modo que a missão deve fazer para de propagar a salvação de Deus para todos. Deus é sempre fiel e Pedro dá testemunho de Jesus sem temor.

Paulo se converte na estrada de Damasco, numa visão do Cristo que vem até ele, de perseguidor torna-se um apóstolo que difunde a todos os cantos a missão que Cristo confiou nele.

Ele é Papa Francisco que é o sucessor de Pedro e nós devemos segui-lo nas suas orientações diante da cátedra de Pedro. Isso é ser católico romano. O mais importante é saber que Pedro foi o guardião da Igreja.

Temos o Paulo que foi fiel à sua missão de propagar a todos o Evangelho de Cristo. Os gentios estão se convertendo com a pregação de Paulo. Hoje somos convidados a levar Cristo, sem temor, a todos. Há muitas pessoas que esqueceram Cristo por causa dos maus exemplos de alguns da hierarquia e dos Cristãos também.

A Igreja é representada por estes dois que nos mostram a missão apostólica da própria Igreja hoje. O Papa é o sinal visível da Igreja querida por Deus.

Estes dois amaram o Cristo, creram Nele como Senhor e Salvador. Nós precisamos procurar seguir estes dois apóstolos. As comunidades cristãs devem ser exemplos do seguimento de Cristo. Não buscar holofotes e nem ostentação, mas ser uma Igreja servidora. A Igreja deve estar junto com os mais pobres e desvalidos deste mundo.

 Que esta liturgia nos ajude a ser mais próximos da Igreja, vivendo em comunidade que busca o verdadeiro ensinamento que está na Igreja. Ser um cristão que busque a autenticidade de vida na Igreja de Cristo que tema confirmação na fé de Pedro e Paulo que neste dia estamos celebrando. Viva São Paulo e São Pedro.

 

Jose B. Schumann

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Respirar o ar da caridade cristã em Roma

Papa ao Círculo São Pedro: intensificar a caridade no Jubileu e sem holofotes



Em uma das audiências deste início de semana, no Vaticano, Francisco recebeu os membros do Círculo São Pedro, uma instituição de voluntariado presente em Roma a serviço do Pontífice. O Papa incentivou que o trabalho não vire história 'de museu', mas seja transmitido aos jovens. Em véspera de Ano Santo, que as obras de preparação não sejam só pelas ruas da capital, mas "no coração e na carne dos pobres", com proximidade e compaixão.

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta segunda-feira (24/06), na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 400 sócios do Círculo São Pedro que desenvolve atividades de voluntariado na capital italiana a serviço do Pontífice no campo do acolhimento e do apostolado da caridade. "Sempre gosto de encontrá-los", começou a saudação do Papa, em sinal de gratidão pela dedicação aos pobres de Roma, em nome da Igreja.

Os valores repassados de avô para neto

Uma missão documentada em livro que foi entregue a Francisco: "a coleção de todo o magistério dos Papas no Círculo São Pedro, nos 155 anos de sua história", importante para a memória das raízes, enalteceu o Pontífice. As raízes são fundamentais para o futuro, continuou o Papa, mas logo veio o alerta:

"Tomem cuidado para não 'musealizar' a história de vocês, não 'esterilizar' as raízes! A memória é o órgão do futuro, desde que as raízes permaneçam vivas e bem. É por isso que eu os incentivo a transmitir o patrimônio de valores e experiências de vocês para os jovens. É preciso que os jovens sigam a frente. Que bonito pensar em um avô do Círculo São Pedro que transmite a sua experiência ao neto! Há tantos aqui, isso é lindo. Pensem em quanta riqueza de fé vivida, de caridade concreta, de amor pelos pobres pode passar pelo exemplo de uma pessoa idosa. E pensem em quanta energia, quanta criatividade, quanto ímpeto um jovem pode dar."

