ALVORADA

O SOL NASCE NO LESTE (VOSTOK) E PÕE-SE NO OESTE (EAST)

Frase

"(...) A história se repete: a primeira vez como tragédia. A segunda e outras vezes como farsa da tragédia anunciada. (...)" Karl Heinrich Marx (05/05/1818-14/03/1883)

Fatos

Gripe espanhola-estadunidense no início do século XX... Coronavírus no início do século XXI... Barragem de rejeitos minerários arrasa Mariana-MG em 05/11/2015... Barragem de rejeitos minerários arrasa Brumadinho-MG em 25/01/2019... Anderson Gomes e Marielle Franco são executados no Rio de Janeiro-RJ em 14/03/2018... Médicos ortopedistas são executados com 30 tiros em 30 segundos em restaurante na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro-RJ... (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...) (...)(...) (...) (...)(...) (...) (...) E por aí vai...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Teólogo é um enamorado de Deus, diz papa

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A Teologia nos fascina porque está intimamente ligada a Deus que é a razão de viver de toda pessoa humana. A fé não pode ser ingênua e sem sentido, porque corre o perigo de sermos induzidos ao erro que leva a falsa verdade e tirania daqueles inescrupulosos que se servem da boa fé das pessoas. A verdadeira liberdade se concretiza numa verdadeira consciência do ser em relação ao seu existir que tem o princípio e fim do mundo no Deus da Vida.

O papa Bento XVI teve o encontro com a Comissão Teológica Internacional, da qual foi presidente no dia 06 de dezembro de 2010. A Teologia é uma questão de amor a Deus, explicou, na última sexta-feira (04/12), o papa aos missionários e às missionárias da Comissão Teológica Internacional. Bento XVI falou a antigos conhecidos, já que, como cardeal, foi presidente da instituição que depende da Congregação para a Doutrina da Fé (www.zenit.org).

Para o papa, que dedicou sua vida à Teologia, o teólogo é, antes de tudo, um amante de Deus. A Teologia é verdadeira somente a partir do encontro com o Cristo ressuscitado, porque “nenhum sistema teológico pode subsistir se não for permeado pelo amor”. De fato, afirmou o santo padre, “quem descobriu em Cristo o amor de Deus, infundido pelo Espírito Santo em nosso coração, deseja conhecer melhor Aquele por quem é amado e que ama”.

“Conhecimento e amor sustentam-se reciprocamente. Como afirmaram os padres da Igreja, quem ama a Deus é impelido a tornar-se, num certo sentido, teólogo, alguém que fala com Deus, que pensa sobre Deus e busca pensar com Deus”. Ao mesmo tempo, prossegue o sumo pontífice o seu pensamento. “O trabalho profissional do teólogo é, para alguns, uma vocação de grande responsabilidade perante Cristo e à Igreja. Poder estudar profissionalmente o próprio Deus e poder falar disso: ensinar o que se contemplou, como dizia São Tomás de Aquino, ‘é um grande privilégio’” (www.zenit.org).

Analisando a etimologia da palavra “teo-logia”, o papa afirmou. “Na teologia, tentamos, através do logos, comunicar o que ‘vimos e ouvimos’. Mas sabemos bem que a palavra 'logos' possui um significado muito maior, que compreende também o sentido de ‘ratio’, ‘razão’”. Bento XVI prosseguiu afirmando que a reflexão teológica ajuda o “diálogo com os fiéis de outras religiões e também com os não fiéis”, graças à sua racionalidade. De fato, “podemos pensar em Deus e comunicar aquilo que pensamos porque Ele dotou-nos de uma razão em harmonia com a sua natureza” (www.zenit.org).

Em tudo isso, os teólogos, para que o seu método seja verdadeiramente científico, além de proceder de modo racional, devem ser fiéis à natureza da fé eclesial, “sempre em continuidade e em diálogo com os fiéis e os teólogos que vieram antes de nós”, porque “o teólogo jamais começa do zero”, pontuou o sumo pontífice. O papa ressaltou sobre “a unidade indispensável que deve reinar entre teólogos e pastores”. “Não podemos ser teólogos na solidão. Os teólogos precisam do ministério dos pastores da Igreja, como o Magistério precisa de teólogos que façam plenamente o seu serviço, com toda a ascese que isso implica” (www.zenit.org).

“Cristo morreu por todos, embora nem todos o saibam ou o aceitem”, observou o pontífice. Essa fé “nos leva ao serviço aos outros em nome de Cristo”. Em outras palavras, “o compromisso social dos cristãos deriva necessariamente da manifestação do amor divino”, afirmou o Bento XVI.