O livro entregue ao Papa sobre a história do Círculo São Pedro

Respirar o ar da caridade cristã em Roma

Francisco, então, trouxe o exemplo de um futuro santo, o Beato Pier Giorgio Frassati, da cidade italiana de Turim. O estudante que faleceu aos 24 anos de idade cresceu em família de classe média alta e sempre levou consigo o amor por Jesus e seus irmãos. Um modelo de vida cristã que inspira inclusive em véspera de Ano Santo, continuou o Papa:

"Roma está cheia de canteiros de obras; bem, são necessários também eles. Mas o 'canteiro de obras' que não pode faltar é o da caridade! Os peregrinos e turistas que vêm a Roma devem 'respirar' o ar da caridade cristã, que não é apenas assistência, é um cuidado com a dignidade, é proximidade, é compartilhamento vivido, sem publicidade, sem holofotes. Com a presença de vocês, com a proximidade, compaixão e ternura, vocês também preparam a cidade para o Jubileu, cuidando não das ruas ou da infraestrutura, mas do coração e da carne dos pobres, que, como dizia São Lourenço, são o tesouro da Igreja."

sábado, 22 de junho de 2024

Não há tempestade quando Jesus está conosco

 Não há tempestade quando Jesus está conosco



Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o 12º Domingo do Tempo Comum e a liturgia nos fala da tempestade acalmada por Jesus. Hoje vivemos num mundo agitado e cheio de problemas, pois são tempestades que nos abalam, mas Jesus nos dá o rumo certo e nos acalma para podermos resolver todas as coisas, não podemos duvidar da presença de Jesus em todos os momentos de nossa vida.

Nós não estamos largados e nem sozinho neste mundo. A nossa vida sempre conta com a presença de Deus. Sua presença nos anima sempre.

No livro de Jó 38, 1.8-11 nos fala de vários acontecimentos na vida de Jó, embora ele fosse um homem bom e justo. Muita coisa foi tirada de Jó como saúde, família, riquezas. Ele perguntou sobre esses acontecimentos ruins em sua vida. Mas Deus fala no meio da tempestade com Jó, mostrando que tudo que existe é comandado por Ele, isto é o universo, os limites da terra e mar, tudo é  comandado pela sua sabedoria divina. Deus é o maestro de tudo. A leitura do livro de Jó vamos entender melhor o evangelho deste domingo.

O salmo 107 nos fala que Deus ouviu o clamor e transformou a tempestade em brisa suave. Deus sempre nos ajuda a acalmar o nosso coração diante de tantos agito em nossas vidas.

Na segunda carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 5,14-17) nos mostra Paulo que enfrenta as tempestades do descrédito em Coríntios, indicando que ele era inferior aos apóstolos. Mas ele escreve dizendo quais os princípios que estão na sua ação pastoral. Paulo é verdadeiramente seguidor de Cristo. Assim devemos nos proceder. Nada pode atrapalhar de estar e confiar em Deus sempre.

No evangelho de Marcos nos fala de uma experiência maravilhosa. Jesus no barco dorme e os apóstolos ficam com medo da grande tempestade. Clama por jesus, pois estavam com medo dizendo senhor questionando olha a tempestade. Mas Jesus os repreendeu dizendo, homens de pouca fé. Estendo a mão e manda o mar acalmar e assim sucedeu. (Cf. Mc 4, 35-41)

Quem é esse que até o mar obedece? Deste modo os discípulos reconhecem Jesus como Deus. Eles são convidados a aderir plenamente, confiar e entregar na obediência da vontade de Deus.

Queridos irmãos e irmãs, é preciso ter fé em Cristo. Confiar Nele mesmo diante das tempestade da vida. Ele acalma o nosso coração. Devemos ser atuantes no amor de Deus a nós.

Que esta liturgia possamos fazer sempre mais a experiência de crer no Senhor da vida e viver a sua palavra no dia a dia. Caminhando na esperança de dias melhores e amar como ele amou.

Tudo por Jesus, nada sem Maria!

sexta-feira, 14 de junho de 2024

A Semente semeada dá frutos bons ou maus

 A Semente semeada dá frutos bons ou maus

Queridos irmãos e irmãs em Cristo. Estamos celebrando neste domingo o 11° Domingo do Tempo comum. Estamos no mundo e hoje devemos pensar e repensar a ação da Igreja no mundo na pluralidade de culturas e religiões.

Há muitas correntes dentro da Igreja que muitas vezes atrapalham a caminhada dela no mundo. Temos os tradicionais que não querem a mudança. O mundo mudou hoje temos tecnologias e muitas culturas que se fazem presente dando matizes que enriquecem o convívio humano. Mas outros progressistas querem que haja mudanças a qualquer custo e isso pode trazer sequelas irreversíveis. Tudo tem passos que devem ser tomados, respeitando a caminhada de crescimento espiritual de cada um e a paciência de esperar as mudanças acontecerem.

Sabemos que a Palavra é de Deus e não dos homens. Deus não muda. Ele é amor. A comunidade cristã deve andar no compasso de Deus e ter plena confiança nos seus desígnios. Vamos ter um santo moderno, ele é padroeiro da internet. Ele não precisou ser mártir. a sua atitude foi de fazer a vontade Deus. Uma doença o ajudou a purificar as mazelas da nossa humanidade. Ele é o santo da era atual, usando jeans e mochila. Não precisou ser padre ou outra forma da hierarquia da Igreja. Apenas fez a vontade Deus.

No Livro de Ezequiel vemos que a árvore nasce de um rebento, torna-se vigorosa. Deus não esquece do seu povo, pois Ele é fiel. Quando tudo parece perdido, Deus nos ensina que Ele realiza bem todas as coisas. Virá um ramo da dinastia de Davi, que pequeno tornará grande c forte como cedro aonde todos os passarinhos vêm pousar e fará ninhos. Esse rebento é Jesus. Os ramos da árvore são todos os povos que chegam e encontram abrigo e proteção. (cf. Ez 17,22-24)

Na segunda carta de Paulo aos Coríntios narra-se a situação de Paulo no final da sua vida na terra. Apesar de estar cansado pelas provações, ele deseja descansar em Cristo no poder de Deus, mas mesmo assim ainda quer continuar até o último momento da sua vida a fazer da sua vida uma missão até a vontade deus quiser. Ele confia em Deus plenamente na graça de Cristo. (cf. 2Cor 5,6-10)

O evangelista fala que a Palavra semeada de Cristo pelos missionários da Palavra é como a semente de mostarda que mesmo pequenina se torna uma árvore grande. Jesus inicia com entusiasmo, mas no decorrer da sua missão começa a resistência dos maus, fariseus e outros que vem colocar pedras no seu caminho. Os apóstolos também tiveram momentos de resistência diante da Palavra de Jesus e de seus gestos. Mas Jesus fala da paciência e da espera que a semente da palavra tem o seu tempo de germinar e dar frutos. (cf. Mc 4,26-34)

 Não devemos apressar o tempo. Não precisamos de uma Igreja cheia e de espetáculos, mas precisamos de uma Igreja aberta e acolhedora. E que todos tenham vez e voz nela.

 Que esta liturgia nos ajude a sermos semeadores da Palavra de Cristo e que a Igreja seja um sinal de acolhimento, serviço, e misericórdia com os mais fracos e pobres deste mundo.

 Tudo por Jesus nada sem Maria! Servus Christi semper.

 Jose B. Schumann Cunha

sábado, 18 de maio de 2024

" todos têm o direito à esperança, apesar dos erros ou fracassos"

 Papa aos detentos:



Francisco permaneceu quase três horas com os presidiários da Penitenciária de Montorio durante sua visita à cidade de Verona, neste sábado (18/05). O Pontífice foi recebido com muito afeto e também almoçou na instituição carcerária. Em seu discurso, renovou o apelo em prol da dignidade humana e encorajou os detentos "a vencer o desespero e a aproveitar cada instante como uma oportunidade para recomeçar."