A Comissão Teológica, cuja função consiste em ajudar a Santa Sé e especialmente a Congregação para a Doutrina da Fé a examinar questões doutrinais de maior importância, nasceu quando o papa Paulo VI acolheu a proposta da primeira assembleia ordinária do Sínodo dos Bispos, em 11 de abril de 1969 (www.zenit.org).

Com essas palavras do papa Bento XVI, podemos, com a certeza de que devemos sempre dar razão à nossa fé, nos levar à coerência da vivência cristã. O agir do cristão deve estar na harmonia e na fraternidade universal e planetária que gera vida e justiça para todos. Deus caminha na história da humanidade e a leva ao bom fim. Aquele que não se afasta de Deus não pode ficar errante e sem rumo no mundo. O Senhor nos dá a sua força e a fortaleza na construção do Reino de Deus já neste mundo, e conseguimos prever a sua realização plena no céu. Isso se confirma no que o salmista disse. “O Senhor dará força ao seu povo; o Senhor abençoará o seu povo com a paz" (Sl 29, 11).

Feliz a nação e o povo que tem Deus como o Senhor (Cf. Sl 33, 12).

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 11 de dezembro de 2010

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Deus precisou de Maria e José...

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

A nossa preparação para celebrar o Natal do Senhor faz eco na alegria da espera deste Deus que se faz menino para incentivar a sensibilidade do nosso coração para com o seu Amor aos irmãos de caminhada. A liturgia nos coloca dois personagens de muita importância, que são Maria e José, pois eles colaboraram com o projeto de Salvação de Nosso Deus. Deus espera que cada um faça a sua parte na construção do Reino de Deus, que é justiça e liberdade para todos.

O profeta Isaías anuncia uma Virgem que conceberá o Deus conosco (Cf. Is 7, 10-14). O contexto da época nos relata que o Rei Acaz confia mais no poder do exército dos assírios do que na força e na proteção de Deus, e sofre um estrondoso fracasso. Apesar de toda a infidelidade de Acaz, Isaías confirma a fidelidade de Deus e revela um sinal de esperança. "Uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de EMANUEL, que quer dizer Deus Conosco".

Acaz foi um rei bom e consolidou a dinastia de Davi e assim ele se tornou sinal da presença de Deus no meio do Povo e criou assim nas pessoas humanas a expectativa de outro rei, um filho de Davi que faria cumpri plenamente a profecia de um Deus Conosco. Os primeiros cristãos virão na figura da Virgem predita por Isaías de Maria, a Mãe de Jesus, o Emanuel, o próprio Jesus que é o Nosso Verdadeiro Deus Conosco.

O Apóstolo Paulo, na Carta aos Romanos, nos lembra que Jesus é a Boa Nova de Deus, há tempos anunciada pelos profetas, nas Sagradas Escrituras, mas judeu de nascimento, da família de Davi. Isso nos mostra que Deus é fiel na suas promessas. Cabe a nós sermos fiéis a Ele (Cf. Rm 1, 1-7). No Evangelho de Mateus, vemos a plena realização da promessa: Jesus é o Deus Conosco, que vem ao encontro dos homens e das mulheres para lhes apresentar uma proposta de Salvação.

Ele nascerá de Maria, esposa de um homem bom, justo e honrado chamado José, descendente de Davi (Cf. Mt 1, 18-24). Não é apenas um fato histórico, mas uma catequese sobre a família de Jesus. Assim Jesus é filho de Deus, concebido em Maria por obra do Espírito Santo.

Assim é Maria, a criatura que Deus criou sem pecado para poder receber o salvador perfeito. O próprio nome Jesus quer dizer Deus (Javé). Aquele que salva. José tem um papel de relevância porque Maria e seu filho tinham que ter um guardião porque a Mulher não podia viver sozinha com filho sem ser casada. José aceita ser um esposo casto e por isso ele se tornou justo e se fez obediente e disponível ao plano de Deus na salvação da humanidade.

Maria acredita no sinal da vida e assume ser a Mãe de Cristo. Nada a deixará abalada mesmo diante do mistério da morte do seu Filho na cruz que foi um sinal, pois esta não segurou Jesus. Agora Ele vive irradiando glória e bênçãos aos cristãos que querem segui-Lo.

Natal é celebrar o Plano de Salvação, a Luz que liberta e salva a pessoa por inteiro. Humanamente, eles sentiram dúvidas no início, mas a graça de Deus os fortaleceu e os fez fortes na missão que Deus colocava na sua vida.

Que cada cristão seja comprometido com a missão no mundo, fazendo-se fiéis e firmes na construção de um mundo que seja pleno de liberdade, justiça e de defesa da vida em todos os estágios na fraternidade universal e planetária.