A Penitenciária de Montorio foi a quarta parada do Papa em sua viagem pastoral a Verona, neste sábado, 18 de maio. Francisco chegou por volta do meio-dia à prisão para se encontrar com os detentos, agentes penitenciários, equipes de trabalho e voluntários. A instituição carcerária visitada pelo Pontífice é uma das dez mais superlotadas da Itália, e, com uma capacidade regular de 335, abriga cerca de 567 reclusos de 40 nacionalidades diferentes.

O Papa foi recebido pelos detentos no campo de futebol interno, onde, após um acolhimento afetuoso por parte dos presentes, proferiu seu discurso: “eu queria muito encontrar vocês, todos juntos”.

O presídio é um lugar de humanidade

“Para mim, entrar em uma penitenciária é sempre um momento importante, porque o presídio é um lugar de grande humanidade”, disse Francisco aos detentos, “uma humanidade provada, às vezes exausta pelas dificuldades, sentimento de culpa, julgamentos, incompreensões e sofrimento, mas ao mesmo tempo repleta de força, de desejo de perdão, de vontade de redenção”.

“E nessa humanidade, aqui, em todos vocês, em todos nós, está presente hoje o rosto de Cristo, o rosto do Deus da misericórdia e do perdão.”

Melhoria da situação carcerária Francisco mencionou a situação dos presídios, frequentemente superlotados, e afirmou que isso resulta em tensões e dificuldades. Ao expressar sua proximidade com os detentos que enfrentam essa realidade, enfatizou:

“Renovo o apelo, especialmente àqueles que podem agir nesse âmbito, para que continuem a trabalhar pela melhoria da vida carcerária.”

Não se entregar ao desânimo

O Pontífice afirmou ter conhecimento das últimas notícias da instituição, onde, infelizmente, algumas pessoas, em um gesto extremo, desistiram de viver:

“Esse é um ato terrível, ao qual só o desespero e a dor insuportáveis podem causar. Portanto, ao me unir em oração às famílias e a todos vocês, quero convidá-los a não se entregar ao desânimo. A vida sempre é digna de ser vivida, e sempre há esperança para o futuro, mesmo quando tudo parece se apagar.”

A superação acontece com a ajuda de Deus e do próximo

“Nossa existência, a de cada um de nós, é importante, é um dom único para nós e para os outros, para todos, e sobretudo para Deus, que nunca nos abandona e que, de fato, sabe escutar, se alegrar e chorar conosco”, sublinhou Francisco, encorajando os reclusos, a vencer o desespero e viver cada instante como o tempo oportuno para recomeçar:

“Nos momentos difíceis, não nos fechemos em nós mesmos: falemos com Deus de nossa dor e ajudemo-nos uns aos outros a superá-la, com os companheiros de caminhada e com as pessoas boas que estão ao nosso lado. Não é fraqueza pedir ajuda: façamos isso com humildade e confiança. Todos nós precisamos uns dos outros, e todos temos o direito de ter esperança, além de cada história e de cada erro ou fracasso.”

Jubileu, um ano de conversão e renovação  

O Papa recordou também que dentro de poucos meses, iniciará o Ano Santo, um tempo de conversão, de renovação e de libertação para toda a Igreja, um ano de misericórdia, no qual deixaremos de lado o lastro do passado e renovaremos o impulso em direção ao futuro, e destacou:

“Celebraremos a possibilidade de uma mudança, de ser e, quando necessário, de voltar a ser verdadeiramente nós mesmos, dando o melhor. Seja também esse um sinal que nos ajude a nos reerguer e a tomar nas mãos, com confiança, todos os dias, a nossa vida.”

Proximidade concreta

Ao concluir seu discurso, o Santo Padre assegurou aos presidiários sua proximidade: “continuemos a caminhar juntos, porque o amor nos une além de qualquer tipo de distância. Recordo-me de vocês em minha oração e peço-lhes, por favor, que rezem também por mim”.

Em seguida, junto com uma delegação de cerca de 130 detentos, o Pontífice almoçou na Penitenciária de Montorio. Um gesto concreto de afeto e misericórdia.

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"O Espírito nos dá a coragem de viver como cristãos"

Missa encerra visita do Papa a Verona: "O Espírito nos dá a coragem de viver como cristãos"


Na véspera de Pentecostes, Francisco convidou os fiéis a terem coragem: "Hoje celebramos a festa do dia em que o Espírito Santo veio. Os apóstolos estavam todos fechados no cenáculo, com medo! O Espírito Santo veio, mudou seus corações, e eles saíram para pregar com coragem".

A celebração da missa da vigília de Pentecostes encerrou a visita pastoral do Papa à cidade de Verona, no norte da Itália.

Mais de 30 mil fiéis se reuniram no Estádio Bentegodi para rezar com Francisco, que deixou de lado a homilia preparada para a ocasião e interagiu de modo espontâneo com os presentes.  

Assim como na época do apóstolo Paulo, disse o Papa, também hoje muitos não sabem responder quem é o Espírito Santo. Há quem confunda o termo "paraclito" com paralítico, afirmou, contando sua experiência com as crianças. 

"Irmãos e irmãs, o Espírito Santo é o protagonista de nossa vida! Ele é quem nos leva adiante, quem nos ajuda a seguir em frente, quem nos faz desenvolver a vida cristã. O Espírito Santo está dentro de nós. Tenham cuidado: todos nós recebemos, com o Batismo, o Espírito Santo e mais ainda com a Confirmação! Mas será que eu escuto o Espírito Santo que está dentro de mim?"

E hoje celebramos a festa do dia em que o Espírito Santo veio. Os apóstolos estavam todos fechados no cenáculo, com medo! O Espírito Santo veio, mudou seus corações, e eles saíram para pregar com coragem. 

"Coragem: o Espírito Santo nos dá a coragem de viver a vida cristã. E com essa coragem, ele muda nossa vida." Não importa a nossa idade, disse Francisco, e quantos anos de vida temos pela frente. "Em apenas um dia, o Espírito pode mudar sua vida. Ele pode mudar seu coração."

Os cristãos que vivem como água morna, nem quente nem fria, vivem sem coragem. E não só, outra característica do Espírito é fazer-nos todos diferentes.

"Todos diferentes, mas com um só coração, com o amor que nos une. O Espírito é o que nos salva do perigo de nos tornar todos iguais." Para Francisco, há uma palavra que explica bem isso: harmonia. 

"Queridos irmãos e irmãs, este é o milagre de hoje: pegar homens covardes com medo e torná-los corajosos; fazer homens e mulheres de todas as culturas e torná-los uma unidade de todos."

O Pontífice convidou os fiéis a pensarem na própria vida, na própria necessidade de harmonia. 

"Todos nós precisamos que o Espírito nos dê harmonia em nossa alma, em nossa família, na cidade, na sociedade, no local de trabalho. O oposto da harmonia é a guerra, é lutar uns contra os outros. (...)E com os apóstolos, no dia que chegou, estava Nossa Senhora, a Virgem Maria. Peçamos a Ela que nos dê a graça de receber o Espírito Santo; que ela, como mãe, nos ensine a receber o Espírito Santo."

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-05/papa-francisco-celebracao-missa-verona-vigilia-pentecostes.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=NewsletterVN-PT

"Vem Espírito Santo" sobre cada um de nós

"Vem Espírito Santo" sobre cada um de nós


Queridos irmãos e irmãs, estamos celebrando neste domingo o Domingo de Pentecostes. Aqui encerramos o período Pascal e vamos celebrar os dons do Espírito Santo que a Igreja recebe, isto é, são dons do Espírito Santo. É a festa da Igreja que evangeliza sem temor na força do Espírito Santo.