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 16 de dezembro de 2010

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A chegada de um mundo novo

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O Advento é um tempo propício para celebrar a chegada do Senhor. Não é apenas uma preparação para o Natal. Jesus nasce na vida de todos que estão dispostos a vivenciar os valores cristãos. Estes são: o amor, o perdão, a partilha, a solidariedade e a fraternidade.

No Livro do Profeta Isaías, há o Hino à ALEGRIA. Ele quer despertar em cada pessoa a força e a esperança das pessoas que estão no exílio. O contexto era um dos piores da História do Povo de Israel. O templo de Jerusalém fora destruído. As pessoas foram deportadas para a Babilônia.

Mesmo com essas situações ruins, o Profeta alimenta a esperança de dias melhores para o povo de Deus. Isso vai trazer alegria, com linguagem messiânica, como o deserto vai florir, a tristeza vai dar lugar para a alegria e Ele libertará os cegos, os coxos, os mudos de suas doenças (Cf. Is 35, 1-6a.10).

Vai ser um mundo novo através desses sinais, um lugar onde tudo se harmoniza com a chegada desse novo tempo para o povo. Assim, para nós, também quando as coisas parecem que estão ruins, então vai surgir uma nova realidade, boa e libertadora para cada um de nós.

Na Carta de São Tiago, é feito um convite a todos que esperam na fé e na perseverança, com PACIÊNCIA. Essa atitude nos ajuda a ser fiéis a Deus, nos mostra que tudo tem o seu tempo e fim. Nós, que acreditamos em Deus e é em Deus que devemos depositar toda a nossa confiança, devemos crer que Ele é a nossa força e fortaleza (Cf. Tg 5, 7-10).

No Evangelho de Mateus, Jesus mostra que o mundo novo anunciado pelo Profeta Isaías já chegou. Os sinais de sua chegada já estão acontecendo, como já foi predito pelo Profeta (Cf. Mt 11, 2-11). O contexto da época era complicado. João se encontrava preso por Herodes por causa dele ter reprovado o comportamento desse rei.

Na prisão, João ficou sabendo das obras que Jesus fazia e que era diferente o que ele pregava no deserto, pois ele achava que viria um juiz severo para castigar os pecadores. Só que Cristo era misericordioso e compassivo com os pecadores. Então João queria saber se era Ele o Messias esperado ou tinha que esperar por outro salvador.

Então Jesus responde e aponta sinais que o Profeta Isaías já tinha predito e anunciado, e que eram sinas concretos da vinda do Messias e do novo Reino instaurado: os cegos, os paralíticos, os leprosos, os surdos seriam curados, e os pobres seriam evangelizados. E ainda Jesus diz: “Feliz quem não se escandalizar de mim”.

O que Jesus fazia comprovava o que o Profeta tinha dito. Jesus dá testemunho de João Batista. Não é um CANIÇO que verga conforme o vento. João não é um pregador oportunista, que tira vantagem e adapta as situações presentes. Ele não abusa do dinheiro em luxo ou na fortuna. Cristo ainda faz um grande elogio a ele. João é mais que profeta. Ele é o maior, nascido de mulher no mundo. E ainda acrescenta. “No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. O Reino de Deus é marcado pela justiça e pela paz.

A ação libertadora de Deus em nós se traduz em nossas ações que geram vida em abundância para todos. Não podemos acostumar com o mal, mas promover o bem na família, na sociedade e na comunidade Igreja. Nós devemos ser sinais do Reino no mundo com nossas ações evangelizadoras, e levar a palavra genuína de Cristo através do nosso testemunho cristão que desperta todos para a corrente do amor-doação.

Todos terão vez e voz no Reino de Deus, que já e construído no meio de nós. Assim podemos dizer: “Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo. Alegrai-vos: o Senhor está perto” para celebrar o Natal do Senhor”.

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 09 de dezembro de 2010

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Cura e liberdade vêm do nosso Deus

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Queridos irmãos e irmãs,

Estamos caminhando para o Natal do Senhor. A liturgia nos insere no mistério de Um Deus que se encarna no meio de nós. Ele veio para assumir a nossa humanidade e abrir o nosso coração ao um Deus que se solidariza com os mais pobres e desamparados. Jesus vem quebrar em nós o egoísmo que não deixa amar de modo total aos que mais necessitam. O amor de Deus mergulha na nossa fragilidade e nos ergue para a verdadeira vida de irmãos e irmãs.

Jesus, vindo ao mundo, pregou o Reino de Deus e fez prodígios tremendos aos que mais sofriam, para nos ensinar que, quando somos verdadeiros cristãos, o mundo se torna melhor pela nossa ação com Ele. A pessoa humana passa por uma transformação e se cristianiza nas atitudes de amor, paciência, mansidão, solidariedade, perdão e ajuda desinteressada.

No Evangelho de hoje, Jesus passava e dois cegos, à beira do caminho, gritam chamando-lhe a atenção. Os cegos acompanham Jesus. “que vai saindo de lá”, e vão “gritando”, como são sempre apresentados os cegos nos Evangelhos. Eles chamam Jesus de “Filho de David”, que designa Messias, e já fora empregado pela Cananéia. Não é plausível que eles soubessem que se tratava do Messias. Essa atitude é de clamar e ter atenção daquele que pode ajudar.

Para acontecer a mudança, a cura, Jesus pergunta: “Acreditais que eu posso fazer isso? Eles responderam: “Sim, Senhor”. Então tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé. E os olhos deles se abriram”. Jesus pede para que não fale aos outros, porque Jesus cura não para fazer espetáculo e nem para fazer bonito, mas por amor misericordioso ao ser humano por inteiro. Deus não só cura o físico, mas todo o ser.

Daí, Jesus, com seu jeito coerente de fazer a vontade do Pai e o seu amor que transbordava, mudava vidas e aumentava os que O seguiam. Até hoje, quando aderimos a Ele, o mundo não será o mesmo com Ele e em nós. O cristão não deve ficar preso nas estruturas e nas rotinas da vida que não trazem vida em abundância a ninguém. A esperança renasce em nós, mesmo diante da cultura de morte, de egoísmo, de falta de solidariedade e partilha de alguns dos nossos irmãos e irmãs de caminhada.

Os olhos se abrem para a história da salvação. O nosso Deus nos faz estar em comunhão com Ele em vida de comunidade. As promessas de Deus foram cumpridas em Cristo e em todo momento de nossa vida através das graças derramadas por Ele a nós. Hoje Jesus nos abre os nossos olhos para não ficarmos fechados no nosso mundinho, engaiolados em nossas casas, mas para os outros que precisam de nós.

Abriu os olhos a todos que a Ele se achegaram: os olhos do coração, os olhos da decência, os olhos da bondade, os olhos da partilha, os olhos do perdão, da mesma forma que fez aos olhos dos cegos. Aquele povo que viu Jesus e nós também O vemos, na medida em que abrimos o nosso coração ao outro. O povo crescia. Mesmo Ele sendo crucificado, todos assumiram o seu lugar na Sua vida.

Passando o tempo da missão de Jesus, todos viram a luz limpidamente, quem era Jesus, com exceção dos que foram responsáveis por sua morte e dos que hoje são incessíveis à dor alheia do outro que sofre. Jesus vive de modo pleno na sua Palavra e na Eucaristia, no meio de nós, pelo Espírito Santo, que Ele nos deixou como advogado, defensor e força que anima a comunidade.

Celebramos a cada ano o Natal do Senhor. É a festa da misericórdia de Deus para conosco. A sua grande misericórdia prepara o lugar no céu para cada um de nós, que Ele prometeu a todos que vivessem os Seus ensinamentos.

Que Jesus nos abra sempre os nossos olhos para os que mais necessitam de ajuda e misericórdia, e que um dia estejamos na eternidade com todos que já nos precederam. A nossa morada não é aqui, mas no céu. Cada um de nós cresça na fé e na força da Ressurreição. Quem crê em mim, mesmo que adormeceu, ressuscitará, disse Jesus.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Amém!


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Converter é preciso

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Estamos caminhando para o Natal do Senhor. A liturgia nos ensina que é preciso quebrar em nós os valores que não levam a nada e o egoísmo que não nos deixa de amar e servir os outros. Os valores do Reino devem ser buscados sempre, pois eles nos dão salvação. A liturgia nos apresenta duas figuras importantes, como a de Isaías e a de João Batista, que apontam a necessidade de ir ao encontro do Messias.

No Livro do Profeta Isaías, nos é apresentado um Enviado de Javé, descendente de Davi, com a missão de construir um Reino de Justiça e Paz. Esta promessa reaviva a esperança de um Povo diante de possível ameaça do imperialismo dos assírios. Como diz: “Naqueles dias, do tronco de Jessé, sairá um ramo e um broto de sua raiz”. Será movido pela força do Espírito Santo com todos os seus dons. A Reconciliação e a comunhão vão acontecer entre a humanidade e a vida planetária com seu criador. Nós sabemos que em Jesus se realiza plenamente a promessa do Messias esperado (Cf. Is 11, 1-10).