Após 50 dias, como aconteceu no Sinai, o recebimento da Lei que formou um novo Povo de Deus e agirá agora pelo dom do Espírito Santo. Os sinais  são trovões, relâmpagos, trombetas e vento forte etc., é a teofania. A aliança foi feita e agora a inauguração da missão da Igreja na evangelização impulsionado pela força do Espírito Santo. O evangelho de Cristo está sendo difundido em todos os cantos da terra.

Aqui podemos conferir que a força do Espírito Santo esteve no início da ação missionária da Igreja nascente. Agora que vai dar a impulsão da nova aliança á a lei do amor na ação do Espírito Santo que vai agir na pregação dos apóstolos, e nos milagres que Deus derrama diante do instrumento de cada apóstolo daquele tempo e até hoje em nós que somos batizado em cada missão na Igreja e no mundo. Somos missionários na graça de Cristo na força do Espírito. Pentecostes é a inauguração de novo tempo como o novo povo de Deus que é sinal das bênçãos de Deus entre nós.

O dia de Pentecoste acontece quando os apóstolos se encontram com Maria reunidos no cenáculo de oração. Estavam com medo dos judeus, mas o Espírito vem e age em cada pessoa ali e eles se enchem da graça e dos dons do Espírito Santo. Saem sem medo e começam a pregar com unção do Espírito e muitos milagres acontecem, fazendo que muitos comecem a aderir ao novo que é Jesus, o salvador de todos.

Todos ouviam na sua língua, aqui as línguas não são empecilhos do novo, pois todos se entendem e não é mais a Babel que confundiu e dispersou as pessoas. A comunidade é de Cristo como cabeça e animada na força do Espírito Santo. Hoje precisamos pedir o novo Pentecoste para que sejamos missionários de Cristo no mundo dividido pela violência, ódios e guerras .(cf. At 2,1-11)

O evangelista São João colocou o dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. A comunidade estava no lugar fechado e estava a anoitecer, isso simbolicamente significa que estavam com medo, retraído, uma comunidade órfã de Jesus e a insegurança tomava conta deles, mas Jesus aparece ressuscitado e dá a Paz,  soprando o Espírito Santo neles.

Agora é uma comunidade que renasce  se torna o povo da nova aliança selada por Cristo na Cruz e na sua gloriosa ressurreição. (cf. Jo

20,19-23)

A comunidade que surge é levada a ser missionários aqui tem o envio aos apóstolos: Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO". A Igreja nasce no Mistério Pascal para ser uma comunidade de amor fraterno, onde todos são irmãos e irmãs e devido a isso não pode haver diferença entre as pessoas da comunidade que pertencem.

Na Primeira Carta aos Coríntios Paulo nos lembra que a Igreja é o corpo Místico de Cristo, sendo Jesus a cabeça e nós os seus membros, mas um corpo só na força do Espírito Santo que alimenta e dá a vida a  esse corpo. Sem o Espírito Santo a Igreja se definha e morre. Em todo tempo devemos bendizer a Deus que dá o sopra da vida no Espírito Santo. (cf. 1Cor 12, 3b-712-13)

Nós recebemos os dons do Espírito Santo no Batismo e na crisma nós amadurecemos na atitude adulta da fé. Assim somos missionários de Cristo com a efusão do Espírito Santo. É dia de bênçãos a cada pessoa que quer estar com Cristo sempre na comunidade, testemunhando a fé em Cristo com coragem e graça dos dons do Espírito Santo que recebemos.

Que esta liturgia da Solenidade de Pentecostes nos faça sermos autênticos missionários, sem medo de anunciar o Reino de Deus a todos e denunciar as maldades deste mundo que não querem que sejamos salvos por Cristo na Igreja

Tudo por Jesus, nada sem Maria. Servus Christi semper.