O Apóstolo Paulo exorta os cristãos de Roma a viver no amor, dando testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia, a fim de que louvem a Deus, com um só coração e uma só alma. Esses gestos serão os sinais da coerência da vida cristã. O mundo só pode ser melhor se houver amor desinteressado para aqueles que mais necessitam. Devemos nos despir do egocentrismo, da falta de amor e de solidariedade com o verdadeiro amor cristão de doação aos que mais necessitam de nossa ajuda (Cf. Rm 15, 4-9).

No Evangelho de Mateus, JOÃO BASTISTA anuncia que esse Reino está próximo, mas para que se torne realidade precisa de CONVERSÃO séria e despretensiosa do ser humano. O modo de vestir, a vida austera, o modo de se alimentar e a fala dão autenticidade à mensagem do anúncio da vinda do Messias. O deserto é o lugar teológico. Isto é, vai além da privação e do despojamento. É também o lugar tradicional dos encontros do Povo de Israel com Deus. Mas, para realizar esse Reino já em nós e no mundo, é preciso conversão (Cf. Mt 3, 1-12).


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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A santidade é o objetivo da vida do cristão, disse Bento XVI

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O cristão pelo Batismo é chamado a ser santo. Todos somos chamados a seguir Jesus Cristo, fonte inesgotável de santidade. Em Cristo, somos mais que vencedores e nos tornamos fortes nas tentações. Temos coragem para ser coerentes no agir cristão (Cf. Rm 8, 37). Cada pessoa deve procurar o bem e fazer tudo conforme a vontade de Deus. Não podemos servir a dois senhores, pois podemos contrariar a verdadeira felicidade que está no exercício do amor solidário aos que mais precisam (Cf. Mt 6, 24).

Hoje [primeiro de novembro de 2010] celebramos, com toda a Igreja, o dia de todos os santos e santas. O papa recordou que a Solenidade de Todos os Santos nos convida a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. "A santidade - imprimir Cristo em si mesmo -, é o objetivo da vida do cristão e nós saboreamos antecipadamente o dom e a beleza da santidade toda vez que participamos da Liturgia Eucarística, em comunhão com a multidão imensa de espíritos beatos, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro", afirmou o santo padre (notícia tirada de www.cancaonova.com em 01-11-2010).

"A vida dos santos não pertence somente à sua biografia terrena, mas também ao seu viver e agir em Deus, depois da morte. Nos santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, pelo contrário, torna-se verdadeiramente próximo a eles", disse Bento XVI citando a sua Encíclica Deus caritas est. E recordando os desafios diários que enfrentamos, o santo padre destacou que "o Senhor nos dá a graça para suportar as provações desta vida terrena, as injustiças, as incompreensões e as perseguições" (notícia tirada de www.cancaonova.com em 01-11-2010).

Em seguida, o papa destacou que, nesta terça-feira, a Igreja recorda os fiéis falecidos e ressaltou que "a separação terrena de nossos entes queridos é certamente dolorosa, mas, acompanhada com a oração de sufrágio da Igreja, a morte não pode quebrar a ligação profunda que nos une a Cristo". O pontífice confiou aos cuidados da Virgem Maria a nossa peregrinação rumo à Pátria Celeste e invocou sua maternal intercessão para o descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição (notícia tirada de www.cancaonova.com em 01-11-2010).

Com essas palavras do nosso papa Bento XVI, possamos fortalecer a nossa fé na santidade e na crença da vida eterna. Que cada cristão possa estar em comunhão com o Deus da Vida que nos fortalece nesta jornada rumo ao céu, mas que ainda é preciso viver nesta vida em atitude de vigilância no bem, na partilha, na solidariedade e na defesa dos direitos humanos, principalmente a vida dos inocentes no ventre das mães.

Um dia, estaremos na pátria celeste e o que de bom fizemos será contado como garantia da recompensa de Deus que é sempre fiel. Isso pode ser conferido no livro de Josué. "Você sabe, com todo seu coração e alma, que nem uma de todas as boas promessas que o Senhor teu Deus te deu falhou; toda promessa foi cumprida; nenhuma delas falhou" (Js 23, 14).

Amém!

Christianus per Baptismum vocatis sanctis!


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Texto pensado, produzido e escrito em primeiro de novembro de 2010

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Siga em frente; a libertação já está próxima; “levantai a cabeça”

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A liturgia nos ajuda e nos orienta para um objetivo e uma meta. Somos peregrinos para um Reino de Deus. A escatologia da pessoa e do mundo nos dá a orientação para o encerramento e o refletir sobre o fim dos tempos. Isso é o que Deus nos propõe e nos leva por suas mãos, e assim nasce em nós a coragem e a esperança para enfrentar as dificuldades e lutar pelo novo, o advento do Reino de Deus.