Jose B. Schumann Cunha

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Jubileu, as normas para obter indulgências

  Jubileu, as normas para obter indulgências



A Penitenciaria Apostólica divulgou o documento que indica as modalidades, as práticas e os lugares sagrados, em Roma e no mundo inteiro, onde será possível obter esse dom de misericórdia durante os meses do Ano Santo, particularmente em peregrinações e com obras de caridade

Jubileu 2025: concessão da indulgência, tornar-se peregrinos de esperança

 “A indulgência é uma graça jubilar”, que “permite descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus”. A Penitenciaria Apostólica cita a Spes non confundit - a Bula com a qual o Papa proclamou o Jubileu de 2025 na quinta-feira passada, 9 de maio - para explicar em um documento detalhado os lugares e as possibilidades que permitirão aos fiéis obter esse dom concedido pelo Papa a partir do próximo dia 24 de dezembro, quando começa o Ano Santo.

Indulgência e peregrinações

As “Normas sobre a concessão de Indulgências”, que levam a assinatura do cardeal penitencieiro-mor Angelo De Donatis e do regente dom Krzysztof Nykiel, esclarecem, em primeiro lugar, que “durante o Jubileu Ordinário de 2025 todas as outras concessões de Indulgência permanecem em vigor” e que, portanto, nas condições habituais, também será possível obtê-la e aplicá-la “às almas do Purgatório sob forma de sufrágio”. Mas certamente são as peregrinações que são particularmente enfatizadas pela Penitenciaria, tanto aquelas a Roma, em “pelo menos uma” das Basílicas Papais Maiores, quanto à Terra Santa, em pelo menos uma das Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém e da Anunciação em Nazaré.

A indulgência também pode ser obtida, especifica o documento, participando da Missa, do Terço, da Via-Sacra e de outras celebrações em uma peregrinação “a qualquer local sagrado do Jubileu” ou “em outras circunscrições eclesiásticas”, catedrais e igrejas, de acordo com as disposições dos bispos locais. O documento também indica como destino outros lugares sagrados em Roma e no mundo inteiro - incluindo os grandes santuários e basílicas como Assis, Loreto, Pompéia e Pádua - e também destaca as modalidades para aqueles que “por motivos graves” (irmãs de clausura, doentes, prisioneiros, etc.) ainda poderão obter uma indulgência sem participar de peregrinações e celebrações.

Indulgência, obras de misericórdia e penitência

Na linha de Spes non confundit, onde Francisco afirma que, “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade”, as Normas da Penitenciaria esclarecem que a indulgência está “também ligada às obras de misericórdia e penitência”. O convite aos fiéis é para redescobrir as obras de misericórdia corporais e espirituais, portanto, ao escolher visitar os doentes, os presos, os idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência, será possível obter uma indulgência em cada visita, mesmo uma vez por dia.

A mesma possibilidade está ligada, continua o documento, a iniciativas “que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu”, em particular redescobrindo “o valor penitencial das sextas-feiras” com a abstenção “ao menos por um dia” de distrações fúteis “reais, mas também virtuais”, como as induzidas pela mídia e pelas redes sociais), de “consumos supérfluos”, praticar o jejum conforme indicado pela Igreja, por exemplo, “devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres” ou “apoiando obras de caráter religioso ou social”, em favor da defesa e da proteção da vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes, ou ainda “dedicando uma parte proporcional do tempo livre a atividades de voluntariado”.

Sacramento da Reconciliação

O Ano Santo, afirma a Penitenciaria na introdução das Normas, é um período especial para experimentar o perdão divino. Por isso, na parte conclusiva, é dado espaço a tudo o que facilita o acesso à Confissão, com uma série de faculdades concedidas aos bispos a esse respeito e com um convite a todos os sacerdotes para que ofereçam, “com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade de os fiéis usufruírem dos meios da salvação”. Também são sugeridas indicações práticas, como a publicação de “horários para as confissões”, a exortação para que estejam “presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente”, pedindo também a ajuda de sacerdotes idosos que não tenham tarefas pastorais definidas. Uma recomendação final aos bispos é que tenham “o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios” subjacentes à concessão de indulgências, “tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições” de cada povo.