No Livro do Profeta Malaquias, nos é mostrado como é o "Dia do Senhor" (Mal 4, 1-2). O contexto da época era que o Povo de Israel tinha voltado do exílio com muitas promessas de um futuro maravilhoso, um reino de paz, de bem estar e de justiça.

Mas, o que o Povo de Israel vê é o contrário. Por isso, começa a manifestar a desilusão. Então, o profeta Malaquias, recorre, numa linguagem profética, e dirige a todos palavras de conforto e esperança. Deus é fiel e não abandona o Povo, pois Ele é Senhor da História e intervém na hora certa. Assim o mal vai dar lugar para o bem, para a Justiça e para a Verdade. Não é pretensão do texto incutir no Povo o fim do mundo, mas fortalecer a Esperança do Deus da vida que liberta sempre. Assim se podem enfrentar os dramas, as dificuldades da vida e da História. Esta Esperança é que devemos ter ainda hoje, apesar do que vemos, isto é, realidades de maldade e morte...

São Paulo fala da comunidade de Tessalônica, perturbada por fanáticos que pregavam estar próximo o fim do mundo. Por isso, não valia mais à pena continuar trabalhando. Paulo apresenta o exemplo de trabalho de sua vida e acrescenta: "Quem não quer trabalhar, também não deve comer..." (2 Ts 3, 7-12). Isso quer dizer que, enquanto tivermos vida, devemos lutar para que tudo seja transformado para o melhor e não devemos ficar parado ou desistir das coisas e ficar esperando pelo fim. Não desanime nunca.

No Evangelho de Lucas, temos a narrativa do Discurso Escatológico, em que aparecem três momentos da História da Salvação: A destruição de Jerusalém, o tempo da Missão da Igreja e a Vinda do Filho do Homem (Lc 21, 5-19). Na época de Lucas, é a realidade quando foi escrito o esse Evangelho, o povo tinha passado por muitos acontecimentos como guerras, revoluções, a destruição do Templo de Jerusalém, a perseguição dos cristãos por parte dos judeus e dos romanos.

Para algumas pessoas, o fim do mundo estava próximo, mas Lucas nos mostra que isso não é o fim, mas sinais que devemos levar em conta para sermos fiéis e comprometidos a Cristo na construção do Reino de Deus. Não deixar ser enganados pelo fanatismo e ideologias que oprimem e metem medo, mas devemos nos levar pela verdadeira vida que Jesus nos traz. Isso acontece no compromisso na Igreja, nos trabalhos de pastorais e movimentos para promoção do ser humano.

Quem está com Cristo sente a verdadeira liberdade, pois Deus não impõe, mas propõe a cada um o Reino. E nós O aderimos. Jesus sempre fala: a sua fé te curou ou a salvação entrou nesta casa.

Amém!


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 13 de novembro de 2010

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A saudade é o amor dela por nós que fica...

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

A eternidade é o mistério revelado por Cristo, com a sua vinda. Jesus vindo ao mundo nos mostrou o caminho que leva à verdadeira vida. A existência humana e o seu fim na terra nos deixam uma lição, embora nós fiquemos paralisados diante da morte e no silêncio diante dela. Mas, somente pelos olhos da fé no Ressuscitado que vamos compreender este mistério da vida humana, que agora sentimos profundamente com a nossa alma.

Ficamos parados, chorosos, tristes e em silêncio diante da pessoa que amamos e entregamos a Deus. A nossa mãe, mulher de fé, corajosa e cheia de palavras consoladoras e de força para todos. Ela soube ser presente e sempre nos fortaleceu nos momentos difíceis. O conforto para nós vem de nosso Deus que nos dá a certeza da sua morada eterna.

Ela na sua fé em Cristo, que é a razão de nosso viver, nos dá a esperança na vida eterna. A graça de Deus derramada na sua vida transborda no dia da sua partida no dia de nossa senhora das Graças.

Maria, a mãe que experimentou a perda do filho, ficou no seu silêncio profundo. Hoje ela contempla seu Filho sempre eterno. Jesus nos dá a certeza que um dia estaremos lá também, contemplando Deus e todos que já estão no céu.

Hoje entregamos a nossa mãe a Deus e que Ele acolheu e deu a sua luz eterna na vida dela. Cessam as dores e as lutas... Ela parte e nós ficamos com muita saudade, mas o amor dela fica em nós. Jesus nos fala: quem crê em mim, mesmo que esteja adormecido, ressurgirá.

Mãe, vai com Deus! E interceda sempre por nós junto ao Deus da vida, juntamente com a nossa mãe eterna, medianeira de todas as graças. Obrigado pela sua existência e somos agradecidos a Deus por ter tido a senhora em nosso meio. A luz que a senhora viu já era prenúncio da luz d’Aquele que é sempre Jesus, Nosso Senhor.

Amém!


A MENSAGEM POR E-MAIL - “Pax Christi! Bom dia! Como já lhe falei, nós entregamos a nossa mãe a Deus. Obrigado por ter colocado a notícia no Blog. No dia 26/11, ela me perguntou se eu estava firme para ir aí. Então eu lhe respondi que sim. Estarei aí a partir do dia 07/12. Esse texto que estou lhe mandando, fiz ontem, logo que eu fiquei sabendo da sua partida para a casa do Pai. Deus os abençoe.” José Benedito

Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 27 de novembro de 2010

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FOTO OFICIAL - O projeto “Escola da Cidadania Dom Luciano Mendes de Almeida” na Arquidiocese de Montes Claros segue os bons costumes dos Cursilhos de Cristandade [Caminho de Damasco nesta Igreja particular] e posa para foto oficial. Durante a formação de 21 de novembro, lideranças juvenis, adolescentes dos grupos de base, monitores da Escola e pais dos alunos marcaram presença no acompanhamento ao trabalho e até sugeriram apresentação do projeto nas reuniões do Encontro de Casais com Cristo (ECC). A monitora do “Escola da Cidadania”, Maria Isméria Pinheiro Ezequiel, destacou a atitude do adolescente Guilherme [segundo na foto, ao observá-la da esquerda para a direita], da Igreja evangélica Deus é Amor. “O Guilherme é caladinho, mas, quando fala, aprendemos muito com ele”, declarou. O “Escola da Cidadania” é um trabalho que não discrimina qualquer credo religioso e outras ideias, mas se orienta pela metodologia cristã do ver, julgar e agir. “Aqui formamos adolescentes para enfrentar qualquer desafio do mundo contemporâneo”, garantiu a monitora.

domingo, 28 de novembro de 2010

“Religião não deve ser marginalizada da vida pública”, diz Bento XVI (Parte II)

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

O ser humano é dotado de inteligência, de uma alma, de um corpo e de um espírito. Ele sempre tem no seu íntimo a busca de uma liberdade que o respeita na sua integridade e que o leva ao crescimento moral, espiritual e humano. Não se pode tratar a pessoa como coisa que se pode colocar em qualquer lugar ou manipular como fantoche. A pessoa humana é criada à imagem e semelhança de Deus e deve ser respeitada. Não se justifica nenhuma ação se não for focada para o bem comum, a solidariedade, a fraternidade e a justiça para todos.

Sobre a fé e a razão, o nosso papa Bento XVI nos mostra que não podemos ignorá-las, porque elas estão intimamente ligadas à essência da pessoa humana. Cabe a nós dar maturidade para não cairmos no reducionismo e nem em uma ingenuidade que aliena o ser humano (www.zenit.org). "Neste sentido, o papel da religião no debate político não é tanto proporcionar tais normas, como se os não-crentes não pudessem conhecê-las. Menos ainda propor soluções políticas concretas, algo que está totalmente fora da competência da religião. Seu papel consiste, ao contrário, em ajudar a purificar e iluminar a aplicação da razão à descoberta de princípios morais objetivos” (www.zenit.org).

“Este papel corretivo da religião a respeito da razão nem sempre foi bem-vindo”, em parte devido a “expressões deformadas da religião, tais como o sectarismo e o fundamentalismo, que podem ser percebidos como geradores de sérios problemas sociais. E, por sua vez, tais distorções da religião surgem quando se presta uma atenção insuficiente ao papel purificador e estruturador da razão com relação à religião” (www.zenit.org). "Sem a ajuda corretiva da religião, a razão pode ser também presa de distorções, como quando é manipulada pelas ideologias ou se aplica de forma parcial em detrimento da consideração plena da dignidade da pessoa humana" (www.zenit.org).

Por isso, a religião "não é um problema que os legisladores devam solucionar, mas uma contribuição vital para o debate nacional". Sobre a Liberdade religiosa, o papa nos orienta e nos fala o seguinte. O papa expressou sua preocupação "crescente na marginalização da religião, especialmente do cristianismo. Em alguns lugares, inclusive em nações que outorgam uma grande ênfase à tolerância", essa ordem marginal já ocorre. "Há alguns que desejam que a voz da religião se silencie ou pelo menos que se relegue à esfera meramente privada. Há também os que defendem que a celebração pública de festas como o Natal deveriam ser abolidas, segundo a discutível convicção de que este ofende os membros de outras religiões ou de nenhuma” (www.zenit.org).

"E há outros que sustentam, paradoxalmente com a intenção de suprimir a discriminação, que se deveria pedir às vezes aos cristãos que desempenham um papel público que ajam contra a sua consciência", acrescentou. Tudo isso são "sinais preocupantes de um fracasso na estima não só dos direitos dos crentes à liberdade de consciência e à liberdade religiosa, mas também do legítimo papel da religião na vida pública" (www.zenit.org). Neste sentido, apreciou "o convite sem precedentes que me foi dado hoje" de falar à classe política, assim como a colaboração que a Grã-Bretanha e a Santa Sé mantêm em muitos âmbitos, como a ajuda ao terceiro mundo e a supressão do comércio de armas.

Por isso, o papa convidou as autoridades britânicas a colaborar mais com as comunidades cristãs locais, convencido de que "também dentro deste paí, há muitas áreas nas quais a Igreja e as autoridades públicas podem trabalhar conjuntamente pelo bem dos cidadãos" (www.zenit.org). No entanto, "para que tal cooperação seja possível, as entidades religiosas, incluídas as instituições vinculadas à Igreja Católica, precisam ter liberdade de ação conforme seus próprios princípios e convicções específicas, baseadas na fé e no magistério oficial da Igreja".

"Assim, serão garantidos direitos fundamentais como a liberdade religiosa, a liberdade de consciência e a liberdade de associação", concluiu, convidando-os a "reconhecer a contribuição vital que a religião ofereceu e pode continuar oferecendo à vida da nação" (www.zenit.org). Com essas palavras seguras do nosso papa Bento XVI, podemos com certeza crescer no entendimento entre os povos de diversas raças, religiões e posicionamentos políticos, mas visando a harmonia entre todos e construindo uma civilização para o amor e a paz na justiça para todos.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

Texto pensado, produzido e escrito em 04 de outubro de 2010

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sábado, 27 de novembro de 2010

O sinal da figueira

(Lc 21, 29-33)

por José Benedito Schumann Cunha
jbscteologo@gmail.com

Em seguida, Jesus fez esta comparação. Vejam o exemplo da figueira ou de qualquer outra árvore. Quando vocês veem que as suas folhas começam a brotar, vocês já sabem que está chegando o verão. Assim também, quando virem acontecer àquelas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está para chegar. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer antes de morrerem todos os que agora estão vivos. O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.

Estamos diante da parábola da figueira. Jesus quer nos falar de sinais para que fiquemos alertas com a proximidade do Reino de Deus. Este acontecerá bem no meio de nós. É uma parábola pequena, que se considera um discurso escatológico apocalíptico. É a narração de um fim glorioso para Israel, o dia de Javé. Isso significa a vitória sobre os inimigos do povo de Deus e de glória e poder para o povo de Deus. Alguns discípulos, vindos judaísmo, não entendiam direito o que Jesus falava.

Então Jesus os adverte falando. “Vós, do mesmo modo, ficai sabendo...”. Na parábola, as árvores que brotam indicam a proximidade do verão. É tempo de frutos e colheita. Jesus se refere à chegada do Reino de Deus. Sabemos que a encarnação de Jesus inaugura o novo Advento. Ele vai ser o Messias que inaugura definitivamente o Reino de Deus. Agora a esperança que deve nascer no nosso coração. Em Deus, realizamos todas as coisas. Nada ficará obscuro diante de Jesus.

Somos contaminados pelo bem, pela verdade e justiça. A solidariedade, a fraternidade, a partilha e a alegria reinarão onde o Reino de Deus se faz presente. A Palavra de Jesus nos convida para o seu banquete que traz vida em abundância para todos.

Amém!

Hoje, à meia-noite, minha mãe foi para a eternidade. Entregamo-la a Deus. Peço que reze em sufrágio da sua alma. A Missa de Sétimo Dia será no dia 04 de dezembro, sábado.


Bacharel em Teologia pela Pontificium Athenaeum S. Anselmi de Urbe (Roma/Itália) e Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), José Benedito Schumann Cunha é engenheiro. Tem ainda formação em História e Pedagogia. Nasceu em 03 de abril de 1957, em Cristina, Minas Gerais. Atualmente mora em Itajubá (MG). Além de colaborar com o Blog da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de Montes Claros, ajuda na Pascom da Paróquia São José Operário de Itajubá. Preside também Celebração da Palavra nesta Paróquia e em algumas paróquias vizinhas. Já esteve, por dois meses e meio, experimentando a vocação religiosa.

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